Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Casa nova

O blog está de endereço novo e cara nova. Uma mudança para melhor.
 
A partir de agora, vocês me encontram aqui.
 
Deem um pulo no novo endereço. Está tudo explicadinho lá.
 
Espero vocês.

Escrito por Fábio Seixas às 20h35

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Jerez, dia 2

Um resultado didático nesta quarta-feira, em Jerez.

Porque o mais rápido foi um carro do ano passado. A Mercedes W02 de Schumacher.

Um carro que, claro, tem algumas atualizações, alguns componentes novos. Mas isso mostra o óbvio: que os carros de 2012 ainda têm muito a crescer, que ainda há muito a ser desenvolvido.

O tempo do alemão, 1min18s561, 1s1 melhor do que Raikkonen, ontem.

Webber já andou melhor do que na estreia e ficou em segundo. Ricciardo ficou em terceiro.

Poucos incidentes. O maior susto foi uma escapada de Raikkonen, sem maiores (e menores) consequências.

Massa foi o sétimo com a Ferrari. Amanhã será substituído por Alonso.

Massa, nesta quarta, em Jerez (Julio Muñoz/Efe)

Um troca-troca esperado é o da Williams. A quinta-feira verá a estreia de Bruno por lá.

Aos tempos:

1º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), 1min18s561 (132 voltas)
2º. Mark Webber (AUS/Red Bull), a 0s623 (97)
3º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso), a 1s026 (100)
4º. Jules Bianchi (FRA/Force India), a 1s660 (46)
5º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus), a 1s678 (117)
6º. Paul di Resta (ESC/Force India), a 1s711 (69)
7º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 1s893 (95)
8º. Jenson Button (ING/McLaren), a 2s127 (85)
9º. Sergio Pérez (MEX/Sauber), a 2s150 (68)
10º. Pastor Maldonado (VEN/Williams), a 2s636 (97)
11º. Heikki Kovalainen (FIN/Caterham), a 2s957 (139)
12º. Pedro de la Rosa (ESP/HRT), a 3s567 (64)

Escrito por Fábio Seixas às 15h41

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Menos feio

Em tempo: o degrau no bico da Lotus tem linhas mais suaves do que a maioria dos seus concorrentes.
 
 
 
É tanta feiúra nos boxes que já começo a achar a E20 bacaninha...

Escrito por Fábio Seixas às 09h32

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Jerez, dia 1

(Antes de começar a falar sobre a pré-temporada, um aviso que sempre se faz necessário: não a levem muito a sério. É algo óbvio, mas muita gente esquece: teste é feito para testar. Testar qualquer coisa. Desde componentes revolucionários até besteiras inócuas. Sem contar que muita gente esconde o jogo, enquanto outra gente perde terreno por falta de orçamento. Basta lembrar que, em 2011, o mais rápido nos testes em Jerez foi Barrichello, que terminou o ano em 17º no Mundial e desempregado. Isso dito, lá vai...)

Raikkonen começou bem sua volta à F-1. Foi o mais rápido na abertura da pré-temporada, em Jerez.

(Marcelo del Pozo/Reuters)

O tempo do finlandês, 1min19s670, 0s2 melhor do que a melhor marca do circuito espanhol em 2011, conquistada por Barrichello e sua Williams.

Di Resta foi o segundo, seguido por Rosberg, Webber e Ricciardo.

Das 12 equipes, só a Marussia não apareceu. Hispania e Mercedes usaram carros híbridos.

Massa, nono, foi o único brasileiro na pista. Bruno, que pela manhã, participou do lançamento do FW34 (com o horrendo degrau), assistiu a tudo dos boxes. Ele treina na quinta e na sexta.

Aos tempos:

1º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus), 1min19s670 (75 voltas)
2º. Paul di Resta (ESC/Force India), a 0s102 (101)
3º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 0s549 (56)
4º. Mark Webber (AUS/Red Bull), a 0s826 (54)
5º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso), a 1s024 (57)
6º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 1s124 (42)
7º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber), a 1s683 (106)
8º. Jenson Button (ING/McLaren), a 1s860 (62)
9º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 3s145 (69)
10º. Heikki Kovalainen (FIN/Caterham), a 3s508 (28)
11º. Pastor Maldonado (VEN/Williams), a 3s701 (25)
12º. Pedro de la Rosa (ESP/Hispania), a 4s006 (44)

Escrito por Fábio Seixas às 16h18

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Pit Stop #214

O Pit Stop 2012 tem novo cenário, novas vinhetas e começa com uma atração... diferente: o vídeo das minhas voltinhas em Abu Dhabi, a bordo de um F-1.
 
O programa também fala dos horrendos bicos-degrau, do início dos testes, do flerte de Barrichello com a Indy. E o quadro "Naftalina" está bem divertido.
 
Lá vai...
 

Escrito por Fábio Seixas às 11h00

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Fim das férias

As férias chegaram ao fim.
 
Não por coincidência, na véspera do início dos testes da F-1, em Jerez.
 
Até este momento, 8 das 12 equipes já mostraram seus carros: Caterham, McLaren, Ferrari, Force India, Lotus, Sauber, Red Bull e Toro Rosso.
 
O lançamento da Williams será amanhã, terça. O da Mercedes, no dia 21. Marussia e Hispania ainda não informaram quando exibirão seus carros.
 
Como até os guard-rails de Jerez já perceberam, a grande marca dos novos carros está na cara. Ou melhor, no bico. O da Caterham foi só o primeiro...
 
 
Uma explicação bem didática está no blog do Craig Scarborough, aqui.

Vou tentar resumir...
 
Nos últimos anos, as equipes vinham tentando elevar cada vez mais os bicos dos carros, para otimizar o fluxo de ar no assoalho. Era esse fluxo de ar que alimentava alguns apêndices aerodinâmicos. O difusor traseiro, por exemplo.
 
O problema é que essa moda foi ficando perigosa. Há limites para a altura de vários pontos do chassi, com o objetivo de proteger a cabeça dos pilotos. E esse limite estava sendo usado sem dó.
 
Em caso de acidente, os pilotos estavam mais desprotegidos. A possibilidade de que um piloto fosse atingido por um pedaço da dianteira do carro era maior do que a FIA desejava.
 
Para acabar com isso, o regulamento de 2012 estipula que a área à frente da célula de sobrevivência deve estar, no máximo, a 55 cm do solo. Do início do monocoque até sua abertura, pode ser de 62,5 cm.
 
Sim, a inclinação poderia ser gradual, como no caso da McLaren. Mas todas as outras equipes chegaram à conclusão, em seus túneis de vento, de que o degrau de 7,5 cm confere melhor eficiência aerodinâmica.

E a Red Bull, com Newey, foi além. Aproveitou o degrau para encaixar duas entradas de ar.


Ok, a explicação técnica é essa.

Já a questão estética derruba a velha tese de que "gosto não se discute". É unânime: todo mundo achou esses carros horríveis.

Mas o quanto são rápidos e equilibrados? A resposta começa a ser dada amanhã

Escrito por Fábio Seixas às 19h33

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Andei num F-1

Já faz cinco horas. Mas o pescoço dói e o estômago ainda está revirado.
 
Esta quinta-feira em Abu Dhabi foi especial. Uma experiência única, emocionante, didática, chocante: andei num carro de F-1.
 
Como passageiro, que fique claro. Foi num carro de dois lugares do circuito de Yas Marina, com motor Cosworth V10 e pneus Pirelli de demonstração, mais duros que o normal.
 
"O motor é forte. É bem parecido com um F-1 convencional. O cockpit só é um pouco mais largo e a distância entre-eixos é maior", explica Di Grassi, piloto de testes da Pirelli, que patrocinou a brincadeira, e meu motorista.
 
Di Grassi, no carro que me levou 
 
O cockpit é mais largo para caberem as pernas do passageiro, que abraçam o banco da frente _os cotovelos de Di Grassi ficaram mais ou menos na altura dos meus joelhos.
 
Mas não se enganem. É tudo muito, muito apertado. Ainda mais com o cinto de cinco pontos, que cola você no assento, e com a carenagem que é encaixada na altura dos ombros. Houve colega que teve crise de claustrofobia e pediu para sair. E um detalhe: quanto maior o passageiro, menos espaço sobra para os braços do piloto.
 
Conheço Di Grassi há anos. Já escrevi aqui que é o piloto com mais conhecimento técnico com quem já conversei. Um engenheiro nato, a ponto de hoje ajudar Tilke nos desenhos de circuitos. "Quando for sua vez, diz que quer vir comigo. Vou acelerar", ele prometeu.
 
Dito e feito.
 
Saímos dos boxes e logo veio a grande reta. O carro chegou perto dos 300 km/h. A sensação é de uma queda interminável numa montanha russa. O capacete quase sai.
 
Em silêncio, torço para que a reta termine logo. Um erro, descubro logo mais: tão impressionante quanto a velocidade na reta é a força da freada. Todos os seus órgãos, que estavam sendo empurrados para trás a 300 km/h, de repente são jogados para a frente. O estômago quase para no meio da pista.
 
Lucas deixa o carro escorregar em duas ou três curvas, ataca as zebras, e então abre a volta lançada. Chega a grande reta: agora, com o carro embalado, ultrapassamos os 300 km/h. "Chegamos a uns 305 km/h", conta, depois.
 
Imaginei estar mais preparado para minha segunda vez ali. Impossível. "Isso não é feito para gente normal", foi tudo o que consegui pensar, antes de mais uma freada, ainda mais forte, enquanto minha mão esquerda inutilmente tentava segurar o capacete.
 
Na volta de desaceleração, novo encontro com a reta, com a freada, com as zebras, com as curvas. O retorno para os boxes. 
 
Com duas certezas:
 
1. Todo mundo que acha que automobilismo não é esporte deveria ser colocado num carro desses para uma voltinha. Cinco horas depois, com o pescoço ainda doendo pelo esforço físico, a ideia seria outra. Isso para não citar que você ficou ali de braços cruzados, enquanto o piloto fazia todo o trabalho sujo;
 
2. São necessários anos e anos para que um piloto chegue ao ponto de guiar um F-1. Não dá para fazer duas ou três temporadas na base e tentar um salto tão alto. Sim, Raikkonen fez isso, o que só reforça a competência do cara e o risco da Sauber. "O que você está sentindo é o que eu sentiria se alguém chegasse pra mim e me mandasse pilotar um avião. Eu não saberia tirar o negócio do chão. Tudo isso são anos de prática", diz Di Grassi, gentil com o jornalista ainda deslumbrado.
 
Sei que muita gente vai dizer: "Tá vendo? É fácil criticar os caras, né? Agora que sentou a bunda lá, quero ver..."
 
Besteira. Uma coisa é reconhecer que o que eles fazem é para poucos. Isso eu já sabia, aliás. Outra coisa é analisar, dentro do contexto daqueles 20 e poucos pilotos que disputam uma corrida, quem foi bem, quem foi mal, quem errou, quem acertou.
 
Eles, pilotos, não são ETs. São pessoas que passaram a vida treinando com um objetivo. Se eu pedisse para algum deles sentar no laptop e escrever uma reportagem, estou certo de que a maioria não conseguiria. Assim como eu não conseguiria extrair um dente, preparar uma petição ou comandar uma cirurgia.
 
Mas foi interessantíssimo sentir na pele um pouco do que, para eles, é rotina.
 
A experiência foi filmada. Vou editar tudo direitinho e colocar no primeiro Pit Stop do ano, no início de fevereiro.
 
Até lá o pescoço terá parado de doer e meu estômago deve ter voltado para o lugar. Espero.

Escrito por Fábio Seixas às 12h52

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Só falta um carro...

Não, Petrov ainda não é piloto de testes da Pirelli. Di Grassi talvez continue. Talvez.
 
O fato é que, em fins de janeiro, a Pirelli ainda não sabe se precisará de um piloto em 2012.
 
O Toyota de 2009, que os italianos usam desde que decidiram voltar à F-1, está ultrapassado.
 
"Deveria estar no museu", disse Hembery.
 
O problema é encontrar um carro novo para testar. Mas se a Pirelli comprar um chassi 2011 da Mercedes, por exemplo, todas as outras equipes a acusarão de fazer pneus mais adaptáveis ao carro alemão. Sim, carros mudam de ano para ano, mas uma base sempre permanece. Esse é o drama.
 
Perguntei a Hembery qual é a solução que ele vê para o impasse. "Várias", ele respondeu. E nenhuma delas parece apontar para essa fórmula de um carro com o logo da Pirelli.
 
"Uma sugestão que já fizemos é fazer pequenos testes privados com grupos de três equipes de cada vez, em sistema de rodízio", explicou o inglês.
 
Nessa, Di Grassi dançaria e Petrov continuaria dançando.

Escrito por Fábio Seixas às 12h33

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Os pneus de 2012

"O Mundial começa hoje", proclamou Marco Tronchetti Provera, presidente da Pirelli, aqui em Abu Dhabi.
 
Um exagero de retórica _faltam exatos 50 dias para o primeiro treino em Melbourne. Mas compreensível.
 
O lançamento dos pneus para esta segunda temporada no retorno da fábrica à categoria, nesta quarta-feira, teve um cheirinho de F-1.
 
Os pneus para a F-1 em 2012 (Divulgação/Pirelli)
 
Diante da estúpida limitação de testes ("o único esporte em que é o atleta é proibido de treinar", como já definiu Alonso), foi uma maneira de sentir que o campeonato vai se aproximando...
 
E a Pirelli apareceu com novidades.
 
A mais profunda delas, na fabricação dos compostos.
 
Continuarão havendo quatro tipos de pneus para pista seca _supermacio, macio, médio e duro. Mas eles serão bem mais parecidos entre si.
 
Até o ano passado, a diferença de performance entre um nível e o seguinte variava de 1s2 a 1s8. Agora, segundo a Pirelli, a margem não passará de 0s8.
 
É uma baita diferença. E é, como já escrevi na Folha.com, uma aposta arriscada. Um tiro que pode sair pela culatra. Deem uma espiadela, o link está aqui.
 
Em relação às cores, o esquema foi mantido nos pneus de pista seca: vermelho (supermacios), amarelo (macios), branco (médios) e prata (duros).
 
Os pneus para a F-1 em 2012 (Divulgação/Pirelli)
 
Nos pneus de pista molhada, a coisa muda. Os pneus intermediários, que eram azuis, agora terão as laterais pintadas de verde. E os de chuva, que eram laranja, serão azuis. Você tem 50 dias pra decorar isso.
 
Com exceção do supermacio, que fica igual ao de 2011, todos os compostos serão mais macios do que em 2011. A ideia é compensar a perda aerodinâmica com o novo regulamento, que proíbe os difusores soprados.
 
A Pirelli também anunciou que procura um novo carro para fazer seus testes. "O Toyota de 2009 já está defasado, deveria ser peça de museu", disse Paul Hembery, diretor de competições. Segundo ele, a empresa conversa com algumas equipes, tentando comprar algum modelo mais recente.
 
Ah, sim: falando em testes, Petrov está por aqui. Pode ser anunciado como piloto da fabricante. Di Grassi também está. Será que a empresa vai manter dois pilotos? Improvável... Vou procurar descobrir e já conto.

Escrito por Fábio Seixas às 06h45

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Bruno dentro, Barrichello fora

Bruno foi anunciado pela Williams, Barrichello perdeu a vaga.
 
Terminou a novela. E, tudo indica, chegou ao fim também a trajetória do veterano na F-1.
 
Resta uma vaga na Hispania, é verdade. Mas que ele não cometa mais este erro na carreira.
 
Barrichello, quase 40 anos, 326 GPs na categoria, fez sua história. Cheia de altos e baixos, é verdade. Mas qual história não é assim? Quem não é assim? Quem vive só no topo, o tempo todo?
 
Se os maiores méritos de Barrichello foram a técnica refinada e uma persistência admirável, seus maiores pecados foram as declarações desastradas e as escolhas errradas na condução da carreira.
 
Uma coisa anulou a outra, e ele ficará na memória da F-1 como um Patrese, um Coulthard. Pilotos que duraram bastante por lá, por méritos próprios, mas que sustentaram poucos instantes de brilho.
 
O último erro do veterano, que um dia recusou a McLaren e depois anunciou-se na Ferrari como "piloto 1-B", foi a maneira de parar.
 
Poderia ter sido diferente, de forma mais festiva, em Interlagos. Poderia ter sido longe do Twitter, onde ele fez questão de "furar" a Williams em minutos, como que para passar um recado de indignação para a equipe. Mas, enfim, sangue frio nunca entrou para o rol das suas qualidades.
 
Para o público brasileiro, claro, Barrichello tem todo um significado especial. Para o bem e para o mal. É quase um Fla-Flu de capacete branco, azul e vermelho. Para uns, é o piloto que avacalhou a tradição brasileira de campeões, um derrotado, um barbeiro. Para outros, é um símbolo de garra, um "brasileirinho contra esse mundo todo" que conseguiu superar obstáculos e correr 19 temporadas na F-1.
 
Para este blogueiro, ele é parte importante da história brasileira na F-1. Um piloto que cometeu seu maior erro ao assumir um papel que não era dele _equívoco que ele admite hoje_ e que sofreu muito por isso. Um piloto que, se não foi o vencedor que todo torcedor sonhava ver, merece ser reconhecido como o cara que manteve o Brasil na F-1.
 
Quantos jovens pilotos brasileiros não chegaram festejados, passaram pela F-1 e foram embora de cabeça baixa enquanto ele se manteve? Fiz as contas. Dez.
 
Se não fosse Barrichello lembrando a F-1 que o Brasil existe, será que teríamos ainda jovens pilotos na fila para correr na categoria? Acho que o caminho seria mais difícil.
 
Mas fica também uma "herança maldita": esses mesmos jovens cresceram vendo poucas vitórias na F-1. E resultados ruins seguidos de sorrisinhos e promessas. Já dá para identificar hoje um conformismo maior com desempenhos medianos. Massa é um exemplo. Para muitos jovens em categorias de base, Barrichello é ídolo porque ficou muito tempo na F-1, não porque venceu GPs. A torcida é para que alguém quebre esse padrão. Acho que Nasr tem esse potencial.
 
O que o veterano fará agora? Provavelmente, vai descansar um pouco. Alguns meses sabáticos. Depois vai voltar às corridas, claro, porque isso está na alma. Já houve convites da Stock. Mas seria bacana vê-lo em evetos mais top, lá fora. As 24 Horas de Le Mans seriam um bom começo...
 
Já Bruno tem pela frente mais uma "grande chance da vida". A da Renault não foi muito bem aproveitada. Numa equipe mais bem organizadinha, embora longe do brilho de outrora, ele não terá muito com o que se preocupar além do carro. Em 2012 veremos do que ele realmente é capaz.

Escrito por Fábio Seixas às 11h19

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Dois mil e onze

Dois mil e onze foi o ano em que Vettel amadureceu, tornou-se ameaça para recordistas históricos, levantou mais uma vez a velha discussão sobre bom carro ou bom braço. Sim, ele teve um ótimo carro. Mas tem ótimo braço.
 
Foi, segundo o próprio Alonso, seu melhor ano com um carro de F-1 _o que ele fez com aquele equipamento da Ferrari é de aplaudir. E foi o ano em que Button mais impressionou este blogueiro. Mereceu o vice.
 
Ainda na F-1, foi o ano da volta das ultrapassagens. Gostaria que fosse sem os artifícios inventados _os pneus-farofa e a asa móvel_, mas ok, vou deixar de ser ranzinza. Se o Mundial não foi dos mais empolgantes, porque Vettel destruiu a concorrência, houve corridas muito boas.
 
(Neste link, um compêndio de algumas das melhores ultrapassagens de 2011. Minha preferida é a do Vettel sobre o Alonso em Monza, com direito a roda na terra. Emblemática. E a sua?)
 
Para os brasileiros, foi um ano terrível. Massa simplesmente não conseguiu correr. Barrichello até fez boas provas no final do ano, mas a Williams ficou devendo. E Bruno não aproveitou a chance de segurar a vaga na Renault.
 
Foi o ano de duas recuperações sensacionais: Stoner e Grosjean. O primeiro, piloto talentosíssimo, superou os problemas pessoais e não deu chances para ninguém na MotoGP. O segundo é um belo exemplo de como vale a pena, às vezes, dar um passo para trás para depois emendar um salto à frente.
 
Do ponto de vista pessoal, foi o ano em que mudei para o Rio, desbravei o Rio, passei a adorar o Rio. Foi das grandes decisões da minha vida. Foi um ano de barras pesadíssimas, de algumas enormes perdas _uma delas incompreensível, né, minha menina?
 
Sensações só aplacadas por alguns rabiscos em azul, preto e amarelo...
 
 
Entro em férias agora. Volto no início de fevereiro ou a qualquer momento, em edição extraordinária.
 
Que em 2012 o Sol esteja sempre brilhante e amarelo para todos. Que os sorrisos sejam sempre pronunciados. Que os braços estejam sempre abertos. Obrigado a todos pela companhia. Até lá.

Escrito por Fábio Seixas às 12h27

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Sexta, coluna

A Williams ficou para trás e agora entrou num círculo vicioso. Sem resultados, não consegue patrocinadores. Sem patrocinadores, vai atrás de pilotos pagantes. Com pilotos pagantes, dificilmente conseguirá resultados.

Barrichello, Bruno, Sutil, Petrov, Liuzzi e quem mais aparecer sabem disso. Mas é o que resta. A Hispania não é opção que valha a pena.

É o fim da feira.

 
A coluna de hoje na Folha fala sobre a tristeza que se tornou o mercado da F-1 neste final de ano. E faz uma reflexão sobre a situação melancólica da equipe que ainda detém o posto de terceira mais vitoriosa da categoria.

A íntegra está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital e na Folha de papel, pág. D8.

 

PS: A coluna agora dá uma paradinha para voltar no início de fevereiro. Comportem-se.

Escrito por Fábio Seixas às 11h12

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À espera

Veio o Natal, passou o Natal, e nada ainda de anúncio oficial na Williams.
 
O que sei: Bruno está muitíssimo perto de correr por lá, mas ainda não assinou. A equipe quer batalhar por cada centavo que conseguir. E há o Sutil na parada...

"Essa espera é um saco", disse o sobrinho do tricampeão a este blogueiro.

As chances de Barrichello são mínimas. (Como eram em 2009. Só que, desta vez, não há nenhum reviravolta de comando no horizonte.)

Escrito por Fábio Seixas às 09h34

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F-1 sem mimimi (12)

Você acha que é muito macho?

A contribuição é do Ricardo Botto.

Escrito por Fábio Seixas às 16h58

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Pit Stop #213

O último Pit Stop do ano está ano ar.

O programa faz um balanço do automobilismo brasileiro em 2011, com um diagnóstico chato: foi horrível.
 
Lá vai...

Escrito por Fábio Seixas às 11h28

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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