Blog do Fábio Seixas - Automobilismo, viagens e pitacos sobre tudo o mais
Blog do Fábio Seixas
 

De novo, o clima

Adivinhem? Pois é... Chove na China, chove em Xangai, chove no autódromo. O asfalto está encharcado, guarda-chuvas abertos na arquibancada e céu encoberto, como sempre.
 
A pista está cheia de poças, algo que gerou reclamações de alguns pilotos ontem. A continuar assim, vai ficar até perigoso. Bem, o fato é que a Ferrari se lascou. Até a hora da corrida o asfalto não seca nem se toda a população de Xangai pintar por aqui munida de rodos e paninhos perfex.

Escrito por Fábio Seixas às 22h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Homem do tempo

Por enquanto, a Ferrari vai se dando bem. Choveu forte à noite, mas parou durante a madrugada e aqui no centro de Xangai as ruas estão secas, secas...
 
Mas as nuvens continuam carregadas, fechadas, por toda parte. Em quatro dias aqui, não vi a cor do céu...

Escrito por Fábio Seixas às 20h18

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dança do seco

Massa acaba de falar no paddock. Resumo do que disse: se chover muito, a Ferrari está perdida; se chover pouco, numa situação em que dê para aquecer os pneus, eles têm alguma chance.
 
Em tempo, a meteorologia indica 70% de chances de chuva no horário da corrida.

Escrito por Fábio Seixas às 05h30

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Aventuras gastronômicas

A cada viagem à China volto com novas aventuras gastronômicas para contar.
 
Em 2004, foi o jantar do domingo. O motorista da van se perdeu no trajeto entre o autódromo e a cidade e só chegamos, Flavio Gomes e eu, ao hotel lá pelas 2h da madrugada. A recepcionista indicou um restaurante nas proximidades e lá fomos... No caminho, passamos por um inferninho e o leão-de-chácara nos abordou, em inglês, convidando-nos para adentrar tão requintado ambiente. Recusamos educadamente e continuamos a caminhada.
 
Chegamos ao restaurante. Muito bacaninha, cada mesa tinha um buraco com um fogareiro onde ia um panelão cheio de iguarias. Só havia um problema: ninguém falava inglês. Nada. Nem um "good night" as garçonetes arriscavam. Depois de 15 minutos tentando um mínimo de comunicação, não tivemos dúvida: Gomes foi até o inferninho e emprestou o leão-de-chácara. Sentado à nossa mesa, nosso mais novo intérprete escolheu os itens do cardápio. A partir daí, foi tranqüilo. Comemos bem e demos muita risada.
 
No ano passado já foi menos divertido. Depois de três noites seguidas jantando no mesmo bairro turístico, tentei me misturar aos locais. Joguei-me num bairro qualquer e fui atrás de um restaurante. Encontrei vários, escolhi um que tinha uma enorme estátua do Mao na entrada. Logo na porta, a garçonete lançou o tão esperado "good night". "Estou salvo", pensei. Ledo engano. Esse era todo o vocabulário em inglês da mocinha.
 
Passaram-se mais alguns minutos sem a menor chance de comunicação até que ela arriscou outra palavra em inglês. "Chicken". Pode trazer. E lá veio o prato. Era uma espécie de ensopado de pele de frango... Não, não dava para encarar. A sorte é que pintou um acompanhamento: arroz com legumes. Bom, jantei arroz com legumes, paguei e fui embora. Louco para voltar para meu bairro turístico.
 
Ontem foi outra noite especial. Meu hotel fica entre dois restaurantes. O recepcionista indicou o da esquerda. Claro, eu fui para o da direita. Chegando lá, me levaram à mesa e então fui informado que aquilo ali não era exatamente um restaurante. "É uma casa de chá", disse a única garçonete que arranhava inglês. "Mas temos comida também." O esquema, inacreditável, é o seguinte: você paga o chá _baratinho, cerca de US$ 5_ e pode comer à vontade. Sim, a comida é de graça! Afinal, não é um restaurante, é uma casa de chá.
 
"Me dei bem", pensei. Mais ou menos. Logo veio uma sopa de pé de frango. Depois, pé de frango frito. Na seqüência, pé de frango cozido. Fui salvo, mais uma vez, pela porção de arroz e pelos vegetais. Pelo menos saiu barato.
 
Acho que hoje vou procurar um McDonald's.

Escrito por Fábio Seixas às 05h26

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A terra do Santana

Foi a primeira impressão do amigo Flávio Gomes quando pisamos na China pela primeira vez, dois anos atrás: "Todos os táxis são Santana!"
 
E são mesmo. Parece, não tenho a menor certeza disso, que são todos fabricados no Brasil. Ouvi outra versão, a de que a linha de produção de São Bernardo foi desativada, transportada até a China e novamente montada por aqui. Sei lá. O fato é que esse país é cheio de Santanas.
 
Segue lá uma fotinho para comprovar.

Escrito por Fábio Seixas às 04h39

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Xangai, treino oficial

"Foi fantástico. A situação estava bem confortável para nós e usamos essa vantagem." Alonso disse tudo na sua primeira resposta na entrevista coletiva aqui em Xangai. E quando ele fala em conforto, fala em pneus. Nessa condição de pista molhada, a dianteira da Michelin é enorme.
 
O espanhol não poderia escolher momento melhor para encerrar o jejum de poles. Foi a sexta neste ano, a primeira desde o Canadá, em junho.
 
Ao seu lado, Fisichella, que terá mais uma chance de tentar mostrar serviço como escudeiro.
 
Barrichello mostrou mais uma vez ser bom de chuva e larga em terceiro, à frente de Button. Detalhe: os dois pilotos da Honda fizeram exatamente o mesmo tempo, no mesmo milésimo, mas o brasileiro sai na frente por ter cravado sua volta antes.
 
Schumacher é só o sexto. Se chover amanhã, o alemão está lascado. É capaz de pintar cedinho no autódromo com um rodo na mão.

Escrito por Fábio Seixas às 03h22

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Spyker-Ferrari

Acaba de sair o anúncio aqui: a Spyker terá mesmo motor Ferrari em 2007. A duração do contrato não foi divulgada.
 
"Estamos na F-1 para ser competitivos", disse Victor Muller, presidente da fábrica holandesa.
 
Estou adorando a chegada dessa turma à F-1. Primeiro, como já escrevi antes, porque expulsa do paddock os russos mal-encarados da tal da Midland. Segundo, porque a Spyker é do ramo. Terceiro, porque está fazendo tudo certinho.

Escrito por Fábio Seixas às 02h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sciopero

Os jornalistas italianos de mídia impressa estão em "sciopero". Greve. Em suma, nenhum repórter de jornal trabalha desde ontem, e isso inclui quem está em viagem ao exterior. Só amanhã eles voltam ao batente.
 
Na semana que vem será a vez do pessoal de rádio e TV. "Assim não acontece um blecaute completo", me explicou um colega.
 
Não sei bem qual é a reivindicação atual, mas vez ou outra eles fazem isso. É engraçado. Os caras vêm pro autódromo e não trabalham. Ficam conversando, tomando cafezinho, flanando pelo paddock, saem antes que todo mundo. Alguns até vão às entrevistas coletivas para saber o que está acontecendo, mas ninguém manda uma linha pro jornal. E isso porque Schumacher está em vias de tomar a liderança do campeonato.
 
Amanhã todos voltam a mandar suas reportagens como se nada tivesse acontecido. País civilizado, a Itália.

Escrito por Fábio Seixas às 02h22

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Homem do tempo

A disputa do grid acontecerá com pneus de chuva. Faltam 20 minutos para o início do treino oficial e cai água por aqui.
 
O asfalto está bastante molhado e a cerração continua intensa.

Escrito por Fábio Seixas às 01h41

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Flagrantes de sábado

Imagens quentinhas (e molhadas) de Xangai...
 
Pois é, aqui também é cheio de pedágio. São dois entre a cidade e o autódromo
 
Não é Suzuka: o autódromo chinês também tem sua roda gigante
 
A área de vendas de produtos das equipes atrás da arquibancada principal
 
O estande da BMW, já com destaque para o novo candidato a estrela

Escrito por Fábio Seixas às 00h45

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Xangai, terceiro treino livre

Com pista molhada e pneus de chuva, Schumacher foi o mais rápido, seguido por Alonso. A diferença entre os dois, 0s172. A briga promete ser boa.
 
Entre os brasileiros, Barrichello foi o 14º e Massa, o 15º. Ou seja, o ferrarista treinou com gasolina até a tampa, pensando em parar menos que o resto da cambada. É o jeito de tentar salvar a lavoura.
 
O céu está fechado por aqui, neblina, cerração. Parece mais a interligação Anchieta-Imigrantes. Estivesse o Dersa em Xangai, haveria operação comboio.

Escrito por Fábio Seixas às 00h17

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

E a pista está molhada

O motorista de hoje era lerdo e o trajeto Xangai-autódromo levou uma hora cravada. Mas vamos ao que interessa: o asfalto está molhado, sim, mas não encharcado.
 
De qualquer forma, acho que o treino livre começa com pneus para chuva. Se não cair mais água, dá para a pista secar até o treino oficial. Só que do jeito que o céu está fechado, cheio de nuvens carregadas, sei não...
 

Escrito por Fábio Seixas às 22h22

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Chuva na China

Rapidinho, porque tenho que tomar banho, tomar café da manhã e pegar o busão pro autódromo: choveu na madrugada no centro de Xangai e as ruas estão molhadas.
 
Não sei ainda como está a pista, mas aviso assim que pisar por lá.

Escrito por Fábio Seixas às 20h34

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

E Bruno chega à GP2

E o primeiro-sobrinho dá mais um passo rumo à F-1. A DPR, equipe de David Price na GP2, anunciou que Bruno Senna participará do primeiro teste pré-temporada da equipe, em duas semanas, em Paul Ricard.
 
O time também dará uma chance para o australiano Michael Patrizi, que neste ano correu a F-BMW inglesa.
 
Uma observação, porém: a DPR foi apenas a décima colocada entre as equipes na última temporada e teve como melhor resultado um quarto lugar, de Clivio Piccione, em Mônaco. E não parece do feitio dos Senna correr por uma equipe fraca, ainda mais numa vitrine como a GP2.
 
Encararia esse teste mais como uma primeira degustação de Bruno na categoria. E aposto que ele assinará com um time mais forte para 2007.

Escrito por Fábio Seixas às 06h23

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Quando a gente acha que já viu de tudo...

Achava que o "GP da vergonha", Indianápolis-2005, seria para sempre a coisa mais bizarra que eu veria numa pista. Não mais.
 
Agora há pouco aconteceu aqui em Xangai o primeiro treino livre da gloriosa CF2000. Número de pilotos na pista: dois.
 
Pelo menos a rivalidade deve ser boa.

Escrito por Fábio Seixas às 04h35

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Túnel do tempo

Pizzonia vai voltar cinco anos no tempo. O brasileiro acertou com a FMS, equipe de Fisichella na GP2, e fará testes entre outubro e novembro. Sua idéia é correr em 2007, na vaga que deve ser aberta com a saída de Pantano para a Campos Racing.
 
Quinta colocada entre as equipes no campeonato recém-encerrado, a FMS não é lá grande coisa. Mas foi o melhor que o amazonense conseguiu.
 
Ele poderia até tentar alguma coisa na ChampCar, mas seu sonho é mesmo a F-1, não adianta. E pelo sonho, mesmo sabendo que as chances de um resgate são ínfimas, Pizzonia enfiou o orgulho no bolso e voltou para o ponto onde estava em 2002, sua segunda e última temporada na antiga F-3000.
 
Detalhe: não saiu de graça. O piloto vai gastar cerca de US$ 30 mil só pela chance de testar.

Escrito por Fábio Seixas às 04h02

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Um motor a menos no mundo

Já voltei. E lá embaixo, Massa acaba de anunciar que vai ter que trocar de motor. "O carro começou bem, rápido, mas depois de oito voltas comecei a ter um probleminha no motor. Mudou o barulho, perdeu potência e a única coisa que eu sei é que vou ter que trocar de motor."
 
Ou seja, dez posições a mais para ele no grid. E todo mundo de vermelho, principalmente um certo alemão, com olhar preocupado no paddock de Xangai.

Escrito por Fábio Seixas às 03h50

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Xangai, segundo treino livre

Em mais um "case" de marketing, os pilotos de testes dominaram o segundo treino. Na ordem, Wurz, Vettel e Davidson foram os mais rápidos.
 
A Ferrari continuou andando bem e colocou Massa em quarto, seguido por Schumacher. O brasileiro completou oito voltas, quatro a menos que o companheiro.
 
Alonso apareceu em seguida e até que andou bastante para os padrões da Renault: 12 voltas. Ferrari e Renault fortes, a corrida vai ser boa.
 
Chegou a garoar na segunda metade da sessão, alguns pilotos colocaram pneus de chuva, mas logo secou. O céu está nublado e, sem exagero, algumas nuvens já atingem a sala de imprensa.
 
Agora vou correr pra entrevistar a pilotada. Mais tarde eu volto.

Escrito por Fábio Seixas às 03h11

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dividendos

Vencer o primeiro GP da China, em 2004, foi um bom negócio para Barrichello e a Ferrari.
 
Nesta semana, a escuderia vendeu, para um colecionador chinês, o carro que o brasileiro usou naquela corrida. O preço, € 2 milhões, cerca de R$ 5,5 milhões.
 
E Barrichello, hoje, foi o único piloto a contar com uma torcida especial nas vazias arquibancadas de Xangai. Diante dos boxes da Honda, uma torcedora vestindo a camisa da seleção brasileira estendeu diversas faixas com dizeres como "Me leva para o Brasil, quero te ver campeão" e "Você é o melhor".
 
Confira na foto abaixo. Não me aproximei mais porque, afinal, tinha carro andando na pista.
 
 
 

Escrito por Fábio Seixas às 01h25

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Xangai, primeiro treino livre

Wurz foi o mais rápido em mais um daqueles treinos sem graça. Dos 29 pilotos inscritos, só 18 fecharam volta, a maior parte deles no finalzinho da sessão.
 
O tempo do austríaco também não diz muita coisa. Primeiro, porque ainda está muito alto: 1min35s574, contra 1min34s080 da pole do Alonso em 2005. Segundo, porque ele é piloto da Williams. Ou você acha que a Williams vai ressuscitar neste fim de semana?
 
Davidson, com o carro azul levando a marca 555, foi o segundo.
 
E se dá para tirar algo desse primeiro treino, é o desempenho de Schumacher. O alemão, que nunca andou bem aqui, foi o quarto. Massa nem chegou a vestir o macacão.

Escrito por Fábio Seixas às 00h02

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Pra pista agora eu vou...

Flagrantes dos 40 minutos de viagem entre Xangai e o autódromo nesta sexta-feira.

Não falei que era bem parecido com os outdoors do GP Brasil?

Jornalistas no ônibus para o autódromo. Aqui, visitantes estrangeiros não podem dirigir

O cenário no caminho para o circuito

Vendendo de "Rolex" a binóculos, ambulantes chineses atuam até no estacionamento do autódromo

A redação da Folha e o estúdio da BandNews em Xangai. Pois é, cheguei cedo à sala de imprensa hoje...

Escrito por Fábio Seixas às 23h06

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Rapidinhas de Xangai

Xangai me lembra o desenhos dos Jetsons. Não, os carros ainda não voam. Mas ficam o tempo todo no ar: a cidade é um emaranhado de elevados, um "minhocão" após o outro. Xangai funciona em três níveis, as ruas, os elevados e os prédios, quase todos gigantescos, na largura e na altura.
 
A garrafinha de água oferecida pelo hotel como brinde traz no rótulo a seguinte informação: "água purificada para consumo". É melhor não pensar no que isso quer dizer...
 
Sim, o trânsito aqui é caótico. Semáforos são meros itens decorativos, assim como as placas indicando os sentidos das ruas. Mas Bangcoc é pior, bem pior. E São Paulo, em certos horários, não é lá muito melhor.
 
No avião, recebemos um folheto alertando para o risco de contrair febre aviária. "Não visite granjas nem se alimente em restaurantes suspeitos", é o resumo do alerta. O que me preocupa é essa segunda recomendação. Aqui é complicado se virar para comer.
 
A sexta amanheceu nublada, mas não vai chover. Pelo menos não nesse primeiro treino. Faltando menos de meia hora para os carros irem para a pista, a temperatura é de 30 graus.
 

Escrito por Fábio Seixas às 22h42

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Para a antologia

Aconteceu hoje, em Xangai:
 
Pergunta: O que você acha de ter sido o quarto colocado na pesquisa da FIA sobre o piloto mais popular?
 
Fernando Alonso: Gostei. Não quero ser popular de jeito nenhum. Só quero pilotar o carro e vencer.
 
Não vai demorar para aparecer gente sentindo uma saudade louca da "antipatia" do Schumacher.

Escrito por Fábio Seixas às 08h43

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Impressões da entrevista coletiva

Schumacher está louco para devolver, na pista, o que ouviu de Alonso nas últimas semanas.
 
O relacionamento entre Raikkonen e a imprensa italiana será explosivo. Já começou a produzir faíscas.
 
Garoto-prodígio do início da temporada, Nico vai terminar o ano duvidando de seu próprio futuro.
 
Pode ter sido só impressão, prometo prestar mais atenção nas próximas vezes antes de cravar. Mas hoje saí da coletiva achando que o Kubica começou a mascarar.

Escrito por Fábio Seixas às 08h15

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Peças que se encaixam

Alex Hitzinger será diretor técnico da Toro Rosso a partir de novembro. Alemão, 35 anos, ele hoje é o diretor de F-1 da Cosworth.
 
Contrária à proposta de fornecer motores para uma equipe (a Toro Rosso) que tem como co-irmã uma cliente da Renault (a Red Bull), a Ferrari já conversa com a Spyker para 2007.
 
Ou seja, a contratação de Hitzinger não é coincidência. A Toro Rosso deve ir mesmo de Cosworth na próxima temporada.

Escrito por Fábio Seixas às 03h29

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Primeiras imagens

É... Sobra espaço no paddock 

Os escritórios das equipes. Mordomia sem igual na F-1

Lá em cima está a sala de imprensa

E essa é a vista aqui de cima (sinal dos tempos, neste ano colaram uma gigantesca tela publicitária no vidro!)

Escrito por Fábio Seixas às 03h13

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Caindo no gosto do povo

Na primeira visita da F-1 a Xangai, em 2004, as arquibancadas estiveram vazias. Havia enormes clarões na sexta e no sábado, o que levou os organizadores a distribuírem ingressos para reduzir o vexame no domingo.
 
No ano passado já tinha mais gente. Havia ônibus gratuitos à disposição dos torcedores ligando Xangai ao circuito, além de novo acessos ao autódromo.
 
Neste ano, as arquibancadas ainda não vão bombar, mas certamente veremos mais um salto. Impressão que tive nas quase duas horas entre o aeroporto e o hotel: a cidade está muito mais mobilizada em torno da corrida.
 
O curioso é que o cartaz que infesta Xangai é bem parecido com os outdoors que a organização do GP Brasil espalhou por São Paulo, algo na linha "o duelo final", mas, claro, com estilo e design orientais. Se der, faço uma foto e coloco aqui depois. 

Escrito por Fábio Seixas às 02h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dúvidas

Por que as companhias aéreas servem pãozinho gelado no café da manhã?
 
Por que seu vôo de conexão nunca é no mesmo terminal do vôo de chegada?
 
Por que as companhias aéreas servem pãozinho gelado no almoço? 
 
Por que o Charles de Gaulle contrata os piores motoristas do mundo para dirigirem seus ônibus de um terminal a outro?
 
Por que as companhias aéreas servem pãozinho gelado no jantar?

Escrito por Fábio Seixas às 01h30

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Molezinha

Vejamos... Por onde começar?
 
Coloquei a bagagem no porta-malas do carro às 13h30 de terça-feira. Saí de casa, fui resolver uns pepinos, cheguei a Cumbica às 17h25. O vôo para Paris decolou pontualmente às 19h25. Cerca 12 horas depois cheguei ao Charles de Gaulle, correria para a conexão, apenas 40 minutos em terra firme antes de pegar outro vôo de 12 horas.
 
O pouso em Xangai foi às 7h da quinta-feira chinesa, 20h da quarta em Brasília. Peguei a mala na esteira, arrumei um táxi, que se perdeu para chegar ao hotel. Entrei no quarto às 10h locais com uma hora para mandar matéria para o jornal e tomar banho: às 11h saía o último ônibus para o autódromo, onde estou agora.
 
Da porta da minha casa à porta do quarto do hotel, 33 horas e 30 minutos. Que beleza... 

Escrito por Fábio Seixas às 01h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

São Paulo-Paris-Xangai

Hoje é dia de pé na estrada. Ou no avião, melhor dizendo. Pernas apertadas por horas a fio até Paris e de lá para Xangai.
 
Desta vez vou levar a câmera digital. A bateria está sendo carregada. Volto a qualquer momento, de qualquer lugar, com mais informações.
 
(Enquanto isso, da seção "fotos de arquivo", uma imagem do centro de Xangai em 2005. Acredite, esse guardinha de trânsito é bem corajoso...)
 

Escrito por Fábio Seixas às 10h51

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Youtube (assustador) do dia

Para quem ainda não viu, o violento acidente de Katherine Legge contra o muro de Elkhart Lake no domingo, seguido por uma entrevista com a piloto.
 
Apesar de o chassi ter rachado no meio, ela saiu andando e bem humorada. Disse que enquanto tudo rodava, viu o motor passar voando por ela.
 
A matéria do Speed Channel tem o mérito de mostrar a real causa do acidente: uma lâmina do aerofólio traseiro saiu voando no momento em que a inglesa entrou na curva, a 257 km/h.

Escrito por Fábio Seixas às 10h43

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

E você, o que acha?

A FIA divulgou hoje os resultados parciais da segunda grande pesquisa com fãs da F-1 via internet. O calhamaço final deve ser publicado em breve no site da entidade.
 
Abaixo, três dos dados já divulgados e minhas conclusões. É claro que espero os pitacos de vocês nos comentários
 
Pilotos mais populares

M.Schumacher, 28%

Raikkonen, 17%

Button, 8%

Alonso, 7%

Coulthard, 6%

Montoya, 5%

Villeneuve, 4%

Webber, 3%

Sato, 2%

Barrichello, 1%

Fisichella, 1%

Hiedfeld, 1%

Monteiro, 1%

Rosberg, 1%

Speed, 1%

Trulli, 1%

 
Pitacos do blogueiro
Some Schumacher, Villeneuve e Montoya: 37% dos fãs ficarão órfãos no ano que vem. Na minha opinião, Raikkonen é o favorito a abocanhar boa parte desse sucesso. E, falando no neo-ferrarista, cadê o Massa?
 
Equipes mais populares

Ferrari, 30%

McLaren, 21%

Renault, 8%

Williams, 8%

Honda, 6%

Red Bull, 4%

BMW, 3%

Super Aguri, 2%

Toyota, 1%

 
Pitacos do blogueiro
Atrás até da Super Aguri?? Está comprovado, o marketing da Toyota na F-1 é uma coisa horrível, digno de estudo
 
O que o torcedor quer ver nas transmissões da TV

80%, entrevistas mais aprofundadas com os pilotos 

73%, reportagens mais detalhistas sobre tecnologias usadas na categoria

50%, mais dados de telemetria

59%, mais tomadas das câmeras on-board

66%, mais comunicação de rádio entre o piloto e o pit

55%, tela repartida mostrando cenas diferentes da corrida

 
Pitacos do blogueiro
Não quero ser estraga prazeres, mas pouco disso será aplicado: as equipes são muito reticentes em abrir seus segredos

Escrito por Fábio Seixas às 10h24

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A vez do sabadão

A IRL acaba de divulgar um pré-calendário com 12 provas já confirmadas para o campeonato do ano que vem, cinco delas em sábados: Texas, Richmond, Nashville, Richmond e Motegi.
 
Mais duas corridas devem ser confirmadas nas próximas semanas.
 
O que há até agora:
 
1.abr - St. Petersburg
21.abr - Motegi
29.abr - Kansas
27.mai - Indianapolis
3.jun - Milwaukee
9.jun - Texas
24.jun - Iowa
30.jun - Richmond
8.jul - Watkins Glen
14.jul - Nashville
11.ago - Kentucky
9.set - Chicago

Escrito por Fábio Seixas às 15h18

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Fumaça e fogo

Num ambiente movido por boatos como a F-1, é importante separar o joio do trigo. Diariamente surge muita besteira sem sentido e muita notícia plantada.
 
Mas não dá para fechar os olhos para tudo. Muitas vezes, a fumaça é prenúncio de fogo. Como nessa história que começa a circular agora: Ross Brawn estaria de saída para a Honda.
 
Fez todo o sentido porque:
1. A "Autosport" já cravou que Brawn sairá da Ferrari ao fim do ano;
2. A Honda está sem um diretor técnico desde a saída de Geoff Willys;
3. Brawn mais de uma vez já demonstrou vontade de passar mais tempo na Inglaterra, perto da família. A sede da Honda fica em Brackley.
 
Massa deve estar torcendo para que seja cascata das grossas.
 

Escrito por Fábio Seixas às 13h59

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Chance zero

A McLaren confirmou que De la Rosa vai correr em Xangai e Suzuka.
 
Compreensível: o espanhol é bom piloto, faz o trabalho dele sem perturbar ninguém, vai marcar seus pontinhos nas últimas duas corridas.
 
Mas seria bacana ver Hamilton estreando. E o cenário seria perfeito: últimas corridas do ano, pressão reduzida, Alonso ainda longe do cockpit vizinho.
 
De duas, uma: falta ousadia à McLaren ou Dennis continua convencido que sua equipe é muita areia pro caminhãozinho do moleque. 

Escrito por Fábio Seixas às 12h00

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O pulso ainda pulsa

Um fim de semana com casamento do melhor amigo no Guarujá e uma gripe depois, estou de volta. O pulso ainda pulsa.
 
E admito que, vislumbrando duas semanas pesadas de F-1 pela frente, acompanhei pouco de motor nos últimos dias. 
 
Assisti à Stock, a trechos da Stock Light, aos "melhores momentos" da MotoGP e vi o violentíssimo acidente na ChampCar.
 
Gostei da prova de Brasília, embora não seja o maior fã de corridas em anéis externos. Mais pelo chove-pára e pela busca pelo playoff do que pelo traçado, a prova teve momentos dramáticos, principalmente para Ingo e Pedro Gomes.
 
Até que essa história de playoff tem sua graça, embora eu continue procurando saber o que quase 30 pilotos vão fazer nas últimas quatro etapas do campeonato.
 
Da Light, gostei menos. Muito bate-bate, mas o título acabou com o melhor piloto do ano, Marcos Gomes.
 
Na MotoGP, Valentino diminuiu a vantagem do Hayden para 12 pontos. Restam Estoril e Valência. Já escrevi isso antes e repito: minhas fichas estão todas no italiano.
 
Enfim, impressionante o acidente de Katherine Legge na ChampCar. Mais impressionante ainda a conseqüência: nenhuma.

Escrito por Fábio Seixas às 11h35

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Youtube do dia

E pra fechar o "Dia Cristiano", a festa que a RuSport fez para o brasileiro em Edmonton por sua centésima corrida na ChampCar. Entre essa prova e o acidente, ele correria apenas em San Jose.
 
O vídeo está dividido em três partes, aqui, aqui e aqui.
 
A qualidade do áudio é sofrível em alguns momentos, mas a cena é curiosa. Tente imaginar confraternização parecida na F-1... É, são mundos totalmente diferentes.

Escrito por Fábio Seixas às 18h54

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Alta para Cristiano!

A fonte é Kika Garcia-Concheso, amiga e assessora da família Da Matta nos EUA.
 
Cristiano recebeu alta e ainda hoje voa para Miami, onde continuará sua recuperação no Jackson Memorial Hospital com Steve Olvey, médico especializado em traumas no automobilismo e que cuidou de Emerson e Piquet, entre outros.
 
Segundo ela, "Kiki" está falando, andando e só tem alguma dificuldade ainda na coordenação para tocar violão.
 
Alguns "arquivos" da memória recente também foram apagados. Entre as visitas no hospital, ele reconheceu o pessoal da antiga equipe, a Newman-Haas, mas não a turma da RuSport, seu atual time. Ah, ele não lembra nada do acidente. Sorte dele.
 
Como vocês podem ver na foto tirada ainda no hospital, acompanhando os irmãos Gustavo e Felipe e a namorada, Vanessa, Cristiano também voltou a cantar.
 
 

Escrito por Fábio Seixas às 16h56

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Bom apetite, Cristiano

Na véspera de a estúpida ChampCar começar os treinos na estúpida Elkhart Lake, Gustavo da Matta, irmão do Cristiano, postou ontem o seguinte texto no www.damatta.com :
 
"Caros amigos, é com imenso prazer que eu anuncio que o Cristiano recebeu autorização para sair do hospital. Ontem ele foi almoçar em um restaurante chinês com a família e os amigos, deu tudo certo. De noite fomos a um restaurante de carnes, ele comeu muito mesmo, realmente está pronto para voltar pra casa e dar continuidade ao processo de recuperação (...)"
 
Essa é uma das maiores vitórias que já vi no automobilismo. Rápida, implacável, digna de um grande piloto, de um grande caráter, de uma grande família.
 
Enquanto isso, neste exato momento a ChampCar treina no circuito de seu grave acidente. Sendo que nada de efetivo tenha sido feito para evitar casos parecidos. Sendo que nenhuma punição tenha sido aplicada aos responsáveis pelo autódromo. Dirigentes estúpidos.

Escrito por Fábio Seixas às 11h15

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Coréia, lá vamos nós

O site da Autosport crava hoje que a Coréia do Sul receberá a F-1 a partir de 2010.
 
Na segunda, 2 de outubro, um dia após Xangai, Ecclestone estará em Seul para a assinatura do contrato.
 
A corrida aconteceria em um circuito a ser erguido na capital sul-coreana. Pra variar, Tilke deve ser o homem por trás do projeto.
 
Anos atrás, Ecclestone já havia anunciado planos de correr em Seul, mas a idéia foi pro vinagre. O inglês acionou os pretensos organizadores na Justiça e embolsou, na época, £ 7,5 milhões, mais ou menos uns R$ 31 milhões.
 
Negocinho rentável esse. Se bobear, ele deve estar torcendo para que a nova empreitada também dê em nada.

Escrito por Fábio Seixas às 10h45

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Youtube do dia

Esse é um outro achado, um vídeo sobre François Cevert, morto em Watkins Glen nos treinos para o GP dos EUA de 73.
 
São quase 3min30s e algumas cenas brilhantes.
 
Como a primeira: sob os olhares de Ken Tyrrell, Cevert e Stewart conversam amigavelmente sobre trocas de marcha em determinado ponto de algum circuito _não fica muito claro se é o Glen.
 
Há depoimentos de Stewart, de sua mulher, Helen, e de Emerson. Os pilotos são unânimes: Cevert seria o primeiro piloto de Tyrrell no ano seguinte e lutaria pelo título.
 
Mas a cena mais fantástica _e triste_ é a tomada com a reação de Colin Chapman ao ser informado do acidente. "How bad is it?", pergunta o gênio, preocupado.

Escrito por Fábio Seixas às 19h48

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

'Land of freedom'

Esse é o país que vive guerreando por aí em nome da democracia...
(texto extraído da Folha Online)
 
Polícia corta luz em ato pró-Chávez em Nova York
 
da France Presse, em Caracas
A polícia de Nova York cortou a energia elétrica para interromper a transmissão por satélite de um ato do presidente venezuelano Hugo Chávez nesta quinta-feira no bairro do Harlem e "agrediu um oficial da comitiva presidencial", informou o ministro venezuelano Willian Lara.

Em declarações em Nova York à emissora Unión Radio, Lara disse que a polícia primeiro exigiu o fim do discurso que Chávez fazia na igreja batista Monte das Oliveiras, no Harlem, afirmando que ele não tinha permissão. Em seguida, cortou a eletricidade para o satélite.

O ministro acrescentou que a polícia tentava impedir Chávez de falar com os repórteres que estavam fora da igreja.

"Vamos sair agora e ver como lidamos com a situação porque não queremos provocar uma alteração da ordem pública. Estamos diante de uma retaliação de George Bush ao discurso" de Chávez na Assembléia Geral da ONU, disse o ministro à emissora venezuelana.

Assim como fez no ano passado no Bronx, Chávez foi ao Harlem anunciar a expansão do programa de venda de combustível barato para calefação para comunidades pobres dos Estados Unidos.

Escrito por Fábio Seixas às 17h41

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Terceiro dia, primeiro tempo pela segunda vez

Nelsinho voltou a ser o mais rápido em Silverstone, hoje com 0s061 sobre Kovalainen.
 
Mais uma vez, calma aos apressadinhos: a própria Renault anunciou que o brasileiro "cumpriu um programa de performance". Ou seja, voltas rápidas, pneus novos, pouca gasolina, menos asa. 
 
Enquanto isso, o finlandês, mais experiente na função, trabalhou com a cabeça em Xangai, Suzuka e Interlagos.
 
Isso posto, Nelsinho encerrou sua primeira semana de piloto de testes com a moral em alta. Mesmo com o tal "programa de performance" seria normal se ele tivesse ficado atrás. Mas ficou na frente. Então, parabéns.

Escrito por Fábio Seixas às 14h45

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Eddie deve estar aliviado

Um assunto ainda não tratado aqui: a chegada da Spyker à F-1.
 
Foi tudo muito rápido. Os holandeses pintaram no paddock em Hockenheim, deram o cheque em Monza, correrão já em Xangai. Enquanto isso, o tal russo-canadense Alex Shnaider deve estar comemorando o negócio. Ou não. Porque a Midland, para ele, foi apenas isso, apenas mais um negócio, como a compra ou venda de mil toneladas de aço, área em que ele supostamente atua.
 
O fato é que uma equipe simpática e brilhante em alguns momentos, como a Jordan, tornou-se um pedaço obscuro do paddock nesta temporada. Até o estilo do motorhome ajudava neste aspecto sombrio: todo escuro, vidros fumê, enfim, ambiente propício para negociações escusas e conversas secretas. Era inevitável pensar na máfia russa.
 
Em Xangai, os carros já correrão com um novo layout. A Spyker manteve o prateado, mas trocou o vermelho pelo laranja, cor nacional da Holanda. Só por isso, já simpatizei com os novos donos: remete a tempos mais bacanas, em que as equipes inglesas eram verdes, as francesas, azuis; as alemãs, brancas. 
 
Mas o melhor da história é ver gente do ramo tomando conta de um time pelo qual o velho Eddie lutou tanto.
 
PS: Para quem não sabe o que a Spyker faz, recomendo este link

Escrito por Fábio Seixas às 09h14

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Youtube do dia

Um dia depois de Alonso, candidato a grande, Jim Clark, um dos maiores.
 
Nesta entrevista, em 6 de junho de 1964, o escocês fala sobre sua segunda experiência em Indianápolis. Diz que é uma corrida única e que não sabia, àquela altura, se voltaria pra lá no ano seguinte.
 
Bom, ele voltou em 1965. E venceu. Mas o que me chamou a atenção mesmo foi seu jeito de falar. Calmo, tranqüilo, sereno. Imaginava-o mais porra-louca. Na pista, ele era.

Escrito por Fábio Seixas às 20h13

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Se você não vai ao paddock...

Uma das coisas mais legais da F-1 nos últimos tempos foi o surgimento da Red Bull, com sua maneira de encarar a categoria.
 
Há um quê de deboche, bastante irreverência, muita diversão. Um oportuno tapa na cara de quem enxergava a categoria com mais seriedade do que ela merece.
 
Em pouco menos de duas temporadas, a Red Bull conseguiu mudar o ambiente do paddock _até porque ocupou o lugar da Jaguar, equipe das mais enjoadas.
 
Primeiro, com seu motorhome gigantesco. "Está aberto a todos, sempre", disse Britta, a assessora da equipe, na inauguração do monstrengo. E está mesmo. Qualquer um com acesso ao paddock entra, come, bebe, se diverte.
 
Logo depois, com o "Red Bulletin", jornalzinho editado de quinta a domingo, distribuído no paddock e, em alguns circuitos, nas arquibancadas. É um jornal engraçado, divertido, informativo, lotado de sacadas.
 
A novidade é que em 2007 o "Red Bulletin" estará online. Como o motorhome, aberto a todos. É só se registrar: www.redbulletin.com
 
Boa diversão.

Escrito por Fábio Seixas às 14h33

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Segundo dia, primeiro tempo

Acaba de chegar o comunicado: Nelsinho foi o mais rápido no segundo dia de testes em Silverstone, 1min19s565, 0s135 mais rápido que Kovalainen, o segundo.
 
Ontem o brasileiro foi quarto colocado e li por aí que "não poderia ter sido melhor". Tanto podia que hoje foi.
 
Mas, mais uma vez, pés no chão, moçada. Primeiro lugar é bacana, claro, mas é só o começo de trabalho.
 
No ano passado, na semana pré-Ásia, as equipes escolheram Jerez para treinar. No segundo dia da bateria de testes, o mais rápido foi De la Rosa. Que, convenhamos, não é um virtuoso.

Escrito por Fábio Seixas às 14h08

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Complicar em vez de facilitar

A Stock corre no fim de semana em Brasília a última prova antes do início dos playoffs.
 
Quatro pilotos já se garantiram na disputa: Cacá Bueno, Hoover Orsi, Thiago Camilo e Giuliano Losacco. Outros 18 lutam pelas seis vagas que restam.
 
Depois do DF, apenas os dez classificados manterão chances de título. A disputa acontecerá em quatro etapas, a última delas em São Paulo, em dezembro.
 
O playoff é uma novidade desta temporada e "chegou para dar mais emoção à categoria", segundo os organizadores.
 
Não gosto. Parece coisa do Farah, aquele dos regulamentos esdrúxulos em Campeonatos Paulistas passados. Pode trazer mais emoção para os pilotos e equipes. Para os torcedores, tenho sérias dúvidas.
 
Nada contra imitar o que é bom. Mas esse caso, cópia da Nascar, não é bem o caso. Num momento em que a Stock cresce com alguns méritos e muito apoio global, o regulamento deveria ter sido mantido nos moldes tradicionais, sem complicações: pontos corridos e pronto. No máximo, descarte de pontos, algo que já está embutido na cultura de quem curte automobilismo.
 
Primeiro, deve-se conquistar o público. Só depois devem vir os penduricalhos. É minha opinião.
 
E os pilotos que não se classificarem? O que dirão para os patrocinadores? Que estão fazendo figuração nas últimas quatro provas?

Escrito por Fábio Seixas às 12h40

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Levantando a bola

Chega a irritar a maneira como a imprensa inglesa tenta fazer de Hamilton o mais novo fenômeno das pistas.
 
Ok, o rapaz ganhou a GP2 e faz hoje seu primeiro teste sério pela McLaren. Mas, calma lá... Nos sites ingleses, só dá Hamilton. "Hamilton não consegue parar de sorrir", é a manchete da "Autosport" na rede. "Alonso não vai me intimidar", destaca a versão digital do "Guardian".
 
Quer dizer que Hamilton nem sabe ainda se correrá em 2007 e já está sendo pintado pelos ingleses como rival de Alonso?
 
Que ele é bom piloto está fora de discussão. Que cumpriu com sucesso cada passo do programa desenvolvido pela McLaren desde os tempos do kart, idem. Mas também temos que colocar na balança que, exatamente devido a esse apoio de Ron Dennis, Hamilton sempre contou com os melhores carros e equipes em todas as categorias que experimentou.
 
Fizeram o mesmo com Coulthard anos atrás e deu no que deu. Fizerem o mesmo com Button e hoje ninguém o aponta como um futuro campeão mundial.
 
E o pior é que há gente no Brasil que acha que tem que ser assim. Assessores de imprensa de pilotos e/ou de categorias que acreditam que a obrigação do jornalista é "levantar a bola", porque assim "todos saem ganhando".
 
A obrigação do jornalista é informar. E só. O que fazem com o Hamilton na Inglaterra é um tremendo contra-exemplo.

Escrito por Fábio Seixas às 11h29

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Imola fica

Pode anotar aí no seu caderninho: no dia 29 de abril do ano que vem, a F-1 estará em Imola.
 
Hoje, o governo italiano anunciou que as obras no Enzo e Dino Ferrari começarão na primeira semana de outubro, exigência feita pela FIA para que a prova sobrevivesse no calendário.
 
Sinceramente, para mim, tanto fez como tanto faz. Noves fora as lembranças que evoca em boa parte dos torcedores brasileiros, Imola já deixou de ser um circuito interessante há tempos. Mas como Cancún, Moscou e projetos parecidos não saem do papel, vai ficando... 
 
Se há algo que me atrai nessa corrida, não está em Imola. Está em Faenza, ali ao lado, e atende pelo nome de "Tortelli di Fonduta Tartufata". O restaurante é a Enoteca Astorre, na Piazza della Libertà.
 
Se um dia você estiver por aquelas bandas, perto de Bolonha, experimente. É de comer ajoelhado.

Escrito por Fábio Seixas às 11h13

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Momento de relax

Os repórteres espanhóis falam horrores de Alonso. Dizem que ele mudou muito nos últimos anos, que expulsa de coletivas representantes de empresas jornalísticas que tenham falado de sua vida privada, enfim, que se tornou um moleque intragável.
 
Não é o que parece, porém, nessa entrevista ao Tele 5, canal espanhol que transmite a F-1. O bate-papo, num gramado, está dividido em quatro partes. Aqui, aqui, aqui e aqui!
 
"Soy un chico normal", é a mensagem de Nano.

Escrito por Fábio Seixas às 16h18

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

'Pode ficar perigoso'

Em sua última corrida, Suzuka-99, Hill topou proposta da "F1 Racing" e, dando uma de repórter, entrevistou Schumacher.
 
O bate-papo é divertidíssimo, com tiração de sarro dos dois lados. Em certo momento, porém, a coisa fica mais séria: Schumacher fala sobre a hora de parar.
 
"Uma hora vai aparecer alguém mais novo. Vai acontecer um dia. E meu pai sempre me diz: 'Quando isso acontecer, será melhor você parar'. Porque pode ficar perigoso. E acho que meu pai está certo, porque você tenta ultrapassar seus limites para se manter no topo, e isso pode ser bem perigoso."
 
Junte essa declaração ao comportamento de Schumacher nas últimas corridas _principalmente na Hungria. E comece a entender melhor o motivo da aposentadoria.

Escrito por Fábio Seixas às 09h46

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dias agitados

Da série "fotos de arquivo", essa é do Hôtel de Ville, a Prefeitura de Paris, em 6 de julho do ano passado, dia do anúncio da sede da Olimpíada de 2012. A capital francesa era favoritíssima a vencer, mas deu zebra: Londres levou. O anticlímax no momento da abertura do envelope é indescritível. Imagine todo esse povo indo embora pra casa de cabeça baixa. Lado B total.
 
Um dia depois, uma quinta-feira, chegamos a Londres, de onde seguiríamos para Silverstone _o GP da Inglaterra seria no domingo. Caos: a cidade havia sido alvo de ataques terroristas. Mas essa é outra história.
 

Escrito por Fábio Seixas às 09h36

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Para aprender

O Conselho Mundial da FIA manteve o GP da Turquia no calendário, mas multou os organizadores em US$ 5 milhões por terem levado ao pódio um sujeito identificado como "presidente da República da Turquia do Norte do Chipre", cargo e território não reconhecidos pela ONU, pelo Chipre ou pela União Européia.
 
É a maior multa já aplicada no automobilismo mundial, dizem, mas saiu barato para os turcos. E se ontem mesmo critiquei a FIA neste espaço, agora cabe um elogio. Usar o esporte para passar mensagens políticas é uma prática nojenta. Pena que seja tão freqüente, inclusive por aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 09h11

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Kimi, a imprensa e o futuro da Ferrari

Posso estar errado, claro, mas apostaria minhas (poucas) fichas que o assunto da pré-temporada será o início de vida de Raikkonen na Ferrari. Começou no último final de semana, com o amigo do neo-ferrarista dando declarações que ganharam destaque na "Gazzetta dello Sport", e certamente ainda vai render pano pra manga, como diria minha avó.
 
É o resultado de uma combinação explosiva. De um lado, um piloto que gosta de aprontar nas férias. Do outro, uma imprensa, a italiana, que é louca por um escândalo, que adora aumentar, que faz tempestades em gotas d'água. O molho dessa receita apimentada é a Ferrari, grande orgulho nacional.
 
Se tudo correr bem na pista, se a Ferrari continuar vencendo GPs e campeonatos, suas farras não serão problema. Acho até que, nesse cenário, Raikkonen tem tudo para se tornar ídolo em Maranello: ele tem um quê da agressividade insana de Villeneuve, e os italianos amam isso. Mas se as coisas derem errado em 2007?  Em uma coluna na revista alemã "Focus", Lauda colocou o dedo na ferida.
 
"Michael conseguiu sobreviver à imprensa italiana por 11 anos. Raikkonen vai ter que conseguir. Toda a Itália está emocionalmente envolvida com a Ferrari. Se a Ferrari não vencer e Kimi for encontrado bêbado, o efeito será dez vezes pior do que em qualquer outro lugar." 
 
Completa o austríaco: "Agora, a Ferrari começará a se reconstruir. A questão é se essa reconstrução seguirá os moldes do que foi feit€o em torno de MIchael ou se o velho caos italiano voltará a imperar. Kimi precisa estar alerta para o caso de as coisas começarem a desmoronar. E pode acontecer, porque uma coisa é certa: ele pode pilotar muito rápido, mas não sabe fazer mais nada além disso. A Ferrari vai ter de entregar pra ele um carro já pronto. Na McLaren, esse estilo de trabalho funcionava, porque eles não são emotivos como a Ferrari. Os italianos precisam de um componente humano, e Michael era perfeito nisso."
 
Normalmente não concordo com Lauda, que fala demais e fracassou em todas as suas incursões como dirigente. Mas dessa vez, ele parece estar certo. E tem mais: não sabemos até que ponto Massa é capaz de desenvolver um carro. Pode ser um fenômeno, pode não ser. Por essas e por outras é que não dá para prever nada sobre a Ferrari até que o time anuncie sua estrutura para 2007. Qualquer prognóstico antes do anúncio, programado para dezembro, é um tremendo chute.

Escrito por Fábio Seixas às 08h58

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Muita reunião, pouco resultado

A FIA acaba de divulgar um comunicado com o resultado do encontro que houve hoje, em Paris, entre os dirigentes da entidade e representantes de todas as equipes da F-1 e das montadoras.
 
De mais importante, ficaram uma proposta para limitar em 30.000 km os testes na próxima temporada _ainda sujeita a aceitação voluntária das equipes_ e outra para restringir o uso de túnel de vento e simuladores.
 
As duas idéias representam um choque violento contra um dos primeiros pontos do comunicado. Nele, a FIA declara que toda regra terá sempre como objetivos manter a F-1 como a categoria de ponta do automobilismo e, ao mesmo tempo, preencher um dos seguintes requisitos: "melhorar o show, reduzir custos, aprimorar a segurança, promover tecnologias relevantes à sociedade em geral e facilitar o reconhecimento das marcas".
 
As idéias são contraditórias porque, mais uma vez, a FIA bate apenas em uma dessas cinco teclas sugeridas, a da redução de custos. Com tanto corte, um dia ficará difícil manter-se como "a categoria de ponta do automobilismo".
 
Sou da opinião que uma categoria que se propõe um laboratório para tecnologias, que se imagina o supra-sumo do motor, que clamar ser a quinta-essência do automobilismo, não pode ter nenhum tipo de restrição orçamentária. Até porque, já vimos mil vezes como isso funciona: a FIA restringe aqui, as equipes gastam ali.
 
Seria ótimo se a FIA pensasse um pouco, pelo menos de vez em quando, no primeiro ítem da lista: "melhorar o show".

Escrito por Fábio Seixas às 12h52

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Mim gosta ganhar dinheiro

Os sites mundo afora reproduzem matéria de ontem do "Bild am Sonntag" _que nada mais é do que o "Bild" de domingo. Segundo o sensacionalista alemão, Schumacher vai continuar faturando pesado no ano que vem, mesmo aposentado: vai embolsar US$ 26 milhões apenas em contratos de publicidade.
 
A reportagem destaca que isso é mais do que Ralf, Alonso ou Raikkonen ganharão em salários no ano que vem.
 
O fato é que a aposentadoria de Schumacher encerrará uma era. Ele, Villeneuve, Hill, Hakkinen, Coulthard Irvine, Prost e Senna aproveitaram ainda um período de vacas gordas: empresas de cigarro e, mais recentemente, de tecnologia apostando pesado na F-1.
 
Agora, as montadoras tomam conta da categoria. E vêem nos pilotos nada mais do que funcionários de alto escalão. Funcionários merecedores de altos salários, sim, mas nada tão estratosférico como antes. 
 
Só da Ferrari, Schumacher recebeu em 2005 cerca de US$ 38 milhões. No ano que vem, Raikkonen, que o substituirá na equipe, deve receber em torno de US$ 20 milhões. Fiz uma conta rápida aqui: dá para comprar 645.161 garrafas de vodka. Será que chega?

Escrito por Fábio Seixas às 12h27

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sobre vistos e fotos arquivadas

Com certo atraso, vamos começar a blogar hoje... Mas tenho uma justificativa: tive de ir ao consulado da China em São Paulo encaminhar o pedido de visto de entrada no país para a cobertura do GP de daqui a duas semanas.
 
Hoje, dos 15 países que recebem a F-1 _excetuando-se o Brasil, claro_, apenas Austrália, China, Japão, Canadá e EUA exigem vistos para brasileiros. Nos quatro primeiros, a coisa toda é mais fácil e mais civilizada.
 
A Hungria até anos atrás também exigia visto, mas isso mudou a partir da aproximação do país da União Européia. A Hungria, aliás, será o gancho para que eu comece a desovar algumas fotos de viagens arquivadas no laptop ao longo das últimas temporadas.
 
A imagem abaixo é até recente, foi tirada no mês passado, no aeroporto de Budapeste. É um belo carrinho à disposição para aluguel. Alguém aí se habilita?
 
 
 

Escrito por Fábio Seixas às 11h54

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Senna vence outra. Mas vamos com calma

Na F-3 inglesa, também em Mugello, Christian Bakkerud venceu no sábado, com pista seca, e Bruno Senna ganhou hoje, debaixo de chuva.

 

Saindo em segundo, o primeiro sobrinho passou Oliver Jarvis na largada e liderou até o fim. Com o resultado, Bruno diminuiu sua desvantagem para Jarvis no campeonato _o inglês é vice-líder. Mas esqueçam o títulos. As chances do brasileiro foram destruídas com o carro em Snetterton.

 

Bruno é um cara simpático e figurinha fácil em alguns circuitos de F-1 neste ano. Em Monza, por exemplo, estava lá. E parece ser bom piloto. Há três anos, nunca havia sentado num carro de corrida. Agora, já vislumbra a GP2.

 

"Parece ser bom piloto"? Sim, vamos com calma. Já ficou provado, milhares de vezes, que de nada adianta o currículo _ou o sobrenome_ de um piloto antes da F-1. O que vale é o momento da chegada. O bom e velho “hora certa no lugar certo”. Esse é verdadeiro o desafio.

Escrito por Fábio Seixas às 21h07

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Mudar é preciso

Toni Vilander, piloto de GT e amigo de Raikkonen, concedeu entrevista à "Gazzetta dello Sport" neste fim de semana, na visita da categoria a Mugello.
 
Disse o finlandês menos famoso que o finlandês mais famoso adotará um estilo bem diferente do de Schumacher no dia-a-dia com a equipe.
 
"Não podemos esquecer que o alemão chegou à Ferrari trazendo consigo muita gente com quem tinha trabalhado na Benetton. Já o Kimi não conhece ninguém. Além disso, o Kimi é menos perfeccionista. Não vai visitar a fábrica com tanta freqüência, mas fará o suficiente para ser campeão."
 
Vilander ainda explicou a ausência do amigo, que normalmente visita as etapas de GT. "Ele achou que sofreria muito assédio aqui, agora que foi anunciado pela Ferrari."
 
Dois comentários: 1) Um piloto achar que pode fazer o suficiente para ser campeão na F-1 pode não ser o suficiente; 2) É melhor Kimi se acostumar logo ao assédio, a Ferrari é diferente de tudo o que ele já viveu.

Escrito por Fábio Seixas às 10h09

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ele vem chegando...

Choveu, a largada foi adiada e, com pista molhada, os Michelin foram melhores. Hayden fez uma largada tosca, Melandri venceu e empatou com Pedrosa no campeonato.
 
Agora, ao que interessa, a luta pelo título. Rossi foi terceiro da corrida e Hayden terminou em quinto. Com isso, o italiano já é vice-líder, a 21 pontos do americano. Não vai ser fácil para Rossi. Mas não é impossível.

Escrito por Fábio Seixas às 10h00

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Um belo grid

Na MotoGP, treino de tirar o fôlego nesta madrugada. As surpreendentes Kawasaki dominaram a sessão, com Nakano e De Puniet, mas no finalzinho Hayden cravou a pole. Prêmio de consolação, o japonês ainda segurou o segundo lugar. Rossi, bem a seu estilo, ficou ali entre os oito primeiros até que, no último instante, encaixou uma bela volta: larga em terceiro.
 
Hayden ainda lidera o campeonato, mas está preocupado com Rossi, que voltou a ser Rossi. Hoje, a diferença entre os dois é de 26 pontos. Pedrosa, quatro pontos à frente do italiano, será almoçado com farinha na Austrália: larga em décimo. Contando a corrida da próxima madrugada, faltam quatro etapas para o fim da temporada.
 
Comecei a acompanhar esse negócio de moto há pouco tempo, admito. E curti. É um campeonato fascinante.
 
Aliás, para os registros: se Rossi ganhar, Philip Island será o único circuito em que triunfou nas sete vezes em que correu por lá na categoria principal, seja 500 cc, seja MotoGP.

A corrida começa às 2h e o Sportv transmite.

Escrito por Fábio Seixas às 01h09

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Curiosidade

Um site alemão fez uma pesquisa com internautas perguntando se a punição a Alonso, no sábado, foi injusta. Dos 5.500 que participaram, 50,35% clicaram no "sim".
 
Um site inglês fez a mesma pergunta. O resultado foi parecido, dentro da margem de erro desse tipo de pesquisa sem nenhum valor científico: para 45,5% dos 23.710 internautas, a FIA pisou na bola com o espanhol.
 
Façamos uma pesquisa rápida e informal por aqui: o que você achou?

Escrito por Fábio Seixas às 17h06

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O pior dos mundos

Imaginava que os engates fossem a maior idiotice do trânsito de São Paulo. Refiro-me aos malandrões que vão a uma oficina com o carrinho zero e instalam um engate apenas para proteger o pára-choques traseiro não se importando se, para isso, vão arregaçar o pára-choques dianteiro de outrem.
 
Aliás, o objetivo é extamente esse: acabar com o pára-choques do outro. Além de idiota, é uma atitude egoísta.
 
Mas hoje descobri algo pior. Na Barão de Campinas, aqui atrás da Folha, vi um Gol bolinha todo adesivado com a campanha de um candidato a deputado federal. O carro estava equipado com um brake-light no alto do vidro traseiro. Agora, o inacreditável: o brake-light tinha o formato de uma mão, com o dedo do meio em riste.
 
Ou seja: toda vez que o motorista breca, quem está atrás é ofendido, é xingado, tem que ficar encarando aquele dedo vermelho iluminado.
 
Não sei se o carro estava sendo dirigido pelo tal candidato, mas a imagem parecia bem apropriada: a cada freada, eu via, à minha frente, um postulante a deputado me mostrando o dedo.
 
Brincadeiras à parte, espero fervorosamente que não vire moda, como os engates.

Escrito por Fábio Seixas às 15h10

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Primeiras imagens

Para recortar e guardar, caso Nelsinho se torne alguma coisa na F-1: o primeiro dia de trabalho na Renault.
 
Como anunciado, ele tirou o molde do banco e começou a conhecer sua nova "tchurma".
 
                                                                                                      Renault/Divulgação

Escrito por Fábio Seixas às 14h41

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Going back to Miami

Cristiano pode volta a Miami nos próximos dias. Ele continua na unidade de reabilitação do Theda Clark Medical Center, em Neenah, no Wisconsin, mas segundo o já famoso doutor Pinderski deve continuar esse estágio da recuperação na Flórida, onde vive e onde vivem seus amigos.
 
Hoje, ele sofreria uma cirurgia para recolocação de uma parte do osso do crânio, retirado para aliviar a pressão do cérebro após o acidente. O tipo de coisa incompreensível, inconcebível para nós, seres humanos comuns, leigos em medicina.
 
Não sei exatamente como será a vida de Cristiano nos próximos anos. Se ele voltará a correr ou não é um detalhe bobo, insignificante. Diante do absurdo de seu acidente, só a possibilidade de retornar para casa nas próximas semanas tem contornos de milagre.
 
Depois de Senna, por quem torci muito quando era moleque, nunca mais torci por piloto algum. Agora voltei a torcer.
 
PS: Fã de rock que é, Cristiano poderia ouvir "Going Back to Miami" no caminho para casa. Certamente melhoraria ainda mais seu humor. Ignorante cibernético que sou, o máximo que consegui encontrar da música para compartilhar aqui são os 30 segundos desse link.

Escrito por Fábio Seixas às 10h36

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Nelsinho e a F-1

A Renault acaba de anunciar que "Nelson Piquet Jr." estreará como piloto de testes na próxima semana, trabalhando por três dias em Silverstone. Hoje o brasileiro visita a fábrica de Enstone pela primeira vez e "fará o molde do banco, aprenderá sobre o carro e conhecerá a equipe".
 
"Gosto muito de Silverstone e já pilotei muito lá, então não vou ter que me preocupar em aprender a pista e poderei me concentrar apenas no carro", diz Nelsinho, na nota.
 
O time avisa, porém, que o clima pode atrapalhar, já que as previsões para a próxima semana não são lá muito otimistas.
 
Sobre as novas trazidas pelo comunicado, três comentários breves:
 
1. Continuo achando engraçada essa história com o nome do moleque. Ele chama Nelson Ângelo Piquet. No Brasil, mais do que previsível, virou Nelsinho. Na Europa, no ano passado, passou a assinar Nelson Piquet Jr. A própria nota da Renault gasta algumas linhas com o tema. No original, em inglês: "Nelsinho Piquet (as he is known in Brazil to distinguish him from his three-time world champion father) will get his first taste..."
 
2. Ou esse teste não vale nada ou a Renault enlouqueceu. Sim, Kovalainen também vai andar em Silverstone e no seu carro devem ser experimentados os componentes para China, Japão e Brasil. Mas gastar outro carro por três dias com um piloto que basicamente estará aprendendo a andar de F-1 e em plena decisão de título parece-me uma atitude temerária. O que não falta é piloto experiente desempregado topando qualquer free-lancer.
 
3. Que Nelsinho mude sua atitude já se quiser sobreviver na F-1. Nos poucos testes que fez por BAR e Williams, ele conseguiu disseminar uma imagem de arrogante e prepotente que se alastrou por toda a categoria. Em Monza, um mecânico da Renault veio se queixar com um amigo meu: "Mas logo esse tal de Nelsinho?" E não tem jeito: quer se dar bem no automobilismo, entenda-se com seus mecânicos. Nelson Piquet (ou Nelson Sr. ou Nelsão) que o diga.

Escrito por Fábio Seixas às 09h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Carreira mega-super-ultrameteórica

Masami Kuwashima completa 56 anos hoje. Ou completou ontem, porque, afinal, está no Japão e lá já é amanhã.
 
"Quem?", alguns hão de perguntar. "O piloto com a carreira mais curta em toda a história da F-1", responderei.
 
Sua história é curiosa.
 
Em meados dos 70, Kuwashima era um piloto de meio de pelotão na empolgante F2000 japonesa. Na mesma época, a Williams vivia uma draga talvez só pior que a atual: mesmo com apoio do magnata canadense Walter Wolf, Frank teve que colocar o segundo cockpit à venda na segunda metade de 76.
 
A penúria provocou algumas aberrações. Em alguns GPs, a Williams não encontrou quem colocasse dinheiro e correu com apenas um piloto, Arturo Merzario. Em outros, se virava com quem aparecesse. Nos EUA, um certo Warwick Brown, australiano. No Canadá, deu a última chance a Chris Amon, que nem conseguiu se classificar.
 
Eis que a F-1 chega ao Japão para seu primeiro GP, Monte Fuji. E eis que nosso herói, Kuwashima, acena com uma graninha para Frank.
 
Trato feito, o japonês foi para a pista na sexta-feira e ficou em último, com 1min17s90, 5 segundos mais lento que Mario Andretti, o mais veloz.
 
Os patrocinadores pessoais do japonês não gostaram e decidiram tirar o dinheiro da empreitada. Resultado: no sábado de manhã, Kuwashima foi chutado por Frank e substituído por outro locador de plantão, o austríaco Hans Binder.
 
Estava encerrada a carreira do japonês na F-1. Em tempo, Binder foi apenas 5 décimos mais rápido e só correu porque Frank foi de equipe em equipe colher assinaturas autorizando-o a largar. 
 
Parabéns, Kuwashima. Fica triste, não. Para este blog, você é tão importante quanto Schumacher.

Escrito por Fábio Seixas às 18h33

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

E a McLaren?

A Ferrari vai de Massa e Kimi. A Renault, de Fisichella e Kovalainen. E a McLaren? Ninguém sabe ainda, e estranhamente fala-se muito pouco sobre o assunto.
 
Uma vaga na McLaren é uma vaga importante. É uma vaga capaz de elevar um piloto ao panteão dos jovens talentos ou de destruir uma carreira.
 
Talvez por isso Ron Dennis esteja tomando tanta cautela com a escolha. Hamilton seria o candidato natural. Mas tio Ron está com receio de queimá-lo após tanto investimento. Prova disso, vem levando o moleque em banho-maria. Até agora, o inglês andou apenas uma vez de F-1, em Silverstone, e no ano passado. Detalhe: foram só 21 voltinhas. Sim, ainda há a pré-temporada, mas ele ainda parece muito cru para estrear em 2007.
 
Numa dessa, não duvido que sobre para Paffet. Esse, sim, já acumulou rodagem: 43 testes, mais de 14.000 km. Ron colocaria o campeão da DTM para se virar com Alonso no ano que vem e enquanto isso daria os últimos toques e retoques em Hamilton. 
 
São suposições, como quase tudo envolvendo o futuro da McLaren: o time pode até mudar de mãos.
 
Para 2007, para os lados de Woking, só há uma certeza por enquanto: seja lá quem for o eleito, será a quinta prioridade do time. Em primeiro, segundo, terceiro e quarto lugares, Alonso.

Escrito por Fábio Seixas às 17h54

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Explicando melhor...

Ufa, as coisas acalmaram um pouco por aqui. Às explicações, pois: a Michelin está ouriçada desde que a "Autosport" publicou a foto de um funcionário da Bridgestone usando um macacão e com uma espécie de máscara antigás pendurada no pescoço.
 
Os franceses suspeitam que os seus pares japoneses estejam usando algum produto químico nos pneus para aumentar a aderência. E que esse produto não esteja na composição da borracha permitida pela FIA.
 
Já no domingo, em Monza, um colega espanhol veio me dizer que a Renault entraria com protesto. Logo depois, Symonds negou. O fato é que o caso cresceu ao longo da semana.
 
A Michelin e a Renault só não se deram ao trabalho de analisar melhor a foto: o tal funcionário está segurando um pote de... iogurte! Sensacional!
 
Segundo a Bridgestone, a vestimenta tem por objetivo proteger o técnico de pedaços de borracha que saem voando pra todo lado quando os pneus são dissecados para análises.

Frase de uma fonte da "Autosport" que encerra a reportagem do site da revista sobre o imbróglio: "A FIA não se convenceu de que a aplicação de iogurte nos pneus resulte em alguma vantagem".

Escrito por Fábio Seixas às 15h08

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Iogurte mágico

Hoje é dia de escrever coluna, correria danada por aqui.
 
Enquanto isso, vou tentando encontrar adjetivos que definam a acusação da Michelin contra um iogurte. "Patético" parece muito fraco...
 
Volto no fim da tarde.

Escrito por Fábio Seixas às 12h22

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Garoto propaganda

Não sei o que Schumacher vai fazer no ano que vem. Só espero que não seja nada parecido com o que o Piquet fez quando parou.
 
Veja você mesmo. Ê, coisinha mais cafona...

Escrito por Fábio Seixas às 19h23

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Maratona

Schumacher completou hoje 215 voltas em Paul Ricard _um circuito, aliás, que poderia voltar ao calendário da F-1 logo, logo.
 
O teste aconteceu na configuração 2A-SC da pista, que tem 3,5 km. Ou seja, o sujeito, só hoje, percorreu 752,5 km com um carro de F-1.
 
Se alguém ainda não entende os porquês de ele estar parando, está aí uma bela resposta.

Escrito por Fábio Seixas às 15h58

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Façam suas apostas

Com as vitórias no fim de semana, Schumacher e Rossi tornaram-se os favoritíssimos aos títulos da F-1 e da MotoGP, segundo as cotações das casas de apostas londrinas.
 
Cada £ 10 apostadas no alemão pagam apenas £ 5 caso ele vença o título. A aposta em Alonso paga £ 14.
 
Com Rossi acontece coisa parecida. Se você apostar £ 10 no italiano e ele levar o título, você embolsa apenas £ 9. Hayden, ainda líder da moto, paga £ 19.
 
Você apostaria em quem?

Escrito por Fábio Seixas às 12h41

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Menino energético

Vettel, o queridinho da últimas sextas-feiras, deve correr de GP2 em 2007. Ele conversa com a iSport e a idéia é conciliar os testes na BMW com uma temporada na categoria-escola. Numa das decisões mais estapafúrdias dos últimos tempos, a FIA decidiu vetar os pilotos de testes nas sextas de GPs a partir do ano que vem. Ou seja, em vez de aumentarem o movimento nos circuitos, os cartolas decidiram deixar tudo ainda mais monótono _em tempo, eu era fã daquela proposta de reduzir os testes privados e fazer da sexta um dia de "liberou geral", com todo mundo na pista, das 9h às 17h, testando o que desse na telha.
 
Mas voltando a Vettel... Vai correr na iSport, o que à primeira vista não parece a melhor escolha. A ART, do Nicolas Todt, é de longe a equipe mais bem estruturada do campeonato. Depois, vem a Piquet Sports, mas essa é uma incógnita para o futuro, sem Nelsinho por perto.
 
Agora, o que eu não sabia: Vettel vai correr pela iSport porque a equipe tem acordo com a Red Bull. Foi por ela, por exemplo, que Speed correu no ano passado. E o mais importante nessa história toda, e que eu também descobri agora: Vettel, 19, que muita gente apressada já considera um potencial gênio, tem contrato de longa duração com a Red Bull. Está apenas emprestado à BMW, mas já foi fisgado por Helmut Marko, o eterno olheiro de pilotos de Dieter Mateschitz. Resumo da ópera: em 2008 tem tudo para correr na Red Bull ou na Toro Rosso.
 
Mas a BMW não precisa chorar. Já tem o Kubica, afinal.

Escrito por Fábio Seixas às 08h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

À flor da pele

Para quem (como eu) passou os últimos anos reclamando dos discursos insossos na F-1, este final de temporada está de esfregar as mãos.
 
Primeiro, foi Alonso dizendo que "a F-1 não é mais um esporte". Depois, veio o comunicado enviado aos jornalistas pela GPDA metendo a boca na segurança de Monza e dizendo que o representante do circuito convidado pela associação dos pilotos para dar explicações simplesmente desistiu em cima da hora da reunião, no sábado à tarde. Aí, Alonso chama Schumacher de "o piloto mais antidesportivo da história".
 
Pois hoje chegou um press-release da FIA defendendo Monza. O texto começa elogiando a segurança do circuito que, segundo a entidade, estreou neste fim de semana um novo sistema de barreiras para suavizar os impactos. Tudo muito didático: as tais "barreiras de alta velocidade" foram criadas pelo Instituto FIA, após seis anos de estudos, e são capazes de absorver a energia de impactos a 200 km/h e de manter a força G em patamares aceitáveis. São compostas de uma primeira camada de plástico e por espuma de polietileno.
 
Mas o melhor vem no final do comunicado. "Os proprietários de circuitos são orientados pela FIA a não discutir questões de segurança com terceiros, incluindo pilotos. O objetivo é evitar que auto-intitulados experts, com pouco ou nenhum entendimento dos desenvolvimentos na área de segurança, causem confusão e perturbem os significativos benefícios que vêm sendo obtidos". Ê, beleza... 

Escrito por Fábio Seixas às 08h03

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A volta de quem ainda não foi

A F-1, em alguns momentos, é irritantemente previsível. Como agora: já começou a boataria em torno de uma possível volta do alemão em 2008. Ele tiraria um ano sabático e então voltaria, de pilhas carregadas, para alguma equipe. De preferência McLaren (reencontrando-se com a Mercedes) ou BMW (tirando o doce da boca da arqui-rival).
 
Prost saiu, voltou e se deu bem. Mansell saiu, voltou e foi patético.
 
Quanto a Schumacher, não acredito num retorno. Acredito, sim, na sua justificativa para parar, a de que não poderia sustentar, pelos próximos anos, “todo o esforço, toda a energia e toda a motivação necessários para ser competitivo”.
 
Embora não pareça, ele está sentindo neste campeonato ultracompetitivo o peso dos 37 anos _tenho a impressão de que cinco anos atrás ele já teria colocado Alonso no bolso. Em 2008, teria 39. Mais: a Ferrari deixou bem claro que o alemão faz parte dos planos da escuderia para o futuro. Não dá para imaginar Schumacher atuando como dirigente ferrarista em 2007 e correndo por um time adversário em 2008. 
 
Posso até queimar os dedos (mais uma vez), claro. Mas essa história toda cheira a cascata das pesadas.

Escrito por Fábio Seixas às 15h28

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Bate-e-assopra

Em entrevista ao "Marca", Alonso classificou Schumacher de o "piloto mais antidesportivo da história da F-1". Ainda está engasgado com a punição injusta que lhe foi imposta pela FIA no sábado de Monza.
 
Talvez Alonso esteja certo. Até pelo tempo em que correu na categoria _15 temporadas, mais o finalzinho de 1991_ Schumacher é o piloto que mais acumulou polêmicas. Os anti-Schumacher e os chamados "viúvas do Senna" sabem todas as suas atitudes antidesportivas de cor: Adelaide-94, Jerez-97, Áustria-02, Mônaco-06 e por aí vai.
 
Mas, engraçado, nada disso me faz deixar de admirá-lo. Ao contrário, essas pisadas na bola apenas revelavam outra faceta do alemão: desmistificavam aquela imagem de "máquina", de "robô", de "computador", de "piloto frio e calculista". Essas besteiras que ele fez serviam para lembrar a todos, de tempos em tempos, que ele é humano e que cometia seus erros.
 
Tanto é que o próprio Alonso concluiu seu raciocínio da seguinte forma: "Isso não diminui o fato de que ele foi o maior piloto da história". Boa, garoto.

Escrito por Fábio Seixas às 14h53

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Está explicado...

De Montoya, em reportagem publicada pela edição de outubro da americana "Racer":
 
"Todos os pilotos que encontrei até agora foram superlegais comigo. Nunca vi nada assim antes. Estou chocado. Em seis temporadas [de F-1], só estive nos motorhomes da Williams e da McLaren. Em dez minutos [durante uma visita à etapa de Chicago da Nascar], estive no motorhome do Jimmie Johnson, do Roger Penske... Visitei cada ônibus e cada motorhome."
 
Acho que essa declaração explica muito do porquê do fracasso do colombiano na F-1. Ele queria amiguinhos... Bom, na Nascar vai se divertir. Isso sem falar nos hambúrgueres.

Escrito por Fábio Seixas às 14h36

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

"This is the right moment"

Da série "maravilhas que a tecnologia nos oferece": guarde no seu computador, para sempre, o link da entrevista em que Schumacher anuncia a aposentadoria.
 
Seria ótimo ter vídeos parecidos de sujeitos como Stewart, Fangio, Lauda, Prost, Mansell, Piquet, Surtees, Emerson, Brabham... Pensando bem, antigamente era mais divertido. O cara parava de correr, dizia uma ou duas barbaridades, xingava um ou outro e ia pra casa. Ou pro bar.
 

Escrito por Fábio Seixas às 14h23

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Rapidinhas

Briatore veio a público pedir desculpas, dizer que tudo foi uma piada, um enorme "mal-entendido"... Fico só imaginando o tom da conversinha do Bernie com ele depois da corrida.
 
Uma notícia que passou quase despercebida em meio ao furacão do anúncio ferrarista: Klien não corre mais pela Red Bull, será substituído por Doornbos nas últimas três etapas do campeonato. E assim começa o fim de carreira um "futuro fenômeno". Na Áustria, antes de estrear na F-1, Klien era comparado a Senna. Mais um.
 
Alonso não testará nesta semana em Jerez. Vai descansar o joelho, inflamado durante os testes em Monza na semana retrasada. Pode até ser que isso não mude nada, mas neste fim de ano tudo está dando certo para a Ferrari, nos bastidores e nas pistas.
 

Escrito por Fábio Seixas às 08h56

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Maranello pós-Schumacher

Massa e Raikkonen, uma bela dupla. Dois pilotos jovens, rápidos, agressivos e às vezes um pouco desmiolados. Enfim, dois pilotos com a cara da Ferrari _mais até do que Schumacher.
 
Quero ver é como vão dividir a equipe. Porque são também dois sujeitos de personalidade forte e com pressa: sabem que 2007 será a melhor chance de dar o grande salto.
 
A pressa é justificável. A tendência é que, pouco a pouco, a estrutura montada por Schumacher, vencedora de seis Mundias de Construtores e cinco de Pilotos, comece a desmanchar. Depois de Byrne, que já toca sua escola de mergulho na Tailândia, Brawn deve ser o próximo a pegar o boné.
 
A Ferrari vai voltar a ser aquela draga pré-Schumacher, aquela piada dos tempos de Alesi e Berger? Não sei, mas acho que há um grande risco. Todt, sozinho entre 93 e 95, não conseguiu melhorar muito as coisas. Schumacher e sua tropa foram fundamentais, decisivos.
 
Schumacher sai, enfim já sabemos. E sua tropa? O anúncio de dezembro, com a nova estrutura da escuderia, será vital para que a gente comece a imaginar o futuro da Ferrari e de Massa. Começa uma nova espera.

Escrito por Fábio Seixas às 18h04

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

História para os netos

Se um dia meus netos me perguntarem como foi  o dia em que o Schumacher anunciou a aposentadoria, vou lembrar da seguinte história:
 
Monza, 10 de setembro de 2006, última volta da corrida. Como sempre, quando não há brasileiros no pódio, saio da sala de imprensa e desço para o paddock. A idéia é ficar na saída dos boxes da FIA. Todos os pilotos, ao pararem seus carros, são obrigados a passar por lá para a pesagem. Ou seja, é a melhor ocasião para colher as primeiras impressões após a corrida, com o clima ainda bem quente.
 
Como tudo é rápido, normalmente consigo colocar os brasileiros no ar, na transmissão da BandNews FM e da Bandeirantes, antes da cerimônia de premiação.
 
Pois bem, foi o que aconteceu neste domingo. Finda a corrida, antes do pódio, fiz pequenas entrevistas com Massa e Barrichello. Tudo correu bem: assim que falei com o segundo, começou a execução dos hinos.
 
Então eu estava ali, pelo paddock, ouvindo o hino italiano, quando vi um assessor da Ferrari. Ele estava na porta do caminhão, com uma pilha de folhas de papel no braço esquerdo, assistindo ao pódio pela TV. Aproximei-me e vi que era um comunicado do time. "O" comunicado.
 
O tal assessor, cujo nome não sei, estava apenas esperando o fim dos hinos para caminhar para a sala de imprensa e revelar ao mundo o que o mundo esperava desde o início do ano: o futuro de Schumacher. Até então, ninguém sabia de nada. 
 
Pedi uma folha. E ele, sem tirar os olhos da TV, me entregou. A primeira linha já entregava, o alemão pára ao fim do ano.
 
Normalmente, nas transmissões da rádio, não falamos durante os hinos. Sinal de respeito, é um momento solene, enfim. Mas a ocasião era especial. Não lembro direito o que disse, mas acho que foi algo na linha: "O homem que está aí no alto do pódio, o maior piloto da história da F-1, heptacampeão mundial e detentor de todos os recordes da categoria, vai parar ao fim do ano. Michael Schumacher vai se aposentar. Disputará em Interlagos seu último GP. É esse o comunicado da Ferrari."
 
Só quando eu estava acabando de falar é que o assessor decidiu levar à sala de imprensa as novas.
 
E assim, os ouvintes das rádios foram os primeiros a saber, em todo o planeta, do teor do comunicado da escuderia.
 
Sim, eu estava no lugar certo, na hora certa e contei também com um belíssimo sopro da sorte. Enfim, às vezes tudo dá certo. Acho que meus netos vão gostar.

Escrito por Fábio Seixas às 17h54

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Vôo KL 797

Escrevo do avião, que acaba de passar por cima de Ouro Preto, informa o mapinha na tela. E se você está lendo essas linhas é porque cheguei em casa e conectei o laptop.
 
Uma contingência que logo irá para o beleléu, ficará com jeitão de pré-história. Há companhia aéreas que já disponibilizam wifi nos vôos. Peguei um desses outro dia, da Lufthansa, e até tive curiosidade de buscar informações sobre como conectar. O preço ainda está muito alto, como acontece com qualquer novidade. Mas logo baixa. O que não sei se será bom. Aviões são os últimos oásis de isolamento do homem século 21: sem celular, sem conexão com o mundo exterior. Vida unpluged, enfim, o que deveria acontecer com mais freqüência.
 
Aliás, vôo diurno é algo parecido com celular e wifi. É bom mas é ruim. É bom porque já na segunda você dorme em casa. Mas é ruim porque chega mais quebrado do que o normal, afinal precisou madrugar onde quer que você estivesse para chegar bem cedo ao aeroporto. Ah, sim, e tem aquele lance das criancinhas correndo pelos corredores do avião, acordadíssimas. E os pais com aquela cara de paisagem...
 
Um amigo de F-1 certa vez, não aguentou um moleque que corria pelo avião o tempo todo e deixou a ponta do pé no corredor... O resto da história, você pode imaginar.

Escrito por Fábio Seixas às 17h17

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Schiphol airport, gate B07

São 9h33 na Europa, 4h33 em Brasília, escrevo de Amsterdã. A noite foi curta. Sala de imprensa até 1h, aeroporto de Linate, em Milão, às 5h. Em 27 minutos, decola meu avião para São Paulo.
 
Há cinco anos, 11 de setembro de 2001, aquele 11 de setembro, eu estava num avião, viajando para a Itália. Era uma terça, normalmente viajo às quartas para os GPs, mas tive que antecipar a viagem para uma entrevista exclusiva com o Montezemolo em Maranello.
 
Sim, foi tenso. E quando, enfim, cheguei à sede da Ferrari, no dia 12, recebi uma bela notícia. "Ele não vai falar porque está muito abalado com o que aconteceu", me disse o assessor da Ferrari.
 
Cinco anos depois, o mundo está mais chato. Viajar está no limite do insuportável. Vou ter que desligar porque um aparelho de raio-x me espera. Se der, blogo ainda hoje, quando chegar em São Paulo. Ciao.

Escrito por Fábio Seixas às 03h33

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Day after

O dia hoje vai ser dos mais corridos. Da ressaca do anúncio do adeus, para mim, ficou a imagem de Montezemolo, Corinna e Todt, de olhos vermelhos, acompanhando o pódio.
 
Ficou também a alegria do Massa no paddock, depois da corrida, falando com todos, sorriso de orelha a orelha. "O Massinha se deu bem", resumiu Barrichello.
 
E só estou esperando para ver o que vai ser Interlagos. Decisão de título, despedida do alemão... Será o GP Brasil mais importante da história, disparado.

Escrito por Fábio Seixas às 03h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Monza, pós-GP

O paddock ferve, como era de se esperar. O público em Monza acaba de ser anunciado, 80 mil pessoas. Foram 80 mil tifosi que se emocionaram vendo Schumacher de olhos marejados, em transmissão exibida nos 26 telões, anunciando a aposentadoria.

Em 2008, deve assumir algum cargo na Ferrari. E já começou o trabalho de Relações Públicas: pela primeira vez em mais de 120 GPs acompanhando o alemão, o vi concedendo entrevista em italiano.

Havia um zunzunzum sobre um protesto da Renault contra os pneus da Ferrari, mas Symonds acaba de negar. O resultado oficial deve ser o da pista, vitória do alemão, apenas dois pontos de desvantagem para Alonso faltando três etapas. O fim de temporada será o melhor dos últimos anos, o mais empolgante desde 2000.

Ainda estamos no chamado "calor dos acontecimentos". Mas muita coisa no ar me diz que estamos vivendo um dia histórico. E isso é bacana.

Escrito por Fábio Seixas às 11h07

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Schumacher pára

Tocava o hino italiano no pódio e a Ferrari anunciava a aposentadoria do alemão.

Massa e Raikkonen formarão a dupla a partir do ano que vem. O brasileiro, com contrato até 2008. O finlandês, até 2009.

Por enquanto é isso.