Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

De novo, o clima

Adivinhem? Pois é... Chove na China, chove em Xangai, chove no autódromo. O asfalto está encharcado, guarda-chuvas abertos na arquibancada e céu encoberto, como sempre.
 
A pista está cheia de poças, algo que gerou reclamações de alguns pilotos ontem. A continuar assim, vai ficar até perigoso. Bem, o fato é que a Ferrari se lascou. Até a hora da corrida o asfalto não seca nem se toda a população de Xangai pintar por aqui munida de rodos e paninhos perfex.

Escrito por Fábio Seixas às 22h31

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Homem do tempo

Por enquanto, a Ferrari vai se dando bem. Choveu forte à noite, mas parou durante a madrugada e aqui no centro de Xangai as ruas estão secas, secas...
 
Mas as nuvens continuam carregadas, fechadas, por toda parte. Em quatro dias aqui, não vi a cor do céu...

Escrito por Fábio Seixas às 20h18

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Dança do seco

Massa acaba de falar no paddock. Resumo do que disse: se chover muito, a Ferrari está perdida; se chover pouco, numa situação em que dê para aquecer os pneus, eles têm alguma chance.
 
Em tempo, a meteorologia indica 70% de chances de chuva no horário da corrida.

Escrito por Fábio Seixas às 05h30

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Aventuras gastronômicas

A cada viagem à China volto com novas aventuras gastronômicas para contar.
 
Em 2004, foi o jantar do domingo. O motorista da van se perdeu no trajeto entre o autódromo e a cidade e só chegamos, Flavio Gomes e eu, ao hotel lá pelas 2h da madrugada. A recepcionista indicou um restaurante nas proximidades e lá fomos... No caminho, passamos por um inferninho e o leão-de-chácara nos abordou, em inglês, convidando-nos para adentrar tão requintado ambiente. Recusamos educadamente e continuamos a caminhada.
 
Chegamos ao restaurante. Muito bacaninha, cada mesa tinha um buraco com um fogareiro onde ia um panelão cheio de iguarias. Só havia um problema: ninguém falava inglês. Nada. Nem um "good night" as garçonetes arriscavam. Depois de 15 minutos tentando um mínimo de comunicação, não tivemos dúvida: Gomes foi até o inferninho e emprestou o leão-de-chácara. Sentado à nossa mesa, nosso mais novo intérprete escolheu os itens do cardápio. A partir daí, foi tranqüilo. Comemos bem e demos muita risada.
 
No ano passado já foi menos divertido. Depois de três noites seguidas jantando no mesmo bairro turístico, tentei me misturar aos locais. Joguei-me num bairro qualquer e fui atrás de um restaurante. Encontrei vários, escolhi um que tinha uma enorme estátua do Mao na entrada. Logo na porta, a garçonete lançou o tão esperado "good night". "Estou salvo", pensei. Ledo engano. Esse era todo o vocabulário em inglês da mocinha.
 
Passaram-se mais alguns minutos sem a menor chance de comunicação até que ela arriscou outra palavra em inglês. "Chicken". Pode trazer. E lá veio o prato. Era uma espécie de ensopado de pele de frango... Não, não dava para encarar. A sorte é que pintou um acompanhamento: arroz com legumes. Bom, jantei arroz com legumes, paguei e fui embora. Louco para voltar para meu bairro turístico.
 
Ontem foi outra noite especial. Meu hotel fica entre dois restaurantes. O recepcionista indicou o da esquerda. Claro, eu fui para o da direita. Chegando lá, me levaram à mesa e então fui informado que aquilo ali não era exatamente um restaurante. "É uma casa de chá", disse a única garçonete que arranhava inglês. "Mas temos comida também." O esquema, inacreditável, é o seguinte: você paga o chá _baratinho, cerca de US$ 5_ e pode comer à vontade. Sim, a comida é de graça! Afinal, não é um restaurante, é uma casa de chá.
 
"Me dei bem", pensei. Mais ou menos. Logo veio uma sopa de pé de frango. Depois, pé de frango frito. Na seqüência, pé de frango cozido. Fui salvo, mais uma vez, pela porção de arroz e pelos vegetais. Pelo menos saiu barato.
 
Acho que hoje vou procurar um McDonald's.

Escrito por Fábio Seixas às 05h26

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A terra do Santana

Foi a primeira impressão do amigo Flávio Gomes quando pisamos na China pela primeira vez, dois anos atrás: "Todos os táxis são Santana!"
 
E são mesmo. Parece, não tenho a menor certeza disso, que são todos fabricados no Brasil. Ouvi outra versão, a de que a linha de produção de São Bernardo foi desativada, transportada até a China e novamente montada por aqui. Sei lá. O fato é que esse país é cheio de Santanas.
 
Segue lá uma fotinho para comprovar.

Escrito por Fábio Seixas às 04h39

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Xangai, treino oficial

"Foi fantástico. A situação estava bem confortável para nós e usamos essa vantagem." Alonso disse tudo na sua primeira resposta na entrevista coletiva aqui em Xangai. E quando ele fala em conforto, fala em pneus. Nessa condição de pista molhada, a dianteira da Michelin é enorme.
 
O espanhol não poderia escolher momento melhor para encerrar o jejum de poles. Foi a sexta neste ano, a primeira desde o Canadá, em junho.
 
Ao seu lado, Fisichella, que terá mais uma chance de tentar mostrar serviço como escudeiro.
 
Barrichello mostrou mais uma vez ser bom de chuva e larga em terceiro, à frente de Button. Detalhe: os dois pilotos da Honda fizeram exatamente o mesmo tempo, no mesmo milésimo, mas o brasileiro sai na frente por ter cravado sua volta antes.
 
Schumacher é só o sexto. Se chover amanhã, o alemão está lascado. É capaz de pintar cedinho no autódromo com um rodo na mão.

Escrito por Fábio Seixas às 03h22

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Spyker-Ferrari

Acaba de sair o anúncio aqui: a Spyker terá mesmo motor Ferrari em 2007. A duração do contrato não foi divulgada.
 
"Estamos na F-1 para ser competitivos", disse Victor Muller, presidente da fábrica holandesa.
 
Estou adorando a chegada dessa turma à F-1. Primeiro, como já escrevi antes, porque expulsa do paddock os russos mal-encarados da tal da Midland. Segundo, porque a Spyker é do ramo. Terceiro, porque está fazendo tudo certinho.

Escrito por Fábio Seixas às 02h31

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Sciopero

Os jornalistas italianos de mídia impressa estão em "sciopero". Greve. Em suma, nenhum repórter de jornal trabalha desde ontem, e isso inclui quem está em viagem ao exterior. Só amanhã eles voltam ao batente.
 
Na semana que vem será a vez do pessoal de rádio e TV. "Assim não acontece um blecaute completo", me explicou um colega.
 
Não sei bem qual é a reivindicação atual, mas vez ou outra eles fazem isso. É engraçado. Os caras vêm pro autódromo e não trabalham. Ficam conversando, tomando cafezinho, flanando pelo paddock, saem antes que todo mundo. Alguns até vão às entrevistas coletivas para saber o que está acontecendo, mas ninguém manda uma linha pro jornal. E isso porque Schumacher está em vias de tomar a liderança do campeonato.
 
Amanhã todos voltam a mandar suas reportagens como se nada tivesse acontecido. País civilizado, a Itália.

Escrito por Fábio Seixas às 02h22

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Homem do tempo

A disputa do grid acontecerá com pneus de chuva. Faltam 20 minutos para o início do treino oficial e cai água por aqui.
 
O asfalto está bastante molhado e a cerração continua intensa.

Escrito por Fábio Seixas às 01h41

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Flagrantes de sábado

Imagens quentinhas (e molhadas) de Xangai...
 
Pois é, aqui também é cheio de pedágio. São dois entre a cidade e o autódromo
 
Não é Suzuka: o autódromo chinês também tem sua roda gigante
 
A área de vendas de produtos das equipes atrás da arquibancada principal
 
O estande da BMW, já com destaque para o novo candidato a estrela

Escrito por Fábio Seixas às 00h45

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Xangai, terceiro treino livre

Com pista molhada e pneus de chuva, Schumacher foi o mais rápido, seguido por Alonso. A diferença entre os dois, 0s172. A briga promete ser boa.
 
Entre os brasileiros, Barrichello foi o 14º e Massa, o 15º. Ou seja, o ferrarista treinou com gasolina até a tampa, pensando em parar menos que o resto da cambada. É o jeito de tentar salvar a lavoura.
 
O céu está fechado por aqui, neblina, cerração. Parece mais a interligação Anchieta-Imigrantes. Estivesse o Dersa em Xangai, haveria operação comboio.

Escrito por Fábio Seixas às 00h17

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E a pista está molhada

O motorista de hoje era lerdo e o trajeto Xangai-autódromo levou uma hora cravada. Mas vamos ao que interessa: o asfalto está molhado, sim, mas não encharcado.
 
De qualquer forma, acho que o treino livre começa com pneus para chuva. Se não cair mais água, dá para a pista secar até o treino oficial. Só que do jeito que o céu está fechado, cheio de nuvens carregadas, sei não...
 

Escrito por Fábio Seixas às 22h22

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Chuva na China

Rapidinho, porque tenho que tomar banho, tomar café da manhã e pegar o busão pro autódromo: choveu na madrugada no centro de Xangai e as ruas estão molhadas.
 
Não sei ainda como está a pista, mas aviso assim que pisar por lá.

Escrito por Fábio Seixas às 20h34

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E Bruno chega à GP2

E o primeiro-sobrinho dá mais um passo rumo à F-1. A DPR, equipe de David Price na GP2, anunciou que Bruno Senna participará do primeiro teste pré-temporada da equipe, em duas semanas, em Paul Ricard.
 
O time também dará uma chance para o australiano Michael Patrizi, que neste ano correu a F-BMW inglesa.
 
Uma observação, porém: a DPR foi apenas a décima colocada entre as equipes na última temporada e teve como melhor resultado um quarto lugar, de Clivio Piccione, em Mônaco. E não parece do feitio dos Senna correr por uma equipe fraca, ainda mais numa vitrine como a GP2.
 
Encararia esse teste mais como uma primeira degustação de Bruno na categoria. E aposto que ele assinará com um time mais forte para 2007.

Escrito por Fábio Seixas às 06h23

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Quando a gente acha que já viu de tudo...

Achava que o "GP da vergonha", Indianápolis-2005, seria para sempre a coisa mais bizarra que eu veria numa pista. Não mais.
 
Agora há pouco aconteceu aqui em Xangai o primeiro treino livre da gloriosa CF2000. Número de pilotos na pista: dois.
 
Pelo menos a rivalidade deve ser boa.

Escrito por Fábio Seixas às 04h35

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Túnel do tempo

Pizzonia vai voltar cinco anos no tempo. O brasileiro acertou com a FMS, equipe de Fisichella na GP2, e fará testes entre outubro e novembro. Sua idéia é correr em 2007, na vaga que deve ser aberta com a saída de Pantano para a Campos Racing.
 
Quinta colocada entre as equipes no campeonato recém-encerrado, a FMS não é lá grande coisa. Mas foi o melhor que o amazonense conseguiu.
 
Ele poderia até tentar alguma coisa na ChampCar, mas seu sonho é mesmo a F-1, não adianta. E pelo sonho, mesmo sabendo que as chances de um resgate são ínfimas, Pizzonia enfiou o orgulho no bolso e voltou para o ponto onde estava em 2002, sua segunda e última temporada na antiga F-3000.
 
Detalhe: não saiu de graça. O piloto vai gastar cerca de US$ 30 mil só pela chance de testar.

Escrito por Fábio Seixas às 04h02

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Um motor a menos no mundo

Já voltei. E lá embaixo, Massa acaba de anunciar que vai ter que trocar de motor. "O carro começou bem, rápido, mas depois de oito voltas comecei a ter um probleminha no motor. Mudou o barulho, perdeu potência e a única coisa que eu sei é que vou ter que trocar de motor."
 
Ou seja, dez posições a mais para ele no grid. E todo mundo de vermelho, principalmente um certo alemão, com olhar preocupado no paddock de Xangai.

Escrito por Fábio Seixas às 03h50

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Xangai, segundo treino livre

Em mais um "case" de marketing, os pilotos de testes dominaram o segundo treino. Na ordem, Wurz, Vettel e Davidson foram os mais rápidos.
 
A Ferrari continuou andando bem e colocou Massa em quarto, seguido por Schumacher. O brasileiro completou oito voltas, quatro a menos que o companheiro.
 
Alonso apareceu em seguida e até que andou bastante para os padrões da Renault: 12 voltas. Ferrari e Renault fortes, a corrida vai ser boa.
 
Chegou a garoar na segunda metade da sessão, alguns pilotos colocaram pneus de chuva, mas logo secou. O céu está nublado e, sem exagero, algumas nuvens já atingem a sala de imprensa.
 
Agora vou correr pra entrevistar a pilotada. Mais tarde eu volto.

Escrito por Fábio Seixas às 03h11

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Dividendos

Vencer o primeiro GP da China, em 2004, foi um bom negócio para Barrichello e a Ferrari.
 
Nesta semana, a escuderia vendeu, para um colecionador chinês, o carro que o brasileiro usou naquela corrida. O preço, € 2 milhões, cerca de R$ 5,5 milhões.
 
E Barrichello, hoje, foi o único piloto a contar com uma torcida especial nas vazias arquibancadas de Xangai. Diante dos boxes da Honda, uma torcedora vestindo a camisa da seleção brasileira estendeu diversas faixas com dizeres como "Me leva para o Brasil, quero te ver campeão" e "Você é o melhor".
 
Confira na foto abaixo. Não me aproximei mais porque, afinal, tinha carro andando na pista.
 
 
 

Escrito por Fábio Seixas às 01h25

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Xangai, primeiro treino livre

Wurz foi o mais rápido em mais um daqueles treinos sem graça. Dos 29 pilotos inscritos, só 18 fecharam volta, a maior parte deles no finalzinho da sessão.
 
O tempo do austríaco também não diz muita coisa. Primeiro, porque ainda está muito alto: 1min35s574, contra 1min34s080 da pole do Alonso em 2005. Segundo, porque ele é piloto da Williams. Ou você acha que a Williams vai ressuscitar neste fim de semana?
 
Davidson, com o carro azul levando a marca 555, foi o segundo.
 
E se dá para tirar algo desse primeiro treino, é o desempenho de Schumacher. O alemão, que nunca andou bem aqui, foi o quarto. Massa nem chegou a vestir o macacão.

Escrito por Fábio Seixas às 00h02

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Pra pista agora eu vou...

Flagrantes dos 40 minutos de viagem entre Xangai e o autódromo nesta sexta-feira.

Não falei que era bem parecido com os outdoors do GP Brasil?

Jornalistas no ônibus para o autódromo. Aqui, visitantes estrangeiros não podem dirigir

O cenário no caminho para o circuito

Vendendo de "Rolex" a binóculos, ambulantes chineses atuam até no estacionamento do autódromo

A redação da Folha e o estúdio da BandNews em Xangai. Pois é, cheguei cedo à sala de imprensa hoje...

Escrito por Fábio Seixas às 23h06

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Rapidinhas de Xangai

Xangai me lembra o desenhos dos Jetsons. Não, os carros ainda não voam. Mas ficam o tempo todo no ar: a cidade é um emaranhado de elevados, um "minhocão" após o outro. Xangai funciona em três níveis, as ruas, os elevados e os prédios, quase todos gigantescos, na largura e na altura.
 
A garrafinha de água oferecida pelo hotel como brinde traz no rótulo a seguinte informação: "água purificada para consumo". É melhor não pensar no que isso quer dizer...
 
Sim, o trânsito aqui é caótico. Semáforos são meros itens decorativos, assim como as placas indicando os sentidos das ruas. Mas Bangcoc é pior, bem pior. E São Paulo, em certos horários, não é lá muito melhor.
 
No avião, recebemos um folheto alertando para o risco de contrair febre aviária. "Não visite granjas nem se alimente em restaurantes suspeitos", é o resumo do alerta. O que me preocupa é essa segunda recomendação. Aqui é complicado se virar para comer.
 
A sexta amanheceu nublada, mas não vai chover. Pelo menos não nesse primeiro treino. Faltando menos de meia hora para os carros irem para a pista, a temperatura é de 30 graus.
 

Escrito por Fábio Seixas às 22h42

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Para a antologia

Aconteceu hoje, em Xangai:
 
Pergunta: O que você acha de ter sido o quarto colocado na pesquisa da FIA sobre o piloto mais popular?
 
Fernando Alonso: Gostei. Não quero ser popular de jeito nenhum. Só quero pilotar o carro e vencer.
 
Não vai demorar para aparecer gente sentindo uma saudade louca da "antipatia" do Schumacher.

Escrito por Fábio Seixas às 08h43

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Impressões da entrevista coletiva

Schumacher está louco para devolver, na pista, o que ouviu de Alonso nas últimas semanas.
 
O relacionamento entre Raikkonen e a imprensa italiana será explosivo. Já começou a produzir faíscas.
 
Garoto-prodígio do início da temporada, Nico vai terminar o ano duvidando de seu próprio futuro.
 
Pode ter sido só impressão, prometo prestar mais atenção nas próximas vezes antes de cravar. Mas hoje saí da coletiva achando que o Kubica começou a mascarar.

Escrito por Fábio Seixas às 08h15

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Peças que se encaixam

Alex Hitzinger será diretor técnico da Toro Rosso a partir de novembro. Alemão, 35 anos, ele hoje é o diretor de F-1 da Cosworth.
 
Contrária à proposta de fornecer motores para uma equipe (a Toro Rosso) que tem como co-irmã uma cliente da Renault (a Red Bull), a Ferrari já conversa com a Spyker para 2007.
 
Ou seja, a contratação de Hitzinger não é coincidência. A Toro Rosso deve ir mesmo de Cosworth na próxima temporada.

Escrito por Fábio Seixas às 03h29

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Primeiras imagens

É... Sobra espaço no paddock 

Os escritórios das equipes. Mordomia sem igual na F-1

Lá em cima está a sala de imprensa

E essa é a vista aqui de cima (sinal dos tempos, neste ano colaram uma gigantesca tela publicitária no vidro!)

Escrito por Fábio Seixas às 03h13

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Caindo no gosto do povo

Na primeira visita da F-1 a Xangai, em 2004, as arquibancadas estiveram vazias. Havia enormes clarões na sexta e no sábado, o que levou os organizadores a distribuírem ingressos para reduzir o vexame no domingo.
 
No ano passado já tinha mais gente. Havia ônibus gratuitos à disposição dos torcedores ligando Xangai ao circuito, além de novo acessos ao autódromo.
 
Neste ano, as arquibancadas ainda não vão bombar, mas certamente veremos mais um salto. Impressão que tive nas quase duas horas entre o aeroporto e o hotel: a cidade está muito mais mobilizada em torno da corrida.
 
O curioso é que o cartaz que infesta Xangai é bem parecido com os outdoors que a organização do GP Brasil espalhou por São Paulo, algo na linha "o duelo final", mas, claro, com estilo e design orientais. Se der, faço uma foto e coloco aqui depois. 

Escrito por Fábio Seixas às 02h20

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Dúvidas

Por que as companhias aéreas servem pãozinho gelado no café da manhã?
 
Por que seu vôo de conexão nunca é no mesmo terminal do vôo de chegada?
 
Por que as companhias aéreas servem pãozinho gelado no almoço? 
 
Por que o Charles de Gaulle contrata os piores motoristas do mundo para dirigirem seus ônibus de um terminal a outro?
 
Por que as companhias aéreas servem pãozinho gelado no jantar?

Escrito por Fábio Seixas às 01h30

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Molezinha

Vejamos... Por onde começar?
 
Coloquei a bagagem no porta-malas do carro às 13h30 de terça-feira. Saí de casa, fui resolver uns pepinos, cheguei a Cumbica às 17h25. O vôo para Paris decolou pontualmente às 19h25. Cerca 12 horas depois cheguei ao Charles de Gaulle, correria para a conexão, apenas 40 minutos em terra firme antes de pegar outro vôo de 12 horas.
 
O pouso em Xangai foi às 7h da quinta-feira chinesa, 20h da quarta em Brasília. Peguei a mala na esteira, arrumei um táxi, que se perdeu para chegar ao hotel. Entrei no quarto às 10h locais com uma hora para mandar matéria para o jornal e tomar banho: às 11h saía o último ônibus para o autódromo, onde estou agora.
 
Da porta da minha casa à porta do quarto do hotel, 33 horas e 30 minutos. Que beleza... 

Escrito por Fábio Seixas às 01h20

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São Paulo-Paris-Xangai

Hoje é dia de pé na estrada. Ou no avião, melhor dizendo. Pernas apertadas por horas a fio até Paris e de lá para Xangai.
 
Desta vez vou levar a câmera digital. A bateria está sendo carregada. Volto a qualquer momento, de qualquer lugar, com mais informações.
 
(Enquanto isso, da seção "fotos de arquivo", uma imagem do centro de Xangai em 2005. Acredite, esse guardinha de trânsito é bem corajoso...)
 

Escrito por Fábio Seixas às 10h51

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Youtube (assustador) do dia

Para quem ainda não viu, o violento acidente de Katherine Legge contra o muro de Elkhart Lake no domingo, seguido por uma entrevista com a piloto.
 
Apesar de o chassi ter rachado no meio, ela saiu andando e bem humorada. Disse que enquanto tudo rodava, viu o motor passar voando por ela.
 
A matéria do Speed Channel tem o mérito de mostrar a real causa do acidente: uma lâmina do aerofólio traseiro saiu voando no momento em que a inglesa entrou na curva, a 257 km/h.

Escrito por Fábio Seixas às 10h43

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E você, o que acha?

A FIA divulgou hoje os resultados parciais da segunda grande pesquisa com fãs da F-1 via internet. O calhamaço final deve ser publicado em breve no site da entidade.
 
Abaixo, três dos dados já divulgados e minhas conclusões. É claro que espero os pitacos de vocês nos comentários
 
Pilotos mais populares

M.Schumacher, 28%

Raikkonen, 17%

Button, 8%

Alonso, 7%

Coulthard, 6%

Montoya, 5%

Villeneuve, 4%

Webber, 3%

Sato, 2%

Barrichello, 1%

Fisichella, 1%

Hiedfeld, 1%

Monteiro, 1%

Rosberg, 1%

Speed, 1%

Trulli, 1%

 
Pitacos do blogueiro
Some Schumacher, Villeneuve e Montoya: 37% dos fãs ficarão órfãos no ano que vem. Na minha opinião, Raikkonen é o favorito a abocanhar boa parte desse sucesso. E, falando no neo-ferrarista, cadê o Massa?
 
Equipes mais populares

Ferrari, 30%

McLaren, 21%

Renault, 8%

Williams, 8%

Honda, 6%

Red Bull, 4%

BMW, 3%

Super Aguri, 2%

Toyota, 1%

 
Pitacos do blogueiro
Atrás até da Super Aguri?? Está comprovado, o marketing da Toyota na F-1 é uma coisa horrível, digno de estudo
 
O que o torcedor quer ver nas transmissões da TV

80%, entrevistas mais aprofundadas com os pilotos 

73%, reportagens mais detalhistas sobre tecnologias usadas na categoria

50%, mais dados de telemetria

59%, mais tomadas das câmeras on-board

66%, mais comunicação de rádio entre o piloto e o pit

55%, tela repartida mostrando cenas diferentes da corrida

 
Pitacos do blogueiro
Não quero ser estraga prazeres, mas pouco disso será aplicado: as equipes são muito reticentes em abrir seus segredos

Escrito por Fábio Seixas às 10h24

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A vez do sabadão

A IRL acaba de divulgar um pré-calendário com 12 provas já confirmadas para o campeonato do ano que vem, cinco delas em sábados: Texas, Richmond, Nashville, Richmond e Motegi.
 
Mais duas corridas devem ser confirmadas nas próximas semanas.
 
O que há até agora:
 
1.abr - St. Petersburg
21.abr - Motegi
29.abr - Kansas
27.mai - Indianapolis
3.jun - Milwaukee
9.jun - Texas
24.jun - Iowa
30.jun - Richmond
8.jul - Watkins Glen
14.jul - Nashville
11.ago - Kentucky
9.set - Chicago

Escrito por Fábio Seixas às 15h18

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Fumaça e fogo

Num ambiente movido por boatos como a F-1, é importante separar o joio do trigo. Diariamente surge muita besteira sem sentido e muita notícia plantada.
 
Mas não dá para fechar os olhos para tudo. Muitas vezes, a fumaça é prenúncio de fogo. Como nessa história que começa a circular agora: Ross Brawn estaria de saída para a Honda.
 
Fez todo o sentido porque:
1. A "Autosport" já cravou que Brawn sairá da Ferrari ao fim do ano;
2. A Honda está sem um diretor técnico desde a saída de Geoff Willys;
3. Brawn mais de uma vez já demonstrou vontade de passar mais tempo na Inglaterra, perto da família. A sede da Honda fica em Brackley.
 
Massa deve estar torcendo para que seja cascata das grossas.
 

Escrito por Fábio Seixas às 13h59

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Chance zero

A McLaren confirmou que De la Rosa vai correr em Xangai e Suzuka.
 
Compreensível: o espanhol é bom piloto, faz o trabalho dele sem perturbar ninguém, vai marcar seus pontinhos nas últimas duas corridas.
 
Mas seria bacana ver Hamilton estreando. E o cenário seria perfeito: últimas corridas do ano, pressão reduzida, Alonso ainda longe do cockpit vizinho.
 
De duas, uma: falta ousadia à McLaren ou Dennis continua convencido que sua equipe é muita areia pro caminhãozinho do moleque. 

Escrito por Fábio Seixas às 12h00

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O pulso ainda pulsa

Um fim de semana com casamento do melhor amigo no Guarujá e uma gripe depois, estou de volta. O pulso ainda pulsa.
 
E admito que, vislumbrando duas semanas pesadas de F-1 pela frente, acompanhei pouco de motor nos últimos dias. 
 
Assisti à Stock, a trechos da Stock Light, aos "melhores momentos" da MotoGP e vi o violentíssimo acidente na ChampCar.
 
Gostei da prova de Brasília, embora não seja o maior fã de corridas em anéis externos. Mais pelo chove-pára e pela busca pelo playoff do que pelo traçado, a prova teve momentos dramáticos, principalmente para Ingo e Pedro Gomes.
 
Até que essa história de playoff tem sua graça, embora eu continue procurando saber o que quase 30 pilotos vão fazer nas últimas quatro etapas do campeonato.
 
Da Light, gostei menos. Muito bate-bate, mas o título acabou com o melhor piloto do ano, Marcos Gomes.
 
Na MotoGP, Valentino diminuiu a vantagem do Hayden para 12 pontos. Restam Estoril e Valência. Já escrevi isso antes e repito: minhas fichas estão todas no italiano.
 
Enfim, impressionante o acidente de Katherine Legge na ChampCar. Mais impressionante ainda a conseqüência: nenhuma.

Escrito por Fábio Seixas às 11h35

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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