Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Uma hora a mais na cama

Ótima pergunta, a do Milton Bonani.
 
"Alguém sabe o horário da corrida? A Globo anuncia 'a partir das 9h30 no Esporte Espetacular' e você passa a manhã esperando."
 
Milton, pode dormir uma hora a mais. A largada da Stock será às 10h30.

Escrito por Fábio Seixas às 18h32

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Segundo com gosto de pole

Acaba de sair o grid da Stock. Pole para o Ricardo Maurício, garoto gente boa com quem vivíamos cruzando quando ele tentava ganhar a vida na Europa.
 
Lá não conseguiu abrir uma porta, mas aqui vem fazendo bonito. O tempo, 1min18s945.
 
Cacá ficou com o segundo tempo, a 0s273, seguido por Orsi e Burti. Para ele, teve sabor de pole: Maluhy, vice-líder da classificação, sai só em oitavo e Losacco, que habita seus pesadelos, ficou fora da superclassificação e larga lá atrás, em 18º.

Escrito por Fábio Seixas às 12h20

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Crime

Bons tempos em que veículos mais charmosos e velozes frequentavam Jacarepaguá...

Escrito por Fábio Seixas às 12h10

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Os iglus

Lembrança de infância é algo complicado. Às vezes sem saber o motivo a gente fica com uma imagem, uma música, uma recordação fragmentada impregnadas na cabeça pela vida toda.
 
Pois é, não sei porque, mas a primeira coisa em que penso quando ouço o nome Jacarepaguá é nos boxes. Sei lá, talvez seja uma coisa lúdica... Esses boxes, para mim, sempre pareceram iglus.
 
Pelo menos eles continuam por aqui. Sim, já viveram tempos mais gloriosos mas se mantêm em pé, resistindo à estupidez da destruição pan-americana.
 
E aqui estão eles. Com outro ícone, a torre de controle, ao fundo. Ainda bem que cheguei a tempo.
 

Escrito por Fábio Seixas às 12h06

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Tática do sufocamento

Pronto, Rio de Janeiro. O último termômetro que vi indicava 39 graus, só pra contrariar a citação óbvia no título ao hit de Fernanda Abreu. Céu claro, pouco vento, Linha Amarela congestionada, todo mundo indo pra praia.
 
No caminho passei pelo estádio João Havelange. Ou por aquilo que um dia será o principal estádio do Pan-Americano. De longe as obras parecem adiantadas, o que me surpreende. Mas o cenário ao redor não ajuda nada. O Rio é tão lindo e foram fazer um estádio no meio de um mega-aglomerado urbano?
 
Passei também pela Vila Pan-Americana. Predinhos honestos, me pareceram. E, claro, passei pelo Hotel Monza, que Deus o tenha.
 
Mas minhas previsões se confirmaram: fiquei triste ao entrar em Jacarepaguá. Isso aqui virou mesmo um canteiro de obras. O asfalto está imundo, betoneiras e caçambas se misturam aos caminhões da Stock.
 
A impressão que tive é que, revoltados com o automobilismo por alguma razão, as "ôtoridades" decidiram espremer tudo num canto distante, como quem está varrendo uma sala.
 
É isso, a imagem é essa. A Stock, a Stock Light, a Stock Júnior, o automobilismo fluminense estão espremidos num canto, enfim. Sufocados. E não sei o porquê.

Escrito por Fábio Seixas às 11h56

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Hotel Monza

Daqui a pouco vou dormir, logo depois pretendo acordar e ir para o Rio. Não sei ainda onde ficarei hospedado. Mas espero que não seja no Hotel Monza.
 
Típica hospedagem de beira de estrada, daquelas propícias para encontros furtivos e baratos no meio da tarde, o Monza conta com a melhor localização para quem vai a Jacarepaguá. Fica exatamente em frente ao autódromo. E foi lá que me colocaram em 1998, para a cobertura da etapa carioca da Indy.
 
A intenção era das melhores _no ano anterior, havíamos reclamado de ficar em Copacabana, do outro lado da cidade. Mas não deu muito certo. Noves fora a proximidade da pista, todo o resto era desastroso.
 
Não havia telefone no quarto, o que é algo próximo da morte para um repórter que precisa mandar e remandar suas matérias na calada da noite.
 
A parede, lembro, era forrada de espelhos que, nos primórdios, devem ter estampado figuras lânguidas de mulheres nuas _tudo o que se percebia, lembro, eram sombras da pintura e algumas marcas de mãos que certamente haviam usado os espelhos como apoio noites (ou manhãs ou tardes) antes.
 
Mas eu não estava sozinho. Havia uma boa tropa de repórteres e fotógrafos por lá e, claro, no fim da história tudo virou uma grande piada.
 
Mas como uma piada contada duas vezes não funciona, espero loucamente que o amigo Graminho não tenha reservado para mim uma suíte no Hotel Monza.

Escrito por Fábio Seixas às 02h21

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Arriba, Juan!

E não é que o Montoya conseguiu um lugar no grid em sua primeira tentativa de correr na primeira divisão da Nascar?
 
Com uma volta em 30s775, a 0s462 do pole position, Kasey Kahne, o colombiano ficou com o 29º tempo _43 pilotos largam no domingo pela Nextel Cup em Homestead.
 
E assim ele dá o primeiro passo para se tornar o primeiro ex-astro da F-1 a conseguir uma transição bem-sucedida para a principal categoria de stock car do mundo.

Escrito por Fábio Seixas às 23h59

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A lição que vem do Sul

Enquanto Jacarepaguá agoniza, o Paraná ganhará mais um circuito neste fim de semana.

É uma pista de terra, é verdade, mas isso não interessa. Trata-se de uma área para o automobilismo, enfim. Luiz Aparecido da Silva, colega de Cascavel, informa que a pista do autódromo de Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Estado, terá 1,5 km de extensão, com 14 metros de largura.

Será no sentido horário, com oito curvas. Na inauguração, serão disputadas provas das categorias Marcas, Tubular (gaiolas) e Kartcross.

O Paraná é apaixonado pelo esporte a motor. Não por acaso, 5 dos 27 pilotos brasileiros que já correram na F-1 vieram de lá. Não por acaso, as categorias de base vivem cheias de paranaenses.

Escrito por Fábio Seixas às 16h02

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Cenas de um GP, a vez do internauta

A foto abaixo foi enviada pela Eloisa Lopez-Gomez Celis, da Disneywor... ops, Miami.
 
O título diz tudo: "O PM fotógrafo".
 
 
Dessa posição privilegiada, as fotos do policial-fã devem ter ficado ótimas. Alô, PM, mande as melhores pro meu e-mail que eu publico aqui...

Escrito por Fábio Seixas às 14h17

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Nem desodorante nem água nem nada

Recebo um e-mail da British Airways. Explica que desde 6 de novembro estão em vigor novas regras da União Européia restringindo o porte de "líquidos, géis e substâncias pastosas" em bagagens de mão de passageiros viajando para e pela região. Também estão incluídos vôos com origem ou destino na Albânia, no Kosovo, na Islândia, na Noruega e na Suíça. Ah, bom...
 
"Líquidos devem ser acondicionados em receptáculos individuais não excedendo 100 ml", diz o didático texto. 
 
Isso inclui, explica a companhia, "shampoo, creme, gel de cabelo, spray de cabelo, bronzeadores, pasta de dente, desodorantes, perfumes, cométicos como máscaras faciais e gloss, água e outras bebidas, sopas, melados e outros itens de consistência similar."
 
Ah, claro... "Os itens precisam ser colocados em saquinhos plásticos transparentes, zip-top, que não excedam 20 cm x 20 cm (ou 8 polegadas x 8 polegadas) ou o equivalente a 1 litro." E, obviamente, esses saquinhos "precisam estar dentro da bagagem de mão, devidamente trancada".
 
À parte as discussões sobre os culpados, conseguiram estragar uma das coisas mais legais da vida. Viajar.

Escrito por Fábio Seixas às 11h18

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Direto do arquivo

Faz tempo que não coloco aqui uma foto do arquivo, então vamos nessa...
 
Para o "Red Bulletin", foi a jogada de marketing do ano. Na minha modesta opinião, expressa na coluna da Folha e numa lista pedida pela "Racing", foi um dos dez melhores momentos da temporada.
 
Falamos, o "Red Bulletin" e eu, do show de Roger Waters e Nick Mason na sexta-feira do GP da França.
 
Magny-Cours é uma chatice. Fica no meio do nada, e não há exagero nessa afirmação. Há um repórter suíço, o Roger Bernoit, que todo ano se nega a ir para lá. Já os ingleses, claro, cansam de caçoar dos franceses. "Não há nada para fazer", é o mantra repetido desde 1991.
 
Pois bem, neste ano os franceses responderam com classe. Bem ao lado da pista, montaram um enorme palco e promoveram um grandioso show com os maiores sucessos de uma das mais inglesas das bandas, o Pink Floyd. "The Dark Side of the Moon" de cabo a rabo. Touché.
 
Não poderia perder essa, é claro. E fui, acompanhado dos amigos roqueiros Reginaldo Leme e Guilherme Mynssen, o popular Dentinho. Waters e Mason estavam inspiradíssimos, foi de emocionar.
 
Entre os pilotos, apenas um apareceu. Talvez porque só um saiba quem foi, ou o que é, Pink Floyd. Veja aí abaixo.
 
 
Antes de ir, uma dica e uma dúvida.
 
A dica: Waters trará seu show ao Brasil no ano que vem. Tocará em 23 de março em São Paulo, e na noite seguinte, no Rio.
 
A dúvida: o que será que o Ross Brawn estava tirando do dente?

Escrito por Fábio Seixas às 09h19

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Youtube do dia

Para os mais novos entenderem um pouco o que era Jacarepaguá e para os coroas matarem a saudade... Trechos da vitória de Prost, o "rei do Rio", em 1984.

Deixe de lado a narração inglesa, sonolenta, e preste atenção no cenário, nas arquibancadas lotadas, na confusão dos boxes, no moderníssimo método de resfriamento dos freios do Alboreto e, principalmente, no microfone pirata entrevistando o francês no finalzinho do vídeo...

Escrito por Fábio Seixas às 17h12

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Uma viagem triste

Vou para o Rio no fim de semana acompanhar a Stock. Ver corrida é sempre bom, estar in-loco é melhor ainda. Mas sei, de antemão, que esta viagem terá um tom melancólico.
 
Vai ser triste voltar a pisar em Jacarepaguá. Vai ser triste ver o antigo circuito transformado em canteiro de obras e o "novo" _um arremedo de 3,370 km_ cheio de mato, como relatam amigos que já estão por lá.
 
"No Rio é maisssss legal", brincávamos eu e o Zé Henrique Mariante, em 1997, imitando um carioca com quem conversamos por lá quando estávamos cobrindo a corrida da Indy. E é mais legal mesmo.
 
Sou paulista nascido em São Paulo na Maternidade São Paulo. Paulistaníssimo, enfim. Mas entendo perfeitamente a frustração da F-1 quando da mudança de Jacarepaguá para Interlagos.
 
O Rio é uma cidade linda. O Rio tem praia. O Rio tem alto astral. E o Rio tinha um circuito fantástico encravado num cenário exuberante.
 
Este último, culpa da estupidez da prefeitura e dos que organizam o Pan, não tem mais.

Escrito por Fábio Seixas às 16h47

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Já começou...

Já começa a haver um zunzunzum de que a Bridgestone terá problemas para fornecer pneus a todas as equipes que planejam testar no fim do mês, em Barcelona.
 
Envolvida até a tampa com a disputa do Mundial encerrado há menos de um mês, a fábrica japonesa não teria tido tempo para pensar/planejar/produzir a primeira fornada de compostos para 2007 _mais duros e, portanto, menos aderentes e velozes.
 
O mais provável, dizem, é que leve para a Espanha os pneus de 2006. Se isso acontecer, esses primeiros três dias de pré-temporada serviriam para quase nada. 
 
Como os carros do ano que vem por enquanto não passam de modelos em túneis de vento, a hora é de experimentar pneus, principalmente para os seis times que até Interlagos usavam Michelin.
 
Oficialmente, a Bridgestone ainda nega. Mas se os problemas se confirmarem, os times não poderão fazer nada.
 
De qualquer forma, a preocupação em si já é uma mazela do monopólio. E é só a primeira, você vai ver.

Escrito por Fábio Seixas às 09h11

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A ordem dos fatores não altera o produto

Davidson, enfim, conseguiu um lugar pra correr.
 
É na Super Aguri, mas não importa. Qualquer que fosse a equipe, ele não faria muita coisa mesmo.

Escrito por Fábio Seixas às 11h11

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A máscara de Albers

Atendendo a pedidos, vamos à história do Albers...
 
Em 2001, o GP Brasil foi o terceiro da temporada. Duas semanas antes, a categoria correu na Malásia e foi lá que tive a trabalhosa idéia de fazer uma pesquisa com todos os pilotos da F-1. Todos os 22.
 
O objetivo era publicar a reportagem na Folha uma semana antes da corrida em Interlagos, dando o pontapé inicial na nossa cobertura da corrida.
 
Criei um mini-questionários de quatro perguntas (coisas do tipo "o que você acha de Interlagos?" e "qual é sua maior lembrança de um GP Brasil?") e fui à luta.
 
Um a um, fui conseguindo falar com os pilotos. Minha preocupação, claro, era Schumacher. "Pegue-o quando ele estiver caminhando pros boxes. Se for rápido, ele te responde sem problemas", disse a Sabine Kehm, assessora do alemão.
 
E assim foi. Peguei-o numa curva, ele parou e respondeu a todas as questões com a maior simpatia. A enorme maioria foi assim, aliás. E lembro especialmente do Alesi. Caminhando pelo paddock, ele deu uma resposta maravilhosa para a pergunta sobre o GP Brasil. Fui recuperá-la no arquivo:
 
"Você é brasileiro e vai entender... Tive a sorte de correr contra o Senna e, em 90, o Mundial começou em Phoenix. Naquela corrida, ultrapassei o Senna, e aquilo teve um baita destaque. Quando cheguei ao Brasil, para o segundo GP, esperava ser vaiado. Mas aconteceu o contrário. Parecia que eu estava em casa. No autódromo, todos aplaudiam e gritavam cada vez que eu passava."
 
Esse papo todo foi só para dar uma medida de que na F-1 mesmo pilotos experientes, veteranos, consagrados, atendem a imprensa com educação quando abordados, também, de maneira educada.
 
Bom, dei essa volta enorme para chegar ao holandês mascarado. No ano passado, na Austrália, inventei de fazer coisa parecida, mas só com os estreantes. Monteiro, Karthikeyan, Albers e Friesacher. Nada genial, admito, aquela coisa de expectativas, sonhos, etc, etc...
 
Decidi começar pelos boxes da Minardi. E lá estava Albers, recém-saído da DTM, terceiro colocado na temporada anterior, coisa e tal.
 
Negou-se a falar. Mais do que isso, mal olhou para o lado. Isso porque estava no fundão dos boxes que ocupavam o fundão do paddock de Melbourne. E porque passaria o ano todo largando no fundão do grid. Uma máscara absurda, enfim.
 
Não foi mera antipatia com minha abordagem, com o fato de eu ser brasileiro ou com o tamanho do meu nariz. Ele agiu da mesma forma com "n" colegas. E é assim até hoje.
 
Não, isso não explica tudo. Mas é por essas e outras que Schumacher é Schumacher (e Pelé também é assim, incrivelmente acessível diante da importância que tem pro mundo) e Albers é Albers.

Escrito por Fábio Seixas às 13h32

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O boato da vez

Depois de "o retorno de Schumacher", o boato da vez é "Hakkinen na McLaren em 2007". Dia desses, o finlandês visitou Woking, experimentou um simulador, conversou com Ron Dennis e Martin Whitmarsh. Pronto, foi o bastante para que os rumores tomassem conta dos sites por aí.
 
O fato é que o bicampeão está sentindo uma coceira danada para voltar à F-1, mas nos bastidores. Quer ajudar a McLaren de alguma forma, mas não no cockpit. Talvez seja uma boa. Mas não passa disso.
 
E além do mais ficaria ridículo voltar agora. Pareceria que ele passou esses anos todos exilado, apenas evitando o alemão.

Escrito por Fábio Seixas às 11h36

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Bom de bico

Na China, quando questionado sobre a permanência da dupla de pilotos da Spyker para 2007, Colin Kolles foi franco. "Gostaríamos que o Christijan ficasse. Seria uma pena ficarmos sem a namorada dele nos boxes."
 
Bom, hoje Christijan Albers e Liselore Kooijman casaram em Amsterdã. E além de uma mulher bonita, o piloto (que é dos mais mascarados, diga-se) deve ter arranjado um belo contrato.
 
Ela é filha do dono da Spyker. Além de bom de bico, o rapaz é esperto.
 
Lis, herdeira da Spyker e do posto de 'miss F-1' após a saída de Connie Montoya

Escrito por Fábio Seixas às 11h03

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Vermelho e ponto final

Enfim uma ocasião apropriada para responder a uma pergunta feita quase que diariamente: não, Massa não vai adotar para sempre o macacão verde-e-amarelo.
 
E a prova está aí abaixo, no retorno do brasileiro ao volante. Hoje, ele iniciou na Granja Viana os treinos para as 500 Milhas.
 
                                                          Miguel Costa Júnior/MF2

Escrito por Fábio Seixas às 18h36

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Goleada do futebol

O site do "Propaganda e Marketing" traz hoje uma nota sobre a venda de cotas das transmissões do futebol e da F-1 na Globo.
 
No mundo da bola, são cinco cotistas fechados para 2007: Ambev, Vivo, Volkswagen, Banco Itaú e Casas Bahia. Cada empresa desembolsou R$ 97,4 milhões. Além disso, a Coca-Cola pagou R$ 32 milhões pelo "top de cinco segundos". Ainda há cinco cotas de comerciais nacionais vinculados ao futebol, cada uma por R$ 15 milhões e todas ainda em aberto. O total embolsado, R$ 594 milhões.
 
Na F-1, são cinco cotas, sendo que quatro já foram vendidas para Tim, Petrobras, Banco Real e Schincariol. A GM, que era cotista neste ano, não vai renovar, abrindo espaço para uma montadora. Cada cota sai por R$ 43,9 milhões. O "top de cinco segundos", que custa R$ 17,9 milhões e neste ano era da Halls, também ainda está vago. O total, R$ 237,4 milhões. 
 
Ou 40% do que é arrecadado com o futebol.
 
A disparidade não explica totalmente o mau uso que a Globo faz do material da F-1 _abolição de programetes como o "Sinal Verde", abertura das transmissão instantes antes da largada, espaço mínimo nos jornais. Mas ajuda a entendê-lo.

Escrito por Fábio Seixas às 16h47

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Youtube do dia

O Ivan Magalhães, de Brasília, mandou esse vídeo gravado e editado por Luciano Rocha, amigo dele e enviado especial a Interlagos.
 
Aos leigos e desavisados, uma rápida explicação: são os pilotos treinando largada na saída dos boxes, bem em frente à galera do G.
 
As imagens são bacanas...
 

Escrito por Fábio Seixas às 15h47

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Sorte da F-1

Mathias Lauda declarou à imprensa austríaca que F-1 nunca foi sua prioridade.
 
"Eu nunca disse que rejeitaria a F-1, mas também nunca disse que faria qualquer coisa para chegar lá", afirmou o filho do tricampeão, que após algumas temporadas nos monopostos correu neste ano na DTM.
 
Ufa! A F-1 escapou desta. Mathias foi dos moleques mais barbeiros que habitaram as categorias de base nos últimos anos.

Escrito por Fábio Seixas às 14h27

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Cenas de um GP, a vez do internauta

A cena abaixo foi flagrada pelo Marcos Momesso em plena rodovia dos Bandeirantes.
 
 
Bela responsa a dos caminhoneiros, não?

Escrito por Fábio Seixas às 13h33

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Deu no New York Times

A "Play", revista do "New York Times", dedicou reportagem extensa a Bia Figueiredo, "numa missão não apenas para se tornar a mulher mais bem-sucedida da F-1, mas também a primeira campeã".
 
A reportagem foi à casa de Bia ("nossa vida agora é o automobilismo", diz Márcia, a mãe), passeou com ela no seu Honda Fit por São Paulo ("está a duas multas de perder a carteira de motorista") e exagerou em alguns momentos (como em "ela está se tornando famosa o bastante para ser conhecida no Brasil apenas pelo apelido, a exemplo de Pelé e Ronaldinho").
 
Encontrei Bia três ou quatro vezes, a última delas na Granja Viana, três anos atrás. E, à distância, venho acompanhando sua carreira. É esperta, é rápida, tem qualidades para se dar bem na F-3 da Europa, seu próximo passo. Pena que tenha chegado à F-3 sul-americana neste momento de draga da categoria.
 
Vale a pena ler a íntegra. É de graça e o registro no site do NY Times é rapidinho. A reportagem está aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 13h08

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Saída à francesa

Bourdais acaba de vencer na Cidade do México, fechando a temporada com brilho. Ultrapassou Wilson com uma manobra agressiva na última volta e assim coroou o ano do seu terceiro título na ChampCar.
 
O francês é muito, muito, muito bom piloto. Mas deu azar de chegar num momento de descrédito total da categoria. Entre os pilotos que hoje militam nos EUA, é dos três ou quatro que mereceriam uma vaga na F-1.
 
Vai acontecer? Ao que tudo indica, não. O bonde dele já passou. Uma pena. Mas é assim.

Escrito por Fábio Seixas às 19h35

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Parece que aconteceu

Parece que a A1 aconteceu. Parece que Holanda e Itália ganharam as duas provas. Parece que o Brasil foi sexto em uma corrida e sétimo em outra.

Escrito por Fábio Seixas às 18h52

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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