Dilema
Escrito por Fábio Seixas às 20h23
Youtube do dia
Cortesia do Felipe Maciel, de Campos, Alonso dando um chega-pra-lá no Badoer, ontem, em Valência.
Ok, o Badoer merece esse tipo de coisa. Mas o espanhol foi bem folgadinho, não?
Escrito por Fábio Seixas às 20h18
Meu único pitaco
Escrito por Fábio Seixas às 20h16
Alonso, 2 a 0
3º. Kovalainen, 1min12s770 (43 voltas)
4º. Raikkonen, 1min12s869 (51 voltas)
5º. Heidfeld, 1min13s012 (48 voltas)
6º. Trulli, 1min13s297 (46 voltas)
7º. Kubica, 1min13s310 (42 voltas)
8º. Massa, 1min13s574 (78 voltas), carro híbrido
9º. Barrichello, 1min13s690 (72 voltas)
11º. R.Schumacher, 1min13s839 (31 voltas)
12º. De la Rosa, 1min14s286 (46 voltas)
13º. Nakajima, 1min14s401 (116 voltas)
14º. Sato, 1min14s812 (36 voltas), carro híbrido
15º. Coulthard, 1min15s939 (26 voltas)
16º. Van de Garde,1min26s348 (4 voltas)
Escrito por Fábio Seixas às 14h57
Dor de cotovelo
Escrito por Fábio Seixas às 08h40
Youtube (atrasado) do dia
Escrito por Fábio Seixas às 18h16
Derrapada

Escrito por Fábio Seixas às 14h23
Alonso, 1 a 0
2º. Piquet, 1min13s549 (27 voltas)
4º. Vettel, 1min13s683 (75 voltas)
5º. Raikkonen, 1min13s691 (45 voltas)
7º. Heidfeld, 1min13s848 (49 voltas)
8º. Fisichella, 1min13s867 (34 voltas)
9º. Barrichello, 1min14s026 (29 voltas)
10º. Nakajima, 1min14s520 (51voltas), carro híbrido
11º. Rossiter, 1min14s643 (37 voltas)
12º. Sato, 1min15s674 (27 voltas), carro híbrido
13º. Webber, 1min15s726 (27 voltas)
14º. Badoer, 1min16s334 (35 voltas), carro híbrido
Escrito por Fábio Seixas às 13h57
Começou cedo
O "Express", de Colônia (onde fica a sede a Toyota, diga-se), publica hoje uma reportagem acusando a Bridgestone de favorecer a Ferrari.
Diz o jornal que enquanto a maioria das equipes projetou seus carros com distância entre-eixos menor em relação a 2006, com base em recomendações passadas pela Bridgestone, a Ferrari surpreendentemente apareceu com o entre-eixos maior.
Escreve o "Express" que os japoneses devem ter fornecido informações privilegiadas aos italianos sobre o caminho do desenvolvimento dos pneus ao longo da temporada.
Dá para acreditar?
Escrito por Fábio Seixas às 09h51
Minhas férias (10)
O que significava um acréscimo de 56 km. Seria preciso voltar até Tainhas e pegar a “Rota do Sol”, estrada que está sendo construída e que, dependendo do dia, opera apenas em um sentido, subida ou descida da serra.
Naquela terça, estava descendo. E assim fizemos o contorno todo até Três Forquilhas e retornamos à BR 101 para aquele trecho terrível até Florianópolis. Enfim, preciso arrumar um Land Rover _alguém tem um para doação?
A última parada da viagem foi a praia de Mariscal, em Bombinhas, 40 km ao norte de Floripa. Já havia estado por lá há uns 15 anos. E fiquei impressionado com o que encontrei.
Bombas e Bombinhas, que eram quase selvagens àquela época, agora são quase mini-Guarujás. Muita gente, muito prédio, muito carro. Menos mal que Mariscal ainda está “atrasada” nesse desenvolvimento todo.
Foram três dias de muito sol por lá, um passeio de barco para a reserva do Arvoredo (sim, fiquei enjoado quase o tempo todo) com direito a topar com enormes tartarugas entre um mergulho e outro e, enfim, a volta para casa.

O carro retornou à sua vaguinha aqui no prédio por volta das 18h do dia 13 de janeiro, 18 dias e 5.536 km depois da partida. Não deu problemas, agüentou os trancos e minhas barbeiragens, foi um herói.
Agora, só em dezembro. Ou antes disso: tenho sérios planos de mudar para Goiás e apostar na Mega-Sena.
The End.
Escrito por Fábio Seixas às 09h20
Datablog
Tirando as gracinhas, como a do Rodrigo Borges (“Fisichella vai andar na frente nos testes. E será campeão. O Rio Branco vai ser campeão paulista. O América-RN vai ganhar o Campeonato Brasileiro. Bush pedirá desculpas pela invasão do Iraque e renunciará. E vou encontrar ouro no jardim do meu prédio”), foram 55 votos.
E o resultado dá uma bela idéia de como andam as expectativas no Brasil em torno do Massa. Para 40% dos internautas (22 votos), ele será o mais rápido nesta semana. Quase uma volta atrás aparece Raikkonen, com 14,5% (8 votos).
Alonso é o terceiro, com 12,7% (7 votos), seguido por Kovalainen, com 9% (5 votos); Barrichello, Lewis e Button com 5,4% cada (3); e Kubica, com 1,8% (1 mísero votinho).
Escrito por Fábio Seixas às 08h56
A batata vai assar
Escrito por Fábio Seixas às 15h57
Jogo aberto
Escrito por Fábio Seixas às 10h11
Minhas férias (9)
De Gramado a Cambará do Sul são pouco mais de 100 km, passando por São Francisco de Paula. Viagem rápida, visual bacana e na chegada ao destino, a boa e velha procura por um hotel.
Lá, optamos pela Pousada das Corucacas, montada no meio de uma fazenda. E foi o Roberto, dono da pousada, que nos indicou o caminho para o Parque Nacional de Aparados da Serra. São 18 km de estrada de terra até a portaria. O céu estava nublado, era um domingo feio, mas não tínhamos outra opção: por incrível que pareça, em pleno período de férias escolares o parque fecha às segundas e terças-feiras.
As atrações por lá são as trilhas do Cotovelo e do Vértice, ambas com vista para o cânion do Itaimbezinho. Que, dizem, é lindo, fantástico, espetacula. Não tenho outra saída a não ser acreditar. Porque não vi nada.
Fizemos as trilhas, mas não vimos nenhum pedacinho de rocha. Só neblina, neblina, neblina. Ah, sim, parece que há cachoeiras por lá _dava para ouvir o som das águas. Se o parque não fechasse no dia seguinte, teríamos voltado. Fica pra próxima. Mas não pode ser uma segunda ou terça.

Por trás dessa neblina, dizem, há um cânion lindo...
A segunda-feira também amanheceu nublada. Mas como seria o último dia por lá, não tivemos opção: seguimos para o Parque Nacional da Serra Geral para tentar pelo menos uma espiada nos cânions Malacara e Fortaleza.
No caminho, neblina, chuva, um tempinho miserável. Quase demos meia volta. Mas decidimos seguir, não havia nada a perder. E foi uma boa decisão. Caminhamos até um mirante, ficamos uns bons 15 minutos olhando para o branco, mas de repente tudo se abriu.
Sim, é chavão, mas foi como um passe de mágica: bateu um vento, a neblina foi embora e diante dos nossos olhos, segundos depois, surgiu o cânion Fortaleza. Lindo. Imponente. Profundo.

Escrito por Fábio Seixas às 09h57
Leite Ninho
Escrito por Fábio Seixas às 16h15
Juancho!
Acabou há instantes, após 668 voltas, a primeira grande corrida de 2007: as 24 Horas de Daytona.Escrito por Fábio Seixas às 15h38
24 Horas
A primeira grande corrida de 2007 começa daqui a pouco, às 16h30 (de Brasília).
E com um toque de classe e tradição. A pole position nas 24 Horas de Daytona ficou com o Pontiac do americano Alex Gurney, filho de Dan Gurney, ex-piloto e construtor na F-1 e na Indy e fantástico contador de histórias. Seus parceiros são Jimmy Vasser, Jon Fogarty e o dono da equipe, Bob Stallings.
Em segundo lugar, larga outro Pontiac, da equipe de Jan Magnussen. Aliás, o terceiro posto no grid também ficou com a marca, do time de Jimmie Johnson.
O Porsche da equipe de Roberto Moreno sai em 16º. O trio Hélio Castro Neves-Osvaldo Negri- Thomas Erdos deve largar dos boxes _Negri bateu na classificação, nada sofreu, mas o carro ficou bastante danificado.
Procurei a posição da equipe do Christian Fittipaldi, mas não encontrei. O site da corrida é um lixo. E a maneira como os americanos organizam informações sobre as corridas, com centenas de “track facts”, “records and facts”, “tracksides” e coisas do gênero é de irritar...
Escrito por Fábio Seixas às 12h24
O futuro do bicampeão
Depois de tanto oba-oba no fim do ano passado, passou quase despercebida a notícia de que Hakkinen renovou com a Mercedes-Benz para mais um campeonato na DTM. Será sua terceira temporada por lá.
Escrito por Fábio Seixas às 11h53
Minhas férias (8)
Após o episódio já famoso internacionalmente como “A Fuga do Expresso Hotel”, a próxima parada era a Serra Gaúcha. Gramado, Canela, sabe? Porque um pouco de sossego também é bom.
Na estrada, um pit stop em São Gabriel, para o conserto dos óculos escuros, e um sonho acalentado há semanas: uma parada em Santa Cruz do Sul para comer “queijo lanche” no espeto.
Explico: amigos que foram pra lá em setembro, para a Stock, contavam entusiasmados sobre uma certa churrascaria rodízio em que eles iam. De tempos em tempos, o garçom passava e, com todo o sotaque gaúcho do mundo, oferecia: “Queijo lanche?”. Nada mais é do que um queijo prato no espeto. Mas, sei lá porquê, isso ficou na nossa cabeça e se tornou uma obsessão.
Bom, tínhamos que parar por lá. E escolhemos a churrascaria Centenário para nossa pesquisa. Deu certo! Após momentos de expectativa, eis que o garçom se aproxima e anuncia, garboso, a chegada do “queijo lanche”! Fantástico. As churrascarias de São Paulo precisam urgentemente introduzir essa tecnologia.
O autódromo também mereceu uma visita. Não que eu seja um obcecado por visitar pistas de corrida nas férias. Passei batido por Pinhais, Tarumã e Piriápolis. Mas até por ser um circuito novo, eu tinha curiosidade de dar uma olhada no que fizeram lá em Santa Cruz do Sul.

A entrada do autódromo de Santa Cruz do Sul
Gostei do pouco que consegui ver. Pareceu-me uma pista honesta: sem extravagâncias, na medida para o seu nível de utilização. Só não curti o acesso principal, uma estradinha de terra. Soube depois que há uma outra estrada, asfaltada, mas que na Stock, por exemplo, ela é cativa dos carros credenciados. O grosso do público precisa encarar a estreita estradinha de terra.
Isso precisa ser arrumado logo. Não dá pra continuar.
Estômagos forrados, seguimos até Gramado. Depois da experiência da noite anterior, foi um alívio encontrar uma vaga na Pousada da Vovó Carolina. Atendimento simpático, quartos cheirando a novo (porque são novos mesmo) e um café-da-manhã daqueles...
No dia seguinte seguiríamos para um programa um pouco mais aventureiro, os cânions na divisa RS-SC.
O melhor nessa perna da viagem? O “queijo lanche”, claro, a beleza das serras e os fondues do Belle du Valais, em Gramado. Sim, é verão, mas fazia um friozinho bacana por lá... Valeu muito a pena.
Escrito por Fábio Seixas às 11h45
Direto ao ponto
Escrito por Fábio Seixas às 17h56
O fim de uma praga
Quem insistir em circular com engate irregular pode ser multado em R$ 127,69, receber cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e ter o carro apreendido."
Escrito por Fábio Seixas às 17h38
Parabéns, Moco
Escrito por Fábio Seixas às 15h59
Youtube (retificador) do dia
Escrito por Fábio Seixas às 15h23
Youtube do dia
Escrito por Fábio Seixas às 13h24
Vai mal
Continua complicado o início de ano da Ferrari. Depois de enfrentar dias de chuva e neve em Vallelunga, hoje o time viu a parte dianteira da (por enquanto) única F2007 ir para o espaço.
Massa bateu forte na curva Roma, a última antes da reta. O brasileiro nada sofreu, mas o carro, segundo relatos, não teve a mesma sorte.
Escrito por Fábio Seixas às 09h32
Minhas férias (7)
Alguém de Alegrete, no Rio Grande do Sul, lê este blog? Caso leia, por favor, imprima esse capítulo da viagem e mostre ao proprietário do Expresso Hotel, ali na General Neto, 99, no centro da cidade. Foi lá, naquele casarão de paredes amarelas, que passamos a noite mais tosca da viagem.
Mas antes, a estrada. Depois de três dias em Buenos Aires, era hora de colocar o carro pra rodar. Saímos da capital portenha por volta das 9h com o mapa da cidade todo riscado pelo manobrista do estacionamento, indicando o caminho para a rodovia.
Até então, já havíamos percorrido exatos 2.583 km. Mas em nenhum outro dia rodaríamos tanto como naquele: a idéia era sair de Buenos Aires, subir até Paso de los Libres, entrar no Brasil via Uruguaiana e avançar pelo RS o máximo que conseguíssemos.
Seguimos o plano à risca. Nos 595 km até a fronteira, estrada boa, a paisagem lindíssima dos pampas argentinos e em Paso de los Libres, claro, uma visita ao posto de combustível.
A gasolina na Argentina é baratíssima. Para encher o tanque, R$ 60, metade do que eu gasto no Brasil. O engraçado é que há um posto pertinho da fronteira e o pessoal de Uruguaiana atravessa a ponte sempre que precisa abastecer.

Já era fim de tarde, estávamos cansados, mas decidimos continuar na estrada. E percorremos mais 138 km até parar em Alegrete.
Cidade bonita, gente simpática... Mas com o Expresso Hotel. Sim, há outros hotéis por lá e faço aqui o mea-culpa: o cansaço era tanto que decidimos seguir a velha fórmula do “hotel-na-praça-do-centro-da-cidade” em vez de explorar os arredores atrás de algo melhor.
O preço da diária, R$ 50 pagos adiantados. Ali eu já deveria ter desconfiado de que algo estava errado. Mas o cansaço... Bem, pagamos e fomos forrar o estômago numa lanchonete pra lá de bacana na praça. Mais uma vez, um sanduichão daqueles a que já me referi: presunto, queijo, hambúrguer, alface, tomate, ervilha, milho, etc, etc...
Refeição feita, uma voltinha pelo calçadão e uma caminhada até o hotel. Hora de tomar banho para se livrar do pó da estrada. Foi quando vi a primeira. Uma barata enorme. “Conto ou não conto para ela?”, foi o que pensei. Decidi contar, mas só depois de matar o bicho, claro. Ah, como são letais as Havaianas.
Ainda estava no chuveiro quando ouvi um grito. No quarto, ela viu a segunda. Que além de enorme era uma Ferrari de tão rápida. Após alguns dribles, chinelo nela. Menos de cinco minutos depois, mais um grito. A terceira. Dá-lhe chinelo.
Não fosse o cansaço de mais de 730 km de estrada, teríamos ido embora. Decidimos ficar. Mas não por muito tempo. Às 6h, já estávamos dentro do carro, prontos para seguir viagem.
Ah, sim... Não sem antes matar uma quarta barata. E de dar risada, é claro. Porque férias são férias.
Escrito por Fábio Seixas às 09h20
Brinquedos
Escrito por Fábio Seixas às 18h09
Agora vai?
Escrito por Fábio Seixas às 15h39
Minhas férias (6)
O Ibis de Buenos Aires é uma espécie de consulado informal do Brasil. Após três dias por lá, fiquei com a impressão de que todo brasileiro que vai à capital fica hospedado no hotel, no finzinho da avenida de Mayo.
Não sei explicar o fenômeno, imagino que seja o preço, a facilidade para fazer reservas pela internet, a propagando boca-a-boca.... O fato é que só se fala português no tal Ibis. Vá ao café da manhã e tome suco ao lado de um sujeito com a camisa do Corinthians...
Aliás, preço baixo é um excelente atrativo de Buenos Aires. Inclusive para circular pela cidade. Deixamos o carro no estacionamento do hotel e quando precisávamos cruzar a cidade, pegávamos táxi. É muito barato e mais rápido. Porque, afinal, os taxistas são os motoboys da cidade: a maioria não respeita semáforos, anda em altíssima velocidade, não está nem aí para os pedestres. Ou seja, você pode até xingar, mas usa.
O primeiro dia por lá foi de reconhecimento. Eu já havia estado em Buenos Aires, mas sempre por pouco tempo, de passagem para seguir para a Austrália. Era hora de me vestir de visitante deslumbrado e me lançar num ônibus de turista.
Assim, visitamos Puerto Madero, Recoleta, Boca... Foi ótimo para dar uma sobrevoada em tudo e ter mais noção da cidade. A pé ou de táxi, no dia seguinte, fomos ao centro, voltamos a Puerto Madero, conhecemos Palermo.

Trio famoso na varanda de uma casa na Boca
Sim, claro, comemos alfajores. Os tradicionais Havanna são sensacionais. Assim como os Havannets, cones de chocolate recheados de doce de leite.
O melhor por lá, a beleza da cidade e o El Obrero (calle Agustín R. Caffarena, 64, na Boca), restaurante simplão mas que tem um atendimento simpático, bons vinhos e uma parrilla ótima.
Escrito por Fábio Seixas às 15h26
Youtube do dia
Escrito por Fábio Seixas às 14h08
Ferro velho de luxo
Escrito por Fábio Seixas às 21h10
Fora do eixo
Escrito por Fábio Seixas às 15h04
Pé frio?
Escrito por Fábio Seixas às 14h48
Urgh
Escrito por Fábio Seixas às 11h54
Minhas férias (5)
De Montevidéu a Colonia del Sacramento foram duas horas de estrada. Uma viagem que vale a pena, mesmo para quem não vai cruzar o rio da Prata.
Colonia foi fundada por portugueses no século 17, tornou-se alvo de disputa com espanhóis por ser uma porta de entrada para o continente e trocou de mãos sei lá quantas vezes após seguidos quebras-paus. Isso foi tudo o que absorvi das plaquinhas espalhadas pelas ruínas da cidade.
Mas antes do turismo, a obrigação. Tínhamos que ir ao porto comprar a passagem para o Buquebus, a balsa que faz a travessia até Buenos Aires. Foi duro, foi difícil, foi complicado, foi um inferno.
Sabe Murphy, aquele da lei infalível? “Se alguma coisa pode dar errado, dará.” Pois é, ele resolveu pintar por lá.
Cheguei ao guichê, mais ou menos cheio e numa bagunça danada, e perguntei se era ali que eu deveria comprar passagem para embarcar o carro. O funcionário me disse que sim. Voltei ao dito cujo, no caso o veículo, para avisar que iria demorar. No instante em que me volto ao prédio do guichê, vejo um ônibus parando e um milhão de pessoas desembarcando para comprar passagem. Ah, o velho Murphy, sempre ele, sempre implacável.
Mas não foi só. Depois de 40 minutos, consegui chegar ao caixa. “Señor, yo queria viajar com mi coche”, lancei, no meu portunhol castiço. Ele respondeu apontado para uma outra fila, que nada tinha a ver com a primeira. Ou seja, 40 minutos jogados no lixo. Ah, o velho Murphy, que não tira férias.
Meia hora e alguma discussão depois, consegui ser atendido e comprar a passagem. Cara, diga-se, cerca de R$ 350 para uma travessia de uma hora.
Bom, deixei Murphy por lá e fomos passear. As muralhas ainda estão lá, cercadas por um gramado, ótimo lugar para uma siesta.
O almoço foi fantástico. Um peixe do rio, cujo nome não lembro, enorme e delicioso. Foi devorado, pobrecito. Antes da siesta, um passeio pelas ruas, pelas casas em estilo colonial, pelas lojinhas. Só compramos “dulce de leche”.

De lá, a siesta e a volta para o porto. O Buquebus sairia às 19h. Sairia. Porque, é claro, Murphy não havia arredado o pé de lá. Por causa dos ventos no rio, a balsa estava atrasada duas horas. Enfim, não havia o que fazer. Só lá pelas 22h chegamos a Buenos Aires. Mas aí já é outro capítulo.
Escrito por Fábio Seixas às 08h56
Ainda não
Massa foi 0s7 mais rápido que Raikkonen. Massa deu 74 voltas, Raikkonen completou 39. Massa estava de carro novo; Raikkonen, de carro velho. Massa tem dois anos de convívio com a Ferrari; Raikkonen, alguns meses.
Sim, é um bom começo para o brasileiro, muita coisa ajuda. Mas por enquanto é só isso, um começo. Noves fora a questão da experiência em Maranello, todo o resto vai mudar em um momento ou outro da pré-temporada.
Escrito por Fábio Seixas às 08h26
Primeiro round
Escrito por Fábio Seixas às 13h33
Minhas férias (4)

Escrito por Fábio Seixas às 12h54
Brasil-sil-sil
Escrito por Fábio Seixas às 19h05
Que dureza...
Escrito por Fábio Seixas às 17h18
Tecla SAP
De Pat Symonds, no site da "Autosport": "Se você olhar para as equipes... Foram tantas as mudanças que não me recordo de uma temporada mais imprevisível".
O que ele quis dizer: "A Renault se deu mal no troca-troca de pilotos e está fora da briga neste ano".
Escrito por Fábio Seixas às 09h05
Minhas férias (3)
O dia seguinte foi no melhor estilo “sem destino”. Entraríamos no Uruguai, passaríamos por Punta del Este, mas não sabíamos onde seria a noite.
Bom, em primeiro lugar, muita estrada. De São Lourenço do Sul ao Chuí foram cerca de quatro horas. Um visual diferente de tudo o que já tinha visto. Foram quilômetros e quilômetros sem cruzar ninguém na BR 471. Lagoas de um lado, terras encharcadas do outro, verde, verde, verde.
Já perto da fronteira, a 30 km do Chuí, parei num posto de gasolina. E lá ouvi a conversa que marcou este trecho viagem. Em pleno 30 de dezembro, o único funcionário do posto contava para o outro cliente seus planos para a passagem de ano. Era algo mais ou menos assim: “Vou embora para casa hoje, durmo lá, volto amanhã [dia 31] e fico aqui, sozinho, até o dia 2. Tem que haver alguém aqui se algum carro parar.” Só espero que o dono do posto tenha recompensado bem o esforço do frentista.
Na fronteira, menos emoções do que eu imaginava. Não abriram nem sequer o porta-malas, exigiram apenas a Carta Verde e mais nada. Cerca de 5 km depois, um policial me parou para perguntar meu destino. Engraçado. Nem eu sabia. “Montevidéu”, eu disse, afinal era lá que eu tinha um hotel reservado para o reveillon.
Uruguai é igual a churrasco que é igual a parrilla, e era isso que eu queria provar logo de cara. Paramos em Aguas Dulces, uma praia 80 km depois da fronteira, e elegemos o El Chivito Veloz para o primeiro almoço uruguaio. Uma tragédia. A churrasqueira estava apagada, e a carne na chapa estava muito, muito dura. Bom, foi uma tentativa.
Era fim de tarde quando chegamos a Punta del Este. E quando ficamos encantados com o lugar. Punta é um lugar lindo. Recanto de milionários, sim, mas também de muitos malucos como nós que se lançam numa road trip.
Achar hotel por lá foi mais fácil do que imaginávamos. Aliás, quase fiquei num certo Hotel Montoya, em Palmas de la Barra, ao lado de Punta. Acabamos nos hospedando em Punta Ballena, a 15 minutos de distância e um pouco mais tranqüila.
Seria por lá o Ano Novo, decidimos, e um telefonema para o hotel de Montevidéu resolveu tudo: transferimos em um dia nossa chegada lá, sem problemas.
Foram três dias de muito sol, calor, comida boa e alguma frescura, do tipo comprar garrafas de cerveja em litro para trazer ao Brasil. A noite do reveillon foi numa cantina em frente ao Conrad, cassino que, nos juravam, havia preparado uma imensa e fabulosa queima de fogos. O jantar foi ótimo, o atendimento foi marcantemente simpático, mas... o hotel não comprou uma biribinha, uma bombinha de dez, um mísero rojão, para celebrar. Menos mal que todos os outros prédios de Punta cumpriram esse papel.

A Casa Pueblo, entre Punta del Este e Punta Ballena
O melhor por lá? A tranqüilidade de Punta Ballena, o agito de Punta del Este, a beleza da Casa Pueblo cravada nas rochas, num cenário tipicamente mediterrâneo.
Escrito por Fábio Seixas às 08h57
Nos olhos dos outros
A Ferrari mudou o endereço dos testes desta semana. Trocou Mugello, onde faz muito frio e há previsão de neve, por Vallelunga, onde o cenário deve ser menos inóspito.
Massa e Raikkonen trabalharão a partir de terça-feira. O brasileiro, com a F2007. O finlandês, com o carro do ano passado, a 248 F1.
Até agora, Massa não tem do que reclamar.
Sim, são situações bem diferentes, é só um início de trabalho, Raikkonen terá as suas chances. Mas é engraçado constatar, agora, o silêncio daqueles que se rebelavam contra os privilégios a Schumacher quando Barrichello estava por lá.
Escrito por Fábio Seixas às 09h51
Minhas férias (2)
Dia 29 de dezembro. Uma sexta-feira de sol e o pior trecho de estrada pela frente. É impressionante e triste: foram exatos 5.536 km de viagem, três países, mas de longe o pedaço mais perigoso e irritante foram aqueles 324 km entre Guarda do Embaú e Osório, quando a BR 101 é uma horrenda pista simples.
Carros e caminhões se arriscam, crateras pipocam no asfalto aqui e ali, o acostamento simplesmente desaparece de vez em quando. Tudo isso em meio a obras de uma duplicação que mais parecem obras de ficção: houve momentos em que sobre uma ponte em construção havia apenas um operário. Nesse ritmo, vai demorar pra ficar pronto.
Parada rápida e estratégica na gaúcha Osório para encher o estômago e o tanque do carro. Eu havia esquecido como são bons os sanduíches no interior do Brasil. Seja São Paulo, Minas ou Rio Grande do Sul, peça um x-salada e receba além de pão, carne, queijo, alface e tomate muita ervilha, bacon, presunto, milho e quetais. Ah, sim, tudo prensado na chapa.
Logo depois de Osório, caímos na Freeway, a estrada que dá acesso a Porto Alegre. Acho que em nenhum trecho rodoviário do Brasil é tão flagrante a disparidade entre rodovias administradas pelo poder público e as privatizadas. É sair do inferno e cair no paraíso: de uma estrada precária, arriscada, para outra segura, bonita, repleta de serviços. Sou da opinião de que ainda há muito de errado no processo de privatização das rodovias por aqui _com raras exceções, as empresas recebem boas estradas de mão beijada e cobram taxas exorbitantes de pedágio, vide a nova Imigrantes.
Foi um dia só de estrada. A idéia era passar por Porto Alegre e dormir um pouco mais pra baixo. E a escolha recaiu sobre São Lourenço do Sul, a 200 km da capital. É uma cidade de 45 mil habitantes com o maravilhoso atrativo de ficar às margens da Lagoa dos Patos.
Sim, é lugar-comum, mas é o que vem à mente quando você se depara com a maior lagoa do Brasil: “É um mar”.

O visual da Lagoa dos Patos
O pouso foi por lá, num hotel de frente para a lagoa. Deu até para aproveitar a praia no fim da tarde. No jantar, peixe, muito peixe, não dava para ser diferente.
O melhor por lá? Caminhar à beira da lagoa curtindo o pôr do Sol.Escrito por Fábio Seixas às 09h41
O qüinquagésimo
Escrito por Fábio Seixas às 19h36
Primeiras impressões
Escrito por Fábio Seixas às 11h56
Minhas férias (1)
Exasperado, o casal tentava havia alguns minutos abrir a porta do Doblô Adventure quando a filha pré-adolescente chegou. “Pai, esse não é o nosso carro.” O casal decide olhar pelos vidros e, sorriso amarelo estampado, sai andando de fininho. O Doblô deles estava em outra vaga, a poucos metros dali.
O cenário, um posto de gasolina na altura de Registro, na Régis Bittencourt. E ali, rindo daquela cena, declarei aberta oficialmente a temporada de férias 06-07.
São Paulo-Buenos Aires de carro era o plano acalentado havia vários meses, muito antes de a sigla Cindacta virar parte do nosso dia-a-dia. A dica foi do tio Sérgio, mas confesso, só abri o mapa rodoviário para checar o tamanho da encrenca três dias antes de colocar o pé na estrada.
Sim, já havia checado as exigências das autoridades uruguaias e argentinas. Em primeiro lugar, é preciso descolar uma certa “carta verde”, um seguro para circular por países do Mercosul. É, na prática, uma extensão do seguro normal do veículo, incluindo a cobertura a outros países. Não custa caro, paguei R$ 117,67 no documento que vale por um mês.
Mas o bom mesmo são as exigências para entrar na Argentina: dois triângulos, um cabo para rebocar o carro, um kit de primeiros socorros (como aquele que inventaram por aqui anos atrás) e, o mais incrível, um saco para o morto. Sensacional, não? Se você se envolver em algum chamado "acidente fatal", tem que ensacar o defunto. Daí a necessidade do saco. Pode ser um lençol também, e foi esta minha opção. Dá para ser mais mórbido?
A primeira parada foi Guarda do Embaú, 30 km ao sul de Florianópolis, 737 km da garagem de casa à porta da pousada. Já havia estado lá há uns cinco, seis anos e temia encontrar o vilarejo desfigurado _nas férias anteriores, retornei a Jericoacoara, no Ceará, após quatro anos e fiquei um pouco desapontado com o crescimento do povoado, com investidores estrangeiros ocupando lugares e posições que antes eram cativos dos pescadores e suas famílias.
Guarda cresceu, sim, mas muito pouco. Amém. Cortesia do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. Eu não sabia, mas a praia faz parte do parque e, portanto, há restrições para a derrubada de árvores, aberturas de ruas, construções e outros crimes do gênero.
A atração por lá é o misto de rio e mar. Para chegar à praia, ou você atravessa o rio nadando ou toma um barquinho pagando a exorbitância de R$ 1.

Bom, foram três dias por lá. Chegamos, eu e Tati _esposa, navegadora, advogada, motorista e companheira de insanidades_ em 26 de dezembro e por lá ficamos até o dia 29.
O melhor por lá? A praia linda, o sol, o surpreendente encontro com o Cristiano, o peixe com molho de limão e a porção de ostras do único restaurante à direita de quem chega à praia _o atendimento demora muuuuuito, mas e daí?
(Como vocês perceberam, as férias acabaram. Acompanhei, entre uma perna e outra da viagem, os lançamentos de Toyota, Ferrari, McLaren e BMW. Aos poucos, vamos colocar em dia o papo sobre F-1 e todo o resto, certo?)
Escrito por Fábio Seixas às 11h16


