Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

O qüinquagésimo

O Dacar fez mais uma morte. O francês Eric Aubijoux foi a 50ª vítima da história do rali mais famoso do mundo, a segunda na edição que termina amanhã.
 
Na minha modesta opinião, o Dacar, em muitos aspectos, ultrapassa a barreira do esporte e transveste-se apenas de disputa para determinar quem é o sujeito mais "macho", mais "corajoso", aquele que assume mais riscos.
 
Por mais que eu goste de esporte a motor, fica difícil acompanhar com interesse uma prova que, via de regra, provoca mortes cada vez que é disputada.
 
Menos mal quando quem morre está competindo. No ano passado, o rali matou crianças que nada tinham a ver com o rali, a não ser o fato de viverem em vilarejos que faziam parte de sua rota.

Escrito por Fábio Seixas às 19h36

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Primeiras impressões

Na ordem, Toyota, Ferrari, McLaren e BMW já apresentaram seus carros para 2007. A Renault ainda não, mas todo mundo já viu o R27.
 
O que achei? Muita coisa. Achei o bico da Ferrari diferentão, meio retrô, assim como o tom do vermelho. Achei as linhas da McLaren bem radicais, agressivas. Achei a Toyota idêntica à do ano passado. Achei o BMW parecido com o Renault de 2006. E achei o mesmo do Renault novo.
 
Mas achismo não vale muita coisa, quase nada. Testes também não servem muito para análises, mas são tudo o que teremos nas próximas semanas.
 
Mas se há algo que dá para cravar hoje, 20 de janeiro, quase dois meses antes do GP da Austrália, é o seguinte: Kovalainen vai enterrar de vez Fisichella.

Escrito por Fábio Seixas às 11h56

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Minhas férias (1)

Exasperado, o casal tentava havia alguns minutos abrir a porta do Doblô Adventure quando a filha pré-adolescente chegou. “Pai, esse não é o nosso carro.” O casal decide olhar pelos vidros e, sorriso amarelo estampado, sai andando de fininho. O Doblô deles estava em outra vaga, a poucos metros dali.

O cenário, um posto de gasolina na altura de Registro, na Régis Bittencourt. E ali, rindo daquela cena, declarei aberta oficialmente a temporada de férias 06-07.

São Paulo-Buenos Aires de carro era o plano acalentado havia vários meses, muito antes de a sigla Cindacta virar parte do nosso dia-a-dia. A dica foi do tio Sérgio, mas confesso, só abri o mapa rodoviário para checar o tamanho da encrenca três dias antes de colocar o pé na estrada.

Sim, já havia checado as exigências das autoridades uruguaias e argentinas. Em primeiro lugar, é preciso descolar uma certa “carta verde”, um seguro para circular por países do Mercosul. É, na prática, uma extensão do seguro normal do veículo, incluindo a cobertura a outros países. Não custa caro, paguei R$ 117,67 no documento que vale por um mês.

Mas o bom mesmo são as exigências para entrar na Argentina: dois triângulos, um cabo para rebocar o carro, um kit de primeiros socorros (como aquele que inventaram por aqui anos atrás) e, o mais incrível, um saco para o morto. Sensacional, não? Se você se envolver em algum chamado "acidente fatal", tem que ensacar o defunto. Daí a necessidade do saco. Pode ser um lençol também, e foi esta minha opção. Dá para ser mais mórbido?

A primeira parada foi Guarda do Embaú, 30 km ao sul de Florianópolis, 737 km da garagem de casa à porta da pousada. Já havia estado lá há uns cinco, seis anos e temia encontrar o vilarejo desfigurado _nas férias anteriores, retornei a Jericoacoara, no Ceará, após quatro anos e fiquei um pouco desapontado com o crescimento do povoado, com investidores estrangeiros ocupando lugares e posições que antes eram cativos dos pescadores e suas famílias.

Guarda cresceu, sim, mas muito pouco. Amém. Cortesia do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. Eu não sabia, mas a praia faz parte do parque e, portanto, há restrições para a derrubada de árvores, aberturas de ruas, construções e outros crimes do gênero.

A atração por lá é o misto de rio e mar. Para chegar à praia, ou você atravessa o rio nadando ou toma um barquinho pagando a exorbitância de R$ 1.

Bom, foram três dias por lá. Chegamos, eu e Tati _esposa, navegadora, advogada, motorista e companheira de insanidades_ em 26 de dezembro e por lá ficamos até o dia 29.

O melhor por lá? A praia linda, o sol, o surpreendente encontro com o Cristiano, o peixe com molho de limão e a porção de ostras do único restaurante à direita de quem chega à praia _o atendimento demora muuuuuito, mas e daí?

(Como vocês perceberam, as férias acabaram. Acompanhei, entre uma perna e outra da viagem, os lançamentos de Toyota, Ferrari, McLaren e BMW. Aos poucos, vamos colocar em dia o papo sobre F-1 e todo o resto, certo?)

Escrito por Fábio Seixas às 11h16

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


RSS

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reproduçãoo do conteúdo desta Página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.