Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Tá chegando a hora

O que vai acontecer na corrida?

 

Perguntinha difícil...

 

Mas acho algumas coisas, dou alguns chutes. Acho que Alonso vai largar feito um louco, passar Raikkonen na primeira curva e vencer. 

 

Aliás, prestem muita atenção nessa tal primeira curva. Normalmente saem vários enroscos ali.

 

O GP da Austrália também é pródigo em abandonos. É num parque, mas que é praticamente um circuito de rua. Por isso, espere batidas, raspões no muro, abandonos durante a prova.

 

Massa tem um carrão nas mãos. Mas há também muita gente complicada entre ele e o pódio: Wurz, Button, Kovalainen, Ralf, Trulli, Webber e por aí vai... De qualquer forma, acho que chega ao pódio.

 

Barrichello não tem como fazer nada. Na melhor das hipóteses, chega perto dos pontos.

 

Tudo chute. Menos esta informação da meteorologia: faz sol em Melbourne, o Mundial vai começar com pista seca.

 

Bem, cobrem-me ou cumprimente-me depois do GP. Mais um vez, quero isso aqui cheio de comentários quando eu conseguir voltar aqui.

 

Boa corrida a todos.

Escrito por Fábio Seixas às 19h22

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O que contam lá de Melbourne

De Melbourne, contam que, na coletiva da McLaren depois do treino, fizeram muito mais perguntas para Hamilton do que para Alonso.

 

Contam que Barrichello reclamou da freada do Honda. E que ele disse o seguinte aos repórteres brasileiros por lá:  “O carro não tem velocidade suficiente para lutar pelos dez primeiros. O maior problema é a estabilidade nas freadas.  Os testes na malásia vão ser importantes pra ver se melhorou alguma coisa na aerodinâmica. Enquanto isso é bola pra frente e não deixar o sorriso cair, porque senão cai o do mecânico, o do engenheiro e aí é uma bola de neve. Esperava ter ficado entre os 12 primeiros, mas o carro tava batendo muito no chão e piorava ainda mais na freada. É como se tivesse guiando dois carros, um A e o outro B, o A nas curvas e o B nas freadas.”

 

Contam também que Rubens ainda disse o seguinte: “Jenson é muito mais jovem do que eu e por isso acho que ele deveria mostrar mais.” Não contaram mais. Talvez por isso, eu não tenha entendido.

 

Contam que Alonso está feliz com o segundo lugar, mas que havia um ar de preocupação no seu semblante. E que fez essa observação ao ser questionado se Massa terá condições de chegar lá na frente. “Depende da largada. Pela velocidade, sim, mas vai ser difícil porque ele vai ter muitos obstáculos. Vai ter que passar pelo Kovalainen... Por alguns pilotos complicados”.

Escrito por Fábio Seixas às 10h55

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O carro velho é melhor

A Spyker será a testa-de-ferro do protesto contra a Super Aguri.

 

Apoiado por outro chefe de equipe, Colin Kolles deve acusar formalmente os japoneses amanhã, depois do GP, já que os comissários da corrida se declararam incompetentes para julgar a questão.

 

A Super Aguri usa como base para seu carro o chassi da Honda do ano passado, o que é terminantemente proibido pelo regulamento da F-1. Pessoalmente, sou contra essa regra. Mas é uma regra, pombas. Cumpram.


O fato é que o rolo vai para o tribunal da FIA. Dada a urgência de uma definição, o julgamento deve acontece antes da Malásia.

 

A Super Aguri deve ser proibida de usar o chassi. A não ser, claro, que a política entre em campo.


De qualquer forma, tenho certeza que já tem gente na Honda pensando em pegar os carros de volta e dar para Button e Barrichello. O chassi de 2006 é melhor do que aquela tranqueira que eles aceleraram hoje na Austrália.

Escrito por Fábio Seixas às 10h39

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Massa: "Não esperava que começasse assim"

Com a cara fechada, claro, Massa acaba de conceder entrevista aos repórteres brasileiros em Melbourne.
 
"Tive dois problemas logo no começo da classificação. O primeiro, no freio. E depois no câmbio. Fiquei sem a sétima, mas tentei dar uma volta para ficar entre os dez. Sabia que era impossível sem a sétima marcha e foi isso o que aconteceu. Mas ainda perdi todas as outras marchas."
 
"Não esperava que meu Mundial começasse desse jeito. Mas, na vida, a gente sempre tem que esperar que o dia de amanhã seja melhor", completou.

Escrito por Fábio Seixas às 01h34

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Uma primeira fila sensacional

O que dizer?
 
Massa vai largar em 16º, enquanto seus dois grandes rivais dividirão a primeira fila. Pior ainda para ele, Raikkonen sairá na pole.
 
O que dizer?
 
Podemos dizer que Raikkonen e Alonso foram espetaculares. Estreando por suas equipes, fizeram aquilo que pilotos especiais fazem.
 
Não, não é o caso de enterrar a temporada de Massa, apesar de saber que muita gente o elevaria a gênio, a virtual campeão, caso fosse ele o pole position. Mas é o caso, sim, de dizer que a vitória no GP da Austrália ficou difícil, quase impossível. Até porque a Ferrari não tem mais no pitwall um certo Mr. Brawn.
 
De resto, aplausos para a BMW, que mostrou não ser apenas "leão de treino" e colocou Heidfeld em terceiro e Kubica em quinto. E aplausos, assobios e rojões para Hamilton, quarto colocado em seu primeiro grid no topo do mundo.
 
Sato? Não vai durar ali. Tivesse a Super Aguri andado mal, ninguém se importaria. Mas nas próximas horas vão chover papéis acusando a equipe de usar exatamente o mesmo carro da Honda de 2006, o que o regulamento proíbe. Vai feder, pode esperar.
 
Anticlímax? Sim, para muita gente.
 
Eu acho que assistiremos amanhã à uma excelente corrida. Raikkonen e Alonso na primeira fila do primeiro GP do ano? Viva a nova era! 

Escrito por Fábio Seixas às 00h30

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Melbourne, treino oficial, 2ª parte

Faltavam 40 segundos para o fim do segundo bloco quando a TV mostrou Massa se arrastando. Câmbio, talvez. Ele ainda não havia cravado nenhuma volta. Resultado: largará em 16º, uma posição à frente de Barrichello.
 
E, assim, o sonho da pole brasileira na primeira etapa do campeonato virou fumaça. A vitória ficou bem complicada.
 
Além dele, foram cortados Wurz, Button, Kovalainen, Rosberg e Davidson.
 
Os mais rápidos, Alonso, Heidfeld, Hamilton, Raikkonen e Kubica.
 
Minha aposta para a pole? O espanhol.

Escrito por Fábio Seixas às 23h41

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Melbourne, treino oficial, 1ª parte

O treino começou com sol, temperatura de 21ºC, 39ºC no asfalto.
 
O primeiro bloco correu sem sustos, sem acidentes, sem passeios pela grama, sem raladas no muro.
 
Os mais rápidos, Raikkonen, Hamilton, Kubica, Alonso e Massa.
 
Os cortados, Albers, Sutil, Liuzzi, Coulthard, Speed e Barrichello.
 
Barrichello e Coulthard na primeira degola? É. Acho que isso diz muita coisa.

Escrito por Fábio Seixas às 23h21

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Melbourne, 3º treino livre

Show de Raikkonen no terceiro treino livre para o GP da Austrália.
 
O sábado no Albert Park começou com o tempo, digamos, macambúzio, taciturno, sorumbático. Em suma, sol e chuvisco. O suficiente para deixar o asfalto úmido.
 
Essa condição somada ao receio de uma possível quebra de motor acabou fazendo do início da sessão um marasmo.
 
O primeiro piloto de equipe grande a cravar uma volta em interessante foi Fisichella, com 24 minutos de treino, 1min29s866.
 
O italiano chegou a melhorar, foi superado por Alonso até que, aos 33 minutos, com a pista já seca, Raikkonen fechou uma bela volta, em 1min26s616.
 
Quatro minutos depois, Massa superou o finlandês por 0s008. 
 
Pronto: a luta pela liderança da sessão se transformou num duelo ferrarista, com nervos à flor da pele.
 
Em determinado momento, o brasileiro entrou muito rápido nos boxes, brecou, fritou os pneus e quase perdeu o controle do carro.
 
Faltando 12 minutos para o fim da sessão, Raikkonen deu o troco, com 1min26s106, superando o companheiro em 0s502.
 
Fisichella, então, decidiu se intrometer: com 1min26s454, colocou-se entre os dois ferraristas. Logo depois, Hamilton fez o terceiro tempo, rebaixando o brasileiro uma posição. A surpresa, porém, veio no finalzinho, com Davidson. Com o carro da Super Aguri, também conseguiu superar Massa.
 
E, nos estertores, Raikkonen melhorou ainda mais sua marca, para 1min26s064.
 
Raikkonen, Fisichella, Hamilton, Davidson e Massa, os cinco primeiros.
 
Barrichello teve um início de sábado sem grandes emoções. Fechou o treino em 14º, três postos à frente de Button.
 
E foi isso. O treino pra valer começa à meia-noite. O jogo continua bem aberto.

Escrito por Fábio Seixas às 21h04

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Começa a terceira sessão. Com água

Já se foram dez minutos do terceiro treino e até agora ninguém fechou volta.
 
Pois é, no sábado o buraco continua sendo mais embaixo _motor quebrado é igual a fundão do grid.
 
Ah, sim... A garoa apertou. Já virou chuva.

Escrito por Fábio Seixas às 20h11

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Será?

Começou a garoar em Melbourne.
 
Só isso.

Escrito por Fábio Seixas às 19h28

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Saindo do forno

Fotos feitas pela Tatiana Cunha agora pela manhã lá no Albert Park...
 
 
 
Para quem tem um dia de F-1, o Hamilton já está bem popular, não?
 
Se bem que, pra falar a verdade, essa moçada às vezes não sabe nem quem é o sujeito assinando o papel.
 
No Japão eu já dei autógrafos como Pedro Paulo Diniz e Tony Kanaan...

Escrito por Fábio Seixas às 18h48

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Nuvens sobre o Albert Park

O sábado amanheceu nublado em Melbourne, mas sem previsão de chuva.
 
No momento, faltando 1h45 para o início do terceiro treino livre, os termômetros do Albert Park marcam 15º C.

Escrito por Fábio Seixas às 18h16

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Mudança de conceito

Não tenho a menor idéia de onde essas fotos foram feitas. Provavelmente num shopping, num hotel... Sei lá.
 
O remetente misterioso, Flavio Fernandes Marinho.
 
 
 
Sabiam que estou começando a gostar dessa pintura?

Escrito por Fábio Seixas às 17h04

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Extra, extra!

Mais um motivo para eu ter parado de viajar. A Red Bull prometeu e cumpriu. O "Red Bulletin" agora está na rede.
 
A edição desta sexta-feira, aqui.
 
Por quatro das 18 páginas, o jornalzinho lista 20 motivos que farão desta temporada a melhor de todos os tempos. Entre os itens, "a disputa pelo poder na Ferrari", "o novo motorhome da McLaren", "o fator Newey", "as grid girls de Barcelona" e "os rumores sobre o retorno de Montoya" _não, este boato ainda não começou a circular, mas não deve demorar muito.

Escrito por Fábio Seixas às 13h56

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O trabalho não pára

Enquanto a F-1 dormia em Melbourne, a GP2 trabalhava em Paul Ricard. O circuito francês recebeu hoje a última sessão de testes antes da abertura do campeonato, no dia 14 de abril, no Bahrein.
 
E o "Massa da GP2" é Zuber. A exemplo do que fez o brasileiro na F-1, o austríaco liderou as últimas baterias de treinos da categoria-escola e começará a temporada como o centro das atenções.
 
Entre os brasileiros, Di Grassi, na ART, e Pizzonia, na equipe do Fisichella, parecem ser os mais bem preparados.
 
Os tempos de hoje:
 
1º. Andreas Zuber (AUT/iSport), 1min09s713
2º. Mike Conway (ING/SuperNova), 1min09s860
3º. Timo Glock (ALE/iSport), 1min09s923
4º. Luca Filippi (ITA/SuperNova), 1min10s032
5º. Lucas di Grassi (BRA/ART), 1min10s054
6º. Pastor Maldonado (VEN/Trident), 1min10s094
7º. Javier Villa (ESP/Racing Engineering), 1min10s156
8º. Andy Soucek (AUT/DPR), 1min10s161
9º. Giorgio Pantano (ITA/Campos), 1min10s192
10º. Antonio Pizzonia (BRA/FMS), 1min10s336
11º. Roldán Rodrigues (ESP/Minardi Piquet), 1min10s401
12º. Nicolas Lapierre (FRA/DAMS), 1min10s406
13º. Xandinho Negrão (BRA/Minardi Piquet), 1min10s411
14º. Borja García (ESP/Durango), 1min10s433
15º. Kohei Hirate (JAP/Trident), 1min10s479
16º. Ricardo Risatti (ARG/BCN), 1min10s517
17º. Sakon Yamamoto (JAP/BCN), 1min10s524
18º. Bruno Senna (BRA/Arden), 1min10s525
19º. Christian Bakkerud (DIN/DPR), 1min10s593
20º. Sérgio Jimenez (BRA/Racing Engineering), 1min10s611
21º. Adrian Zaugg (AFS/Arden), 1min10s619
22º. Karun Chandhok (IND/Durango), 1min10s766
23º. Vitaly Petrov (RUS/Campos), 1min10s887
24º. Jason Tahinci (TUR/FMS), 1min10s920

Escrito por Fábio Seixas às 13h42

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Sexta, coluna

Hoje é sexta. Dia de coluna na Folha.
 
O tema, já tratado "en passant" aqui outro dia, a diversidade de discursos e personalidades da nova geração.
 
A texto está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 13h22

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Sucesso, Casta!

Castilho de Andrade, irmão camarada de tantas viagens e tantos papos bons, assumiu hoje o posto de diretor de imprensa do GP Brasil.
 
E, como de costume, decidiu extrapolar. Não apenas cuidará do relacionamento com os jornalistas como também passará a publicar sua coluna semanal e matérias especiais no site da prova.
 
Já está no ar um texto sobre a morte de José Carlos Pace, o Moco. A tragédia na Serra da Cantareira, que vitimou também Marivaldo Fernandes, completará 30 anos no domingo. 

Escrito por Fábio Seixas às 13h15

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Melbourne, 2º treino livre

Com pista seca, o segundo treino livre da temporada foi mais proveitoso.

 

Logo nos primeiros minutos, Massa cravou 1min28s040, marca que só foi superada com meia hora de sessão, por Alonso _0s071 mais rápido. Aos 20 minutos do fim, o brasileiro deu o troco, com uma volta 0s172 melhor.

 

Logo depois, Massa melhorou sua marca: 1min27s763. E Heidfeld se colocou entre os dois. Faltando dez minutos, o brasileiro acelerou ainda mais, 1min27s353. E ficou nisso.

 

Ao fim do treino, dobradinha da Ferrari. Massa em primeiro, 0s397 à frente de Raikkonen. Hamilton foi o terceiro. Fisichella, o quarto. Alonso voltou aos boxes com o sétimo tempo. Barrichello fechou a sessão em 15º.

 

Se não houve um agito fenomenal na luta pelas primeiras posições, alguns abandonos chamaram a atenção.


Como aos 47 minutos de treino, quando Kovalainen encostou na grama. A quebra teve todo jeito de pane hidráulica. A 2 minutos do final, o outro Renault, de Fisichella, também ficou pelo caminho.

 

E como aos 48 minutos da sessão: Barrichello, que inaugurou a grama na primeira sessão, foi o responsável também pela primeira bandeira vermelha da temporada. Perdeu o controle do Honda, atravessou a pista e acertou o muro.

 

“Toquei a grama antes da curva. Toquei a grama e meu carro saiu rodando”, disse o brasileiro ao repórter Peter Windsor, do “Speed Channel”.

 

Apesar da bandeira vermelha, o cronômetro continuou correndo. O treino só foi retomado 20 minutos depois.

 

Outro vexame ficou por conta do Toro Rosso de Liuzzi. O italiano só conseguiu dar 16 voltas e terminou o dia em último lugar,

 

Ah, sim... É impossível ver a tal bolinha branca de 3 cm quando o pneu está rodando. Ou seja: ou a TV mostra os pneus antes do pit stop ou você fica esperando uma freada ou baubau.

 

A FIA e a Bridgestone vão ter que mudar esse negócio. Ué, se é pra diferenciar um pneu do outro, então que o façam direito.

 

Mais uma vez, vale comparar com 2006. O mais rápido no segundo treino livre em Melbourne naquele 1º de abril foi, novamente, Davidson: 1min26s822.

 

E vocês, insones, o que acharam? Comentem!

Escrito por Fábio Seixas às 00h34

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Radar

Raikkonen está um pouco mais pobre _ou menos rico.

 

Ultrapassou o limite de velocidade nos boxes e ganhou da FIA uma multa de 200 euros.

 

Pelo menos lá não tem pontuação na carteira.

Escrito por Fábio Seixas às 23h18

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Melbourne, 1º treino livre

Um primeiro treino pouco conclusivo.
 
A chuva que caiu pela manhã em Melbourne mascarou os efeitos do novo regulamento. Por enquanto, não dá para analisar a eficácia dos 30 minutos a mais nas sessões de sexta nem o "liberou geral" nos motores.
 
Afinal, não valia muito a pena ensaiar: para sábado e domingo, a meteorologia prevê asfalto seco.
 
Para registro, Vettel foi o responsável por abrir oficialmente a temporada. E Barrichello foi o responsável por inaugurar oficialmente a grama do Albert Park. Êêê, beleza...
 
De resto, pouca emoção. A Ferrari, por exemplo, só deixou os boxes com 50 minutos de treino. Os carros só começaram a andar num ritmo, digamos, interessante quando faltavam 35 minutos para o fim da sessão. E só no finalzinho a turma começou a colocar pneus para piso seco.
 
Do que gostei: dos uniformes da Ferrari (um estilo retrô, com faixas nas cores da Itália); do visual do Renault visto de frente (ok, vocês vão achar que sou louco); do capacete do Hamilton (homenagem a Senna, mas com um tom mais pro dourado que pro amarelo).
 
Do que não gostei: de ver Kubica esperando; do aspecto verde-musgo-planeta da Honda (aliás, a Terra não era azul?); da poluição visual causada pelas dezenas de asinhas da McLaren.
 
Bom, o melhor tempo ficou com Alonso, 1min29s214. Massa foi o segundo, 1s493 atrás do espanhol. Vettel foi o terceiro. A surpresa foi Nakajima, sexto com a Williams. Barrichello ficou em décimo. 

Só para efeito de comparação, o melhor tempo no primeiro treino de 2006 foi 1min28s259 (Davidson, então na Honda). Lembra quem foi o pole? Button, com 1min25s229. Eu não lembrava.

Ah, sim... Se alguém descobriu onde fica o número nos carros da McLaren, me avise. Meus olhos cansados agradecem.

E vocês, o que acharam? Vou jantar agora, mas quero isso aqui cheio de comentário quando eu voltar.

Escrito por Fábio Seixas às 20h35

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(Quase) tempo real

Quer saber como está Melbourne agora, instantes antes do primeiro treino?
 
Assim...
 
 
 
Fotos by Tatiana Cunha.

Escrito por Fábio Seixas às 19h00

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BMW e Williams escalam reservas

Em Melbourne, a FIA acaba de divulgar a lista oficial dos pilotos que vão participar dos treinos de hoje.
 
As únicas equipes a lançar mão de reservas serão BMW e Williams.
 
A BMW vai de Heidfeld e Vettel na primeira sessão e de Heidfeld e Kubica na segunda _como é bom ser alemão numa equipe alemã.
 
Na Williams, Wurz faz os dois treinos. Nakajima anda no primeiro e será substituído depois por Rosberg.

Escrito por Fábio Seixas às 18h52

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E a meteorologia estava certa...

Acabo de falar com Melbourne.
 
Está garoando por lá. Os primeiros treinos devem acontecer com pista molhada.

Escrito por Fábio Seixas às 16h26

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Uma turma mais desbocada

“Acho que não vou sentir falta dele.”

 

Assim Alonso respondeu, na primeira entrevista coletiva da FIA em 2007, à pergunta que lhe fizeram sobre a ausência de Michael Schumacher.

 

“Acho que, hoje, estou numa posição melhor que a Renault. Desafios novos sempre trazem motivação, então vou tentar repetir o sucesso dos últimos anos.”

 

Massa foi mais racional.

 

“No ano passado, Michael e eu desperdiçamos pontos em algumas corridas, como aqui na Austrália. Não fomos muito constantes no início e isso pesou no campeonato. Temos que ser inteligentes e marcar o máximo de pontos nessas três primeiras corridas”, proclamou o brasileiro.

 

Raikkonen  (teoricamente) fala amanhã.

 

Alívio... Sujeitos que falam o que pensam. Alonso mais do que Massa, que gosta de esconder o jogo nas entrevistas. Mas, de qualquer forma, as entrevistas coletivas da geração Alonso-Raikkonen-Massa devem ser mais divertidas do que as de, por exemplo, Schumacher-Hakkinen-Hill. Eram de dar sono.

Escrito por Fábio Seixas às 09h34

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Cenas da quinta-feira

E seguem mais cliques da Tatiana Cunha direto de Melbourne...

Escrito por Fábio Seixas às 09h08

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Puxão de orelha

Como assim? Você ainda não viu o “Pit Stop”?

 

Tsc, tsc... O link está aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 09h02

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60 anni

Lorenzo Bandini, um herói ferrarista, venceu a Targa Florio, em 1965, em parceria com Nino Vaccarella.

A máquina, uma Ferrari 275 P2.

Escrito por Fábio Seixas às 08h59

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Mico australiano

Ok, ok, a Honda decidiu adotar um discurso verde em 2007.
 
E não ficou só no carro.
 
Agora pela manhã na Austrália, Barrichello e Button visitaram uma escola primária e trocaram as lâmpadas fluorescentes por outras, digamos, mais amigas do meio-ambiente.
 
Tudo muito bacana, tudo muito bonito.
 
Mas as expressões de ambos na foto são impagáveis, no melhor estilo "putz, o que estou fazendo aqui?"
                                                                                                     Honda
 

Escrito por Fábio Seixas às 23h24

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Novas imagens do front

Tatiana Cunha continua clicando lá em Melbourne.
 
Reparem, na primeira foto, no círculo branco pintado nos pneus. É uma das novidades desta temporada, a indicação de que se trata de um composto mole.
 
 
 
 
 
E assim, pouco a pouco, o Albert Park vai ficando com cara de F-1...

Escrito por Fábio Seixas às 22h42

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Para os maníacos

Sensacional! A FIA distribuiu agora há pouco um guia para que a F-1 entenda de uma vez por todas os códigos, as artimanhas, as idiossincrasias, o funcionamento, enfim, das telas dos monitores de cronometragem.
 
Durante um GP, por exemplo, são quatro as opções de tela à disposição de jornalistas, engenheiros, mecânicos... Como essa aqui abaixo.
 
 
Um prato cheio para os tarados por F-1. O arquivo, em .pdf, está aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 21h19

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Motor até enjoar

A Austrália, como nenhum outro lugar, aproveita a F-1 para mergulhar de cabeça no automobilismo.
 
Era assim em Adelaide, é assim em Melbourne: corridas de trocentas categorias e atrações para o torcedor desde o início da manhã até o anoitecer.
 
Dá só uma olhadinha na programação que já está rolando nesta quinta-feira australiana (veja bem, é um dia ainda sem F-1):
 
8h: Abertura dos portões
8h30-9h15: Pit Walk
9h30-9h50: Aussie Racing Cars (carrinhos parecidos aos da Stock Jr.) , treino
9h50-10h05: Voltas pela pista com vencedores de promoções
10h05-10h15: Tour pela pista com ônibus
10h20-10h40: F-3 australiana, treino
10h40-10h51: Show de pilotos-dublês
10h55-11h15: Porsche Carrera Cup, treino
11h25-11h45: Disputa entre carros de F-1 e Turismo, treino
11h45-11h55: Demonstração de acrobacias com helicóptero
11h45-12h15: Pit Walk
11h55-12h15: Desfile de carros antigos
12h15-12h26: Show de pilotos-dublês
12h30-12h50: Stock Car australiana, treino
13h05-13h25: Aussie Racing Cars, treino classificatório
13h25-13h36: Show de pilotos-dublês
13h40-14h: F-3 australiana, treino classificatório
14h15-14h35: Porche Carrera Cup, treino classificatório
14h50-15h10: Stock Car australiana, treino classificatório
15h10-15h16: Show de pilotos-dublês
15h20-15h30: Disputa entre carros de F-1 e Turismo
15h30-15h40:  Demonstração de acrobacias com helicóptero
15h45-16h05: Aussie Racing Cars, corrida
16h05-16h16: Show de pilotos-dublês
16h25-16h45: Porche Carrera Cup, corrida
17h05-17h25: F-3 australiana, corrida
17h25-17h31: Show de pilotos-dublês
17h40-18h: Stock Car australiana, corrida
19h: Fechamento dos portões
 
Acreditem, é assim até o domingo _a programação dia-a-dia está aqui. Uma atração depois da outra, sem parar. O torcedor deixa o circuito com a certeza de que o preço do ingresso valeu cada centavo.
 
E, por aqui, colocam uma corrida de Maserati, de bicicleta (!!) ou de kart (!!!!) no domingo e acham que está tudo certo...

Escrito por Fábio Seixas às 19h51

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Chuva à vista

E o Mundial deve começar molhado.
 
A meteorologia prevê 60% de chances de chuva no Albert Park na sexta-feira. "Garoa fina pela manhã, chuva à tarde", informa o boletim do weather.com.
 
O novo regulamento prevê, para as sextas-feiras, duas sessões livres _das 10h às 11h30 e das 14h às 15h30.
 
Para sábado e domingo, a previsão é de tempo seco. Para os três dias, a temperatura máxima deve ficar na casa dos 23º.

Escrito por Fábio Seixas às 19h18

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Imagens do front

A Folha já está em Melbourne, com a repórter Tatiana Cunha.
 
Que mandou para o blog essas imagens da movimentação pré-GP...
 
 
 
 
 
 
Como se vê, as coisas por enquanto andam devagar por lá. Por enquanto...

Escrito por Fábio Seixas às 09h11

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60 anni

Em 1964, John Surtees fez aquilo com que Valentino Rossi chegou a sonhar tempos atrás. Campeão mundial de motociclismo em 56, 58, 59 e 60, conquistou há 43 anos, no México, o Mundial de F-1.
 
 
O modelo que deu o título ao inglês, a Ferrari 158 F1. Mas... Cadê o vermelho?
 
Pois é. Enzo Ferrari estava irritado até o pescoço com o Automóvel Clube Italiano, que se recusava a homologar a 250LM, e decidiu abrir mão do "vermelho Itália" nas duas últimas etapas da F-1, Watkins Glen e México. A Ferrari correu de azul e branco, inscrita como North American Racing Team.
 
E, de azul e branco, Surtees entrou para a história das quatro rodas.

Escrito por Fábio Seixas às 08h47

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E foi dada a largada...

Dia corrido, mas, enfim, o programa de estréia está aqui.
 
Sugestões, críticas, elogios, comentários em geral, enfim, são muitíssimo bem-vindos!

Escrito por Fábio Seixas às 20h15

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Mais do mesmo

A FIA acaba de divulgar a lista de entrevistas coletivas em Melbourne.

 

Na quinta, Alonso, Davidson, Kubica, Massa e Wurz.

 

O bicampeão, o inglês, o prodígio, um favorito e um veterano-em-equipe-nova.

 

Na sexta, Button, Hamilton, Kovalainen, Raikkonen e Weber.

 

O inglês, dois prodígios, um favorito e um veterano-em-equipe-nova.

 

Ê, criatividade...

Escrito por Fábio Seixas às 10h49

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Estréia

É hoje que este blog vira programa na TV UOL.

 

Mais detalhes, aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 10h14

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60 anni

A Ferrari venceu as 24 Horas de Le Mans de 1963 com Lorenzo Bandini e Ludovico Scarfioti, italianos com passagem pela F-1 e com mortes trágicas.

 

 

A máquina vencedora, uma Ferrari 250 P.

Bandini teve mais chances na F-1. Disputou 42 GPs. Venceu em Zetlweg, em 64. Cravou uma pole em Reims, em 66. E morreu em Mônaco, em 67.

Scarfiotti fez 10 GPs e venceu um, justamente Monza, em 66. Dois anos depois, morreu numa prova de subida de montanha.

Escrito por Fábio Seixas às 10h07

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Metamorfose de conveniência

Em 2003, Ecclestone defendeu com unhas e dentes a mudança no sistema de pontuação da F-1. Até então (e desde 91), a distância entre o vencedor e o segundo colocado em um GP era de quatro pontos _10 a 6.
 
Como sempre, o inglês conseguiu. A partir daquele ano, a vantagem caiu pela metade, dois míseros pontinhos _10 a 8.
 
O objetivo era claro: preocupados, Ecclestone, a  FIA, os promotores de GPs e as emissoras de TV tentavam de todo jeito reduzir o impacto do domínio Schumacher-Ferrari e levar a decisão do título para a última etapa possível.
 
Em 2002, lembre-se, o alemão bateu o recorde de precocidade na conquista do Mundial. Levou o campeonato em Magny-Cours, com apenas 64,7% das etapas disputadas. A marca anterior era de Mansell, em 92 _68,7%.
 
Pois bem... "Coincidentemente" agora que Schumacher parou, Ecclestone saiu com um discurso de nova mudança no sistema. Em entrevista ao "Mail on Sunday", descobriu, ohhh!, que as vitórias vêm sendo pouco valorizadas.
 
"A decisão de dar oito pontos ao segundo colocado não vem funcionando. O piloto que está em segundo lugar não tem motivação suficiente para lutar pela vitória. Ele pesa os prós e contras e decide que não vale a pena correr o risco."
 
Malandrinho, não?

Escrito por Fábio Seixas às 21h14

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Japoneses aliviados

A foto é de hoje, de um evento da Honda em Tóquio. Essas F-1 Girls estão ficando rapidinhas...

Escrito por Fábio Seixas às 17h24

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Arquivo pessoal

O Marcos Dia foi rápido no gatilho _aparentemente, do celular. O WTCC correu ontem em Curitiba, mas já está aqui no "Arquivo pessoal".
 
 
O local: autódromo de Curitiba
O ano: 2007
O evento: WTCC
O comentário do internauta: Olha o que os caras fazem por uma foto...
O comentário do blogueiro: Se você é o maluco pendurado na cerca, manda logo essas fotos pra cá! O e-mail, fseixas@folhasp.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 15h38

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Vida que segue

Depois de uma década de estrada, decidi dar um tempo nas viagens. Deveria ter embarcado ontem, deveria estar a caminho da Austrália neste momento, quiçá saboreando o omelete frio servido de café-da-manhã no vôo da Aerolineas Argentinas.
 
Foi minha rotina nos últimos oito anos. Mas, não. Desta vez, não.
 
Uma série de fatores profissionais e pessoais me levou a fincar os pés por aqui neste 2007. Essa situação pode mudar no futuro? Pode. Mas não neste ano.
 
Engraçado isso. Quando, em 1998, José Henrique Mariante, então repórter de F-1 da Folha, trocou as viagens por um cargo de chefia no jornal, eu não entendi. "Deve estar louco", foi o que pensei. Hoje, entendo perfeitamente.
 
Estar nos lugares é sensacional. Mas viajar está cada vez mais insuportável. E o trabalho no dia-a-dia da F-1, acredite, também está cada dia menos prazeroso. Mais: tem o "fator família". Uma semana em casa, uma semana fora... Assim levei _quando não passei mais tempo fora_, minha última década.
 
Enfim, meus dois anos de Indy e meus oito anos de F-1 foram sensacionais. Coisa de contar aos netos. Fiz grandes amigos, vivi milhares de histórias bacanas _outras, nem tanto_, conheci lugares, acumulei uma bagagem profissional à qual sempre recorrerei. Não dá para ignorar dez anos _claro, o automobilismo e as pessoas que conheci no meio mudaram meu jeito de ser. Mas para mim, por enquanto, deu.
 
Assumi em outubro o cargo de editor-adjunto de Esporte da Folha. É uma novidade para mim, e novidades são sempre bem-vindas. Mas vocês não vão se livrar de mim tão fácil.
 
Além do blog e da coluna às sextas-feiras na Folha, vou continuar nas rádios Bandeirantes e BandNews FM, agora como comentarista. E, de quebra, vou estrear no mundo televisivo-cibernético, como vocês podem ler aqui. Ah, sim, nesta semana vou participar também do "Linha de Chegada", do Sportv _edição de quinta-feira.
 
Aos que curtiam os bastidores das viagens, fiquem tranqüilos: juntei uma turma de "espiões" que abastecerá este espaço com fotos e historinhas, começando já na Austrália _a esta hora, eles devem estar se aproximando da escala na Nova Zelândia.
 
Para meu lugar na Folha, foi escalada Tatiana Cunha, repórter competentíssima e meu braço direito na redação nesses anos todos. Já o grupo Bandeirantes envia à Austrália o repórter Luiz Megale, que no ano passado já esteve nos GPs dos EUA e do Canadá. Boa sorte aos dois, grandes amigos.
 
*
 
Estou lendo um livro lançado recentemente e que reúne textos do João Saldanha entre 1966 e 1970. Uma de suas crônicas, "Por que saí", trata do episódio de sua demissão da seleção brasileira.
 
"João Sem Medo" escreveu mais ou menos o seguinte: "Explicar porque saí é fácil. Difícil é explicar porque entrei". 
 
Empresto as palavras deste (mais um) mestre. Nunca planejei tudo isso, explicar o "como entrei" é complicado. Mas, repito, foi sensacional. Está sendo.
 
O autor da obra, Raul Milliet. O título do livro, e também de um texto primoroso de Saldanha, batiza este post.

Escrito por Fábio Seixas às 15h20

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Direitos iguais (por enquanto)

Enquanto parte da F-1 está trancada em aviões e outra parte já desembarca na Austrália, os sites por aí alardeiam que Massa e Raikkonen vão dividir o carro reserva.

 

Normal. Eu me surpreenderia se fosse diferente.

 

“Ah, com Schumacher era diferente”, alguém pode argumentar.

 

Eu rebateria usando o mesmo adjetivo: “O Schumacher era diferente”.

 

Massa é o queridinho de Todt, foi adotado pela escuderia, é um projeto pessoal do dirigente. Mas Raikkonen não está muito atrás. Sempre, sempre foi muito elogiado pelo francês. E foi contratado ganhando mais que o brasileiro.

 

Ou seja, a Ferrari está fazendo exatamente aquilo que prometeu. Seus pilotos começarão em igualdade de condições e aquele que se sobressair depois de um número x de corridas ganhará atenção especial no fim do campeonato.

 

É verdade também que a escuderia, várias vezes, já rasgou o seu discurso. Mas acho que desta vez as condições a obrigam a seguir o script.

Escrito por Fábio Seixas às 09h42

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WTCChampanhe nacional

O pódio foi dominado pela BMW. Mas não foi exatamente um passeio. A segunda corrida do WTCC foi bem melhor.

 

Houve mais troca de posições _natural, já que o grid era invertido. E houve menos batidas na primeira curva: a grande maioria finalmente descobriu que o “S”, na primeira volta, é complicado.

 

Um dos que não percebeu isso foi um tal Robert Huff. O inglês forçou loucamente a barra e tirou nosso herói, Zanardi, da primeira colocação. A partir de hoje, Huff, ex-F-Renault e ex-BTCC, é persona non-grata neste blog. Cuide-se, rapaz.

 

Menos mal que Farfus se deu bem com a lambança e pulou para segundo. Não demorou para que ele alcançasse a  liderança. Na terceira volta, almoçou Yvan Muller, da Seat.

 

A partir daí, teve uma corrida tranqüila. Não foi ameaçado por ninguém e colocou no bolso do macaca a quarta vitória no Mundial de Turismo.

 

Logo depois, Priaulx e Müller superaram o francês. Os dois chegaram a travar uma bela batalha pelo segundo lugar, na penúltima volta, mas o inglês mostrou porque é bicampeão e defendeu bem a segunda posição.

 

Foi legal, enfim, ver a vibração, o sorriso aberto, de Farfus, ao sair do carro. É mais um garoto talentoso que tentou a sorte em monopostos na Europa, chegou a flertar com a Jordan, mas não teve lá muito apoio e encontrou abrigo no turismo. E foi a primeira vitória brasileira no ano no automobilismo internacional.

 

No campeonato, empate trípo: Fargus, Müller e Priaulx têm 16 pontos.

 

A próxima parada será no início de maio, em Zandvoort.

Escrito por Fábio Seixas às 14h41

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WTCChato

Curitiba assistiu a um passeio da BMW na primeira etapa do WTCC, encerrada há instantes.

 

A vitória foi de Jorg Müller, seguido por Andy Priaulx e Augusto Farfus Jr. Três pilotos de equipes oficiais da montadora.

 

Na largada, Müller manteve a liderança e Priaulx passou Farfus. Cinco abandonaram logo na primeira volta, num previsível strike no “S”.

 

Bandeira amarela, bandeira amarela, bandeira amarela... Chatice.

 

A disputa só foi retomada na sexta volta. Faltavam dez para o final.

 

Não sei como foi lá atrás, a TV não mostrou, mas no pelotão da frente a monotonia continuou. Para não dizer que não houve nada, Müller e Priaulx deram umas fritadas na borracha, o inglês chegou a grudar no alemão nas últimas duas voltas e só.

 

Zanardi, nosso herói, foi o sétimo.

 

Assim foi a primeira. A segunda acontece a partir das 15h. Tomara que seja melhorzinha.

Escrito por Fábio Seixas às 11h43

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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