Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Fim de semana no Rio

O Rio de Janeiro também terá uma bela opção para quem gosta de cheiro de gasolina.
 
O pseudo-circuito de Jacarepaguá vai receber amanhã, sábado, as provas de abertura da Porsche GT3 Cup Challenge Brasil.
 
"O traçado a ser utilizado pelo Porsche GT3 Cup será ligeiramente diferente do que foi aproveitado na prova de Stock Car realizada em Jacarepaguá em outubro do ano passado. Naquela ocasião, usava-se toda a reta e virava-se à esquerda no circuito oval onde, de 1996 a 2000, aconteceram as provas de Fórmula Indy (Champ Car). Os pilotos do Porsche GT3 Cup terão um trecho de reta mais curto: eles virarão à esquerda na Curva Sul, que delimita o final da reta do circuito misto. Essa solução proporciona maior segurança, já que os pilotos passam a contar com uma área de escape no final da reta das arquibancadas. No oval, o muro fica rente à pista, de acordo com as características desse tipo de pista", informa o amigo Luiz Alberto Pandini, o Panda.
 
Ok, é um paliativo. Mas o estrago já foi feito. Por cima da pista, entre outras obras, fizeram um velódromo que, sabemos, viverá às moscas.
 
Enfim, o dia vai ser cheio, com um treino livre, duas sessões classificatórias e duas corridas, com largadas às 14h e às 17h. No total, 20 carros participarão do início do campeonato.
 
Mas, para mim pelo menos, bacana, bacana mesmo será a homenagem a Fritz d’Orey, 67, e Jean-Louis Lacerda Soares, 76. O primeiro correu três GPs na F-1 em 1959. O segundo, entre outras provas célebres, venceu o "Grande Prêmio Presidente Juscelino Kubitscheck", prova que integrou os festejos da inauguração de Brasília.
                                                                                                                                 Rui Pastor
Fritz d'Orey (Porsche 550 número 9, à esquerda) se prepara para largar em Interlagos em 1957

Escrito por Fábio Seixas às 16h42

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Fim de semana em SP

O fim de semana será agitado em Interlagos. O circuito recebe a rodada dupla de abertura da F-3 sul-americana e a primeira etapa do Trofeo Maserati.
 
No domingo, o ingresso será um quilo de alimento não-perecível.
 
Depois de alguns anos bem complicados, a impressão que dá é que a F-3 voltou a respirar um pouco neste 2007. Ironicamente, o crescimento tem a ver com o fim da F-Renault. Como a F-São Paulo era uma grande incógnita, houve piloto que preferiu saltar direto do kart para a F-3.
 
A nota triste fica para a ausência de Bia Figueiredo. Boa piloto, gente finíssima e séria, Bia não correrá neste ano. Nem de F-3 nem de nada. Sua idéia é tentar alguma coisa na Inglaterra, mas nada foi fechado ainda.
 
Segue a programação:
 

Sábado

9h-9h30, Maserati, treino livre

10h-10h40, F-3, treino classificatório para a 2ª etapa

11h-11h30, Maserati, treino livre

13h-14h, Maserati, treino classificatório para a 1ª etapa

15h40, 1ª etapa da F-3, 30 minutos de prova

 

Domingo

8h30-8h45, F-3, warm-up

9h00-9h15, Maserati, warm-up

9h30-10h20, visitação aos boxes

11h, 2ª etapa da F-3, 30 minutos de prova

12h30, 1ª etapa do Trofeo Maserati, 50 minutos + uma volta

 

Compromissos profissionais me impedirão de ir ao autódromo neste final de semana. Vocês serão meus enviados, portanto. No domingo e na segunda, quero relatos do que vocês encontraram por lá, combinado?

Escrito por Fábio Seixas às 16h18

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Neve, cimento e cal

Depois da neve no Canadá, neve na Bélgica.
 
O cenário também é velho conhecido. Está em obras. Porque, graças aos céus, voltará a receber a F-1 nesta temporada.
 
 
 
 
 

Escrito por Fábio Seixas às 14h57

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60 anni

Fim dos anos 60, e Peter Schetty conquista o Campeonato Europeu de Subida de Montanha.

 

 

A máquina, a Ferrari 212 E.

Escrito por Fábio Seixas às 09h53

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Sexta, coluna

Hoje é sexta-feira. E sexta é dia de coluna na Folha. O link, aqui.

 

O tema, o triângulo Todt-Massa-Raikkonen.

Escrito por Fábio Seixas às 09h45

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Youtube do dia

Já que o assunto é Lewis Hamilton, um vídeo bacana, postado há apenas três dias, com cenas do inglês ainda no kart _mas já de contrato com a McLaren.
 

Escrito por Fábio Seixas às 20h15

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Programa noturno

Começa hoje, com os primeiros treinos livres em Homestead, a temporada da IRL.

 

Não é meu campeonato preferido, mas isso é meramente uma questão de gosto pessoal. A IRL tem indiscutíveis méritos.

 

Um deles, sobreviver num país loucamente apaixonado pela Nascar. Outro, manter um rol de pilotos competentes, Wheldon, Dixon, Castro Neves, Kanaan, Hornish Jr., o que acaba criando uma certa familiaridade do público com a categoria. Outro, buscar sempre novos circuitos para correr. Mais um? A adoção do etanol neste ano, compensada pelo aumento da capacidade dos motores.

 

Enfim, o campeonato começa com uma corrida noturna _olha aí outra coisa bem bacana. A foto abaixo, de Kanaan durante um teste lá mesmo em Homestead, à noite, diz tudo.

Escrito por Fábio Seixas às 08h57

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E continua o bombardeio

Quem venceu a corrida? Kimi? E na sua estréia pela Ferrari, à frente do arqui-rival e com o companheiro de equipe lá atrás?

 

Bom, para a inglesa “Autosport” parece que não foi bem assim...

Escrito por Fábio Seixas às 08h39

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O GP do Pólo Norte

O Beto Traballi, que estava sumido, reapareceu com uma boa justificativa e em grande estilo.

Um trecho do e-mail: "No mínimo deve ser muito curioso para você ver estas fotos. Para mim não precisa dizer, pois sempre que estou perto de alguma pista eu dou um jeito de ir visitar. Nessa eu dei duas voltas a pé, veja o resultado. Acho que dispensa legenda".

As fotos são sensacionais. E não, não precisam mesmo de legenda. Todo mundo vai acertar de primeira. Certo?

Ainda bem que a F-1 só corre lá no verão. Valeu, Beto. Bem-vindo de volta.

Escrito por Fábio Seixas às 15h08

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"Pit Stop" em podcast

Yes, nós temos podcast.
 
O link está aqui.
 
Desse jeito vou acabar me levando a sério. Não, é melhor não...

Escrito por Fábio Seixas às 14h21

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Sobre o assoalho da Ferrari

Ah, sim, não falam só de Kovalainen, Hamilton e Massa nesses dias pós-GP da Austrália.

 

Falam também de uma suposta nova trapaça da Ferrari. O assoalho da F2007 cederia alguns milímetros quando o carro atingisse determinada velocidade. Sendo curto e grosso, sem entrar em detalhes técnicos, o novo modelo ferrarista ganharia em estabilidade.

 

A acusação teria partido da McLaren, embora a equipe não tenha apontado diretamente a Ferrari, mas sim algumas suspeitas sobre algumas adversárias. A vistoria após a corrida em Melbourne não encontrou nenhuma irregularidade.

 

No ano passado, exatamente no início do Mundial, a Ferrari era acusada de usar uma asa traseira móvel, com um princípio parecido: cederia em altas velocidades, reduzindo o arrasto aerodinâmico.

 

A acusação era muito mais aberta e as evidências, muito mais gritantes. Havia imagens de TV que insinuavam o movimento da asa.

 

O que aconteceu? Nada. Não oficialmente, claro. Nos bastidores, a FIA pode perfeitamente ter chegado para Brawn e Todt e lançado um “muda isso daí antes que o vexame seja maior”. O que deve acontecer agora? A mesma coisa.

 

Porque, como o próprio Dennis admitiu em entrevista reproduzida pelo Autosport.com, não raro as equipes usam as primeiras corridas do ano para trabalhar em cima de interpretações ainda não muito bem explicadas do regulamento técnico.

 

Não se trata de defender possíveis trapaças, longe disso, mas é uma brecha. E num esporte ultra-competitivo como a F-1, bobo daquele que não explora todas as brechas.

Escrito por Fábio Seixas às 09h40

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Ayrton Senna, 47

Ayrton Senna completaria hoje 47 anos.

 

Não conseguiu. Teve sua corrida interrompida aos 34, em Imola, todo mundo sabe da história.

 

O que ele estaria fazendo hoje?

 

Difícil dizer. A melhor resposta está em “Ayrton, o Herói Revelado”, a melhor biografia já escrita sobre o tricampeão _lançada em 2004, pela editora Objetiva.

 

O autor, o jornalista Ernesto Rodrigues, conta que, dois meses antes de morrer, “Ayrton manifestava a Viviane e ao resto da família o desejo de transformar aquela caridade sigilosa num projeto mais abrangente e duradouro”.

 

Rodrigues se refere a doações que Senna fazia, em segredo, para instituições como a Apae, o Hospital do Câncer e a AACD.

 

No fim daquele 1994, em novembro, a família lançou o Instituto Ayrton Senna.

 

Mas será que ele conseguiria ficar longe das pistas? Sei não. Acho que a Honda, a exemplo do que a Ferrari fez com Schumacher, não deixaria que ele Senna desgarrasse. No mínimo, imagino, ele seria uma espécie de embaixador da marca. No máximo, atuaria no dia-a-dia da equipe.

 

Ou não.

Escrito por Fábio Seixas às 09h20

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60 anni

Amante do automobilismo, Juan Domingo Perón inventou, em conjunto com o Automóvel Clube Argentino, a “Temporada Argentina”. Acontecia em janeiro e fevereiro, durante o inverno europeu. Sacada inteligente: atraía para o país as principais escuderias do Velho Mundo. Foi a oportunidade para que Fangio, Froilan Gonzalez e outros pilotos locais despontassem.

 

Pois bem, em 1968 a “Temporada Argentina” foi para carros de F-2. E a Ferrari arrasou por lá. Com Andrea de Adamich, venceu duas das três provas, em Buenos Aires e Córdoba. Em San Juan, a vitória foi da Brabham.

 

 

A máquina, a Dino 166 F2.

Escrito por Fábio Seixas às 08h51

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Kovalainen e a frigideira

O primeiro rumor pós-GP da Austrália diz respeito a Kovalainen.

 

Segundo uma reportagem da Ansa, agência italiana de notícias, o finlandês já estaria na mira de Briatore. Se continuar errando como na Austrália, leva cartão vermelho. Nelsinho seria seu substituto.

 

Sobre o caso, algumas considerações.

 

Em primeiro lugar, esse tipo de ameaça não é nenhuma grande novidade. Qualquer piloto que, por vários GPs, erre como Kovalainen errou em Melbourne leva um chega-pra-lá da equipe. Pode ser Kovalainen, pode ser Alonso, pode ser Schumacher.

 

Depois, não acredito que a paciência de Briatore já tenha se esgotado assim. Kovalainen é um projeto de longo prazo da Renault, não chegou ontem ao time.

 

E piloto por piloto, o finlandês mostrou mais do que Nelsinho na GP2, sejamos francos, em que pese a súbita predileção de Briatore por pilotos brasileiros, que pode inverter toda essa lógica_coincidentemente, começou logo após um brasileiro assumir a presidência da montadora.

 

Enfim, pode até acontecer. Mas acho que não. Porque Kovalainen não é aquele piloto que esteve na Austrália. Parafraseando o próprio Briatore, deve ter sido o irmão gêmeo. Aquele, que bombou no exame prático para tirar a habilitação...

Escrito por Fábio Seixas às 19h45

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No ar

Já está no ar o “Pit Stop” desta semana.

 

O link, aqui.

 

Comentem, critiquem, xinguem, elogiem, participem, enfim.

Escrito por Fábio Seixas às 18h52

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Segunda edição

Hoje tem "Pit Stop", nosso programinha no UOL News, em algum momento entre 14h30 e 15h.
 
Para quem não conseguir ver ao vivo, coloco o link depois aqui.
 
Os assuntos, o GP da Austrália e a abertura da IRL.

Escrito por Fábio Seixas às 09h54

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Num passado não muito distante...

Culpa em parte da correria do fim de semana, em parte da distração mesmo, só hoje encontrei essas fotos enviadas pela Tatiana Cunha antes do GP.
 
Ainda valem a pena, até para entender melhor os bastidores dessas imagens posadas que todo mundo já viu por aí.
 
Bem, fim das explicações, seguem as fotos:
 
 
 

Escrito por Fábio Seixas às 19h56

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A imprensa no dia seguinte

 “Estreante Hamilton aproveita a chance para mostrar que é um piloto de verdade”, é o título do “Guardian”, da Inglaterra. Richard Williams, enviado do jornal à Austrália, começa o texto assim: “A maior parte do que você precisaria saber sobre Lewis Hamilton aconteceu ali, nos primeiros dez segundos da corrida, na disputa pela primeira curva do circuito”.

 

“Ele é um piloto, não um motorista”, diz Stirling Moss. “Parecia que ele já estava na F-1 há anos. E mais: por dois terços do GP, ele foi mais rápido que o homem mais rápido da categoria, porque conseguiu controlar Alonso, que para mim é o melhor piloto da atualidade. Nunca havia visto um estreante fazer uma corrida assim”, completa Niki Lauda, na mesma reportagem.

 

O “Daily Mirror” também usa uma declaração do ex-piloto inglês, o maior vice da história do Mundial. O título da reportagem sobre o GP, “Moss: Lewis pode ser campeão”. E, coincidência ou não, Lauda também fala: “Ele é melhor no esporte porque é negro, simples assim”.

 

No “Times”, tudo igual. “Hamilton, um futuro campeão”. “Da mesma forma que fez nas fórmulas de base, ele mostrou sinais de que é um fora-de-série de categoria mundial”. Ah, adivinhe os entrevistados da reportagem. Sim... Lauda e Moss.

 

*

 

Enquanto isso, por aqui, comentários e mais comentários, e-mails e mais e-mails já insinuam “teorias da conspiração” na Ferrari. “Por que só ele quebra?”; “Como pode? O câmbio agüentou a pré-temporada toda e foi quebrar na véspera da corrida?”; “E por que trocar o motor?”; É claro que isso iria acontecer, Raikkonen ganha salário bem melhor.”

 

*

 

Nem cá nem lá. Hamilton ainda não é campeão do mundo nem a Ferrari está sabotando Massa. Ok, torcer envolve paixão e paixão normalmente não vem acompanhada da razão. Pior, algumas vezes essa falta de razão atinge a imprensa, como no caso das edições de hoje dos jornais ingleses. Mas vamos com calma. Como na pré-temporada, quando muita gente queria tirar conclusões já em dezembro, a paciência agora é a melhor aliada para um julgamento claro.

 

(Em tempo: se tivesse acontecido o contrário, se Massa tivesse vencido com o Raikkonen lá atrás, o tom de boa parte da imprensa por aqui seria tão ou mais ufanista que o inglês. Fico aqui imaginando como teria sido o “Fantástico” de ontem...)

A primeira página do "Guardian" de hoje, com uma chamada no alto para Hamilton

Escrito por Fábio Seixas às 09h07

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60 anni

Há pouquinho mais de 40 (quareeeenta!) anos, em fevereiro de 1967, a Ferrari também tinha motivos para comemorar: dominou o pódio nas 24 Horas de Daytona.

 

 

As máquinas, duas 330 P4 e uma 412 P.

Escrito por Fábio Seixas às 08h42

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O vôo de Coulthard, o eterno

Escrito por Fábio Seixas às 21h16

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Mais pitacos sobre o GP

Uma boa noite de sono e um café da manhã com omelete depois, mais alguns pitacos sobre o GP da Austrália...

 

Sim, Kovalainen foi um desastre, mas é cedo para crucificar o rapaz. Ele é bom, muito bom, e estava claramente nervoso. Da mesma forma que não dá para proclamar Hamilton um futuro campeão, como a McLaren está fazendo, não dá para tachar o finlandês de decepção.

 

Acabo de ler que Davidson está passando a noite no hospital, queixando-se de dores nas costas, reflexo de um toque com Sutil. Não vi o choque, ou não me lembro. Parece mais chororô de piloto que estava sem ritmo de prova.

 

Quem acompanhou a cronometragem pelo www.formula1.com leu um comentário mais ou menos assim após o acidente Coulthard-Wurz: “O austríaco não olhou no retrovisor e, na última hora, deu uma fechada em David.” É pouco britânico o cara que estava inserindo essas “informações”?

 

Por mais entrevistas que conceda nos próximos dias, Todt não conseguirá colocar em palavras o sentimento que ele exibia ali no pódio enquanto Raikkonen subia ao degrau mais alto. Assim como Massa, o finlandês tornou-se um projeto pessoal do francesinho. Havia anos ele tentava seduzir Raikkonen a mudar para Maranello. No ano passado, antes mesmo de os contratos serem divulgados, chegou a declarar que Schumacher, Kimi e Massa eram seus três pilotos favoritos. Por tudo isso, é bom o brasileiro tomar cuidado.

 

Frase de Alonso na coletiva pós-GP: “Na última parte da corrida, ninguém mais estava acelerando porque as posições já estavam bem definidas”. Preocupante, isso. E chato.

Escrito por Fábio Seixas às 12h08

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Cartão vermelho

Eu ia dormir, mas... Não... Eu tinha que escrever isso.

 

Será que a FIA não poderia dar um jeito de proibir que o Coulthard chegue perto de autódromos de hoje em diante?

 

Ufa, estou mais leve. Até mais.

Escrito por Fábio Seixas às 02h22

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Direto e desconcertante

Antes do pódio, Todt entregou um celular a Raikkonen. Ele pegou o aparelho e trocou algumas frases com o sujeito do outro lado da linha.

 

Na entrevista coletiva, perguntaram ao finlandês quem era. Schumacher?

 

A resposta, bem ao estilo Kimi.

 

“Não sei. A ligação estava ruim.”

Escrito por Fábio Seixas às 02h12

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Uma vitória que vale como recado

Corridinha média. Nem boa, nem ruim. Média.

 

Até a primeira curva, parecia que seria melhor. Principalmente por Hamilton. Que fez valer a dose de inconseqüência permitida para quem tem 22 anos e não quis nem saber se o sujeito à sua frente era bicampeão do mundo e companheiro de equipe.

 

Foi pra cima, fez a ultrapassagem e mostrou logo de cara suas credenciais. Sempre achei que piloto bom precisa mostrar isso logo de cara. Não tem essa de esperar, verbo que devia causar arrepios em quem escolheu a profissão de piloto. Foi o que inglês fez. Mostrou quem é. E é um piloto especial.

 

A briga lá frente ficou quase só nisso. Alonso deu o troco no segundo pit, uma manobra que me pareceu limpíssima, sem rádio. Não tivesse perdido tanto tempo com retardatários, Hamilton manteria-se à frente do espanhol.

 

Pena por Kubica, que ficou com o câmbio preso na terceira marcha e não pôde tentar algo a mais. Pena também pelos torcedores, que esperavam mais, acredito, da tal marcação nos pneus da Bridgestone.

 

Como é que pode a FIA se contentar com aquela bolinha imperceptível de 3 cm? E o pior é que os japoneses já avisaram que até o Bahrein nada vai mudar.

 

Massa largou em último, fez apenas uma parada contra duas da imensa maioria, e assim conseguiu chegar em sexto. Não brilhou. Perdeu tempo atrás dos horríveis Honda de Button e Barrichello e não conseguiu emplacar ritmo semelhante aos dos líderes em nenhum momento.

 

A sexta posição é pior do que pode parecer.

 

Porque Raikkonen está faminto por um título. Aliás, mostrou isso durante o fim de semana, mas principalmente na corrida. Mesmo sem precisar, mesmo com a vitória nas mãos, fez questão de cravar volta mais rápida sobre volta mais rápida, como que para dar um recado à Ferrari e ao brasileiro.

 

Algo na linha "ei, cheguei para lutar pelo campeonato e vou dar trabalho".

 

Massa sabe que, mais duas dessas, babau.

 

Barrichello não teve muito o que fazer. O carro da Honda, já disse aqui, é cheio de boas intenções, mas tem um desempenho lamentável.

 

Falando em lamentável, o que foi aquilo que o Coulthard fez? Quase decepou o Wurz, que já fica com o pescoção todo pra fora do carro, culpa da sua estatura de jogador de basquete.

 

E foi assim o início da temporada. E você, o que achou?

Escrito por Fábio Seixas às 02h04

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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