Como fazer/Como não fazer
Escrito por Fábio Seixas às 15h47
Monstrengo

Escrito por Fábio Seixas às 15h19
Barcelona, dia 1
Com Raikkonen (bem) à frente da concorrência, começou a bateria de testes da F-1
Sato ficou
A grande surpresa foi a McLaren, que apareceu em Barcelona com uma asa dianteira, dizem, bem diferente. Assim que pintar uma foto, eu publico aqui.
Dois brasileiros testaram, Barrichello e Piquet.
Aos tempos:
1º. Raikkonen, Ferrari, 1min21s195 (98 voltas)
2º. Sato, Super Aguri, 1min21s858 (99 voltas)
3º. De
4º. R.Schumacher, Toyota, 1min21s983 (92 voltas)
5º. Heidfeld, BMW, 1min22s114 (74 voltas)
6º. Barrichello, Honda, 1min22s665 (132 voltas)
7º. Piquet, Renault, 1min22s763 (125 voltas)
8º. Liuzzi, Toro Rosso, 1min22s771 (56 voltas)
9º. Coulthard, Red Bull, 1min23s165 (47
10º. Valles, Spyker, 1min23s343 (44
11º. Van der Garde, Spyker, 1min23s466 (37
12º. Nakajima, Williams, 1min24s248 (43
Escrito por Fábio Seixas às 13h37
"Pit Stop" antecipado
Enganou-se. Resolvemos isso para você.
Escrito por Fábio Seixas às 12h09
Agora são outros 500
Escrito por Fábio Seixas às 20h33
Nos braços do povo


Escrito por Fábio Seixas às 14h19
Youtube (triplo) de domingo
Demorou menos do que eu imaginava. Já há, no Youtube, uma série de cenas do passeio de Heidfeld por Nurburburgring, ontem.
O Rodrigo, do Rio de Janeiro, sugeriu o vídeo abaixo, que parece mais bem produzido mas que, pelo menos aqui em casa, não roda até o fim.
Este aqui é amador, feito por um torcedor, o que dá melhor noção da visão do público.
Lembrando, esse antigo traçado não recebe um GP de F-1 há 31 anos. E mesmo assim está lá, inteiro, conservado, disponível para o lazer do público.
Bem diferente do que aconteceu com Interlagos ou do crime que estão cometendo em Jacarepaguá a pretexto de erguer piscina, ginásio e velódromo _como se não houvesse uma imensidão de áreas abandonadas ao redor do autódromo carioca.
Mas já que o assunto é história, e já que é domingo, aproveite e dê uma olhada nisso aqui, o GP da Alemanha de 67, vencido por Denis Hulme.
Jim Clark, que morreria em Hockenheim nove meses depois, é um dos destaques do vídeo. Saindo na pole, o escocês abandonou na quarta volta com a suspensão quebrada, problema comum num circuito como aquele: repare, no quinto minuto, como os carros decolavam nas subidas e descidas. A dica é do Sandro, de Curitiba.
Escrito por Fábio Seixas às 11h04
60 anni
Com Alesi, Capelli e Larini, a Ferrari não teve muito o que comemorar na F-1 em 1992. Foi a quarta no Mundial, com 21 pontos, 70 atrás da Benetton, a terceira colocada.
Para Montezemolo, que havia assumido no ano anterior, o vexame foi o estopim para mudanças mais profundas no time, que começariam a ser implantadas na temporada seguinte.
Assim, no livreto "60 Anni in 60 Simboli", a solução mais uma vez foi se agarrar em uma novidade da fábrica, o modelo 456 GT, lançado no Salão de Paris.

Escrito por Fábio Seixas às 10h42
Beleza em último lugar
A pole position no Kansas ficou com Kanaan, vencedor no Japão há pouco mais de uma semana.
Hornish ficou em segundo no grid, a 0s0234 do piloto baiano. Seu companheiro de Penske, Castro Neves, larga em terceiro. Wheldon, lider do campeonato, sai em quarto, à frente de Dixon.
Quem vai ganhar? Não, não dá para arriscar. Mas o quarteto Wheldon-Kanaan-Dixon-Castro Neves começa pouco a pouco a se descolar do resto da tropa e a formar um pelotão de elite.
São 21 pilotos no grid, que pela primeira vez terá três mulheres: a venezuelana Milka Duno junta-se a partir de agora a Sarah Fisher e a Danica Patrick em busca da primeira vitória feminina na categoria.
Milka sai em último, não deve fazer muita coisa. Mas deve ter causado uma ponta de ciúmes em Danica, a queridinha da IRL. Afinal, é uma digníssima representante de uma das grandes marcas registradas da Venezuela.

Milka, na capa de uma revista americana dirigida para o público latino
Escrito por Fábio Seixas às 17h57
Um dia inesquecível
“Não vou esquecer disso enquanto viver.”
A frase é de Nick Heidfeld. E foi pinçada pela BMW para abrir o comunicado sobre o passeio do piloto alemão, hoje, pelo antigo traçado de Nurburgring.
Foi a primeira vez em 31 anos que um carro de F-1 acelerou pelo circuito, hoje com 20,8 km _2km a menos em relação a 1976, quando recebeu seu último GP.
“Passeio” é bem o termo.
Calçado com pneus de demonstração da Bridgestone e orientado pela equipe a maneirar no acelerador e a lembrar que existiam fãs e fotógrafos por ali, Heidfeld completou três voltas, a melhor delas em altos 8min34s, média de 154 km/h. A velocidade máxima que alcançou foi 275 km/h no retão Dottinger Hohe.
O recorde do circuito, com 2km a mais, é 7min06s4 (média de 192,8 km/h), cravado em 1975 por Clay Regazzoni, numa Ferrari.
“Imploramos a ele para ser cuidadoso”, disse Mario Theissen, diretor da BMW. “O dia foi de homenagem aos fãs e a esse lugar histórico para o automobilismo.”
Escrito por Fábio Seixas às 17h39
Youtube (cabeludo) do dia
Escrito por Fábio Seixas às 18h42
Schumacher, o mudo
Escrito por Fábio Seixas às 18h20
Mesa de bar
Escrito por Fábio Seixas às 16h59
Deu no "NY Times"
Nem tudo é lindo na Nascar...
Escrito por Fábio Seixas às 12h25
Sexta, coluna
Hoje tem coluna na Folha. O assunto, a crise que a Nascar enfrenta nos EUA, que deveria servir de alerta para a emergente Stock Car mudar de paradigma.
O link está aqui, exclusivo para assinantes da Folha ou do UOL.
Escrito por Fábio Seixas às 08h12
Youtube (trash) do dia
Escrito por Fábio Seixas às 15h35
O som da ficha caindo
Escrito por Fábio Seixas às 14h08
Trocadilho...
Escrito por Fábio Seixas às 12h00
60 anni
Executivo de carreira da Fiat e ex-braço direito de Enzo Ferrari, Luca di Montezemolo deixou o grupo em meados dos 80 para chefiar o comitê organizador da Copa de 90. Voltou em 91, com pompa e circunstância: foi o escolhido por Gianni Agnelli para presidir a escuderia.

Hoje, entre outros cargos, é presidente da Fiat, da Confindustria (poderoso sindicato patronal da indústria italiana), da LUISS (universidade de ciências sociais) e vice-presidente do Bolonha.
Há uma história curiosa na Itália. Há quem diga que Montezemolo é filho de Agnelli. Afinal, seu nome do meio é Cordero, ou cordeiro. Cujo plural é “agnelli”. Agnello, em italiano, também significa cordeiro. Colaboram para aumentar o boato os mistérios sobre as origens do dirigente. Coincidências?
Enfim... Aos 59, ele é um dos homens mais importantes da Itália e freqüentemente é cotado para concorrer ao cargo de primeiro-ministro.
Escrito por Fábio Seixas às 08h06
Cenas de Cingapura
Escrito por Fábio Seixas às 19h25
Youtube do dia
Vários internautas deram a dica, então lá vai... Alonso dirige um Megane na antiga Nurburgring. Repare nos malucos de moto e no carrinho vermelho que ele ultrapassa _com certeza o motorista e os motoqueiros não imaginavam que, ao volante do Renault, estava um campeão da F-1.
Escrito por Fábio Seixas às 14h12
Passeio na floresta
Outro dia escrevi aqui sobre o duelo entre o carro da Spyker e um F-16. Foi interessante.
Mas interessante, histórico, empolgante mesmo para quem gosta desse negócio, é o que a BMW vai fazer no sábado.
Pela primeira vez em 31 anos, um carro de F-1 vai percorrer os 22 km da antiga Nurburgring. Ao volante, claro, o piloto alemão da equipe alemã, Nick Heidfeld. Que não havia nascido quando a categoria dispensou a loucura daquele traçado em meio às árvores e às montanhas de Eifel, horrorizada com o acidente que quase matou Lauda.
Heidfeld só ficou meio chateado quando soube que terá de usar pneus de demonstração da Bridgestone, que deixam o carro mais lento. “A equipe está meio preocupada e não quer que eu vá muito rápido.”

O pôster do último GP de F-1 disputado em Nurburgring, há 31 anos
Ah, sim: o circuito ainda existe e é possível dar umas voltinhas, pagando uma entrada que não é cara. Antes de mergulhar nas curvas de Nurburgring, todo visitante precisa assinar um termo assumindo os riscos de eventuais acidentes.
Tentei fazer o passeio algumas vezes, quebrei a cara em todas: como a estrutura da F-1 usa partes do circuito, ele fica fechado em época de GP. Sorte do falecido Clay Ragazzoni, que ainda detém o recorde da melhor volta por lá, 7min06s4 (média de 192,8 km/h), cravado em 1975 com a Ferrari.
Escrito por Fábio Seixas às 08h02
Missa dominical
Nota publicada na coluna Painel FC, da Folha, hoje:
Escrito por Fábio Seixas às 16h59
Um papo legal
Foi bem bacana o bate-papo com o Ricardo Maurício no “Pit Stop” desta terça. O vencedor da abertura da Stock Car falou de sua carreira (ele chegou a disputar até campeonato de gaiolas de 850 cavalos em ovais de terra nos EUA), da tentativa frustrada de chegar à F-1 e decretou: agora é um piloto de turismo.
No cardápio, além da Stock, claro, MotoGP, IRL e F-1.
O link para assistir ao programa está aqui, apenas para assinantes UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 16h44
Ex-ferraristas na cadeia
A “Gazzetta dello Sport” informa que dois ex-funcionários da Ferrari foram condenados à prisão em um julgamento sobre furto de segredos industriais que acabaram nas mãos da Toyota.
Um deles vai encarar nove meses de cadeia. O outro, um ano e quatro meses. O jornal, que pertence ao grupo Fiat, como a Ferrari, não deu mais detalhes.
Escrito por Fábio Seixas às 08h59
Ricardo Maurício no "Pit Stop"
Hoje, às 14h30, tem “Pit Stop” especial, com a participação, na bancada, de Ricardo Maurício.
O link para assistir ao vivo é este aqui.
Perguntas ao vencedor da primeira etapa da Stock Car para o e-mail uolnewsformula1@uol.com.br
Escrito por Fábio Seixas às 08h53
60 anni
Em 1990, um espasmo de bons resultados para a Ferrari. Com Prost, a escuderia venceu cinco corridas na temporada e fechou o ano com o segundo lugar do francês no Mundial de Pilotos, além do vice-campeonato nos Construtores.
Mais: na despedida da categoria de Paul Ricard, Prost conquistou a 100a vitória da Ferrari na F-1. É esse o motivo da ilustração abaixo.
No ano seguinte, a categoria passaria a correr no curral eleitoral de Mitterrand, a insossa Magny-Cours. Que ficou menos insossa depois que passamos, os brasileiros, a organizar nossos animados churrascos na já famosa Casa de Pedra de Gimouille. Até pilotos, assessores e engenheiros da F-1 já pintaram por lá para bebericar um vinho e saborear nossos bifes de carne moída _alguém sabe onde comprar picanha e cupim por aquelas bandas?
Escrito por Fábio Seixas às 08h47
Youtube do dia
Escrito por Fábio Seixas às 19h59
Bancada cheia
Quer mandar sua pergunta para o Ricardo Maurício? O e-mail é uolnewsformula1@uol.com.br
Escrito por Fábio Seixas às 17h24
Quanto vale Massa
E você? Concorda com os donos de 5 dos 8 títulos mundiais do Brasil?
Escrito por Fábio Seixas às 13h17
Schumacher, em treinamento
Envergando uniforme da Ferrari, Schumacher participou ontem de um evento promocional da Shell em Poznan, na Polônia.
Ao lado de Marc Gené, piloto de testes da escuderia, levou alguns sortudos para umas voltinhas no circuito local _fico aqui imaginando o cachê que ele cobrou.
E falou, falou, falou.
Falou que é um homem contente e que, por mais que tenha aproveitado seus anos de F-1, está vivendo tempos mais felizes agora.
“Não estou sentindo falta de correr. Passo mais tempo em casa agora. E posso organizar minha agenda de forma que eu posso aproveitar os feriados com as crianças, em casa ou viajando para algum lugar.”
Falou que é “engraçado e interessante” assistir aos GPs pela TV.
“É engraçado, mas é normal... É interessante ver por outro lado. Não estou assistindo para aprender algo, não é meu objetivo. Assisto para me divertir com a família e os amigos. Curto as corridas como vocês fazem.”
E falou que está trabalhando “muito próximo” da Ferrari. “Estou envolvido em tudo o que está acontecendo.”
Intrigante. Quando será que a Ferrari, enfim, vai anunciar um cargo para o alemão?
Meu palpite: só quando ele se sentir completamente preparado.
Está claro que, por ora, Schumacher não quer assumir nenhuma grande responsabilidade. Ele é assim, é um perfeccionista. Por mais que tenha sido um gênio em termos de pilotagem, não vai assumir um cargo diretivo enquanto não desvendar todos os meandros da função. E não vai aparecer num circuito para fazer figuração ou atuar como relações públicas.
Por enquanto, será uma espécie de “trainee” de chefe. Não há pressa. Quando ele quiser, avisará Todt, que limpará suas gavetas, se mudará para um escritório mais espaçoso e cederá seu gabinete ao pupilo.
Escrito por Fábio Seixas às 09h12
60 anni
Em termos de resultados na F-1, a Ferrari fechou os anos 80 na draga. Mas na área técnica emplacou, em 1989, uma conquista importante.
Do livreto sobre os 60 anos da escuderia: “GP Brasil de 89, estréias vitoriosas do modelo F1-89, com Nigel Mansell, e do inovador sistema de câmbio eletro-hidráulico com comandos no volante, que logo seria adotado por todas as outras equipes”.
O brasileiro Roberto Pupo Moreno teve importante papel no desenvolvimento do sistema, atuando como piloto de testes da Ferrari.
Foi uma revolução, o fim daquela história de tirar uma mão do volante para trocar a marcha. Começava a era dos botões coloridos.
Mais um pouco de romantismo que se foi. E que deixou saudades em muita gente. Fazer o quê? É o progresso...
Escrito por Fábio Seixas às 08h47
Bernie, o "estúpido"
Bem humorado, Bernie Ecclestone revelou a um jornal turco que seu “board” de conselheiros analisou com cuidado as 80 páginas do contrato e o chamou de “estúpido” pela idéia de compra do circuito de Istambul por 130 milhões de euros, cerca de R$ 360 milhões.
Mesmo assim, o mega-magnata seguiu adiante.
Os próximos capítulos?
Cedo ou tarde, de um jeito ou de outro, Bernie vai faturar horrores com o autódromo.
Escrito por Fábio Seixas às 18h35
Pódio diferente na Stock
Um pódio diferente na abertura da Stock. Saíram de cena Cacás, Losaccos e Orsis. Ganharam passagem Ricardo Maurício, o vencedor, Felipe Maluhy e Daniel Serra.
Uma nova geração já conquistando espaço? Um resultado ocasional, bizarro até, fruto de tantas mudanças (principalmente nos pneus) de um ano para o outro?
Uma combinação das duas coisas, é meu palpite.
Os três que subiram ao pódio estão entre os melhores de uma safra boa que vem pintando. Mas é claro que não dá para excluir a turma que no ano passado disputou o título. Cacá, por exemplo, saiu em 19o e terminou em sétimo.
E falando em Cacá, a transmissão da TV foi de lascar. Ok, ele é o atual campeão, merece um certo destaque. Mas exageraram na dose. Houve brigas boas lá na frente que não apareceram na telinha.
Não sei se foi por mostrar Cacá ou o acidente entre Marcos Gomes e Thiago Marques, mas o fato é que a Globo perdeu a ultrapassagem da corrida, a manobra de Maurício sobre Serra na 12a volta.
“Eu errei a marcha na entrada do Laranjinha e ele me passou”, explicou o novato. Erro idêntico proporcionou a ascensão do Maluhy ao segundo lugar.
E foi isso. A organização aqui em Interlagos me pareceu bacana, embora a chiadeira contra o regulamento que seleciona apenas 38 pilotos esteja correndo solta.
Concordo inteiramente com a necessidade de uma maior seleção dos pilotos. Há gente por aqui que não tem condições de correr nem na Stock nem em categoria nenhuma. Mas acho que poderiam ter adotado critérios menos confusos.
Corrida se resolve no cronômetro. Que larguem 38, 20, 49, dois ou meia dúzia, mas que o critério seja o cronômetro. Os mais rápidos correm, os mais lentos esperam a vez, simples assim. E justo.
Para que complicar? O atual sistema privilegia os pilotos que estão no esquema há algum tempo. “Esquema”, essa palavra que é origem de tanta porcaria neste país.
Por fim, parabéns ao Ricardo Maurício. Um piloto talentosíssimo, que ralou muito pela Europa, onde nos cruzávamos de vez em quando. Tentou a F-1, bateu na trave. Sem dinheiro, ou sem alguém por perto que tenha dinheiro, é complicado.
Na Stock, com um carro redondinho como sempre são os carros de Andreas Mattheis, ele mostrou do que é capaz. É candidato ao título.
Escrito por Fábio Seixas às 11h54
Domingo na pista
Acabei de chegar a Interlagos. Um domingo bonito em São Paulo, trânsito razoável, mas não impraticável, autódromo todo maquiado com banners da Stock e sua patrocinadora. Em termos de promoção, a categoria está virando gente grande.
Para os “corporativos”, claro. O público que compra ingresso, confesso, não sei onde fica. Disseram que é numa arquibancada lá na Junção.
Pode ser, daqui da sala de imprensa não dá pra ver. Só dá pra ver, daqui, as arquibancadas dos patrocinadores (como tem laboratório de genérico nesse negócio!) e as turmas com camisetas iguais, a maioria em cores gritantes, passeando pelo pit lane e tirando fotos com os celulares.
No momento, uma emocionante corrida de bicicletas. E falando em duas rodas, não, não vi a corrida da MotoGP, não vou comentar, portanto. Soube que Rossi errou na primeira volta, que terminou em décimo e que a vitória ficou com Stoner.
Vou dar um giro por aí. Daqui a pouco eu volto.
Escrito por Fábio Seixas às 09h04
O que Rossi vai aprontar amanhã?
Lá no novo quintal de Bernie, o circuito de Istambul, festa da Yamaha hoje.
Nos treinos de ontem, a Ducati, com Casey Stoner, dava toda a pinta de que dominaria o fim de semana. Ledo engano. Hoje, Valentino Rossi e Colin Edwards fizeram os dois primeiros tempos, seguidos por Daniel Pedrosa, de Honda.
A melhor Ducati foi a de Stoner, mas só
O italiano controlou o fim da sessão. Já estava com a pole mas, a poucos minutos do fim, ampliou ainda mais sua vantagem para o americano: 0s149.
Qual será a novidade da comemoração de Rossi amanhã? Porque a vitória já parece certa...
Já coloquei aqui, mas vale repetir. Assim foi a celebração em Jerez...
Escrito por Fábio Seixas às 10h58
Kanaan conquista o Japão
Na base da estratégia, Tony ganhou em Motegi.
O baiano deu uma de mineiro. Ficou a prova toda ali, em segundo lugar, como quem não queria nada, até o bote final, na última janela de pits. Com mais combustível no tanque, ficou quatro voltas a mais na pista e superou Wheldon, que havia tomado a liderança de Helinho no primeiro trecho da prova.
Franchitti foi o terceiro. Castro Neves foi o sétimo e Meira abandonou. Danica? Ah, sim... Fez uma corrida pífia e terminou no 11º lugar.
Três corridas, três vencedores diferentes. Esta IRL até está parecendo a F-
Escrito por Fábio Seixas às 03h08
Youtube do dia
Escrito por Fábio Seixas às 14h46
O novo brinquedinho de Bernie
Escrito por Fábio Seixas às 11h46
Os Sete Samurais
Castro Neves, Wheldon, Kanaan, Danica, Hornish, Dixon e Franchitti são, na ordem, os sete primeiros no grid de Motegi, terceira etapa da IRL, com largada na próxima madrugada, à 1h.
Independentemente da posição de largada, porém, os sete têm chances iguais de vencer. Pelos carros que dirigem, pelas equipes em que estão, pelo fato de ser um oval, pela duração da prova.
Escrito por Fábio Seixas às 11h41
Flagrante urbano
Não, não tem nada a ver com automobilismo, a não ser o fato de que é ao lado de uma lojinha de rodas e calotas de segunda (terceira, quarta, quinta...) mão.
É no meu caminho diário para o jornal. E confesso que demorei algum tempo para captar a mensagem. Brasil-sil-sil!
Escrito por Fábio Seixas às 09h19
60 anni
Em 1988, o maior choque da década perdida da Scuderia: em 14 de agosto daquele ano, aos 90, morre Enzo Ferrari, o homem que transformou seu nome em mito e que fez de suas máquinas símbolos de prestígio, excelência e velocidade. Um homem que entrou para a história.
Na F-1, a McLaren venceu todos os GPs, menos um: exatamente o GP da Itália, duas semanas após a morte do comendador. O resultado em Monza, dobradinha ferrarista com Berger e Alboreto. O italiano fez, ainda, a melhor volta da corrida _havia três anos ele não cravava uma volta mais rápida.
Escrito por Fábio Seixas às 09h06
Sexta, coluna
Ontem escrevi no blog sobre a vantagem que Massa (ainda) tem sobre Raikkonen quando o assunto é a intimidade com os pneus da Bridgestone.
Escrito por Fábio Seixas às 08h34
Vovô no volante

Escrito por Fábio Seixas às 19h24
Corrida de US$ 1 milhão na Stock
Escrito por Fábio Seixas às 12h23
O trunfo de Massa
Raikkonen encontrou sua explicação para o fato de não estar isolado na liderança do Mundial.
“Ter 22 pontos no campeonato é bom, mas acho que poderia ter 30. Não posso negar que meu maior problema tem sido o treino classificatório”, disse o finlandês. “Meu ritmo de corrida está bom, e posso lutar de igual para igual com qualquer um. Mas quanto à classificação, em conseguir uma boa volta lançada, ainda não estamos lá.”
Concordo. Tanto que imaginei que ele estivesse com estratégia diferente em relação ao companheiro de Ferrari no Bahrein. Não é normal um piloto como Raikkonen levar quase meio segundo de um piloto como Massa.
E por que isso vem acontecendo?
Para mim, por um simples motivo. Cinco meses atrás, o finlandês usava pneus Michelin. E para conseguir uma boa volta lançada, uma volta de pole position, talvez não haja nada tão fundamental como conhecer os sapatos que seu carro está usando.
Escrito por Fábio Seixas às 09h28
60 anni
Sem nenhuma cerimônia e/ou explicação (precisa?), a Ferrari ignorou 85 e 86 no livreto dos 60 anos.
Pulou direto para 87 e, mais uma vez, deixando a F-1 de lado. A homenagem ficou com o lançamento da F40, no Salão de Frankfurt.

A F40 foi a primeira Ferrari que vi na minha frente. Não lembro o ano. Eu era adolescente e fui com meu tio Neto e meu primo André ao Salão do Automóvel do Anhembi.
E, sim, engrossei aquele bolo de moleques espremidos diante do carrão, tirando fotos e mais fotos.
Pois é, a primeira Ferrari a gente nunca esquece...
Escrito por Fábio Seixas às 09h08
Bangue-bangue

Escrito por Fábio Seixas às 19h45
Sobre a Stock Car
Amanhã será dia de entrevistas coletivas, tapinhas nas costas, empadinhas e refrigerantes para a imprensa. Na sexta-feira, enfim, o campeonato começa em Interlagos, com os primeiros treinos.
Escrito por Fábio Seixas às 19h22
Vida de aposentado

Escrito por Fábio Seixas às 18h11
E se...?
Há um ano, lembra a "Autosport", Todt veio a público negar os boatos que indicavam negociações entre Schumacher e a Renault.Sei lá. Devaneios de uma quarta-feira bem atrapalhada, à espera de uma noite ainda mais corrida. "A Hard Day's Night" não sai de minha cabeça...
Escrito por Fábio Seixas às 16h15
"Pit Stop" no ar
Está no ar o “Pit Stop” de hoje.
Muita conversa sobre a vitória de Massa no Bahrein e uma entrevista com Enrique Bernoldi, ex-F-1, hoje na Stock Car.
O link, aqui.
Escrito por Fábio Seixas às 18h36
Que tal um "Pit Stop"?
Hoje, às 14h30, tem “Pit Stop”, com piloto de F-1 participando.
O link para assistir ao vivo é este aqui.
Perguntas, comentários, sugestões, críticas no uolnewsformula1@uol.com.br
Escrito por Fábio Seixas às 10h27
Eterno enquanto dura
Em entrevista ao “Gulf News”, do Bahrein, Fisichella enfim colocou-se na batalha por um recorde da F-1.
Disse que pretende correr por pelo menos mais quatro temporadas na categoria e que quer “bater esse recorde antes de pensar em deixar o esporte”.
Não, o italiano não se refere a nenhum paradigma de performance _ele sabe de suas limitações. Ele fala da marca de longevidade.
Hoje, ele tem 180 GPs. O recorde pertence a outro italiano, Riccardo Patrese, que disputou 256 corridas e experimentou cockpits de três décadas diferentes: de 1977 a 1993.
Acho que Fisichella não consegue. Se não for demitido ao longo desta temporada, faltariam, ao fim do ano, mais 63 GPs para ele superar o compatriota. As quatro temporadas a que ele se refere. Sinceramente, não o vejo correndo na F-1 em 2011.
E há outro probleminha: Barrichello. O brasileiro está a 21 GPs de superar Patrese. Se correr os 14 deste ano, superará Schumacher e fechará 2007 já como o vice-líder na estatística.
Brasil-sil-sil!
Escrito por Fábio Seixas às 10h14
O piloto, o pianista, o troféu e o mico
Alguém viu Massa no “Bem, Amigos”, ontem?
Eu vi. Infelizmente. Não por Massa, bem humorado e sóbrio nas declarações, sem entrar em perguntas-armadilhas. Como sempre.
O problema foi o mico que fizeram o rapaz segurar no fim de sua participação.
Troféu do Bahrein nas mãos, sentado em uma poltrona na casa da namorada em São Paulo, Massa ficou por alguns minutos olhando para a câmera, sem saber o que fazer, enquanto um pianista cujo nome não lembro, no estúdio, executava o “Tema da Vitória”, com todo o rebuscamento do mundo.
Fiquei com a impressão de que estavam tentando fazer o rapaz chorar. E que, simultaneamente, tentavam passar a seguinte mensagem: “este, povo sofrido e desamparado, é o novo salvador da pátria”.
Escrito por Fábio Seixas às 09h29
60 anni
Em 1984, com Alboreto e Arnoux, a Ferrari foi vice entre os Construtores da F-1, mas com quase um terço dos pontos da campeã, a McLaren: 143,5 a 57,5.
No Mundial de Pilotos, o italiano foi o quarto. Arnoux ficou em sexto.
A solução, mais uma vez, foi apelar para o lado comercial da Scuderia.
Se bem que, convenhamos, a Testarossa, apresentada no Salão de Paris daquele ano, merece mesmo uma homenagem.

Escrito por Fábio Seixas às 08h48
Youtube do dia
(Em tempo, é normal, no grid, um repórter pegar carona na entrevista do outro. É claro que você não pode cortar o colega. Mas emprestar para outro as respostas do seu entrevistado é normal, sinal de camaradagem. Mas Brundle não é jornalista, era piloto mimado, dá pra entender.)
Escrito por Fábio Seixas às 20h33
Do Bahrein para São Paulo
Escrito por Fábio Seixas às 17h35
Caixa de entrada
Escrito por Fábio Seixas às 14h07
Ingressos para a Stock
Na etapa de São Paulo, o preço do ingresso é R$ 25,00, sendo que estudantes terão desconto de 50% mediante apresentação de carteirinha pelo próprio beneficiário (somente nos pontos de venda e bilheterias do autódromos). Menores de oito anos não pagam desde que acompanhados pelos responsáveis e maiores de 60 pagam meia entrada. As bilheterias de Interlagos funcionarão somente no domingo, a partir das 7 horas.
Pela Internet: www.ticketmaster.com.br
Central Ticketmaster: por telefone, entrega em domicílio (taxa de conveniência e de entrega): (11) 6846-6000 ou 0300 789 6846* das 9h às 21h - segunda a sábado (custo da ligação é de R$ 0,30 por minuto + impostos de telefone fixo e R$ 0,77 por minuto + impostos de telefone móvel)."
Escrito por Fábio Seixas às 11h51
A próxima batalha
Ufa! Por ora, acabou o giro da F-1 por lugares inóspitos. Daqui a pouco menos de um mês, começa a fase européia da categoria, com o GP da Espanha.
Barcelona será a primeira corrida da temporada em que as equipes poderão usar seus motorhomes. O que fará do paddock uma espécie de “circuito paralelo”, de palco de uma competição velada entre algumas equipes. É menos uma questão de ego, e mais um instrumento para impressionar eventuais patrocinadores e/ou pessoas que interessem.
Bom, o “Red Bulletin” de ontem, claro, não deixou passar a ocasião. E publicou, de forma bem-humorada, sua visão de como estará o paddock daqui a três semanas.

Os textos são impagáveis. O novo motorhome da McLaren é comparada à base militar “Death Star”, de “Guerra nas Estrelas”. A Red Bull apareceria com uma estrutura maior e um quinto andar dedicado exclusivamente a lutas de mulheres de biquíni na lama. A Toyota levaria à Espanha uma modesta casinha alemã _mas com ouro enterrado no subsolo. O motorhome da Honda seria construído de material reciclável, inspirado num mercado hippie e desenhado por crianças de uma escola primária _aos convidados, serão servidos apenas iogurte natural e lentilhas. E por aí vai...
Escrito por Fábio Seixas às 09h23
60 anni
Como já escrevi aqui, a Ferrari precisou forçar a barra para encontrar momentos gloriosos na década de 80 no seu livreto sobre os 60 anos da escuderia.
Para representar 1983, a barra foi forçada, estrangulada, assassinada. A Ferrari homenageia a célebre visita que o então presidente da Itália, Sandro Pertini, fez à fábrica de Maranello naquele 29 de maio. Urgh.

Escrito por Fábio Seixas às 08h26
Ferrari x Ferrari
Entre todas as declarações de Massa, pinço uma frase: “Acho que a nova Ferrari não deve nada para a Ferrari antiga”.
Sim, ainda deve, é claro que deve. Toda e qualquer equipe de F-1 deve para aquela que foi a máquina mais azeitada da história do automobilismo, a Ferrari que reinou entre 1999 e 2004.
Mas não é esse o aspecto mais importante da frase, e sim a carga de pressão que ela carrega.
Não sei se é pressão do time, dos patrocinadores, dos acionistas. Ou se é pressão que o próprio Massa se coloca. O fato é que o brasileiro parece sentir a necessidade de provar um ponto. Um ponto dificílimo, porque o padrão de excelência envolve nomes como Schumacher e Brawn.
Ele pode até não conseguir. Mas, na busca, pode ganhar muita coisa. Porque não é preciso ser aquele time perfeito para vencer na F-1, ainda mais numa temporada disputada como esta.
E quem disse que é ruim ter ambição?
Escrito por Fábio Seixas às 15h24
Fala, Massa
Segue a íntegra da entrevista de Felipe Massa à imprensa brasileira no Bahrein:
A vitória
“Estava faltando um resultado dessa maneira. Acho que depois daquilo que aconteceu nas duas primeiras corridas... Estava faltando alguma coisa. Alguma coisa pra pôr junto, porque a velocidade tinha, o modo de trabalhar com a equipe... Estava tudo certo, mas estava faltando alguma coisa que hoje não faltou. Hoje veio pra somar. E acho que foi uma grande soma. Me ajudou muito no campeonato, me ajudou muito nesta semana, que foi uma semana muito complicada e difícil pra mim. Tomara que a gente continue dessa maneira. Lógico que é um campeonato muito difícil e apertado, olhando as diferenças dos carros. Tomara que a gente continue dessa maneira, com ótimo resultados e do jeito que a gente terminou aqui hoje.”
O Mundial
“O campeonato está mais aberto do que nunca. Um campeonato que todas as pessoas esperavam. O público deve estar muito satisfeito e contente de estar assistindo a um campeonato como este. Eu estou contente de estar no meio, na briga, é lógico. Espero conseguir tirar um pouco mais e trabalhar mais forte ainda com a equipe, o que é importante. O campeonato inteiro vai ser muito disputado.”
A emoção
“A gente fica emocionado depois de um resultado como esse. Foi um resultado emocionante não só pra mim como para todos os integrantes da equipe, meu engenheiro, meu segundo engenheiro... E todas as pessoas que bolaram a estratégia, que foi perfeita. Acho que a nova Ferrari não deve nada para a Ferrari antiga. E eu acredito que a gente tem tudo para continuar melhorando o carro e continuar trabalhando para melhorar, igual era o ano passado. Foi um dia sensacional, um dia perfeito, graças a todos eles também.”
A torcida no Brasil
“É muito legal e bonito e tenho certeza que isso faz com que eu tenha ainda mais força pra continuar trabalhando e brigando. A gente sabe que o trabalho de um piloto não é fácil, é bem difícil. Mas é emocionante. Espero continuar neste momento, brigando por vitórias e conquistando as vitórias e, quem sabe, brigando pelo campeonato até o final. Se depender de vontade, não falta nenhum pouco.”
As críticas após o erro na Malásia
“Acho que a melhor resposta é na pista. Acho que fora da pista as palavras não são o mais importante. A melhor resposta é aquilo que a gente fez ontem, aquilo que a gente fez hoje. Vamos tentar continuar dessa maneira e brigando, lógico, pelo campeonato. Tenho certeza que as pessoas que criticaram, criticaram até demais, e amanhã com certeza vão aplaudir.”
Disputa na equipe
“Ninguém tem primeiro piloto. Num campeonato como esse, não pode ter. Os dois têm que trabalhar fora da pista, os dois juntos, para colocar na pista um carro melhor que o da concorrência.”
Escrito por Fábio Seixas às 15h07
Livro dos recordes
Ok, saciando a curiosidade da turma.
O recordista de “hat tricks” é, sim, Schumacher: 22.
Clark aparece em segundo, com 11. Depois, vêm Fangio (9), Prost (8) e Senna (7).
Escrito por Fábio Seixas às 14h44
Fala, Alonso
À inglesa ITV, o bicampeão do mundo disse o seguinte:
“Eu simplesmente não estava competitivo. Eu não conseguia fazer as minhas voltas no ritmo certo. O objetivo é sempre estar no pódio, e hoje não consegui. Eu não tinha confiança no carro e a aderência, de uma maneira geral, estava muito ruim. Meu carro saía de frente e de traseira ao mesmo tempo, e não conseguimos solucionar isso durante a corrida.”
Não, ele não estava com uma cara feliz.
Escrito por Fábio Seixas às 11h44
Um fim de semana perfeito
Mais uma conquista para Massa comemorar: com a pole, a vitória e a volta mais rápida, o brasileiro conseguiu no Bahrein o primeiro “hat trick” de sua carreira na F-1.
Foi a primeira vez que dominou um fim de semana com tanta propriedade. Foi seu primeiro fim de semana perfeito na categoria máxima do automobilismo.
É uma mosca-branca, algo muitíssimo complicado de conseguir. O bicampeão Alonso, por exemplo, só obteve isso uma vez na carreira, em Silverstone, no ano passado. Raikkonen só sentiu esse gostinho neste ano, na Austrália. Barrichello, duas vezes: Silverstone-2003 e Monza-2004.
O recordista, com incríveis 22 “hat tricks”, exatamente o dobro do antigo detentor do recorde? Ah, aposto que você sabe.
Escrito por Fábio Seixas às 11h21
Preliminar complicada
No corre-corre da F-1, não falamos da GP2. Falemos, pois.
Nicolas Lapierre, da DAMS, venceu, na preliminar do GP do Bahrein, a segunda etapa da GP2.
O francês largou em segundo, ultrapassou Borja Garcia ainda na primeira volta e seguiu tranqüilo para sua primeira vitória na categoria.
No segundo pelotão, a coisa foi mais agitada. Caótica, até. Andreas Zuber, por exemplo, acertou Lucas di Grassi e os dois saíram da corrida. Bruno Senna não conseguiu desviar e estampou a dupla, causando um engarrafamento atrás de si.
O safety-car entrou, o que não impediu que Antonio Pizzonia acertasse a traseira de Giorgio Pantano. Outros dois a menos na corrida.
Senna, que caiu para o fundo da turma, ainda conseguiu fazer uma boa prova e terminou em oitavo. No balanço do fim de semana, ele foi o brasileiro de maior destaque. Além dele, só Xandinho Negrão, em 15o, terminou a prova entre o quinteto do país.
Lucas Filippi, que venceu a primeira prova no Bahrein, lidera o campeonato, com 16 pontos, dois a mais que Timo Glock. Depois vêm Lapierre (8 pontos), Zuber (6) e Senna (5).
Escrito por Fábio Seixas às 11h09
Hamilton, Alonso, Barrichello...
O que mais aconteceu no Bahrein? Muita coisa. A começar por algumas efemérides.
Desde 2003, a F-1 não via três vencedores diferentes nas três primeiras corridas. Naquele ano, Coulthard venceu na Austrália, Raikkonen ganhou na Malásia e Fisichella, no Brasil. O que não adiantou muito para tornar o campeonato equilibrado. Schumacher venceu a quarta prova, a quinta, a sexta...
Hamilton se tornou o primeiro estreante da história da F-1 a subir ao pódio nos três primeiros GPs. O que mais me impressiona no inglês é a serenidade em momentos normalmente complicados para novatos, como as largadas, como os momentos de pressionar e se pressionado. O tão propalado “controle mental” dele é impressionante. Sim, já dá pra dizer: está aí um futuro campeão.
Desde 1999, o Mundial não é disputado abertamente por quatro pilotos. Sim, naquele ano, Hakkinen, Irvine, Coulthard e Frentzen tinham chances matemáticas de título faltando poucas etapas para o fim do campeonato. Pelo andar da carruagem, a coisa, neste ano, será ainda mais acirrada. Ainda bem.
Ainda não li as explicações de Alonso. E ele deve ter várias. Porque sua corrida foi estranha, para dizer o mínimo.
A BMW é a terceira força do campeonato, isso também já dá para afirmar. E, na disputa interna, surpreendentemente o Kubica está apagado. A ultrapassagem do Heidfeld sobre o Alonso, na 32a volta, foi um dos pontos altos da temporada até agora.
Primeiro no rádio da Honda e depois em entrevista ao Júlio Gomes, da Bandeirantes e da BandNews FM, Barrichello acabou com o carro da Honda. “Não dá para guiar um carro assim”, disse, na transmissão interceptada pela FIA. “É o pior carro que já guiei em uma corrida. Está na hora de um carro novo”, disse, em português claro.
Escrito por Fábio Seixas às 10h57
Massa e sua vitória mais importante
Quem disse que não aprendemos com os erros? Ou que os erros não servem para refrescar nossa memória?
É claro que Massa sabe o que fazer numa largada. Na Malásia, estava esquecido. Valeu o susto. No Bahrein, fez direitinho.
O brasileiro não deu chances para Hamilton nos primeiros metros. Defendeu-se bem e, seguido de perto pelo inglês, manteve a calma, a concentração, a liderança.
Um pouco mais atrás, Alonso aproveitou uma saída de frente de Raikkonen, deu o bote e tomou a terceira posição. Mas estava lento, o espanhol. O que me deixou com a pulga atrás da orelha até o primeiro pit. Dava a impressão que ele estava com mais gasolina e que tentaria repetir, em
Não foi assim. O carro de Alonso estava lento mesmo. E, ao sair da primeira janela de pits em primeiro lugar, Massa conquistou a primeira vitória da temporada, a terceira na carreira.
De longe, a vitória mais significativa. A da Turquia foi a primeira e, por isso, especial. A do Brasil, por motivos óbvios, foi especialíssima. A de hoje, porém, pode ter definido o futuro do campeonato e do próprio Massa na categoria.
Porque ele se recolocou na ponta da tabela, com 17 pontos,
Porque agora ele terá quase um mês para refletir, pensar e trabalhar até a próxima corrida, na Espanha.
Mas, principalmente, porque ele tirou um caminhão de peso dos ombros. E disse isso na coletiva pós-GP.
“Esse intervalo até Barcelona será ótimo para trabalhar muito duro. Será ótimo, também, ver que as pessoas não estarão mais falando tão mal de mim. Acho que não tem jeito melhor de acabar uma corrida, largando na frente, abrindo, colocando volta mais rápida sobre volta mais rápida. Agora é pegar o ritmo e continuar nesse momento espetacular. A gente sabia que a velocidade estava lá. Agora quem sabe a gente não coloca as coisas no lugar. Um grande beijo para todo mundo no Brasil.”
Escrito por Fábio Seixas às 09h44
Renault, a decepção
Em 2004, a BAR foi vice-campeã da F-1. Ou a campeã do resto. Porque, lá na frente, ficou uma sobrenatural Ferrari, com 262 pontos. Naquele ano, o time ainda de propriedade da BAT, multinacional de cigarros, somou 199, 14 a mais que a Renault.
De lá para cá, pouco fez. Foi sexto em 2005 e quarto no ano passado. Muito pouco. O que até me leva a desconfiar que o vice-campeonato de 2004 foi para japonês ver. Ou melhor, comprar.
O fato é que a Honda (ou BAR) nunca fez nada de muito excepcional e, portanto, nunca despertou expectativas fabulosas. É claro que Button, Barrichello, Fry e Gil estão chateados com a atual fase, mas a Honda é isso aí.
Decepção, decepção mesmo, é a Renault. Bicampeã mundial, é hoje a quarta colocada no campeonato. E sem perspectivas de melhora.
Tanto que Fisichella admitiu que a equipe não tem chances de lutar pelo título. Isso com 2 das 17 etapas disputadas.
Tanto que Briatore, que não esconde o jogo, afirmou que o time não entende os seus problemas. “E esse é nosso maior problema”, admitiu.
Assim, fica difícil melhorar. A BMW agradece.
Escrito por Fábio Seixas às 18h47
Superstar
Paul Tracy, aquele mesmo, bateu hoje no treino matinal da Champ Car em Long Beach. Bateu forte, na curva 1, sofreu uma lesão na primeira vértebra lombar e está fora da corrida. Será substituído já neste fim de semana por Oriol Servia, espécie de Roberto Moreno dos tempos modernos.
Da assessoria da Champ Car, no original: ”Champ Car superstar and America’s leading active open-wheel driver in terms of starts, wins and laps led, Paul Tracy...”
Sim, eles consideram Paul Tracy um “superstar”. Que o canadense recupere-se e volte rápido às pistas, pois. Do contrário, a julgar pelo teor do comunicado, a categoria está lascada. Mais.
Escrito por Fábio Seixas às 18h30
Atenção na largada!
Hamilton não curtiu as promessas de Massa de fazer uma largada agressiva.
Disse que o brasileiro está tentando intimida-lo e que sabe exatamente o que precisará fazer na primeira curva.
“Eu também serei agressivo. Como sempre sou. Mas estarei prestando atenção para que essa agressividade não cause problemas nem a mim nem ao Fernando”, lançou o novato-sensação da McLaren.
O inglês é bom, muito bom para falar. E normalmente cumpre o que diz.
Massa não vai aliviar, Hamilton ficou com o brasileiro atravessado. Estou achando que vai sair faísca nessa largada.
Escrito por Fábio Seixas às 12h40
Fala, Barrichello
Barrichello também falou com a brasileirada lá em Sakhir:
“Quando, na semana passada, eu disse que a gente tinha que melhorar nos treinos, era justamente almejando os 15 primeiros. É o que dá para fazer com o que a gente tem. Estamos distantes dos dez primeiros, mas é a participação que a gente pode ter. Não dá pra ficar contente, mas dá para projetar uma corrida onde talvez a gente tenha uma mínima chance de lutar por pontos.”
Perceberam a sutileza da última frase?
TALVEZ a Honda tenha uma MÍNIMA chance de LUTAR por pontos na prova. É o que escrevi ontem. Com esse carro (que, sim, carrega uma dose de culpa dos pilotos, que não o desenvolveram) não dá para fazer mais nada. Só ferro-velho.
Escrito por Fábio Seixas às 12h25
Fala, Massa
Massa falou agora há pouco aos repórteres brasileiros no Bahrein.
Disse o seguinte:
“Na semana passada eu imaginava que o domingo fosse ser diferente do que foi. Hoje eu sei que a gente tem que conquistar também o domingo, e não só o sábado. Agora precisamos nos concentrar no domingo para buscar o resultado que a gente quer. A gente sabe como funciona, a gente sabe do esporte que a gente corre e o que precisa fazer para buscar alguma coisa. A experiência... Vamos ver se a experiência agora me ajuda a fazer uma ótima corrida.”
“Eu acho que falta alguma coisa. Não é nem a consistência. Na Malásia, na sexta-feira, e ontem, aqui no Bahrein, eu fui o mais rápido na preparação do carro para a corrida. A consistência está lá, a velocidade também. Faltaram algumas coisinhas nas últimas corridas, vamos ver se elas não faltam aqui.”
“Na largada, aqui normalmente o lado externo é melhor. É o lado em que vou largar. Mas a gente sabe as coisas que podem acontecer numa largada. Na última largada, talvez tenha faltado um pouco de agressividade. A gente abriu espaço demais, não só eu, mas o Kimi também. Temos que fazer como a McLaren está fazendo."
O segredo será dosar essa relação “agressividade” x “concentração no domingo”.
Escrito por Fábio Seixas às 12h13
Senna estréia bem
Luca Filippi, coadjuvante na pré-temporada, venceu a abertura da GP2.
Largando da pole, o italiano da SuperNova dominou toda a corrida e só perdeu a liderança de forma momentânea durante os pit stops. Não foi ameaçado em nenhum momento.
O segundo foi Timo Glock, que largou em sétimo e, na sua escalada-relâmpago ao pelotão da frente, envolveu-se num quiprocó com Xandinho Negrão. Ainda não vi a imagem, não tenho como opinar. O fato é que o brasileiro levou a pior.
Em terceiro chegou o companheiro do alemão, Andreas Zuber.
O quarto colocado, e aí está a notíca para o Brasil, foi Bruno Senna, o melhor estreante na corrida. Nunca um brasileiro havia estreado tão bem na GP2. Logo 1s6 depois, Lucas di Grassi cruzou a linha de chegada.
Antonio Pizzonia foi o 16o. Negrão e Sergio Jimenez abandonaram.
Bruno começou com o pé direito. Impressionante, esse rapaz. Há três anos, nunca havia sentado num carro de corrida. Hoje, já quase belisca o pódio na categoria-escola da F-1.
Sobrenome não corre sozinho. Tudo bem, Bruno está correndo. E ainda tem a ajuda extra do sobrenome. Chegará à F-1. Em 2008 ou 2009. Aí, a história é outra, não dá para prever.
Escrito por Fábio Seixas às 12h02
'Um campeonato diferente', o objetivo do pole
Massa, há instantes, na entrevista coletiva dos três primeiros colocados:
“É ótimo estar aqui de novo. Pole position, a segunda consecutiva do ano... Infelizmente não posso dizer o mesmo das corridas. Vamos ver agora se começamos um campeonato diferente, um campeonato pensando principalmente nas corridas. Vamos ver se a gente consegue virar, ganhar um pouco mais de pontos nas corridas que, certamente, não foram como eu imaginava."
Pois é, talvez o susto de Sepang tenha sido válido. No discurso, pelo menos, foi.
Escrito por Fábio Seixas às 08h19
Massa, pole, vibra pouco. Melhor assim
Massa cravou a pole, mas não vibrou como na Malásia. Porque aprendeu que pole não significa necessariamente vitória. Porque terá a seu lado no grid o atrevido Hamilton. Porque a corrida no Bahrein é sempre complicada.
Melhor assim. Talvez o entusiasmo tenha atrapalhado na semana passada.
Na primeira degola, poucas surpresas. Se houve alguma, aliás, foi a leve (e, tudo indica, extemporânea) recuperação da Honda. Barrichello e Button escaparam do corte inicial. Os seis que ficaram para trás: Albers, Coulthard, Sutil, Speed, Liuzzi e Sato.
Lá na frente, tudo na mesma. Ferrari x McLaren, com lampejos da BMW. Massa foi o mais rápido, com 1min32s443, 0s137 melhor que Hamilton. Alonso ficou em terceiro, seguido por Raikkonen e Heidfeld.
Na segunda parte do treino, não teve jeito para a Honda. Button foi o 16o e Barrichello, o 15o. Ok, era esperado. O vexame maior ficou com a Renault. Por 0s016, Fisichella conseguiu, no sufoco da última volta, se encaixar entre os dez primeiros. Kovalainen, não. Ficou só em 12o. Além da dupla da Honda, fizeram companhia ao finlandês, no segundo corte, Wurz, Davidson e Ralf.
Os seis primeiros: Massa, Hamilton, Raikkonen, Heidfeld, Alonso e Kubica.
O terceiro bloco começou como sempre, com todo mundo de pneus duros e tanque cheio. E, como sempre, a briga só ficou mais interessante nos últimos minutos. Com Raikkonen e Alonso apagados, o embate aconteceu entre Massa e Hamilton. Foram dois rounds.
Logo de cara, o brasileiro cravou a melhor primeira parcial. O inglês descontou na segunda. Na terceira, foram iguais até a primeira casa decimal: 23s1. Nos centésimos e milésimos, o ferrarista construiu sua vantagem, de 0s128.
Os dois então foram para os boxes, colocaram pneus novos e foram à pista para o segundo e decisivo round.
Massa, aí, foi absoluto. Cravou as três melhores parciais e fechou em 1min32s652. Hamilton ficou no 1min32s935. Uma diferença significativa, de 0s283.
Os dois líderes do campeonato dividirão a segunda fila, Raikkonen à frente. Na terceira fila, as duas BMW: Heidfeld e Kubica.
O brasileiro tem ótimas chances de vencer. Mas terá que se cuidar na primeira curva. Se fechar a primeira volta na frente, suas chances aumentam consideravelmente. É, de qualquer forma, o favorito. Saindo na pole, com uma Ferrari, não há como ser diferente.
Escrito por Fábio Seixas às 08h14
Sakhir, 3º treino livre
Será que, além de bom piloto, Hamilton também é profeta?
Ontem, ele alertou a F-1 para o bom desempenho da BMW, dizendo que Heidfeld e Kubica podem até mesmo lutar pela pole position, por que não?
Pois é. O terceiro treino livre em Sakhir viu uma luta intensa entre Ferrari, McLaren e... BMW.
Depois do já tradicional duelinho Massa x Raikkonen x Hamilton (só faltou o Alonso), Heidfeld e Kubica começaram a aprontar no último quarto da sessão.
Resumo da história: Hamilton em primeiro, 1min32s543, apenas 0s006 melhor que Raikkonen. Heidfeld foi terceiro colocado. Kubica, quarto. Davidson, vejam só, apareceu em quinto, seguido por Massa e Alonso.
Escrito por Fábio Seixas às 07h14
À flor da pele


