Os pilotos mais, urgh, bonitos da F-1
Esse é para as meninas.
Num incrível e decepcionante surto de mau gosto, o “Red Bulletin” de hoje trouxe uma matéria listando os pilotos mais bonitos da história da F-1 _o link está aqui.
“Fuçamos nossos arquivos para criar um ranking dos dez pilotos mais bonitos de todos os tempos, excluindo os atuais”, diz o jornalzinho da equipe.
Adivinhem quem ganhou? O Cabeça de Vaca! Sensacional! O personagem da minha última coluna.
Além de ter sido uma figuraça e o primeiro piloto espanhol a subir a um pódio na F-1, Alfonso Antonio Vicente Eduardo Ángel Blas Francisco de Borja Cabeza de Vaca y Leighton também era boa pinta. Ainda bem que escrevi o texto antes da publicação lista, senão os maldosos já iam fazer alguma relação entre a suposta beleza do espanhol e minha escolha para a coluna. Urgh.

“Olhos: castanhos. Cabelos: pretos. Sorriso: desafiador. O algo a mais: esportista valente, amante de aventuras, aristocrata extravagante. O que houve: na época de sua morte, na Mille Miglia de 1957, um acidente que também matou seu co-piloto, 10 espectadores e o próprio evento, ele namorava Linda Christian, atriz de Hollywood, que na parada em Bolonha saiu correndo do meio da multidão para lhe dar um último beijo _o ‘beijo da morte’ original”, diz o texto.
Em segundo lugar, ficou François Cévert, seguido por Nelson Piquet, Danny Sullivan, Alessandro Nanini, Jean Alesi, James Hunt, Ayrton Senna, Riccardo Patrese e Gilles Villeneuve. Urgh.
Houve ainda alguma menções honrosas, como Christian Fittipaldi, Satoru Nakajima, Paul Belmondo e Gerhard Berger.
Pelo menos aproveitaram para dar uma zoada. “Esses, não pudemos ajudar”, escreveu o jornal, sobre fotos de Robert Kubica e Jacques Laffite.
Ah, sim... Até o GP do Canadá, o “Red Bulletin” aceita votos para a eleição do piloto mais bonito da atualidade. As sugestões devem ser enviadas para secret.service@theredbulletin.com
Urgh.
Escrito por Fábio Seixas às 15h27
Fala, Massa
No bate-papo com os jornalistas após o treino oficial, Massa manteve-se comedido, como no Bahrein. Mais um exemplo de que aprendeu, mesmo, com o que houve na Malásia, fruto de excesso de empolgação.
“O resultado mostra o crescimento que eu tive nos últimos anos, especialmente no ano passado... Fazer cinco de seis poles [desde Japão-2006, ele só não foi pole na Austrália, neste ano] é um resultado fantástico, mas tenho que pensar no presente, que é fazer uma boa largada. Toda largada depende do carro, mas vou tentar ao máximo sair na frente. Ontem testamos bastante long runs e o carro mostrou boa competitividade.”
Tatiana Cunha/Folha Imagem
Massa, Raikkonen e Alonso concedem entrevistas após o treino em Barcelona
Escrito por Fábio Seixas às 12h41
Senna vence
Bruno Senna venceu pela primeira vez na GP2.
Saindo em sexto no grid, “o sobrinho” aproveitou-se de confusões e mais confusões à sua frente e cruzou a linha de chegada com 5s3 de vantagem sobre Timo Glock, que tinha o carro muito mais equilibrado e veloz (era 1s3 mais rápido por volta no fim da corrida), mas que penou com uma estratégia mal planejada por sua equipe, a iSport.
Outro brasileiro completou o pódio, Lucas di Grassi, da ART.
Foi a terceira corrida de Bruno na GP2. Para não usar a palavra “fenômeno”, já que hoje não estou a fim de criar (mais) polêmica, digamos que sua trajetória é um “espanto”. Três anos atrás, quando caras como Di Grassi, Glock e Antonio Pizzonia já eram pilotos formados, ele não passava de um curioso, de alguém que carregava um sobrenome famoso e cuja experiência no volante resumia-se a animadas provas de kart, quando criança, na pista do tio em Tatuí.
Hoje, é um dos primeiros na fila para chegar à F-1. E vai chegar. E vai chegar porque é bom piloto, porque é bom de braço, porque é bom de cabeça, porque é bem assessorado.
Escrito por Fábio Seixas às 12h29
Massa-2007: 4 GPs, 3 poles
Tudo parecia apontar para uma festa espanhola em Barcelona neste sábado. Ao volante da McLaren, Alonso tinha a pole position nas mãos até o derradeiro minuto do treino classificatório.
Tinha. Até Massa fechar sua última volta.
Sem cometer erros, fazendo um traçado limpo, redondinho, o brasileiro cravou 1min21s421, superou o bicampeão em 0s030 conquistou a pole para a corrida de amanhã. Mais importante: num circuito chato para ultrapassagens como é o espanhol, tornou-se o franco favorito à vitória.
A Alonso, restou o segundo lugar. Na segunda fila, outra Ferrari e outra McLaren, Raikkonen e Hamilton, nessa ordem.
É a sexta pole da carreira do brasileiro, a terceira consecutiva, a terceira em quatro GPs no ano. Números que começam a ganhar corpo, a surgir com destaque nas estatísticas. Com a conquista, Massa iguala o número de poles, veja só, de campeões como Alan Jones, Phil Hill e Emerson Fittipaldi.
Ao treino. O mesmos de sempre começaram na frente. Hamilton, que havia sido o mais veloz no treino livre da manhã, foi o melhor também no primeiro bloco da sessão oficial: 1min21s120. Massa foi o segundo colocado, 1min21s375. Depois, Alonso, Heidfeld, Kovalainen e Raikkonen.
Rodaram nessa primeira degola Speed, Albers, Sutil, Webber, Wurz e Ralf. Um Toro Rosso, dois Spyker, um Red Bull, um Williams e um Toyota. Curioso isso. Porque diz muito. Porque Speed é muito pior que Liuzzi, Webber é piorzinho que Coulthard, Wurz talvez esteja ficando pior que Nico e Ralf está muito atrás de Trulli. E ainda tem gente que insiste em dizer que braço não faz diferença.
Segundo bloco da classificação. Se ainda havia, Massa fez questão de pulverizar qualquer dúvida sobre a força da Ferrari. Cravou o melhor tempo, 1min20s597, novo recorde da pista. Depois, apareceram Hamilton, Raikkonen, Alonso, Heidfeld e Kubica. Coulthard, Trulli, Kovalainen e Fisichella, coadjuvantes, completaram o grupo final. Ficou feio pro Ralf, não?
Os condenados na degola, Liuzzi, Davidson, Button, Sato, Barrichello e Rosberg.
O terceiro bloco começou como sempre, aquela enrolação de voltas e mais voltas só queimando gasolina. Raikkonen e Hamilton brigaram um pouco para ver quem liderava o pelotão, e o inglês levou a melhor. De resto, nada.
O agito para valer só começou quando faltavam sete minutos para a bandeirada e todo mundo parou para colocar pneus novos. Nessa altura do treino, Alonso era o mais rápido, seguido por Heidfeld, Kubica e Massa.
Foi quando Raikkonen resolveu surgir. Com 1min22s084, cravou todo mundo. Mas durou poucos segundos: Alonso virou 1min21s661 e tomou a ponta. Faltando três minutos, os monitores mostravam a seqüência Alonso-Raikkonen-Massa-Hamilton.
Massa, então, seguiu o colega e resolveu dar o bote. Escolheu, parece, momento mais apropriado para isso. E, seguro, confirmou que pode se tornar o “poleman” da temporada.
O que vai acontecer na corrida? Se ele se garantir na largada, vence. Simples assim. A prova de Barcelona é das mais previsíveis do calendário. Chata. Mas ainda melhor que uma missa papal.
Escrito por Fábio Seixas às 09h10
Selvageria
Escrito por Fábio Seixas às 20h31
