Depois de Kubica provar a resistência dos carros de F-1, um venezuelano fez o mesmo hoje com a GP2.
Substituto de Sergio Jimenez na Racing Engineering, Ernesto Viso deu um pancão feio lá em Magny-Cours. Seu carro decolou num acidente na largada e aterrissou exatamente num muro de concreto, onde se espatifou.
Levado ao centro médico e de lá para um hospital das redondezas, ele está consciente e queixando-se apenas de dores nos braços.
A corrida teve de ser interrompida por 56 minutos, e a vitória acabou nas mãos de Giorgio Pantano, seguido por dois brasileiros: Lucas di Grassi e Bruno Senna.
Viso conta com apoio financeiro do governo Chávez para correr. Será que agora o Vaticano vai querer canonizar o presidente da Venezuela?
Entre o treino oficial da F-1 e ligações para a Telefonica na tentativa inútil de conectar meu computador na banda larga, não consegui assistir à corrida da MotoGP, na Holanda. Vi apenas alguns momentos, que não me dão muita base para comentários, pitacos e quetais.
Escrevo, então, com base no resultado e no que li em sites especializados.
Vitória de Rossi. Daquelas com a marca do italiano: saindo de trás, em 11o, e atacando quem aparecesse pela frente. Na quinta volta, ele já era o quinto colocado. Na oitava, terceiro. Na 12a, após cravar o melhor tempo da corrida por três voltas seguida, assumiu a vice-liderança, deixando Hopkins para trás.
Na 14a, enfim, Rossi alcançou o líder. Stoner, seu grande adversário pelo título. Foram oito voltas de perseguição e, então, o bote fatal. A liderança. Rossi ainda conseguiu abrir 1s909 até a linha de chegada. A vantagem do australiano na ponta do campeonato caiu para 21 pontos.
Barros foi sétimo. E vou ter que dar um jeito de assistir à essa corrida.
(Ainda na conexão discada, já que seis horas não são suficientes para a Telefonica resolver um problema técnico. Já tenho três números de protocolo aqui, que não sei bem para que servem.)
Será que Magny-Cours, onde o Brasil nunca venceu, assistirá a uma vitória verde-e-amarela justamente na sua despedida da F-1?
As chances são gigantescas.
Com um desempenho muito, muito bom, buscando tempo quando precisava e sem precisar lançar mão de arroubos de agressividade, Massa conquistou a pole position para o GP da França. A sétima de sua carreira, a quarta na temporada, a primeira em solo francês.
Hamilton sai em segundo, a 0s070. E o fato de ter dividido as duas Ferrari merece aplausos e elogios. Porque mostra, mais uma vez, o quanto esse inglês é bom. Neste fim de semana, ele não tem o melhor carro. Mesmo assim, deixou Raikkonen para trás.
O finlandês sai em terceiro, a 0s223 do companheiro de equipe.
Alonso? Vem vivendo um fim de semana daqueles... Não chegou a brilhar em nenhum treino livre. E, na abertura do último bloco da classificação, enfrentou um problema de motor e teve de se recolher aos boxes. A McLaren ainda não confirmou, mas, sem poder queimar a gasolina que levava no tanque, talvez a melhor opção para o espanhol seja trocar logo esse motor e largar lá no fundão, com uma estratégia kamikaze.
De resto, treino classificatório correu sem grandes sustos, sem grandes notícias, tudo dentro do normal.
Na primeira degola, dançaram Sutil, Albers, Davidson, Sato, Wurz e Liuzzi. Será que acabou o gás da Super Aguri? Onde foi parar todo aquele desempenho das primeiras corridas?
O mais rápido, Hamilton, que pela manhã havia feito o melhor tempo no terceiro treino livre, mostrando que a McLaren não está morta. Sua marca na abertura da sessão oficial, 1min14s805, 0s067 melhor que Raikkonen, o segundo. Massa foi o terceiro, seguido por Alonso.
Barrichello, com um carro que não vai de jeito de nenhum, escapou por pouco. Mas ficou no segundo corte, junto com Button. Também ficaram Ralf, Webber, Speed e Coulthard.
Novamente, Hamilton foi o melhor, mas agora com Massa no cangote, a 0s027. A briga pela pole position começava a se definir.
No último bloco, Massa mostrou que tinha o inglês sob controle. Em outras palavras: quando precisou, foi lá e fez o que tinha de fazer. A pole.
É favorito, favoritaço à vitória amanhã. O que enterraria de vez qualquer esperança de Raikkonen dentro da Ferrari neste Mundial. Mas um alerta, que com certeza o brasileiro leva em mente: Hamilton larga bem e precisará ser, mais uma vez, controlado.
O Speedy tentou, tentou, tentou evitar que este post chegasse aqui. Mas consegui achar, no fundo da mochila, aquele velho cabo cinza, meio amarrotado. E aqui estou, com a boa e velha conexão discada, atualizando o blog. Havia tempo eu não ouvia aquele barulhinho do modem.
Bom, o terceiro treino livre já é história, Hamilton foi o mais rápido. Daqui a pouco, o comentário sobre a definição do grid. Sinceramente, está difícil apostar em alguém. Acho que fica entre Hamilton e Massa.
A melhor explicação sobre as modificações da Ferrari estão neste link, num trabalho bacana de computação gráfica da "Gazzetta dello Sport".
Além das asinhas à frente do cockpit, que, segundo vídeo, servem para direcionar melhor o fluxo de ar para o radiador, a F2007 traz um segundo elemento diferente na asa dianteira, mais alto e inclinado, aumentando a carga aerodinâmica, algo importante num circuito como Magny-Cours.
Há, ainda, um pequeno defletor no meio do conjunto da suspensão dianteira e novas asas traseiras. Vale a pena ver.
Hamilton explicou o problema que o deixou a pé por boa parte da primeira sessão. "O motor estava um pouco frio e o sistema de proteção entrou em ação, desligando tudo", disse o inglês.
Curioso que isso tenha acontecido justamente no dia em que resgatei o comentário de Mansell sobre os males da tecnologia na F-1.
Julgamentos e opiniões à parte, o "tilt" da McLaren gerou um cena rara para o personagem em questão...
Massa, aos repórteres brasileiros em Magny-Cours, questionado sobre o motivo da melhora da Ferrari:
"Talvez o trabalho que a gente tenha feito em Silverstone... Acho que talvez algumas coisas que a gente tenha entendido melhor e que funcionaram. Algumas coisas que não usamos nas últimas corridas porque seríamos muito lentos em reta... Também a pista, talvez favoreça o nosso carro. Eu virei meu melhor tempo com pneu novo. Então isso é um bom sinal para o treino oficial."
Na GP2, bom trabalho de Senna e Di Grassi, que conquistaram a segunda fila no grid, só atrás dos pilotos da iSport, Glock, o pole position, e Zuber.
Xandinho Negrão, o terceiro e último remanescente do grupo brasileiro que abriu a temporada, sai em 15o.
O que eles disseram, nos comunicados enviados por suas assessorias...
Bruno: “É a primeira vez que venho aqui. Estou contente pra caramba com esse resultado. Eu achava que poderia ir bem, porque Magny-Cours é uma pista rápida do jeito que gosto, mas não esperava tanto assim. Andei no limite o tempo todo e acho que não dava mesmo para fazer mais do que fiz”.
Lucas: “Fiquei metade do treino na frente, mas depois não conseguimos evoluir como os demais. O carro está bom. É questão de acertar alguns detalhes”.
Xandinho: “Sentimos o problema já nos treinos livres da manhã. Fomos obrigados a mexer na relação de marchas e o desempenho até que melhorou um pouco na tomada classificatória. Eu poderia ter virado mais rápido, mas cometi um erro no último setor com o segundo jogo de pneus novos. De qualquer forma, continuo tomando quatro décimos de motor do meu companheiro de equipe”.
A largada será às 11h de amanhã, horário de Brasília, com Sportv.
Não deve ser só isso. Mas uma das novidades da Ferrari em Magny-Cours são essas asinhas à frente do cockpit...
Fred Dufour/France Presse
Em entrevista aos repórteres brasileiros agora há pouco, Massa disse que o time já tinha algumas soluções aerodinâmicas na manga mas que não as usou em Montreal e Indianápolis porque "prejudicariam a velocidade em reta".
Acho que sabemos do que ele estava falando, certo?
Às vésperas do GP de Mônaco, o "Red Bulletin" lançou um concurso que provocou boas risadas no paddock e fora dele. O autor da melhor sugestão para o nome de uma vaquinha que vive nos arredores de Magny-Cours ganharia um pacote VIP para acompanhar o GP da França in loco.
Não consegui apurar qual foi o nome vencedor _se alguém achar em algum site por aí, me avise, por favor.
Mas acho que descobri o segredo de Liuzzi e Speed para os tempos de hoje...
Lembra do Pit Land Park, que a BMW e a Intel montaram em Montreal? Pois as duas empresas levarão o mini-parque para Silverstone.
O mais bacana é o piloto escalado para ficar dando zerinhos. Mansell. Que deixou a F-1, na sua última passagem por lá, por não caber no cockpit da McLaren. Mas que não deve ter problemas com a BMW. Ele está mais fininho, correu, e bem, na GP Masters. E, antes disso, em 2004, participou de uma exibição no centro de Londres, com um Jordan.
Eu estava lá e fiz uma entrevista com o inglês. Sem todo aquele aparato de assessoria de imprensa ao seu lado, foi direto e reto. Meteu o pau na tecnologia. E garantiu, apontando para mim: “Você pode largar como o Schumacher”. Eu?
Bem, segue um trecho.
Folha - Ao contrário de muitos ex-campeões, você nunca aparece em autódromos. Como você acompanha a F-1 atual?
Nigel Mansell - Para ser sincero, eu assisto à largada, saio para fazer alguma coisa e depois volto para a chegada. Mas quase sempre sabemos quem vai ser o primeiro, certo? O Schumacher. Ele é fantástico. E não é ele que está estragando o esporte, como muita gente pensa. O problema também não está no regulamento esportivo. Está, sim, na tecnologia. No excesso de tecnologia.
Folha - Mas a F-1 sempre foi um laboratório para isso.
Mansell - Não sou contra a tecnologia. Acho que algumas coisas têm lugar no esporte, outras não. Você já pilotou um F-1? Não? Pois com um pouco de treino, você faz uma largada igual à do Schumacher. O controle de tração nivela as largadas do melhor e do pior piloto do grid...
Folha - O que mais atrapalha?
Mansell - O câmbio automático. Não vou ficar comparando a turma da minha época com os pilotos atuais. Mas antigamente, quando eu errava uma marcha, alguém me ultrapassava. Quando o Ayrton errava, eu o passava. E era comum errar marchas, porque os homens são falíveis. Os computadores não. É uma pena, porque os torcedores perdem a chance de saber quem é quem. Também acho que deveria haver uma limitação de pit stops. Um por GP, para evitar essa chatice de ultrapassagens nos boxes.
Folha - Falando sobre pilotos brasileiros. O que você achava do Senna?
Mansell - Corri muito lado a lado com ele, tivemos disputas fantásticas. Quando eu estava em primeiro, sabia que ele era o segundo. E vice-versa. Achava que o Ayrton fosse à prova de balas.
Folha - E o Piquet?
Mansell - Tivemos sérios problemas, mas hoje dou risadas quando lembro de algumas coisas. São coisas já superadas.
Folha - Você tem alguma vontade de voltar a correr?
Mansell - Eu voltaria, sem nenhum problema, se não fosse essa rotina absurda de testes. Os pilotos testam todas as semanas, quase todos os dias. Isso eu não agüentaria mais. Mas sei que correria tranqüilamente um GP.
Foi o dia da confirmação. Da confirmação do crescimento da Ferrari após o fiasco das corridas na América do Norte.
O time italiano trabalhou sério. Era seriedade o que vi no rosto de Massa quando ele tirou a balaclava, na pesagem, e saiu caminhando rumo aos boxes após a segunda sessão de hoje. Nada de festa antecipada. Apenas seriedade.
O brasileiro terminou com o melhor tempo, algo que não acontecia desde a definição do grid na Espanha, naquele já distante 12 de maio.
O tempo de Massa, 1min15s453, apenas 0s035 melhor que Raikkonen. Os dois andaram no mesmo décimo de segundo o tempo todo.
E se Massa ficou na frente, não foi por falta de esforço do finlandês, que abusou, deu algumas belas rabeadas com sua Ferrari e acabou dando um longo e doloroso passeio pelo brita no final da sessão.
Em terceiro, Speed. Speed? É, guarde essa informação.
Em quarto, Hamilton, recuperando-se do tempo perdido no primeiro treino.
Em quinto, Liuzzi. Bom, lembra do Speed, em terceiro? Pois é, a Toro Rosso resolveu aparecer nos jornais e nas TVs nesta sexta-feira de céu nublado em Magny-Cours. Mas não se impressione, amanhã tudo volta ao normal.
Coulthard, da co-irmã Red Bull foi o sexto, seguido por Rosberg, em sétimo.
Ufa! Precisei chegar até aqui para falar do Alonso, apenas o oitavo colocado. O espanhol saiu várias vezes da pista, pilotou com a faca nos dentes, mas não saiu disso. A reunião na McLaren vai ser longa nesta tarde...
A conclusão? O treino oficial, amanhã, vai ser muito bom. E a corrida, melhor que as últimas, passeios de uma equipe só.
Pois é, não foi blefe. A Ferrari achou alguma coisa.
Sim, treino de sexta é treino de sexta, foi apenas a primeira sessão, a gente não sabe com quanto de gasolina cada um andou, teve gente que foi pra pista pensando na corrida e não na classificação, blablablá.
Mas o fato é que, mesmo com todas essas atenuantes, a Ferrari não estava conseguindo nas últimas sextas fazer o que fez nesta, no primeiro treino livre.
Raikkonen cravou o primeiro tempo, 1min15s382. Em segundo, Massa, a 0s065. Mas foi mais do que isso. A Ferrari dominou a sessão e em nenhum momento foi incomodada pela concorrência. Alonso foi o terceiro, a distantes sete décimos de segundo do finlandês. Em quarto, Rosberg, a 0s832, seguido por Coulthard.
Hamilton? Teve um problema no carro no início do treino, perdeu uma boa meia hora nos boxes e, quando voltou, não conseguiu mais do que o sexto tempo.
Kubica, de volta à ativa, foi o nono, duas posições atrás de Heidfeld. E Barrichello foi o 13o, uma à frente de Button.
Raikkonen e Massa vão manter esse desempenho? É a pergunta do dia.
Repito: a equipe achou alguma coisa no carro e melhorou. Pode até não ser suficiente para bater a McLaren no domingo, mas houve uma melhora e isso ficou claro.
Alonso, Fisichella, Heidfeld, Montagny e Raikkonen foram os participantes da coletiva de hoje em Magny-Cours.
Separei dois momentos. Um de Alonso, outro de Raikkonen. Que mostram que o trabalho da Ferrari, semana passada, em Silverstone, talvez não tenha sido tão impressionante assim.
Pergunta: O fato de a F-1 voltar para a Europa faz alguma diferença para vocês?
Raikkonen: Espero que sim. Espero que isso provoque alguma mudança no resultado da corrida. Mas, como eu já disse, teste é uma coisa, corrida é outra, completamente diferente.
Pergunta: O quão preocupado você ficou com os tempos da Ferrari em Silverstone?
Alonso: Ah, nada. Nada mesmo. Nada.
Christian Lutz/Associated Press
Raikkonen e Alonso, lado a lado na entrevista coletiva e nas opiniões
Quando você soube que Kubica saiu ileso do pancão em Montreal a expressão "milagre" veio à sua cabeça? Bom, veio à minha.
E talvez, tecnicamente, não tenhamos exagerado.
Referindo-se a uma alta fonte na Igreja Católica, a PAP, agência polonesa de notícias, informa hoje que Kubica pode ser chamado ao Vaticano para testemunhar no processo de canonização de João Paulo 2º.
O processo está sendo tocado pela diocese de Cracóvia, onde nasceram tanto o papa como o piloto, e por bispos em Roma.
"Não sei quem me salvou. Aliás, não sei nem se fui salvo por alguém ou por algo. O que importa é que estou em um pedaço só", afirmou Kubica, hoje, na chegada a Magny-Cours.
Seu capacete leva uma homenagem ao antigo sumo pontífice.
Kubica está de volta. Agora pela manhã, em Magny-Cours, ele passou pelo teste médico da FIA e foi liberado para correr. "Estou 100% em forma, ansioso pela corrida e satisfeito por só ter perdido Indianápolis", disse.
Ainda bem. Eu já havia mandado meus palpites para o bolão de que participo, cravando o polonês em quarto lugar.
E o Mundial retornou à Europa. Voltamos, portanto, ao "fuso padrão da F-1". Para quem ainda não decorou, segue a programação da categoria em Magny-Cours, horário de Brasília:
Era a gerente-chefe da agência, cargo assim. Começou reclamando do tom do e-mail (ctrl c + ctrl v do primeiro post), dizendo que era muito irônico. "É melhor do que ser mal-educado", respondi.
Contou que os e-mails chegam aos gerentes pela intranet. Tentou me explicar o que era intranet, mas eu disse que sabia do que se tratava. E falou que a intranet do banco não permite acentos, o que já, em si só, um fato absurdo.
"Mas e a concordância verbal?", questionei. Não houve resposta.
Falou que o lema dos gerentes é "atender para depois vender". Eu retruquei dizendo que as coisas andavam invertidas por lá.
Bom, não troquei de banco _pura preguiça burocrática, admito. Mas me trocaram de gerente. Espero melhor sorte.
Leio no site da "Autosport" que a biografia autorizada de Ecclestone será lançada no outono inglês _nossa primavera aqui.
Não bastasse o fato de ser oficial, a autora do livro é Susan Watkins, mulher de Sid, o histórico médico da F-1. Os Ecclestone e os Watkins são muito chegados, diz a revista.
Sei não, posso mudar de idéia, mas estou inclinado a não ler. E se eu ler, será por mera obrigação profissional.
Ecclestone é o tipo de personagem cuja biografia não-autorizada seria muito, mas muito mais saborosa do que um livro escrito por uma amiga pessoal.
O sujeito era bicampeão do mundo e estava feliz e contente na McLaren até que um moleque apareceu para atazanar sua vida.
Aconteceu em 1984, com Lauda, quando da chegada de Prost. Aconteceu em 1988, com Prost, quando da chegada de Senna.
Não por coincidência, o francês declarou, em um evento da TAG-Heuer, que entende o drama que Alonso vem enfrentando hoje.
“Sempre que aparece um piloto jovem disputando com outro que já está vencendo há algum tempo, toda a atenção da mídia e todo o apoio da torcida vão para o garoto. Sempre foi assim. Foi o que aconteceu comigo, contra o Lauda. Foi o que aconteceu com o Ayrton, contra mim. É apenas um sentimento, mas é difícil lidar com isso. Senti isso na pele. Mesmo que não seja verdade que a equipe esteja favorecendo Lewis, e tenho certeza de que não está, é duro para o Alonso deixar de pensar nisso. Você acha que é filho único, e de repente aparece outro e você pensa que gostam mais dele do que de você.”
Direto ao ponto, o francês. Acho que foi a declaração mais sensata que já li sobre o que está acontecendo por lá.
Até que enfim uma notícia com fundamento nesta semana até agora morna, que pouco lembra as vésperas de um GP.
A imprensa alemã informa hoje que Brawn será anunciado em breve como novo chefe da Ferrari, ocupando a vaga de Todt, cada vez mais um executivo dentro do grupo, também encarregado da Maserati. Schumacher seria uma espécie de braço-direito do inglês na nova estrutura.
O post sobre o desfile dos carros da Corrida Maluca fez sucesso ontem. E pesquisando a internet, encontrei duas estrelas que faltavam, o Cupê Mal-assombrado, dos Irmãos Assombrados, e o Carro Tronco, de Rufus, o Lenhador.
Ainda assim, falta um. Qual é? Será que ele não apareceu? Pelo menos neste vídeo ele não está.
Ah, sim: no post anterior, Fábio, Túlio, Janus e Marcelo foram 100% precisos e ganharam uma empadinha. Entendam-se, agora, para dividir o prêmio.
Com os ingressos de Silverstone esgotados, as salas de cinema serão a solução para os neo-fãs de Hamilton Inglaterra afora.
Trinta salas do tipo "multiplex", espalhadas pela ilha, exibirão a corrida do dia 8 ao vivo. Ao todo, serão 7.000 lugares, ao preço de £15 cada, cerca de R$ 60. Caro? Muita gente não acha. Já há filas nas bilheterias.
Ah, sim, haverá um atrativo extra: a transmissão não será interrompida por comerciais, prática da ITV, emissora que transmite a F-1 por lá.
Não, nunca vi um GP numa tela de cinema. Mas que deve ser bacana, deve...
Foi muito legal e esclarecedor o papo com Roberto Streit no Pit Stop de hoje. A começar pela pronúncia do seu sobrenome. Fala-se "estraite" e não "estreite", como eu imaginava e como ele ficou conhecido no meio.
"Meu avô fica bravo", explicou, antes de o programa começar. Bom, longe de mim querer deixar alguém aborrecido...
Streit, que lidera o Japonês de F-3, falou muito sobre sua experiência do outro lado do mundo e sobre um quarteto da F-1 que conhece bem. Em suas andanças pela Europa, ele correu com Hamilton, Kubica, Sutil e Rosberg.
O primeiro, ele avalia, é mais completo. O segundo, mais agressivo.
Enfim, assista. O link está aqui, exclusivo para assinantes do UOL.
Fiorano viveu no último domingo um dia especial. A festa de 60 anos da Ferrari, que teve a chegada de um revezamento mundial com carros da marca. E que teve, principalmente, um desfile de carros históricos de F-1.
No volante, muita gente boa. Segue a lista, com os modelos entre parênteses: Ivan Capelli (1932 Alfa Romeo P3), Nino Vaccarella (1040 Auto Avio Costruzioni 815), Luca Badoer (375 F1), Gerhard Berger (500 F2), Andrea De Adamich (Dino 166 F2), Felipe Massa (312 T, o carro mais especial do dia, na minha modesta opinião), Jody Scheckter (312 T4), René Arnoux (126 C4), Jean Alesi (F1-90), Michael Schumacher (F2004 e FXX) e Kimi Raikkonen (F2007).
De quebra, Piero Ferrari, filho do comendatore, dirigiu o 125 S, o primeiro modelo a sair da fábrica, em 1947.
O Beto Traballi salvou a minha vida financeira. A partir de agora, acho que vou entender melhor as mensagens que minha gerente de banco manda para mim. Vou poder, quiçá, participar de bate-papos na internet e até mesmo me comunicar melhor no msn. A redenção, enfim. Tornar-me-ei um homem moderno!
Conheçam, amigos, a dica do Beto. Ou melhor, "KOnheXXam... mIguxXxUxXx... A dICAH Du bETu......"
Eis que, misteriosamente, minha caixa de e-mails foi invadida com imagens do fim de semana em Goodwood.
Há muita coisa séria, e nos próximos dias prometo postar algumas dessas fotos por aqui. Mas, hoje, um pouco de descontração: dá só uma olhada nas belezinhas que desfilaram por lá.
Lançado mais um desafio, valendo uma empadinha na já tão aguardada festa de um ano do blog, em setembro... Um a um, de cima pra baixo, você sabe identificar os personagens que subiram o morro de Goodwood?
Com bancada cheia. Roberto Streit, líder da F-3 japonesa, é o convidado desta terça-feira. Na pauta, além das aventuras do carioca do outro lado do mundo, bate-papos sobre MotoGP, IRL e, claro, os palpites para o GP da França.
Quer participar com seus pitacos sobre tudo e com perguntas ao Streit? Mande seu e-mail para uolnewsformula1@uol.com.br
O programa hoje começa um pouquinho mais tarde, às 14h45. O link para assistir ao vivo é este aqui.
E chegamos ao penúltimo capítulo de “60Anni in 60Simboli”. Que chega até a ser engraçado. Afinal, como fez por todo o livro, a Ferrari voltou a ignorar a F-1 numa temporada em que se deu mal nas pistas.
A homenagem foi para o “15.000 Red Miles Tour”, evento que a escuderia armou na China. A história e a imagem, de qualquer forma, são bacanas.
Por dois meses, de 29 de agosto a 29 de outubro de 2005, duas Ferrari Scagliettis rodaram 15 mil milhas (24.135 km) pelo território chinês. Além de mecânicos e engenheiros, a caravana era composta por uma equipe de relações-públicas e por mais de 50 jornalistas convidados pela marca.
O objetivo, óbvio: conquistar os neomagnatas do neocapitalismo de lá.
Tenho uma mesma conta em uma mesma agência de um mesmo banco há 14 anos, ali na praça Oswaldo Cruz, no começo da Paulista.
Pouquíssimas vezes precisei recorrer à gerência. A última delas aconteceu dia desses. O motivo, um cheque devolvido por problema na assinatura. Não entendi porque devolveram, assinei como sempre assino, mas isso não vem ao caso nem é a motivação deste post.
O fato é que, por meio do site do glorioso banco, mandei um e-mail pro(a) gerente, que não sei quem é. Recebi a seguinte resposta, ipsis litteris:
"ok,mas nao fui em que recusei o seu cheque, existe tres gerentes na ag. que recebe o cheque e e vistado nesse dia nao fui eu.ááá"
Algumas perguntas:
1. Custa escrever direito? Usar acentos, maiúsculas e minúsculas, como eu usei no e-mail que enviei, seria um bom começo...
2. O que significa o "ááá" no final da mensagem? Um grito de desespero? Uma saudação? Um xingamento? Um urro de prazer?
3. Concordância nem pensar, não é?
4. Como o banco coloca alguém assim para cuidar do meu dinheiro? Na mesma linha: como essa pessoa chegou a gerente?
Montoya conseguiu ontem sua primeira vitória na Nextel Cup, a primeira divisão da Nascar. Foi, vejam só, a 16ª das 36 etapas da temporada!
Não vi. Mas, saindo em 32º, o colombiano só pode ter feito uma bela prova.
O site da "Autosport" descreve seu resultado como fruto da combinação de três fatores: "boa estratégia, algumas boas e limpas ultrapassagens e um pé direito pesado". Montoya em sua essência, portanto.
E não é coincidência que a vitória tenha vindo numa pista como Sonoma.
A julgar pelo discurso de Massa, hoje, na "Gazzetta dello Sport", os tifosi podem colocar a champanhe para gelar.
"Fiquei muito feliz com os testes em Silverstone. No momento em que sentei no carro, percebi uma grande evolução em relação às últimas corridas. Estou bem otimista para os próximos GPs. Na minha opinião, conseguiremos ficar à frente da McLaren, nosso objetivo até o fim do ano. Percebemos o que não estava funcionando, a solução não é fácil, mas o campeonato não está terminado."
Será?
Acho difícil uma baita recuperação tão rápido assim. "Baita" porque foi essa a desvantagem para a McLaren em Mônaco, Montreal e Indianápolis. "Tão rápido" porque foram apenas três dias de testes.
Blefe, bravata ou jogo aberto , a dúvida começa a ser respondida na sexta-feira.
Você não viu a corrida da IRL ontem? Tudo bem. A imagem eleita do fim de semana sintetiza o que foi a etapa de Iowa.
Scott Sharp (carro nº 8) consegue evitar a confusão entre Danica Patrick (7), Ed Carpenter (20) e Sam Hornish Jr. (6). O autor do clique, o neto de John Gaps: John Gaps III, para a Associated Press.
A FSM, equipe de Fisichella na GP2, acaba de oficializar o que todo mundo já sabia havia algumas semanas.
Antonio Pizzonia foi demitido da equipe e já não correrá em Magny-Cours. Mas seu substituto não será o venezuelano Ernesto Viso, como muita gente imaginava. O norte-irlandês Adam Carroll ficará com a vaga.
"A equipe gostaria de agradecer Antonio por sua contribuição e especialmente pelo seu trabalho com o acerto e desenvolvimento do carro na pré-temporada", diz o comunicado frio e seco do time.
Em corridas de duas importantes categorias-escola, no fim de semana, um brasileiro se deu bem, outros nem tanto.
Na F-3 inglesa, Alberto Valério foi terceiro colocado em Monza, seu quarto pódio no ano. Na segunda prova do dia, chegou a ocupar a segunda posição, cravou o novo recorde da pista, mas teve de entrar nos boxes para trocar o bico e terminou uma volta atrás dos líderes. O outro brasileiro na categoria, Mário Ermírio de Moraes, foi nono e 14º.
Já na F-BMW alemã, Pedro Bianchini (foto) enfim estreou. Afastado das pistas desde o acidente em Oschersleben, em março, o garoto de 15 anos largou em sétimo, ontem, na pista de rua de Norisring, mas levou um toque na suspensão traseira e teve de abandonar. Hoje, saiu em 12º, terminou em 14º.
Divulgação
Valério, Moraes, Bianchini... Últimos exemplares de uma raça em extinção: jovens pilotos brasileiros tentando a sorte na Europa. Porque, agora, somos um país que só se preocupa em construir autódromos. Para a Stock Car e para corridas de caminhão, talvez, porque é apenas isso que resta por aqui.
Depois de Itupeva, Cabreúva, Taubaté e Guarulhos, outra cidade paulista revelou seus planos para construir um autódromo: São Bernardo do Campo. A dica foi do bom Blog F1 Grand Prix.
Como todos os outros projetos, não será uma mera pistinha de corrida. Claro que não! Está pensando o quê? Que mora num país modesto?
O plano é de um megacomplexo, às margens da rodovia dos Imigrantes, próximo à represa Billings. Segundo o texto publicado no portal da prefeitura, "vai abrigar um centro de exposições e convenções, parque temático, autódromo, shopping automotivo, museu do automóvel, pista de golf, espaço náutico, além um complexo hoteleiro". Uau! Brasil-sil-sil!
A papelada foi mostrada para a ministra do Turismo, Marta Suplicy, na última terça. Junto, claro, foi a conta. A obra consumiria US$ 300 milhões, "verba dos governos municipal, estadual, federal e iniciativa privada".
Logo na largada, um erro. Mais um, nesse esporte nacional que é errar valores de orçamentos: US$ 300 milhões soa exagerado.
Foi exatamente esse o preço do autódromo de Xangai, um arroubo de ostentação, um exagero a olhos vistos, um desperdício sem nome.
Ou seja, o plano na região do ABC é mais um que não vai existir.
Um dos piores filmes de todos os tempos, não sei se vocês conhecem, é "The Swimmer", com Burt Lancaster. O ator vive um publicitário que de repente tem um impulso qualquer e sai cruzando sua cidade, Connecticut, pulando de piscina em piscina. "Somos um país próspero, cheio de piscinas", parece ser o mote americanóide-bobo da película.
Pois lembrei desse lixo hoje. Tivessem saído do papel todos os autódromos anunciados nos últimos dez anos, acho que poderíamos cruzar o Estado de São Paulo, quiçá o país, pulando de pista em pista.
Mas, não, não me espanta que haja gente tentando nos convencer desses projetos mirabolantes. Esses "consórcios da iniciativa privada" que vira-e-mexe inventam megacomplexos por aí certamente têm seus interesses em lançar projetos fantasmas. Certamente ganham algum com isso, de alguma forma que não imagino qual seja.
Sim, um exagero. Mas não tanto. Na 150ª das 250 voltas, apenas 9 dos 19 que largaram ainda estavam na pista. Ok, Dixon e Wheldon também estavam, mas, respectivamente, 77 e 105 voltas atrás dos líderes. Eram virtuais, portanto.
Vitória de Franchitti, com Andretti em segundo e Sharp em terceiro. O escocês vem se firmando prova a prova como o maior candidato ao título, e a prova de hoje pode ter sido vital: seus principais concorrentes na tabela abandonaram.
Entre os brasileiros, Meira chegou a liderar, mas despencou, como de hábito, e deixou a prova com problemas mecânicos. Kanaan bateu e também abandonou. Helinho teve que trocar o bico e terminou quatro voltas atrás.
Destaque para mais uma pisada de bola da Bandeirantes. Os caras promovem a corrida a semana toda na TV, colocam anúncio nos jornais e depois cortam para o futebol faltando menos de 15 voltas para o final?? Toda hora isso.
Atrasos são intrínsecos no automobilismo, principalmente numa categoria como a IRL, mais ainda em corridas em circuitos ovais, sujeitas a bandeiras amarelas.
Se é para não completar a transmissão, que não a iniciem. Se não bancam seu produto, que o deixem para outra emissora. Se não estão preparados para transmitir automobilismo, que não o façam.
Porque fica feio. E está se tornando folclórico. No mau sentido.
Batalhador lá do outro lado do mundo, João Paulo Oliveira conseguiu um belíssimo resultado hoje em Sepang, na Malásia.
Largando em 14º na quarta etapa do Campeonato Japonês de Super GT, o brasileiro alcançou a liderança depois de 15 voltas. E foi assim, líder, que entregou o Nissan Fairlady Z para seu parceiro, Seiji Ara, na 33ª volta.
O japonês manteve a ponta e, com o resultado, a dupla subiu para a oitava posição na tabela, faltando cinco etapas para o fim do campeonato.
Um campeonato que tem nomes conhecidos, que já correram ou já flertaram com a F-1, como Ralph Firman, Toranosuke Takagi, Andre Lotterer, Naoki Hattori e a anta sueca, Bjorn Wirdheim.
E falando em Japão, outro batalhador por aquelas plagas ocupará a bancada do Pit Stop, na próxima terça-feira.
Roberto Streit, líder da F-3 japonesa e que está de passagem por aqui, será uma das atrações do programa. Se você quiser aproveitar o domingão para já mandar sua pergunta e/ou seu comentário, o e-mail é uolnewsformula1@uol.com.br
Começaram a chegar as primeiras fotos lá de Goodwood. Bom, sejamos honestos: até agora só chegaram fotos de Hamilton. Emerson, Mass, Gil, Moss, Mason, Button, Coulthard, Davidson? Esquece.
Enfim... Choveu por lá (grande novidade!), o que tirou um pouco do brilho do evento, mas de qualquer forma é curioso ver uma imagem como essa: um carro de 2006, guiado pelo protótipo de piloto moderno, num cenário de corrida antiga, com a pista cercada por blocos de feno.
Na pista úmida de Donington, a quinta vitória de Stoner na temporada. Pouco a pouco, a taça, que estava dividida, começa a ir para as mãos do australiano. Porque, por melhor que seja, Rossi não consegue, só no braço, superar as deficiências do conjunto Yamaha-Michelin.
Nas mãos de um piloto que tem cara de moleque e que de repente ficou inspirado, o duo Ducati-Bridgestone vem se mostrando sólido, muito sólido.
Pole, Edwards terminou em segundo, 11s7 atrás do vencedor. Vermeulen, que largou em 12o, veio almoçando todo mundo, ultrapassou o italiano no finalzinho e completou o pódio.
Barros,com uma ultrapassagem sobre Pedrosa na última volta, terminou em sétimo. É o oitavo no campeonato, resultado muito bom.
Lá na frente, Stoner, com 165 pontos. Rossi tem 139. Faltam dez etapas. Se Rossi virar, tornará mais difícil ainda a busca por adjetivos para qualificá-lo.
Dia desses escrevi sobre o circuito da Boavista, no Porto, que receberá no próximo fim de semana a sexta rodada do WTCC.
Pois Antonio Alfredo Costela Parras prontificou-se a matar a curiosidade deste blogueiro e saiu pelo circuito fazendo fotos. O resultado está aqui.
Antes, um trecho do e-mail do nosso correspondente em Portugal.
"As modificações das ruas já estão bastante adiantadas, estando quase tudo pronto, pois estão montando as arquibancadas e telões. O local é muito bonito, em volta do Parque da Cidade, a versão daqui do Central Park, mas à beira-mar (...) Como fanático por carros e corridas, não pude deixar de dar umas voltinhas pelo circuito com minha BMW. É interessante a sensação de dirigir a toda com os guard-rails logo ali, ao lado dos retrovisores."
O lugar é mesmo lindo. Ao Antonio, nossos agradecimentos e a convocação para mais fotos e histórias nos próximos dias.
E se eu ganhar na Megasena na quarta-feira, é pra lá que vou no próximo fim de semana antes de sumir, para alívio de vários de vocês.
Um dos eventos mais sensacionais do calendário do esporte a motor acontece neste fim de semana: o Festival de Goodwood, na Inglaterra.
Não há nada parecido no planeta.
Promovido desde 1993, é uma grande festa, uma subida de montanha com carros históricos e/ou célebres comandados por pilotos igualmente históricos e/ou célebres. Cerca de 150 mil pessoas são esperadas por lá.
E hoje, especialmente, os organizadores estão com o sorriso de orelha a orelha. Hamilton, ele mesmo, acaba de confirmar sua participação. O líder do Mundial pilotará o carro da McLaren do ano passado. Com sete GPs na F-1, ele já se encaixa nos dois pré-requisitos: é histórico e célebre.
Davidson, Button e Coulthard também estarão em Goodwood. O primeiro, ao volante do Williams-Honda FW11B, o carro de Mansell e Piquet em 87. Os outros dois, numa novidade: subirão e descerão a montanha de bicicleta. Com todo o respeito aos ciclistas, não, não tem comparação.
Entre os pilotos inscritos, Rowan Atkinson (sim, o Mr.Bean), que pilotará um Napier-Railton como esse aí da foto.
Saca só o naipe de alguns outros inscritos no evento: Gil de Ferran (também o mesmo Williams de 87), Emerson Fittipaldi (com a Lotus 49B, da sua estréia na F-1, em 1970), Jochen Mass (Mercedes-Benz W196 e Dodge Charger), Stirling Moss (com a Mercedes-Benz 300SLR que pilotou para vencer a Mille Miglia de 1955, além do Ferguson-Climax Project 99 F1) e o baterista do Pink Floyd, Nick Mason (pilotará um Auto Union Type D). Confira a lista completa aqui.
Assim que as fotos começarem a chegar, eu publico no blog.
O atento Fernando Horta corrigiu uma resposta que dei a um internauta. Eu disse que Stepney, no lance do acidente com Schumacher, estava atuando como "lollypop". "Nigel atuava (pelo menos nesta corrida) como o mecânico que fica atrás do que reabastece", escreveu Fernando.
Quase, quase. Fui pesquisar.
Stepney, na verdade, era o frentista. Ele sofreu fratura na tíbia direita e ficou um mês em recuperação.
Não lembra? O Youtube está aqui para isso. A cena está aos 41s da gravação.
Eu me confundi com outra ocasião, em que o alemão fez isso aqui.
Como faz tempo que não lançamos um desafio e como o vídeo não dá dicas fáceis, lá vai... Em que GP Schumacher atropelou esse outro mecânico?
Curiosa essa história de que o promotor de Modena aceitou denúncia criminal da Ferrari contra Nigel Stepney, ex-chefe dos mecânicos, hoje seu diretor de desenvolvimento, com passagens por Shadow, Lotus e Benetton.
Antes de mais nada, é bom destacar que o motivo não foi revelado. Tudo o que você ler por aí, além da notícia da denúncia, é chute. Fala-se em venda de segredos industriais _e é esse o meu palpite. Fala-se em sabotagem _acho difícil fazer algo assim, numa equipe com tanta gente, e passar despercebido.
Mas, enfim, há algo de podre no reino de Maranello, algo que até reforça um pouco o teor da coluna de hoje na Folha. A Ferrari planejou muito mal a transição para a vida sem Schumacher.
Schumacher que talvez já soubesse das intenções do inglês, a quem atropelou no GP da Espanha de 2000... Sim, esse, rolando no chão, é Nigel Stepney.
Falta pouco para o fim de "60Anni in 60 Simboli”. Hoje, chegamos a 2004. E a uma das ilustrações mais bacanas do livro.
Pois é. Seria o último título de Schumacher, o último de uma bateria de cinco consecutivos. E o derradeiro de uma seqüência de seis da Ferrari no Mundial de Construtores. Ambas, séries inéditas na história da F-1.
O alemão colocou a mão na taça com um segundo lugar em Spa-Francorchamps, 14a das 18 etapas daquela temporada. O ano foi arrasador. Em 18 etapas, 13 vitórias, 8 poles e 10 melhores voltas.
Quem imaginaria que esse domínio acabaria no ano seguinte? Vendo esses números, 13 vitórias em 18 etapas, tem-se uma dimensão melhor do que foi a conquista de Alonso em 2005.
Túnel de vento, desentendimento com os pneus, o surgimento de uma dupla forte no time rival. Tudo isso é importante, sem dúvida, mas não é o fundamental.
Na coluna de hoje na Folha, uma análise sobre o erro crucial da Ferrari para esta temporada. O link está aqui, para assinantes do jornal e do UOL.
E já que eu toquei no assunto “desorganização”, deixa eu dar uma arrumada na casa. Para que a seção “Colunas na Folha” não fique com nenhum texto faltando, segue aqui a coluna do dia 8 de junho e aqui a de sexta passada, 15.
A sugestão veio do Caio Juno, de Brasília, num comentário ao post anterior: uma comparação dos resultados de Hamilton e Nelsinho na GP2.
O brasileiro correu por lá em 2005 e 2006. O inglês, só no ano passado. Portanto, o único universo possível de pesquisa é a última temporada, quando correram juntos, dividiram freadas, disputaram as mesmas provas.
Cabe, ainda, a ressalva de que Hamilton estava na ART, a melhor equipe da GP2. Assim como cabe a ressalva de que Nelsinho já tinha um ano de experiência na categoria. Uma coisa equilibra a outra, acho.
Assisti a todas as corridas. Todas. E acho um despropósito a comparação. Na minha opinião, Hamilton é muito melhor. Mais equilibrado, mais sereno, mais paciente. Nelsinho, vira e mexe, batia em alguém na ânsia para concluir uma ultrapassagem ou para garantir sua posição.
Os números dos 9 principais quesitos de avaliação nas 21 etapas, porém, mostram um cenário um pouco mais equilibrado do que essa minha impressão. Ou não?
Bom, estatísticas, todos sabem, muitas vezes são perigosas. Cada um que interprete à sua maneira. E que comente aqui.
Massa foi a atração de hoje em Silverstone, que mais uma vez viveu um dia de chove-pára-chove-pára.
O brasileiro causou três bandeiras vermelhas durante o teste, a primeira por uma escapada logo pela manhã, e terminou com o melhor tempo, 1min20s805, 0s469 melhor que Rosberg, da Williams, o segundo. Alonso ficou em terceiro, a 0s479.
A Ferrari, é bom lembrar, testaria novos componentes aerodinâmicos. Mas é bom destacar, também, que Alonso enfrentou um vazamento de óleo e ficou trancado por uma hora e meia nos boxes até que a equipe resolvesse o problema. Não dá para tirar muitas conclusões, portanto.
Ao volante da Renault, Nelsinho foi o piloto que mais andou: 108 voltas. Terminou em quarto, um bom resultado.
F-1, agora, só para valer: em Magny-Cours, na semana que vem
Lembra daquele kart leiloado pelo Ebay numa ação beneficente e que alcançou R$ 160 mil na terceira batida do martelo?
Pois bem... Hoje, num evento da Vodafone em Londres, o inglês daria umas voltinhas antes de entregá-lo ao comprador. Daria. Porque exagerou na dose e bateu de traseira contra barreiras plásticas, danificando o kart.
"Deu uma bela amassada aqui atrás", disse, meio avexado, aos repórteres que cobriam a cerimônia.
Alonso deve ter deixado escapar um sorriso quando soube da notícia.
Outro dia me peguei tentando imaginar qual seria a capa da “Autosport” desta semana. Se, depois de Montréal, a revista inglesa lançou um “Rumo ao título”, com a foto de Hamilton, o que poderia vir agora, após a segunda vitória?
A resposta está abaixo, provocação pura para cima de Alonso. Hamilton, poucos metros à frente do espanhol em Indianápolis e o título “Toma essa!”
Duas semanas atrás escrevi uma coluna sobre a incongruência da F-1 e outras categorias num planeta que clama pelo corte nas emissões de CO2.
Foi meu recorde de e-mails recebidos desde que assumi o espaço, há quase três anos, muitos raivosos, outros tantos elogiosos.
Pois hoje fico sabendo que o tema ganhou reportagem na "Nature" desta semana. Na matéria, de quatro páginas, o editor Andreas Trabesinger conversa com Max Mosley atrás de soluções para o impasse.
Não chegam a conclusão nenhuma.
Mas o bacana da reportagem é esse carrinho aí embaixo...
Esse aí é o Fórmula Zero, um kart produzido por uma pequena fábrica holandesa, de mesmo nome. A novidade: é movido por células combustíveis de hidrogênio, não poluentes. O site da empresa está aqui.
Seus criadores já arrumaram um patrocínio da Shell e esperam lançar um campeonato no ano que vem ou, no mais tardar, em 2009. Convenceram, também, a FIA a criar um recorde para os carrinhos, uma maneira de incentivar disputas entre universidade européias e, assim, envolver terceiros no trabalho de pesquisa. A marca atual é de 60 km/h, alcançada no ano passado.
A meta deles é, em 2015, correr com um monoposto nos moldes da F-1. O plano da empresa pode ser resumido no diagrama abaixo.
Uma luz no fim do túnel? Talvez, apesar de ainda ser um fiapinho de luz.
E, com apenas 48 voltas, o mais rápido do dia foi Trulli, repetindo o que seu companheiro de Toyota, Ralf, fizera no dia anterior.
Mas as "estrelas" do dia foram Webber e seu RB3. De um total de seis bandeiras vermelhas acionadas durante o dia, o australiano e seu carro foram os responsáveis pela metade, duas delas por vazamento de óleo.
No duelo McLaren x Ferrari, a vice-líder do Mundial foi melhor, com Raikkonen em segundo, 0s470 mais veloz que De la Rosa _ué, cadê o Alonso?
E, apesar de a assessoria de Nelsinho Piquet ter anunciado que o brasileiro testaria hoje, apenas Kovalainen andou. Talvez, culpa da chuva, que piorou à tarde e atrapalhou todo o resto da programação.
Em entrevista para o jornal "As", da Espanha, Briatore foi taxativo.
"Fernando vai ser campeão neste ano, tenho 100% de certeza. Ele sabe o que é preciso fazer. No ano passado, houve um momento em que parecia que ele perderia o título. Todo mundo achava isso. Mas, trabalhando juntos, conseguimos vencer. Para vencer, ele precisa fazer a mesma coisa que fez nas últimas quatro corridas: se concentrar no carro, não deixando que vozes de fora o atrapalhem. Fernando, acima de tudo, é um campeão. Como todos, ele vem enfrentando algumas dificuldades para se adaptar a uma nova equipe, para trocar dos pneus Michelin para os Bridgestone, enquanto Hamilton já conhecia a equipe e os pneus, parecidos com os da GP2. Fernando tem experiência e, se a McLaren continuar à frente da Ferrari, ele vai ganhar o campeonato."
Um dos boatos da semana aposta que Schumacher testará o carro da Ferrari a pedido da direção da equipe.
Seria uma atitude inteligente da Ferrari.
E, para Schumacher, não custaria muito, imagino. Uma coisa é disputar uma temporada completa, outra é dar umas voltinhas por Fiorano para ajudar a equipe. Mas, enfim, até agora está na esfera da boataria. Não há confirmação.
O que foi confirmado hoje é que o alemão participará da próxima edição da ROC, Race of Champions, no dia 16 de dezembro. O evento, que tem mais de espetáculo do que de esporte, deixará neste ano o Stade de France, em Paris, para acontecer no novo Wembley, em Londres.
Além dele, já confirmaram presença os britânicos Jenson Button, Andy Priaulx, David Coulthard e Colin McRae.
Havia alguns dias eu não postava aqui ilustrações de "60Anni in 60 Simboli", o livreto lançado pela Ferrari em janeiro para comemorar seus 60 anos.
Já estava na hora de retomar. Até porque falta pouco, muito pouco, para acabar. Já estamos em 2003...
As homenagens, óbvias, para os títulos na F-1: Pilotos e Construtores. E para Gianni Agnelli, patriarca da Fiat, morto em janeiro daquele ano.
Era o início do fim da época de ouro da escuderia. Schumacher garantiu seu sexto título, superando Fangio, mas a disputa já não foi aquela baba de 2002: até Suzuka, Raikkonen tinha chances (puramente matemáticas, é verdade, mas ainda assim chances).
A Ferrari também levou a taça para Maranello, mas não foi aquele rolo compressor de antes. Em 2002, a escuderia venceu 15 das 17 etapas. Em 2003, foram "apenas" 8 em 16.
Está no ar, neste link, o Pit Stop desta terça-feira.
No programa, um longo papo sobre o GP dos EUA, os resultados dos testes de hoje em Silverstone, Le Mans, Stock, WTCC...
E antes que vocês inundem minha caixa de e-mails, Graham Hill foi o único piloto a vencer Indianápolis, Mônaco e Le Mans, o "Grand Slam" ou "Tríplice Coroa" do automobilismo.
Já na Europa, as 11 equipes da F-1 voltaram a testar hoje. Nove optaram por Silverstone, que receberá a nona etapa do campeonato, daqui a três domingos _a meteorologia, porém, prevê chuva nesta semana por lá. Honda e Super Aguri preferiram trabalhar em Jerez de la Frontera.
Abaixo, as escalas iniciais dos times para a semana na Inglaterra (sujeitas a mudanças de acordo com o humor dos engenheiros, claro):
O site GrandPrix, que já citei aqui como um dos mais bem informados sobre os bastidores da F-1, levanta hoje uma tese interessante para o declínio da Ferrari nas últimas corridas do Mundial.
O problema estaria no túnel de vento. Inaugurado em 1998 e projetado pelo badalado arquiteto italiano Renzo Piano, o equipamento teria apresentado defeito há cerca de um mês. Mais especificamente, a esteira, feita de aço e que circula a 290 km/h, teria quebrado, inviabilizando o desenvolvimento de novas peças. O reparo ainda não foi concluído.
Pode parecer exagero, mas não é. A maior parte das equipe, hoje, trabalha com dois túneis de vento. Pelo menos um deles está funcionando sempre. Um dia sem o equipamento é prejuízo na certa, na pista.
A Ferrari estaria tentando se virar com modelos virtuais, em tecnologia CFD, um caminho que já vinha trilhando e que se tornou, de uma hora pra outra, sua única opção. Opção, porém, que ainda não supera o trabalho no túnel de vento.
Acho que é do Speed Channel _sei que daqui a pouco alguém aparece aqui para confirmar ou esclarecer.
A certeza que tenho é que trata-se de uma bela matéria sobre o GP dos EUA.
Aos 2min06, a batalha Hamilton x Alonso pela liderança. Notem como o inglês vem pela reta assumindo uma postura defensiva, indo para a direita, fechando a porta. Ao espanhol não resta outra opção a não ser tentar por fora.
O resultado vocês sabem. Mas, sim, vale a pena ver de novo...
A IRL correrá domingo no Iowa, abrindo uma maratona de cinco corridas em cinco fins de semana.
Será a estréia do circuito oval de Newton, com 1,4 km de extensão, no campeonato.
Mas o motivo deste post é o nome da prova, que acabo de descobrir porque recebi um release da assessoria de imprensa da categoria: Iowa Corn Indy 250 presented by Ethanol.
Demais, não?
Aliás, vamos abrir uma enquete aqui. Qual é o nome mais bizarro (ou mais longo) de corrida nos EUA de que você se lembra?
Em 2002 (fui pesquisar), aconteceu a fantástica Bombardier ATV Cooper World Indy 200 at Phoenix International Raceway... Alguém supera esse?
Toda segunda-feira pós-GP, a Ferrari coloca no ar, no seu site de mídia, um comunicado analisando a corrida da véspera.
No texto de hoje, Luca Baldisserri e Stefano Domenicali, engenheiro de pista e diretor esportivo, respectivamente, colocam a culpa pela queda da escuderia no mau desempenho nos treinos oficiais. E culpam um certo desentendimento com os pneus macios por esse mau desempenho.
"Há uma pequena correlação com os novos compostos macios, então estamos investigando nessa direção, esse vem sendo nosso principal ponto no desenvolvimento do carro. Não acho que as alterações que fizemos nos carros após os três primeiros GPs, em aerodinâmica, em mecânica e no motor, tenham influenciado nisso. Todo mundo usa os mesmo pneus, então a aderência está lá, essa é a diferença para nós. Este é o ponto principal, e toda a fábrica está concentrada em tentar entender o que está acontecendo", diz Baldisserri.
Nesta semana, a equipe testará em Silverstone um "pacote aerodinâmico completamente diferente", completa o engenheiro.
Domenicali termina com um apelo. "Não podemos ter nenhuma reação exagerada. Temos, sim, que trabalhar em todas as partes do carro, como um time. Éramos mais rápidos antes, a McLaren é mais rápida agora. A mensagem que quero passar é que esse é o momento de reagir, mas não podemos desistir diante das dificuldades. A temporada é muito longa."
Das próximas cinco corridas, a Bridgestone só não levará os pneus macios para Magny-Cours e Istambul.
É o kart que Hamilton usou em Barcelona, num evento pré-GP promovido pela Vodafone. Está à venda no E-bay e a renda será destinada a um instituto inglês que cuida de bebês.
Até agora, já foram dados 63 lances, o último deles de US$ 39.727, mais ou menos R$ 80.000. Vai valer muito mais no fim do ano, posso imaginar.
Ah, sim... No site, o líder do Mundial tenta vender seu peixe. “É novo em folha, único dono, cuidadoso. É muito rápido, exatamente como eu gosto. Se quer um dia chegar à F-1... Esse é pra você!”
O leilão virtual acaba amanhã e pode ser acompanhado aqui.
Pouca gente escreveu sobre a presença de Piquet-pai em Indianápolis.
Foi mais do que uma visita de cortesia. Principalmente porque o tricampeão não é dado a visitas de cortesia. Piquet, como homem de negócios, ganhou mais dinheiro do que como piloto de F-1. E era esse o Piquet do fim de semana: o homem de negócios, o empresário do filho, não o ex-piloto.
Sim, ele estava lá para conversar com Briatore sobre o futuro de Nelsinho. O problema é que, agora, Kovalainen resolveu andar. E Fisichella talvez ainda não esteja no ponto de abate.
Por isso faz sentido a tal história de que o italiano teria oferecido o brasileiro à Williams, que dispensaria Wurz. Mas o austríaco acaba de vir de um pódio, em Montreal. E é bom acertador de carros. Deve receber uma segunda chance.
Mau momento para a visita. Nelsinho e Nelsão, acho, terão de esperar (mais).
Antes de Indianápolis, Alonso falou um monte, Hamilton falou um monte, mas acho que aquele abraço dos dois a caminho do pódio disse mais.
Se você não gosta de alguém, se você está irritado porque aquele cara disse alguma coisa, você não vai abraçar o sujeito e caminhar assim, lado a lado, até um pódio assistido pelo mundo todo.
Mais: Julio Gomes, que está lá em Indianápolis acompanhando a F-1, me disse que o clima entre os dois, no cercadinho das entrevistas para TVs e rádios era divertidíssimo. Houve um momento em que, para expulsar Hamilton de uma rodinha de jornalistas americanos, o espanhol deu um “totó” na canela do companheiro, que saiu rindo. Tudo na mais completa camaradagem.
Em primeiro lugar, vocês perceberam que não dei muita trela para a guerra de declarações entre os dois nos últimos dias. Sei como as imprensas britânica e espanhola trabalham na F-1. São passionais ao extremo e certamente elevaram o tom de muitas e muitas frases ditas por seus pilotos.
Mas tem mais. A lavada, mais uma, da McLaren sobre a Ferrari definitivamente melhorou o ambiente no time. Alonso sabe que faltam dez etapas para o fim da temporada e que, agora, precisa se preocupar apenas com um, não com três pilotos. E isso parece ter feito bem a ele.
Na Stock, vitória de Antonio Jorge Neto, com o carro do ano passado, seguido pelo companheiro de equipe, Cacá Bueno, e por Marcos Gomes.
A preocupação ficou por conta de David Muffato, que bateu forte no guard-rail na saída do S do Senna e foi transferido para o hospital após um primeiro atendimento bastante longo, ainda na área de escape. Mas segundo os relatos de gente da equipe, está bem, lúcido e só sentindo dores nas costelas.
No TC2000, Cacá foi terceiro. A vitória ficou com Marcelo Buglioti, que largou na pole e ganhou com tranqüilidade pilotando um Astra _de verdade, não uma bolha.
Ah, sim... No WTCC, em Brno (alguém um dia me ensina a pronunciar esse troço?), Farfus foi quarto colocado na primeira prova, ficou em segundo na corrida seguinte e, assim, deixou a República Tcheca na liderança do Mundial.
Por motivos óbvios, assisti apenas a trechos da Stock e do WTCC. Alguém aqui foi a Interlagos ou assistiu às corridas pela TV? Conte tudo!
Com a oitava posição, Vettel superou o feito de Button em Interlagos-2001 e tornou-se o mais jovem piloto a pontuar na F-1. O alemão completa 20 anos no dia 3. O inglês, naquela ocasião, tinha 20 anos e 2 meses. Bacana, como eu disse num post anterior, mas não superestimemos a façanha. Até porque vocês vêem GP após GP o que o Button se tornou...
Kovalainen chegou à América do Norte com a corda do pescoço. E volta para a Europa vendo a corda rondando Fisichella. Depois de Hamilton, foi ele o grande beneficiado pela excursão da F-1 pelo Novo Continente.
Nico fazia uma corrida muito boa, com estratégia de apenas uma parada, mas ficou na mão por culpa do motor. Uma pena. Ele é bom piloto e, num carro médio como o da Williams, vem fazendo mais do que o possível.
E o Sato? Tem piloto mais cheio de altos e baixos que o japonês?
Peguei-me agora pesquisando no Marlboro Guide para tirar uma dúvida. A F-1 já teve algum campeão estreante? Tirando o caso óbvio de Giuseppe Farina, detentor do primeiro título, em 1950, não. E acho que mais gente pelo mundo deve estar buscando essa informação. O que já diz muita coisa.