Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Pole brasileira no Glen

No treino que definiu o grid de largada para a etapa de Watkins Glen da IRL, tudo igual a ontem na primeira fila.

 

Castro Neves em primeiro, seguido por Dixon. Logo atrás, Franchitti e Kanaan, posições inversas às da sexta-feira. Meira é o oitavo.

 

Pelo que fizeram desde o primeiro treino, os dois primeiros têm tudo para travar um belo duelo. A diferença é pouca. E o circuito, afinal, é o velho Glen.

 

A largada, às 16h30 (horário de Brasília) de amanhã.

Escrito por Fábio Seixas às 22h41

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Sobre a pole e todo o resto

Fora da pista, na entrevista dos primeiros no grid, Hamilton também deu show.

 

“Eu acelerei o máximo que podia. Tive que jogar tudo naquela última volta. Eu estava sofrendo no primeiro setor o fim de semana todo, sempre perdendo dois décimos para o Fernando. Quando abri a última volta, decidi que iria fazer aquele trecho de pé embaixo. Não deu, quase consegui, mas foi o suficiente para me dar um bom ritmo para o resto da volta. Nas duas últimas curvas, eu já sabia que estava três décimos melhor”, declarou o novato.

 

Mas, mais do que o pé cravado no primeiro setor, composto pelas curvas Copse, Maggotts e a seqüência da Becketts, este blogueiro entende que o fundamental para a pole (e para tudo o mais) foi o que ele disse a seguir.

 

“Eu me sinto muito tranquilo e relaxado neste fim de semana. Não sei como os outros pilotos ficam, mas talvez isso seja parte da minha personalidade. Gosto de alegrar as pessoas, de dar autógrafos a mais, de ver os torcedores agitando as bandeiras. Isso tudo me dá muita energia. Se existe alguma pressão, é a pressão que parte de mim mesmo.”

 

Isso faz diferença, uma enorme diferença, pode acreditar.

Escrito por Fábio Seixas às 12h55

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Fato e Foto

É de Lefteris Pitarakis, da Associated Press, o clique que melhor traduz a atual situação da McLaren.

Escrito por Fábio Seixas às 12h41

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O rodízio da molecada

O incrível rodízio de vitórias continua na GP2. Em sua oitava etapa, hoje, em Silverstone, a temporada 2007 da categoria coroou o oitavo vencedor diferente.

 

A honra, hoje, foi de Andreas Zuber, da iSport, que largou na pole e só deixou a liderança, por pouco tempo, durante a janela de pit stops.

 

Mike Conway, da Super Nova, foi o segundo colocado, seguido por Kazuki Nakajima, da DAMS. O melhor brasileiro foi Lucas di Grassi, quarto. Bruno Senna chegou em 11º e Xandinho Negrão abandonou na nona volta, com um problema na embreagem _era então o 16º na corrida.

 

Líder do campeonato, Timo Glock não marcou pontos. Ele continua na ponta, mas cada vez mais pressionado. Tem 40 pontos. Luca Filippi tem 35, um a mais de Di Grassi. Bruno é o quarto, com 24 pontos.

Escrito por Fábio Seixas às 12h33

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Massa e a estratégia

Massa não está preocupado. Ou pelo menos tentou demonstrar que não está.

 

Em entrevista aos jornalistas brasileiros lá em Silverstone, agora há pouco, disse que tem uma boa estratégia pra corrida, dando a entender, portanto, que está mais pesado do que o trio à sua frente e que só por isso ficou em quarto.

 

Pode ser. Pode não ser. Fico com a segunda opção. Acho que o brasileiro, amanhã, lutará pelo terceiro lugar e olhe lá.

Escrito por Fábio Seixas às 12h24

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Perguntinha rápida

Alguém ainda acha que braço não faz diferença na F-1?

Escrito por Fábio Seixas às 09h18

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Hamilton, perfeição e pole

A história de Hamilton já começa a ganhar contornos de conto de fadas. De ficção. De invenção. Porque é perfeita demais para ser verdade.

 

Acelerando um F-1 em casa pela primeira vez na carreira, o inglês de 22 anos conquistou a primeira posição no grid de Silverstone, sua terceira pole position em apenas nove corridas na categoria.

 

Mas não foi só isso: escondido durante todo o fim de semana, ele brilhou no final de treino mais emocionante desta temporada.

 

Se as sessões de sexta-feira mostravam um cenário equilibrado, com ligeira superioridade ferrarista, o terceiro e último treino livre confirmou tudo isso. O mais rápido foi Raikkonen, 1min19s715, 0s169 melhor que Alonso. Na seqüência, Massa e Hamilton.

 

E foi com essa sensação de briga acirrada que a F-1 realizou o treino classificatório para o GP inglês. Uma sensação confirmada desde o primeiro bloco da tomada de tempos. Uma realidade.

 

Alonso, Raikkonen, Massa e Hamilton foram os melhores, 0s550 separando o primeiro do quarto. Lá no fundão, os cortados foram Rosberg, Button, Davidson, Sutil, Sato e Albers.

 

O segundo bloco manteve as duplas de Ferrari e McLaren na frente, só invertendo a ordem dos dois últimos: Alonso, Raikkonen, Hamilton e Massa, 0s100 do espanhol para o finlandês, 0s269 do primeiro para o quarto. O tempo de Alonso, 1min19s400, foi o melhor do fim de semana.  Não sobreviveram à degola Webber, Speed, Barrichello, Liuzzi, Trulli e Coulthard.

 

A brasa, tudo indicava, estava mais para a sardinha de Alonso.

 

Aliás, na saída dos pilotos para a terceira e última parte do treino, impressionou-me a agressividade do bicampeão com Hamilton. Quando a luz vermelha do pit lane apagou, o inglês piscou e demorou dois ou três segundos para partir. O espanhol, irritado, quase o ultrapassou ali mesmo. E, depois, não deu refresco. Ficou as primeiras voltas na cola do companheiro, como que questionando o fato de ele estar à sua frente _no que tinha razão, aliás, já que vinha sendo o mais rápido desde o início.

 

Livre do inglês após as paradas para troca de pneus, Alonso deu vazão a toda essa vontade. Cravou 1min20s410, assegurando provisoriamente a pole. Veio então a última volta de cada um dos quatro concorrentes. A hora da verdade.

 

Alonso baixou para 1min20s147. Massa vinha mais rápido até a última parcial, mas perdeu tempo e cravou 1min20s265. Veio então Raikkonen: com 1min20s099, tomou a pole do espanhol. Por pouquíssimo tempo: segundos depois, Hamilton foi a 1min19s997, levando a McLaren, as arquibancadas e seu pai, Anthony, à loucura, ao delírio.

 

No grid, portanto, Hamilton, Raikkonen, Alonso, Massa.

 

O inglês vai ganhar em casa? Seria muito perfeito para ser verdade. Mas estamos aprendendo, com ele, que coisas assim podem acontecer. É o favorito.

Escrito por Fábio Seixas às 09h10

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O novo herói

Silverstone registrou público recorde nesta sexta-feira: 42 mil pessoas foram ao circuito de Northamptonshire acompanhar os primeiros treinos livres para o GP.
 
Novo recorde deve ser batido hoje. Amanhã, idem.
 
O que me lembrou de um artigo publicado num dos cadernos especiais da Folha sobre o Pan, assinado por Ronaldo Helal, professor da Faculdade de Comunicação Social da UERJ. 
 
Começava assim: "O esporte como fenômeno massivo, não se sustenta sem ídolos. Eles atraem as pessoas, estimulam o gosto e chamam a atenção até para modalidades menos populares. Uma diferença entre ídolos do esporte e de outros universos, como a música, os torna ainda mais fundamentais como catalisadores de atenções. Ídolos esportivos são heróis, devido ao aspecto de luta que permeia seu universo. Ambos, ídolos do esporte e da música, tornam-se celebridades, porém só os do esporte são inexoravelmente considerados heróis."
 
O herói britânico já foi Hill, já foi Clark, Moss, Stewart, Hunt, Mansell...
 
Agora já atende pelo nome de Lewis. E tente tirar isso da cabeça do torcedor...

Escrito por Fábio Seixas às 01h33

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The Glen

Nunca fui a Watkins Glen. Mas sempre adorei o circuito, o nome, o lugar. 
 
The Glen... Algo de mágico.
 
Stewart acelera no Glen na corrida vencida por Emerson, em 1970
 
The Glen. Onde, de certa forma, tudo começou. Onde Emerson conseguiu sua primeira vitória, dando o título póstumo ao amigo Rindt, em 1970 (outro ano mágico para nós, gente bronzeada). Onde a F-1 correu por dez anos. E de onde nunca deveria ter saído.
 
Porque, depois, só vieram lixos, circuitos improvisados de rua: Phoenix, Las Vegas, Detroit... Mesmo Indianápolis me desperta dúvidas: o ambiente é sensacional, mas não é o speedway em sua essência.
 
Bom, tudo isso para falar da IRL. É lá, em Watkins Glen, que acontece a corrida deste fim de semana. Castro Neves foi o mais rápido hoje, com uma voltaça, já melhor que a pole de 2006. Dixon foi o segundo, seguido por Kanaan e Franchitti, líder do campeonato. Meira ficou em nono.
 
A definição do grid será amanhã, a partir das 14h30 (de Brasília). A corrida acontece no domingo, às 16h30.

Escrito por Fábio Seixas às 20h44

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Bastidores do GP

Viajando pela Inglaterra, Saulo Bernardes de Souza aproveitou para passar o fim de semana em Silverstone.
 
E já mandou, hoje, o primeiro lote de suas fotos nos bastidores do GP. Assim, my friend, é a vida do torcedor inglês na F-1...
 
 
 
 
 

Escrito por Fábio Seixas às 18h41

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Brasil na frente e atrás

Na GP2, a pole ficou com Zuber, da iSport, seguido por Conway, da Super Nova _foi o melhor treino do atual campeão da F-3 inglesa na categoria.
 
Reforçando a boa fase que nas últimas provas o alçou a concorrente pelo título, Di Grassi ficou em terceiro. “A iSport ainda está muito rápida na tomada de tempos. Mas foi um bom resultado para o campeonato, porque os pilotos que estão na disputa comigo estão largando mais atrás”, disse Di Grassi, da ART.
 
Os outros dois brasileiros foram muito mal, obrigado. Xandinho rodou, sofreu com o motor quebrado e sai em 23º. Bruno bateu e larga em 26º e último.
 
 “Eu estava na minha primeira volta rápida quando peguei a zebra por dentro. O assoalho raspou no chão e fui parar na grama. O pior é que o motor morreu e não pude voltar à pista. Os danos no carro foram pequenos, apenas no bico e no assoalho. O prejuízo mesmo será sair lá atrás”, explicou o primeiro-sobrinho.
 
A corrida acontece ao meio-dia de amanhã, com Sportv.

Escrito por Fábio Seixas às 15h05

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Big Brother

Fuçando nas agências internacionais para encontrar uma boa imagem do dia em Silverstone, escolhi a foto abaixo. O autor do clique, Dylan Martinez, da Reuters.

Não será nada fácil a vida de Hamilton no fim de semana..

Escrito por Fábio Seixas às 13h54

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Triângulo indecoroso

Acabo de falar com Silverstone.
 
Por lá, não há outro assunto: o caso de espionagem da F-1 ganhou novos rumos com a história da Honda.
 
Ao que tudo indica, Stepney, da Ferrari, e Coughlan, da McLaren, estavam juntando material para levar para uma terceira equipe, justamente a Honda, com quem negociavam vagas de comando.
 
Frase de Dennis na entrevista coletiva de agora há pouco: "Esperem o 'Sunday Times'. Muita coisa será esclarecida".

Escrito por Fábio Seixas às 13h21

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A Honda no Stepneygate

A Honda, propositalmente ou não, acaba de colocar mais lenha na fogueira em que arde Nigel Stepney.
 
Em comunicado à impresa, informa que "no começo do ano, Nigel Stepney pediu um reunião com Nick Fry, CEO do time."
 
Segue o texto: "O encontro aconteceu em junho, e Stepney levou Mike Coughlan com ele, com a intenção de sondar vagas de trabalho na Honda. A Honda gostaria de afirmar que em nenhum momento foram oferecidas ou entregues informações confidenciais. Nick Fry informou Jean Todt e Ron Dennis sobre o encontro e se colocou à disposição para qualquer informação que Ferrari e McLaren requisitem".
 
Segundo o sempre bem informado site GrandPrix, foram dois os encontros entre Honda e Stepney, em fins de abril.
 
Que duplinha essa, Stepney e Coughlan, não?

Escrito por Fábio Seixas às 12h58

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Silverstone, 2º treino livre

E quando todo mundo esperava mais um treino apertado, eis que Raikkonen sobrou na segunda sessão livre em Silverstone.
 
O finlandês controlou o pelotão. Cravou o melhor tempo, 1min20s639, logo aos 35 minutos do treino e não foi ameaçado por ninguém. A segunda marca ficou com Massa, a distante 0s499. Ralf e Hamilton vieram logo na seqüência, com exatamente o mesmo tempo, 1min21s381.

Alonso? Será que ele foi a Silverstone? Ah, sim, ficou em sexto, atrás de Trulli. Descontadas as Toyota, que jogaram pra torcida hoje, o cenário mostra um início de GP com a Ferrari melhor que a McLaren, Raikkonen melhor que Massa e Hamilton melhor que Alonso.
 
Barrichello ficou em 17o, uma posição à frente de Klien, que substituiu Button. O inglês se queixa de dores nas costas desde a batida na largada do GP dos EUA e achou melhor não participar da segunda sessão. Não fez falta nenhuma. Ou você acha que ele faria mais do que Klien?
 
Bom, de volta à turma da frente... Pode até dar Ferrari amanhã, claro que pode. Aliás, essa já começa a virar minha aposta para o treino oficial. Mas tenho certeza que não será com a mesma facilidade.

Escrito por Fábio Seixas às 10h42

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Daqui não saio, daqui ninguém me tira

A Red Bull acaba de confirmar a renovação de contrato de Coulthard por mais uma temporada. Ou seja, o time manterá em 2008 sua atual dupla.

 

O escocês hoje soma 219 GPs. Chegará ao fim do ano com 228. Se o próximo Mundial tiver 20 corridas, como Ecclestone pretende, Coulthard somará 248. No caso de um novo contrato, superaria os 256 de Patrese em 2009, mas ficaria atrás de Barrichello, a quem só ultrapassaria em 2010 _isso, claro, se o brasileiro decidir parar e o escocês conseguir onde correr.

 

Loucura? Muita futurologia? Sei não. Não duvido mais da eternidade de Coulthard. Não entendo muito como pode, mas ele dura, dura, dura...

Escrito por Fábio Seixas às 09h01

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Sexta, coluna

Não interessa se Ron Dennis sabia ou não. Documentos importantes sobre o funcionamento da Ferrari foram encontrados na casa de uma pessoa-chave de sua equipe e isso já seria o suficiente para uma punição pesada da FIA.

 

Uma empresa, afinal, precisa ser responsabilizada quando um funcionário causa prejuízos a terceiros. Tem a ver com o princípio de responsabilidade objetiva, tão esquecido por aqui...

 

Em linhas gerais, é esse o tema da coluna de hoje na Folha. O link está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 06h54

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Silverstone, 1º treino livre

O duelo McLaren x Ferrari, explosivo nos bastidores, tem tudo para ser tão ou mais forte na pista de Silverstone. Porque o equilíbrio técnico que imaginávamos para o fim de semana deve se concretizar. Já se concretizou.

 

Foi assim na primeira sessão de treinos livres. Os quatro pilotos das duas equipes lutando pelo primeiro tempo, honra que coube a Hamilton. O inglês cravou 1min21s100 a cinco minutos do fim, para delírio do público que vai lotar Silverstone até domingo.

 

Raikkonen e Massa, que dominaram a maior parte da sessão, ficaram logo atrás. O finlandês em segundo, a 0s111. Massa em terceiro, a 0s074 do companheiro. Alonso, vencedor do GP da Inglaterra no ano passado, terminou em quarto, a distante 0s575 da melhor marca.

 

Rosberg foi o quinto e Kubica, que teve seus momentos no topo dos monitores de cronometragem, terminou em sexto. Barrichello? Em décimo, o que deve ter sido motivo de comemoração na moribunda Honda.

 

Não era preciso muito tutano para prever esse equilíbrio em Silverstone. Tente imaginar um gráfico, com uma linha representando o desempenho da Ferrari, outra acompanhando a McLaren.

 

A Ferrari começou o campeonato melhor. A partir de Barcelona, a McLaren começou a equilibrar as coisas. Em Mônaco, a linha do time inglês cruzou a da escuderia, que esboçou uma reação em Magny-Cours. Em algum momento, as linhas voltariam a se encontrar. E será neste fim de semana. Depois? Não sei, o campeonato anda imprevisível. Mas Silverstone será pau a pau.

Escrito por Fábio Seixas às 06h47

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Frase estranha

Barrichello, Massa, Button, Davidson e Wurz foram os protagonistas da coletiva da FIA hoje, em Silverstone.
 
Entrevista morna, sem novidades. Massa, por exemplo, se negou a comentar o Stepneygate.
 
Só uma frase me chamou a atenção. De Barrichello, instado a falar sobre sua vitória lá, em 2003. "As pessoas consideram aquela a minha melhor corrida."
 
Que pessoas? Alguém realmente acha Silverstone-2003 melhor que Hockenheim-2000?
                                                                                                  
Damien Meyer/France Presse
 
Barrichello na coletiva de hoje para o GP da Inglaterra

Escrito por Fábio Seixas às 18h16

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A certeza de Piquet

Recebo e-mail de Wosley Nogueira com um link para uma matéria interessante do "Diário do Nordeste", lá da linda Fortaleza.
 
Em entrevista ao editor André Marinho, Nelson Piquet crava com todas as letras que Nelsinho correrá na Renault em 2008:
 
DIÁRIO: Em relação ao seu filho. Claro que é uma emoção o filho estar seguindo a mesma carreira do pai. Como é que vocês mantêm contato? Ele pede algumas dicas ou já anda por si?

PIQUET: O Nelsinho anda por si. Ele já está lá, como piloto de testes da Renault, tem um contrato para o ano que vem para “sentar” no carro, então ele já está encaminhado.

DIÁRIO: Você acha que ano que vem ele já entra forte?
 
PIQUET: Sem dúvida, ele já entra.
 
Bom, já disse aqui que tenho minhas dúvidas sobre o Nelsinho, não sei se ele vai entrar forte. Mas que ele entra, entra.

Escrito por Fábio Seixas às 17h40

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Piada pronta

A marca do vinho branco servido pela McLaren, hoje, num evento em Silverstone: Spy Valley.

Escrito por Fábio Seixas às 16h14

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Tira-teima

Tira-teima

No Pit Stop de terça-feira, dissemos que o GP da Inglaterra seria uma tira-teima, pelo menos momentâneo, da relação de forças Ferrari x McLaren no Mundial.

 

Raikkonen concorda: “As pessoas me perguntam se hoje estamos à frente da McLaren. Sinceramente, não sei. Vamos esperar essa corrida para descobrir”.

 

E disse mais: “Se conseguirmos usar tudo o que testamos aqui há duas semanas, estaremos mais fortes do que em Magny-Cours”, completou.

 

Aí é a minha vez de concordar. A Ferrari achou algum tesouro no carro naqueles testes e com certeza, pelas diferenças entre as pistas, não usou todas as novidades na França. E você acha que a McLaren está parada?

 

Essa corrida, por tudo o que a envolve, dentro de fora do autódromo, está ganhando contornos de especial.

Escrito por Fábio Seixas às 08h51

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Programe-se

Estava sentindo falta da programação da F-1 no fim de semana? Vamos lá então. Os horários, amigos internautas do mundo todo, são os de Brasília.

 

Sexta-feira

6h-7h30: 1o treino livre

10h-11h30: 2o treino livre

 

Sábado

6h-7h: 3o treino livre

9h-10h: Treino oficial

 

Domingo

9h: GP da Inglaterra, 60 voltas 

Escrito por Fábio Seixas às 08h42

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Renault e F-1, 30

Silverstone, 1977. A Renault estréia na F-1, com um único carro, nas mãos de Jean-Pierre Jabouille. Ele larga em 21º e abandona após 16 voltas, com um problema no turbo.
 
Silverstone, 2007. Atual bicampeã mundial de Construtores, a Renault disputa seu 219º GP, tentando a 51ª pole e a 34ª vitória.
 
E, para celebrar, pinta o carro de 2007 com as cores de 30 anos atrás. O RS27, com o design do RS01, ficará exposto em Silverstone nos próximos dias...
 
 
 
 
 
Muito mais bonito que o atual, não?

Escrito por Fábio Seixas às 16h00

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Previsão furada, de novo?

Depois das previsões vazias de Mônaco e Magny-Cours, havia jurado a mim mesmo retomar uma tradição pessoal-profissional dos tempos em que eu cobria Indy: não escrever mais sobre chances de sol ou chuva nas corridas.
 
Mudei logo de idéia. Porque parece que o caso de Silverstone é mais sério. Os administradores do autódromo já colocaram em ação um plano de emergência para tentar amenizar os efeitos das fortes chuvas que já estão caindo por lá.
 
"As chuvas estão afetando todo o país. Várias áreas do Reino Unido estão debaixo d'água, Wimbledon deve avançar para um terceiro fim de semana... Estamos fazendo o possível para que os fãs sofram o menos possível com a chuva", disse Richard Phillips, diretor do autódromo, à "Autosport".
 
Tarefa complicada. Quando chove, Silverstone vira um lamaçal só. Alguns anos atrás, quase atolei o carro no estacionamento. Um colega não conseguiu o "quase" e chegou à sala de imprensa todo sujo de barro. Pior é a vida dos que se hospedam nos acampamentos, uma instituição de Silverstone.
 
Hoje está chovendo forte por lá. Amanhã, ainda chove, mas com menos intensidade. Para sexta, a previsão é de chuva fraca pela manhã. Sábado, céu nublado. Domingo, idem. 
 
Ou não.

Escrito por Fábio Seixas às 14h21

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Jóias voadoras

Já que estamos às portas do GP da Inglaterra, falemos um pouco de Goodwood, a festa do automobilismo que aconteceu por lá há duas semanas.
 
Dia desses recebi um simpático e-mail da Elizabeth Buckley, internauta que mora na terra da rainha e que teve o prazer de estar no festival. "Foi o máximo! A minha melhor primeira vez, com certeza!", escreveu.
 
Corre-corre, corre-corre, corre-corre e, enfim, só hoje consegui postar essa foto da Beth aqui no blog. Sensacional, não?
 

Escrito por Fábio Seixas às 11h49

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FIA entra no caso

O Stepneygate continua a toda velocidade.

Agora há pouco, a McLaren mandou outro e-mail à imprensa, informando que conduziu uma vistoria em todos os componentes do carro para se certificar de que "nenhuma propriedade intelectual da Ferrari" foi incorporada ao MP4/22.
 
"No momento, a McLaren está discutindo a questão de forma aberta com a FIA e a Ferrari, com o objetivo de sanar qualquer dúvida existente. Para encerrar as especulações, a McLaren convidou a FIA a promover uma completa revisão nos carros para verificar que o time não se beneficiou de qualquer item cuja propriedade intelectual seja de uma adversária."
 
Foi então a vez de a FIA mandar seu comunicado.
 
"Com total colaboração de ambas as escuderias, a FIA iniciou uma investigação na questão envolvendo McLaren e Ferrari. Os limites do nosso trabalho serão as regras do Código Esportivo Internacional e do Regulamento Esportivo da F-1."
 
Logo depois, a entidade deu uma pisada de bola ao anunciar os participantes das entrevistas coletivas em Silverstone. Na quinta, dia dos pilotos, tudo normal: Barrichello, Button, Davidson, Massa e Wurz. Na sexta, Coulthard e Horner, pela Red Bull, Dennis e Hamilton, pela McLaren.
 
Ou seja, evitou encontros Ferrari-McLaren na bancada. Tsc, tsc, tsc...

Escrito por Fábio Seixas às 10h12

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Novo capítulo do Stepneygate

Mike Coughlan. Inglês, 48 anos, engenheiro mecânico, ex-Lotus, Benetton, Tyrrell, Ferrari e Arrows, desde 2002 na McLaren.
 
É ele o acusado de ter recebido documentos secretos da Ferrari das mãos de Nigel Stepney. Sua batata assou, queimou e fedeu: segundo a "Autoport", a polícia britânica fez uma busca na casa do engenheiro hoje e encontrou os documentos ferraristas.
 
Só depois disso, a McLaren o suspendeu.
 
Coughlan ocupava o cargo de projetista chefe da McLaren. Uma posição-chave, das mais importantes numa equipe de F-1.
 
O cerco está se fechando, portanto. Stepney entregou os documentos a Coughlan. Mas há perguntas a serem respondidas. Eu tenho algumas
 
Coughlan agiu sozinho? Ninguém mais da cúpula do time sabia? Qual foi a motivação de Stepney? Dinheiro? Vingança? E a Honda, para onde ele estaria se transferindo, também recebeu alguma coisa? E aquela história do pó branco, da sabotagem nos tanques de gasolina? Era cascata? Ou além de afanar documentos ele também sabotou? E segue o jogo.

Escrito por Fábio Seixas às 16h52

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Pit Stop no ar

Já está no ar o Pit Stop de hoje, com muita conversa sobre os GPs passado, França, e futuro, Inglaterra. E também sobre IRL e MotoGP.
 
O link está aqui, para assinantes do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 15h55

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Milagre no mundo virtual

Não sou de ficar fazendo comparações. Mas às vezes é impossível.

Dá só uma olhada no trabalho que a RTL, a TV alemã que exibe a F-1, levou ao ar para explicar como os itens de segurança da F-1 salvaram a vida de Kubica.
 
O link está aqui.
 
Tire sua próprias conclusões.

Escrito por Fábio Seixas às 12h16

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Ei, devolve a mangueira aí

Se Lauda pode tirar sarro de Albers, as F1 Girls também podem...
 

Escrito por Fábio Seixas às 12h06

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Mais do Stepneygate

Acaba de piscar na minha caixa de entrada um e-mail, digamos, explosivo e intrigante. O remetente, McLaren Group.
 
Sucinta, em oito linhas, a mensagem informa que a direção da equipe ficou sabendo hoje, 3 de julho, que um importante membro do seu estafe técnico é alvo de uma investigação conduzida pela Ferrari. No final de abril, ele teria recebido de um integrante do time italiano um pacote com informações técnicas.

A McLaren informa que não está envolvida no tráfico de dados, que condena esse tipo de atitude e que vai colaborar como puder com as investigações. "Enquanto aguardamos o total esclarecimento da questão, o indivíduo ficará afastado da empresa", afirma o comunicado, que termina com a seguinte frase: "Nenhum outro comentário será feito".
 
Eu não disse que o Stepneygate iria dar pano pra manga? Já sabemos, portanto, que o receptor não teria sido a Honda, mas sim a McLaren. Ou será que o inglês fez negócios com ambas? Ou será tudo fantasia da Ferrari?
 
Já está parecendo livrinho da Agatha Christie...

Escrito por Fábio Seixas às 11h52

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Sem perdão

“Eu não o deixaria mais correr nenhum GP. Em todos esses anos acompanhando a F-1, foi a coisa mais estúpida que vi.”

 

De Lauda, sobre o desastrado pit stop de Albers em Magny-Cours, à revista holandesa “Formule 1 Race Report”.

Escrito por Fábio Seixas às 07h57

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Cartão vermelho-Ferrari

Nigel Stepney, um dos integrantes da “família Ferrari”, grupo que ajudou na ressurreição da escuderia nos anos 90, está formalmente fora de Maranello.

 

Acusado de sabotagem nos tanques de combustível dos F2007 antes do GP de Mônaco, o inglês foi demitido pela escuderia.

 

“Completamos as investigações internas e o processo disciplinar e Stepney não é mais parte do time”, disse um porta-voz da Ferrari ao site da “Autosport”.

 

O inglês ainda está sendo investigado pela promotoria de Modena e pode ter de responder à Justiça italiana.

 

Há alguns fatos curiosos nisso tudo.

 

O primeiro: Stepney ainda não apareceu. Ainda está em férias, na Filipinas. Acho curioso porque, se eu estivesse sendo demitido ou investigado, cancelaria tudo e voltaria para me defender, pelo menos para tentar conversar. Ele, não. Desde que o caso estourou, há 15 dias, está nas Filipinas.

 

O segundo: a Ferrari diz que não consegue contatar o inglês. Mas o “The Sunday Times” conseguiu. Ele deu entrevista ao jornal, negando tudo, claro. “Estão fazendo um jogo muito sujo comigo”, disse.

 

O terceiro: Stepney estava negociando com a Honda e não escondeu isso ao jornal inglês. A história faz sentido. Como se sabe, a Honda está buscando reforços na concorrência.

 

Tudo muito nebuloso, tudo muito estranho. O tipo de história que ainda vai longe, pode esperar.

Escrito por Fábio Seixas às 07h49

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Um Pit Stop melhor que o do Albers

O GP da França, a vitória de Raikkonen e a reação da Ferrari no Mundial são os pratos principais no cardápio do Pit Stop de hoje, a partir das 14h30, no UOL News. O link para assistir ao vivo está aqui.

 

Mas o programa também terá imagens e bate-papos sobre a IRL e a MotoGP. E, claro, as perguntas e comentários de vocês. O e-mail para participar é o uolnewsformula1@uol.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 07h38

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Honda se reforça

Vivendo uma temporada vergonhosa, a Honda, enfim, se mexeu. E contratou.

O time anunciou hoje a chegada do especialista em aerodinâmica Loic Bigois, ex-Ligier, Prost, Minardi e até outro dia na Williams. Francois Martinet, também ex-Williams, e John Owen, que estava na BMW, são os outros reforços anunciados. Eles também trabalham com aerodinâmica.
 
A Honda ainda acertou com um engenheiro da McLaren, cuja identidade não foi revelada pelas partes. Daqui a pouco o nome aparece.
 
Os objetivos, tentar salvar 2008 e quiçá fazer um carro bom para 2009 _como estavam em outras equipes, esses profissionais terão que passar um tempo na geladeira antes de começarem a dar expediente em Brackley.
 
Porque 2007 já foi pro penico.
 
Tenho a impressão de que esse foi o último sopro de Nick Fry no comando da Honda. Se não funcionar...

Escrito por Fábio Seixas às 13h23

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A foto

A foto

Foi bizarro. Foi tosco. Foi inacreditável. Foi Albers, deixando os pits antes de o reabastecimento ser concluído, o que lhe valeu US$ 6.800 de multa.
 
E é a foto do fim de semana, de autoria de Martin Bureau, da agência Efe.
 

Escrito por Fábio Seixas às 12h12

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Sobre a IRL e a GP2

Em meio à cobertura do GP da França e à epopéia para resolver meu problema com o Speedy, dois resultados importantes do fim de semana passaram batidos.
 
O primeiro, o da IRL, em Richmond. Pole e vitória de Franchitti, a terceira na temporada. Melhor para ele, Kanaan ficou novamente fora do pódio: quarto. Com o resultado, o escocês abriu 65 pontos sobre o segundo colocado, agora Dixon. Wheldon é o terceiro, e o baiano despencou para quarto.
 
Pouco a pouco, mais rápido do que eu imaginava, a taça está tomando uma direção.
 
O outro resultado que deixei passar, o da segunda prova da GP2 em Magny-Cours. Vitória de Villa, companheiro do acidentado Viso na Racing Engineering, com Filippi em segundo e Pantano em terceiro.
 
Di Grassi foi o quarto, no fim de semana que ficará marcado com aquele em que ele despontou no campeonato. Em terceiro na tabela, tem, agora,  26 pontos. São 13 a menos que Glock, o líder, e 2 a mais que Senna, o quarto.
 
Mantendo a regularidade, Di Grassi pode até disputar esse título. As próximas provas serão chave para ele.

Escrito por Fábio Seixas às 12h04

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Dennis lança a primeira farpa

Ok, a Ferrari teve um fim de semana perfeito. Mas a McLaren ajudou, vivendo dias caóticos em Magny-Cours. Deu um pequeno susto na rival no sábado de manhã e mais nada.

 

Ron Dennis, claro, não deixou barato. Em entrevista à “Autosport”, o chefe da McLaren fez questão de dar o primeiro lance na guerrinha psicológica que deve rolar nesta semana pré-Silverstone.

 

“Todos estão superestimando o desempenho da Ferrari neste fim de semana. Sim, eles fizeram um bom trabalho e provavelmente melhoraram um pouco o carro. Mas a gente contribuiu para que eles parecessem melhor do que estão. E, espero, vamos demonstrar isso em Silverstone.”

 

Tem sua razão, o inglês.

Escrito por Fábio Seixas às 08h49

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O recado de Raikkonen

De todas as declarações que li de todo mundo lá em Magny-Cours, pinço essa, da Raikkonen: “Acho que precisávamos disso. O trabalho começou a aparecer. Talvez tenha levado mais tempo do que esperávamos, mas, no fim das contas, é bom poder voltar a vencer.”

 

Fiquei com a impressão de que, no fundo, ele estava pensando na primeira pessoa do singular quando lançou a frase inicial.

 

Raikkonen precisava da vitória. Entre outros motivos, para dar um recado e refrescar a memória da moçada.

 

É incrível como as pessoas esquecem a história. O finlandês foi um dos grandes destaques dos últimos anos. Fez, em Suzuka-2005, uma das maiores corridas que já vi alguém fazer até hoje, saindo em 17o e vencendo. Tem uma rapidez nata. Mas já estava sendo tratado como um risível coadjuvante, um coringa no sentido “bobo da corte” da palavra.

 

Em tempo, situação parecida está vivendo Alonso.

 

O fato é que o Mundial está sendo e será disputado até o fim por quatro grandes pilotos. Nenhum é Schumacher, todos têm seus defeitos. Mas têm também, suas várias virtudes. Cada um a seu modo, para tornar a luta ainda mais imprevisível. E interessante de acompanhar

Escrito por Fábio Seixas às 23h18

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Se elas mandassem

O melhor das quatro edições do “Red Bulletin” em Magny-Cours foi a matéria de capa de sábado, na linha “como seria a F-1 se as mulheres mandassem”.

 

A capa já diz tudo...

 

 

São oito itens, que vão da localização dos GPs até códigos de vestimenta. A reportagem ouviu mulheres que trabalham na F-1, nas mais diversas funções.

 

“Se as mulheres pudessem escolher onde seriam as corridas, haveria mais provas no litoral, já que Estoril e Rio deixaram o calendário há algum tempo”, diz um dos tópicos. “Todos os GPs deveriam ser à beira-mar. Isso sempre traz um astral diferente”, opina Lucy Nell, assessora de imprensa da Spyker.

 

Em outro item, as meninas ouvidas sugerem uma F-1 mais próxima do público. “Criaríamos entradas que permitissem aos torcedores mais contato com o esporte”, diz Christine Gorham, ex-relações-públicas da categoria.

 

Ah, sim: banheiros químicos seriam proibidos. E alguns carros seriam precedidos por, urgh, grid boys.

 

Tirando essa última sugestão, elas estão de parabéns, concordo com tudo. O que elas estão esperando para tomar o poder?

Bem, talvez um dia aconteça. Ecclestone, afinal, tem duas filhas...

Escrito por Fábio Seixas às 22h49

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37 horas

Salve, Pedro. O nome do atendente da Telefonica que, enfim, resolveu meu problema. Porque eu voltei a telefonar para lá, que fique claro. A história de que “entraremos em contato em duas horas” foi a balela do fim de semana.

 

No total, 37 horas entre o primeiro contato e a solução do problema. No total, 37 horas para que eu conseguisse falar com alguém do suporte técnico sem que a ligação caísse. Quando consegui falar, pronto, problema resolvido. Se alguém realmente tivesse me telefonado ontem pela manhã, duas horas após o primeiro dos quatro protocolos, meu sábado e meu domingo teriam sido melhores.

 

Bela média para a solução de um mísero problema de um mísero cliente: 37 horas.

 

E se a promessa do protocolo foi a balela do fim de semana, a piada foi lançada por um dos atendentes com quem falei hoje à noite, após eu argumentar que o problema não era de configuração do computador porque eu tenho três em casa e nenhum deles conectava: “O senhor poderia então estar fazendo o plano Speedy turbo”...

 

Não deu para segurar a risada.

Escrito por Fábio Seixas às 21h18

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Uma F-1 que muda rápido

A Ferrari já voltou ao nível do começo do ano? Voltou a ser mais forte que a McLaren?

 

Acho que não. Mas quase. A Ferrari recuperou boa parte do terreno perdido, mas não o suficiente para ser melhor que a rival.

 

Quer saber? A Ferrari já esteve melhor no Mundial, a McLaren já teve o melhor carro, mas hoje, dia 1o de julho de 2007, as duas equipes se equivalem.

 

Hoje, 1o de julho, imagino que o campeonato será levado até o fim, com um time levemente melhor que o outro num GP, para ser levemente pior no seguinte.

 

A ênfase no “hoje” tem razão de ser. Acho que estávamos desacostumados com isso, mas este campeonato está refrescando nossa memória: na F-1, o cenário, sim, pode mudar muito rápido.

Escrito por Fábio Seixas às 18h14

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Apressadinho

Quentinha, direto da oficina das F1 Girls para o blog...

Escrito por Fábio Seixas às 18h09

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Alô, Telefonica

Continuo sem banda larga em casa. Já são 34 horas tentando resolver o problema com a Telefonica. Já são quatro os números de protocolo.

 

E nada.

 

Já deveria estar acostumado com o nível de alguns serviços por aqui, mas sou masoquista e teimoso, acho, e insisto em ficar chocado.

 

Nas “n” vezes em que conversei com o suposto atendimento ao cliente Speedy, “n-1” vezes me disseram que não, eu não poderia falar com o suporte técnico avançado porque havia muita fila.

 

Houve uma exceção ("n-1", lembra?), quando a ligação caiu exatamente no momento em que o técnico começava a me dar algumas orientações. Foi como perder o bilhete premiado da loteria: não consegui mais falar com o tal técnico nem ele me ligou de volta _embora segundos antes tenha pedido meu número de celular. Por que pediu, então? Será que gostou da minha voz?

 

Dos quatro protocolos, três deles prometiam que o tal serviço técnico avançado entraria em contato comigo num prazo de “20 minutos a 2 horas”. O primeiro deles foi às 9h de ontem. O serviço técnico avançado está 32 horas atrasado.

 

Ah, sim. No último contato, a atendente me “informou” que a central de diagnósticos, ou coisa assim, "descobriu" que o problema era na configuração do meu computador. Como, argumentei, se tenho três computadores em casa e nenhum deles está conectando? Os três, num passe de mágica, sofreram alterações na configuração de sexta à noite para sábado de manhã? E como fizeram o diagnóstico se eu nem ao menos falei com o suporte técnico?

 

Ainda bem que eles são técnicos em informática, não médicos, enfermeiros ou farmacêuticos.

 

E assim vamos indo. Pra onde? É, pra lá mesmo...

Escrito por Fábio Seixas às 17h50

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O que mais aconteceu

Aconteceu o quarto lugar de Kubica, voltando com classe à categoria, numa bela corrida. Chegou a preocupar Hamilton, como o inglês admitiu na coletiva;

 

Aconteceu de tudo com Alonso. Câmbio quebrado no treino, largada no meio do pelotão, ascensão meteórica no começo da prova, uma briga apertada com Heidfeld, com erros dos dois lados;

 

Aconteceu o primeiro ponto da Honda, com Button. A equipe fez uma estratégia diferente, adiando ao máximo as duas paradas de seus pilotos. Funcionou para um, deu errado para o outro. Button saiu em 12º, terminou em oitavo. Barrichello largou em 13º, recebeu a bandeirada em 11º;

 

Aconteceu de não chover. Que coisa, não chove mais na F-1, por mais que os boletins meteorológicos indiquem pista molhada. Será que Bernie comprou também o céu?

Escrito por Fábio Seixas às 10h35

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Fala, Massa

“Perdi a corrida no segundo pit. Largar na frente e chegar em segundo não é ruim, mas também não é o que eu esperava. Não tenho do que reclamar do carro, sensacional durante todo o fim de semana. O problema foi o tráfego. Eu fui bem no primeiro trecho da corrida, mas depois do pit stop eu tinha que manter o ritmo, virar o que eu estava virando, porque sabia que o Kimi pararia três voltas depois no segundo pit. Não consegui, peguei vários retardatários e hoje, na F-1, quando você se aproxima de alguém para ultrapassar, perde muita pressão aerodinâmica... Perdi a corrida ali, são coisas que acontecem. Minha estratégia funcionaria com pista limpa, o que, infelizmente, não aconteceu.”

Escrito por Fábio Seixas às 10h09

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Massa piscou, Raikkonen venceu

Viu o título do post?

 

Acho que é uma maneira de descrever o que aconteceu em Magny-Cours.

 

O brasileiro foi o destaque ferrarista durante todo o fim de semana, largou na pole position, protegeu bem sua posição, fez a volta mais rápida da prova mas... Um “mas” que aconteceu no momento da segunda parada, no intervalo entre os pits do brasileiro e do finlandês.

 

Enquanto Massa, que parou antes, perdia tempo atrás de retardatários, o companheiro acelerava feito um louco antes de fazer sua parada. Some isso ao 1s2 de diferença no reabastecimento e, pronto: liderança e vitória para o finlandês.

 

Mais nada, simples assim. Raikkonen conquistou a vitória. Massa a perdeu. Acontece, paciência.

 

Já a McLaren fez o que podia fazer, num fim de semana em que esteve sempre apagada. Mas a diferença para a BMW é (ainda) tão grande que, mesmo assim, chegou ao pódio. Com Hamilton, claro, oito GPs na F-1, oito troféus na estante. É o “senhor regularidade”.

 

Característica que é a responsável por sua liderança no Mundial, 64 pontos contra 50 de Alonso, apenas o sétimo hoje. Porque em oito provas, a temporada mostra uma divisão perfeita nos números de vitórias. Divida oito corridas pelos pilotos de McLaren e Ferrari. Pois é, duas vitórias para cada um.

 

O Mundial continua indefinido. Por mais que em alguns momentos a gente imagine que um ou outro está fora do baralho, vem uma corrida e a tal carta volta para a mesa. Assim que é bom.

Escrito por Fábio Seixas às 09h42

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O último palpite

Ufa! Na rádio, onde a internet funciona.

 

Não sei porque ainda faço isso, mas vamos lá: vai dar Massa, fácil, com Hamilton em segundo e Raikkonen em terceiro. Alonso, que teve problema de câmbio e não de motor, largará em décimo, correrá feito um louco e marcará alguns pontos, mas não chegará ao pódio.

 

E tenho dito.

Escrito por Fábio Seixas às 07h18

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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