Blog do Fábio Seixas - Automobilismo, viagens e pitacos sobre tudo o mais
Blog do Fábio Seixas
 

Bye, Speed

Speed dançou. Em seu lugar na Toro Rosso, já a partir da Hungria, Vettel. O garoto-prodígio da BMW, a tentativa de resposta alemã ao fenômeno Hamilton.
 
Californiano com garganta demais e braço de menos, Speed já vai tarde. Para nunca mais voltar.
 
Em 28 GPs pela Toro Rosso, não marcou um ponto. Mas isso é o de menos _Liuzzi, que é bom piloto, marcou só um pela ex-Minardi.
 
O problema sempre foi a marra do garoto. Criado pela Red Bull para ser uma espécie de "embaixador" da F-1 e da marca nos EUA, ele deixou que isso lhe subisse à cabeça. Desde seu início na categoria, acreditava ser mais do que realmente é. Rodou, não deixará saudades. E assim, de forma melancólica, se vai mais uma aposta da F-1 para seduzir o público americano.
 
Na nova equipe, Vettel não terá as mesmas facilidades a que está acostumado na BMW. Vai sofrer. Mas não deve se deixar abalar. Pode até não conquistar nenhum ponto. Mas se for bom mesmo, se for esperto mesmo, fará um trabalho honesto e aproveitará para aprender. E eu acho que ele é ambas as coisas.

Escrito por Fábio Seixas às 10h26

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Pit Stop em casa

E já que o dia é de volta à rotina, tem Pit Stop, na boa e velha bancada do UOL News, a partir das 15h.
 
O link para assistir ao vivo é este aqui.
 
Perguntas, comentários, críticas, elogios retumbantes e sugestões no e-mail uolnewsformula1@uol.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 10h08

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Êxtase e desânimo

Para zerar de vez o assunto Pan neste blog, segue aqui coluna que escrevi na Folha de ontem, segunda-feira, tentando mostrar como o evento foi murchando ao longo dos dias.
 
Será que o Ferreira leu?

Escrito por Fábio Seixas às 09h42

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Retomando a rotina

Fui ao Rio de avião, no dia 9. Voltei a São Paulo de carro, ontem, dia 30. Neste intervalo de três semanas, o sistema aéreo brasileiro, que ia de mal a pior, piorou de vez, foi ao fundo do poço, acabou. Por décadas, viajar de avião no Brasil não foi um problema. De nove meses pra cá, tornou-se um transtorno sem solução.
 
Que me desculpem os patriotas cegos, mas não dá para levar a sério um país em que uma simples ponte aérea é motivo de preocupação. Em que as companhias não dão garantias sobre horários de partidas e chegadas. Em que as pessoas voam temerosas, com toda a razão do mundo.
 
Enfim... Viagem agradável, boas companhias, parada em Penedo para uma truta defumada. E a volta à rotina. Que não inclui só o blog, mas um pilha de papéis sobre minha mesa. Nesta terça, o blog ainda estará claudicante. Amanhã, quarta, volta com força total.

Escrito por Fábio Seixas às 09h26

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Marque na agenda

Com antecedência estranha, saiu o calendário da F-1 para o ano que vem.
 
Sei não, acho que ainda haverá mudanças _normalmente, as datas só são divulgadas lá por meados de setembro. Os fatos de o Mundial ser aberto pela Austrália, e não pelo Bahrein como previamente anunciado, e de Magny-Cours estar no programa também causam espécie. E ainda acho que vão encontrar uma data para uma corrida nos EUA, onde quer que seja.
 
Como revelado aqui ontem, o Mundial termina em 2 de novembro, feriado de finados, com o GP Brasil, em Interlagos. Isso não muda, esteja certo.
 
Às datas:
 
16.mar: Austrália, Melbourne
23.mar:Malásia, Sepang
6.abr: Bahrein, Sakhir
27.abr: Espanha, Barcelona
11.mai: Turquia, Istambul
25.mai: Mônaco, Monte Carlo
8.jun: Canadá, Montreal (sujeito a confirmação)
22.jun: França, Magny-Cours
6.jul: Inglaterra, Silverstone
20.jul: Alemanha, Hockenheim
3.ago: Hungria, Budapeste
24.ago: Europa, Valência (sujeito a aprovação da pista)
7.set: Itália, Monza
14.set: Bélgica, Spa-Francorchamps
28.set: Cingapura, Cingapura (sujeito a aprovação da pista)
12.out: China, Xangai
19.out: Japão, Monte Fuji
2.nov: Brasil, Interlagos

Escrito por Fábio Seixas às 09h37

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Você leu aqui primeiro

Já está decidido: no ano que vem, o GP Brasil fechará novamente a temporada.
 
Será no dia 2 de novembro, em Interlagos.

Escrito por Fábio Seixas às 14h02

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Campeonato manchado

Peraí, vamos ver se entendi direito...
 
O Conselho Mundial da FIA considerou a McLaren culpada por estar em posse de documentos da Ferrari. Mas "como não encontrou evidências de que o time usou essas informações", decidiu que não era o caso de punição.
 
Mas o Conselho informa que se encontrar essas evidências no futuro, a McLaren será chamada para novas explicações e será "severamente punida", podendo até ser excluída do Mundial. Uau, que seriedade, que rigidez...
 
Marmelada, marmelada feia, marmelada nojenta. A emenda ficou pior do que o soneto. "Encontramos as jóias do vizinho na sua casa, mas como não temos certeza que você as usou, tudo bem." Foi mais ou menos isso.
 
O Mundial de 2007, tão empolgante dentro das pistas, ficou seriamente manchado fora delas.

Escrito por Fábio Seixas às 10h20

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Pit Stop especial, em Jacarepaguá

Pit Stop especial, em Jacarepaguá

O Pit Stop de hoje é diferente. Vicente Toledo e eu gravamos em Jacarepaguá, mostrando um pouco da melancólica situação de um dos autódromos mais sensacionais já construídos _e destruídos.
 
É triste passar ali todos os dias, a caminho do Riocentro, e ver três arenas maravilhosas, tinindo de novas, e logo a seguir as arquibancadas de Jacarepaguá enferrujadas, cercadas de mato, completamenta abandonadas.
 
Não dava para não falar sobre isso, foi uma violência, para dizer o mínimo. Mas, é claro, falamos também do GP da Europa, do duelo Massa x Alonso, da IRL em Mid-Ohio, da MotoGP em Laguna Seca.
 
O link para assistir, aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 14h40

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A foto

A foto

Alívio, êxtase, reflexão, sentimento de estar de volta à briga. A foto do domingo é essa, de Daniel Maurer, da Associated Press.

Escrito por Fábio Seixas às 11h10

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Pílulas do dia seguinte

O Bahrain vai abrir a temporada de 2008, anunciaram os promotores de Melboune, que ficarão com a segunda data do calendário. A corrida australiana não acontecerá à noite, como queria Bernie, mas terá largada no meio da tarde, às 15h30 locais, 6h30 na maior parte da Europa, uma tentativa de agradar a audiência no Velho Mundo;
 
Não me convenceram os pedidos de desculpas entre Alonso e Massa pós-confusão. Os dois já haviam se tocado em Barcelona, repetiram a dose em Nurburging. Sou capaz de apostar que nenhum dos dois vai aliviar na próxima vez em que se encontrarem na pista. Está pintando uma rivalidade acirrada aí;
 
As "panes hidráulicas" podem enterrar a Ferrari no Mundial;
 
Nada mais importa agora, só a audiência do Conselho Mundial no dia 26. Já dei minha opinião em uma coluna na Folha assim que o caso estourou. E mantenho minha posição: Dennis ciente ou não, é óbvio que Coughlan passou os olhos nos documentos da Ferrari e os utilizou de alguma forma. Sim, seria uma pena, mas a McLaren deveria perder todos os pontos.

Escrito por Fábio Seixas às 10h14

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Bandeira branca

O clima entre Massa e Alonso já ficou mais tranqüilo.

O espanhol chegou à entrevista coletiva pedindo desculpas, dizendo que já havia entendido que o toque foi coisa de corrida, etc e tal. "Agora vou curtir a vitória e esquece do resto", declarou o bicampeão.

O ferrarista aceitou, mas ficou o tempo todo de cara fechada.

E, para os repórteres brasileiros, depois da coletiva, falou um monte, foi incisivo.

"Parabéns pra ele que, no final, acabou me passando. Fiquei surpreso com a irritação dele, não aceitando, dizendo que eu tinha feito por querer. Aí quem ficou irritado fui eu, falei o que eu sentia e tenho certeza que ele se ligou que o errado não era eu e sim ele. Uma pessoa tem que aprender a perder e a vencer também, hoje não foi o caso. Mas tenho certeza que ele aprendeu depois. Ele é um grandíssimo piloto, sem dúvida, mas esse tipo de coisa tira toda a qualidade que ele tem."

Escrito por Fábio Seixas às 12h01

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Bye, bye?

Barrichello chegará, em Interlagos, à marca de 249 GPs, superando os 248 de Schumacher e ficando atrás apenas dos 256 de Patrese, que ultrapassará no ano que vem.

Em Nurburgring, por ocasião da esperada renovação de contrato, o brasileiro da Honda, zero ponto no Mundial, falou sobre o fato: "Vou fazer uma camiseta pra Interlagos escrita 'Bye, Bye Schumacher'."

O alemão vai gargalhar quando souber, imagino.

Escrito por Fábio Seixas às 11h40

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Alonso, no lugar certo na hora certa

Para mim, enfurnado no Riocentro, foi aquela sensação de "poxa, bem nessa corrida, em que eu não estou trabalhando nem acompanhando como deveria, acontece de tudo"...
 
Uma prova muito boa, das melhores. Com chuva, não tem muito erro, a corrida normalmente é eletrizante. Nurburgring hoje teve chuva forte, lambanças variadas, pista seca, Liuzzi quase acertando um trator, Hamilton babando, Winkelhock liderando, Raikkonen abandonando, Alonso e Massa travando um duelo fantástico nas últimas voltas, com a pista novamente molhada. E o espanhol levando a melhor. Com tudo isso, não há prognóstico que dure.
 
Foi a 18ª vitória de Alonso, a terceira pela McLaren. Massa ficou em segundo, com Webber (pois é) completando o pódio. Hamilton cruzou em décimo. Um resultado que alterou bastante as distâncias na tabela do Mundial.
 
"Absolutamente brilhante", disse a equipe a Alonso, assim que ele cruzou a linha de chegada. Não chegou a tanto. Alonso fez uma boa prova, estava no lugar certo na hora certa, mas não chegou a ser brilhante. Principalmente na disputa pela primeira posição: ele tinha mais carro naquele momento, não aliviou, mas arriscou demais, tentando passar de qualquer jeito e tocando desnecessariamente o brasileiro. E ainda foi reclamar. Por pouco não saíram uns tapas ali antes do pódio. Vai dar pano pra manga.
 
Massa tentou segurar, mas ali não tinha muito o que fazer. Ficou irritado, é compreensível, mas isso acontece em corridas. Hoje, o dia era do outro.
 
A F-1 chegou a Alemanha com Hamilton na liderança da classificação, com 12 pontos de vantagem sobre Alonso. Raikkonen tinha 18 pontos a menos que o inglês. Massa, 19.
 
Sim, Hamilton continua na ponta, mas com apenas dois pontinhos de folga sobre o companheiro de equipe. Massa agora é o terceiro, a 11 do novato. E Raikkonen caiu para quarto, com os mesmos 18 pontos de distância.
 
O campeonato está aberto, muito aberto, abertíssimo. Mas tenho minhas dúvidas de que a FIA vai deixar que continue assim.
 
Fico por aqui hoje, ainda tenho muito Pan pela frente.
 
Os comentários ficam com vocês.

Escrito por Fábio Seixas às 10h21

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Hamilton deve correr

Hamilton está bem, sem fraturas e deve correr amanhã.
 
Antes, pela manhã, passará por um exame de rotina. A McLaren está otimista. Se o inglês largar, será em décimo lugar, com o tanque cheio.
 
E se desta vez ele chegar ao pódio, vou aplaudir de pé.

Escrito por Fábio Seixas às 12h55

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Perguntas rápidas

Como confiar em "autoridades aéreas" que não sabem como é uma caixa preta? Como confiar em "autoridades aéreas" que mandam o equipamento errado para os EUA? Como?

Escrito por Fábio Seixas às 12h54

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Raikkonen é pole, Hamilton bate forte

Pole para Raikkonen, com Alonso em segundo e Massa em terceiro.
 
Resultado ruim, resultado péssimo para o brasileiro. O tempo do finlandês, 1min31s450, 0s291 melhor que o espanhol. Massa ficou a 0s328. Em mais um fim de semana forte da BMW, Heidfeld classificou-se em quarto no grid, logo à frente de Kubica.
 
Hamilton, o líder do campeonato? Foi o responsável pelo susto do dia em Nurburgring.
 
Faltando pouco mais de cinco minutos para o fim da sessão, um problema na suspensão da roda dianteira direita, o estouro do pneu. O motivo: segundo a McLaren, o pneu teria sido mal colocado no carro do inglês. Resultado: ele foi direto e reto na barreira de proteção. Ele estava rápido, havia acabado de cravar a melhor parcial do terceiro bloco do treino e não teve o que fazer.
 
Virou passageiro. Ficou alijado da luta pela pole, talvez até seja impedido de correr porque a desaceleração foi forte e brusca, mas isso é o de menos. Está inteiro, e isso é o de mais.
 
De resto, muito pouco. Barrichello sai em 14º, três posições à frente de Button.
 
Quem vai ganhar? Estou de licença pan-americana, vocês sabem, mas vou cravar Raikkonen. O campeonato está se complicando para Massa...

Escrito por Fábio Seixas às 09h37

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Nurburgring, sexta-feira

Rápido, para não dizerem que não falei das flores.
 
Hamilton foi o mais rápido pela manhã, 1min32s515, 0s236 melhor que Raikkonen, que pouco andou. E 0s417 melhor que Alonso. Massa ficou em sexto.
 
Na sessão da tarde, mais acirrada, Raikkonen cravou 1min33s339, 0s139 melhor que Hamilton, com Massa em terceiro e Alonso em quarto.
 
A impressão que tive, a de que a Ferrari guardou equipamento. Quando precisou, foi lá e fez. E com o finlandês, cada vez mais sintonizado com a F2007 e com a equipe. Massa que se cuide. A corrida deste fim de semana pode dizer muito sobre o futuro da política interna da escuderia.

Escrito por Fábio Seixas às 10h00

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Pit Stop na praia

E não é que, no meio da correria, Vicente Toledo e eu conseguimos nos encontrar na praia para fazer o Pit Stop?
 
Bom, o tempo não estava lá essas coisas... Chuva, garoa. Enfim, paulista na praia dá nisso.
 
Os assuntos, MotoGP, IRL e F-1. Muita F-1. O link está aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 13h49

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Licença pan-americana

Não gosto de coisas mal feitas. Principalmente quando levam meu nome.
 
Quem visita este blog há algum tempo sabe o quanto me dedico a este espaço, o quanto busco informações divertidas/insólitas/curiosas/internas, o quanto gosto de responder a quem deixa comentários.
 
E deve ter percebido, também, como esta semana foi estranha. Uma nota aqui, outra ali... 
 
Pois é, tentei, mas não vai dar. Em meio ao corre-corre da cobertura do Pan, não vou conseguir me empenhar no blog como eu gostaria. Dar-me-ei, portanto, uma licença de duas semanas.
 
Vez ou outra, se der, apareço por aqui.
 
Dia 30, volto a postar normalmente.

Escrito por Fábio Seixas às 13h56

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Bye, bye, Indy

Acabou a F-1 em Indianápolis.
 
"Após várias discussões, Bernie Ecclestone e eu chegamos à conclusão de que não haveria acordo para o ano que vem. De qualquer forma, mantivemos as portas abertas para o futuro", disse Tony George, em comunicado distribuído à imprensa do mundo todo.
 
Como cantava Elvis, "Viva, Las Vegas..."

Escrito por Fábio Seixas às 11h39

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No mínimo, constrangedor

Xiiii...
 
A FIA acaba de emitir um comunicado convocando representantes da McLaren para uma reunião extraordinária do Conselho Mundial, no dia 25, em Paris.
 
O motivo, responder a questões envolvendo quebra do Código Esportivo Internacional, uma vez que a equipe (e não um funcionário, veja bem) estava de posse de documentos e informações confidenciais pertencentes à Ferrari, "incluindo dados que poderiam ser usados para projetar, construir, checar, testar, desenvolver ou disputar o Mundial de 2007 com um carro de F-1".
 
Você está pensando no que eu estou pensando?

Escrito por Fábio Seixas às 08h20

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A ameaça da banana

Chove no Rio, ventinho frio. 
 
Chego ao MPC, o centro de imprensa, no Riocentro. Na entrada, vistoria de segurança. Passo minha mochila, com laptop, gravador, dois celulares, agenda eletrônica e outras parafernálias pelo raio-x.
 
O procedimento leva alguns segundos a mais do que o normal. Há algum problema. A moça com uniforme olha atentamente para a tela. Volta-se então para mim e pergunta, séria: " Você está levando uma banana?"
 
"Sim. Mas são duas. Elas são perigosas?", respondo.
 
Ela: "Amanhã não vai poder mais, tá? A partir de amanhã estará proibido trazer alimentos para o MPC. Tudo terá que ser comprado aqui dentro."
 
Ê, beleza. Fico imaginando os precinhos da quitanda do Pan...

Escrito por Fábio Seixas às 07h58

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Mais um capítulo

A audiência do caso de espionagem hoje, na Corte inglesa, foi suspensa.
 
O motivo, Ferrari e Coughlan chegaram a um acordo. O inglês vai colaborar com o time nas investigações internas, pelo menos isso foi o divulgado.
 
Estranho, muito estranho. Até porque, na Itália, o processo continua rolando...

Escrito por Fábio Seixas às 11h13

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Não tem cara de tiozão...

Mansell passeou por Silverstone, lembra?
 
Pois é, as F1 Girls lembraram...
 

Escrito por Fábio Seixas às 10h53

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Aviso aos navegantes

Aviso aos navegantes

E agora, lá vai o link para o programa em mp3...
 
Aqui no Rio, por enquanto, tudo indo. Estou pensando em fazer uma versão Bob's do "Super Size Me".

Escrito por Fábio Seixas às 10h48

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Pit Stop no Rio

Pit Stop no Rio

Correria louca por aqui.
 
Eis o link do Pit Stop de ontem. Excepcionalmente, minha participação foi por telefone.
 
Os assuntos, a vitória estratégica de Raikkonen em Silverstone e o quebra-pau da IRL.

Escrito por Fábio Seixas às 10h38

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A foto

A foto

Com um dia de atraso, lá vai a foto do fim de semana no mundo do esporte a motor. O autor do clique, Rick Bacmanski, da Associated Press.
 
 
Gostei da emoção daquele rapaz de calça preta, camisa branca e guarda-chuva na mão...

Escrito por Fábio Seixas às 11h38

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Porta dos fundos

Albers dançou. E o problema foi dinheiro.
 
"Foi uma decisão difícil, ele estava começando a se encontrar no carro, mas nosso programa de desenvolvimento ficou seriamente comprometido com a inadimplência de um dos seus patrocinadores. Não tivemos outra opção", disse Colin Kolles.
 
Em 46 GPs por Minardi, Midland e Spyker, Albers marcou 4 pontos. Sua melhor posição, quinto. Num GP com apenas seis carros, EUA-2005.
 
Klien, Gené e Karthikeyan continuam cotados para sentar no carro já em Nurburgring, mas o discurso da Spyker deixa bem claro qual é a situação: o primeiro que aparecer com dinheiro, leva.
 
Uma pena. Vibrei com a chegada da Spyker à F-1. Afinal, uma marca de carros parece-me mais adequada numa categoria do esporte a motor do que um fundo de investimentos. Comemorei cedo, parece. Não mudou nada.

Escrito por Fábio Seixas às 10h36

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Cafezinho caro

Já instalado no MPC, o Main Press Center, o QG da imprensa no Pan, pavilhão 5 do Riocentro.
 
Riocentro histórico. Riocentro do atentado. Riocentro da Eco 92. Agora, o Riocentro do Pan.
 
E o Riocentro dos preços altos também. Sabe quanto custa um cafezinho aqui dentro? Incríveis R$ 3. Por um cafezinho! Uma latinha de refrigerante sai pelo mesmo preço. Um suco, R$ 4.
 
Amanhã vou tentar almoçar por aqui. Depois eu conto o valor da dolorosa.

Escrito por Fábio Seixas às 20h48

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Youtube (pastelão) do dia

Youtube (pastelão) do dia

Você ainda não viu a confusão de ontem, no fim da prova da IRL.
 
Lá vai, com narração do amigo e vizinho de blog, Téo José...
 

Escrito por Fábio Seixas às 20h14

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Pílulas do dia seguinte

Albers pode perder o emprego antes do GP da Europa. O holandês mascarado vem fazendo uma temporada decepcionante e, de quebra, sofrendo com problemas no grupo de empresários que comanda sua carreira. Christian Klien, Marc Gené e Narain Karthikeyan são os mais cotados para a vaga;

 

Ron Dennis revelou um caso curioso passado com Hamilton na quarta à noite, após um evento beneficente. “Foi assustador, muito assustador. Um carro seguiu Lewis assim que ele deixou a festa. Quando ele parou, três rapazes saltaram. Tudo o que eles queriam eram autógrafos. Mas foi aterrorizante”, disse o chefe da McLaren;

 

Interessante a conta feita pela Tatiana Cunha na Folha de hoje: Massa não depende mais apenas de seus resultados para vencer o campeonato. Mesmo que ele vença todos os GPs que restam, perderá o título para Hamilton caso o inglês seja sempre o segundo;

 

Em Congonhas, esperando o vôo (atrasado) para o Rio, minha casa pelas próximas três semanas. Não, não trocarei este blog pelo Pan _já basta o que fizeram com Jacarepaguá. Continuarei atualizando este espaço. E vou tentar trazer um pouco dos bastidores pan-americanos... Até lá.

Escrito por Fábio Seixas às 08h42

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Quebra-pau na IRL

Terceira corrida da IRL em Watkins Glen, terceira vitória de Dixon.

 

Hornish foi o segundo, seguido por Franchitti. Kanaan foi o quarto. Castro Neves, o pole, bateu na 19a volta. Meira terminou em 17o.

 

Com o resultado, o baiano passou para terceiro no campeonato, com 319 pontos. Franchitti, o líder, tem 394. Entre os dois, Dixon, 347.

 

Mas a atração do dia foi a discussão entre Tony e Hornish no fim da prova. Os dois pilotos tiveram um enrosco na corrida e resolveram tirar a questão a limpo ainda no autódromo, ainda de cabeça quente.

 

O pai do americano se intrometeu na discussão, empurrando o brasileiro. Michael Andretti entrou no rolo. No meio da briga, Kanaan ainda conseguiu dar um “pedala” no rival. Marco Andretti, Jaime Câmara e mecânicos de todos os lados apareceram para esquentar/esfriar a briga.

 

Quando é a próxima prova em oval mesmo?

Escrito por Fábio Seixas às 21h38

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Spice girl em Silverstone

Ao lado de seu marido perna-de-pau, Victoria Beckam esteve hoje em Silverstone. E as F1 Girls não deixaram passar barato...
 

Escrito por Fábio Seixas às 21h25

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No topo do mundo

Não, ele não é muito de sorrir. Mas parece determinado, mordido, provocado, forte. O autor do clique, Jen Buettner, da agência Efe.

 

 

Você reparou onde enfiaram uma câmera de TV?

Escrito por Fábio Seixas às 12h13

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Ah, os pneus...

Em entrevista à ITV, Ron Dennis disse que desde muito cedo na corrida já estava claro para a McLaren que o máximo que Hamilton conseguiria seria o terceiro lugar.

 

“Provavelmente, os pneus macios eram melhores para a corrida, diferentemente do que imaginamos ontem. Parece que fizemos a escolha errada, mas pelo menos conseguimos alguns pontos importantes.”

 

A Ferrari começou com pneus macios. Alonso e Hamilton, com os duros. O espanhol ainda trocou para os macios no segundo trecho da prova, o mais curto. Já o inglês só os usou no terceiro e último bloco da corrida.

 

O técnico de pneus da McLaren deve estar, digamos, meio preocupado com o futuro uma hora dessas...

Escrito por Fábio Seixas às 11h54

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Di Grassi a um passo da liderança

Antes da F-1, teve etapa da GP2 lá em Silverstone.

 

Na nona corrida da temporada, o novo vencedor diferente. Desta vez, Adam Carroll, que desde Magny-Cours é o substituto de Antonio Pizzonia na FMS, equipe de Fisichella.

 

Pastor Maldonado, da Trident, foi o segundo, seguido por Kazuki Nakajima, da DAMS.

 

Lucas di Grassi manteve sua boa regularidade, chegou em quarto e, com isso, assumiu a vice-liderança do campeonato, encostando em Timo Glock, que não marcou pontos em nenhum das duas corridas de Silverstone. Agora, o placar mostra 39 a 37.

 

“Fiz o melhor que eu pude. O carro não estava bom, mas o importante é que conseguimos diminuir ainda mais a diferença para o Glock. Conquistamos mais oito pontos no final de semana e estamos perto. Agora é uma questão de trabalhar para melhorar o carro, o que nos dará condições de brigar pela vitória e a liderança nas próximas etapas”, disse Di Grassi.

 

Bruno Senna foi o décimo e Xandinho Negrão, o 18o.

 

Mantendo o atual ritmo, Di Grassi logo, logo assumirá a liderança do campeonato. Carro pra isso ele tem: pilota para a ART, equipe bicampeã da GP2. E nas últimas corridas vem mostrando que tem cabeça também.

Escrito por Fábio Seixas às 11h41

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O que mais aconteceu

Aconteceu Hamilton, o infalível, quase falhando à la Albers e levando a mangueira de gasolina consigo no primeiro pit. Seria uma vexaminosa queda do trono. Menos mal que o inglês se tocou a tempo e parou antes de o estrago ser feito;

 

Aconteceu Barrichello quase chegando ao primeiro ponto na temporada. Quase. Numa corrida com poucos abandonos, as quatro principais equipes levaram seus carros até o fim. Coube ao brasileiro o nono lugar, com uma estratégia de apenas uma parada, na 31a volta. Bom demais. Até porque a Honda não é nem em sonhos a quinta força do grid;

 

Aconteceu o enrosco entre Speed e Wurz. O americano saiu xingando, como de costume. “Ele foi muito otimista de achar que passaria ali”, disse. Na minha opinião, foi o bom e velho “racing incident”;

 

Falando de novo de Hamilton, aconteceu o inglês de sorriso amarelo no pódio e na entrevista coletiva. Ele é o líder do Mundial, com boa vantagem sobre Alonso, mas certamente trocaria qualquer uma de suas duas vitórias por um primeiro lugar diante da torcida inglesa;

 

E aconteceu Massa atrás de Kubica no final da corrida. Apostei na transmissão que o brasileiro chegaria e passaria. Errei. Depois do GP, ele explicou que é muito complicado, em termos aerodinâmicos, ficar atrás de carros da BMW e da Renault. Eu acho é que o rádio funcionou. Alguém da Ferrari deve ter dito ao brasileiro para ir com calma e assegurar os quatro pontinhos.

Escrito por Fábio Seixas às 11h32

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Apagão

O motor apagou, explicou Massa.

 

Acontece com os melhores pilotos, com os melhores carros. Como acabou de acontecer. Paciência.

 

E na corrida, convenhamos, o prejuízo não foi tão grande assim: largou em quarto, terminou em quinto.

 

O maior golpe foi na sua situação do campeonato. Porque, depois de viver cinco provas como o melhor ferrarista na tabela, o brasileiro agora está um ponto atrás de Raikkonen. E com o finlandês embalado, crescendo prova a prova desde o já famoso e decisivo teste ferrarista em Silverstone, antes de Magny-Cours.

 

Pior para Massa: o momento decisivo do campeonato é este que começa agora.

Escrito por Fábio Seixas às 10h08

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Raikkonen vence e dá a volta por cima

A vitória passou pelas mãos de Hamilton, flertou com Alonso, fechou com Raikkonen, que deu mais um baile estratégico na concorrência.

 

A chave, o segundo trecho da prova, quando, mesmo com o carro mais pesado, não deixou o espanhol desgarrar à sua frente. Alonso parou na 37ª, Raikkonen então teve cinco voltas de pista limpa para acelerar tudo o que podia e conseguiu. A dupla Brawn-Schumacher ficaria orgulhosa.

 

Batido, Alonso não teve muito o que fazer a partir daí. Como Hamilton, cujo sonho da vitória em casa já havia ido pro espaço logo na primeira rodada de pits.

 

Kubica foi o quarto, após segurar o ímpeto de Massa nas últimas voltas. O polonês vai se firmando pouco a pouco como o melhor piloto fora do duo McLaren e Ferrari.

 

E se Raikkonen foi o destaque cerebral da corrida, Massa, quinto colocado, foi o expoente da agressividade. Com um problema na largada, saiu dos boxes, em 21º. Na terceira volta já era 14º. Na 16ª, já estava em sétimo. E só não terminou na posição original do grid porque o piloto à frente era Kubica.

 

Hamilton continua na ponta do campeonato, com 70 pontos, com Alonso em segundo, 58. Raikkonen agora é o terceiro, com 52, ultrapassando Massa _o brasileiro tem um pontinho a menos.

 

Estamos assistindo de novo ao filme de 2006, quando a Ferrari se recuperou espetacularmente na segunda metade do ano? Sim. Estamos. E Raikkonen, achincalhado por tanta gente até três semanas, está de volta. Por cima.

Escrito por Fábio Seixas às 09h35

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O último palpite

Chegou a hora do palpite para o GP, aquele post que faz a alegria de tantos e tantos internautas.

 

Sem mais delongas: dá Hamilton, com Raikkonen em segundo e Massa logo atrás. Alonso vai fazer lambança. E tenho dito.

 

Boa prova, volto após a bandeirada.

Escrito por Fábio Seixas às 07h32

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Fala, Stepney

Stepney apareceu. Stepney falou. Stepney negou.

 

Ao lado de Hamilton, o ex-ferrarista será o destaque dos cadernos esportivos ingleses neste domingo.

 

Aos jornais de seu país, Stepney disse que voltou à Itália na última quarta-feira, mas que teve de fugir de lá para preservar sua integridade.

 

“Meu carro foi perseguido algumas vezes, em alta velocidade. Fomos seguidos por mais de um carro, com placas italianas. Na quinta-feira, consegui encurralar um deles, mas o motorista se negou a falar. Minha namorada ficou assustada. Alguém ia se machucar. Não vi outra opção que não fosse deixar a Itália.”

 

Sobre o caso em si, ele nega ter passado qualquer documento a Coughlan. “Nego categoricamente. Eu sabia que estava sendo vigiado. As pessoas sabem quando você acessa um documento no computador. Não tenho idéia de como Mike conseguiu essas informações. Se conseguiu, vieram de outra fonte.”

 

Segundo ele, os problemas com a Ferrari começaram em setembro do ano passado, quando Brawn anunciou que tiraria um ano sabático e ele, Stepney, não aceitou os planos da escuderia. Ele não queria responder a Mario Almondo, o novo diretor técnico, mas sim a Aldo Costa, o projetista.

 

“Em fevereiro, minha relação com a equipe já tinha acabado. Com Ross, eu tinha uma relação de um pra um. Agora, eu teria que responder a quatro ou cinco pessoas. Estava sendo frustrante.”

 

Daí, conta Stepney, veio a idéia de procurar vaga na Honda. Ele confirma ter encontrado Fry em duas oportunidades, na segunda delas, em 1o de junho, em Heatrow, acompanhado por Coughlan.

 

“Houve pessoas na Ferrari que se interessaram quando souberam que eu poderia montar uma nova equipe técnica na Honda. Mike também estava insatisfeito na McLaren. Nós conversamos e levamos essa proposta à Honda. Mas não houve nada além disso.”

 

Por fim, ele diz ser apenas vítima da política ferrarista. “A Ferrari está com medo dos meus conhecimentos, do que levo na minha cabeça. Acho que sei onde estão os corpos enterrados nos últimos dez anos. E houve muita controvérsia nesse período. Fui contra o sistema e estou pagando por isso.”

 

Tem certa lógica o discurso de Stepney, que tem ao seu lado a falta de evidências _todas, até agora, só apontam para Coughlan.

 

Mas a Ferrari seria capaz de queimar alguém assim só para não ver um antigo profissional levar seu know-how para outro time? Posso estar sendo ingênuo, mas acho que não.

 

Enfim, o caso todo ainda está muito estranho... E segue o jogo.

Escrito por Fábio Seixas às 23h11

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Pole brasileira no Glen

No treino que definiu o grid de largada para a etapa de Watkins Glen da IRL, tudo igual a ontem na primeira fila.

 

Castro Neves em primeiro, seguido por Dixon. Logo atrás, Franchitti e Kanaan, posições inversas às da sexta-feira. Meira é o oitavo.

 

Pelo que fizeram desde o primeiro treino, os dois primeiros têm tudo para travar um belo duelo. A diferença é pouca. E o circuito, afinal, é o velho Glen.

 

A largada, às 16h30 (horário de Brasília) de amanhã.

Escrito por Fábio Seixas às 22h41

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Sobre a pole e todo o resto

Fora da pista, na entrevista dos primeiros no grid, Hamilton também deu show.

 

“Eu acelerei o máximo que podia. Tive que jogar tudo naquela última volta. Eu estava sofrendo no primeiro setor o fim de semana todo, sempre perdendo dois décimos para o Fernando. Quando abri a última volta, decidi que iria fazer aquele trecho de pé embaixo. Não deu, quase consegui, mas foi o suficiente para me dar um bom ritmo para o resto da volta. Nas duas últimas curvas, eu já sabia que estava três décimos melhor”, declarou o novato.

 

Mas, mais do que o pé cravado no primeiro setor, composto pelas curvas Copse, Maggotts e a seqüência da Becketts, este blogueiro entende que o fundamental para a pole (e para tudo o mais) foi o que ele disse a seguir.

 

“Eu me sinto muito tranquilo e relaxado neste fim de semana. Não sei como os outros pilotos ficam, mas talvez isso seja parte da minha personalidade. Gosto de alegrar as pessoas, de dar autógrafos a mais, de ver os torcedores agitando as bandeiras. Isso tudo me dá muita energia. Se existe alguma pressão, é a pressão que parte de mim mesmo.”

 

Isso faz diferença, uma enorme diferença, pode acreditar.

Escrito por Fábio Seixas às 12h55

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Fato e Foto

É de Lefteris Pitarakis, da Associated Press, o clique que melhor traduz a atual situação da McLaren.

Escrito por Fábio Seixas às 12h41

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O rodízio da molecada

O incrível rodízio de vitórias continua na GP2. Em sua oitava etapa, hoje, em Silverstone, a temporada 2007 da categoria coroou o oitavo vencedor diferente.

 

A honra, hoje, foi de Andreas Zuber, da iSport, que largou na pole e só deixou a liderança, por pouco tempo, durante a janela de pit stops.

 

Mike Conway, da Super Nova, foi o segundo colocado, seguido por Kazuki Nakajima, da DAMS. O melhor brasileiro foi Lucas di Grassi, quarto. Bruno Senna chegou em 11º e Xandinho Negrão abandonou na nona volta, com um problema na embreagem _era então o 16º na corrida.

 

Líder do campeonato, Timo Glock não marcou pontos. Ele continua na ponta, mas cada vez mais pressionado. Tem 40 pontos. Luca Filippi tem 35, um a mais de Di Grassi. Bruno é o quarto, com 24 pontos.

Escrito por Fábio Seixas às 12h33

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Massa e a estratégia

Massa não está preocupado. Ou pelo menos tentou demonstrar que não está.

 

Em entrevista aos jornalistas brasileiros lá em Silverstone, agora há pouco, disse que tem uma boa estratégia pra corrida, dando a entender, portanto, que está mais pesado do que o trio à sua frente e que só por isso ficou em quarto.

 

Pode ser. Pode não ser. Fico com a segunda opção. Acho que o brasileiro, amanhã, lutará pelo terceiro lugar e olhe lá.

Escrito por Fábio Seixas às 12h24

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Perguntinha rápida

Alguém ainda acha que braço não faz diferença na F-1?

Escrito por Fábio Seixas às 09h18

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Hamilton, perfeição e pole

A história de Hamilton já começa a ganhar contornos de conto de fadas. De ficção. De invenção. Porque é perfeita demais para ser verdade.

 

Acelerando um F-1 em casa pela primeira vez na carreira, o inglês de 22 anos conquistou a primeira posição no grid de Silverstone, sua terceira pole position em apenas nove corridas na categoria.

 

Mas não foi só isso: escondido durante todo o fim de semana, ele brilhou no final de treino mais emocionante desta temporada.

 

Se as sessões de sexta-feira mostravam um cenário equilibrado, com ligeira superioridade ferrarista, o terceiro e último treino livre confirmou tudo isso. O mais rápido foi Raikkonen, 1min19s715, 0s169 melhor que Alonso. Na seqüência, Massa e Hamilton.

 

E foi com essa sensação de briga acirrada que a F-1 realizou o treino classificatório para o GP inglês. Uma sensação confirmada desde o primeiro bloco da tomada de tempos. Uma realidade.

 

Alonso, Raikkonen, Massa e Hamilton foram os melhores, 0s550 separando o primeiro do quarto. Lá no fundão, os cortados foram Rosberg, Button, Davidson, Sutil, Sato e Albers.

 

O segundo bloco manteve as duplas de Ferrari e McLaren na frente, só invertendo a ordem dos dois últimos: Alonso, Raikkonen, Hamilton e Massa, 0s100 do espanhol para o finlandês, 0s269 do primeiro para o quarto. O tempo de Alonso, 1min19s400, foi o melhor do fim de semana.  Não sobreviveram à degola Webber, Speed, Barrichello, Liuzzi, Trulli e Coulthard.

 

A brasa, tudo indicava, estava mais para a sardinha de Alonso.

 

Aliás, na saída dos pilotos para a terceira e última parte do treino, impressionou-me a agressividade do bicampeão com Hamilton. Quando a luz vermelha do pit lane apagou, o inglês piscou e demorou dois ou três segundos para partir. O espanhol, irritado, quase o ultrapassou ali mesmo. E, depois, não deu refresco. Ficou as primeiras voltas na cola do companheiro, como que questionando o fato de ele estar à sua frente _no que tinha razão, aliás, já que vinha sendo o mais rápido desde o início.

 

Livre do inglês após as paradas para troca de pneus, Alonso deu vazão a toda essa vontade. Cravou 1min20s410, assegurando provisoriamente a pole. Veio então a última volta de cada um dos quatro concorrentes. A hora da verdade.

 

Alonso baixou para 1min20s147. Massa vinha mais rápido até a última parcial, mas perdeu tempo e cravou 1min20s265. Veio então Raikkonen: com 1min20s099, tomou a pole do espanhol. Por pouquíssimo tempo: segundos depois, Hamilton foi a 1min19s997, levando a McLaren, as arquibancadas e seu pai, Anthony, à loucura, ao delírio.

 

No grid, portanto, Hamilton, Raikkonen, Alonso, Massa.

 

O inglês vai ganhar em casa? Seria muito perfeito para ser verdade. Mas estamos aprendendo, com ele, que coisas assim podem acontecer. É o favorito.

Escrito por Fábio Seixas às 09h10

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O novo herói

Silverstone registrou público recorde nesta sexta-feira: 42 mil pessoas foram ao circuito de Northamptonshire acompanhar os primeiros treinos livres para o GP.
 
Novo recorde deve ser batido hoje. Amanhã, idem.
 
O que me lembrou de um artigo publicado num dos cadernos especiais da Folha sobre o Pan, assinado por Ronaldo Helal, professor da Faculdade de Comunicação Social da UERJ. 
 
Começava assim: "O esporte como fenômeno massivo, não se sustenta sem ídolos. Eles atraem as pessoas, estimulam o gosto e chamam a atenção até para modalidades menos populares. Uma diferença entre ídolos do esporte e de outros universos, como a música, os torna ainda mais fundamentais como catalisadores de atenções. Ídolos esportivos são heróis, devido ao aspecto de luta que permeia seu universo. Ambos, ídolos do esporte e da música, tornam-se celebridades, porém só os do esporte são inexoravelmente considerados heróis."
 
O herói britânico já foi Hill, já foi Clark, Moss, Stewart, Hunt, Mansell...
 
Agora já atende pelo nome de Lewis. E tente tirar isso da cabeça do torcedor...

Escrito por Fábio Seixas às 01h33

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The Glen

Nunca fui a Watkins Glen. Mas sempre adorei o circuito, o nome, o lugar. 
 
The Glen... Algo de mágico.
 
Stewart acelera no Glen na corrida vencida por Emerson, em 1970
 
The Glen. Onde, de certa forma, tudo começou. Onde Emerson conseguiu sua primeira vitória, dando o título póstumo ao amigo Rindt, em 1970 (outro ano mágico para nós, gente bronzeada). Onde a F-1 correu por dez anos. E de onde nunca deveria ter saído.
 
Porque, depois, só vieram lixos, circuitos improvisados de rua: Phoenix, Las Vegas, Detroit... Mesmo Indianápolis me desperta dúvidas: o ambiente é sensacional, mas não é o speedway em sua essência.
 
Bom, tudo isso para falar da IRL. É lá, em Watkins Glen, que acontece a corrida deste fim de semana. Castro Neves foi o mais rápido hoje, com uma voltaça, já melhor que a pole de 2006. Dixon foi o segundo, seguido por Kanaan e Franchitti, líder do campeonato. Meira ficou em nono.
 
A definição do grid será amanhã, a partir das 14h30 (de Brasília). A corrida acontece no domingo, às 16h30.

Escrito por Fábio Seixas às 20h44

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Bastidores do GP

Viajando pela Inglaterra, Saulo Bernardes de Souza aproveitou para passar o fim de semana em Silverstone.
 
E já mandou, hoje, o primeiro lote de suas fotos nos bastidores do GP. Assim, my friend, é a vida do torcedor inglês na F-1...
 
 
 
 
 

Escrito por Fábio Seixas às 18h41

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Brasil na frente e atrás

Na GP2, a pole ficou com Zuber, da iSport, seguido por Conway, da Super Nova _foi o melhor treino do atual campeão da F-3 inglesa na categoria.
 
Reforçando a boa fase que nas últimas provas o alçou a concorrente pelo título, Di Grassi ficou em terceiro. “A iSport ainda está muito rápida na tomada de tempos. Mas foi um bom resultado para o campeonato, porque os pilotos que estão na disputa comigo estão largando mais atrás”, disse Di Grassi, da ART.
 
Os outros dois brasileiros foram muito mal, obrigado. Xandinho rodou, sofreu com o motor quebrado e sai em 23º. Bruno bateu e larga em 26º e último.
 
 “Eu estava na minha primeira volta rápida quando peguei a zebra por dentro. O assoalho raspou no chão e fui parar na grama. O pior é que o motor morreu e não pude voltar à pista. Os danos no carro foram pequenos, apenas no bico e no assoalho. O prejuízo mesmo será sair lá atrás”, explicou o primeiro-sobrinho.
 
A corrida acontece ao meio-dia de amanhã, com Sportv.

Escrito por Fábio Seixas às 15h05

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Big Brother

Fuçando nas agências internacionais para encontrar uma boa imagem do dia em Silverstone, escolhi a foto abaixo. O autor do clique, Dylan Martinez, da Reuters.

Não será nada fácil a vida de Hamilton no fim de semana..

Escrito por Fábio Seixas às 13h54

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Triângulo indecoroso

Acabo de falar com Silverstone.
 
Por lá, não há outro assunto: o caso de espionagem da F-1 ganhou novos rumos com a história da Honda.
 
Ao que tudo indica, Stepney, da Ferrari, e Coughlan, da McLaren, estavam juntando material para levar para uma terceira equipe, justamente a Honda, com quem negociavam vagas de comando.
 
Frase de Dennis na entrevista coletiva de agora há pouco: "Esperem o 'Sunday Times'. Muita coisa será esclarecida".

Escrito por Fábio Seixas às 13h21

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A Honda no Stepneygate

A Honda, propositalmente ou não, acaba de colocar mais lenha na fogueira em que arde Nigel Stepney.
 
Em comunicado à impresa, informa que "no começo do ano, Nigel Stepney pediu um reunião com Nick Fry, CEO do time."
 
Segue o texto: "O encontro aconteceu em junho, e Stepney levou Mike Coughlan com ele, com a intenção de sondar vagas de trabalho na Honda. A Honda gostaria de afirmar que em nenhum momento foram oferecidas ou entregues informações confidenciais. Nick Fry informou Jean Todt e Ron Dennis sobre o encontro e se colocou à disposição para qualquer informação que Ferrari e McLaren requisitem".
 
Segundo o sempre bem informado site GrandPrix, foram dois os encontros entre Honda e Stepney, em fins de abril.
 
Que duplinha essa, Stepney e Coughlan, não?

Escrito por Fábio Seixas às 12h58

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Silverstone, 2º treino livre

E quando todo mundo esperava mais um treino apertado, eis que Raikkonen sobrou na segunda sessão livre em Silverstone.
 
O finlandês controlou o pelotão. Cravou o melhor tempo, 1min20s639, logo aos 35 minutos do treino e não foi ameaçado por ninguém. A segunda marca ficou com Massa, a distante 0s499. Ralf e Hamilton vieram logo na seqüência, com exatamente o mesmo tempo, 1min21s381.

Alonso? Será que ele foi a Silverstone? Ah, sim, ficou em sexto, atrás de Trulli. Descontadas as Toyota, que jogaram pra torcida hoje, o cenário mostra um início de GP com a Ferrari melhor que a McLaren, Raikkonen melhor que Massa e Hamilton melhor que Alonso.
 
Barrichello ficou em 17o, uma posição à frente de Klien, que substituiu Button. O inglês se queixa de dores nas costas desde a batida na largada do GP dos EUA e achou melhor não participar da segunda sessão. Não fez falta nenhuma. Ou você acha que ele faria mais do que Klien?
 
Bom, de volta à turma da frente... Pode até dar Ferrari amanhã, claro que pode. Aliás, essa já começa a virar minha aposta para o treino oficial. Mas tenho certeza que não será com a mesma facilidade.

Escrito por Fábio Seixas às 10h42

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Daqui não saio, daqui ninguém me tira

A Red Bull acaba de confirmar a renovação de contrato de Coulthard por mais uma temporada. Ou seja, o time manterá em 2008 sua atual dupla.

 

O escocês hoje soma 219 GPs. Chegará ao fim do ano com 228. Se o próximo Mundial tiver 20 corridas, como Ecclestone pretende, Coulthard somará 248. No caso de um novo contrato, superaria os 256 de Patrese em 2009, mas ficaria atrás de Barrichello, a quem só ultrapassaria em 2010 _isso, claro, se o brasileiro decidir parar e o escocês conseguir onde correr.

 

Loucura? Muita futurologia? Sei não. Não duvido mais da eternidade de Coulthard. Não entendo muito como pode, mas ele dura, dura, dura...

Escrito por Fábio Seixas às 09h01

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Youtube do dia

Youtube do dia

Dica do Daniel, num comentário ao post sobre a declaração de Barrichello, ontem, na entrevista coletiva em Silverstone.

 

Em entrevista ao “Arena Sportv”, o brasileiro fala, fala, fala sobre a marmelada de Zeltweg-2002, mas se nega a revelar o fim da história. Deixa no ar uma suposta ameaça da Ferrari, mas não esclarece qual foi _não seria a demissão, relata. E repete aquele papo de que, um dia, vai lançar um livro contando tudo.

 

 

Não sei o que ele está esperando. Meu palpite? Não há nada mais para dizer sobre o episódio. Ele tentou ao máximo, mas quando percebeu que não haveria como dobrar Todt e Brawn, abriu passagem.

 

Em tempo, antes que comecem a me achincalhar nos comentários: considero Barrichello um bom piloto. Pilotos ruins não duram tanto tempo numa categoria como a F-1. Ele se embanana é fora do cockpit.

 

Em tempo-2, ainda sobre o post anterior: fui voto vencido na eleição sobre “a melhor corrida de Barrichello”. Mas mantenho minha posição, talvez até pelo aspecto emocional daquela corrida. Para mim, a vitória em Hockenheim, saindo em 18o e mantendo-se na pista molhada com pneus de pista seca, foi épica, das mais espetaculares que vi, ao vivo ou em VT. Mas, enfim, é só minha opinião.

Escrito por Fábio Seixas às 08h45

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Sexta, coluna

Não interessa se Ron Dennis sabia ou não. Documentos importantes sobre o funcionamento da Ferrari foram encontrados na casa de uma pessoa-chave de sua equipe e isso já seria o suficiente para uma punição pesada da FIA.

 

Uma empresa, afinal, precisa ser responsabilizada quando um funcionário causa prejuízos a terceiros. Tem a ver com o princípio de responsabilidade objetiva, tão esquecido por aqui...

 

Em linhas gerais, é esse o tema da coluna de hoje na Folha. O link está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 06h54

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Silverstone, 1º treino livre

O duelo McLaren x Ferrari, explosivo nos bastidores, tem tudo para ser tão ou mais forte na pista de Silverstone. Porque o equilíbrio técnico que imaginávamos para o fim de semana deve se concretizar. Já se concretizou.

 

Foi assim na primeira sessão de treinos livres. Os quatro pilotos das duas equipes lutando pelo primeiro tempo, honra que coube a Hamilton. O inglês cravou 1min21s100 a cinco minutos do fim, para delírio do público que vai lotar Silverstone até domingo.

 

Raikkonen e Massa, que dominaram a maior parte da sessão, ficaram logo atrás. O finlandês em segundo, a 0s111. Massa em terceiro, a 0s074 do companheiro. Alonso, vencedor do GP da Inglaterra no ano passado, terminou em quarto, a distante 0s575 da melhor marca.

 

Rosberg foi o quinto e Kubica, que teve seus momentos no topo dos monitores de cronometragem, terminou em sexto. Barrichello? Em décimo, o que deve ter sido motivo de comemoração na moribunda Honda.

 

Não era preciso muito tutano para prever esse equilíbrio em Silverstone. Tente imaginar um gráfico, com uma linha representando o desempenho da Ferrari, outra acompanhando a McLaren.

 

A Ferrari começou o campeonato melhor. A partir de Barcelona, a McLaren começou a equilibrar as coisas. Em Mônaco, a linha do time inglês cruzou a da escuderia, que esboçou uma reação em Magny-Cours. Em algum momento, as linhas voltariam a se encontrar. E será neste fim de semana. Depois? Não sei, o campeonato anda imprevisível. Mas Silverstone será pau a pau.

Escrito por Fábio Seixas às 06h47

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Frase estranha

Barrichello, Massa, Button, Davidson e Wurz foram os protagonistas da coletiva da FIA hoje, em Silverstone.
 
Entrevista morna, sem novidades. Massa, por exemplo, se negou a comentar o Stepneygate.
 
Só uma frase me chamou a atenção. De Barrichello, instado a falar sobre sua vitória lá, em 2003. "As pessoas consideram aquela a minha melhor corrida."
 
Que pessoas? Alguém realmente acha Silverstone-2003 melhor que Hockenheim-2000?
                                                                                                  
Damien Meyer/France Presse
 
Barrichello na coletiva de hoje para o GP da Inglaterra

Escrito por Fábio Seixas às 18h16

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A certeza de Piquet

Recebo e-mail de Wosley Nogueira com um link para uma matéria interessante do "Diário do Nordeste", lá da linda Fortaleza.
 
Em entrevista ao editor André Marinho, Nelson Piquet crava com todas as letras que Nelsinho correrá na Renault em 2008:
 
DIÁRIO: Em relação ao seu filho. Claro que é uma emoção o filho estar seguindo a mesma carreira do pai. Como é que vocês mantêm contato? Ele pede algumas dicas ou já anda por si?

PIQUET: O Nelsinho anda por si. Ele já está lá, como piloto de testes da Renault, tem um contrato para o ano que vem para “sentar” no carro, então ele já está encaminhado.

DIÁRIO: Você acha que ano que vem ele já entra forte?
 
PIQUET: Sem dúvida, ele já entra.
 
Bom, já disse aqui que tenho minhas dúvidas sobre o Nelsinho, não sei se ele vai entrar forte. Mas que ele entra, entra.

Escrito por Fábio Seixas às 17h40

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Piada pronta

A marca do vinho branco servido pela McLaren, hoje, num evento em Silverstone: Spy Valley.

Escrito por Fábio Seixas às 16h14

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Tira-teima

Tira-teima

No Pit Stop de terça-feira, dissemos que o GP da Inglaterra seria uma tira-teima, pelo menos momentâneo, da relação de forças Ferrari x McLaren no Mundial.

 

Raikkonen concorda: “As pessoas me perguntam se hoje estamos à frente da McLaren. Sinceramente, não sei. Vamos esperar essa corrida para descobrir”.

 

E disse mais: “Se conseguirmos usar tudo o que testamos aqui há duas semanas, estaremos mais fortes do que em Magny-Cours”, completou.

 

Aí é a minha vez de concordar. A Ferrari achou algum tesouro no carro naqueles testes e com certeza, pelas diferenças entre as pistas, não usou todas as novidades na França. E você acha que a McLaren está parada?

 

Essa corrida, por tudo o que a envolve, dentro de fora do autódromo, está ganhando contornos de especial.

Escrito por Fábio Seixas às 08h51

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Programe-se

Estava sentindo falta da programação da F-1 no fim de semana? Vamos lá então. Os horários, amigos internautas do mundo todo, são os de Brasília.

 

Sexta-feira

6h-7h30: 1o treino livre

10h-11h30: 2o treino livre

 

Sábado

6h-7h: 3o treino livre

9h-10h: Treino oficial

 

Domingo

9h: GP da Inglaterra, 60 voltas 

Escrito por Fábio Seixas às 08h42

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Renault e F-1, 30

Silverstone, 1977. A Renault estréia na F-1, com um único carro, nas mãos de Jean-Pierre Jabouille. Ele larga em 21º e abandona após 16 voltas, com um problema no turbo.
 
Silverstone, 2007. Atual bicampeã mundial de Construtores, a Renault disputa seu 219º GP, tentando a 51ª pole e a 34ª vitória.
 
E, para celebrar, pinta o carro de 2007 com as cores de 30 anos atrás. O RS27, com o design do RS01, ficará exposto em Silverstone nos próximos dias...
 
 
 
 
 
Muito mais bonito que o atual, não?

Escrito por Fábio Seixas às 16h00

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Previsão furada, de novo?

Depois das previsões vazias de Mônaco e Magny-Cours, havia jurado a mim mesmo retomar uma tradição pessoal-profissional dos tempos em que eu cobria Indy: não escrever mais sobre chances de sol ou chuva nas corridas.
 
Mudei logo de idéia. Porque parece que o caso de Silverstone é mais sério. Os administradores do autódromo já colocaram em ação um plano de emergência para tentar amenizar os efeitos das fortes chuvas que já estão caindo por lá.
 
"As chuvas estão afetando todo o país. Várias áreas do Reino Unido estão debaixo d'água, Wimbledon deve avançar para um terceiro fim de semana... Estamos fazendo o possível para que os fãs sofram o menos possível com a chuva", disse Richard Phillips, diretor do autódromo, à "Autosport".
 
Tarefa complicada. Quando chove, Silverstone vira um lamaçal só. Alguns anos atrás, quase atolei o carro no estacionamento. Um colega não conseguiu o "quase" e chegou à sala de imprensa todo sujo de barro. Pior é a vida dos que se hospedam nos acampamentos, uma instituição de Silverstone.
 
Hoje está chovendo forte por lá. Amanhã, ainda chove, mas com menos intensidade. Para sexta, a previsão é de chuva fraca pela manhã. Sábado, céu nublado. Domingo, idem. 
 
Ou não.

Escrito por Fábio Seixas às 14h21

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Jóias voadoras

Já que estamos às portas do GP da Inglaterra, falemos um pouco de Goodwood, a festa do automobilismo que aconteceu por lá há duas semanas.
 
Dia desses recebi um simpático e-mail da Elizabeth Buckley, internauta que mora na terra da rainha e que teve o prazer de estar no festival. "Foi o máximo! A minha melhor primeira vez, com certeza!", escreveu.
 
Corre-corre, corre-corre, corre-corre e, enfim, só hoje consegui postar essa foto da Beth aqui no blog. Sensacional, não?
 

Escrito por Fábio Seixas às 11h49

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Aviso aos navegantes

Aviso aos navegantes

Quer ouvir o Pit Stop no trabalho, em casa, no carro, na rua, no parque, no supermercado, na feira, no metrô, no ônibus?
 
O programa desta semana já está disponível em mp3, aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 10h38

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Youtube (de segurança) do dia

Youtube (de segurança) do dia

Dica do Marcos Bolinha.
 
Preciso urgentemente instalar um desses no meu Gordini...
 

Escrito por Fábio Seixas às 10h24

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FIA entra no caso

O Stepneygate continua a toda velocidade.

Agora há pouco, a McLaren mandou outro e-mail à imprensa, informando que conduziu uma vistoria em todos os componentes do carro para se certificar de que "nenhuma propriedade intelectual da Ferrari" foi incorporada ao MP4/22.
 
"No momento, a McLaren está discutindo a questão de forma aberta com a FIA e a Ferrari, com o objetivo de sanar qualquer dúvida existente. Para encerrar as especulações, a McLaren convidou a FIA a promover uma completa revisão nos carros para verificar que o time não se beneficiou de qualquer item cuja propriedade intelectual seja de uma adversária."
 
Foi então a vez de a FIA mandar seu comunicado.
 
"Com total colaboração de ambas as escuderias, a FIA iniciou uma investigação na questão envolvendo McLaren e Ferrari. Os limites do nosso trabalho serão as regras do Código Esportivo Internacional e do Regulamento Esportivo da F-1."
 
Logo depois, a entidade deu uma pisada de bola ao anunciar os participantes das entrevistas coletivas em Silverstone. Na quinta, dia dos pilotos, tudo normal: Barrichello, Button, Davidson, Massa e Wurz. Na sexta, Coulthard e Horner, pela Red Bull, Dennis e Hamilton, pela McLaren.
 
Ou seja, evitou encontros Ferrari-McLaren na bancada. Tsc, tsc, tsc...

Escrito por Fábio Seixas às 10h12

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Novo capítulo do Stepneygate

Mike Coughlan. Inglês, 48 anos, engenheiro mecânico, ex-Lotus, Benetton, Tyrrell, Ferrari e Arrows, desde 2002 na McLaren.
 
É ele o acusado de ter recebido documentos secretos da Ferrari das mãos de Nigel Stepney. Sua batata assou, queimou e fedeu: segundo a "Autoport", a polícia britânica fez uma busca na casa do engenheiro hoje e encontrou os documentos ferraristas.
 
Só depois disso, a McLaren o suspendeu.
 
Coughlan ocupava o cargo de projetista chefe da McLaren. Uma posição-chave, das mais importantes numa equipe de F-1.
 
O cerco está se fechando, portanto. Stepney entregou os documentos a Coughlan. Mas há perguntas a serem respondidas. Eu tenho algumas
 
Coughlan agiu sozinho? Ninguém mais da cúpula do time sabia? Qual foi a motivação de Stepney? Dinheiro? Vingança? E a Honda, para onde ele estaria se transferindo, também recebeu alguma coisa? E aquela história do pó branco, da sabotagem nos tanques de gasolina? Era cascata? Ou além de afanar documentos ele também sabotou? E segue o jogo.

Escrito por Fábio Seixas às 16h52

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Pit Stop no ar

Já está no ar o Pit Stop de hoje, com muita conversa sobre os GPs passado, França, e futuro, Inglaterra. E também sobre IRL e MotoGP.
 
O link está aqui, para assinantes do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 15h55

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Milagre no mundo virtual

Não sou de ficar fazendo comparações. Mas às vezes é impossível.

Dá só uma olhada no trabalho que a RTL, a TV alemã que exibe a F-1, levou ao ar para explicar como os itens de segurança da F-1 salvaram a vida de Kubica.
 
O link está aqui.
 
Tire sua próprias conclusões.

Escrito por Fábio Seixas às 12h16

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Ei, devolve a mangueira aí

Se Lauda pode tirar sarro de Albers, as F1 Girls também podem...
 

Escrito por Fábio Seixas às 12h06

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Mais do Stepneygate

Acaba de piscar na minha caixa de entrada um e-mail, digamos, explosivo e intrigante. O remetente, McLaren Group.
 
Sucinta, em oito linhas, a mensagem informa que a direção da equipe ficou sabendo hoje, 3 de julho, que um importante membro do seu estafe técnico é alvo de uma investigação conduzida pela Ferrari. No final de abril, ele teria recebido de um integrante do time italiano um pacote com informações técnicas.

A McLaren informa que não está envolvida no tráfico de dados, que condena esse tipo de atitude e que vai colaborar como puder com as investigações. "Enquanto aguardamos o total esclarecimento da questão, o indivíduo ficará afastado da empresa", afirma o comunicado, que termina com a seguinte frase: "Nenhum outro comentário será feito".
 
Eu não disse que o Stepneygate iria dar pano pra manga? Já sabemos, portanto, que o receptor não teria sido a Honda, mas sim a McLaren. Ou será que o inglês fez negócios com ambas? Ou será tudo fantasia da Ferrari?
 
Já está parecendo livrinho da Agatha Christie...

Escrito por Fábio Seixas às 11h52

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Sem perdão

“Eu não o deixaria mais correr nenhum GP. Em todos esses anos acompanhando a F-1, foi a coisa mais estúpida que vi.”

 

De Lauda, sobre o desastrado pit stop de Albers em Magny-Cours, à revista holandesa “Formule 1 Race Report”.

Escrito por Fábio Seixas às 07h57

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Cartão vermelho-Ferrari

Nigel Stepney, um dos integrantes da “família Ferrari”, grupo que ajudou na ressurreição da escuderia nos anos 90, está formalmente fora de Maranello.

 

Acusado de sabotagem nos tanques de combustível dos F2007 antes do GP de Mônaco, o inglês foi demitido pela escuderia.

 

“Completamos as investigações internas e o processo disciplinar e Stepney não é mais parte do time”, disse um porta-voz da Ferrari ao site da “Autosport”.

 

O inglês ainda está sendo investigado pela promotoria de Modena e pode ter de responder à Justiça italiana.

 

Há alguns fatos curiosos nisso tudo.

 

O primeiro: Stepney ainda não apareceu. Ainda está em férias, na Filipinas. Acho curioso porque, se eu estivesse sendo demitido ou investigado, cancelaria tudo e voltaria para me defender, pelo menos para tentar conversar. Ele, não. Desde que o caso estourou, há 15 dias, está nas Filipinas.

 

O segundo: a Ferrari diz que não consegue contatar o inglês. Mas o “The Sunday Times” conseguiu. Ele deu entrevista ao jornal, negando tudo, claro. “Estão fazendo um jogo muito sujo comigo”, disse.

 

O terceiro: Stepney estava negociando com a Honda e não escondeu isso ao jornal inglês. A história faz sentido. Como se sabe, a Honda está buscando reforços na concorrência.

 

Tudo muito nebuloso, tudo muito estranho. O tipo de história que ainda vai longe, pode esperar.

Escrito por Fábio Seixas às 07h49

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Um Pit Stop melhor que o do Albers

O GP da França, a vitória de Raikkonen e a reação da Ferrari no Mundial são os pratos principais no cardápio do Pit Stop de hoje, a partir das 14h30, no UOL News. O link para assistir ao vivo está aqui.

 

Mas o programa também terá imagens e bate-papos sobre a IRL e a MotoGP. E, claro, as perguntas e comentários de vocês. O e-mail para participar é o uolnewsformula1@uol.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 07h38

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Honda se reforça

Vivendo uma temporada vergonhosa, a Honda, enfim, se mexeu. E contratou.

O time anunciou hoje a chegada do especialista em aerodinâmica Loic Bigois, ex-Ligier, Prost, Minardi e até outro dia na Williams. Francois Martinet, também ex-Williams, e John Owen, que estava na BMW, são os outros reforços anunciados. Eles também trabalham com aerodinâmica.
 
A Honda ainda acertou com um engenheiro da McLaren, cuja identidade não foi revelada pelas partes. Daqui a pouco o nome aparece.
 
Os objetivos, tentar salvar 2008 e quiçá fazer um carro bom para 2009 _como estavam em outras equipes, esses profissionais terão que passar um tempo na geladeira antes de começarem a dar expediente em Brackley.
 
Porque 2007 já foi pro penico.
 
Tenho a impressão de que esse foi o último sopro de Nick Fry no comando da Honda. Se não funcionar...

Escrito por Fábio Seixas às 13h23

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A foto

A foto

Foi bizarro. Foi tosco. Foi inacreditável. Foi Albers, deixando os pits antes de o reabastecimento ser concluído, o que lhe valeu US$ 6.800 de multa.
 
E é a foto do fim de semana, de autoria de Martin Bureau, da agência Efe.
 

Escrito por Fábio Seixas às 12h12

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Sobre a IRL e a GP2

Em meio à cobertura do GP da França e à epopéia para resolver meu problema com o Speedy, dois resultados importantes do fim de semana passaram batidos.
 
O primeiro, o da IRL, em Richmond. Pole e vitória de Franchitti, a terceira na temporada. Melhor para ele, Kanaan ficou novamente fora do pódio: quarto. Com o resultado, o escocês abriu 65 pontos sobre o segundo colocado, agora Dixon. Wheldon é o terceiro, e o baiano despencou para quarto.
 
Pouco a pouco, mais rápido do que eu imaginava, a taça está tomando uma direção.
 
O outro resultado que deixei passar, o da segunda prova da GP2 em Magny-Cours. Vitória de Villa, companheiro do acidentado Viso na Racing Engineering, com Filippi em segundo e Pantano em terceiro.
 
Di Grassi foi o quarto, no fim de semana que ficará marcado com aquele em que ele despontou no campeonato. Em terceiro na tabela, tem, agora,  26 pontos. São 13 a menos que Glock, o líder, e 2 a mais que Senna, o quarto.
 
Mantendo a regularidade, Di Grassi pode até disputar esse título. As próximas provas serão chave para ele.

Escrito por Fábio Seixas às 12h04

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Dennis lança a primeira farpa

Ok, a Ferrari teve um fim de semana perfeito. Mas a McLaren ajudou, vivendo dias caóticos em Magny-Cours. Deu um pequeno susto na rival no sábado de manhã e mais nada.

 

Ron Dennis, claro, não deixou barato. Em entrevista à “Autosport”, o chefe da McLaren fez questão de dar o primeiro lance na guerrinha psicológica que deve rolar nesta semana pré-Silverstone.

 

“Todos estão superestimando o desempenho da Ferrari neste fim de semana. Sim, eles fizeram um bom trabalho e provavelmente melhoraram um pouco o carro. Mas a gente contribuiu para que eles parecessem melhor do que estão. E, espero, vamos demonstrar isso em Silverstone.”

 

Tem sua razão, o inglês.

Escrito por Fábio Seixas às 08h49

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O recado de Raikkonen

De todas as declarações que li de todo mundo lá em Magny-Cours, pinço essa, da Raikkonen: “Acho que precisávamos disso. O trabalho começou a aparecer. Talvez tenha levado mais tempo do que esperávamos, mas, no fim das contas, é bom poder voltar a vencer.”

 

Fiquei com a impressão de que, no fundo, ele estava pensando na primeira pessoa do singular quando lançou a frase inicial.

 

Raikkonen precisava da vitória. Entre outros motivos, para dar um recado e refrescar a memória da moçada.

 

É incrível como as pessoas esquecem a história. O finlandês foi um dos grandes destaques dos últimos anos. Fez, em Suzuka-2005, uma das maiores corridas que já vi alguém fazer até hoje, saindo em 17o e vencendo. Tem uma rapidez nata. Mas já estava sendo tratado como um risível coadjuvante, um coringa no sentido “bobo da corte” da palavra.

 

Em tempo, situação parecida está vivendo Alonso.

 

O fato é que o Mundial está sendo e será disputado até o fim por quatro grandes pilotos. Nenhum é Schumacher, todos têm seus defeitos. Mas têm também, suas várias virtudes. Cada um a seu modo, para tornar a luta ainda mais imprevisível. E interessante de acompanhar

Escrito por Fábio Seixas às 23h18

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Se elas mandassem

O melhor das quatro edições do “Red Bulletin” em Magny-Cours foi a matéria de capa de sábado, na linha “como seria a F-1 se as mulheres mandassem”.

 

A capa já diz tudo...

 

 

São oito itens, que vão da localização dos GPs até códigos de vestimenta. A reportagem ouviu mulheres que trabalham na F-1, nas mais diversas funções.

 

“Se as mulheres pudessem escolher onde seriam as corridas, haveria mais provas no litoral, já que Estoril e Rio deixaram o calendário há algum tempo”, diz um dos tópicos. “Todos os GPs deveriam ser à beira-mar. Isso sempre traz um astral diferente”, opina Lucy Nell, assessora de imprensa da Spyker.

 

Em outro item, as meninas ouvidas sugerem uma F-1 mais próxima do público. “Criaríamos entradas que permitissem aos torcedores mais contato com o esporte”, diz Christine Gorham, ex-relações-públicas da categoria.

 

Ah, sim: banheiros químicos seriam proibidos. E alguns carros seriam precedidos por, urgh, grid boys.

 

Tirando essa última sugestão, elas estão de parabéns, concordo com tudo. O que elas estão esperando para tomar o poder?

Bem, talvez um dia aconteça. Ecclestone, afinal, tem duas filhas...

Escrito por Fábio Seixas às 22h49

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