Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Muda tudo: Alonso punido; pole é de Hamilton

Pouco após a FIA ter divulgado o grid oficial do GP de amanhã, com Alonso na pole, tudo mudou. Pelo menos, a ponta do grid.

 

Faltava pouco para a meia-noite em Hungaroring quando a entidade distribuiu comunicado anunciando punição de cinco postos no grid para o espanhol, que largará, portanto, em sexto.

 

O documento, de duas páginas, informa que os argumentos da McLaren não convenceram os comissários. Além disso, os pontos conquistados pela equipe neste fim de semana não serão computados para o Mundial de Construtores.

 

Hamilton sai na pole position, seguido por Heidfeld. Raikkonen e Rosberg formam a segunda fila. Só então virá o espanhol.

 

Mais cedo, comentei aqui sobre as semelhanças com o caso de Schumacher em Mônaco. Uma malandragem como aquela, diante das câmeras, não tinha como a punição ser muito diferente. A justiça tardou, mas não falhou.

Escrito por Fábio Seixas às 18h15

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FIA confirma a pole de Alonso

Alonso não será punido. Pelo menos não com a perda de posições no grid.

 

Faltando pouco para as 23h em Budapeste, a FIA divulgou o grid oficial para a corrida de amanhã, com as posições mantidas.

Escrito por Fábio Seixas às 16h49

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A segunda vítima

O clique é da Tatiana Cunha: um repórter japonês, “atropelado” por seus colegas de imprensa no momento em que Alonso saiu para dar explicações à FIA...

 

 

A situação por lá continua indefinida. Enquanto isso, a imprensa segue aglomerada diante do motorhome da McLaren...

 

Escrito por Fábio Seixas às 15h53

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A primeira mancha de Alonso

Sempre gostei de Alonso na pista. Considero-o um baita piloto, o melhor da F-1, hoje. Frio, às vezes ousado, com rompantes de genialidade. Não poderia pensar nada muito diferente de um sujeito que bateu, por dois anos consecutivos, o maior de todos os tempos.

 

Sua primeira vitória num duelo com Schumacher veio em 2005, em Imola. A reportagem que enviei para a Folha, naquele domingo, começava assim:

 

“GP de San Marino de 2005, 50ª volta. Daqueles instantes que marcarão a F-1 por muito tempo. Porque foi quando Michael Schumacher, 36, heptacampeão, conheceu um novo adversário. Talvez o último de sua carreira.

 

Porque foi quando Fernando Alonso, 23, deixou de ser menino para virar homem. Talvez o responsável por aposentar o alemão.

 

Depois de largar em 13º e alcançar a segunda posição, em uma das melhores provas de sua carreira, Schumacher encontrou Alonso naquela 50ª volta, ontem, em Imola. Tinha a seu lado a experiência de 215 GPs e um carro mais veloz. A ultrapassagem parecia simples, questão de tempo.

 

Não foi. O ferrarista passou 12 voltas tentando, atacando, incomodando. Pressão demais para qualquer outro piloto. Não para o espanhol. Que defendeu a liderança. Que foi preciso. Que venceu, com apenas 0s215 de folga, a quarta etapa do Mundial de F-1.”

 

Portanto, acalmem-se, torcedores de Alonso. Nada tenho contra o espanhol. Suas atitudes arrogantes fora da pista não me interessam. No cockpit, de capecete, macacão e luvas, até hoje ele sempre me pareceu brilhante.

 

Até hoje.

 

Repito: nada nas explicações técnicas de Ron Dennis e nas admissões de Lewis Hamilton apaga o fato de o espanhol ter ficado parado no pit, para atrapalhar a vida do companheiro.

 

E aqui estão as imagens que não me deixam mentir. Ou estou louco e ele não fica lá, parado, estacionado, vendo a vida passar?

 

O rapaz com quem Dennis vai conversar após a lambança é o fisioterapeuta de Alonso, que teria dado os sinais para que o espanhol aguardasse e depois saísse. Alonso continua sendo um baita piloto? Sim. Mas, para mim, a partir de hoje, já carrega uma mancha no currículo.

Escrito por Fábio Seixas às 15h36

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As explicações

Em Budapeste, nada ainda.

 

A situação de momento é a seguinte: Hamilton e Alonso estão cada um no seu canto no motorhome, conversando e rindo com amigos. O pai de Hamilton, Anthony, está no andar de cima, reunido com Ron Dennis.

 

Dennis que apresentou uma explicação complexa para tudo o que aconteceu. Segundo ele, a culpa do rolo foi do novato, que deveria ter trocado de posições com Alonso na pista, no terceiro bloco da classificação, ordem que foi dada pela equipe e que otimizaria as estratégias de ambos.

 

Tem a ver, diz Dennis, com a temperatura ideal do motor, com o ritmo de queima da gasolina. Às vezes, joga a favor de um. Às vezes, do outro. Naquele instante do treino de hoje, conta o inglês, a situação era favorável a Alonso, e Hamilton teria sido orientado a abrir para o companheiro, o que não fez.

 

Hamilton admite que recebeu uma ordem, mas não essa história de “temperatura ideal”. “Eu não concordei com a ordem, porque ficaria privado de dar uma volta a mais. Não fiz o que eles queriam que eu fizesse. Se eu deixasse Fernando passar, Kimi também me passaria, porque vinha logo atrás. Então, achei que não era o caso.”

 

Tudo isso pode ser verdade. Acho até que é, não tenho motivos para duvidar, as explicações, no site da Autosport, são bem lógicas, bem críveis.

 

Mas nada disso apaga o fato de Alonso ter ficado parado intencionalmente no pit lane, para prejudicar o companheiro. Hamilton pode ter sido estúpido, inexperiente, precipitado. Mas mantenho o que escrevi logo após o treino: as imagens não mentem, Alonso, hoje, foi desleal.

Escrito por Fábio Seixas às 15h07

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Fala, Hamilton

Segundo no grid, Hamilton falou na entrevista coletiva da FIA.

 

“Todos viram o que aconteceu, não há muito o que dizer. Vocês precisam perguntar à equipe, porque são eles que fazem os cálculos, a cronometragem. Eu só piloto o carro. Obviament, me falaram antes do pit stop que eu estava atrás de Fernando e que teria de esperar um pouco. Foi o que fiz, e ainda gastei algum tempo na última curva. Mas quando cheguei, ele ainda estava lá. Realmente não entendi porque esperei por tanto tempo. Definitivamente, falta alguma boa explicação. Não estou bravo, apenas curioso”, disse.

 

Todos estamos, acho.

Escrito por Fábio Seixas às 11h37

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Pole sub judice

A incrível trapaça de Alonso contra Hamilton já está sob investigação.

 

Os comissários do GP da Hungria analisam os vídeos e pediram à McLaren as gravações das conversas, via rádio, entre piloto e equipe naquele momento. Alonso e Dennis também devem ser chamados para dar explicações.

 

Nos comentários aos posts anteriores, alguém lembrou de Schumacher, em Mônaco, contra Alonso. Tem razão. Manobras diferentes, mas com a mesmíssima intenção: na falta de outros recursos, sacanear, no português claro, um concorrente mais forte.

 

Lá, a investigação durou o dia todo e a punição só veio à noite. Hoje pode acontecer coisa parecida.

Escrito por Fábio Seixas às 11h31

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Fala, Alonso

A primeira declaração de Alonso sobre a manobra no treino, na entrevista unilateral (distribuída para as emissoras de TV detentoras dos direitos): “Foi a equipe que me segurou no pit, para que eu tivesse pista livre quando voltasse, especialmente em relação à Ferrari”.

 

Tsc, tsc, tsc... Alonso é esperto, poderia ter inventado discurso melhor. Um problema no carro, por exemplo.

 

Primeiro erro: a Ferrari estava mortinha, mortinha hoje. Segundo: mesmo se a rival estivesse forte, a McLaren não faria isso com Hamilton. Terceiro: as imagens foram claras, ninguém segurou ninguém, foi Alonso que quis esperar. A gente sabe por quê.

Escrito por Fábio Seixas às 09h29

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Alonso, uma pole desleal

Uma manobra desleal, no finalzinho do treino oficial, deu a Alonso a pole position para o GP da Hungria, a 17a da sua carreira, apenas a segunda pela McLaren.

 

Na frente de tudo e de todos, das câmeras de TV, dos mecânicos e dos dirigentes da equipe, o espanhol atrapalhou Hamilton, impedindo a última volta do inglês na sessão. Sem concorrência, com um carro muito superior aos das outras equipes neste fim de semana, sobrou, fez a pole.

 

Um desfecho triste, polêmico, para um treino que não teve lá muita graça.

 

Na primeira degola, dançaram Button, Barrichello, Sato, Vettel, Sutil e Yamamoto. Quando a gente pensa que a Honda chegou ao fundo do poço, a equipe mostra que ainda dá para cavar mais. Há um ano, lá mesmo, Barrichello largou em terceiro, Button venceu. Amanhã, o inglês sairá em 17o, seguido pelo brasileiro. Enfim, a Honda vai correr as últimas etapas para cumprir tabela. Já vem fazendo isso desde a Austrália, aliás.

 

Os mais rápidos, Hamilton, 1min19s570, Massa, Alonso e Raikkonen.

 

No segundo bloco, o líder do Mundial melhorou ainda mais sua marca: cravou 1min19s301, o melhor tempo do fim de semana. Alonso ficou em segundo, seguido por Trulli e Raikkonen.

 

Massa? Vítima/culpado de uma trapalhada absurda. Quando ia à pista para sua volta rápida, parou o carro na saída dos boxes. O motivo, percebera que não tinha gasolina. Só isso. Só esqueceram de colocar, vejam só, a gasolina. Um detalhe, não? Empurrado de volta aos boxes, esbravejou. E veio o segundo erro: a equipe não trocou os pneus, já frios nessa confusão toda. Para complicar, o carro estava desequilibrado. Resultado: largará em 14o, sua segunda pior posição no grid nesta temporada _largou em último na Austrália.

 

Além dele, foram alijados da disputa Coulthard, Kovalainen, Wurz, Davidson e Liuzzi.

 

A “superpole” foi aquela enrolação de sempre, até os cinco minutos finais. Faltando 4 minutos e 40 segundos, Trulli era o mais rápido. Raikkonen, então, cravou 1min20s930, dando contornos reais ao treino. Dois minutos depois, ele já era o quarto, atrás de Hamilton, Alonso e Heidfeld.

 

O tempo do inglês, 1min19s781, uma voltaça pela gasolina que carregava. Alonso e Hamilton, então, entraram nos boxes para a última troca de pneus. Foi aí que Alonso deu uma de Schumacher em seus piores momentos: ficou com o carro parado, gastando segundos preciosos, para impedir que o inglês tivesse tempo de voltar à pista e abrir uma última volta. Foi milimétrico. Quando deixou o lugar, Hamilton não tinha tempo para mais nada. Vamos esperar para ouvir o que ele tem a dizer, mas acho que não há muito o que explicar.

 

Sem ter que se preocupar com a concorrência interna, Alonso fez a pole, 1min19s674, baixando em 0s107 o tempo do inglês. Heidfeld confirmou terceiro lugar, deixando Raikkonen em quarto mesmo. O favorito, amanhã? Seria Alonso. Mas acho que a McLaren vai trabalhar para Hamilton.

Escrito por Fábio Seixas às 09h09

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Num vô

Mika Hakkinen estará em São Paulo nos próximos dias, participando de uma promoção da Johnnie Walker, patrocinadora dele e da McLaren.
 
Na segunda, a partir das 19h, ele estará no bar Dona Flor (rua Canário, 480, Moema), distribuindo garrafinhas de água mineral a todos que aparecerem por lá.
 
Peraí, o cara é patrocinado pela Johnnie Walker e vai distribuir água mineral? É, não vou.

Escrito por Fábio Seixas às 23h27

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O lado B da fama

É por momentos como esse que eu agradeço por ser anônimo.

Sovacão na cara não dá...

Escrito por Fábio Seixas às 19h32

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Enquanto isso, na escolinha...

No treino da GP2, pole do líder do campeonato, Glock, seguido por Zuber, seu companheiro na iSport. Vice-líder na tabela, a 7 pontos do alemão, Di Grassi sai em terceiro.
 
Os outros brasileiros foram bem, bem mal. Xandinho partirá em 19º. Bruno Senna sai em 24º.  “Para ser sincero, simplesmente não sabemos o que aconteceu. Está todo mundo coçando a cabeça, sem entender porque ficamos tão para trás", disse o primeiro-sobrinho.

Faltando dez corridas para o fim da temporada, a briga pelo título está boa. Pela equipe em que está, a bicampeão ART, Di Grassi tem uma excelenta chance. Glock, por outro lado, parece hoje ser mais piloto. Equilíbrio, portanto. Fica difícil apostar em alguém.
 
Ah, sim: a corrida, amanhã, será às 11h (de Brasília), com Sportv. 

Escrito por Fábio Seixas às 15h14

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Sobe-e-desce

O Red Bulletin de hoje traz um divertido barômetro na linha do "sobe-e-desce".
 
Subiram de cotação nas últimas semanas, segundo o bem-humorado jornalzinho, Yamamoto (achou um belo patrocinador), Alonso (vitória retumbante em Nurburgring), a Toro Rosso (discussão pra valer, com violência real, como deveria ser na F-1), o GP da França (como no filme "Carrie", quando você acha que o terror acabou, volta com força total) e Vettel (bem-vindo ao show, companheiro).
 
Caíram Winkelhock (de repente, você aparece num cockpit; você lidera o primeiro GP da sua vida; você é um herói; e então você perde a vaga), Massa (pelo menos segundo a imprensa italiana; o que eles têm contra o brasileiro?), o paddock (agora que teremos que voltar pra França, teremos de nos desculpar de tudo o que dissemos nas últimas semanas), Willi Weber (não conseguiu colocar Nico Hulkenberg na Spyker) e Kubica (por ter acusado Heidfeld de ter batido nele por estar distraído com o novo filho; este polonês não tem coração?).

Escrito por Fábio Seixas às 14h04

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Imagens do front

De volta às pistas, Tatiana Cunha enviou os seguintes cliques, hoje, direto de Budapeste.
 
A primeira imagem é da sala de imprensa, onde esqueci um adaptador de tomada em 2005, para encontrar o dito-cujo no mesmo lugar, em 2006 _isso dá uma boa medida da utilização do autódromo húngaro durante o ano.
 
 
 
 

Escrito por Fábio Seixas às 13h33

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Budapeste, 2º treino livre

Treino estranho em Hungaroring, o segundo do dia. Não pelo primeiro colocado, Alonso, com 1min20s919, um banho na concorrência _a McLaren, continuo dizendo, é favoritaça neste fim de semana. Mas estranho, sim, por tudo aquilo que aconteceu do espanhol para trás.
 
Kovalainen em segundo, por exemplo. Ou alguém acha que isso vai se repetir no grid? Ou Rosberg em quarto. Ou Raikkonen em sexto e Massa em sétimo.
 
Uma explicação pode estar na garoa que caiu por lá na parte final da sessão. A Ferrari certamente buscaria esse tempo no fim do treino. Massa deixou isso claro nas suas declarações.
 
O que vai acontecer amanhã, na definição do grid? Apostaria em dobradinha da McLaren, não só pelo já consagrado casamento carro de 2007-circuito travado como também pela necessidade urgente do time inglês de disparar no Mundial, tema tratado na coluna da Folha.
 
Só assim, com seus pilotos disparados na frente, Ron Dennis criará uma situação política na FIA que inviabilize punição mais severa. Uma coisa é excluir do Mundial um terceiro ou quarto colocado na tabela. Outra é fazê-lo com os dois líderes.

Escrito por Fábio Seixas às 13h09

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Sexta, coluna

O Pan acabou, a coluna voltou.

 

O texto de hoje, na Folha, tenta desvendar os motivos que levaram Ron Dennis a contra-atacar a Ferrari usando dados surrupiados, vejam só, da própria Ferrari. Não seria um tiro no pé?

 

O link está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 08h40

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Budapeste, 1º treino livre

E eis que, um ano depois de estrear na F-1, Kubica voltou a Hungaroring com classe. O polonês cravou o melhor tempo na primeira sessão de treinos para o GP da Hungria, 1min22s390, 0s129 melhor que Massa.

 

Raikkonen foi o terceiro colocado, a 0150. Alonso fechou em quarto, seguido por Hamilton. O outro piloto da BMW, Heidfeld, terminou o treino em sexto. Num espasmo de bom desempenho, a Honda, vencedora lá no ano passado, colocou Button em oitavo e Barrichello em nono.

 

O que esse treino diz? Pouco, quase nada. Talvez, que a BMW vem forte neste fim de semana, mas ainda não o suficiente para desbancar as duas grandes, o que não é novidade.

Escrito por Fábio Seixas às 08h33

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Menos, Emerson, menos...

Algo familiar na foto abaixo? O capacete do líder da corrida, talvez?
 
 
Pois é... Trata-se de Pietro Fittipaldi, 11, neto de Emerson, que neste ano venceu 18 das 28 corridas que disputou no Campeonato Americano de Easykart 60cc. Conquistou o título.
 
“Fico muito contente e orgulhoso ao ver o Pietro vencendo corridas e seu primeiro campeonato aos 11 anos de idade, principalmente porque é uma coisa que ele gosta muito e se dedica com seriedade. Nesse aspecto ele me lembra o Ayrton Senna e tantos outros campeões que começaram bem cedo no kart já vencendo. O Lewis Hamilton foi assim também, e o Pietro me lembra muito o jeito dele. Independentemente de ser meu neto, eu sempre  avalio pilotos pelos seus resultados, e o Pietro já tem resultados impressionantes em sua curta carreira”, diz o avô, em press-release enviado pelo competente Alexandre Kacelnik, um dos melhores assessores de imprensa neste meio. 
 
Menos, Emerson, menos. Ayrton Senna? Lewis Hamilton? Pare com isso, não estrague o menino.

Escrito por Fábio Seixas às 17h04

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Sobre macaquices e vantagens

O melhor trecho da entrevista coletiva de hoje foi a resposta de Raikkonen à pergunta sobre a fantasia de gorila.
 
Depois de soltar uma boa risada, o finlandês foi bem: "Mas será que era eu mesmo? Vocês não sabem. As pessoas dizem muitas coisas, então..."
 
Outro ponto interessante veio com Vettel. Questionado se já conhecia Hungaroring, lançou: "Sim, já pilotei aqui, duas ou três semanas atrás, pela Renault World Series. A última vez em que corri, foi aqui. Acho que isso pode ser uma vantagem".
 
Eu não sabia, confesso. O alemão correu lá nos dias 14 e 15 de julho. Foram duas provas. Na primeira, largou em 11º, terminou em quarto. Na segunda, saiu de sétimo para termina no pódio, em terceiro.
 
E sabe como é, uma ajudinha no começo da trajetória com uma equipe fraca não faz mal nenhum...

Escrito por Fábio Seixas às 16h11

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Perguntinha

Será que sou eu que estou ficando velho?
                                                                                          Jens Buttner/Efe

Escrito por Fábio Seixas às 15h26

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Programe-se

Como de hábito, segue a programação do GP deste fim de semana, no horário de Brasília, para você programar o despertador:
 
Sexta-feira
5h-6h30, 1º treino livre
9h-10h30, 2º treino livre
 
Sábado
6h-7h, 3º treino livre
9h, treino oficial
 
Domingo
9h, largada, 70 voltas

Escrito por Fábio Seixas às 15h14

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Cala-boca na McLaren

A McLaren vetou a participação de Alonso na entrevista coletiva oficial de hoje. A equipe pediu permissão para a FIA, que a atendeu.
 
À imprensa, não foram dadas justificativas. Mas até os guard-rails de Hungaroring sabem o motivo. Ah, sim: Hamilton também não falará com a imprensa amanhã, no motorhome, como de hábito.
 
Atitudes bobas da McLaren. Era só Alonso chegar à coletiva e dizer que não responderia sobre o caso de espionagem. Pronto, todos respeitariam. Quem não quisesse respeitar, que saísse da sala, fácil assim. Amanhã, com o inglês, a mesma coisa.
 
Mas são atitudes que mostram como os nervos estão à flor da pele pelos lados de Woking. Como nunca estiveram, suponho.

Escrito por Fábio Seixas às 11h54

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A nova vida de Vettel

Vettel não será apenas um tapa-buraco na Toro Rosso. O alemão-sensação, 20 anos, será titular da equipe em 2008.
 
O anúncio foi feito pela manhã, em Budapeste.
 
Campeão da F-BMW em 2004, piloto de testes da BMW em 2006 e 2007, Vettel junta-se a Hamilton e Kubica, os expoentes de uma espécie de sub-geração, grupinho que veio logo após outro trio, Alonso-Massa-Raikkonen, apontados como sucessores de Schumacher.
 
Uma "sub-geração", diga-se, que está louca para tomar o lugar do trio anterior em caso de cochilo.
 
O caso de Vettel, porém, é especial. Ele não guiará uma McLaren nem um BMW. Terá nas mãos um Toro Rosso. E é sempre prudente lembrar que este time, há dois anos, chamava Minardi. O que pode chatear no começo, mas o que também tira muita pressão dos ombros.
 
A corrida em Indianápolis, substituindo Kubica, foi uma exceção, um espasmo. Sua vida na F-1, pra valer, começa neste fim de semana. É muito cedo para dizer se ele será um dia campeão do mundo. Mas aposto que Vettel é piloto para muitos anos na categoria. Pela nacionalidade, pela cabeça, pelas pessoas que o apóiam, pelo braço.

Escrito por Fábio Seixas às 11h17

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As chances de cada um

Ainda na limpeza da caixa de e-mails, encontrei uma mensagem de Ken Roberts, norte-americano que cria softwares e que é apaixonado por esportes.

Ken tem um site, Sports Club Stats, especializado em listar estatísticas e em tentar prever cientificamente o resultado final de competições esportivas com base nos resultados da temporada.
 
Além de beisebol, futebol americano, basquete, hóquei e Nascar, ele decidiu agora mergulhar na F-1. No site, há toda uma explicação, pra lá de complexa, sobre como o programa desenvolvido por ele chega aos números finais.
 
Que são os seguintes... Segundo o programa, o piloto com mais chances de ser campeão é Hamilton, 49,7%. Alonso vem a seguir, com 39,2%. Antes de Nurburgring, o programa apontava 76,2% e 14%, respectivamente. A seguir, aparecem Massa, com 8,6%, e Raikkonen, com 2,4%.
 
Todos os outros têm chances míseras. A de Barrichello, por exemplo, é de 0,00001%.
 
O trabalho de Ken sobre a F-1, que me parece bem sério, pode ser conferido diretamente aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 14h30

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Lamentável

De volta à redação, organizando a caixa de entrada do Outlook, encontro um comunicado da CBA relativo ao acidente com o Airbus da TAM em Congonhas.
 
Na nota, o presidente da entidade, Paulo Scaglione, lamenta a morte "do amigo Vitacir Paludo, vice-presidente da holding Paludo Participações, da qual faz parte a empresa Vipal", uma das patrocinadoras na Fórmula Truck.
 
Não conheci Vitacir Paludo, mas, de conhecidos em comum, ouvi elogios rasgados. Lamentável, como diz a CBA. Aos familiares e amigos, meus sentimentos.
 
Mas lamentável, também, é constatar que, além de Paludo, havia no avião outra pessoa apaixonada e envolvida com o esporte a motor.
 
Caio Felipe da Cunha, 13, corria de kart na pista de Lagoa Seca, em Natal, e era apontado como uma revelação.
 
Caio voltava, com a família, de férias na região de Gramado. Morreram todos.

“Na segunda-feira (dia 16) à tarde ele me ligou lá do sul, muito feliz, contando que o pai tinha comprado um kart para ele. Caio queria saber se o kart já estava aqui em Natal”, disse Ribamar Cavalcante, administrador do kartódromo, nesta boa reportagem da "Tribuna do Norte".

Da CBA, nenhum comunicado, nenhuma linha, nenhuma palavra. Lamentável.

Escrito por Fábio Seixas às 13h48

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O macaco é que tá certo

De folga da F-1, Raikkonen apareceu sábado numa tradicional corrida finlandesa de barco na cidade portuária de Hanko.

 

Tudo normal. Não estivesse o ferrarista fantasiado de gorila, tomando uma cerveja atrás da outra. Aliás, seus amigos também seguiram a mesma linha.

 

Sim, esse macacão marrom, com a garrafa na mão, é um dos postulantes ao Mundial de F-1.

As fotos são do diário finlandês Iltasanomat, que descobriu o disfarce.

Escrito por Fábio Seixas às 10h04

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Segundo round

O Pan veio, o Pan foi embora, e o Stepneygate continua quente, fervendo.

 

Sobre a vexatória decisão do Conselho Mundial da FIA, já falamos aqui na semana passada, entre uma prova de canoagem na lagoa Rodrigo de Freitas e uma eliminatória da patinação no velódromo-milionário-elefante-branco.

 

Agora, um novo capítulo: pressionado por toda a Itália, Mosley concordou em enviar o caso à Corte de Apelações da entidade. Concomitantemente, a Ferrari acena com a Justiça comum.

 

Tenho alguma simpatia por Mosley. Ele é extremamente político, uma raposa, já fez algumas besteiras técnicas, mas sempre me pareceu ter boas intenções. Lá no começo de toda a história, foi ele o primeiro a sugerir que a McLaren poderia ser punida. O fato de acionar a Corte de Apelações mostra que o inglês não ficou de todo confortável com o veredicto inicial.

 

Pelo que li, será uma espécie de acareação entre representantes da McLaren e da Ferrari. O local, a sede da FIA, em Paris. A data, ainda não marcada, mas provavelmente em fins de agosto.

 

Se a tal Corte de Apelações for minimamente séria, a McLaren está lascada. Ou será que sou muito ingênuo?

Escrito por Fábio Seixas às 09h16

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Pit Stop no ar

Pit Stop no ar

Alguém sabe o que houve com a internet em São Paulo de ontem para hoje?

 

Bom, enfim, parece que tudo está voltando ao normal.

 

Segue aqui o Pit Stop desta semana, com muita conversa sobre o GP da Hungria. Desta vez, Vicente Toledo Jr. e eu conseguimos escapar da chuva.

Escrito por Fábio Seixas às 08h54

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Bye, Speed

Speed dançou. Em seu lugar na Toro Rosso, já a partir da Hungria, Vettel. O garoto-prodígio da BMW, a tentativa de resposta alemã ao fenômeno Hamilton.
 
Californiano com garganta demais e braço de menos, Speed já vai tarde. Para nunca mais voltar.
 
Em 28 GPs pela Toro Rosso, não marcou um ponto. Mas isso é o de menos _Liuzzi, que é bom piloto, marcou só um pela ex-Minardi.
 
O problema sempre foi a marra do garoto. Criado pela Red Bull para ser uma espécie de "embaixador" da F-1 e da marca nos EUA, ele deixou que isso lhe subisse à cabeça. Desde seu início na categoria, acreditava ser mais do que realmente é. Rodou, não deixará saudades. E assim, de forma melancólica, se vai mais uma aposta da F-1 para seduzir o público americano.
 
Na nova equipe, Vettel não terá as mesmas facilidades a que está acostumado na BMW. Vai sofrer. Mas não deve se deixar abalar. Pode até não conquistar nenhum ponto. Mas se for bom mesmo, se for esperto mesmo, fará um trabalho honesto e aproveitará para aprender. E eu acho que ele é ambas as coisas.

Escrito por Fábio Seixas às 10h26

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Pit Stop em casa

E já que o dia é de volta à rotina, tem Pit Stop, na boa e velha bancada do UOL News, a partir das 15h.
 
O link para assistir ao vivo é este aqui.
 
Perguntas, comentários, críticas, elogios retumbantes e sugestões no e-mail uolnewsformula1@uol.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 10h08

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Êxtase e desânimo

Para zerar de vez o assunto Pan neste blog, segue aqui coluna que escrevi na Folha de ontem, segunda-feira, tentando mostrar como o evento foi murchando ao longo dos dias.
 
Será que o Ferreira leu?

Escrito por Fábio Seixas às 09h42

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Retomando a rotina

Fui ao Rio de avião, no dia 9. Voltei a São Paulo de carro, ontem, dia 30. Neste intervalo de três semanas, o sistema aéreo brasileiro, que ia de mal a pior, piorou de vez, foi ao fundo do poço, acabou. Por décadas, viajar de avião no Brasil não foi um problema. De nove meses pra cá, tornou-se um transtorno sem solução.
 
Que me desculpem os patriotas cegos, mas não dá para levar a sério um país em que uma simples ponte aérea é motivo de preocupação. Em que as companhias não dão garantias sobre horários de partidas e chegadas. Em que as pessoas voam temerosas, com toda a razão do mundo.
 
Enfim... Viagem agradável, boas companhias, parada em Penedo para uma truta defumada. E a volta à rotina. Que não inclui só o blog, mas um pilha de papéis sobre minha mesa. Nesta terça, o blog ainda estará claudicante. Amanhã, quarta, volta com força total.

Escrito por Fábio Seixas às 09h26

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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