Muda tudo: Alonso punido; pole é de Hamilton
Pouco após a FIA ter divulgado o grid oficial do GP de amanhã, com Alonso na pole, tudo mudou. Pelo menos, a ponta do grid.
Faltava pouco para a meia-noite em Hungaroring quando a entidade distribuiu comunicado anunciando punição de cinco postos no grid para o espanhol, que largará, portanto, em sexto.
O documento, de duas páginas, informa que os argumentos da McLaren não convenceram os comissários. Além disso, os pontos conquistados pela equipe neste fim de semana não serão computados para o Mundial de Construtores.
Hamilton sai na pole position, seguido por Heidfeld. Raikkonen e Rosberg formam a segunda fila. Só então virá o espanhol.
Escrito por Fábio Seixas às 18h15
FIA confirma a pole de Alonso
Alonso não será punido. Pelo menos não com a perda de posições no grid.
Escrito por Fábio Seixas às 16h49
A segunda vítima
O clique é da Tatiana Cunha: um repórter japonês, “atropelado” por seus colegas de imprensa no momento em que Alonso saiu para dar explicações à FIA...

A situação por lá continua indefinida. Enquanto isso, a imprensa segue aglomerada diante do motorhome da McLaren...

Escrito por Fábio Seixas às 15h53
A primeira mancha de Alonso
Sempre gostei de Alonso na pista. Considero-o um baita piloto, o melhor da F-1, hoje. Frio, às vezes ousado, com rompantes de genialidade. Não poderia pensar nada muito diferente de um sujeito que bateu, por dois anos consecutivos, o maior de todos os tempos.
Sua primeira vitória num duelo com Schumacher veio em 2005, em Imola. A reportagem que enviei para a Folha, naquele domingo, começava assim:
“GP de San Marino de 2005, 50ª volta. Daqueles instantes que marcarão a F-1 por muito tempo. Porque foi quando Michael Schumacher, 36, heptacampeão, conheceu um novo adversário. Talvez o último de sua carreira.
Porque foi quando Fernando Alonso, 23, deixou de ser menino para virar homem. Talvez o responsável por aposentar o alemão.
Depois de largar em 13º e alcançar a segunda posição, em uma das melhores provas de sua carreira, Schumacher encontrou Alonso naquela 50ª volta, ontem, em Imola. Tinha a seu lado a experiência de 215 GPs e um carro mais veloz. A ultrapassagem parecia simples, questão de tempo.
Não foi. O ferrarista passou 12 voltas tentando, atacando, incomodando. Pressão demais para qualquer outro piloto. Não para o espanhol. Que defendeu a liderança. Que foi preciso. Que venceu, com apenas 0s215 de folga, a quarta etapa do Mundial de F-1.”
Portanto, acalmem-se, torcedores de Alonso. Nada tenho contra o espanhol. Suas atitudes arrogantes fora da pista não me interessam. No cockpit, de capecete, macacão e luvas, até hoje ele sempre me pareceu brilhante.
Até hoje.
Repito: nada nas explicações técnicas de Ron Dennis e nas admissões de Lewis Hamilton apaga o fato de o espanhol ter ficado parado no pit, para atrapalhar a vida do companheiro.
E aqui estão as imagens que não me deixam mentir. Ou estou louco e ele não fica lá, parado, estacionado, vendo a vida passar?
O rapaz com quem Dennis vai conversar após a lambança é o fisioterapeuta de Alonso, que teria dado os sinais para que o espanhol aguardasse e depois saísse. Alonso continua sendo um baita piloto? Sim. Mas, para mim, a partir de hoje, já carrega uma mancha no currículo.
Escrito por Fábio Seixas às 15h36
As explicações
Em Budapeste, nada ainda.
A situação de momento é a seguinte: Hamilton e Alonso estão cada um no seu canto no motorhome, conversando e rindo com amigos. O pai de Hamilton, Anthony, está no andar de cima, reunido com Ron Dennis.
Dennis que apresentou uma explicação complexa para tudo o que aconteceu. Segundo ele, a culpa do rolo foi do novato, que deveria ter trocado de posições com Alonso na pista, no terceiro bloco da classificação, ordem que foi dada pela equipe e que otimizaria as estratégias de ambos.
Tem a ver, diz Dennis, com a temperatura ideal do motor, com o ritmo de queima da gasolina. Às vezes, joga a favor de um. Às vezes, do outro. Naquele instante do treino de hoje, conta o inglês, a situação era favorável a Alonso, e Hamilton teria sido orientado a abrir para o companheiro, o que não fez.
Hamilton admite que recebeu uma ordem, mas não essa história de “temperatura ideal”. “Eu não concordei com a ordem, porque ficaria privado de dar uma volta a mais. Não fiz o que eles queriam que eu fizesse. Se eu deixasse Fernando passar, Kimi também me passaria, porque vinha logo atrás. Então, achei que não era o caso.”
Tudo isso pode ser verdade. Acho até que é, não tenho motivos para duvidar, as explicações, no site da Autosport, são bem lógicas, bem críveis.
Escrito por Fábio Seixas às 15h07
Fala, Hamilton
Segundo no grid, Hamilton falou na entrevista coletiva da FIA.
“Todos viram o que aconteceu, não há muito o que dizer. Vocês precisam perguntar à equipe, porque são eles que fazem os cálculos, a cronometragem. Eu só piloto o carro. Obviament, me falaram antes do pit stop que eu estava atrás de Fernando e que teria de esperar um pouco. Foi o que fiz, e ainda gastei algum tempo na última curva. Mas quando cheguei, ele ainda estava lá. Realmente não entendi porque esperei por tanto tempo. Definitivamente, falta alguma boa explicação. Não estou bravo, apenas curioso”, disse.
Todos estamos, acho.
Escrito por Fábio Seixas às 11h37
Pole sub judice
A incrível trapaça de Alonso contra Hamilton já está sob investigação.
Os comissários do GP da Hungria analisam os vídeos e pediram à McLaren as gravações das conversas, via rádio, entre piloto e equipe naquele momento. Alonso e Dennis também devem ser chamados para dar explicações.
Nos comentários aos posts anteriores, alguém lembrou de Schumacher, em Mônaco, contra Alonso. Tem razão. Manobras diferentes, mas com a mesmíssima intenção: na falta de outros recursos, sacanear, no português claro, um concorrente mais forte.
Lá, a investigação durou o dia todo e a punição só veio à noite. Hoje pode acontecer coisa parecida.
Escrito por Fábio Seixas às 11h31
