Quer dizer que Marco tirou de Franchitti a liderança em Sonoma, a vitória e a liderança do campeonato? Tudo sob os olhares de Michael, seu pai, o dono da equipe de ambos?
Grande perdedor do GP da Turquia, Hamilton enxergou duas coisas que eu, sinceramente, não vi.
“Tive um pouco de azar, mas a equipe fez um ótimo trabalho. Foi uma pena, porque estávamos com um ritmo similar ao da Ferrari. De repente, vi uns pedaços de borracha voando e o pneu explodiu. Ainda bem que nada mais quebrou no carro e que consegui ir até os boxes. O único problema foi na asa dianteira, que ficou muito instável, o que não me permitiu chegar no BMW. Para o campeonato, não acho que foi um grande problema. Ainda tenho cinco pontos de vantagem, faltam cinco corridas, então não estou preocupado”.
Então, para ele, a McLaren estava no mesmo ritmo da Ferrari. E não há motivos de preocupação no campeonato.
Fim de semana da calor intenso, a segunda corrida da maioria dos motores e apenas um abandono, o de Webber. Lembra o primeiro ano da regra dos motores, quando todo mundo quebrava? É... Taí uma bela evolução;
Eles não subiram ao pódio, não ganharam troféus, mas merecem menções honrosas: Davidson, Heidfeld e Rosberg. Os três andaram muito, muito bem no fim de semana. Ficaram nas limitações dos carros;
Uma vaia para o desequilíbrio da McLaren, cujo sonho da vitória não chegou à primeira curva. Se Raikkonen não tivesse errado no treino classificatório, a dobradinha ferrarista já estaria no grid. De pneus duros, uma tentativa de amenizar a situação, Hamilton e Alonso não foram sombra dos pilotos de provas passadas;
“Foi uma corrida cerebral, de concentração”, disse Massa, na entrevista coletiva. Foi mesmo. Ponto pra ele, contra aqueles que o consideram um piloto agressivo e mais nada;
Não vou comentar mais nada sobre a Honda. Não merece;
Corrida não tão chata quanto a de Budapeste. Mas ainda assim chata.
Resistência. A chave para a vitória de Massa em Istambul.
Porque, num piscar de olhos, Raikkonen passou Hamilton na largada. E partiu para cima do brasileiro.
No primeiro trecho da prova, o finlandês acelerou forte, pressionou, pressionou, pressionou. Não passou.
No trecho seguinte, até o segundo pit stop, o finlandês pressionou ainda mais, chegou a ameaçar uma ultrapassagem. Incomodou, enfim, tentando de todos os jeitos induzir o companheiro ao erro. Não conseguiu.
E, com refresco só nas últimas voltas, Massa conquistou a quinta vitória da carreira, a terceira na temporada, a segunda em solo turco.
A McLaren fez uma corrida apagada, apagada. Hamilton estava conformado com o terceiro lugar, até que um pneu dechapado o jogou para quinto. Alonso estava conformado com o quarto, até o terceiro caiu no colo.
Para o campeonato, foi ótimo. Faltando cinco etapas, 16 pontos dividem o líder, Hamilton, do quarto colocado, Raikkonen. Voltou a pegar fogo.
E vem aí Monza, a casa da Ferrari. Será que dá? Se, em Monza, a Ferrari repetir o que fez neste fim de semana, sim, vai dar. E tem tudo para isso.
(Ninguém vai falar nada sobre meu palpite pré-GP?)
Vamos lá, aquele post que todo mundo adora usar para me achincalhar caso o resultado do GP seja outro: Massa vence, com Raikkonen em segundo e Alonso em terceiro.
Estava difícil, estava complicado, mas nada disso incomodou Di Grassi.
Depois de flertar com a vitória algumas vezes nas 13 etapas anteriores, depois de ver outros 9 pilotos vencendo, depois de começar o campeonato apagado e ir crescendo pouco a pouco, o brasileiro enfim ganhou pela primeira vez no ano.
Uma vitória no momento perfeito. Porque o segundo foi Pantano, o terceiro foi Carroll e porque Glock, que chegou a abrir boa folga na tabela no meio da temporada, ficou só em quarto.
Com isso, Di Grassi é o novo líder da GP2, com três pontos de vantagem sobre o alemão. Mais: piloto que mais vem crescendo no campeonato, dá a impressão de que agora só vai aumentar essa folga.
GP2 que alçou seus dois últimos campeões para a F-1, sem escalas.
Xandinho foi o sétimo. Bruno, o décimo.
Com a regra do grid invertido, Xandinho larga amanhã em segundo, com Di Grassi em oitavo. Bruno sai do mesmo décimo lugar.
Um aliviado Massa, na entrevista coletiva em Istambul:
“Foi muito duro, muito apertado. Do começo do treino até o final, vocês viram, foi uma disputa pesada entre nós quatro. No fim, consegui encaixar uma volta muito boa e estou orgulhoso, especialmente depois do que houve na Hungria. Vai ser uma corrida dura também, mas sair da pole é sempre bom. Temos um bom carro para amanhã, como mostramos em todos os treinos, mas a McLaren também será competitiva. Vai ser uma prova boa de assistir”.
Massa está mais leve? Se está, quanto? E isso significa o quê?
Não sei, não sou o frentista da Ferrari. Mas, se está, é pouquíssima coisa, uma ou duas voltas mais leve do que seu principal rival no GP, Raikkonen.
Na última volta, o finlandês errou na curva 8. Não tivesse errado, ameaçaria a pole do brasileiro. Certamente tiraria o segundo lugar de Hamilton.
Ou seja, foi uma pole conquistada muito mais na perfeição da última volta do que no combustível. E, mesmo que Massa esteja mais leve, pode descontar essa desvantagem com a pista livre que terá pela frente no início da corrida. A tática é simples: acelerar feito um louco e abrir o máximo possível em relação ao companheiro de equipe até o primeiro pit stop.
Até por isso, repito o desfecho do último post: para os “Massistas”, é fundamental torcer para Hamilton segurar a segunda posição na largada...
Há poles que valem por meias-vitórias. É o caso da pole de Massa na Turquia.
Não porque seja especialmente difícil ultrapassar em Istambul, nada disso. Mas porque a pole position conquistada hoje confirma a força da Ferrari neste traçado. E porque, na disputa interna, o brasileiro deu um baile em Raikkonen na última parte do treino oficial.
É a oitava pole de Massa na F-1, a quinta neste ano, a primeira desde o GP da França, em Magny-Cours, ainda em junho.
Se a McLaren havia sido a mais rápida no último treino livre, com Hamilton, a verdade voltou à tona logo no primeiro bloco do treino classificatório.
Raikkonen foi o melhor, 1min27s294, reafirmando a força da Ferrari.
Ah, lembra do Ralf, terceiro colocado ontem? Foi o 18o, cortado logo de cara. Além dele, dançaram Liuzzi, Sato, Vettel, Sutil e Yamamoto.
O segundo bloco também aconteceu sem grandes novidades. Sim, o primeiro colocado foi Alonso, 1min26s841, o melhor tempo do fim de semana. Mas Raikkonen ficou grudado nele, a 0s062. Hamilton foi o terceiro. Massa, até então um pouco escondido, ficou em quarto.
Os cortados, Davidson, Webber, Coulthard, Barrichello, Button e Wurz. É... Davidson por pouco não passou para os “top 10”. Que belo trabalho, que belo banho no companheiro, que bela humilhação para a Honda.
No terceiro bloco, após a habitual enrolação da queima de gasolina, Massa liderou a primeira rodada de voltas para valer com 1min27s520, seguido por Raikkonen, Alonso e Hamilton.
Todos tiveram, então, a chance de uma segunda volta rápida.
E então Massa brilhou: com uma volta impecável, melhorou ainda mais seu tempo, baixando-o para 1min27s329. Hamilton ficou em segundo, a 0s044. Raikkonen ficou em terceiro, seguido por Alonso.
Até então, o brasileiro não havia liderado uma sessão em Istambul. Contando os dois primeiros blocos da classificação, seus três rivais já tinham sentido o gostinho. Ele parece ter guardado o bote para a hora certa. Fez bem.
O melhor dos cenários para ele, amanhã, é Hamilton manter a posição e contornar a primeira curva em segundo, separando-o de Raikkonen. Aí, a outra metade da vitória já estará praticamente nas mãos.
Na GP2, uma sexta-feira complicada para Di Grassi.
Em busca da liderança do campeonato, conseguiu apenas o sexto lugar no grid em Istambul. Glock, um ponto à frente na classificação, sairá em segundo.
"Faltou arrancar uns 3 ou 4 décimos de segundo no último jogo de pneus, precisava de um acerto fino mais refinado”, disse o brasileiro. “Resumindo, o nosso carro não estava muito rápido hoje, mas eles (a equipe iSport) têm sido superiores nas tomadas de tempo durante o ano todo. Então, minha estratégia continua a mesma: largar bem, esperar oportunidades e ultrapassar quando tiver uma chance. Tem funcionado, e vai funcionar amanhã também."
Ah, sim: a pole é de Filippi. Xandinho larga em sétimo. Bruno é só o 18º.
A largada, amanhã, será às 10h (de Brasília), com Sportv.
A melhor coisa no "Red Bulletin" de hoje é a história desta imagem abaixo.
Quatro membros da Honda compraram dois Trabants em Budapeste e, depois do GP da Hungria, voltaram até a sede da equipe, em Brackley, dirigindo.
Foram 1800 km, uma boa desculpa (arrecadar fundos para o instituto comandado por Sid Watkins), muita cerveja e algumas aventuras.
O diário de viagem é hilário, com trechos do tipo "assim que deixamos Budapeste, algumas pessoas acenavam, outras só olhavam, muitas não entendiam o que era aquilo".
Sim, muitas quebras também. O carrinho laranja teve problemas elétricos, o freio foi pro espaço... Precisou ser rebocado por um belo trecho entre a República Tcheca e a Alemanha, o que valeu à trupe uma multa da Polizei. Peças compradas em Leipzig, quebrou novamente após atravessar o Eurotúnel. Chegou à fábrica rebocado, em frangalhos.
O relato e a edição completa do jornalzinho de hoje estão aqui.
Alheia ao que acontece em Istambul (e no resto do mundo), a imprensa americana hoje destaca a possível nova contratação da Nascar.
Na segunda-feira, em Chicago, Villeneuve testará uma picape da equipe Bill Davis Racing. Dependendo do resultado, poderá correr ainda nesta temporada algumas provas da Craftsman Truck Series, a mais baixa divisão da Nascar.
Seria uma espécie de escola, diz a equipe.
Alguém pode dizer: “Peraí, o sujeito venceu as 500 Milhas de Indianápolis, foi campeão da Indy e da F-1 e vai correr de picape? Montoya, por exemplo, já estreou na Busch Series...”
O caso de Villeneuve é diferente. Aliás, Villeneuve sempre foi diferente.
Montoya ainda busca uma afirmação. O canadense é quase um ex-piloto-em-atividade. Montoya vai para vencer. Villeneuve, a esta altura da carreira, parece querer, principalmente, se divertir.
Qual é o problema nisso? Sorte dele, que pode. Que se divirta com seu novo carro, pois.
A McLaren tentou responder à dobradinha ferrarista na primeira sessão e colocou Hamilton na ponta no segundo treino do dia, com 1min28s469.
Não assustou ninguém.
Porque Raikkonen ficou em segundo, a 0s293. Porque a Ferrari claramente usou a hora e meia pensando na corrida. Porque Alonso ficou só em sexto, uma posição atrás de Massa. E porque, enfim, a melhor marca do dia foi a cravada pelo finlandês pela manhã, 1min27s988, que lhe colocaria em sétimo lugar no grid do ano passado.
O destaque da sessão, a Toyota, com Ralf em terceiro e Trulli em quarto. A decepção, a BMW, com Kubica em décimo e Heidfeld em 13o.
Sim, pode até ser que, pressionada, a Toyota faça algo diferente neste fim de semana. Mas não acredito que a BMW andará tão mal assim, amanhã. Na hora do vamos ver, Theissen coloca seus dois pilotos lá na frente.
A Honda, o mesmo lixo de sempre: Button em 14o, Barrichello em 15o. Vai lutar para sobreviver ao primeiro bloco do treino oficial e olhe lá.
A sexta-feira em Istambul, enfim, terminou vermelha. Um vermelho-Ferrari.
E, no primeiro treino livre, justificou sua confiança.
Talvez fruto da pressão para vencer agora ou nunca, talvez resultado do trabalho nas férias, talvez a soma das duas coisas, a escuderia voou.
Melhor tempo para Raikkonen, vencedor do primeiro GP da Turquia, em 2005: 1min27s988. Segundo tempo para Massa, vencedor do segundo GP da Turquia, em 2006: 1min28s391, diferença de 0s403.
Alonso foi o terceiro, a distante 1s234. Hamilton ficou em quarto, a 1s273.
Diferenças tão grandes para a rival que, raridade, fizeram deste primeiro treino uma sessão significativa. Com uma mensagem: a Ferrari é mesmo a favorita no fim de semana.
Você lembra do que estava fazendo há dois anos, em 24 de agosto de 2005?
Bom, se você gosta de F-1, certamente estava ligado em Monza, onde Massa, então recém-anunciado pela Ferrari, encerrava sua primeira bateria de testes com status de titular da escuderia.
Era o início de uma nova fase para o público brasileiro, a passagem de bastão após tantos anos de Barrichello. Massa deu certo? Emplacou? Fracassou?
É este o tema da coluna na Folha, aqui, para assinantes do jornal e do UOL.
O melhor momento da coletiva de hoje, em Istambul, veio com Coulthard.
Instado a falar sobre o relacionamento entre companheiros de equipe, especificamente sobre o caso da McLaren, desembestou num discurso que chegou à Ferrari.
"Se você realmente quer ver disputa entre companheiros de equipe, precisa seguir o modelo americano, em que os pilotos têm seus próprios espaços para pits e podem, assim, seguir as estratégias que quiserem, independentemente do que o outro planejou. Do contrário, sempre haverá aquela conversa 'a volta ideal para parar é a 22, mas quem pára, o Felipe ou o Kimi?'. Se você tomar essa decisão antes da corrida, estará claramente favorecendo um. Isso sempre aconteceu... Como sabemos, por exemplo, que a Ferrari não esqueceu deliberadamente de colocar gasolina no tanque do Felipe em Budapeste? Talvez tenha sido uma decisão para beneficiar o Kimi. Como você esquece de colocar gasolina num carro?"
Massa retrucou: "É, mas não foi de propósito. Foi um mal-entendido."
O escocês encerrou a fatura: "Um mal-entendido fundamental. Acho que há uma conspiração para favorecer Kimi. Boa sorte." Ele riu nesta última parte.
Não, não acredito, continuo achando que foi barbeiragem. Uma barbeiragem incrível. Até porque uma eventual conspiração teria ido por água abaixo se Massa estivesse mais ligado naquele momento.
O motivo: protagonistas da crise que reverberou nas últimas três semanas, Alonso e Hamilton simplesmente não colocaram os pés no circuito nesta quinta. As quintas-feiras de GPs, normalmente, são reservadas para bate-papos com a imprensa e eventos com patrocinadores.
Segundo informações da McLaren, a dupla ficou no hotel e reuniu-se com a direção da equipe para "limpar o ar". A nossa popular "lavagem de roupa suja".
Vai funcionar? Duvido. Faltam só seis etapas para o fim do ano, as férias são longas. Dane-se o outro, agora é o momento de conquistar o título.
Ainda acho que os dois continuam na equipe em 2008. A roupa pode ser lavada em novembro, dezembro, janeiro...
A próxima etapa da Stock Car, em Curitiba, será num sábado, dia 8.
Até aí, pra mim, não muda nada. Nada. Tanto faz a corrida acontecer numa segunda, numa quinta, num domingo, no Natal ou na Páscoa.
Mas eis que leio a seguinte explicação de Carlos Col, promotor da categoria, no release enviado pela assessoria da categoria: "Será, sem dúvida, um final de semana especial com feriados na sexta e sábado. Desta maneira, com a antecipação da prova para o sábado, vamos liberar as pessoas para estarem com suas famílias no domingo, ficando a Stock Car como uma alternativa de lazer para o sábado de feriado”.
(Sexta, dia 7, será feriado da Independência. Sábado, 8, será feriado municipal em Curitiba, dia de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, padroeira da cidade.)
Ah, tá bom, a Stock está preocupada com o domingo livre das famílias curitibanas...
E eu aqui imaginando que fosse porque a prova terá transmissão da Globo e porque o domingo, dia 9, já estará esportivamente recheado na telinha, com GP da Itália pela manhã (9h) e amistoso da seleção brasileira contra os EUA à tarde (17h).
A Luane Magalhães, nossa correspondente em Santa Cruz do Sul, São Sepé e adjacências, que andava sumida, reapareceu.
Com estilo.
"Olha que 'mimo' o Burti correndo no engarrafamento na saída do autódromo em Santa Cruz, no domingo! Como sempre, formou-se uma "pequena" fila de carros na saída. Ele e mais alguns saíram dos carros e, quando a fila voltou a andar, ficaram para trás. Eu até ofereci ajuda, mas o orgulhoso não quis (hehehe). Deve ter corrido uns 500 m ou um pouco mais! Depois, a fila parou novamente e ele alcançou o carro. Uma pena ter ficado fora de foco a foto (eu ria muito)."
A Toyota tem a opção de renovar ou não o contrato de Ralf para o ano que vem.
Ao “Bild”, o alemão deu a entender que ficou chateado com a Toro Rosso, porque a equipe teria prometido conversar com ele, mas acabou fechando com Vettel e Bourdais.
Ralf tem 5 pontos no Mundial e é o 14o. Está na 11a temporada na F-1. E foi procurar a Toro Rosso? Pior, foi desprezado?
É, a moral do caçula não anda muito em alta por lá. Acho que, depois de 17 anos, a família Schumacher não terá representantes na F-1 em 2008.
“Temos que fazer o melhor e esperar que aqueles que estão à nossa frente enfrentem alguns probleminhas. Não tenho muito a perder, então posso arriscar mais que meus colegas de McLaren.”
De Raikkonen, prometendo agressividade extra nas últimas seis etapas do campeonato, a começar pelo GP da Turquia, domingo.
Está aqui o Pit Stop de hoje, com direito a uma entrevista bacana e esclarecedora com Lucas di Grassi, na opinião deste blogueiro o favorito ao título da GP2.
O programa também tem F-1, Stock e, claro, o vôo de Taro Sekiguchi em Brno.
A BMW confirmou que Heidfeld será mantido ao lado de Kubica em 2008.
Um típico caso de piloto que ganhou a vaga no braço.
O alemão começou 2007 com um ultimato sobre a cabeça. Ou enfim mostrava serviço ou estava fora. Heidfeld decidiu pela primeira opção.
Já soma 42 pontos no campeonato, dois pódios e vem dando um banho em Kubica, que começou o ano como prioridade da BMW e que, de certa forma, é uma das decepções da temporada.
E, por favor, entendam: não é nada ruim estar em sexto no Mundial, mas pelo que fez em 2006, eu esperava mais do polonês.
É curiosa a trajetória de Heidfeld na F-1.
Na primeira vez em que o vi, Nurburgring-98, ele era protegido da McLaren, correndo a F-3000 contra Montoya, ambos protótipos de pilotinhos de F-1. Fez testes para a equipe no ano seguinte, venceu o campeonato, mas não conseguiu nada melhor que uma claudicante Prost para estrear em 2000.
Comeu o pão que o francês amassou. Correu depois três temporadas pela Sauber, uma pela Jordan, uma pela Williams e está agora no segundo ano de BMW. Sim, Heidfeld já é um veterano: oito temporadas e 126 GPs nas costas, sem nunca fazer estardalhaço, sem nunca fazer marketing.
Até este ano. Quando teve de fazer algum barulho e acelerar mais que o normal pra salvar a pele.
Enfim, é um piloto dos mais competentes, mas que talvez nunca saia do circuito de equipes médias-pequenas porque (1) não faz marketing pessoal ou (2) não tem um empresário dos melhores ou (3) chegou na hora errada ao lugar errado.
Heidfeld seria campeão do mundo numa Ferrari ou numa McLaren? Talvez.
Algum dia correrá por uma dessas equipes, para que saibamos com certeza? Duvido.
A Ferrari decidiu entregar ao brasileiro o chassi número 263, zero quilômetro, que passou por shakedown na semana passada em Fiorano e que já foi enviado a Istambul.
Além disso, conta a “Autosport”, a Ferrari gastou as mini-férias de verão vendo e revendo situações de pits e treinando e retreinando os mecânicos para evitar que confusões como a do abastecimento (ou falta de) na Hungria se repitam.
Neste fim de semana, ao que parece, o brasileiro não terá do que reclamar.
Lucas di Grassi, 23, vice-líder da GP2 e piloto que mais avançou nas últimas corridas é o convidado especial do Pit Stop de hoje, a partir das 14h30, aqui.
O brasileiro, que correrá a 14a e a 15a etapas do campeonato no fim de semana, conversará com Vicente Toledo Jr., comigo e com você, direto de Londres, antes de embarcar para Istambul.
Já tratamos algumas vezes aqui do casamento cinema e automobilismo.
Já falamos de "Grand Prix", o melhor de todos, de "24 Horas de Le Mans", "Se meu Fusca falasse" e "Carros", muito bons, e do aguardado "Speed Racer". Não falei, acho, da maior picaretagem do gênero, "Driven", de Stallone _não mereceria citação nem o esforço de um xingamento.
Pois ontem, meio sem querer, assisti a "Winning", que por aqui recebeu o título de "500 Milhas". Domingão à tarde, zapeando do primeiro ao último canal pela enésima vez, eis que dou de cara com Paul Newman limpando um carro lindo de morrer no Telecine Cult.
Larguei o controle remoto, abandonei os planos da soneca vespertina.
Bom, muito bom, melhor que "Le Mans". Mas ainda não um "Grand Prix". Fiquei com a impressão, aliás, de que a técnica se inspirou muito na obra-prima de John Frankenheimer, rodada três anos antes, em 1966: closes dos escapamentos, de partes mecânicas, dos carros em ação, lado a lado.
A história não é lá essas coisas, a velha ladainha do "piloto-em-ascensão-que-perde-a-mulher-pro-companheiro-de-equipe-e-vai-atrás-da auto-afirmação-na-maior-corrida-da-temporada".
Mas o filme vale pelas imagens. E, claro, pela interpretação de Newman, que fez questão de pilotar os carros, do CanAm que abre o filme, em Elkhart Lake, ao "Crawford", o belíssimo modelo com que ele disputa Indianápolis _pintado igual ao Rislone Special que Bobby Unser usou para vencer as 500 Milhas de 1968.
Entre as curiosidades que pesquisei rapidamente, gostei dessa: o mega-acidente na largada das 500 Milhas é real, aconteceu na prova de 1966. Ah, sim, não faltam pontas de pilotos como A.J. Foyt e Dan Gurney.
Foi a partir de "Winning" que Newman se tornou um aficionado por automobilismo, a ponto de correr várias provas e de virar dono de equipes.
Grande figura: em 1997, após a etapa da ChampCar em Toronto, tive o prazer de dividir uma geladeira de cerveja com ele (e mais umas quatro ou cinco pessoas), todos sentados no gramado, meio que olhando pro nada e falando sobre a corrida do dia. Não, não lembro nada sobre aquela prova. Nada. Mas daquela noite de domingo, não vou esquecer nunca.
Se alguém souber mais sobre o filme (e estou certo de que muita gente sabe), conte aqui!
É de Taro Sekiguchi o título de "pancadão do mês". Sim, ainda estamos no dia 20, mas estou certo de que ninguém tira essa dele.
O japonês acelarava sua Aprilia 250 cc no treino pré-GP da República Tcheca, em Brno, quando Marco Simoncelli, também da marca italiana, caiu, levantando uma nuvem de poeira.
Sekiguchi não viu e...
Como escreveu o italiano que postou o vídeo no Youtube, "maddonna, che salto!"
Em parceria com Peter Kaiser e Thomas Muchow, amigos dos tempos de Kerpen, o alemão lançará em 2008 o KSM Official Racing Team. O objetivo, “preparar uma nova geração de talentos”.
Curioso o 2007 de Schumacher. Começou o ano dizendo que queria distância das pistas. De repente, começou a aparecer nos GPs. Depois de Magny-Cours, anunciou que não iria mais às corridas e, numa longa entrevista à “Autosport”, deu a entender que não estava curtindo aquele papel de “conselheiro/eminência” no comando ferrarista. Agora, compra uma equipe de kart.
A impressão que dá é que ele está meio perdido. O que é compreensível, após tantos anos ganhando tudo na principal categoria do automobilismo.
Cacá largou em sétimo, passou ileso pela primeira volta, ultrapassou Bernoldi numa relargada, venceu, assumiu a liderança do campeonato.
Uma liderança um pouco sem graça, é verdade, já que tudo se decide no playoff. Mas é a ponta, afinal. O que deve ter dado algum alívio para o campeão, que começou o ano assim, assim, mas que pelo jeito vem voltando à boa forma.
A largada, como era de se esperar, foi acidentada. Muito carro para pouca pista dá nisso. Camilo, Tarso e Losacco que o digam. Aliás, o pancão do Losacco foi bem forte, direto no barranco...
Corrida boa, enfim. E se a liderança de Cacá diz algo, é que o campeonato chegou à metade com um equilíbrio de forças bacana.
Absoluto já há algum tempo no campeonato, Stoner foi absoluto, também, no treino em Brno.
Cravou a pole, com 0s280 de vantagem para Hayden. Pedrosa sai em terceiro.
Quase não teve graça. O australiano foi pra pista, fez seu tempo, voltou pros boxes, ficou esperando. Ninguém conseguiu superar a marca, mais uma pole pro bolso.
Quando Piquet completou 50 anos, Flávio Gomes e eu saímos pelo paddock de Budapeste gravando declarações sobre o brasileiro com todo tipo de gente: pilotos em atividade, pilotos das antigas, dirigentes, jornalistas, etc e tal.
Unanimidade: um grande piloto, uma grande figura, um grande cara. Sujeitos como Dupasquier, Whitting, Lauda e Head se derreteram para falar do tricampeão, sempre com histórias hilariantes pra contar.
Putz, já se foram cinco anos. Hoje, Piquet completa 55.
Segue então um tributo a Piquet, pescado no Youtube...
Dia desses, o Gordini me deixou na mão. Estava indo para o jornal, fim de manhã de uma segunda-feira, e o carrinho parou em plena alça de acesso da avenida do Estado para a ligação Leste-Oeste.
Se você não conhece São Paulo ou nunca passou por esse pedaço da cidade, saiba: não é exatamente um bom lugar para o carro quebrar.
Bom, liguei para um guincho e fiquei esperando o resgate. Nesse meio tempo, imaginei que o problema pudesse ser falta de gasolina. Parei um motoboy e contratei um freelance: 10 minutos depois, ele já estava de volta, tentando equilibrar um galão sobre o tanque da moto.
Enquanto me ajudava a abastecer e a molhar a carburador, o motoboy colocou o capacete no “batente” do viaduto. Daqui a pouco, ouvimos um xingamento distante... Com o vento, o capacete caiu, quase acertando um gari lá embaixo. Desculpas dadas, capacete arremessado pelo gari de volta ao andar de cima (quase acertando um outro carro que passava), descobri duas coisas.
A primeira, o problema não era gasolina. A segunda, eu não tinha R$ 5 pra reembolsar o motoboy. Que não esquentou e ainda me deixou um cartão de visitas: “Alan, motoboy e estudante de direito”. Se alguém estiver precisando de um, me avise, o rapaz é gente boa.
Enfim, o guincho chegou. E levou o Gordini à oficina dos Finotti, mestres com carros antigos. À tarde, Nenê Finotti me liga: “A tampa do distribuidor está rachada, você precisa comprar outra”.
E lá fui eu, pela Barão de Limeira e pela Duque de Caxias, atrás de uma tampa de distribuidor para o Gordini.
Todo esse prólogo foi para falar do meu achado. A Guimacastro.
Lojinha modesta na rua General Osório, quase esquina com a São João. Uma viagem no tempo. Nada de computador, nada de prateleiras de alumínio e luzes neon. Três senhores, um deles batucando uma máquina de escrever, aquele tec-tec gostoso. Um deles vem me atender. Explico o problema, mostro a peça. Ele pega um catálogo em alemão, páginas amareladas, encontra o modelo certo. Ouço um “espera um minutinho, meu filho”.
Ele some para os fundos da loja. Demora uns 5 minutos. Daqui a pouco, surge do corredor escuro, com um sorriso de satisfação e uma caixinha empoeirada na mão. Pega uma flanela sobre o balcão, limpa a caixa. “Aqui está.“
Sim. Um peça fabricada há mais de 30 anos, intacta, perfeita, zero quilômetro, dentro da caixa. O preço, R$ 15. “Vocês têm Visa Electron?”, perguntei, já sabendo da resposta.
Não, eles não tinham. Nem Redeshop. Nem cartão de crédito. Ainda bem. Que continuem assim, com um delicioso jeito de passado.
Em seis dias, a McLaren irá duas vezes à Corte de Apelações da FIA.
A entidade anunciou agora pela manhã que o recurso da equipe contra a punição na Hungria será julgado no dia 19 de setembro. No dia 13, acontecerá o julgamento do apelo da Ferrari no caso da espionagem _representantes da McLaren presentes, claro.
Detalhe: entre uma audiência e outra acontece o GP da Bélgica, em Spa.
Previsão de dias turbulentos, muito turbulentos, e quentes, muito quentes, pela frente. Este campeonato está longe de acabar.
Marcos Bolinha indicou e aqui está: um vídeo com cenas do GP Brasil de 1975, em Interlagos, a única vitória do Moco.
Sempre vale a pena rever o velho Interlagos, antes da navalhada operada por Erundina e Senna. O vídeo vale também pelo ronco dos motores, pela loucura nas arquibancadas e por cenas impensáveis para os dias atuais, como Depailler, de samba-canção, dando um trato no capacete.
Que tal uma temporada no Kogo, o megaiate de Mansour Ojjeh que está no Mediterrâneo, com Hamilton e Sara aos beijos e abraços, à espera de Alonso?
Sim, o barquinho acima, com 72 metros de extensão, pode ser alugado. A diária, para passeios no Mediterrâneo, sai por € 420 mil, cerca de R$ 1,1 milhão. Mas você pode querer, sei lá, flanar pelo Caribe. Tudo bem, a diária fica só um pouquinho mais cara, exatos € 579.512, ou R$ 1,564 milhão.
Coincidência ou não, começaram a pulular pela net, ontem, notícias sobre os planos da Prodrive para estrear em 2008.
Em suma, Richards estaria acertando com Dennis para correr como uma espécie de time B da McLaren. Um anúncio oficial, dizem, será feito em breve.
O curioso é a forma como isso seria feito. Com a tecnologia atual, a McLaren não precisaria mais produzir as peças em Woking e enviar para a parceira, em Milton Keynes. Tudo aconteceria via software.
O engenheiro da Prodrive receberia, sei lá, o pen drive com o desenho do defletor, carregaria no AutoCad, mandaria para a oficina de composite e, de lá, para as autoclaves. São três as autoclaves, hoje, na sede da Prodrive, que já produz componentes para algumas equipes da F-1.
Por caminhão, a McLaren só mandaria os chassis, no começo do ano, e os motores. Ah, sim... Mandaria também dois de seus pilotos, Pedro de la Rosa e Gary Paffett _talvez não de caminhão.
Pode até ser. Mas prefiro manter os olhos abertos para as situações da Spyker e da Super Aguri.
Essa até que demorou para acontecer: segundo a “Auto Motor und Sport”, Ferrari, BMW, Renault e Honda começaram a questionar o fato de que a centralina eletrônica padrão para as próximas três temporadas da F-1 será produzida e distribuída pela McLaren Electronic Systems.
São dois os problemas.
O primeiro, de ordem técnica.
Essas equipes teriam enfrentado panes com o gerenciamento do motor e do controle de tração nos testes que já fizeram com as novas unidades.
Mas o maior problema é o segundo, de ordem ética.
As equipes não estão lá muito confortáveis em instalar em seus carros centrais eletrônicas produzidas por uma empresa acusada de espionagem industrial. Até porque não é só instalar o negócio e sair andando. Cada carro, cada motor, cada câmbio, cada controle de tração de cada equipe tem suas particularidades. Que terão que ser debatidas com a McLaren Electronic Systems, parte do McLaren Group, instalada em Woking, no prédio em que Dennis dá expediente.
“Como vou confiar numa empresa que está sendo acusada num escândalo de espionagem?”, pergunta Briatore à revista alemã. McLaren e FIA rechaçam as suspeitas. “A McLaren Electronic Systems é independente da equipe de F-1. As equipes sempre rejeitam novidades”, afirmou um porta-voz da entidade.
Pode até ser que o temor das equipe não se concretize. Mas por que complicar? Por que não eleger uma outra empresa qualquer, chinesa, indiana, norueguesa, americana, para fornecer a centralina? Para que arrumar rolo? Para que dar margem a suspeitas?
A Super Aguri, ou uma parte dela, estaria à venda, informaram sites mundo afora dia desses. Uma de suas principais patrocinadoras, SS United (que não imagino o que faça) resolveu dar calote, deixando Suzuki em maus lençóis.
Agora, surge a história, via comunicado oficial, de que a Spyker também está à venda. A montadora holandesa informa que “publicidade negativa sobre os valores de seus créditos a forçam a buscar fundos adicionais para garantir a liquidez da empresa e novos investimentos”.
Entre as alternativas para captar recursos está a venda da equipe de F-1.
Enquanto isso, nenhuma notícia sobre a estrutura que já deveria estar sendo montada por David Richards para que sua Prodrive estréie no Mundial em 2008, como anunciado.
Depois de Massa dizer que tem uma boa convivência com Raikkonen e que isso é confortante, o “Motorsport Aktuell” publica hoje entrevista com o finlandês dizendo que a briga interna da McLaren é uma das esperanças da Ferrari na disputa pelo Mundial.
Campeonato de automobilismo, para mim, é como pista nova: só acredito vendo.
Pois hoje vi. Depois de meses lendo comunicados cheios de promessas, enfim recebi fotos da tal Speedcar, cuja primeira temporada começa em novembro em países da Ásia e do Oriente Médio. O plano é ter 24 carros no grid.
A categoria foi oficialmente lançada em Dubai, com o indiano Karthikeyan e o indonésio Soeprapto fazendo demonstrações. Os grandes nomes, até agora, são Alesi, Herbert, Johansson, Katayama e Morbidelli, que já assinaram contrato.
A filosofia é antiga: aproveitar o público carente nas férias da F-1... Quem está por trás do negócio? Sim, ele. Ecclestone. Ou seja, vai sair MESMO.
O carro? Chassis tubular, motor V8, 6 litros, 620 cavalos, quatro marchas, em H.
A F-1 está de férias, mas não faltou assunto: a "escapadinha" de Hamilton com a filha do chefe, o troca-troca de pilotos, a barbeiragem da Honda com o túnel de vento e por aí vai.
Vicente Toledo Jr. e eu também conversamos sobre IRL, MotoGP, Stock Car...
O link para assistir está aqui, para assinantes do UOL.
Estamos em agosto. Já se foram 11 das 17 etapas da temporada. Quem fez, fez. Quem não fez, perdeu o ano.
Pois bem. Só agora, vejam que gracinha, a Honda descobriu que seu milionário túnel de vento estava descalibrado. Ou seja, todas as peças que passaram por lá nos últimos meses saíram erradas.
A descoberta foi de Loic Bigois, ex-Williams, e John Owen, ex-BMW, contratados em meio ao Stepneygate. E a notícia foi dada ao mundo por Barrichello, na coluna que escreve para o seu site.
“Na semana da corrida da Hungria fui até a fábrica, na Inglaterra, visitar os dois dos novos aerodinamicistas que irão trabalhar conosco: Loic Bigois, que veio da Williams, e John Owen, da BMW. As duas equipes com resultados expressivos neste ano. Tivemos uma conversa longa e minha impressão foi ótima. Ouvi deles exatamente o que esperava ouvir e eles acreditam que o nosso túnel de vento está com a calibragem errada e daí todos os desenvolvimentos deste ano não terem resultados efetivos.”
Um ano jogado no lixo, portanto. Uma vergonha. Imagino que o executivos no Japão devam estar dando pulos de felicidade...
A dica é do Márcio, em comentário no post sobre o Montoya: chegará em breve às livrarias do Reino Unido mais um livro sobre Hamilton. Até aí, nenhuma novidade. Como eu disse, é “mais um” _sim, já existem outros.
O busílis está no seguinte trecho da sinopse do livro, na Amazon: “Lançado na F-1 de maneira descompromissada e repentina por Ron Dennis, Hamilton foi coroado campeão no Japão, em outubro, logo na sua temporada de estréia, em 2007”.
Montoya quase saiu no tapa com Kevin Harvick em Watkins Glen, ontem. Aliás, não sei se o "quase" é apropriado.
Tocado por trás, o colombiano rodou, saiu da pista e, quando voltou, foi acertado pelo americano. Que saiu do carro bravinho e foi tirar satisfações.
"Eu disse que iria chutar o traseiro dele", diz Harvick, na entrevista após o incidente. Ui.
"Não foi culpa minha, fui acertado por trás. E o cara chegou gritando e falando um monte de coisas. Se ele acha que fui culpado, que venha conversar. Se eu for mesmo, vou pedir desculpa", afirma Montoya. Desta vez, coberto de razão.
Hoje, 13 de agosto, é aniversário de Divina Galica. Uma das cinco mulheres que tentaram correr na F-1.
Inglesa, Divina sempre foi uma esportista nata. Aos 20 anos, esquiadora, disputou a Olimpíada de Inverno de Innsbruck, na Áustria. Repetiu a dose em Grenoble, na França, e em Sapporo, no Japão. Sustentou, por algum tempo, o recorde de velocidade downhill: 201,125 km/h.
No anos 70, então, decidiu enveredar para o automobilismo. Correu de kart, Turismo, caminhões, F-Renault, F-Vauxhall, F-2 e, por três vezes, tentou se classificar para corridas de F-1.
A primeira tentativa, em Brands Hatch-76, pela Surtees. Foi a 28ª, mas só largavam 26. A curiosidade é que outra mulher, Lella Lombardi, também tentou se classificar e não conseguiu _fez o 30º e último tempo.
Dois anos depois, a convite de lorde Hesketh, tentou novamente a F-1, nas duas primeiras etapas do campeonato: Argentina e Brasil. Também não deu em nada.
Um detalhe curioso são os números dos carros que Divina usou na F-1. Na Surtees, o 13, deixado de lado pela maioria dos pilotos e abandonado na categoria há tempos. Na Hesketh, ela pilotava o carro 24.
Hoje completando 61, Divina trabalha na iRacing, empresa americana que cria simuladores de corridas. É da iRacing sucessos como o Nascar Racing 2003 e o Grand Prix Legends.
Depois dela, só Desiré Wilson, em 80, e Giovanna Amati, em 92, tentaram a F-1. Não sei o que a Red Bull está esperando para chamar a Danica. Na contabilidade marketing + resultado na pista, ela daria lavada em Webber.
Dizem, e eu concordo, que um dos problemas intrínsecos do automobilismo é não ver o rosto do pilotos. Os capacetes privam os espectadores de acompanhar as expressões de luta, de alívio, de raiva, de tristeza dos seus heróis.
A foto abaixo, de Ed Reinke, da Associated Press, desmistifica um pouco isso. Ou você não consegue imaginar a cara do Tony após a segunda vitória seguida?
Você não sabe o que é isso? Sem problemas. Até 10 minutos atrás, eu também nunca tinha ouvido falar nisso.
OWG é a sigla para Overtaking Working Group. Ou Grupo de Trabalho sobre Ultrapassagens. Segundo a "Autosport", um grupo formado por engenheiros de várias equipes que está debruçado há meses sobre propostas com o objetivo de trazer as ultrapassagens de volta à F-1.
Em junho e julho, projetos de novos difusores foram estudados em túneis de vento. Uma opção se sobressaiu. E o martelo foi batido numa reunião em Budapeste.
O tal difusor deve ser implantado a partir de 2009. E a partir de 2010, a idéia é abolir defletores, asinhas e outros balangandãs. Ufa!
Entre os cabeças do grupo, Paddy Lowe, da McLaren, Pat Symonds, da Renault, e Rory Byrne, agora consultor da Ferrari.
Que merecerão estátuas na place de la Concorde caso sejam bem-sucedidos. Eu colaboro com a vaquinha.
Kanaan, pelo menos, está tentando. Ontem, em Kentucky, o baiano venceu pela quarta vez na temporada e pelo segundo fim de semana seguido. Mantém-se em terceiro no campeonato, mas agora a 52 pontos de Franchitti, o líder _entre os dois, Dixon. Restam três provas para o fim do campeonato: Sonoma, Detroit e Chicago.
Será?
Bom, pelo menos Kanaan está em posição confortável, assumiu o papel de franco-atirador: "Gosto disso. A pressão não está em mim. É claro que é muito difícil conquistar este campeonato, mas o melhor que posso fazer é continuar ganhando corridas. De agora em diante, sou um caçador".
A prova foi razoavelmente tranqüila. Kanaan teve um quiprocó com Castro Neves, retardatário, Hornish e Danica rodaram, Wheldon bateu e Franchitti perdeu a chance de lutar pela vitória ao escorregar numa curva e perder seis posições.
Ah, sim... O líder do campeonato parece disposto a roubar de Jim Clark o título de escocês voador. Depois de decolar em Michigan, repetiu a dose em Kentucky. Com as diferenças de que a rampa de lançamento desta vez foi Kosuke Matsuura e de que, veja só, a corrida já estava encerrada.
Notícia que todo mundo já sabia, Sébastien Bourdais foi confirmado hoje pela Toro Rosso para disputar o próximo Mundial.
Terá como companheiro o alemão Sebastian Vettel, anunciado na semana passada, o novo menino dos olhos da categoria.
Já era mais que hora de o francês sentar num F-1. Aos 28, à beira do tetracampeonato na ChampCar, não tem mais o que fazer nos EUA _quem sabe, agora, Junqueira não vence um campeonato?
A certa altura da história, imaginei que Bourdais, como tantos outros pilotos que cruzaram o Atlântico (Franchitti, Kanaan, Castro Neves, Wheldon, Servia, Dixon, o próprio Junqueira, etc, etc), não teria a chance de voltar. Mas as portas se abriram. E embora não tenha exatamente brilhado nos testes que fez com a Toro Rosso, convenceu Berger e Mateschitz.
Liuzzi dança. Gênio do kart, campeão da última temporada da F-3000, com 7 vitórias e 2 segundos lugares em 10 corridas, nunca conseguiu fazer nada demais na F-1.
Rodam Liuzzi e Speed, muito papo e pouco braço, e entram os Sebastiões (ou Sebastiãos?). A ex-Minardi sai ganhando.
Sim, é claro que o clima entre Alonso e Hamilton não está um mar de rosas. Mas há muito exagero e muita mentira nos "detalhes" sobre a guerra em sites e revistas e jornais por aí.
O motivo? A meu ver, após anos de discursos insossos, a chamada imprensa especializada desaprendeu a cobrir duelos mais intensos e mais verbais na F-1.
É este o tema da coluna de hoje na Folha. O link está aqui, para assinantes do jornal e do UOL.
Um grande piloto completaria 63 anos nesta quinta-feira, 9 de agosto.
Completaria. Porque a história de Patrick Depailler acabou tragicamente quando ele tinha 35, num acidente durante testes com a Alfa Romeo em Hockenheim.
Piloto agressivo, que gostava de viver no limite, Depailler cansou de quebrar ossos em provas de motociclismo e foi correr de carro _em 1973, por exemplo, ele só não disputou as últimas etapas da F-1 pela Tyrrell porque estava com uma perna quebrada, vítima das duas rodas.
Em 1976, Depailler teve a honra de pilotar o P34.
E são eles, o bravo piloto francês e o Tyrrell de seis rodas, as estrelas do Youtube de hoje.
Que não tem trilha musical, ainda bem: o ronco é de arrepiar.
Acaba de piscar na caixa de entrada mais um comunicado da McLaren. Este, porém, diferente: enviado, segundo a equipe, a pedido de Hamilton.
A nota começa com a McLaren afirmando que ouviu e re-ouviu a cominicação de rádio entre piloto e equipe no treino de sábado e que em nenhum momento ele pronunciou a "F word".
"O time e Lewis estão profundamente desapontados com a invenção dessa história e com sua propagação pela imprensa."
Vem, então, o desabafo do novato:
"Fernando e eu somos extremamente competitivos, mas respeitamos um ao outro. Somos ambos ambiciosos e queremos vencer. No entanto, não estamos em guerra, como vem sendo divulgado.
Embora não tenhamos nos falado no domingo, já conversamos durante a semana e continuamos a manter um relacionamento profissional. Aliás, queremos até nos encontrar durante esse período de folgas.
Como um piloto em primeiro ano de F-1, venho fazendo o máximo para me comportar de uma maneira profissional e aberta. É claro que cometi erros, não apenas neste final de semana, e a análise desses erros está a critério do público. Me arrependi de algumas coisas, mas isso é comigo. No entanto, fiquei desapontado que tanto material infame e mentiroso, capaz de manchar reputações, tenha sido divulgado pela imprensa. Depois de publicadas, essas mentiras são comentadas pelo público como se fossem verdades.
Embora não seja do meu estilo me expressar por comunicados de imprensa, senti que era importante resolver essas questões imediatamente."
Massa concedeu entrevista coletiva hoje pela manhã, em São Paulo, para anunciar a terceira edição do seu "Desafio das Estrelas", a segunda em Florianópolis.
A grande novidade, a presença de Schumacher.
"Na verdade, Michael deveria ter vindo na corrida de 2006, mas naquele momento já estava comprometido com as férias dos filhos. No início desta temporada, me perguntou quando seria a corrida deste ano. Com a data confirmada, pediu um tempo para estudar e organizar a agenda. Durante o GP da Europa, em Nürburgring, bateu o martelo e disse que eu poderia contar com ele", disse.
A prova acontecerá nos dias 24 e 25 de novembro, no kartódromo dos Ingleses. Serão 25 pilotos _além de Schumacher e de Massa, claro, outros nomes já confirmados são Barrichello, Nelsinho e Liuzzi.
Bruno Terena/MF2
Ah, sim... Massa falou sobre F-1. Repetiu a autocrítica sobre seu desempenho na Hungria, disse que uma equipe não pode viver em guerra, como a McLaren, e classificou de "mentira" os boatos que colocam Hamilton na Ferrari em 2008.
Durante o Pan, a F-1 testou em Spa e não pude dar àqueles treinos a atenção merecida.
Mas o Pedro Bresson deu. Ele foi para a região das Ardênias, acompanhou os treinos no dia 10 de julho e fotografou.
"Circuito maravilhoso esse, o de Spa-Francorchamps. O dia tava perfeito como pode ver. Os belgas deviam estar com saudades de ouvir esse som único de um F1 acelerando. Tinha muita gente pra uma terça-feira."
Sim, já faz tempo, mas acho que vale a pena postar algumas fotos para que vocês tenham uma idéia de como é, para o público, acompanhar a F-1 em Spa...
"Se o Alonso for para a Ferrari, para onde vai o Massa?"
Eis outra pergunta recorrente nos comentários no blog.
A resposta, a minha, pelo menos: isso não vai acontecer. Vamos por partes.
Sim, Alonso já foi um sonho de Todt. Basta dar uma olhadinha no passado. Basta dar uma olhadinha, por exemplo, na edição da Folha de 10 de novembro de 2000. Comecei o texto assim:
"Uma reportagem publicada na edição de ontem do jornal 'La Gazzetta dello Sport' provocou rebuliço na Ferrari e um desmentido da equipe italiana. Segundo o diário, a escuderia está preparando o espanhol Fernando Alonso, 19, para que ele assuma a vaga de Rubens Barrichello já em 2002. Contratado pela Minardi até 2005, Alonso teria caído nas graças do francês Jean Todt, diretor esportivo da Ferrari, que agora estaria tentando sua liberação.
O objetivo do dirigente, então, seria emprestá-lo à Prost, para que o espanhol 'aprendesse' a trabalhar com o motor Ferrari _a partir do ano que vem, a equipe francesa vai utilizar os propulsores fabricados em Maranello."
De lá pra cá, porém, muita coisa aconteceu. A mesma "Gazzetta", hoje, escreve que Todt, em Indianápolis, descartou peremptoriamente qualquer chance de um dia vir a trabalhar com o espanhol. O motivo? "É obscuro", escreve o diário italiano, que pertence à Fiat, como a Ferrari.
O relacionamento Massa-Todt, embora menos longevo, lembra a parceria Dennis-Hamilton. O francês investiu muito empenho pessoal e muito crédito profissional no brasileiro. Não vai deixar tudo de lado, assim, sendo que já conta na equipe com um piloto comprovadamente de ponta, Raikkonen.
O resumo da ópera: hoje, não considero a Ferrari para o 2008 de Alonso. A Renault parece ser a principal opção, pelo histórico com o espanhol. A BMW vem a seguir, pela ambição de Theissen.