Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Sem bola de cristal

Em Chicago, Franchitti larga na pole, Kanaan sai em quarto e Dixon é o sexto.

 

O que isso quer dizer numa corrida de 300 milhas, quase 500 quilômetros?

 

Isso mesmo. Nada. No máximo, no máximo, que Franchitti tinha um carro mais bem acertado para classificação. Algo que, para amanhã, não diz nada.

 

A largada acontece às 17h (de Brasília), com TV Bandeirantes.

Escrito por Fábio Seixas às 20h47

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Fala, Massa

Em Monza, após o treino, questionado se a Ferrari tem alguma surpresa estratégica para a corrida, Massa não foi dos mais otimistas.

 

“É difícil dizer algo agora. Vamos esperar amanhã. Com certeza, a McLaren está muito rápida aqui. Estava complicado acompanhar o ritmo deles hoje, especialmente no treino classificatório, quando eles conseguiram algumas voltas fantásticas. Tentei fazer a minha volta, acho até que fiz um tempo razoável, mas eu não tinha o ritmo deles.”

 

Esqueçam, tifosi. Esta corrida é da McLaren.

Escrito por Fábio Seixas às 11h21

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Decepção brasileira na GP2

Na GP2, vitória tranqüila de Pantano, que saiu na pole, cravou a volta mais rápida e, assim, conquistou os 13 pontos possíveis do dia.

 

Di Grassi, segundo no grid, deu uma bela patinada na largada, mas manteve a posição. A três voltas do final, estava retomando à liderança do campeonato, um ponto à frente de Glock, então o quarto colocado na corrida.

 

De repente, porém, seu mundo ruiu. O brasileiro deu uma escapada. Foi um aviso. Na volta seguinte, a penúltima, praticamente parou na pista, aparentemente com um problema de câmbio. Foi ultrapassado por meio mundo até que o carro voltou a funcionar e ele conseguiu retornar à pista.

 

Terminou em 14o. Filippi foi o segundo, com Glock em terceiro. Bruno foi o quarto. Xandinho terminou em 15o, uma volta atrás dos líderes.

 

Com o resultado, Glock soma agora 72 pontos, oito a mais que Di Grassi, faltando cinco corridas para o fim da temporada. Amanhã, na melhor das hipóteses, o brasileiro deixa Monza um ponto atrás do alemão na tabela.

 

A corrida de amanhã acontece às 5h (de Brasília), com Sportv.

 

Ah, sim... Hamilton e Heidfeld devem ter ficado preocupados com a largada. O lado direito do grid, das posições pares, está uma imundice só.

Escrito por Fábio Seixas às 11h07

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Declaração de peso

Alonso parecia mais determinado do que nunca na entrevista coletiva pós-treino em Monza. Falou bonito. E falou grosso.

 

“Toda corrida é importante. Mas gostaria de ganhar aqui porque Monza é um lugar especial e nunca venci aqui. Acima de tudo, eu gostaria de ganhar este Mundial, tão cheio de polêmicas. Vencer este campeonato significaria mais do que os dois últimos, em que lutei contra Schumacher. É isso o que vou tentar. Estou cinco pontos atrás, mas com a pole e com cinco GPs pela frente. Não haverá um grama no meu corpo que não tentará levar este campeonato.”

 

São, portanto, 68.000 gramas atrás do título. No G4, só Raikkonen é mais pesado, 2.000 gramas a mais. Mas este já é carta foríssima do baralho...

Escrito por Fábio Seixas às 10h25

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Bate-bate

No anel externo de Curitiba, vitória de Cacá, com Ricardo Maurício em segundo e Marcos Gomes em terceiro.

 

Vi a corrida da Stock de ponta a ponta, mas não fiquei muito empolgado, confesso.

 

Confesso, também, minha incapacidade em apontar os culpados em algumas (várias) das batidas: em mais de um acidente, todos os envolvidos me pareceram errados. Com uma exigência um pouco mais alta do que o normal (calor intenso + anel externo), os pneus também deixaram a desejar. 

 

Enfim, reforço aqui o pedido para os internautas curitibanos: se você foi à prova, mande sua foto, seu relato, seu causo. O e-mail, fseixas@folhasp.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 10h16

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A culpa é da pista?

A Ferrari jura que não houve nenhum problema técnico no carro de Raikkonen na escapada que o levou ao muro no terceiro treino livre.

 

“O que aconteceu foi que ele freou numa ondulação. Ele freou muito forte e perdeu a traseira do carro. Não houve falha mecânica, mas também não dá para falar em erro do piloto. Foi uma pena, mas esse tipo de coisa acontece”, disse Luca Colajanni, assessor de imprensa da Ferrari.

 

Será? Fiquei, mesmo, com a impressão de algum problema na suspensão dianteira direita.

 

Em tempo: Colajanni esclareceu que o motor ficou intacto e que foi instalado no carro reserva. Portanto, o finlandês larga em quinto mesmo.

Escrito por Fábio Seixas às 10h06

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Alonso, uma pole tranqüila

Sem sustos, impondo um domínio absoluto e sereno, Alonso cravou a pole para o GP da Itália. É sua 17a pole position na carreira e, pasmem, apenas a segunda conquistada nesta temporada.

 

Massa já saiu cinco vezes na frente neste ano. Hamilton, quatro. Raikkonen, duas. E Alonso, vice-líder do Mundial, até agora só tinha alcançado a ponta do grid em Mônaco.

 

Mesmo assim, tem apenas cinco pontos a menos que Hamilton na tabela. A conclusão é óbvia: na luta para superar o inglês no Mundial, é fundamental para o bicampeão melhorar o desempenho em treinos oficiais.

 

Não sei se a ficha só caiu agora, imagino que não. Mas o fato é que, hoje, deu muito certo. E como deu...

 

O treino oficial começou da maneira como acabou o último treino livre: Alonso foi o mais rápido, com 1min21s718, seguido por Hamilton e Massa. Raikkonen ficou em quarto.

 

Foram cortados Sato, Ralf, Liuzzi, Coulthard, Sutil e Yamamoto.

 

Pois é, Ralf e Coulthard... Sendo que o escocês rodou no finalzinho do treino. Fico cada vez mais chocado: como Toyota e Red Bull podem queimar fortunas com esses caras? Pior: como que, vendo isso, existe gente interessada em contratar o alemão pro ano que vem?

 

No segundo bloco, novamente domínio da McLaren, com um banho de Alonso.

 

Nos primeiros minutos, Massa fez o melhor tempo, 1min21s993. Hamilton, logo depois, superou o brasileiro por 0s247. Então, Alonso deu seu primeiro showzinho da sessão: foi pra pista e colocou 0s390 no companheiro. Raikkonen, apagado depois do pancão, foi novamente o quarto.

 

Os cortados, Webber, Barrichello, Wurz, Davidson, Fisichella e Vettel. Dois detalhes sobre duelos internos: 1) Button, pela segunda vez no ano, passou para a superpole e 2) Trulli, companheiro de Ralf, aquele que ficou no Q1, também ficou entre os dez mais rápido.

 

No último bloco, depois da já moribunda enrolação da queima de gasolina, a repetição do que ocorrera minutos antes: Massa fez o melhor tempo, foi superado por Hamilton que, na seqüência, foi batido por Alonso. O tempo do espanhol, 1min21s997, 0s037 melhor que o inglês.

 

Na última volta lançada, o brasileiro e o inglês não conseguiram sequer se aproximar da marca da pole. Para Raikkonen, ficou mais feio ainda: sai em quinto. Entre Massa e ele, Heidfeld.

 

O que vai acontecer amanhã? Vitória de Alonso. Fácil, fácil.

Escrito por Fábio Seixas às 09h04

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Galvão dança em Monza

A turma do Pânico na TV foi a Monza, acabou de pegar Galvão na entrada do circuito e...

 

Sim. Ele fez a dança do siri.

 

E parece ter gostado, porque, depois, ficou mostrando aos jornalistas brasileiros, no paddock, a coreografia que executou para a dupla Vesgo e Silvio. Diz que não dobrou as pernas, mas que fez os movimentos com as mãos.

 

Esses caras são bons.

Escrito por Fábio Seixas às 08h02

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Monza, 3º treino livre

A McLaren foi a mais rápida no terceiro treino, mas isso foi quase um detalhe.

 

A notícia foi Raikkonen. Ou melhor, o pancão de Raikkonen.

 

O finlandês vinha forte para entrar na Ascari quando sua Ferrari deu uma balançada súbita pra direita e foi direto e reto pro muro. O carro ainda raspou um belo pedaço de muro até sofrer um segundo choque, na barreira de pneus.

 

Ele escalou os pneus e saiu andando, mas a sessão teve de ser interrompida por 21 minutos. Ficou com jeito de problema na suspensão.

 

Na briga do cronômetro, a McLaren não teve problemas. Dominou a sessão desde o início, melhorando os tempos gradativamente. No final, Alonso foi o primeiro, 1min22s054, a 0s146 de Hamilton. Massa terminou em terceiro, a 0s561. Só para constar, Raikkonen ficou em 20o.

 

Mudei de prognóstico. A não ser que a Ferrari tire um coelho da cartola no fim, acho que a pole será da McLaren. Em Istambul, Massa o fez. Mas coelhos de cartolas são artigos raros no mercado atualmente.

Escrito por Fábio Seixas às 07h54

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Zebrinha na pole

Ah, sim, tem Stock em Curitiba neste fim de semana.

 

A corrida acontece amanhã. E, hoje, a pole ficou com Pedro Gomes, de certa forma, uma surpresa: ele é apenas o 16o no campeonato. Ricardo Maurício, terceiro na tabela, sai em segundo, seguido por Cacá Bueno, o líder.

 

A largada é às 10h15, com transmissão da Globo.

 

Algum “correspondente em Curitiba” com fotos quentes e boas histórias para contar? Os comentários estão aí para isso. E o e-mail é fseixas@folhasp.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 15h55

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Corrida chave para Di Grassi

Na GP2, pole para Pantano, que no ano passado venceu as duas corridas em Monza: 1min30s546. Di Grassi conseguiu um ótimo segundo lugar, a 0s333.

 

Ótimo porque está na primeira fila. Melhor ainda porque Glock é só o oitavo.

 

Estou na primeira fila e a vitória é mesmo uma possibilidade, mas o título é o mais importante e é nele que vou me concentrar na corrida. A largada é vital. Todos geralmente largam muito bem na GP2, afinal, aqui todo mundo está no último estágio antes da Fórmula 1. Por isso, eu preciso me preocupar tanto em defender minha posição quanto em explorar uma eventual falha do Pantano”, disse.

Pode ser o fim de semana chave para o título do brasileiro.

Xandinho sai em sexto. Bruno, que reclamou de tráfego, larga apenas em 14o. A corrida começa às 11h (de Brasília), com Sportv.

Escrito por Fábio Seixas às 15h49

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Oba, uma chatice a menos!

Soltemos rojões!

 

A partir do ano que vem, acabará aquela enrolação de queimar gasolina por voltas e voltas sem importância no início do bloco decisivo da definição do grid.

 

Pat Symonds, da Renault, revelou que, na quarta-feira, por unanimidade, o Grupo Técnico de Trabalho da F-1 concordou em reduzir a duração dessa última parte da sessão.

 

Até onde vi, ele não disse a nova duração, mas imagino que seja de cerca de dez minutos. O que me parece razoável: a enrolação vai durar apenas duas ou três voltas e aí todo mundo vai ter que acelerar para valer.

 

Onde compro rojões num feriado?

Escrito por Fábio Seixas às 15h41

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Oásis

Já critiquei a feiúra de São Paulo, aqui, dezenas e dezenas de vezes.

 

São Paulo tem mesmo trechos horríveis, dois dos quais estão no meu caminho diário para o jornal: a avenida do Estado e o Minhocão.

 

Moro no Ipiranga. Mudei para cá há quase um ano, na segunda-feira seguinte ao último GP Brasil. E pouco a pouco venho conhecendo e curtindo esse bairro, que não tem restaurantes badalados, que não tem lojas de grife, que é meio fora de mão, mas que ainda conserva um certo ar de cidade interiorana, em parte graças ao calçamento de paralelepípedo que sobrevive em algumas ruelas.

 

E é aqui no Ipiranga que conheci melhor uma dos trechos mais belos de São Paulo. O museu, com seu jardim francês à frente e seu bosque atrás.

 

Quer lugar mais apropriado para estar num 7 de Setembro do que o Ipiranga?

 

 

 

 

Ainda bem que essa metrópole tão autofágica ainda conserva lugares assim.

Escrito por Fábio Seixas às 15h35

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Imagens do front

O paddock, os motorhomes e o pitlane de Monza. Cliques enviados hoje pela Tatiana Cunha direto do circuito italiano.

Escrito por Fábio Seixas às 10h15

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Garganta profunda

A FIA inaugurou a delação premiada na F-1. Divulgou hoje o teor das cartas que enviou no início da semana a Alonso, Hamilton e De la Rosa pedindo colaboração na investigação do Stepneygate.

 

Em suma, Mosley pede que, em nome da lisura e da legitimidade do campeonato, os pilotos encaminhem à FIA qualquer material “como e-mails, cartas, comunicação eletrônica, mensagens de texto, notas, memorandos, desenhos, diagramas, dados, ou qualquer outro material, armazenado em papel ou eletronicamente”.

 

Mosley afirma que a entidade tem conhecimento de que um ou mais pilotos da McLaren está em posse de documentos confidenciais da Ferrari.

 

(Segundo a “Auto Motor und Sport”, a tal “nova evidência” que será analisada no dia 13 é uma troca de e-mails entre Alonso e De la Rosa com informações que brotaram de Maranello.)

 

Quem entregar o jogo, esclarece o presidente da FIA, ficará livre de represálias. Quem não o fizer, insinua, corre o risco de perder a Super Licença.

 

Achou forte? Pois agora é que vem a pimenta.

 

Em Monza, já corre forte a história de que foi o próprio Alonso quem entregou à FIA a troca de e-mails com De la Rosa.

 

O motivo? Uma punição à McLaren no Mundial de Construtores abriria uma brecha para que ele quebrasse o contrato sem multa. Por outro lado, ele garantiria que nada seria feito quanto ao Mundial de Pilotos.

 

“Não acredito”, foi o que respondi, quando me contaram.

 

Já mudei de opinião. Prefiro esperar pra ver.

Escrito por Fábio Seixas às 09h47

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Monza, 2º treino livre

É, a facilidade da Ferrari no primeiro treino tinha mesmo um quê de ficção.

 

Mas, quer saber? Este segundo treino também não mostrou a verdadeira relação de forças entre as duas grandes em Monza. Ficou longe disso...

 

Dobradinha da McLaren. Alonso, logo de cara, cravou 1min22s386 e não foi superado por mais ninguém. Hamilton ficou em segundo, a distante 0s823.

 

Fisichella foi o terceiro, a 1s198, seguido por Kubica e Rosberg.

 

O melhor ferrarista foi Massa, em sexto, a 1s336 de Alonso. Ele até tentou superar o espanhol na última volta rápida, mas deu uma balançada a mais e não conseguiu. Raikkonen, apagado, foi o oitavo. Barrichello ficou em 15o.

 

O resumo da ópera: a Ferrari usou o primeiro treino para se preparar para o treino classificatório e o segundo para pensar no acerto para a corrida. A McLaren fez exatamente o oposto.

 

O confronto fica para amanhã, pois. E ainda acredito num (pequeno) favoritismo dos donos da casa.

Escrito por Fábio Seixas às 09h36

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Sexta, coluna

Sexta, coluna

Alguém aqui duvida que a batata está assando na F-1? Eu não.

 

Mas às vezes olhamos tanto para uma categoria que não vemos boas histórias nas outras.

 

Como o inferno astral-terreno-universal que Franchitti está vivendo na IRL. Uma série inacreditável de problemas de todos os tipos pode transformar um título certo num tombo homérico.

 

É este o tema da coluna de hoje na Folha, aqui, para assinantes do UOL e do jornal.

Escrito por Fábio Seixas às 07h44

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Monza, 1º treino livre

No primeiro treino livre em Monza, domínio ferrarista. Até aí, uma pequena dose de surpresa, mas nada chocante. Só que foi tão fácil, tão fácil, tão fácil, que ficou com cara de irreal.

 

Sim, a Ferrari pode até andar na frente da McLaren. Aliás, é a minha aposta. Mas não com a facilidade encontrada nessa primeira sessão.

 

O primeiro tempo foi de Raikkonen, 1min22s446. Massa veio em seguida, 1min22s590. O melhor piloto da McLaren foi Hamilton, em terceiro, a 0s172 do finlandês. Alonso pouco andou, chegou a escapar da pista, mas mesmo assim terminou em quarto, a 0s394.

 

Rosberg, um dos pilotos que mais cresceram neste Mundial, terminou em quinto, seguido por Button (ahn?) e Fisichella.  Barrichello foi o 12o.

 

Às 9h (de Brasília), tem mais. E, talvez, o segundo treino seja mais conclusivo.

Escrito por Fábio Seixas às 07h40

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Voz dissonante

O melhor momento da coletiva de hoje veio de Raikkonen.

 

Que, em poucas frases, como de costume, jogou para o espaço todo o otimismo pregado pela Ferrari desde a lavada sofrida nos testes.

 

Kimi foi confrontado com as previsões otimistas de Massa para a corrida. E respondeu assim:

 

“Não sei, sinceramente, porque sempre é difícil falar algo sobre resultados de testes. No máximo, você pode supor o quanto de gasolina os outros estavam levando. Você só tem certeza de você mesmo. Eu não estava 100% feliz com o carro, mas encontramos algumas razões para isso e espero que o acerto melhore. Acho que estaremos ok. Provavelmente não será nossa corrida mais forte, mas será boa.”

 

Sinceridade cortante. Raikkonen às vezes não fede nem cheira. Cheguei até a pensar em escrever uma coluna sobre isso _talvez o faça um dia. Mas ele também não é de dar muita bola para os esforços de RP dos times para os quais trabalha. E isso é legal. Porque, no mínimo, destoa do resto

Escrito por Fábio Seixas às 17h20

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Estafeta

US$ 50 mil. Foi este o valor da multa aplicada à McLaren por ter usado, em Budapeste, uma caixa de câmbio que não havia passado pelo crash-test.

 

Ficou barato. E ficou com cara de recado.

Escrito por Fábio Seixas às 16h29

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McLaren na mira

Acompanhe os fatos.

 

Primeiro, a McLaren se safou no Conselho Mundial.

 

Depois, foi punida na Hungria. Ontem, viu o Conselho Mundial ser reconvocado para analisar uma nova evidência. E, hoje, surge a notícia de que a equipe está sob investigação dos comissários de Monza porque teria corrido em Budapeste com uma caixa de câmbio nova, não-avalizada pela FIA _o crash-test só foi feito depois do GP da Turquia.

  

Três pancadas seguidas? Parece campanha, reação ao primeiro acontecimento? Não, não parece. É.

 

Se vai dar resultado, é uma outra história.

Escrito por Fábio Seixas às 09h15

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Programe-se

Em Monza, a F-1 volta ao velho e bom fuso horário da Europa central, cinco horas à frente de Brasília.


Segue, portanto, a programação para o GP do Itália, no horário de nossa digníssima capital federal:

 

Sexta-feira

5h-6h30, 1º treino livre

9h-10h30, 2º treino livre

 

Sábado

6h-7h, 3º treino livre

9h, treino oficial

 

Domingo

9h, largada

Escrito por Fábio Seixas às 07h06

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Pit Stop e o tapetão

Pit Stop e o tapetão

A decisão da FIA em cancelar a reunião da Corte de Apelações para que o Conselho Mundial analise novamente o caso de espionagem é um dos temas do Pit Stop de hoje.

 

O link para assistir, aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 18h14

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Começou a feder

Então quer dizer que a FIA recebeu uma nova evidência no Stepneygate e reconvocou o Conselho Mundial para julgar novamente o caso?

 

Conclusões rápidas.

 

  1. A McLaren está lascada;
  2. Se estiver lascada, poderá recorrer à Corte de Apelações;
  3. Se a McLaren se livrar, será a Ferrari a recorrer;
  4. Na melhor das hipóteses, a reunião da Corte de Apelações só acontecerá em fins de setembro. Na pior, em meados de outubro, quando a F-1 estará envolvida em viagens para a Ásia e para o Brasil;
O Mundial de 2007 corre sério risco de ficar manchado. Abalado, já está.

Escrito por Fábio Seixas às 18h10

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Youtube (tributo) do dia

Chegou Monza.

 

Monza dos tifosi, Monza da Ferrari, Monza do delicioso jantar que a escuderia italiana realiza todo ano na véspera do GP, Monza da despedida de Schumacher, Monza dos motores gritando, Monza que, entre outros, levou Rindt, Von Trips, Peterson, Monza dos congestionamentos de carros e de gente, Monza dos bate-papos animados no Alberto Santo Eustorgio, que tem na recepção uma linda fotografia do bigodudo Regazzoni sorrindo.

 

E Monza do banking. Das curvas do oval, que resistem ao tempo. No fim dos anos 90, a cidade chegou a cogitar a demolição das estruturas. Logo surgiram movimentos contrários, um deles na internet, “Save the Monza Banking”, que conseguiram manter o local intacto.

 

“Intacto” é o termo exato. Porque as curvas não foram demolidas, mas também não foram recuperadas como merecem. Bom, pelo menos continuam lá, para delírio dos que já tiveram a chance de visitar o Parco di Monza _história bem diferente aconteceu com o traçado antigo de Interlagos.

 

Já estive nas curvas algumas vezes. E, em 2005, escrevi uma reportagem na Folha que começava assim:

 

*

 

O guard-rail torto e enferrujado e o matagal que cobre parte do asfalto não estragam a lembrança. Tampouco a propaganda de uma seguradora alemã, que tenta hoje aproveitar as câmeras de TV.

 

Oculto, às margens da F-1 moderna, um dos pontos mais históricos do automobilismo e cenário do filme mais célebre já rodado sobre o esporte completa, em 2005, 50 anos: o oval de Monza.

 

Repare hoje nas imagens do GP da Itália, a partir das 9h (horário de Brasília). Após a curva Lesmo, antes da Variante Ascari, há uma “ponte”. É, de fato, um trecho do oval de 4.250 m construído em 1955, usado pela F-1 até 1962, e que passa sobre o traçado atual.

 

Em 1966, o americano John Frankenheimer filmou, ali, as cenas cruciais de “Grand Prix”, seu primeiro longa metragem em cores e que criou técnicas revolucionárias para a época, como câmeras on-board, tela dividida e tomadas aéreas com helicópteros.

 

É no oval de Monza que a Ferrari do personagem Jean-Pierre Sarti (vivido por Yves Montand) decola, matando o piloto e dando o título ao mocinho Pete Aron (interpretado por James Garner).

 

O filme conquistou três Oscar _de edição, som e efeitos sonoros_, e tornou-se um cult entre os amantes do automobilismo.

 

Por oito anos, a F-1 usou os dois traçados no GP da Itália, numa combinação impensável para os dias de hoje. A reta dos boxes tinha duas saídas, uma para o oval, outra para o misto. Os pilotos eram obrigados a percorrer os dois circuitos, alternadamente.

 

A partir de 1963, porém, as quatro curvas inclinadas, construídas com consultoria de engenheiros de Indianápolis, foram aposentadas. O motivo: o início da reivindicação por mais segurança.

 

Hoje, mesmo com o mato, o desuso e com a concorrência dos carros de F-1 num fim-de-semana como este, é ponto de peregrinação. A diversão dos visitantes, incluídos vários pilotos da categoria, é tentar ficar em pé no trecho mais alto das curvas. Não dá. É preciso segurar forte nas lâminas dos guard-rails para não cair ladeira _ou curva_ abaixo.

 

“É uma loucura imaginar que os caras corriam ali. Na parte mais alta das curvas, não dá nem para ficar de pé. É uma loucura”, disse Felipe Massa, da Sauber, que anos atrás visitou o local. “Os pilotos só podiam ser loucos. Sem cinto de segurança, com pneus fininhos... Até hoje, com tanta segurança, seria impossível correr ali. Ali é bater e morrer.”

 

Outro brasileiro, Ricardo Zonta, piloto de testes da Toyota, também já visitou as curvas do oval. “Não daria pra fazer aquilo com os F-1 de hoje. O que assusta é a inclinação. Se alguém perdesse o controle, o carro iria virar avião”, declarou o paranaense.

 

Segundo ele, não dá para comparar as curvas de Monza com as de Indianápolis _o atual traçado da etapa americana usa metade do oval. “Nos EUA, com a aderência do carro, aquilo acaba funcionando mais como um reta. Ok, é uma curva, mas viramos muito pouco o volante.”

 

*

 

Um pouco da história do movimento que salvou as curvas está abaixo.

 

 

E a mítica etapa de Monza do mítico “Grand Prix” está aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 09h23

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Sexta (ahn?), coluna

Sexta (ahn?), coluna

E para manter a ordem na casa, mais especificamente o histórico das colunas ali no menu à direita, aqui está o texto da última sexta-feira, na Folha, exclusivo para assinantes do jornal e do UOL.

 

O tema, a irritante falta de ultrapassagens na F-1. Que, sim, tem um componente técnico. Mas que, me parece, também tem um pouco de acomodação dos pilotos diante de um regulamento que dá tanta ênfase à regularidade. Enfim, é o que penso. E você, o que acha?

Escrito por Fábio Seixas às 08h23

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Pit Stop diferente

Excepcionalmente numa quarta-feira, hoje tem Pit Stop no UOL News, a partir das 14h30.

 

Em pauta, os testes da F-1 em Monza, na semana passada, e as perspectivas para a corrida deste fim de semana, lá mesmo. Ainda vamos falar da Stock, em Curitiba, e rever as corridas da IRL, em Detroit, e da MotoGP, em Misano.

 

O link para assistir ao vivo, aqui. Perguntas, críticas, comentários, sugestões e mensagens emocionadas de boas-vindas para o uolnewsformula1@uol.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 08h11

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Revisão

Há oito dias que não leio nada, que não vejo nada sobre esporte a motor.

 

É assim que as folgas devem ser, imagino.

 

Bom, acabo de dar uma passada de olhos pelo que aconteceu e, sinceramente, não sei se perdi muita coisa.

 

De tudo o que vi, o mais interessante parece ter sido a prova da IRL em Detroit, com as lambanças de Castro Neves e Dixon e a vitória de Kanaan. Mas não, não vai dar para o baiano.

 

Na MotoGP, vitória de Stoner, com as duas mãos na taça.

 

Na F-1, quatro dias de testes em Monza, quatro dias de domínio da McLaren. Bom, testes são testes, há uma série de atenuantes, blablablá, coisa e tal... Mas levar 4 a 0 é feio.

 

Se perder em casa, a Ferrari voltará a ver aquela luz que apareceu lá no fim do túnel ficar fraquinha, fraquinha...

 

Esqueci de algo?

Escrito por Fábio Seixas às 23h06

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De volta

Marta Suplicy escreve na edição de hoje (quase ontem) da Folha.

 

Está lá, na seção Tendências/Debates, página A3: “O potencial turístico do Brasil é imenso, mas subaproveitado, por falta de políticas permanentes de apoio à atividade”.

 

Ironia ler o artigo da ministra do Turismo voltando de mini-férias num vôo que começou atrasado, que atrasou na escala, que chegou com quase três horas de atraso ao destino final, Guarulhos.

 

Ok, ministra, podem faltar “políticas permanentes de apoio à atividade”, não duvido. Mas falta muito, falta muita coisa, antes dessa fase. Falta estrutura.

 

Sugiro, por exemplo, que a ministra tire alguns dias para passear pelo litoral norte de Alagoas. Mas que não vá de helicóptero, que pegue a rodovia AL-101. Buracos e mais buracos, assistência rodoviária inexistente.

 

Ou que vá ao litoral sul do Estado, à praia do Francês, por exemplo, pertinho de Maceió. E confira a degradação do cenário, com a praia entupida de barracas, bares cujos muros desafiam as marés, vendedores ambulantes se acotovelando sem o menor controle, um espanto para qualquer turista civilizado.

 

Ou que pegue um vôo de carreira, mas não um BSB-GRU, direto e reto. Sugiro um vôo entre uma outra cidade qualquer e alguma capital do Nordeste. Daqueles, cheios de escalas, pinga-pinga, cujos atrasos vão se acumulando de trecho em trecho sem explicações aos passageiros.

 

Não dá para planejar ações de incentivo ao turismo sem pelo menos avaliar a estrutura dos destinos dos supostos futuros turistas. É, a missão é difícil, complicadíssima, ministra.

 

Pelo menos há um consolo: o visual, quase sempre, é maravilhoso.

 

*

 

De volta, baterias carregadas, vamos pouco a pouco falando sobre o que passou e sobre o que virá. Já estava com saudades de blogar.

Escrito por Fábio Seixas às 22h20

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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