Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Sobrevivência

A edição de domingo do "Red Bulletin" faz uma brincadeira na linha "diário de viagem de um jornalista" com as próximas três etapas da F-1, fora da Europa.
 
O que escreve sobre o Brasil?

Quarta-feira
Escolha preocupante. Com a Varig fora do ar, opções são uma companhia do seu país, incrivelmente cara, ou a nova empresa aérea brasileira, ridicularmente perigosa. Fica com a última, mas se preocupa ao ver o mecânico chegando com um martelo e cuspindo nas palmas das mãos. Pede uma vodka.

Quinta-feira
Economiza dinheiro trocando o Morumbi Hilton por um "hotel familiar próximo de Interlagos": um barraco feito de telhas de metal.
 
Sexta-feira
Sai do "hotel" para achar os restos do seu carro alugado queimando em cima de quatro blocos de concreto. Chama um táxi na rua. Leva um tiro do motorista que acha que você está tentando sequestrá-lo. Chega ao circuito sem tênis e sem carteira às 15h. Bem na hora da entrevista coletiva. Ah, que alegria.
 
Sábado
Treino oficial. Passa a tarde no banheiro, sofrendo de intoxicação com o jantar da noite anterior. Você agora pesa 45 kg e perdeu o cabelo. Começa a sentir os dentes se soltarem...
 
Domingo
Um novo campeão é coroado após a corrida mais espetacular da temporada, mas você não consegue assistir direito já que a sonda na qual você está conectado te atrapalha. Decide deixar o hospital por conta própria para ir à festa de fim de temporada.
 
Segunda-feira
Acorda em Quito, Equador. Lembra de ter travado uma discussão com um local, após a 12ª caipirinha, sobre como a F-1 acabou e será substituída no futuro por um campeonato latino-americano de sprint cars. Sem esposa, sem casa, sem dinheiro, sem sapatos, sofrendo de sete doenças. Pede uma vodka e começa a preencher o formulário de credenciamento para a próxima temporada.
 
Em tempo, Japão e China são alvos de brincadeiras do mesmo naipe.

Escrito por Fábio Seixas às 21h46

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Morre McRae

Campeão mundial de rali em 1995, vice em 96, 97 e 2001, Colin McRae, 39, morreu hoje em um acidente de helicóptero perto da casa de sua família, em Lanark, Escócia.
 
Seu filho, Johnny, mais um adulto e outra criança também estavam no helicóptero. Não houve sobreviventes.
 
Escocês, McRae foi o primeiro britânico campeão mundial de rali, o que fez dele um mito por aquelas bandas. Ao todo, acumulou 25 vitórias no WRC, a última delas em 2002, com um Focus. Disputou Paris-Dacar, 24 Horas de Le Mans e até X-Games. Era grande amigo de Coulthard, que o convenceu a mudar para Mônaco _dividia seu tempo entre o principado e Lanark.
 
A notícia é do "Times".

Escrito por Fábio Seixas às 17h55

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Surpresa na moto

"Como é mesmo o nome do cara que foi campeão da MotoGP no ano passado?", perguntou um amigo outro dia.
 
O que ilustra um pouco a fase de Nicky Hayden em 2007. Péssima.

Mas não é que, hoje, o americano conquistou a pole no Estoril? Foi a primeira da temporada. Pelo sorriso na foto, até ele ficou surpreso...
                                                                                                                     Paulo Carrico/Efe
 
Stoner sai em segundo. Rossi é o terceiro. Se o australiano vencer e o italiano não ficar entre os cinco primeiros, o campeonato acaba. Barros sai em 14º. A largada será às 11h de amanhã, com Sportv 2.

Escrito por Fábio Seixas às 17h10

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Dia do caçador

Na GP2, domínio e vitória de Lapierre, com Filippi em segundo e Di Grassi em terceiro.

Glock viu suas chances destruídas já no grid. Não conseguiu arrancar com o carro logo de primeira e terminou a prova em 17º.
 
Com o resultado, a vantagem do alemão para o brasileiro no campeonato caiu de 11 para seis pontos.
 
Bruno, que também teve problemas na largada, bateu. Xandinho abandonou a duas voltas do fim, com uma pane no carro.
 
Amanhã, Di Grassi pode encostar: larga em sexto, enquanto o rival é o 17º no grid. A corrida começa às 5h (de Brasília), com Sportv.

Escrito por Fábio Seixas às 14h02

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Chantagem?

Em uma conversa com jornalistas em Spa, Dennis deu sua versão sobre o motivo que o levou a avisar a FIA sobre os e-mails de Alonso e De la Rosa.

 

Uma discussão. Uma discussão acirrada com Alonso, após a tentativa de trapaça do espanhol contra Hamilton no treino oficial de Budapeste.

 

“Ele chegou muito nervoso com algumas coisas. Não vou entrar em detalhes aqui. E ele disse que tinha e-mails que vinham de um dos nossos engenheiros”, explicou. “Assim que Fernando deixou a sala, eu liguei para a FIA e contei.”

 

Ou seja: Alonso, insinuou Dennis, tentou chantageá-lo em troca da condição de primeiro piloto. E ele tomou a atitude para desarmar o espanhol, mesmo sabendo que isso poderia custar caro nos tribunais, o que aconteceu.

 

Mas e agora? Como fica esse relacionamento?

 

“Meu trabalho é ganhar o campeonato. Meu trabalho não é ser amado e abraçado pelas pessoas. Se eu tenho uma relação difícil com alguém, o que posso fazer? Tenho relações difíceis com muitas pessoas e não é por isso que tiro o revólver e saio acertando uma por dia. Com meus pilotos, tento manter um bom relacionamento, mas às vezes não é possível”, completou o chefe da McLaren.

 

Ninguém precisa morrer de amores pelo outro dentro de uma estrutura profissional. Numa equipe competitiva, aliás, isso é difícil de acontecer.

 

Mas a situação na McLaren chegou a um ponto insustentável. Chantagem? Não, não dá.

 

Eu, que já apostei que tudo continuaria igual na McLaren em 2008, mudei de opinião diante desse novo cenário.

 

Só não arrisco, ainda, quem será o companheiro do espanhol na Renault.

Escrito por Fábio Seixas às 11h54

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O entusiasmo de Massa

Massa acredita que um erro no final da última volta lhe custou a pole position em Spa-Francorchamps.

 

“O treino estava muito equilibrado, quase fiz a pole. Travei as rodas na última chicane e aquilo me fez perder algum tempo. Estava muito feliz com a minha volta, os pneus estava perfeitos, mas talvez tenha ido para a curva entusiasmado demais. Mas estou feliz com o carro e a estratégia para a corrida.”

 

Sim, Massa tem boas chances amanhã. Os quatro têm, essa é a verdade. Só depende de quem estiver na frente de quem depois da La Source.

Escrito por Fábio Seixas às 11h30

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Fala, Kimi

“Sabíamos que Monza ia ser complicado e que aqui seria mais ou menos como a Turquia. Esperávamos ir bem aqui, mas amanhã vai ser apertado, vamos ter que dar o máximo. A idéia é fazer uma boa largada e começar a vencer ali. Normalmente, somos fortes em ritmo de corrida”, disse o pole.


Que falou do pescoço. Que ainda incomoda um pouco, uma semana após o pancão na Itália. “O pescoço está ok. Não está 100%, mas acho que não será um problema”.

 

Humm... Numa pista cheia de subidas e descidas e curvas de alta como Spa, sei não...

Escrito por Fábio Seixas às 11h14

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Raikkonen, impecável, é pole

Piloto de tantos altos e baixos, Raikkonen foi só altos no treino classificatório em Spa. Foi impecável. E conquistou a 14ª pole da carreira, a terceira nesta temporada.

 

Foi um dos treinos mais equilibrados do campeonato. E o auge do que já se convencionou chamar “G4”. Ou seja: disputa ferrenha entre Alonso, Hamilton, Massa e Raikkonen, impossível de apostar em alguém ou de imaginar um piloto de fora se intrometendo.

 

No primeiro bloco, Alonso foi o mais veloz, 1min46s058, a melhor marca do fim de semana até então. Massa ficou em segundo, a 0s002, ou seja, quase nada.

 

A seguir, Raikkonen, Hamilton, Kubica e Heidfeld.

 

Foram cortados Vettel, Barrichello (que, à Globo, reclamou que o carro saía muito de frente), Sato Sutil, Davidson e Yamamoto. Nos duelos internos, ficou mais feio para o brasileiro.

 

No Q2, o equilíbrio continuou e os dois mais lentos do G4 no início do treino deram o troco. Raikkonen foi o melhor, 1min45s070, 0s062 melhor que Hamilton. Massa foi o terceiro, seguido por Alonso.

 

Fisichella, Ralf, Coulthard (êta, que trio!), Button, Liuzzi e Wurz dançaram, foram alijados da disputa pela position.

 

O terceiro e decisivo bloco, enfim.

 

A cinco minutos do fim, o mais rápido era Raikkonen, com 1min46s533, seguido por Massa, Hamilton e Kubica.

 

Alonso? Parecia ter tudo sob controle, era o último a fechar volta no primeiro pelotão quando rodou ao frear na ondulação da Rivage. Menos mal, para ele, que deu tempo de voltar para os boxes e ainda tentar alguma coisa.

 

A decisão ficou para o último jogo de pneus. E aí, Raikkonen voou. Cravou 1min45s994, uma voltaça. Massa ficou a 0s017. Alonso ainda conseguiu superar Hamilton e larga em terceiro.

 

Na disputa do campeonato, portanto, um excelente resultado para o espanhol. Na disputa da corrida, o equilíbrio deu lugar ao favoritismo. Da Ferrari, no caso.

Escrito por Fábio Seixas às 09h06

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Spa, 3º treino livre

A Ferrari resolveu acabar com a coincidência entre os treinos em Spa e as sessões em Monza, uma semana atrás.

 

Se, na Itália, a McLaren dominou o sábado, na Bélgica o dia começou diferente. A Ferrari fez dobradinha no terceiro e último treino livre.

 

Primeira posição para Raikkonen, 1min46s137, o melhor tempo do fim de semana. Massa foi o segundo, a 0s542. Alonso foi o terceiro, seguido por Hamilton.

 

Kubica precisou trocar de motor e vai largar lá atrás.

 

Não, não dá para apostar em nada para a pole. A situação está bem equilibrada.

Escrito por Fábio Seixas às 07h59

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Dia de ganhar (ou perder) o campeonato

Na GP2, pole de Lapierre, seguido por Filippi.
 
Bruno, que havia sido o mais rápido pela manhã, sai apenas em terceiro. E decepcionado: ele ficou pela pista depois de um acidente, digamos, inusitado. "Meu engenheiro me chamou pelo rádio bem na hora em que eu estava freando para fazer a nova chicane. Só ouvi a estática, perdi a concentração e passei do ponto. Quando fui fazer o cavalo-de-pau, o motor apagou", explicou.
 
Di Grassi sai em quarto. Seu adversário direto na luta pelo título, Glock, larga em sexto. O alemão tem 11 pontos a mais no campeonato. Depois de Spa, restará apenas uma rodada dupla, em Valência. Ou seja: é fundamental para o brasileiro reduzir, e bem, esta diferença já amanhã.
 
Xandinho é o 11º no grid.
 
A largada será às 11h (de Brasília), com Sportv.

Escrito por Fábio Seixas às 18h23

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Ron Dennis, o delator

Quem vazou a informação sobre a troca de e-mails para a FIA, informação que provocou a nova convocação do Conselho Mundial e, consequentemente, a punição?
 
Alonso? Anthony Hamilton?
 
Não. Ron Dennis, o próprio. Pelo menos foi o que ele acabou de dizer em Spa. Diz que foi ele o responsável por avisar a FIA das "novas evidências" na manhã do GP da Hungria, no dia 5 de agosto.
 
Por quê?
 
Por ora, só palpites. O meu: ele deve ter sentado com Ecclestone e Mosley e estudado a melhor maneira de livrar os pilotos do enrosco. Dennis tinha as informações para enterrar o caso. Em troca, a FIA oferecia à equipe o perdão no Mundial de Pilotos, o que realmente importa.
 
E por que ele revelou isso agora?
 
Por ora, só palpites. O meu: porque a multa foi mais pesada do que ele imaginava.
 
Aliás, falando em multa, muita gente está perguntando sobre a história do desconto no frete dos equipamentos, coisa e tal. Sim, a multa foi de US$ 100 milhões. É mais ou menos o que a McLaren já recebeu neste ano da FOM.
 
Ou seja, o que a McLaren perdeu, na prática, foi este bônus, foi o extra, foi o adicional. Como escrevi na coluna de hoje na Folha, não foi um corte na carne. Ficou longe disso.

Escrito por Fábio Seixas às 14h11

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O relatório completo

Em 14 páginas, a FIA divulgou seu relatório sobre o caso de espionagem.
 
A papelada aborda as duas reuniões do Conselho Mundial, a do dia 26 de julho e a de ontem.
 
Em relação ao primeiro encontro, poucas novidades. O mais interessante é a defesa da McLaren, apoiada em três pontos:
 
1. As informações confidenciais da Ferrari não circularam dentro da McLaren;
2. A McLaren não usou nem se beneficiou dessas informações; 
3. As ações de Coughlan foram a de um funcionário desagregador, pelas quais a McLaren não poderia se responsabilizar.
 
Mas o mais interessante, de longe, está no relato da reunião de ontem.
 
A FIA afirma que, após o primeiro encontro, ficou sabendo de e-mails trocados entre pilotos da McLaren com informações sobre o carro da Ferrari. Não esclarece como recebeu essa informação.
 
Só depois disso é que a FIA mandou cartas aos pilotos prometendo que eles estariam livres de punições caso colaborassem. Daí, o fato de eles terem sido poupados ontem.
 
Os três responderam. Hamilton, dizendo que não sabia de nada. Alonso e De la Rosa teriam repassado e-mails para a entidade em que debatiam em cima de informações passadas por Coughlan.
 
Em 21 de março, apenas três dias após o GP da Austrália, De la Rosa mandou e-mail ao engenheiro. "Oi, Mike. Você sabe como é a distribuição de peso no Carro Vermelho? Seria importante saber isso para tentar no simulador. Obrigado, Pedro. PS: Vou estar no simulador amanhã."
 
Em depoimento por escrito, De la Rosa disse aos integrantes do Conselho Mundial que recebeu as informações que pediu. Uma semana depois, o piloto de testes repassou os dados, por e-mail, a Alonso.
 
Houve outras trocas de e-mails entre De la Rosa e Alonso tratando de acerto aerodinâmico, de um gás usado pela Ferrari para inflar os pneus e reduzir a temperatura interna. Os pilotos ainda conversam sobre pit stops e sobre o sistema de freios da Ferrari, ajustado de dentro do cockpit.
 
Alonso sabia, com antecedência, em que volta Raikkonen faria o primeiro pit em Melbourne. Ou quase: em vez da volta 18, o finlandês parou na seguinte.
 
Há, ainda, muita comunicação entre Stepney e Coughlan.  Entre 11 de março e 3 de julho, foram pelo menos 228 SMS e 35 telefonemas.
 
Enfim, a íntegra está no link no post abaixo.
 
A transparência da FIA é elogiável. Principalmente porque a divulgação do relatório escancara ainda mais o absurdo do veredicto.
 
Protegidos pela "delação premiada", os pilotos foram poupados. Pilotos que sabiam detalhes até sobre estratégia dos adversários.
 
Ok, palavra é palavra, a FIA optou por mantê-la. No instante em que adotou essa postura, porém, escolheu também eleger como campeão de 2007 um piloto, Alonso ou Hamilton, que foi sabidamente desleal na disputa.

Escrito por Fábio Seixas às 13h38

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Spa, 2º treino livre

Spa, até agora, vem sendo um replay de Monza.
 
No primeiro treino livre para o GP da Bélgica, larga vantagem da Ferrari sobre a McLaren. No segundo, o troco, na mesma moeda. 
 
Será que o script continuará a ser seguido? Parece que sim...
 
O mais rápido na segunda sessão foi Alonso, 1min46s654, melhor marca do dia. Hamilton ficou em segundo, a 0s111.
 
Massa, recuperado do erro da manhã, ficou em terceiro, 1min46s953, seguido por Raikkonen, 1min47s166.
 
Esses quatro tempos são melhores que a marca obtida pelo finlandês no primeiro treino.
 
A Toyota, andando bem durante todo o dia, colocou Trulli em quinto e Ralf em sexto. A surpresa negativa foi a BMW, com Kubica em nono e Heidfeld em 11º.
 
Barrichello foi o 15º com o carro da Honda.
 
Agora é correr para destrinchar o calhamaço que a FIA acaba de divulgar.
 
Pois é, cumpriram a promessa e colocaram no ar, na íntegra, a decisão do Conselho Mundial.
 
Se você tiver paciência pra ler, o link é este aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 09h44

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Sexta, coluna

Sexta, coluna

A pizza daqui e a pizza de lá se confundem e se misturam na coluna de hoje, na Folha.

 

O texto está aqui, para assinantes do jornal e do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 08h14

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Spa, 1º treino livre

No primeiro treino em Spa, sentimentos opostos para os pilotos da Ferrari.

 

Raikkonen foi o mais veloz da sessão, 1min47s339, mais de meio segundo melhor que o segundo colocado, Hamilton _exato 0s542. Alonso ficou em terceiro.

 

Massa? Não marcou tempo. Na primeira tentativa de fechar uma volta, ele não conseguiu fazer a Rivage, bateu na barreira de pneus e ficou ali parado, olhando os outros passarem, com uma expressão desanimada.

 

O ótimo tempo de Raikkonen logo no primeiro treino quer dizer algo? Depois do que houve em Monza, não, não mesmo.

Escrito por Fábio Seixas às 08h10

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As últimas que li por aí

A McLaren deve recorrer à Corte de Apelações da FIA. Tem até a noite de sábado para isso. Não duvido;
 
Com a punição à McLaren no Mundial de Construtores, Alonso agora está livre para negociar com a Renault para 2008. Não duvido;
 
Button seria contratado para a vaga do espanhol no ano que vem. Não duvido;
 
O dedo-duro dentro da McLaren não seria Alonso, como todo mundo acha. Seria Anthony Hamilton, descontente com a condição de segundo piloto do seu filho. Duvido;
 
Segundo a "Auto Motor und Sport", um novo caso de espionagem vai explodir. A McLaren já teria levado à FIA a acusação de que um ex-engenheiro, Phil Mackereth, teria levado para a Renault, sua nova equipe, três discos com dados técnicos do MP4-22. Não duvido, mas acho que não vai dar em nada;
 
A FIA vai divulgar amanhã a íntegra da decisão. E promete para breve as transcrições das duas audiências do Conselho Mundial. Espero que cumpra as promessas.

Escrito por Fábio Seixas às 19h32

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Programe-se

Ah, é... Tem corrida neste fim de semana.
 
Segue a programação em Spa-Francorchamps, horários de Brasília:
 
Sexta-feira
5h-6h30, 1º treino livre
9h-10h30, 2º treino livre
 
Sábado
6h-7h, 3º treino livre
9h, treino oficial
 
Domingo
9h, largada, 44 voltas

Escrito por Fábio Seixas às 19h14

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Agora entendi tudo...

Foi bonita a homenagem que a FIA fez ao Pedro de Lara.
 
O homenageado cansou de dar veredictos parecidos.

Escrito por Fábio Seixas às 19h06

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Tudo tem um lado engraçado

As F1 Girls trabalharam rápido hoje...
 

Escrito por Fábio Seixas às 15h57

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A McLaren fala

Agora foi a vez do comunicado da McLaren.
 
"O mais importante nisso tudo é que iremos correr neste final de semana, neste fim de temporada e nos próximos anos", começa Ron Dennis, que dá algumas dicas sobre o que aconteceu lá em Paris.

Diz, por exemplo, que a McLaren apresentou um documento assinado pelos 140 membros do seu estafe de engenharia negando qualquer contato com as informações tungadas da Ferrari.
 
"Somos constantemente questionados sobre o uso das informações e os motivos que levaram Stepney e Coughlan a coletar esses dados da Ferrari. Só podemos especular, já que nenhum deles deu explicações na audiência de hoje, mas sabemos que ambos estavam procurando emprego, como foi confirmado por Honda e Toyota."
 
Dennis termina a nota assim: "Temos o melhor carro e os melhores pilotos e nosso objetivo é conquistar o Mundial".
 
Recurso? Não, não há uma palavra sobre isso.

Escrito por Fábio Seixas às 15h05

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Ferrari se diz satisfeita

Em Spa, a Ferrari acaba de divulgar comunicado dizendo que ficou "satisfeita" com o veredicto, que trouxe a "verdade" à tona.
 
Não diz que não vai recorrer. Mas, se está satisfeita, é porque tudo deve ficar por isso mesmo.

Escrito por Fábio Seixas às 14h21

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Ficou barato, quase de graça

Sim. Ficou barato para a McLaren. Baratíssimo, quase de graça.
 
Foram confiscados apenas os pontos no Mundial de Construtores, US$ 100 milhões e, em caso de vitória nas próximas quatro etapas, nenhum dirigente poderá ir ao pódio receber o troféu para a equipe.
 
O dinheiro da FOM recebido pela McLaren para o frete dos equipamentos neste ano não terá de ser devolvido. E os pilotos foram poupados, já que colaboraram com as investigações.
 
E houve ainda uma advertência que soa como piada: a McLaren terá de entregar ao Conselho Mundial todos os desenhos do carro de 2008, que serão analisados em dezembro. Caso sejam encontradas irregularidades, o time será punido no ano que vem. O que você acha que vai acontecer?
 
Pizza Pino vai bombar hoje à noite...

Escrito por Fábio Seixas às 14h03

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Preto no branco

Eis o comunicado...
 

Escrito por Fábio Seixas às 13h58

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McLaren punida, pilotos livres!

Em Paris, a FIA acaba de anunciar que a McLaren perdeu todos os pontos no Mundial de Construtores e que foi multada em US$ 100 milhões.
 
Multa pesada? Sim, mas não impagável.
 
Não na F-1: equivale a um terço do orçamento de uma equipe de ponta na categoria.
 
Hamilton e Alonso foram poupados. Continuam na ponta da tabela do Mundial de Pilotos, com 92 e 89 pontos, respectivamente.
 
Cabe recurso, é sempre bom lembrar.

Escrito por Fábio Seixas às 13h42

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Spa espera

A sala de imprensa de Spa, no momento, está assim... Um sujeito de camisa azul, logo à frente, já caiu no ronco, parece.
 
 
O clique é da Tatiana Cunha.

Escrito por Fábio Seixas às 13h05

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Depois do corre-corre, a espera

A "Autosport" crava. Correria na sala de imprensa de Spa, jornalistas telefonando para seus jornais, sites, emissoras de rádio e TV e transmitindo a "informação".
 
A "Autosport" tira o pé. Alguma revolta. E, como aqui, todo mundo volta a esperar.
 
No momento, lá na Bélgica, alguns jornalistas participam de uma degustação de cervejas belgas no motorhome da Bridgestone. Essa é verdade, acredite.

Escrito por Fábio Seixas às 12h51

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Ainda não foi desta vez

A "Autosport" tirou a notícia do ar. E logo após "esclareceu" que o veredicto ainda não saiu.

E, em Spa-Francorchamps, a assessora de imprensa da FIA disse que a história pode não ser bem assim.
 
Esperemos mais um pouco, pois.

Escrito por Fábio Seixas às 12h26

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E agora?

Se a informação da "Autosport" for confirmada pela FIA, o que acontece agora?
 
Há duas possibilidades.

A primeira, imagino, será o recurso da McLaren à Corte de Apelações. Assim, a equipe disputaria as últimas quatro etapas do Mundial sub-júdice e depois brigaria no tribunal para manter as posições de seus pilotos na tabela.
 
A data seria marcada pela FIA e, provavelmente, a audiência só aconteceria após o término do campeonato _quando do recurso da Ferrari à primeira decisão do caso, a Corte só foi convocada para dali a 45 dias. Faltam 38 para o GP Brasil, em 21 de outubro, que encerra a temporada.
 
Mantendo o ritmo atual, Alonso e Hamilton teriam tudo para fechar o Mundial de Pilotos com uma dobradinha. Qual dos dois seria o campeão é a dúvida que já soa como um detalhe. O fato é que o tapetão decidiria o Mundial.
 
A segunda possibilidade é uma troca urgente de equipes. Pelo regulamento, os pilotos que trocam de times ao longo do campeonato levam consigo os pontos conquistados.
 
Ou seja, para evitar problemas Alonso poderia disputar as provas finais pela Renault, que já lhe abriu as portas. Hamilton poderia se transferir para a Williams, equipe inglesa que vem sendo solidária à McLaren em todo o caso.
 
A dúvida que ficaria é se, com carros tão inferiores aos da Ferrari, eles conseguiram levar a disputa do campeonato até o fim. A favor de Hamilton e Alonso, as vantagens que conseguiram até agora na pontuação. O inglês tem 18 pontos sobre o melhor ferrarista, Raikkonen. O espanhol, 15. 
 
Essa "gordura" seria suficiente?
 
De certeza, apenas que o fim da temporada será dos mais tumultuados, mais polêmicos, mais acirrados. Não da maneira como a gente queria.

Escrito por Fábio Seixas às 11h56

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McLaren fora!

Informação da "Autosport": McLaren excluída dos Mundiais de 2007 e 2008.
 
Cabe recurso na Corte de Apelações. Por isso, imagino que a equipe possa correr as próximas etapas sub-júdice.
 
Mais, não sei. Correndo atrás das informações...

Escrito por Fábio Seixas às 11h38

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Discurso vazio

E não é que a FIA realizou às 15h de Spa, 10h de Brasília, uma entrevista coletiva em Spa com a presença de Massa e Alonso?
 
O que eles poderiam falar ANTES do veredicto? Quase nada. Pois é, foi o que aconteceu.
 
"Pode parecer que vivo num mundo irreal, mas não acho tão importante aquilo que está acontecendo em Paris. Só estou concentrado nas corridas", disse o espanhol.
 
"Tudo o que sei é pela mídia. A Ferrari não vem me informando sobre o caso", afirmou o brasileiro.

Escrito por Fábio Seixas às 11h35

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Ponte aérea

Pela manhã, em Paris...
                                                                                                  Reuters
 
Agora à tarde, já em Spa...
                                                                                                         John Thys/France Presse

Escrito por Fábio Seixas às 11h15

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Desenho animado

Enquanto esperamos o Conselho Mundial, dá uma olhadinha nessa animação do caso preparada pelo “As”.

 

Explicativa. Engraçada. Sensacional.

 

Ao Maurício Souza, de Campinas, autor da dica, muito obrigado.

Escrito por Fábio Seixas às 09h00

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Fim do recreio

Em Paris, o intervalo para o almoço acabou às 14h locais, 9h de Brasília.

 

E a expectativa já mudou: o veredicto, segundo o site da “Autosport”, deve demorar mais do que o previsto.

 

A reunião começou pontualmente às 9h30 parisienses, com muita gente de McLaren e Ferrari _até Ross Brawn, que vive um ano sabático, pintou por lá para ajudar os italianos, se necessário.

 

Hamilton também apareceu. Passou algum tempo na sala de reuniões, não foi chamado a falar e deixou o prédio. Talvez, já esteja voando para Spa.

 

A maior parte da manhã foi tomada por uma explanação de Paddy Lowe, diretor técnico da equipe inglesa. A seguir, houve uma discussão acalorada, que atrasou a programação original. Representantes de Williams, Renault, Red Bull e Spyker acompanham o julgamento.

 

No almoço, Dennis e Haug foram a um hotel da vizinhança. Não consegui apurar se alguém foi à Pizza Pino.

Escrito por Fábio Seixas às 08h57

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A McLaren caiu na rede

Nas últimas semanas, chutaram para todo lado.
 
Mas o "Guardian" de hoje, quinta-feira, traz as informações mais críveis que li até agora sobre o teor das evidências que serão apresentadas contra a McLaren daqui a algumas horas.
 
Segundo o diário inglês, serão exibidas "centenas de e-mails" entre Stepney e Coughlan. O ritmo da troca de mensagens entre os dois engenheiros explodia às vésperas das corridas, conta o jornal.
 
A apuração foi conduzida por técnicos do correio italiano, que desde julho analisam computadores e celulares da Ferrari usados por Stepney, a pedido da promotoria de Modena.
 
Do começo de março até meados de maio, ele e Stepney teriam trocado e-mails, ligações telefônicas e mensagens de texto.
 
O dossiê conteria também informações de saques de Stepney e Coughlan em caixas eletrônicos pela Europa, assim como lançamentos das faturas de cartões de crédito. Esses dados comprovariam que eles se encontraram com mais freqüência do que vêm alegando.
 
O julgamento será político, disso não tenho dúvida. Na FIA, sempre é assim. Mas as evidências, se comprovadas, são fortes demais para livrar completamente a McLaren, como da última vez.

Escrito por Fábio Seixas às 23h26

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Pizza Pino

Temei, ferraristas.
 
Sabe o existe ali pertinho da sede da FIA?
 
Uma pizzaria! A Pizza Pino, na Champs Elysées, 33, cinco minutinhos a pé.
 
 
 
Um presságio?

Escrito por Fábio Seixas às 19h39

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Saiba mais

A reunião do Conselho Mundial da FIA que vai analisar o caso de espionagem na F-1 começará às 9h30 parisienses, 4h30 em Brasília;
 
O endereço, caso você queira ir pra porta vaiar ou aplaudir a McLaren: Place de la Concorde, 8. Que, de praça, não tem nada; 
 
Caso você se perca, a sede da FIA vem a ser esse prédio aí abaixo...
 
                                                                                                                         Tatiana Cunha
 
O Conselho Mundial é formado por 26 membros, entre eles dois brasileiros, que estarão na reunião: Paulo Scaglione, presidente da CBA, e Fabiana Flosi, representando a empresa que organiza o GP Brasil;
 
Segundo o "Times", as novas evidências que motivaram a convocação do Conselho formam um calhamaço de 166 páginas. Ainda não se sabe se a FIA vai divulgar o documento para a imprensa;
 
O veredicto deve ser anunciado amanhã mesmo, até para não afetar os primeiros treinos em Spa. "Imagino a conclusão para o meio da tarde", disse Hermann Tomczyk, presidente da confederação alemã e vice-presidente da FIA;
 
Qualquer que seja o veredicto, caberá recurso à Corte de Apelações da FIA. Ou seja, corre o risco de o Mundial acabar sub-júdice;
 
O imbróglio pode também ter desdobramentos na chamada Justiça comum. A promotoria de Modena, na Itália, está investigando o caso.

Escrito por Fábio Seixas às 17h34

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Stock VIP x Stock povão

No fim de semana, pedi para torcedores que tivessem ido à Stock, em Curitiba, contarem suas histórias e mandarem fotos.
 
Eduardo Schwitzner respondeu.
 
"Fiquei no camarote de uma das montadoras. Bom serviço, boa comida e ainda fui premiado com uma volta rápida de jipe. Apesar de ser a mais importante, a Stock principal não é a mais emocionante. O fato de ter sido no anel externo deu à prova mais velocidade, mas fica chato também. Fiquei até o final e depois assisti à Light e à Jr, sendo esta a mais bacana, com muitas ultrapassagens e ronco do motor legal, pelo alto giro. Por exemplo, em uma volta, o primeiro caiu para quinto, e no final da reta, na volta seguinte, já era terceiro. Ultrapassagens como há tempos não presenciava. Cinco carros andando colados o tempo todo. Poderiam dar um pouco mais de destaque. Após a prova da principal, o público, que foi médio, já começou a deixar o autódromo. É um erro para atender a emissora de TV e que prejudica muito a programação. Se fosse para ir na arquibancada, eu não iria."
 
Marcos Dias também. E foi mais sucinto. "Corrida chata, por sinal."
 
Ambos mandaram fotos. As duas primeiras são do Eduardo, convidado por uma montadora. As duas últimas, do Marcos. Que, pelo visto, ficou na arquibancada.
 
Imagens que, por si só, mostram bem a diferença de tratamento da categoria aos torcedores _sejamos justos, algo que acontece em várias outras categorias e que talvez só seja amenizado nos EUA, que faz questão de levar os pilotos para o público.
 
 
 
 

Escrito por Fábio Seixas às 14h41

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Spa e a aliança

Imagino que cada um que goste de automobilismo guarde uma lembrança, a sua lembrança, sobre Spa.

 

Spa me lembra “Grand Prix”, me lembra a morte de Dick Seaman, me lembra o acidente de Burti, a ultrapassagem de Hakkinen sobre Schumacher (com Zonta no meio), o engavetamento de 1997. Spa tem gosto de batatas fritas com maionese, de Nutella (já contei essa história aqui?) e das deliciosas “moulles”, em baldes, compradas pelo grande amigo Henrique Cardão para nossas noites de sábado.

 

Mas Spa, acima de tudo, me lembra a perda da aliança de noivado.

 

Foi em 2002, acho. Havia ficado noivo meses antes, e a aliança, feita pela Carlinha, que trabalhava com jóias, era das mais grossas, a ponto de me atrapalhar para digitar no laptop.

 

O que eu fazia? Tirava a dita-cuja do dedo e a pendurava no laptop, num daqueles ganchinhos que travam e destravam a tela.

 

Pois bem. Trabalhei feito um louco naquele dia, fui embora para a casa que alugávamos em Robertville (outra boa história) e só lá, tarde da noite, me dei conta de que estava sem a aliança. Vasculhei bolsos, mochila, nada. A conclusão: ficou na sala de imprensa.

 

Segunda-feira cedo, lá fomos nós, eu e Everaldo Marques, então na Jovem Pan, procurar a aliança. Parei o carro sob a sala de imprensa, subi cheio de esperanças, mas logo desanimei. A sala já estava praticamente desmontada, uma confusão enorme de papéis sobre as mesas... Procuramos, enfim, mas era impossível encontrar algo lá. A aliança estava perdida, o jeito era encomendar outra, idêntica, para a Carlinha.

 

Voltamos para o carro e estávamos indo embora quando percebemos que a pista estava aberta. A tentação falou mais alto. E lá fomos nós, este que vos escreve ao volante, dar uma volta na mítica Spa com um carrinho 1000.

 

Ali entendi tudo. Sim, eu já havia ouvido centenas de histórias sobre as maravilhas de Spa. Já havia estado lá, cobrindo corridas, quatro vezes. Mas não adianta: só dá para entender aquilo dirigindo um carro. Mesmo um modelo 1000.

 

A diversidade das curvas, algo que a TV não consegue mostrar, me espantou. Há curvas de todos os tipos. Cegas, abertas, em aclives, em declives, travadas, de alta... E a Eau Rouge? O que é aquilo? Sabe a sensação de estômago saindo pela boca? E o cenário daquilo tudo? E todo aquele trecho que vai da La Source até a Les Combes?

 

Agora, imagine isso a mais de 300 km/h?

 

Não, por mais que tentem os pilotos nunca vão conseguir traduzir em palavras o que é dirigir um F-1 por Spa. Estão perdoados. A culpa não é deles. É da grandiosidade do circuito.

 

Perdi a aliança. Mas ganhei uma lembrança pra vida toda.

Escrito por Fábio Seixas às 09h03

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Stepney, o rancoroso

Empresto o título desta boa reportagem do “El Pais”, que credita ao rancor de um engenheiro o início do caso mais escabroso de espionagem vivido pela F-1.

 

É um bom aperitivo para a espera do julgamento.

Escrito por Fábio Seixas às 08h33

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Aviso aos navegantes

Neste link, o Pit Stop de hoje em mp3.

Escrito por Fábio Seixas às 20h41

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O bom filho

Agora, surge a história, da “Autosprint”, de que Alonso pode terminar o Mundial pela Renault.

 

Bem, isso responderia às minhas perguntas neste post aqui. Ou seja, faz sentido.

 

Mas será que, com o atual carro da Renault, ele conseguiria pontos suficientes para que o suposto plano desse certo? Acho que não. Ou seja, não faz sentido.

Escrito por Fábio Seixas às 20h40

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Cacá, a espionagem e o Pit Stop

Cacá, a espionagem e o Pit Stop

Para Cacá Bueno, seria injusto punir os pilotos da McLaren na quinta-feira.

 

“Isso existe em outras categorias também. Na Stock acontece muito. Não o roubo de informações, mas as pessoas mudam muito de equipe e todo mundo sabe o que o outro usa. Não seria justo tirar um título que merecidamente deve ser do Hamilton”, disse.

 

O Pit Stop de hoje está aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 20h30

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Correndo pro Pit Stop

Daqui a pouco, às 14h30, tem Pit Stop com muita conversa sobre o GP de Monza, o julgamento de quinta-feira, a decisão na IRL e com a participação especial de Cacá Bueno, atual campeão e líder da Stock. O link para assistir ao vivo, aqui.

 

Para participar com perguntas e comentários, o e-mail é uolnewsformula1@uol.com.br

 

Correndo pra lá. Até já!

Escrito por Fábio Seixas às 11h23

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Ventilador ligado

São fortes os rumores de que, no contra-ataque planejado pela McLaren, pode sobrar para a Renault.

 

Além de mostrar detalhes do assoalho móvel que a Ferrari usou no começo da temporada, o dossiê preparado por Dennis também apontaria irregularidades na equipe comandada por Briatore, aliado da Ferrari (pelo menos nos discursos à imprensa) desde o início do escândalo.

 

O italiano, contam, foi presença constante no motorhome da McLaren em Monza. E o assunto, contam também, não era Alonso.

 

Será?

Escrito por Fábio Seixas às 10h53

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Vira, vira, vira...

Hakkinen parou e virou embaixador da Johnnie Walker.

 

Schumacher foi anunciado hoje como embaixador da Bacardi.

 

Raikkonen não deve ver a hora de pendurar o capacete...

Escrito por Fábio Seixas às 08h30

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Cacá no Pit Stop

Cacá Bueno será o entrevistado de amanhã no Pit Stop, ao vivo, a partir das 14h30, aqui.
 
O programa, claro, também vai falar muito de F-1 e IRL.

Para mandar sua pergunta, sua dúvida, sua crítica, sua sugestão, uolnewsformula1@uol.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 16h23

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A foto

A foto

Na volta à rotina da redação, retorna também a seção com a grande foto do fim de semana.
 
Que é essa, engraçadíssima, de torcedores de Raikkonen, ontem, nas arquibancadas de Monza. O autor da foto, Nikola Solic, da Reuters.
 
 
Não entendeu nada? Veja isso aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 14h03

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Pílulas do dia seguinte

Como vocês já devem ter percebido aí embaixo, a FOM mandou o Daily Motion tirar do ar as cenas da ultrapassagem do Hamilton sobre o Raikkonen. Pena. Assim como é uma pena o fato de eu não perder mais meu tempo procurando coisas assim no Youtube: é achar para, horas depois, ver que foi retirado do ar. É um erro crasso de Ecclestone. Entendo perfeitamente a questão dos direitos autorais, de privilegiar quem paga pelas imagens. Mas, peraí... Não estamos falando de transmissão ao vivo nem de reprodução do GP na íntegra. Enquanto a IRL, por exemplo, coloca no seu site os trechos cruciais de cada corrida, a FOM ainda engatinha na internet. Ao tirar do ar as cenas das corridas, cenas como as da magnífica ultrapassagem de Monza, a FOM está jogando contra a popularização da F-1, está virando as costas para uma mídia que tem como principais trunfos a disseminação rápida da informação, com uma abrangência nunca antes experimentada no planeta. É um tiro, um tirombaço, no pé. E tem a ver com a empáfia da categoria;

 

“Estou feliz pela volta de Spa ao calendário, mas os testes lá foram muito duros para nós. Um dos piores do ano. Vai ser uma corrida complicada”. Button, jogando um balde d’água fria na Honda após o pontinho conquistado em Monza;

 

Todt deixou claro que Massa e Raikkonen estavam em estratégias diferentes na corrida, algo de que já suspeitávamos desde a largada _o finlandês era o único do G4 com pneus macios. Ou seja: tivesse continuado na prova, o brasileiro provavelmente terminaria em quarto com seu plano de dois pit stops. Sua chance de pódio era superar Hamilton na largada, o que quase fez, mas não fez;

 

Não tem jeito: até quinta-feira, a F-1 só vai falar na Place de la Concorde. A contagem regressiva já começou.

Escrito por Fábio Seixas às 08h13

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Título na penúltima curva

Dixon era o campeão da IRL até a penúltima curva do campeonato.

 

Mas corridas são corridas, já dizia Fangio. E o combustível acabou quando faltava menos de 1 km para a bandeirada em Chicago. Uma prova de 489 km!

 

Franchitti, que vinha em segundo, tentando desesperadamente (e inutilmente) passar por fora, herdou a ponta, a vitória, o título.

 

Por pouco, muitíssimo pouco. Assim que cruzou a linha de chegada, o escocês também ficou de tanque vazio. Não conseguiu nem sequer levar o carro até a “victory lane” _chegou rebocado.

 

Terminou com 13 pontos de vantagem em relação ao neozeolandês e com 61 sobre Kanaan. Depois de tantos azares, tantos problemas, tantos vôos, foi merecido. Mais: depois do que fez em Detroit, Dixon não ficaria bem com esta taça. Não neste ano.

 

Castro Neves foi o quarto na prova. Tony ficou em sexto. Meira bateu.

(OK, houve exagero na bandeira amarela acionada pela rodada da Danica na entrada dos pits, decisão que "fabricou" o aperto da chegada. Mas se não fosse isso, o fim seria eletrizante da mesma forma, já que os dois teriam de parar.)

Escrito por Fábio Seixas às 18h02

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Veja, reveja, reveja, reveja...

Daqui a pouco, a FOM manda tirar do ar. Enquanto isso não acontece, aproveite.

 

Aqui está a ultrapassagem de Hamilton sobre Raikkonen em Monza, "magnifique" segundo o comentarista da TF1...

 

 
A dica foi do Matheus Cunha, que também colocou o vídeo em seu blog e a quem este colega agradece.

Escrito por Fábio Seixas às 15h04

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Sobre a cara fechada de Alonso

A McLaren parabenizou Alonso pelo rádio. Ele não respondeu.

 

Na chegada aos boxes, foi cumprimentado por mecânicos. Manteve-se frio.

 

Ainda acho que Alonso é o favorito a conquistar o título. Por tudo o que já escrevi antes. Basicamente, considero o espanhol, hoje, o melhor piloto da F-1. Além disso, está num momento melhor, e na hora certa.

 

Mas não entendo certas atitudes dele.

 

Mesmo que o desejo seja sair da equipe o mais rápido possível, o que custa responder a um cumprimento? O que custa dividir a alegria por uma vitória com pessoas que também participaram dela? O que custa ser cordial?

 

Será que faz parte do jogo dele? Se faz, é um jogo que nunca vi ser jogado, principalmente num esporte, o automobilismo, em que se depende tanto de terceiros...

Escrito por Fábio Seixas às 12h26

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Toalha ao chão

Massa enfim falou aos jornalistas no paddock de Monza. Revelou que seu problema foi na suspensão traseira e praticamente jogou a toalha quanto à disputa do título.

 

“É sempre um desastre quando você tem um problema como esse logo no começo de uma corrida em que o pódio estava nas mãos. Impossível não está, mas ficou bem difícil. Vou levantar minha cabeça e tentar ser competitivo. Tenho certeza de que posso lutar por mais algumas vitórias.”

 

A única esperança da Ferrari, agora, é o tapetão. Mas com Alonso tão solícito no relacionamento com a FIA, duvido que os pilotos da McLaren sejam punidos.

Escrito por Fábio Seixas às 12h00

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Primeiros pitacos

Hamilton foi o político dos políticos na entrevista coletiva pós-GP. Diz que foi pra cima de Raikkonen “pela equipe”. “Pensei nos mecânicos, no trabalho duro de todo mundo, no pessoal na fábrica”, disse. Espera colher, claro, já a partir de Spa. Com Alonso babando, sabe que vai precisar de toda a ajuda possível;

 

Raikkonen, por sua vez, afirmou que estava com problemas no freio. Que seja. Isso não tira o valor da manobra de Hamilton;

 

Dennis chorou? Essa foi inédita. E mostra, como nada mais, a pressão que a McLaren está sofrendo (e sentindo) às vésperas da reunião do Conselho Mundial;

 

Pouca gente percebeu, mas a ultrapassagem de Kubica sobre Rosberg também foi linda. Não, não é concidência. Kubica e Hamilton são pilotos de uma classe especial;

 

Alguém viu Fisichella, Ralf, Trulli e Webber? Eles correram?;

 

Festa na Honda! Button conquistou o segundo ponto da equipe na temporada. Barrichello até chegou a freqüentar a zona de pontuação, mas terminou em décimo. Será que ele termina o ano zerado?

Escrito por Fábio Seixas às 10h13

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Um GP, dois vencedores

Há duas semanas, na Folha, escrevi o seguinte, sobre a falta de ultrapassagens na F-1:  “Acontece, imagino, que os pilotos esqueceram como ultrapassar. Esqueceram o prazer esportivo, lúdico, sádico, de deixar o outro pra trás”.

 

Que bom, que ótimo, que Hamilton, talvez até pela memória fresca dos tempos da GP2, tenha mostrado o contrário hoje.

 

Porque a vitória em Monza foi de Alonso. Mas o vencedor moral foi Hamilton, segundo colocado, que, a 11 voltas do final, executou a mais bela ultrapassagem da temporada.

 

Superado por Raikkonen após o segundo pit stop, o inglês não perdeu tempo calculando os riscos, pensando, filosofando, imaginando a falta de aderência. Foi para cima do finlandês e, na chicane no fim da grande reta, deu o bote. Ultrapassou. Sensacional.

 

Se você não viu, veja, reveja, reveja, reveja...

 

Para quem, como eu, esperava uma corrida chata, a prova até que foi legalzinha.

 

Alonso disparou na frente, é verdade, mas a decisão da Ferrari de colocar Raikkonen numa estratégia de um pit só criou alguma emoção.

 

Massa abandonou e deu adeus ao Mundial. Raikkonen, diga-se, também. Hamilton tem agora 92 pontos, contra 89 de Alonso. Raikkonen tem 74, cinco a mais que Massa. Faltam quatro GPs.

 

Ciao, Ferrari. Aspettiamo 2008.

Escrito por Fábio Seixas às 09h32

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A hora do palpite

Opa, chegou a hora do palpite.

 

Vai terminar do jeito que vai começar: Alonso em primeiro, seguido por Hamilton e Massa.

 

Falamos depois do GP. Boa corrida para todos.

Escrito por Fábio Seixas às 07h30

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Missão (quase) impossível

Na GP2, vitória de Glock, com Filippi em segundo e Bruno em terceiro.

 

Di Grassi ficou em quarto. Resultado que complicou sua situação no campeonato. São, agora, 11 pontos de diferença, faltando quatro etapas para o fim do campeonato.

 

Estava difícil. Ficou quase impossível.

Escrito por Fábio Seixas às 07h23

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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