O ano sem Schumacher, o ano de Hamilton, de Raikkonen, das pizzas, de Stoner, de Cacá, do zero ponto de Barrichello, do ocaso de Rossi, do surgimento de Vettel, do mais empolgante GP Brasil dos últimos anos, do chove-pára nas 500 Milhas, das derrapadas de Massa e da Ferrari, do fim do controle de tração, do adeus de Ralf, da morte de Rafael, dos vôos de Franchitti, dos passos de dança de Helinho, do choro de Dennis, da falta de controle de Alonso, dos sorrisos de Ahsley Judd e Adriana Stoner, da contratação de Nelsinho.
O ano do nascimento da Julia. Que, provavelmente, é só do que lembrarei daqui a alguns anos. Como cada um de vocês, certamente, terá fatos mais importantes para lembrar de 2007 do que os acontecimentos listados acima.
E é para viver mais alguns desses momentos que este blogueiro tira o time de campo (ou da pista) a partir de agora. Faça o mesmo, dedique-se mais ao que realmente importa.
Obrigado a todos que acompanharam o blog ao longo deste ano. Obrigado aos que compartilharam os momentos de bom humor, agüentaram os instantes de impertinência, que comentaram, criticaram, mandaram fotos, vídeos, notícias, que assistiram aos Pit Stops.
A todos vocês, um 2008 sem zebras, sem muros, sem escapadas, sem rodadas, sem óleo nas pistas. Volto pra cá no início de janeiro.
(Em tempo, na terça que vem, dia 25, o Pit Stop, gravado, faz uma retrospectiva do ano. O programa será disponibilizado aqui.)
Nelsinho esteve ontem com dois presidentes, o do Brasil e o da Renault, e manteve a crista baixa em relação a Alonso.
“Vou poder aprender com ele, bicampeão mundial, um exemplo. Todos sabem que é um dos melhores”, disse. É fato, também, que subiu um pouco o tom, dizendo que espera andar melhor que o companheiro em algumas corridas. Mas, no geral, manteve a postura humilde.
É compreensível. E é inteligente. Não é o momento de promessas, de confrontos, de intrigas. É o momento de se concentrar no carro, esquecendo que existe um companheiro de equipe que, na maioria das vezes, será mais veloz.
Isso é o que manda o racional.
Mas o emocional às vezes não o acompanha, e vai ser difícil manter o discurso por muito tempo, principalmente se acontecer o normal e os resultados demorarem a aparecer. Porque Nelsinho não é assim. Quem o conhece e quem conhece seu pai sabe que ambos esperam e planejam muito mais no ano de estréia. E que essa pegada, essa autoconfiança, essa agressividade e essa competitividade fazem parte do sucesso do tricampeão nas pistas e nos negócios.
Quanto tempo durará o discurso de gafanhoto? A conferir.
Em tempo: será que Lula, que recebeu Nelsinho ontem, já viu o vídeo abaixo?
Bruno Senna correrá em 2008 pela iSport, equipe que neste ano deu o título da GP2 a Timo Glock.
Antes de a temporada começar, disputará a GP2 asiática, de janeiro a abril. O campeonato terá dez etapas e, na prática, funcionará como uma pré-temporada de luxo pra muita gente.
Seu companheiro será o indiano Karun Chandhok, que, como ele, deve estar colaborando bem com o orçamento do time.
Ou seja, tudo parece no lugar para que ele entre pra valer na disputa do campeonato.
Hoje tem Pit Stop, ao vivo, aqui, a partir das 14h30.
As declarações de Alonso. As aventuras de Schumacher. E uma participação especial na bancada: Klever Kolberg, que falará do rali Dacar, neste ano com largada em Lisboa.
Em entrevista a um programa esportivo na Espanha, Alonso disse que foi sondado por quase todas as equipes da F1. Quase todas. Porque, segundo ele, houve uma exceção. A Ferrari.
Será? Não consigo imaginar, por exemplo, o que a Super Aguri teria a oferecer ao espanhol.
A menção à Ferrari tem cheiro de pedido da própria escuderia, para não criar um mal estar lá dentro.
Não, não foi desta vez, mas um dia Alonso vai correr por Maranello. O desejo é mútuo. E intenso.
Quem pensou que as fotos enviadas para o “Cenas de um GP” mofariam no meu Outlook se enganou completamente. É hora de pagar o mico.
Ou, no caso do rapaz abaixo, o gorila. Se bem que ele certamente não se importa muito com isso...
A foto foi enviada pelo André Sgobbi, com o seguinte comentário: “Trata-se do Macaco. Um personagem que servia para fazer descer daarquibancada G qualquer pessoa que tentava se instalar no fim da Reta Oposta sem ter madrugado na fila. O "espertinho" era forçado pelo Macaco a devolver o precioso lugar para o torcedor que madrugou na fila.”
Ê, beleza, cada uma que aparece...
Se você também tem uma foto curiosa do GP Brasil, faça como o torcedor-símio, não se avexe. Mande-a já para fseixas@folhasp.com.br
Primeiro, foi a notícia, lançada no fim de semana, de que a prefeitura de Coburg pode indiciar Schumacher pela já antológica história do táxi.
Agora, é o taxista que aparece dizendo que já ofereceram € 63 mil pelo carro.
“Mais de dez pessoas já fizeram ofertas. E acho que vou vender, porque posso precisar do dinheiro se tiver problemas com a polícia”, declarou Tuncer Yilmaz ao “Bild”.
Fui pesquisar: um modelo 2006, na Alemanha, sai por € 20.000.
O bicampeão da DTM bateu Schumacher na final melhor-de-três da Corrida dos Campeões.
Na primeira bateria, vitória do sueco. Na segunda, com buggies, deu Schumacher _ele não perdeu nenhuma nos carrinhos. O desempate aconteceu na “negra”, com carros de turismo _malandrão, Schumacher quis trocar de equipamento, Ekstrom negou.
Kovalainen arrebentou mais um carro. E na “Copa das Nações”, deu Alemanha, que contou também com um bom desempenho de Vettel.
As duas últimas provas estão aqui...
Schumacher errou no final? Ou fez uma graça diante da iminência da derrota?
Kovalainen começou com o pé esquerdo sua vida de piloto de McLaren: bateu um Aston Martin nos treinos para a Corrida dos Campeões, que acontece hoje em Wembley.
“Não fui bem, bati logo depois da ponte. Eu estava rápido demais”,disse o finlandês.
E você leu certo. Ponte. Pois é, construíram até uma ponte no circuito montado no mítico (novo) estádio inglês.
Há outro mito na pista. Schumacher, fazendo dupla com Vettel.
O evento começa às 14h (de Brasília) e será transmitido ao vivo pelo site oficial, aqui.
Enquanto isso, dois aperitivos... Primeiro, os melhores momentos da prova do ano passado.
E, aqui, Schumacher x Massa, em 2004, tambén no Stade de France.
Não, hoje não tem coluna na Folha. Estou em férias!
Mas, recebendo a notícia da confirmação de Kovalainen na McLaren, lembrei de uma coluna que escrevi em 2005, em Mônaco, e que tinha o finlandês como um dos personagens.
Segue parte do texto...
*
Mônaco é o GP para ver e ser visto, diz uma máxima da F-1. No paddock improvisado no porto, executivos circulam pra lá e pra cá atrás de bons negócios, modelos desfilam ao lado de celebridades na esperança de serem clicadas, pilotos de categorias de base tentam se fazer conhecidos.
Como Heikki Kovalainen. Finlandês, 23 anos, líder da GP2, ele estava ontem em frente à catraca que dá acesso a esse mundo de fantasia. Do lado de fora, junto a torcedores e curiosos, ainda de macacão. E atendia a todos que pediam para serem fotografados ao seu lado, mesmo sabendo que aqueles novos "fãs" muito provavelmente não sabiam seu nome.
Sem credencial para superar a barreira, Kovalainen estava esperando alguém da FIA puxá-lo para o paddock, onde concederia entrevista coletiva por ter conquistado a pole para a corrida de hoje. Assim que a obrigação acabasse, porém, seria escoltado até a saída. E se reuniria aos curiosos.
Um dia talvez essa imagem precise ser resgatada. O finlandês é um dos melhores da safra, ao lado de Scott Speed e Adam Carroll. Já tem contrato com a Renault, deve colocar uma credencial de F-1 no peito em dois anos, e, sei lá, vai que um dia conquista um título...
Ontem, pelo menos, cumpriu seu papel. Foi pra pista num dia de folga para a categoria-mãe, ficou em primeiro lugar no grid, atravessou o paddock -ainda que rapidamente. Foi visto. Mais importante ainda, foi notado.
O que chamou a atenção foi o contraste com cenas registradas pouco antes, por ali mesmo.
Primeiro, Xandinho Negrão, atual campeão da F-3 sul-americana, perdeu o controle do carro na Sainte Devote, bateu, só voltou à pista no final do treino classificatório e ficou fora do limite de 107% para largar hoje.
Logo depois, Nelsinho Piquet, que em 2004 faturou a F-3 inglesa, acertou em cheio o turco Can Artam, que estava lento, esquentando os pneus. Voltou a pé para os boxes, também acima do tempo limite.
Os dois pediram _e conseguiram_ autorização para largar.
Para alcançar a F-1, porém, o buraco é mais embaixo. Nelsinho deve até chegar lá, tem sobrenome famoso, o pai conhece todo mundo, e o rapaz passou a quinta-feira no caminhão da Minardi. Mas o fato é que não há, no cenário, um Kovalainen, um Speed ou um Carroll brasileiros.
Pode ser coincidência. Pode ser resultado do esfacelamento das categorias nacionais de monopostos. Pode ser reflexo do boom dos campeonatos de turismo. Pode ser outro diagnóstico qualquer. Mas o sintoma que começa a se formar é de entressafra.
Barrichello deve correr mais dois ou três anos, se tanto. Massa ainda precisa desencantar. Pizzonia, Zonta e Bernoldi, hoje pilotos de testes, têm mínimas chances de serem promovidos. A disponibilidade de apenas 20 vagas no grid complica ainda mais a situação.
E, assim, ou surge um Guga do volante, um fenômeno espontâneo, um "salvador da pátria" que até agora passou despercebido, ou daqui a alguns anos não haverá um brasileiro no paddock, para ver ou ser visto.
Pelo menos não do lado que interessa da catraca.
*
De lá pra cá, algumas coisas mudaram. Um dos meus vaticínios, por exemplo: Speed revelou-se um tremendo fiasco. Quanto a Carroll, mantenho minha opinião _na China, hoje, ele foi o mais rápido no treino da A1 GP; seu problema para continuar na trilha da F-1 foi a falta de dinheiro.
E, a Nelsinho, juntaram-se Bruno e Di Grassi. Mas só. Ainda é muito pouco, até porque Di Grassi acabou de levar um tombo na Renault.
A foto distribuída pela McLaren diz tudo. Vestido de prateado, o garoto estampa um sorriso do tamanho do mundo.
Não é pra menos. Depois de meses e meses de queda-de-braço entre Hamilton e Alonso, permeada pelo mais nojento caso de espionagem da história da F-1, quem se deu melhor?
Nem Hamilton, que terá de se virar pra acertar o carro agora, nem Alonso, que teoricamente está fora da luta pelo título em 2008. Mas o finlandês, confirmado hoje como segundo piloto da McLaren.
Kovalainen começou mal a temporada pela Renault, balançou, quase caiu, mas se recuperou e fechou o campeonato em sétimo lugar, com 30 pontos, 9 a mais que Fisichella.
É um bom nome, um moleque que não vai chegar peitando Hamilton, que trará à McLaren pontos valiosos, que poderá vencer um ou outro GP e com potencial para ser treinado para o futuro.
E que vai passar os próximos meses com aquele sorrisão escancarado.
A Honda elegeu o site da “Autosport” para sair em defesa de Barrichello.
Primeiro, com Fry: “O ano foi difícil para Rubens, mas ele está extremamente em forma. Ele obviamente está treinando muito duro e terá no Ross alguém com quem trabalhou antes e que sabe do que é capaz. Isso o motivou bastante”.
Depois, com Brawn: “Conheço bem Rubens e ele era capaz de pressionar Michael. Algumas vezes, a um ponto em que precisávamos pedir que aliviasse, como vocês bem lembram. Com o equipamento correto, ele pode vencer corridas. Então, se falharmos, a culpa não será dele”.
Um incremento de € 30 milhões no orçamento foi uma das iscas da Renault para fisgar Alonso. Que, convenhamos, estava facinho, facinho...
Segundo Briatore à “Gazzetta dello Sport”, o objetivo é voltar a ganhar corridas em 2008 e entrar pra valer na luta pelo título em 2009.
“Alonso é um piloto que comete menos erros do que Schumacher”, disse o italiano ao jornal.
É o que de mais empolgante circula hoje na F-1. Com a definição de Alonso e a demora da McLaren em agir, as notícias vão rarear nos próximos dias. Como diria o coelho, “é só, pessoal”.
Ah, sim... Faz certo barulho também a notícia de que uma ex-empregada doméstica de Ralf e Cora ganhou uma ação trabalhista contra o casal. O valor, € 14.000. Fim de feira.
E não é que flagraram o apressado Schumacher no aeroporto de Coburg, logo após deixar o volante do táxi? Apesar da pressa, ele teve tempo de distribuir alguns autógrafos.
Pedem que eu comente história que estava ontem nos sites e que estampa os jornais de hoje.
Que é a seguinte: Schumacher, que mora na Suíça, foi com a família a uma cidadezinha na Alemanha buscar um cachorro (??!!). Eles se atrasaram e, quando chamou um táxi para retornar ao aeroporto de Coburg, Schumacher estava temeroso de perder o vôo.
A solução? Pediu licença ao taxista, Tuncer Yilmaz (deve ser turco), e assumiu o volante do Opel Vivaro (velocidade máxima, 163 km/h). Resultado: a família Schumacher entrou no avião e o taxista ganhou um causo para contar pelo resto da vida.
Entendo Schumacher. E acho que quem já passou por situação parecida (atraso para um vôo + taxista lerdo no volante) também entende.
Nos anos seguindo a F-1, colecionei algumas histórias com taxistas. E a mais marcante é bem menos engraçada que a do alemão.
Você já foi à Hungria? Se você foi, sabe do que estou falando. O cumprimento do direito de ir e vir, na Hungria, é complicado para um forasteiro.
Por anos, alugávamos carros, como fazíamos em todos os países. Até que os policias húngaros adotaram como parte do ganha-pão a rotina de achacar turistas.
Identificar um carro alugado é fácil. Mais ainda na Hungria, onde as locadoras fazem o favor (coincidência ou conluio?) de colar enormes adesivos nos veículos. Pronto. É a senha para você ser parado. E uma vez parado, amigo, pode começar a separar os euros.
A praxe é a seguinte: o policial pede seu passaporte, você entrega, ele cobra uma “multa” de €100 para devolver. Não, você não precisa ter feito nada errado. E não, não adianta argumentar com um policial corrupto húngaro. É melhor pagar a multa e ir embora.
Uma vez, fomos parados, Flávio Gomes e eu, por policiais metros após embicarmos numa contramão. Os policiais nos levaram até uma outra rua de Budapeste, atrás do prédio do parlamento (??!!), onde cobraram os € 100. Mais tarde, a explicação: eles chegam ao limite de arrancar as placas de sentido das ruas para induzir os turistas ao erro.
Bem, passamos a deixar os passaportes no hotel e deixamos de alugar carros. E a solução era recorrer aos taxistas. A maioria com índole semelhante às desses policiais.
(Sim, há exceções. Como o Átila, sujeito boa-praça indicado pelo recepcionista do hotel e que sempre aparecia minutos após o toque no celular. Se você for a Budapeste, procure por ele no hotel Pólus. Mas não, não fique no Pólus, que é uma porcaria.)
Em 2005, saindo do circuito na sexta-feira, não tive outra opção a não ser recorrer ao ponto de táxi montado diante do portão principal. Entrei no primeiro carro parado e pedi ao ogro que estava no volante que me levasse ao hotel Pólus _sim, sei que eu disse que é uma porcaria, e é mesmo, mas é barato e é a espelunca mais próxima de Hungaroring.
Assim que o carro começou a percorrer a Bernie Avenue (??!!), percebi que o taxímetro estava desligado e alertei o motorista para tão inusitado fato. Ao que ele me respondeu: “Fixed price.”
Não lembro o valor, mas, sei lá, chutemos 20.000 forints, cerca de € 80, para uma distância de 7 ou 8 km. Detalhe: no dia anterior, eu havia cruzado Budapeste, vindo do aeroporto, por metade do preço.
Pois é. Alertei o motorista, mais uma vez, para tão inusitada incongruência. Ao que ele me respondeu: “Fixed price, fixed price, fixed price”.
Começamos a discutir, digamos, num tom mais elevado. E então ele pegou a autoestrada para Budapeste _o hotel fica no meio do caminho. Foi demais para um fim de dia carregado, cheio de trabalho. Vendo que ele não desistiria de cobrar aquele valor e que aquilo me causaria problemas na chegada ao hotel, perdi a cabeça. Com o carro em movimento, em plena rodovia, puxei o freio de mão, destravei a porta e saí.
Aí, foi a vez de o sujeito ficar enfurecido. Mostrando que sabia mais inglês do que o quase-mantra “fixed price”, ele disse que chamaria a polícia, eu falei para chamar mesmo e assim ficamos por alguns minutos.
Até que ele se acalmou e me perguntou: “Quanto você quer pagar?”.
Acertamos um valor, acho que 5.000 forints, e aí, incrivelmente, voltei para o carro. “Pronto, agora esse cara vai me levar pruma biboca, me matar e desovar o corpo no Danúbio. Pelo menos será um apodrecimento glamuroso”, pensei, passados alguns metros de estrada.
Mas, não. Levou-me direto e reto para o hotel e ainda esperou que eu trocasse o dinheiro no McDonald’s _achei mais prudente não entregar a ele uma nota de 10.000, esperando troco.
No dia seguinte, pedi carona a um colega japonês, que estava hospedado em Budapeste mas que topou me deixar no Pólus, no meio do caminho.
Adivinha o que aconteceu? Pois é, assim que me deixou, no retorno para a autoestrada, foi parado pela polícia...
Qual é a duração do contrato entre Alonso e a Renault?
Eis uma ótima pergunta. Escolha a resposta que mais te agradar.
Para a agência alemã DPA, que cita uma “fonte na equipe”, e para o “Marca”, dois anos. Para a “Auto, Motor und Sport”, o contrato é de três anos, rendendo US$ 147 milhões ao espanhol.
Na Inglaterra, “Times” e “Independent” também cravam três anos, mas o “Daily Mail” fala numa cláusula que pode devolver o piloto ao mercado já em 2009.
O “Mundo Desportivo”, da Espanha, escreve que o acordo é de um ano. O “As” concorda, mas cita cláusulas de renovação automática de ambos os lados, dependendo do desempenho em 2008.
Meu palpite? Um ano, com cláusula de renovação. Se Alonso atingir uma determinada pontuação, fica em 2009. Se ficar aquém desse “x”, tem a opção de sair.
O Pit Stop de hoje foi dos mais esclarecedores, com um bate-papo com Chico Rosa, administrador de Interlagos, sobre o acidente que matou Rafael Sperafico.
Chico bate na tecla de que a FIA nunca fez nenhuma restrição à Curva do Café ou à barreira de pneus naquele local. Mas deixa no ar a possibilidade de mudanças.
O programa também falou sobre Nelsinho e Alonso e respondeu às perguntas dos internautas.
Os promotores de Cingapura anunciaram hoje a programação para o primeiro GP noturno da história. A corrida vai começar às 20h locais. Em Brasília, pelas minhas contas, serão 9h.
Uma empresa italiana, Valerio Maioli, foi contratada para cuidar da iluminação do circuito. E alguns detalhes do serviço são curiosos.
As áreas de escape, por exemplo, terão iluminação diferente, menos intensa, para evitar confundir os pilotos.
É preciso ter cuidado, também, para que nenhum dos holofotes atrapalhe a visão dos pilotos. “Se um piloto rodar, por exemplo, não pode ficar cara a cara com o jato de luz”, informou a empresa no anúncio de hoje.
Os holofotes estarão sempre de um mesmo lado da pista, junto às câmeras de TV, para não prejudicar a geração das imagens. Há, ainda, uma preocupação com os ângulos da incidência de luz, para tentar minimizar as sombras no asfalto.
A corrida vai acontecer no dia 28 de setembro. Para quem não lembra ou para quem é novo no pedaço, vale a pena ver algumas fotos de trechos do circuito, publicadas aqui em abril.
A Folha publica hoje uma história emblemática, de autoria do repórter Rogério Pagnan, sobre a mania de parlamentares de agir como “otoridades” e de ver os demais como cidadãos de segunda (ou terceira ou quarta) classe.
Em São Paulo, 54 vereadores decidiram alocar seus carros como sendo da presidência da Câmara. Assim, os veículos ganham placas diferenciadas _pretas, com o número do gabinete_ e escapam do rodízio. A íntegra está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.
A cereja (podre) no bolo (estragado) é a declaração de Adilson Amadeu, do PTB: “Isso perto dos 5,7 milhões de veículos é um pingo no oceano”.
Será que foi essa a educação que ele deu pros filhos dele? O pior é que imagino que sim...
No anúncio de hoje, Briatore referiu-se a Alonso como alguém que “já mostrou suas habilidades como piloto e como líder”. Nelsinho, para ele, é um dos “jovens talentos mais promissores do automobilismo”.
Alonso declarou estar confiante de que a Renault produzirá um carro competitivo em 2008 para voltar ao topo. Nelsinho agradeceu a chance e disse que quer aprender ao lado do espanhol.
Papéis bem definidos, portanto. Como era de se esperar.
Nelsinho não é Hamilton, mas é claro que, depois da experiência deste ano, Alonso tomou todas as precauções na hora de assinar a papelada.
Escrevi, abaixo, que o ano será difícil para os dois. Sim.
Para Alonso, porque caberá a ele recolocar a Renault onde a havia deixado, no fim de 2006. E não será fácil, porque o carro deste ano era bem ruinzinho. Será uma prova de fogo.
Para Nelsinho, porque ele terá que controlar o ímpeto em algumas oportunidades. A Renault é uma porta sensacional para um estreante. Desde Emerson na Lotus, em 1970, um brasileiro não estreava por uma equipe tão boa. Mas ele terá de seguir a cartilha e ter na cabeça o tempo todo que neste ano tudo é para Alonso. Situação bem diferente da que viveu até agora, sempre em equipes bancadas pelo pai.
Nelsinho é bom piloto, mas nunca me encantou nas pistas. Terá agora, numa excelente escola, mais uma chance de evoluir. Que a aproveite.
Ah, sim: má notícia para Lucas Di Grassi, o piloto de testes será Romain Grosjean, campeão europeu de F-3. Ele nasceu na Suíça, mas tem nacionalidade francesa.
Alonso e Nelsinho correrão na Renault em 2008, como até os parafusos de Viry-Châtillon sabiam _e é engraçado ver por aí como tem gente aqui e lá fora se auto-proclamando autor do furo de reportagem.
Por enquanto, discursos afáveis, agradecimentos de todos os lados, promessas de um ano bom.
Dia corrido, mais tarde coloco aqui uma análise mais aprofundada. Por ora, o que me vem à cabeça: vai ser um ano difícil. Para os dois.
É incrível a volúpia de alguns analistas e pseudo-analistas para apontar, já, culpados no caso da morte de Rafael Sperafico.
É o muro, é a curva, são os pneus, é o amadorismo da categoria, é a gaiola. Tem gente aproveitando-se da tragédia para desovar antigas teses pessoais na esperança, enfim, que elas deixem o pó das gavetas. Impressionante.
Naquele ângulo, qualquer um morreria, num carro da Stock Light, da Stock, da IRL, da F-1. Simples assim. Infelizmente, aconteceu daquele jeito.
Da última vez que contei, eram dez os Sperafico espalhados pelo mundo correndo de alguma coisa.
Sperafico. Uma família de Toledo, no Oeste do Paraná, que caiu em paixão pelo automobilismo no início dos 70, quando o patriarca, Dilso, fez sucesso na Divisão 3 e chegou a correr de Super Vê com nomes como Nelson Piquet e Alex Dias Ribeiro.
Sperafico. Uma família, primos, irmãos, filhos e tios, que decidiu então se dedicar ao automobilismo, viver o automobilismo, respirar o automobilismo.
E que quase chegou ao ápice, a F-1, quando Rodrigo e Ricardo correram na F-3000.
Mas era a hora errada. Para a categoria e para os gêmeos. Que voltaram para o Brasil. E hoje, domingo, Rodrigo alcançou sua maior conquista, o vice-campeonato da Stock, colocando-se seriamente no páreo para o título do ano que vem.
Uma alegria para a família.
Seguida pouco depois pela maior das tristezas. A morte de Rafael Sperafico, 27, piloto que correu nos EUA, que tentava um recomeço na Stock Light e que não resistiu a uma batida forte na Junção, na quinta volta da última etapa do campeonato.
Automobilismo tem dessas coisas. Não é o caso, agora, de buscar culpados ou de lançar conclusões. Por mais frio que isso pareça, repito, automobilismo tem dessas coisas, infelizmente é assim. A morte é inerente ao esporte a motor. E uma família que se confunde com a história do automobilismo brasileiro sabe disso.
É o caso, por ora, de lamentar. Lamentar o fim da vida de alguém que, afinal, só queria sentir o vento na cara, as curvas passando rapidamente, as retas desaparecendo sob o carro.
Em Interlagos, vitória de Marcos Gomes. Valdeno Brito foi o segundo colocado, seguido por Antonio Jorge Neto.
Rodrigo Sperafico foi o quarto e conquistou o vice-campeonato.
A corrida, o mesmo de sempre. Algumas batidas estúpidas, algumas reações destemperadas, mas, no geral, uma boa competição.
Agora é 2008, com um grid mais seletivo, pneus novos e uma geração que já amadureceu (os Sperafico, Marcos Gomes, Maurício, Brito) a ponto de desafiar aqueles que venceram nos últimos anos. Tem tudo pra melhorar.
Ali e acolá começam a pipocar histórias sobre De la Rosa como companheiro de Hamilton em 2007.
A origem, o “Daily Mail”. Segundo o jornal inglês, o veterano passou à frente de Kovalainen e Paffett na luta pela vaga. O motivo, o Santander, que chegou à equipe por causa de Alonso, claro, e que pede (ou exige) um piloto espanhol em 2008.
Pode ser. Pode não ser.
Por critérios técnicos, não seria nunca. Entre apostar num piloto em crescimento (Kovalainen), numa incógnita (Paffett) ou num que é sabidamente mediano (De la Rosa), a última opção parece-me a menos inteligente.
Está acontecendo agora, em Mônaco, a festa de premiação da FIA.
Pensei, primeiro, em postar uma foto dos três primeiros colocados da F-1, com o príncipe Albert. Mas, matutando melhor, achei que essa aqui faria mais sucesso...
Lionel Cironneau/AP
Senhora e senhor Raikkonen, na entrada do festerê do príncipe
A última bateria de testes do ano acabou hoje, em Jerez de la Frontera.
O mais rápido foi Vettel, com slicks, assim como Kubica, Rosberg e Schumacher, que o seguiram.
Mas, diz a "Autosport", foi o heptacampeão que deixou todo mundo boquiaberto: cravou seu tempo usando o regulamento de 2009, que corta em 30% a pressão aerodinâmica. Daí a rodada pela manhã, registrada na foto abaixo.
A FIA acaba de divulgar um calhamaço com decisões do Conselho Mundial, que encerrou hoje o último encontro de 2007, em Mônaco.
De mais interessante, as limitações para o desenvolvimento aerodinâmico. A entidade estabelece que cada equipe só poderá usar um túnel de vento ao longo da temporada e que a escala máxima dos modelos deve ser de 60% _hoje, há túneis que comportam carros inteiros.
O Conselho também decidiu adiar para 14 de fevereiro de 2008 a palavra final sobre o uso ou não de informações confidenciais da Ferrari no novo carro da McLaren.
O comunicado termina com uma nota lamentável: os conselheiros autorizaram a FIA a entrar com processo judicial contra o "Sunday Times", que, veja só que heresia, publicou um artigo criticando a entidade, dizendo que ela promovendo uma "caça às bruxas" contra a McLaren.
Lamentável, retrógrado, antidemocrático, deplorável. Em bom português, uma atitude babaca. Se a moda pega...
Agora que o mundo sabe que a Renault não será punida mesmo, a grande questão passa a ser a data do anúncio da volta de Alonso.
Meu palpite? Será logo, antes do Natal. E, junto, vem a confirmação de Nelsinho como seu companheiro, notícia já anunciada aqui há tempos.
Não por acaso, Kovalainen aparece hoje em sites por aí dizendo que não está preocupado com o futuro. É claro, está trocando a Renault pela McLaren. Você estaria preocupado?
Fui buscar nos arquivos: com algumas palavras diferentes aqui e ali, o veredicto de hoje é idêntico ao emitido em julho, no primeiro julgamento do Stepneygate.
Na ocasião, a Ferrari recorreu. E, na Corte de Apelações, a McLaren levou a multa de US$ 100 milhões, mais a declassificação no Mundial de Construtores.
Até agora, a equipe de Ron Dennis não se manifestou sobre a possibilidade de recurso. E, pelo momento político já discutido aqui, duvido que o faça.
As melhores pizzas que já comi na vida saíram dos fornos de um restaurantezinho meia-boca de Mônaco, atrás das cabines de rádio e TV, logo após a Rascasse.
Em dezembro de 2005, passeando pelo principado, fiquei desolado ao descobrir que o lugar não existe mais.
Pois hoje a tradição pizzaiola monegasca foi restaurada.
Trecho do comunicado que acaba de ser divulgado pela FIA: "o Conselho Mundial considerou que a Renault infringiu o artigo 151c do Código Esportivo Internacional, mas não haverá punição".
Os detalhes do "julgamento" só serão divulgados amanhã.
Essa é inacreditável: a companhia ferroviária da República Tcheca entrou hoje com uma ação judicial contra Emerson Fittipaldi por causa de um episódio bizarro ocorrido no dia 11 de outubro.
O bicampeão participava de uma campanha publicitária em um trem-bala entre Praga e Brno e foi convidado a visitar a cabine. Lá, segundo a acusação, Emerson "acionou um botão sem autorização, colocando em risco a vida dos passageiros".
Emerson está em Brasília, negociando uma etapa da A1GP na cidade. Sua assessoria confirma que ele fez mesmo o passeio de trem (aliás, há até foto no site da A1GP), mas ainda não sabia da tal história do quase-acidente. Assim que receber uma resposta, publico aqui.
Divulgação/A1GP
Emerson, antes do embarque em Praga, todo sorridente. Ao seu lado, talvez prevendo o que vinha pela frente, Tomas Enge, lembram dele?
Com slicks, Kubica foi o mais rápido do dia em Jerez. Ele colocou 0s157 em Hamilton, que usou os pneus com sulcos.
Massa, com os mesmos calçados do inglês, cravou o terceiro tempo. Todos os outros dez primeiros colocados fizeram seus melhores tempos com slicks.
Schumacher, o bom, foi o oitavo.
Schumacher, o ruim, teve uma bela estréia pela Force India: pela manhã, ficou parado na pista com um problema mecânico e, quando voltou, bateu no muro; à tarde, escapou da pista na mesma curva e terminou o dia em último.
Aos tempos:
1º. R.Kubica (BMW), 1min19s157 (87 voltas)
2º. L.Hamilton (McLaren), 1min19s331 (64 voltas)
3º. F.Massa (Ferrari), 1min19s333 (68 voltas)
4º. M.Webber (Red Bull), 1min19s605 (63 voltas)
5º. T.Glock (Toyota), 1min19s687 (40voltas)
6º. P.de la Rosa (McLaren), 1min19s787 (75 voltas)
Numa entrevista à “Auto Motor und Sport”, Raikkonen deu com a língua nos dentes e revelou o dia do lançamento do carro da Ferrari: 7 de janeiro.
Aparentemente, o finlandês imaginou que a equipe já havia anunciado a data. Errou. E a revista alemã ganhou um furo de reportagem.
O trabalho para 2008 está acelerado. Das equipes candidatas a vitórias, a Renault será a última a apresentar seu modelo, na última semana de janeiro. A explicação é simples: são tantas as mudanças para 2008 que ninguém cogita começar o campeonato com o carro de 2007.
Exceções feitas a Toro Rosso e Super Aguri, que não fazem lá muita diferença...
A sinopse, no site do filme, diz tudo: "É o primeiro DVD brasileiro sobre motociclismo, feito por quem entende de motocicletas e de cinema, a Bulls Eye Filmes. O formato final do vídeo, com cerca de 90 minutos de duração, tem uma linguagem documental e investigativa, muito ágil e descontraída."
O filme é "Alma Selvagem". Atrás das câmeras, Renzo Querzoli, grande artista, um louco por motos. Diantes das câmeras, Geraldo Tite Simões, jornalistaço especializado nas duas rodas.
Segue um aperitivo...
Vale a pena ver, vale a pena comprar. Aliás, dá para comprar pelo site, que é este aqui.
Amanhã, a batata vai assar na Place de la Concorde, 8.
Vai assar tanto que a McLaren escolheu hoje, "coincidentemente" a véspera da audiência, para esclarecer alguns erros factuais transmitidos para a imprensa.
Anteriormente a McLaren disse que havia 18 depoimentos de funcionários da Renault admitindo acesso a material confidencial da rival. A McLaren esclarece que não são 18 funcionários, mas 18 depoimentos de 13 pessoas. E que apenas 9 admitiram terem visto e discutido as informações técnicas.
A McLaren disse que suas informações foram baixadas em 11 computadores da Renault. Não está certo. As informações foram copiadas por Mackereth para 11 disquetes e de lá jogadas para o diretório pessoal do engenheiro na Renault.
Há uma série de outras correções, como o volume copiado: 762 páginas de e-mails e não 780 desenhos. Desenhos, diz a McLaren, foram 18.
Enfim, não se deixe enganar. A McLaren está batendo, não assoprando. E vai bater mais forte amanhã.
Em princípio, eu diria que a Renault está enrascada. Mas há os atenuantes políticos do momento, e não me parece que a FIA queira conturbar ainda mais o campeonato que já acabou.
Hamilton foi o mais rápido do dia, hoje, em Jerez.
Segundo a McLaren, o inglês se dedicou a trabalhos aerodinâmicos num carro sem os chamados "driver aids", a parafernália eletrônica que facilita a vida dos pilotos no cockpit e que tem no controle de tração a grande estrela.
"O carro fica muito diferente e exige algumas mudanças no estilo de pilotagem. Usei um pouco da minha experiência na GP2", disse.
De la Rosa usou a manhã para trabalhar no chassi. À tarde, utilizou os pneus slick _poucos pilotos fizeram o mesmo.
Aliás, são tantas as variáveis nesta semana em Jerez que está divertido ler os comunicados das equipes.
Na Toro Rosso, por exemplo, Vettel começou o dia com a eletrônico de 2008 e Bourdais com a centralina de 2007, mas com os "driver aids" desligados. À tarde, eles trocaram de carros.
Na Toyota, Kobayashi testou uma asa traseira diferente e a centralina de 2008. Glock desligou o controle de tração "com o objetivo de entender os acertos mecânicos e aerodinâmicos" para a próxima temporada.
E por aí vai. O que torna ainda mais leviano do que o normal tentar tirar qualquer conclusão desses testes.
O "As" saiu com uma história rocambolesca: a McLaren teria feito uma oferta para Alonso voltar em 2008, tendo à disposição uma equipe técnica toda dele, independente. Informações não seria divididas com Hamilton e vice-versa.
A McLaren, claro, já negou. "A McLaren não tem conhecimento de nenhuma discussão com Fernando ou seu empresário", disse a equipe.
É claro que era furada. Qualquer pessoa que tenha acompanhado um GP desta temporada sabe que Dennis não quer ver Alonso na sua frente nem pintado de ouro e cravejado de diamantes. E olha que ele adora dinheiro...
Mas é um caso curioso, sintomático. Didático, até. Porque mostra como, na falta de um alvo fixo, as pessoas estão atirando pra todo lado.
Nessas últimas semanas, Alonso foi colocado na Toyota, na Honda, na Ferrari e, agora, recolocado na McLaren.
Alonso vai para a Renault ou para a Red Bull. Ponto final. E dependendo do veredicto de amanhã, o mistério acaba antes da semana.
Confesso que tinha perdido as esperanças de voltar a ver a F-1 com pneus slick.
A teimosia de Mosley parecia inabalável. Os pneus com sulcos eram um ponto de honra na gestão do inglês à frente da FIA.
Mas eis que neste 4 de dezembro de 2007, em Jerez de la Frontera, a F-1 voltou a experimentar pneus lisos. Button foi o primeiro. Heidfeld o seguiu. E terminou o dia na frente, 0s670 mais veloz que o melhor piloto com os pneus sulcados, De la Rosa.
“Foi divertido. O carro se torna mais previsível. Você sabe para onde ele está indo”, disse Button à “Autosport”.
Coincidentemente, foi lá mesmo, em Jerez, que a F-1 se despediu dos slicks, há pouco mais de dez anos: 26 de outubro de 1997. Aquele treino oficial foi inesquecível: três pilotos no mesmo milésimo de segundo. Villeneuve, Schumacher e Frentzen cravaram 1min21s072, 2s030 mais lentos que Heidfeld, hoje.
É, Mosley... Os objetivos eram nobres. A forma de tentar atingi-los é que foi errada. Bem errada.
Aos tempos:
1º. N.Heidfeld (BMW), 1min19s042 (73 voltas)
2º. J.Button (Honda), 1min19s155 (65 voltas)
3º. P.de la Rosa (McLaren), 1min19s712 (48 voltas)
A notícia surgiu na “Sport Bild” e mereceu todas as ressalvas possíveis.
Afinal, trata-se da revista de esportes do “Bild”.
Mas agora outra publicação alemã, muito mais séria, a “Auto Motor und Sport”, bate na mesma tecla: Alonso teria mesmo visitado a Honda.
O acordo, segundo a revista, não saiu porque a equipe tem dois pilotos sob contrato, porque não poderia oferecer um carro vitorioso ao espanhol na próxima temporada (história parecida com a da Toyota) e porque Alonso queria no máximo dois anos de contrato.
“Um piloto como Alonso fortaleceria qualquer equipe, mas ele quer vencer corridas. Em 2008, teremos altos e baixos, o que é normal numa fase de reestruturação. Para os nossos objetivos em 2008, Button e Barrichello são os melhores pilotos possíveis”, disse Brawn à publicação.
Mais uma porta que se fecha.
É Renault ou Red Bull.
Ou ano sabático. O que seria uma pena para um piloto com o talento e a idade de Alonso.
Dia maluco, estranho. São quatro do lado esquerdo, duas do direito. Um dia explico.
Menos ruim que o dia foi parado na F-1, não havia muito o que colocar aqui mesmo.
O melhor que vi foi a entrevista exclusiva de Brawn ao site oficial da F-1. Ele deixou claro que não pensava em voltar à Ferrari após o ano sabático.
“No fim de 2004, eu assinei por dois anos, sabendo que seria o último contrato, encerrando um ciclo de dez anos”, disse o inglês. “Então gradualmente começamos a construir uma nova estrutura em torno das áreas pelas quais eu era o responsável. E o resultado deste ano provou que isso funcionou.”
Modéstia. O resultado frio, curto e grosso mostra isso. Mas a análise corrida a corrida, não. A Ferrari neste ano acumulou barbeiragens estratégicas. Se a Ferrari venceu, é porque sua adversária, a McLaren, conseguiu errar ainda mais.
Em 2008, não sei se a McLaren volta a errar tanto. Mas a sorte da Ferrari, pode ser outra: a rival com uma dupla inferior, e Alonso correndo para vencer um GP aqui, outro ali e olhe lá.
Se você tem coração fraco, não continue neste post.
Continuou? Beleza, eu avisei. No warm-up para a GT3, hoje, em Interlagos, Marcelo Fernandes derrapou numa mancha de óleo e fez isso com uma Ferrari F430...
Pelo menos Fernandes fez juz à marca que os patrocina. As fotos são de Vanderlei Soares.
Daí que neste ano inventaram a GT3, campeonato bacana, cheio de carros espetaculares, para alguns poucos pilotos profissionais e muitos dublês de pilotos ricaços.
Daí que fizeram nove etapas, a última delas em Interlagos, hoje. Vitória de Andreas Mattheis e Xandy Negrão, com um Dodge Viper.
Daí que eles foram campeões, com 73 pontos, 16 a mais que Paulo Bonifacio e Alceu Feldmann.
Daí que foi tudo parar no tapetão.
Trecho do comunicado oficial da categoria: "A equipe de Bonifácio entrou com um protesto relativo a oito supostas irregularidades no Viper. Um deles, a carga das molas da suspensão, não poderá ser verificada em Interlagos. 'Precisaremos levá-las a um laboratório', comentou um comissário da Confederação Brasileira de Automobilismo".
Daí que esse tipo de coisa é muito chato. E estragou o fim da temporada.
Correr de kart é uma delícia. Ver corrida de kart pela TV é sacal, não tem jeito, podem tentar o que quiserem na transmissão. Não funciona na TV, é inerente ao esporte.
Sendo assim, e preso em casa pelos caprichos de uma moça de dez dias de vida, acompanhei pouco das 500 Milhas da Granja Viana.
Soube por amigos que a cronometragem, fornecida pela empresa Racing Crono, foi lamentável. A prova precisou ser interrompida uma vez antes de ser encerrada quando ainda faltavam cerca de 50 milhas (ou 80 km) para o fim.
Contam, ainda, que houve certo mal estar com mais um sucesso da dupla Barrichello-Kanaan, a sétima em 11 edições da prova.
O kart que os dois dividiram com Lucas di Grassi, Renato Russo e Felipe Giaffone, promotor da prova, completou 581 voltas em 10h35min41s829. Ficou 3s179 à frente do kart que os mesmos Barrichello e Kanaan dividiram com Antonio Pizzonia, Lucas di Grassi e Thiago Camilo.
"Não guiamos nada. E ainda temos um botão no volante do kart que pode alterar o placar eletrônico. A verdade é que as pessoas precisam aprender a perder, assim como devem aprender a ganhar", disse o baiano, no comunicado distribuído pela assessoria do evento.
Completou o pódio o kart de Luciano Burti, Denis Dirani, Gabriel Dias e Felipe Guimarães.
Fábio Seixas, 35, editor-adjunto de Esporte da Folha, é jornalista, com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra.
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