Schumacher será o responsável pelo desenvolvimento dos carros de Maranello, como anunciado ontem e publicado no mundo todo.
Isso significa que, entre outras tarefas, o alemão testará a F2008 de vez em quando.
“Será bom para o time ter uma terceira opinião”, disse, em Madonna di Campiglio.
Vilton Martins, de Tubarão, Santa Catarina, faz uma pergunta intrigante: ele será inscrito como terceiro piloto da equipe? E se um dos dois tiver dor de barriga num GP e não puder correr?
Quem corre? Schumacher ou Badoer?
Embora isso não tenha ficado claro, imagino que a segunda opção prevaleça. Do contrário, o mundo já estaria alvoroçado. E já haveria cozinheiro na Ferrari esfregando as mãos...
Escrito por Fábio Seixas às 17h22
A Williams, que não fará cerimônia de apresentação do FW30, adiou também a estréia do novo modelo. O carro não estreará na primeira bateria de testes, em Jerez. Irá à pista só em duas semanas, em Valência.
Até aí, é notícia da internet, todo mundo sabe.
O que pouca gente sabe, e que este blog apurou, é que, na falta de uma apresentação formal, a equipe planeja uma novidade. Fará toda a pré-temporada com uma cor diferente e só revelará o layout em Melbourne.
Menos ruim, portanto.
Escrito por Fábio Seixas às 14h27
Alguns internautas, ontem, estranharam a ausência do número 13 no line up para 2008. Outros questionaram-na. E alguns ficaram surpresos com a resposta.
Foi assim no ano passado. E no anterior. E no anterior. Resumindo, sempre foi assim. É uma tradição. Com base na superstição.
Ou seria melhor dizer que “quase sempre foi assim”? Sim, porque como toda regra, há uma exceção: Moisés Solana, mexicano que fez oito GPs na categoria entre 1963 e 1968.
Sua participação mais notória, a da estréia, em casa, com um BRM. O que entrou para a história foi o número estampado na lataria. A foto abaixo não me deixa mentir...

Solana largou em 11º e quebrou a oito voltas do fim. Depois disso, correu mais sete provas, mas com outros números no carro. Sua melhor classificação num grid foi um 7º, no EUA-1967, envergando o número 18 numa Lotus. E sua melhor posição num GP foi um 10º, no México-1964, com uma Lotus de número 16.
O mexicano morreu em 1969, numa prova de subida de montanhas no México.
Depois dele, apenas uma vez alguém se atreveu a pintar o “número do azar” no carro. Em 1976, Divina Galica tentou se classificar com um Surtees número 13 em Brands Hatch. Não conseguiu.
Escrito por Fábio Seixas às 09h47
Vijay Mallya, dono da Force India, anuncia hoje na “Gazzetta dello Sport” que Fisichella será o companheiro de Sutil em 2008.
“Testamos vários pilotos em Barcelona e Jerez. E decidimos que ficaríamos com Fisichella ou com Liuzzi”, disse.
E por que a opção foi pelo veterano? Isso ele não disse, mas está subentendido: Fisichella tinha mais dinheiro para levar ao time.
Fisichella, por mais um ano? É, amigos, não podemos querer tudo. Ralf, pelo menos, já vazou...
Assim, fica fechado o grid para Melbourne. Segue a classe de 2008, com a numeração dos carros (a confirmar apenas a numeração da Force India)...
Ferrari
1. Kimi Raikkonen
2. Felipe Massa
BMW
3. Nick Heidfeld
4. Robert Kubica
Renault
5. Fernando Alonso
6. Nelsinho Piquet
Williams
7. Nico Rosberg
8. Kazuki Nakajima
Red Bull
9. David Coulthard
10. Mark Webber
Toyota
11. Jarno Trulli
12. Timo Glock
Toro Rosso
14. Sébastien Bourdais
15. Sebastian Vettel
Honda
16. Jenson Button
17. Rubens Barrichello
Super Aguri
18. Takuma Sato
19. Anthony Davidson
Force India
20. Adrian Sutil
21. Giancarlo Fisichella
McLaren
22. Lewis Hamilton
23. Heikki Kovalainen
A dupla mais forte, a da Ferrari. A mais fraca, a da Red Bull. No geral, não é uma classe perfeita, mas começo a achar que isso é utopia. Sempre haverá um ou outro veterano que não larga o osso.
E você, o que acha? É uma boa turma?
Escrito por Fábio Seixas às 10h19



“Genchi genbutsu”. Em japonês, algo como “vá direto a fonte”.
Esse é um dos pontos da lendária tábua de mandamentos da Toyota e que, segundo Pascal Vasselon, foi usado na concepção do TF108, apresentado hoje em Colônia.
A fonte, no caso, o carro do ano passado, que decepcionou, mas que não repetiu o desastre de campeonatos anteriores. Segundo Vasselon, responsável pelo projeto do chassi, o TF107 foi dissecado. E a conclusão foi abandonar completamente sua receita.
“O TF107 era uma evolução do TF106. Mas, desta vez, resolvemos abandonar a fórmula. Nossa idéia fundamental foi otimizar todo o pacote, não privilegiando uma área ou outra. Tínhamos uma boa base mecânica, e nos esforçamos agora em refinar outras partes”, disse.
Será? Na contramão da Ferrari, a Toyota aumentou a distância entre-eixos. Na contramão da McLaren, a Toyota adotou a asa-ponte.
Devagar e sempre, esse parece ser o discurso da Toyota nessa empreitada na F-1. Lembro de Da Matta explicando certa vez, com aquele sotaque mineiro carregado: “Aqui eles não têm pressa de nada, gostam de fazer tudo aos poucos, tudo certinho.”
Em outras equipes, com outros patrocinadores cobrando resultados imediatos, isso não funcionaria.
Mas como não falta dinheiro e como o comprometimento com a categoria parece ser sério, a Toyota vai levando...
O que esperar em 2008, com Trulli e Glock? Mais uma passo à frente. Mas bem pequeno, bem tímido. É o jeito Toyota de ser.
Escrito por Fábio Seixas às 09h59
Ainda matutando sobre Jacarepaguá, lembrei de uma historinha que ilustra bem como certas coisas são feitas no Brasil.
Em 2005, quando o COB e a Prefeitura do Rio decretaram o estupro do circuito, um certo consórcio Rio Sport Plaza, que venceu a concorrência para construção e exploração do complexo do autódromo e que, imagino, não fez nada, anunciou a contratação de Hermann Tilke para redesenhar a pista.
Sim, Tilke. O “Niemeyer dos autódromos”, como definiu um amigo certa vez. O cara que projetou os circuitos da Malásia, do Bahrein, da Turquia, da China, que reformou Nurburgring, Hockenheim, Fuji, etc e tal.
Cascata. Bravata. Balela óbvia, claro. Com o único objetivo de tentar aplacar a ira dos defensores do autódromo.
Pois bem... Algum tempo após o anúncio, estava eu flanando pelo paddock de Hockenheim quando dou de cara com Tilke. Apresentei-me, marcamos uma rápida entrevista para o dia seguinte.
Era quinta-feira. Peguei o telefone então e liguei para o porta-voz do consórcio. “"Está tudo pronto. O projeto do Hermann Tilke foi finalizado e chegou para a gente há algumas semanas", disse, na maior cara-de-pau do mundo, um certo Francisco Alencar.
Na sexta, encontrei Tilke no caminhão da Sauber e fiz a pergunta sobre o andamento do projeto de Jacarepaguá. A expressão dele foi impagável. Se o tivesse pedido em casamento, a surpresa seria menor, acho. Em suma, não sabia do que se tratava, disse que não tinha nada pronto, mas ainda assim lançou uma resposta diplomática, para não perder um potencial suposto cliente.
No sábado, o título da reportagem da Folha era “Projeto de Jacarepaguá não está nem sequer no papel”. O texto começava assim:
O projeto para a nova pista de Jacarepaguá não está adiantado como alardeava o Rio Sport Plaza, grupo que venceu a concorrência para construção e exploração do complexo do autódromo, uma das sedes do Pan de 2007.
Mais que isso: não está nem sequer pronto. A informação foi passada à Folha justamente pelo responsável pelo projeto, o arquiteto alemão Hermann Tilke, e confirmada pelo consórcio após confusa mudança de discurso.
"Ainda faltam algumas coisas. Estou muito envolvido com Istambul e não tenho idéia de quando vou poder entregar esse projeto para o Rio", disse Tilke anteontem, em Hockenheim, onde amanhã ocorre o GP alemão de F-1.
Projetista do circuito que verá no mês que vem a estréia da categoria na Turquia e idealizador de autódromos como os da Malásia, do Bahrein e da China, o alemão foi contratado pelo Rio Sport Plaza para redesenhar Jacarepaguá.
Os dois lados, no entanto, se esqueceram de alinhar os discursos.
"Está tudo pronto. O projeto do Hermann Tilke foi finalizado e chegou para a gente há algumas semanas", afirmou Francisco Alencar, porta-voz do consórcio.
Por aí, já dava para esperar a notícia de ontem. Tilke nunca fez projeto algum. Do consórcio, nunca mais ouvi falar. Jacarepaguá morreu.
E, três anos depois, querem que a gente engula, de novo, a história de um autódromo novo.
A desfaçatez parece não ter fim.
Escrito por Fábio Seixas às 20h22
Domenicali foi o encarregado de abrir os trabalhos hoje, em Madonna di Campiglio, em mais um encontro anual da Ferrari com a imprensa.
“A prioridade é o bem-estar da equipe. Assim, Kimi e Felipe começam a temporada com o mesmo status”, disse o italiano.
Nenhuma novidade. Notícia seria se ele declarasse preferência por um ou outro piloto, o que não faria sentido antes da metade do campeonato.
Acredito, sim, em Domenicali. Contra adversários mais fortes, a receita funcionou em 2007. Contra uma McLaren enfraquecida e uma Renault em reconstrução, o trabalho da Ferrari, em tese, será menos complicado em 2008. Não há porque, portanto, eleger um homem de frente já.
Faço apenas uma ressalva nesse triângulo Ferrari-Raikkonen-Massa: embora comecem com o mesmo tratamento, o finlandês já é campeão e, imagino, isso deve lhe render doses extras de paciência, compreensão e confiança lá pra frente.
Por isso, o início de campeonato é fundamental para Massa. “Mais do que nunca”, como diria o filósofo Fausto Silva.
Escrito por Fábio Seixas às 13h13
A Super Aguri anunciou hoje a data do lançamento do modelo 2008: 19 de fevereiro, em Barcelona.
Assim, das 11 equipes, apenas Toro Rosso, Force India e Williams não marcaram suas apresentações, talvez para economizar nas coxinhas e nos refrigerantes.
A Williams está em companhia apropriada.
A Williams de nove Mundiais de Construtores. Que deu sete Mundiais de Pilotos a sete pilotos diferentes, maneira sui-generis de tentar mostrar que o que importavam ali era o carro, a engenharia, a administração. A Williams de Pace, Regazzoni, Reutemann, Keke, Piquet, Mansell, Prost, Senna, Hill, Villeneuve, Montoya. A Williams que tem, em Grove, um museu que impressiona. E tudo isso é emblemático: seu ponto forte, hoje, é o passado. E passado não crava pole nem ganha corrida.
Após anos flertando com o andar de baixo, a Williams, em 2008, desceu de vez. Sem parceria com uma montadora, perdeu o bonde da história e não pode ser considerada nem mais uma equipe média.
Tornou-se uma das pequenas.
Escrito por Fábio Seixas às 10h31
Aviso aos navegantes
Está aqui, em mp3, o primeiro Pit Stop de 2008
Escrito por Fábio Seixas às 09h53
Jacarepaguá morreu.
Hoje, no Rio, Nuzman anunciou oficialmente o que já era óbvio após a destruição empreendida para o Pan-Americano: a (pequena) área que havia restado para o automobilismo será aniquilada para a construção de um centro olímpico, parte do plano do Rio para pleitear a Olimpíada de 2016.
Algumas considerações...
A primeira: qualquer pessoa que circule pelo bairro de Jacarepaguá logo entende o absurdo de tudo isso, imediatamente percebe a imensidão de terrenos desocupados que há por ali. O autódromo é vizinho de uma pista de pouso e de uma favela. Depois de um e de outro, o que existe é matagal, charco, áreas livres, enfim. Mais para a frente, até o Riocentro, mais mato, mais charco, mais áreas livres.
O centro olímpico poderia ser construído facilmente em quaisquer dessas áreas. Há espaço para dez centros olímpicos. Mas não. O COB fez questão de destruir o autódromo.
E por quê? Talvez pelo fato de o automobilismo não ser esporte olímpico, não estar sob o imenso guarda-chuva de verbas e favores devidos pelas confederações ao COB, pelo fato de rivalizar na disputa por patrocínios com o basquete, o judô, o vôlei, o badminton. É o que me parece.
A segunda: o Rio não será sede da Olimpíada de 2016. Esquece. Se havia uma chance mínima, foi pros confins do espaço com a “escolha” do Brasil para receber a Copa de 2014.
Ah, mas pode esperar: a “candidatura olímpica”, assim mesmo, com aspas, será usada como justificativa para gigantescas fogueiras com dinheiro público. Com o seu dinheiro. O COB já fala em R$ 74 milhões só para a candidatura. Repito: R$ 74 milhões só para a candidatura.
E está só começando _como vimos no Pan, a diferença entre orçamento e realidade é escandalosa.
A terceira: diz o COB que já há estudos para construção de um novo autódromo no Rio. Duas áreas estariam sendo analisadas. Por que essas áreas não poderiam receber o centro olímpico? Porque destruir algo que já estava (muito bem) construído para erguer outro, sei lá como, sei lá onde, mas em outro lugar da cidade? As empreiteiras, sempre elas, agradecem.
A quarta: autódromo novo? Esquece, também. Não sei o que é mais difícil: o Rio sediar a Olimpíada, um autódromo novo ser construído ou o Sato vencer o Mundial.
Se a prefeitura foi conivente com a destruição de Jacarepaguá, é porque considera um autódromo equipamento público desnecessário. Empregar recursos na construção de um novo circuito seria, no mínimo, improbidade administrativa.
A quinta: é difícil encontrar superlativos para definir a incompetência da CBA. Que Nuzman trabalhe contra o automobilismo é lamentável, mas compreensível. Que a CBA deixe as coisas acontecerem como vêm acontecendo nos últimos anos é lamentável e chocante.
O Brasil não tem uma categoria de monopostos para pilotos recém-saídos do kart. Agora, perde também um de seus melhores autódromos. De onde surgirão os próximos brasileiros candidatos a vagas na F-1, na GP2, na IRL, na ChampCar? Importaremos da Alemanha?
A gestão de Paulo Scaglione à frente da CBA é um exemplo. Exemplo de como não fazer as coisas.
Triste. Mais do que revoltante, tudo isso é muito triste.
Escrito por Fábio Seixas às 21h06
Lançamentos no Pit Stop
Está aqui o Pit Stop de hoje, com muito papo sobre os lançamentos que aconteceram, os que vêm por aí e com uma entrevista com Klever Kolberg, sobre o cancelamento do Dacar.
Escrito por Fábio Seixas às 20h24
Como este blog alertou ontem, o fato de a apresentação do MP4-23 ter acontecido na Alemanha não foi mesmo coincidência. O “Guardian” informa hoje que já começou um processo de mudança na cúpula da equipe.
A partir de agora, a Mercedes ganhará cada vez mais espaço, mais voz de comando. O plano da montadora, que hoje tem 40% da McLaren, é tornar-se acionista majoritária em breve. Ron Dennis sairá gradativamente de cena. Martin Whitmarsh, um executivo contratado, sentará em sua cadeira, à mercê das vontades dos alemães.
Na Ferrari, pode estar acontecendo coisa parecida. Todt não foi à apresentação da F2008. Oficialmente, estava curtindo férias na Malásia. Sei não, não colou.
São cada vez mais fortes os rumores de desentendimentos entre o francês e Luca di Montezemolo. Numa entrevista recente, Todt declarou que, se sente orgulho de algo a esta altura da carreira, é de poder mudar de emprego a hora que quiser.
Depois de uma mudança profunda no grid, com a aposentadoria de Schumacher puxando o rejuvenescimento da turma, agora parece ser a vez de um mexe-mexe no andar de cima.
Uma F-1 daqui a dois ou três anos sem Todt e Dennis seria uma F-1 diferente, com certeza. Seria uma F-1 que abriria espaço para novas cabeças, novos conceitos, novas idéias.
O que me parece bacana, sempre.
Escrito por Fábio Seixas às 10h10
Quer ver mais imagens dos carros de McLaren e Ferrari? Quer saber mais sobre as novidades para este ano, sobre os próximos testes, sobre as apostas para as principais categorias, sobre o cancelamento do Dacar?
Então assista ao primeiro Pit Stop de 2008, a partir das 14h30, aqui.
Escrito por Fábio Seixas às 09h44
“Ver este carro pela primeira vez num lugar tão especial como o museu da Mercedes é algo que vai ficar na minha memória. Passei as últimas semanas me preparando fisicamente e ficando um pouco com a família, mas sei quanto trabalho foi colocado nesse carro. Meu engenheiro disse que cerca de 14 mil pessoas estiveram envolvidas nesse projeto. Na quinta-feira vou testar o carro pela primeira vez e estou ansioso. Meu objetivo é terminar o ano um posição melhor do que em 2007.”
Escrito por Fábio Seixas às 13h05
Com pompa e circunstância, e com a presença de Bernie, a McLaren apresentou o MP4-23.
Seguem as primeiras fotos distribuídas pela equipe...


Martin Whitmarsh, CEO da McLaren, falou grosso. Disse que a equipe já sabe que carro é mais rápido que o antecessor. “Trabalhamos muito duro desde o GP Brasil e colocaremos dois carros na pista já nesta semana”, disse.
Aparentemente, poucas diferenças na carcaça em relação ao modelo de 2007. A mais flagrante, a eliminação da asa-ponte. Além, claro, do número no bico, bem distante daquilo que o time imaginava a esta altura do ano passado...
Escrito por Fábio Seixas às 12h43
Tudo bem que Ralf nunca foi um sucesso neste blog e que impingimos certa zica no alemão no fim do ano passado.
Mas não era pra tanto.
Em entrevista ao “Bild”, Cora conta que a família (ela, Ralf e David, 5) precisou evacuar o hotel onde estava na noite do réveillon, em Nova York.
Os Schumacher estavam no nono andar do Gramercy Park Hotel. E, às 5h do dia 1º, um incêndio no subsolo disparou todos os alarmes.
“Na hora, lembramos do 11 de setembro. Havia gente correndo de pijamas para todos os lados. Nunca tive tanto medo na vida”, disse a mulher do talvez-ex-piloto.
Alarmes disparando em hotéis é o tipo de coisa que acontece o tempo todo, normalmente por uma bobagem. Mas na dúvida, claro, é melhor sair correndo. Já passei por situações parecidas algumas vezes. Uma delas, em Sydney, na Olimpíada.
Em algum lugar nos meus arquivos tenho até uma foto do Torero, de pijaminha. Perguntem pra ele se não é verdade...
Escrito por Fábio Seixas às 11h10
Depois da Ferrari, hoje é o dia da McLaren. A equipe inglesa, cada vez mais alemã, exibe seu novo modelo no museu da Mercedes, em Stuttgart.
A exemplo do que foi feito pela rival ontem, a McLaren promete mostrar o MP4-23, em primeira mão, na internet.
Abaixo, as datas de lançamentos já divulgadas...
Quinta, Toyota (Colônia, Alemanha)
14.jan, BMW (Munique, Alemanha)
16.jan, Red Bull (Jerez, Espanha)
29.jan, Honda (Brackley, Inglaterra)
31.jan, Renault (Paris, você sabe onde fica)
Escrito por Fábio Seixas às 08h55
Raikkonen faz hoje o shakedown da F2008 em Fiorano.

É... Na pista o carro fica mais bonito ainda.
Escrito por Fábio Seixas às 08h45
Sobre a F2008: “Ver o carro pela primeira vez é como receber um nenê na família. É importante trabalhar para que ele cresça da melhor maneira. A primeira impressão é a de que o carro é realmente bonito. Como qualquer outra Ferrari. Isso é importante, mas o desempenho e a resistência são ainda mais vitais. Temos que trabalhar para deixar o carro rápido e confiável o quanto antes. Precisamos fazer esse trabalho antes da primeira corrida e até lá é prematuro fazer qualquer outro comentário sobre performance.”
Sobre o fim do controle de tração: “Está bem diferente agora. Você tem que tomar mais cuidado com o acelerador, mais até do que com os freios. O estilo de pilotagem precisa ser mais suave e menos agressivo.”
Sobre o fato de o número 1 estar no carro de Raikkonen: “O número não diz nada. O que importa é o que conquistamos no fim de 2007. Eu venci corridas, mas também tive alguns problemas que me custaram pontos preciosos. Temos que aprender com isso e tentar vencer novamente. Estou motivado. Sou casado agora, tornei-me um homem e estou mais sério. Estou pronto para a luta. Mais do que nunca.”
Escrito por Fábio Seixas às 18h45
Piero Ferrari, único filho vivo do homem, dono de 10% e vice-presidente da marca, disse em entrevista à Gazzetta dello Sport que Raikkonen é favoritaço ao título de 2008.
“Na primeira temporada aqui, ele quebrou o gelo e acreditou e confiou na equipe”, disse.
O mais importante da entrevista, porém: o italiano deu dicas de que a F2008 foi feita sob medida para o campeão do mundo _será que bebe muito?.
“Neste ano, Kimi terá um carro que se encaixa melhor na sua maneira de pilotar. Em 2007, houve momentos em que o estilo dele não combinava com o do carro e vice-versa”.
O ano deve ser mais difícil do que Massa esperava.
Escrito por Fábio Seixas às 14h40
Eis a F2008...




E eis a F2007, nos mesmos ângulos...




As diferenças mais óbvias: o novo modelo tem o bico mais alto e mais agressivo, entradas de ar mais amplas, menos penduricalhos aerodinâmicos e carenagem traseira mais fechada.
Mas, claro, esses são modelos para apresentação. Os carros mudam GP a GP, de acordo com as características de cada circuito.
Em Mônaco e Budapeste, por exemplo, algumas asinhas devem voltar... Tanto que a Ferrari faz questão de ressaltar no comunicado distribuído à imprensa, que a F2008 deve sofrer alterações até o GP da Austrália.
Na mesma nota, a equipe fala bastante da nova centralina eletrônica, padrão e produzida pela McLaren, e de algumas mudanças forçadas pelo regulamento, como laterais mais altas no cockpit, uma caixa de câmbio que dure quatro GPs e uma limitação no uso de materiais. Tudo isso, conta, deixou o carro mais pesado.
Fato curioso, a escuderia não divulgou a medida entre-eixos.
Enfim, é um belo carro, como sempre é uma Ferrari. Daqui a alguns dias saberemos se, além de bonitinho, tem algo de extraordinário por baixo dessa carcaça.
Escrito por Fábio Seixas às 14h29
A Ferrari será hoje a primeira equipe da F-1 a lançar o modelo para a temporada 2008. Dia perfeito, portanto, para este blog debutar no novo ano.
As férias foram ótimas, obrigado. Estão sendo, diga-se. Só volto ao jornal no dia 14, mas achei que seria uma boa retornar ao blog um pouco antes, para fazer um aquecimento.
Férias diferentes. Nada de viagens longas, nada de praias desconhecidas, nada de pé-na-estrada-e-seja-o-que-Deus-quiser. Foram férias de trocas de fralda (contabilizei 248 até agora), de tentar decifrar esse e aquele choro, de adaptação, de aprendizado, enfim.
Àqueles que deixaram por aqui os votos de um bom ano, meu muito obrigado. Que 2008 seja especial para todos.
E como será este recém-nascido 2008 no esporte a motor? (Pronto, lá vou eu arriscar uns pitacos para os chatos me cobrarem no fim do ano).
Alonso vai vencer uma corrida ou outra e voltar a arrancar suspiros; o título ficará com um piloto da Ferrari; Hamilton também vencerá GPs mas não será o incômodo que foi em 2007; Kubica e Vettel também arrancarão suspiros; Nelsinho ficará na dele, sem grandes arroubos de genialidade nem de inabilidade; Barrichello anunciará o “fim do ciclo na F-1”; Hakkinen não correrá uma temporada de nada, apenas fará uma corridinha aqui, outra ali, como Schumacher, Cacá enfrentará uma concorrência mais forte na Stock e Rossi terá pela frente um ano ao estilo “ou vai ou racha”.
Não, o Brasil mais uma vez não terá uma categoria-escola de monopostos para pilotos saídos do kart. É a tragédia anunciada. De onde a CBA espera que saiam os pilotos que correrão de fórmula na Europa daqui a cinco, dez anos? Lamentável.
Como foram lamentáveis, nesses meus dias de férias, as notícias do fim da GP Masters e o cancelamento do Dacar.
Mas houve boas notícias. Bia Figueiredo correrá na Indy Pro Series, Ralf está fora da F-1 e a CPMF caiu. E quer notícia melhor do que ver um carro novo?
Ferrari S.p.A.

Por enquanto, a Ferrari só liberou essa imagem. Daqui a pouco, tem mais. Para acompanhar ao vivo o lançamento do modelo 2008 da escuderia, é só clicar aqui.
Escrito por Fábio Seixas às 11h00
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