Blog do Fábio Seixas - Automobilismo, viagens e pitacos sobre tudo o mais
Blog do Fábio Seixas
 

Sakhir, dia 1

Os testes no Bahrein recomeçaram hoje. E Raikkonen voltou a ser o mais rápido.

 

O finlandês teve um dia sem problemas e cravou a melhor volta em 1min30s914, 0s260 mais rápido que Massa, que chegou a ficar pela pista com uma pane hidráulica.

 

Um piloto fazer o melhor tempo num dia não significa muita coisa. Em dois, três dias pode ser coincidência. Mas quando o mesmo piloto sistematicamente fecha os treinos com o melhor tempo, é melhor parar para pensar.

 

Já deve ter gente bem preocupada com Raikkonen, se é que vocês me entendem...

 

Aos tempos:

 

1º. Raikkonen (Ferrari), 1min30s914 (66 voltas)

2º. Massa (Ferrari), 1min31s174 (53 voltas)

3º. Trulli (Toyota), 1min32s382 (73 voltas)

4º. Glock (Toyota), 1min32s762 (75 voltas)

Escrito por Fábio Seixas às 19h40

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Sábado, sol, parque, sorvete e coluna

Sábado, sol, parque, sorvete e coluna

Pela gravidade da situação, o assunto não poderia ser outro: os atos de racismo contra Hamilton em Barcelona. Mas uma frase do inglês, numa entrevista este blogueiro há nove anos, me faz apostar que ele tirará isso tudo de letra.

 

A coluna desta semana está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 19h24

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Notícia chata

O Flávio Gomes levantou a suspeita no seu blog e hoje veio a confirmação oficial: as Mil Milhas deste ano não integrarão o calendário da Le Mans Series.
 
A data que seria de Interlagos, 2 de novembro, foi concedida para Xangai.
 
Uma pena. O evento do ano passado foi muito bom, com excelentes carros e pilotos, apesar de alguns problemas aqui e ali que resultaram na baixa presença de gente nas arquibancadas.
 
"Novas negociações estão em curso e um novo formato esta sendo estudado. Em breve comunicaremos as novidades", diz Antonio Hermann, no comunicado distribuído à imprensa.

Esperemos.

Escrito por Fábio Seixas às 19h37

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O último veterano

Morreu ontem o último remanescente da primeira corrida de F-1 da história, o GP da Inglaterra de 1950.
 
A morte de Anthony Peter Roylance Rolt, ou simplesmente Tony Rolt, 89, foi anunciada pelo  British Racing Drivers' Club, do qual ele era membro.
 
Rolt disputou três GPs na carreira, abandonou todos. Estatística nada brilhante, portanto. Mas correu o primeiro. E essa marca ficou indelével.
 
Nunca falei com Rolt. Mas em 2003, junto com o colega Rodrigo Bertolotto, entrevistei um dos seus companheiros daquele grid de Silverstone: o francês Eugène Martin, na foto abaixo.
 
 
Segue um trecho da reportagem:
 
Eugène Martin é um sobrevivente. Em 13 de maio de 1950, aos 35 anos, era o sétimo colocado entre os 21 pilotos alinhados no grid de largada de Silverstone para a primeira corrida de F-1 da história. Hoje, aos 88, é um dos dois que restaram, o único lúcido e que ainda acompanha a categoria.

Um homem que enfrentou Juan Manuel Fangio, Tazio Nuvolari e Alberto Ascari. Que conheceu Jim Clark, Alain Prost e Jackie Stewart. Que contabiliza mais de 50 colegas mortos em acidentes durante a sua carreira. Anteontem, ele conversou com a Folha, por telefone, de La Rochelle, França.

"A F-1 daquela época não tem nada a ver com a atual. Os carros eram diferentes, a forma como eram construídos era diferente e a maneira de pilotar era outra", diz, com conhecimento de causa.
 
Porque Martin, como vários de sua época, foi mais do que um piloto. Engenheiro, construía os carros da Talbot. Modelos que usava, com outros contratados da equipe. Em suma, metia a mão na graxa, cenário inimaginável hoje.
 
"É impossível fazer o que eu fazia. Eu era construtor, mecânico e piloto. Hoje, as tarefas são específicas. As pessoas são capazes de fazer uma coisa ou outra. Mas nunca as duas coisas", afirma. "A cada ano, as equipes precisam de mais e mais técnicos para cada pedaço do carro. E os pilotos, por outro lado, gastam muito tempo pilotando. Eles não têm tempo de conhecer mecânica."

Essa sua trajetória e suas opiniões escancaram as diferenças entre as eras da F-1. O francês é uma ponte. Acompanhou todas. O grosso de sua carreira se passou na "pré-história", na década de 40, em corridas disputadas em pistas de pouso e montanhas. Na fase seguinte, Martin correu só dois GPs, em 1950. Além de Silverstone, correu em Bremgarten, na Suíça. Abandonou ambos. O primeiro, com um problema de pressão de óleo. O segundo...

Bem, até os acidentes, naquela época, eram diferentes: "Meu carro estava estranho. Então, uma pedra acertou meu pára-brisa e voou óleo fervendo nos meus olhos, não pude ver nada e perdi o controle. O carro girou no ar. Tive sorte de não morrer, mas quebrei a perna e decidi me aposentar".
 
Por essas e por outras, Martin um dia resolveu contar os colegas que viu morrer nas pistas. "Contei 52. Sabíamos que era fácil morrer. Bastava um pouco de óleo na pista ou uma manobra estabanada."
 
Mesmo tendo trabalhado para a Talbot, uma marca inglesa, Martin só fala francês, algo também inviável na F-1 atual. E evita comentários sobre os pilotos de hoje. Afinal, é de uma época em que todos, mesmo adversários ferrenhos, se conheciam de perto.
 
"Não posso falar muito sobre o Schumacher porque não conheço esse senhor pessoalmente", diz.
 
Fangio, o outro pentacampeão, Martin conhecia. "Ele brincava o tempo todo. Era talentoso, mas sempre teve os melhores carros... Isso posso dizer do Schumacher. Se ele e Fangio não tivessem os melhores carros, não sei se conseguiriam todos aqueles títulos."
 
Após deixar as pistas, Martin tornou-se diretor da Talbot. Depois disso, continuou acompanhando a F-1, como espectador.
 
E tem seu veredicto: "Os melhores pilotos da história foram Alain Prost e Ayrton Senna. Prost sabia tirar o melhor do carro, da equipe. E Senna foi o mais veloz que já vi".
 
Martin morreu em outubro de 2006.

Escrito por Fábio Seixas às 14h43

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Youtube (humorístico) do dia

Youtube (humorístico) do dia

Você já ouviu falar de James Hinchcliffe? Eu não sabia quem era até receber um e-mail do amigo Tiago Mendonça, agora há pouco.
 
Hinchcliffe, 21, é canadense e correrá neste ano na F-Atlantic. Mas caso não dê certo como piloto, poderá tranquilamente seguir os passos de compatriotas como Dan Aykroyd e Mike Myers e tentar uma vaga no "Saturday Night Live".
 
Um dos seus hobbies é tocar seu divertido site, Hinchtown, onde posta vídeos hilariantes com previsões sobre os resultados dos GPs da F-1.
 
Neste, abaixo, que também está no Youtube, ele fala sobre o GP da Espanha do ano passado. Aposta na vitória de Raikkonen (deu Massa). E tenta antecipar, a partir do 1min05s, como seria a entrevista pós-vitória do finlandês...
 

Escrito por Fábio Seixas às 18h19

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Bom gosto

A Force India apresentou oficialmente hoje seu primeiro carro de F-1, com Fisichella, Sutil e Liuzzi.
 
Nos últimos dias, muito se falou que o layout do carro seria um lixo, um carnaval de cores, uma tragédia.
 
Nada disso. O carro mostrado em Mumbai, branco, vermelho e dourado, ficou bem bonito.

Algo que me diz o tal Vijay Malya tem bom gosto...
                                                                                                                      Fotos Divulgação
 
 

Escrito por Fábio Seixas às 15h10

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Bicho na F-1

A Honda decidiu oferecer um "bicho" a seus funcionários.
 
Cada vitória de Button ou Barrichello neste ano renderá US$ 2000 a cada empregado da equipe, do engenheiro mais qualficado aos faxineiros novatos da fábrica de Brackley.
 
"Queremos que todos se sintam parte da equipe", disse Johan Marsden, diretor de RH do time.
 
Uma iniciativa simpática. Mas que os funcionários não prometam bicicletas novas para as crianças contando com essa graninha...

Escrito por Fábio Seixas às 13h15

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