Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Sakhir, dia 1

Os testes no Bahrein recomeçaram hoje. E Raikkonen voltou a ser o mais rápido.

 

O finlandês teve um dia sem problemas e cravou a melhor volta em 1min30s914, 0s260 mais rápido que Massa, que chegou a ficar pela pista com uma pane hidráulica.

 

Um piloto fazer o melhor tempo num dia não significa muita coisa. Em dois, três dias pode ser coincidência. Mas quando o mesmo piloto sistematicamente fecha os treinos com o melhor tempo, é melhor parar para pensar.

 

Já deve ter gente bem preocupada com Raikkonen, se é que vocês me entendem...

 

Aos tempos:

 

1º. Raikkonen (Ferrari), 1min30s914 (66 voltas)

2º. Massa (Ferrari), 1min31s174 (53 voltas)

3º. Trulli (Toyota), 1min32s382 (73 voltas)

4º. Glock (Toyota), 1min32s762 (75 voltas)

Escrito por Fábio Seixas às 19h40

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Sábado, sol, parque, sorvete e coluna

Sábado, sol, parque, sorvete e coluna

Pela gravidade da situação, o assunto não poderia ser outro: os atos de racismo contra Hamilton em Barcelona. Mas uma frase do inglês, numa entrevista este blogueiro há nove anos, me faz apostar que ele tirará isso tudo de letra.

 

A coluna desta semana está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 19h24

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Notícia chata

O Flávio Gomes levantou a suspeita no seu blog e hoje veio a confirmação oficial: as Mil Milhas deste ano não integrarão o calendário da Le Mans Series.
 
A data que seria de Interlagos, 2 de novembro, foi concedida para Xangai.
 
Uma pena. O evento do ano passado foi muito bom, com excelentes carros e pilotos, apesar de alguns problemas aqui e ali que resultaram na baixa presença de gente nas arquibancadas.
 
"Novas negociações estão em curso e um novo formato esta sendo estudado. Em breve comunicaremos as novidades", diz Antonio Hermann, no comunicado distribuído à imprensa.

Esperemos.

Escrito por Fábio Seixas às 19h37

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O último veterano

Morreu ontem o último remanescente da primeira corrida de F-1 da história, o GP da Inglaterra de 1950.
 
A morte de Anthony Peter Roylance Rolt, ou simplesmente Tony Rolt, 89, foi anunciada pelo  British Racing Drivers' Club, do qual ele era membro.
 
Rolt disputou três GPs na carreira, abandonou todos. Estatística nada brilhante, portanto. Mas correu o primeiro. E essa marca ficou indelével.
 
Nunca falei com Rolt. Mas em 2003, junto com o colega Rodrigo Bertolotto, entrevistei um dos seus companheiros daquele grid de Silverstone: o francês Eugène Martin, na foto abaixo.
 
 
Segue um trecho da reportagem:
 
Eugène Martin é um sobrevivente. Em 13 de maio de 1950, aos 35 anos, era o sétimo colocado entre os 21 pilotos alinhados no grid de largada de Silverstone para a primeira corrida de F-1 da história. Hoje, aos 88, é um dos dois que restaram, o único lúcido e que ainda acompanha a categoria.

Um homem que enfrentou Juan Manuel Fangio, Tazio Nuvolari e Alberto Ascari. Que conheceu Jim Clark, Alain Prost e Jackie Stewart. Que contabiliza mais de 50 colegas mortos em acidentes durante a sua carreira. Anteontem, ele conversou com a Folha, por telefone, de La Rochelle, França.

"A F-1 daquela época não tem nada a ver com a atual. Os carros eram diferentes, a forma como eram construídos era diferente e a maneira de pilotar era outra", diz, com conhecimento de causa.
 
Porque Martin, como vários de sua época, foi mais do que um piloto. Engenheiro, construía os carros da Talbot. Modelos que usava, com outros contratados da equipe. Em suma, metia a mão na graxa, cenário inimaginável hoje.
 
"É impossível fazer o que eu fazia. Eu era construtor, mecânico e piloto. Hoje, as tarefas são específicas. As pessoas são capazes de fazer uma coisa ou outra. Mas nunca as duas coisas", afirma. "A cada ano, as equipes precisam de mais e mais técnicos para cada pedaço do carro. E os pilotos, por outro lado, gastam muito tempo pilotando. Eles não têm tempo de conhecer mecânica."

Essa sua trajetória e suas opiniões escancaram as diferenças entre as eras da F-1. O francês é uma ponte. Acompanhou todas. O grosso de sua carreira se passou na "pré-história", na década de 40, em corridas disputadas em pistas de pouso e montanhas. Na fase seguinte, Martin correu só dois GPs, em 1950. Além de Silverstone, correu em Bremgarten, na Suíça. Abandonou ambos. O primeiro, com um problema de pressão de óleo. O segundo...

Bem, até os acidentes, naquela época, eram diferentes: "Meu carro estava estranho. Então, uma pedra acertou meu pára-brisa e voou óleo fervendo nos meus olhos, não pude ver nada e perdi o controle. O carro girou no ar. Tive sorte de não morrer, mas quebrei a perna e decidi me aposentar".
 
Por essas e por outras, Martin um dia resolveu contar os colegas que viu morrer nas pistas. "Contei 52. Sabíamos que era fácil morrer. Bastava um pouco de óleo na pista ou uma manobra estabanada."
 
Mesmo tendo trabalhado para a Talbot, uma marca inglesa, Martin só fala francês, algo também inviável na F-1 atual. E evita comentários sobre os pilotos de hoje. Afinal, é de uma época em que todos, mesmo adversários ferrenhos, se conheciam de perto.
 
"Não posso falar muito sobre o Schumacher porque não conheço esse senhor pessoalmente", diz.
 
Fangio, o outro pentacampeão, Martin conhecia. "Ele brincava o tempo todo. Era talentoso, mas sempre teve os melhores carros... Isso posso dizer do Schumacher. Se ele e Fangio não tivessem os melhores carros, não sei se conseguiriam todos aqueles títulos."
 
Após deixar as pistas, Martin tornou-se diretor da Talbot. Depois disso, continuou acompanhando a F-1, como espectador.
 
E tem seu veredicto: "Os melhores pilotos da história foram Alain Prost e Ayrton Senna. Prost sabia tirar o melhor do carro, da equipe. E Senna foi o mais veloz que já vi".
 
Martin morreu em outubro de 2006.

Escrito por Fábio Seixas às 14h43

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Bom gosto

A Force India apresentou oficialmente hoje seu primeiro carro de F-1, com Fisichella, Sutil e Liuzzi.
 
Nos últimos dias, muito se falou que o layout do carro seria um lixo, um carnaval de cores, uma tragédia.
 
Nada disso. O carro mostrado em Mumbai, branco, vermelho e dourado, ficou bem bonito.

Algo que me diz o tal Vijay Malya tem bom gosto...
                                                                                                                      Fotos Divulgação
 
 

Escrito por Fábio Seixas às 15h10

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Bicho na F-1

A Honda decidiu oferecer um "bicho" a seus funcionários.
 
Cada vitória de Button ou Barrichello neste ano renderá US$ 2000 a cada empregado da equipe, do engenheiro mais qualficado aos faxineiros novatos da fábrica de Brackley.
 
"Queremos que todos se sintam parte da equipe", disse Johan Marsden, diretor de RH do time.
 
Uma iniciativa simpática. Mas que os funcionários não prometam bicicletas novas para as crianças contando com essa graninha...

Escrito por Fábio Seixas às 13h15

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Pulga atrás da orelha

O site holandês F1Today deve ter deixado boa parte da F-1 intrigada hoje.
 
Citando uma fonte interna da Renault, cravou que a equipe vai usar uma asa traseira revolucionária a partir do GP da Austrália.
 
"Eu vi no túnel de vento e é algo único", teria dito a tal fonte, que revelou ainda que a peça tem um formato de W.
 
A Renault não estaria usando a asa nos testes justamente para não ser copiada. Caso tudo isso seja verdade, a equipe tomou o cuidado de colocar um aerofólio convencional no carro de Di Grassi nos momentos em que ele surgiu para os fotógrafos, hoje...
                                                                                                                               Alonso/Efe
Di Grassi, hoje, indo para a pista do aeroclube de Mahún, em Menorca
 
Ah, sim: achei um barato o nome do fotógrafo da agência Efe... Será parente? Será o próprio, fazendo um bico?

Escrito por Fábio Seixas às 18h20

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Sakhir, dia 3

Raikkonen chutou o balde hoje. Com força. Baixou ainda mais o tempo no circuito do Bahrein.

 

Ontem, ele havia cravado 1min30s595, 2s057 melhor que a pole de 2007. Hoje, fechou uma de suas 74 voltas em 1min30s455.

 

É, o cara parece bem animado neste início de ano.


Massa, que retornou ao carro hoje e que voltará a testar lá mesmo, a partir de sábado, ficou a 0s838 do companheiro. Trulli e Kobayashi mais uma vez fizeram figuração _a Europa já fala em crise na Toyota.

 

Aos tempos:

 

1º. Raikkonen (Ferrari), 1min30s455 (74 voltas)

2º. Massa (Ferrari), 1min31s293 (72 voltas)

3º. Trulli (Toyota), 1min32s145 (97 voltas)

4º. Kobayashi (Toyota), 1min32s265 (53 voltas)

Escrito por Fábio Seixas às 15h24

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Voando alto

Primeiro, as imagens...
                                                                                       Juca Fernandes
 
Sim, Nelsinho, zero GP na F-1, já é dono de um jatinho. Segue texto que acabo de receber da assessoria de imprensa da Táxi Aéreo Marília:
 
"O primeiro Citation Mustang comercializado no Brasil pela TAM _Táxi Aéreo Marília_ foi entregue a Nelson Ângelo Piquet, mais novo integrante do círculo da Fórmula 1. Jovem, dedicado e vitorioso desde cedo, Nelsinho utilizará a aeronave prefixo N33NP para se descolar com rapidez e desembaraço pelos autódromos que integram o campeonato da categoria.
 
'Vou poder dedicar mais tempo aos treinamentos, encurtando distâncias e ganhando horas preciosas com o Mustang', disse Nelsinho Piquet ao presidente da TAM, Rui Thomaz de Aquino, de quem recebeu as chaves da aeronave.
 
Por enquanto ele não pilota o Citation Mustang, mas sendo filho do piloto Nelson Piquet, ele espera continuar seguindo os passos do pai também nesse aspecto _Nelson tem um Citation X e é piloto de avião e helicóptero."
 
O preço do avião, US$ 2,650 milhões, cerca de R$ 4,620 milhões.
 
Precoce, o rapaz.

Escrito por Fábio Seixas às 12h51

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Um piloto, duas imagens

Vira-e-mexe escrevo aqui sobre os problemas de imagem que Barrichello enfrenta no Brasil. E comento que lá fora é diferente.

 

E hoje pintou um belo exemplo disso. O site oficial da F-1 publica uma matéria sobre o recorde que o brasileiro está prestes a quebrar, o de GPs disputados na categoria. No GP da França, ele deve superar Riccardo Patrese.

 

“Barrichello se prepara para reescrever a história”, é o título do texto. “Num esporte em que velocidade, tempos e resultados contam para tudo, os números são reis e para muitos fãs são a essência da F-1”, diz o site.

 

O texto, em inglês, está aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 11h18

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Gil, o Pit Stop, o Carnaval e uma pista no ar

Gil, o Pit Stop, o Carnaval e uma pista no ar

Está no ar o Pit Stop de hoje, com uma entrevista bacana com Gil de Ferran.
 
O ex-ex-piloto fala sobre sua nova empreitada, a American Le Mans Series, sobre o fracasso da Honda na F-1, sobre boatos de que montaria equipes em outras categorias.
 
E deixa no ar uma pista sobre um dos pilotos que busca para a De Ferran Motorsports.
 
Não custa lembrar que desde a semana passada o Pit Stop é aberto, não é mais exclusividade para os assinantes do UOL.
 
Lá vai...
 

Escrito por Fábio Seixas às 16h54

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Sakhir, dia 2

Os carros de 2008 não contam com controle de tração. E isso combinado a uma pista que sempre tem algum rastro de areia torna a condução mais traiçoeira, especialmente para esses pilotos da era da eletrônica.

 

Mesmo assim, Raikkonen, hoje, superou em dois segundos a pole do ano passado. Em 2007, Massa garantiu a primeira posição do grid com 1min32s652. Hoje, o finlandês cravou 1min30s595.

 

É sempre assim. A FIA lança um calhamaço de regras visando reduzir a velocidade dos carros, usando o pretexto da segurança. Funciona por algum tempo. Às vezes meses. Às vezes, como agora, semanas. Mas não tem jeito: as equipes, mesmo com todas as limitações do regulamento, produzem carros ainda mais velozes que os anteriores.

 

Adoro quando isso acontece. Será que um dia a FIA vai perceber que é impossível parar a tecnologia numa categoria como a F-1?

 

Enfim, aos tempos:

 

1º. Raikkonen (Ferrari), 1min30s595 (77 voltas)

2º. Badoer (Ferrari), 1min32s230 (64 voltas)

3º. Glock (Toyota), 1min32s889 (71 voltas)

4º. Trulli (Toyota), 1min33s379 (60 voltas)

Escrito por Fábio Seixas às 16h13

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Uma chance perdida

O caso de racismo em Barcelona extrapolou as arquibancadas do circuito. E descambou para um lado que não devia, o de diferenças históricas e culturais. Diferenças que ganharam fôlego e novos contornos no ano passado, com o surgimento da rixa Alonso x Hamilton.

 

Nesta terça-feira, como em toda a temporada passada, jornais britânicos e espanhóis deixaram a razão de lado e trataram do caso com paixão. E um lado atacou o outro com gosto.

 

Para os espanhóis, os britânicos estão claramente exagerando no episódio.

 

“Generalização é um hábito perigoso, que geralmente resulta em conclusões erradas e quase sempre é injusta”, escreveu o “As”. O jornal afirma ainda uma atitude de meia dúzia de idiotas está sendo tratada como trabalho orquestrado de milhares de torcedores.

 

O diretor do circuito, Ramon Padreras, bateu na mesma tecla, em declaração reproduzida por todos os grandes jornais espanhóis. Segundo ele, o episódio foi lamentável, mas ganhou uma proporção indevida. “O comportamento de 55 mil pessoas que estavam nas arquibancadas não pode ser manchado pelas idéias de apenas 10. Esses dez não representam os pensamentos de quem estava aqui”, disse.

 

Em Londres, o diário “The Independent” foi pesado. “Fica claro que os espanhóis estão décadas atrás do Reino Unido quando o assunto é a questão racial.” Para o “Daily Telegraph”, “há algo de muito errado com as autoridades espanholas, que não educam os torcedores sobre o racismo. Talvez porque essas autoridades não considerem esse comportamento inaceitável.”

 

Gerry Sutcliffe, ministro britânico dos Esportes, declarou que cobrará medidas punitivas da FIA. E até Rio Ferdinand virou personagem. O jogador do Manchester United e da seleção inglesa, em uma entrevista coletiva, pediu prisão aos torcedores racistas.

 

Ou seja: em vez de um esforço conjunto para enterrar as diferenças, o que está acontecendo é justamente o contrário. Por incrível que pareça, a rivalidade Hamilton x Alonso, ou Espanha x Inglaterra, deve sair deste triste episódio ainda mais acirrada.

 

Custava os dois pilotos se encontrarem e, sei lá, chamarem a imprensa e pedirem calma aos torcedores mais exaltados?

 

Uma coisa é a rivalidade dentro do campo de jogo, intrínseca ao esporte de ponta. Mas quando a concorrência deriva para questões como religião ou cor da pele, deixa de ser sadia. É preciso dar um basta.

 

Hamilton e Alonso estão perdendo uma excelente oportunidade de dar exemplo a seus países. E a todos os outros.

Escrito por Fábio Seixas às 11h36

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Pit Stop com Gil

Está confirmadíssimo o papo com Gil de Ferran, logo mais, no Pit Stop.

 

O programa vai ao ar às 14h30, ao vivo, aqui.

 

Para mandar sua pergunta ou seu comentário para o Gil, o e-mail é uolnewsformula1@uol.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 10h20

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Sakhir, dia 1

Ferrari e Toyota começaram hoje a testar no Bahrein.

 

Uma opção inteligente. Nos últimos dias, as demais equipes enfrentaram frio e chuva em Barcelona. Em Sakhir, a segunda-feira foi de temperatura amena e céu claro. Jornada muito mais proveitosa, pois _por esta razão, ainda sonho com o dia em que os times voltarão a testar no Brasil.

 

A Ferrari se concentrou em aerodinâmica e eletrônica. A Toyota, que viu seus dois pilotos rodando na pista, também focou o acerto do novo carro.

 

Aos tempos:

 

1º. Raikkonen (Ferrari), 1min32s079 (68 voltas)

2º. Badoer (Ferrari), 1min33s323 (72 voltas)

3º. Glock (Toyota), 1min33s418 (72 voltas)

4º. Kobayashi (Toyota), 1min33s856 (62 voltas)

Escrito por Fábio Seixas às 15h45

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Sobre Barrichello e a imprensa

Pela primeira vez em mais de dez anos, Barrichello tem um assessor de imprensa: Anderson Marsili, que há um bom tempo trabalha com Kanaan.
 
Em princípio, pode parecer notícia que só interessa a jornalistas, mas acho que vai além disso.
 
Perdi as contas das vezes em que colegas das mais variadas partes do Brasil me procuraram atrás de um contato com a assessoria do piloto. Em todas essas vezes, reagiram incrédulos à resposta de que um profissional da F-1 não tinha ninguém cuidando de suas relações com a imprensa, fazendo uma ponte com os jornais/revistas/rádios daqui.
 
"Até piloto de kart tem assessor", disse, certa vez, um jornalista de Curitiba, frase que ficou na minha cabeça.
 
Pode não ser o motivo único de toda a rejeição a Barrichello, das piadinhas, coisa e tal, mas a falta de um assessor explica boa parte dos problemas com sua imagem no país. Na Jordan, na Stewart, na Ferrari ou na Honda, ele nunca teve ninguém que orientasse ou explicasse suas respostas, suas declarações, suas reações para o público brasileiro.
 
Deu no que deu. Pena que Barrichello só tenha percebido isso aos 35 anos, quase no fim de sua carreira na F-1. Mas, enfim, antes tarde do que nunca.

Escrito por Fábio Seixas às 14h36

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Carnaval de gala

O Carnaval do Pit Stop será de gala.
 
Gil de Ferran, que este blogueiro considera o maior piloto brasileiro desde Senna, é o convidado especial do programa desta semana.
 
Bicampeão da Champ Car (quando a categoria prestava), vencedor das 500 Milhas de Indianápolis de 2003 e dirigente da Honda entre 2005 e 2007, Gil conversará conosco, ao vivo, a partir das 14h30 de amanhã, aqui.
 
Entre os assuntos, claro, sua volta ao automobilismo, como piloto e dono de equipe, na American Le Mans Series.
 
Para mandar suas perguntas, é só escrever para uolnewsformula1@uol.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 13h35

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Mais sobre a idiotice

Virou uma bola de neve. E era para virar mesmo.

 

Hoje, a FIA cobrou da Real Federación Española de Automovilismo explicações sobre os protestos contra Hamilton em Barcelona. Mais: a entidade quer saber quais são os planos dos espanhóis para que atitudes racistas não se repitam.

 

Na Europa, já são muitos os que acreditam que as duas corridas marcadas para a Espanha neste ano (Barcelona, em abril, e Valência, em agosto) estão sob risco.

 

Como resposta, a RFEA já colocou no seu site uma carta aberta, criticando os protestos e chamando os “torcedores” de “energúmenos”. Mas falhou ao jogar para os administradores dos autódromos a responsabilidade de controlar as arquibancadas. Obviamente, é necessário um esforço mais profundo.

 

Na Inglaterra, o caso ganhou as páginas dos jornais. A foto abaixo foi reproduzida do "The Sun"...

 

 

 

(Fico me perguntando como esses caras, sete no total, conseguiram chegar às arquibancadas. Eles devem ter vindo assim de casa, devem ter passado por portões, devem ter passado por seguranças e/ou policiais, devem ter passado por centenas de outros torcedores...) 

 

"É uma atitude completamente inaceitável. Um comportamento assim não tem lugar no esporte", disse Richard Caborn, ex-ministro britânico dos Esportes, que lidera a candidatura do país à Copa de 2018.

 

Acabar com o racismo, infelizmente, é uma utopia. Como escrevi ontem, a idiotice não tem limites. Mas parece-me possível, pelo menos, impedir que os babacas se manifestem.

 

Que os próximos testes na Espanha (e isso vale pra Jerez e Valência) aconteçam com portões fechados. Sim, muitos pagarão por poucos. Mas todos sabemos que, às vezes, isso é necessário para que os tais poucos aprendam uma lição. No caso, de guardarem para eles próprios suas idéias imbecis.

Escrito por Fábio Seixas às 11h11

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Puxão de orelha

Um porta-voz da FIA deu a entender ao site da Autosport que o circuito de Barcelona pode sofrer sanções caso seja palco de novos protestos racistas.
 
"A FIA está surpresa e desapontada com os protestos dirigidos contra Hamilton. Esse tipo de atitude contraria os estatutos da FIA. Qualquer repetição resultará em sérias sanções", disse.
 
A Autosport fala em cancelamento da corrida. Eu concordo, mas acho que a FIA deveria deixar isso mais claro. Algo na linha "mais uma idiotice como essa e a corrida não acontece".
 
Deve haver até base legal para isso, uma vez que, como o porta-voz disse, o artigo 1º do estatuto estabelece a posição contrária da entidade a "manifestações políticas, religiosas ou raciais".
 
Por muito menos, uma manifestação política, no caso, a Turquia levou uma multa de US$ 2,5 milhões, transformada depois em advertência.
 
Até o início do Mundial, estão programados mais três dias de testes em Barcelona. Que o assunto, nesses três dias, seja só F-1.

Escrito por Fábio Seixas às 18h09

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Barcelona, dia 3

Com a mesma carenagem que utilizou ontem, mais alta que o normal mas sem o exagero da sexta-feira, a Red Bull conquistou o melhor tempo de um domingo com asfalto úmido em Barcelona.

 

Webber cravou 1min22s385m, 0s037 mais veloz que Kovalainen, da McLaren, em segundo. Coincidentemente, foi essa também a diferença entre o finlandês e Hamilton, o terceiro.

 

A BMW, que andou melhor nesta semana, fez o quarto tempo, com Kubica, seguido por Alonso.

 

Nelsinho ficou em nono. Barrichello foi o 11º, mas a Honda mais uma vez segurou a lanterninha: Button conseguiu ficar em 13º e último, atrás da Force India. A Honda está se superando...

 

Foi o último dia desta bateria de treinos pré-temporada em Barcelona. A partir de amanhã, Ferrari e Toyota trabalham no Bahrein.

 

Aos tempos:

 

1º. Webber (Red Bull), 1min22s385 (65 voltas)

2º. Kovalainen (McLaren), 1min22s422 (67 voltas)

3º. Hamilton (McLaren), 1min22s459 (92 voltas)

4º. Kubica (BMW), 1min22s492 (83 voltas)

5º. Alonso (Renault), 1min22s509 (63 voltas)

6º. Heidfeld (BMW), 1min22s874 (79 voltas)

7º. Bourdais (Toro Rosso), 1min22s887 (80 voltas)

8º. Coulthard (Red Bull), 1min23s889 (81 voltas)

9º. Piquet (Renault), 1min23s039 (64 voltas)

10º. Vettel (Toro Rosso), 1min23s232 (74 voltas)

11º. Barrichello (Honda), 1min23s795 (84 voltas)

12º. Sutil (Force India), 1min23s800 (86 voltas)

13º. Button (Honda), 1min23s808 (85 voltas)

                                                                                                        Josep Lago/France Presse

Alonso cumprimenta torcedores no paddock do circuito espanhol

Escrito por Fábio Seixas às 15h49

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Idiotice em Barcelona

Hamilton foi vítima de racismo ontem, em Barcelona, informam as edições de domingo dos jornais espanhóis.
 
Segundo o "Marca", torcedores gritavam expressões como "puto negro" e "negro de mierda" a cada saída do inglês à pista.  
 
"Não podemos tolerar esse tipo de ofensa, o público precisa se controlar", disse o diretor do circuito, Ramón Pradera, ao "La Vanguardia".
 
"McLaren e Hamilton sofrem um inferno particular en Montmeló", escreveu o "El Periodico".
 
A Associated Press informa que também havia faixas com insultos, que foram retiradas por funcionários do autódromo. Dois torcedores foram expulsos e as arquibancadas sobre os boxes, evacuadas para evitar que torcedores jogassem objetos em Hamilton e nos mecânicos da equipe.
 
Pois é, a idiotice não tem limite, não tem pátria, não tem idioma.
 
A idiotice é global.

Escrito por Fábio Seixas às 14h28

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Luzes de Carnaval

As fotos abaixo foram tiradas agora pela manhã no Parque da Independência, no Ipiranga. Mas poderiam ter sido feitas ontem, anteontem...

 

 

 

Como se percebe, é dia. E como se percebe, as lâmpadas nos postes estão acesas.

 

Ontem, ainda tive a insensatez de procurar a administração do parque para avisar do problema. Sim, insensatez, porque saí de lá com a impressão de que deveria ter pedido desculpas por atrapalhar os dois funcionários, que, afinal, liam tranquilamente os seus jornais.

 

Um deles nem respondeu. Bufou. O que talvez seja até uma resposta, sei lá. O outro, não mais bem humorado, soltou um: “Estamos há 20 dias reclamando pra Eletropaulo e ninguém vem arrumar”.

 

Então tá.

Escrito por Fábio Seixas às 11h06

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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