Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Sábado, história e coluna

Sábado, história e coluna

Há exatos 50 anos, em 23 de fevereiro de 1958, o esporte a motor entrou em choque: o pentacampeão da F-1, Juan Manuel Fangio, foi seqüestrado em Cuba.

 

Blanca, Maria Elena e Eloísa, três simpáticas senhoras que testemunharam o episódio de perto, contam o que lembram na coluna desta semana.

 

O texto está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.

 

PS: Na segunda-feira, quando Fidel renunciou e tratei do assunto aqui no blog, cometi um erro na data do seqüestro. Erro que só foi percebido quando encontrei um tesouro na internet: reprodução de uma reportagem do semanário cubano “Zig-Zag”, de 15 de março de 1958, em que um guerrilheiro do Movimiento 26 de Julio relata, em primeira pessoa, como o seqüestro foi planejado, executado, vivido e encerrado.

 

O relato não deixa dúvidas: Fangio foi sequestrado na noite de domingo, 23, e libertado no dia seguinte, 24. Sim, a corrida aconteceu numa segunda-feira.

 

Há, ainda, a reprodução do tal bilhete que Fangio deixou com os seqüestradores, agradecendo os bons tratos, e que hoje está no Museu da Revolução.

 

A melhor parte está no final da primeira página. Após várias idas e voltas, os guerrilheiros decidiram que pegariam Fangio no hall do Hotel Lincoln (dá para imaginar um nome desse na Cuba de hoje?). Quando o pentacampeão surgiu no elevador, porém, estava acompanhado por Marcelo Giambertone, que cuidava de seus negócios. Os seqüestradores entraram em parafuso: não sabiam qual dos dois era o piloto. Só se safaram quando um torcedor bêbado apareceu e abraçou Fangio, pedindo um autógrafo. "El borracho que dió vivas a Fangio fue totalmente fortuito y no tiene conexión alguna con nosotros", escreve o guerrilheiro.

 

Quer saber mais? É só clicar nas páginas abaixo.

 

 

 

É uma belíssima leitura para o fim de semana.

Escrito por Fábio Seixas às 08h37

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Enfim, uma só

Minha primeira cobertura in loco de uma corrida foi em Homestead, 1997.
 
Corrida do quê? Como chamar aquela categoria?
 
Indy? Fórmula Indy? Cart? Fórmula Mundial?
 
Mas se aquela era a Indy, o que era a outra? Como chamar aquele campeonatinho patético, aquele delírio comandado pelo dissidente Tony George e seus pilotos red necks, a Indy Racing League?
 
É, havia um conflito de identidade no automobilismo americano, um forte conflito de identidade. E uma intensa torcida, de um lado e de outro, para que o rival se desse mal.
 
E seria a IRL, tudo indicava. 
 
Motor? A Cart tinha a Mercedes, a Honda, a Ford, a Toyota.
 
Chassis? Lola, Reynard, Penske, Swift. 
 
Tudo isso comandado por pilotos como Zanardi, Andretti, Unser Jr., Rahal, Gil, Moore.
 
Circuitos? Os melhores ovais, os melhores mistos. Só não tinha Indianápolis. Mas isso parecia um detalhe.
 
Seria fácil sobreviver sem as 500 Milhas. Mais cedo ou mais tarde, George voltaria, rabinho entre as pernas, pedindo perdão.
 
O que a IRL tinha? Quase nada. Dois motores: Oldsmobile e Infiniti. Dois chassis: G-Force e Dallara. Seis ovaizinhos chulés. E uma penca de pilotos meia-boca: Stewart, Groff, Sharp, Lazier, Greco.
 
Mas a IRL tinha Indianápolis.
 
Indianápolis que começou a despertar saudades da turma do lado de lá. A projeção que as 500 Milhas obtinham, eles não conseguiam num campeonato todo.
 
Tornava-se cada vez mais difícil explicar para os patrocinadores a ausência na maior corrida do maior mercado do mundo.
 
E, assim, a turma da Indy/Fórmula Mundial/Cart começou a correr as 500 Milhas. Começou a perceber que seria interessante disputar aquele campeonato todo, até para chegar com chances a Indianápolis. Gostou das promessas de George de incluir circuitos mistos. A porteira foi aberta para a debandada.
 
Nos últimos anos, a Champ Car (nome que adotou, enfim) dava pena. Equipes sucateadas, com pilotos ruins, mas com alguns bons circuitos sob reserva. Uma categoria que dá um título a Tracy não pode ser boa coisa...
 
O que o automobilismo ganha com a re-união? O lado bom de uma com o lado bom de outra.
 
Pilotos como Dixon, Kanaan, Castro Neves e Hornish em equipes como Penske, Ganassi, Andretti Green, Rahal e Newman-Haas em circuitos como Indianápolis, Homestead, Motegi, Chicago, Watking Glen, Elkhart Lake, Laguna Seca, Mont Tremblant e Long Beach.
 
Após 13 anos, o automobilismo americano voltará a ser legal.

Escrito por Fábio Seixas às 18h30

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Indianápolis venceu

Após 13 anos de separação, IRL e Champ Car voltaram a ser uma só categoria.
 
O comunicado oficial tem apenas cinco linhas e é peremptório.
 
Fim de tarde corrido por aqui, deixo para vocês as primeiras reflexões. Comemorem, porque é o caso.
 
Mais tarde, eu volto.

Escrito por Fábio Seixas às 17h28

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Bruno no Pit Stop

Bruno Senna, vice-líder da GP2 asiática, será o entrevistado do Pit Stop da próxima terça-feira.
 
Para participar com perguntas e comentários, o e-mail é uolnewsformula1@uol.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 15h36

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Massa dá o troco

A Ferrari resolveu continuar por Barcelona.
 
Fez bem. Porque o tempo firmou de vez por lá. E Massa aproveitou para voar.
 
O brasileiro completou 95 voltas e cravou o novo recorde da pista, 1min20s508, baixando em 0s536 a marca antiga, obtida por ele mesmo em novembro.
 
Badoer deu 75 voltas, a melhor delas em 1min21s808.
 
Não tem pra ninguém. A Ferrari vai sobrar no comecinho de ano.
 
E, se Kimi mostrou serviço no Bahrein, Massa deu o troco agora.

Escrito por Fábio Seixas às 15h21

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Movida a barulho

O antidoping será obrigatório na Stock, a CBA acaba de divulgar.
 
"Mas não estava no regulamento?", já me perguntaram.
 
"Estava, mas quem iria obrigar ou fiscalizar?", eu respondi.

A CBA agora assumiu este papel.
 
Agora.
 
Um ano depois de Dino Altmann, médico da Stock, ter apresentado à mesma CBA um projeto de programa antidoping.
 
Bastou um escândalo, ou uma denúncia, como queiram, para que a papelada saísse da gaveta rapidinho e virasse realidade.
 
É. A CBA só acorda quando o barulho é alto. O resto do tempo, dorme. E como dorme.

Escrito por Fábio Seixas às 14h55

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Ninho da águia

Foi no Eagle's Nest, restaurante no topo do Downtown Hyatt Regency Hotel, em Indianápolis, que Tony George e Kevin Kalkhoven reuniram-se ontem à noite para selar a união da IRL com a Champ Car.

 

Que não aconteceu, e não deve acontecer hoje. Mas vai acontecer. Logo. Até porque o tempo urge.

Escrito por Fábio Seixas às 09h56

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Ponto para os Piquet

Nelsão não irá à Austrália acompanhar a estréia de Nelsinho.

 

Nelsão, diz Nelsinho, terá compromissos comerciais naquele fim de semana e não poderá viajar.

 

Está com jeito de desculpa esfarrapada, mas neste caso o fim justifica o meio.

 

Nelsão sabe que sua presença em Melbourne só desviaria as atenções, criaria factóides e geraria as mesmas perguntas de sempre, via de regra comparado-o ao rebento. Nelsinho, que convive com isso desde sempre, também deve saber.

 

Ponto para eles.

Escrito por Fábio Seixas às 08h38

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Cigarras

 
 
Não, a fotos acimas não são velhas, do dia da apresentação do novo carro.
 
As imagens são de hoje. Um evento da Honda, em Tóquio, contando com as presenças de Barrichello, Button, Brawn, Fry e de toda a cúpula japonesa da montadora.
 
Enquanto todo mundo testava em Barcelona e Valência, a Honda estava assim, numa boa, do outro lado do mundo.
 
Afinal, por que testar? As coisas estão tão bem por lá...

Escrito por Fábio Seixas às 15h40

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Barcelona, dia 3

O carro da Williams é tão bom, tão bom, tão bom que... Nakajima foi o mais rápido hoje em Barcelona!

 

O tempo firmou por lá e, com pista seca, as equipes tiveram um dia mais aproveitável.

 

O japonês, é bom dizer, só pegou o carro à tarde e fez a melhor volta ao término de uma seqüência de três giros em configuração de classificação. Mas não importa: se o carro não fosse bom, ele não cravaria todo mundo.


Não, a Williams não vai ameaçar (nem incomodar) Ferrari e McLaren. Mas BMW, Renault e Red Bull devem estar bem preocupadas.

 

Kovalainen foi o segundo, a 0s032. De la Rosa foi o terceiro, seguido por Massa. Na Renault, Alonso foi o nono, duas posições à frente de Nelsinho.

 

“Finalmente o tempo melhorou e pudemos trabalhar o dia inteiro. As condições da pista estavam razoáveis e conseguimos aprender algumas coisas sobre o desempenho do carro na parte da manhã. À tarde, fizemos tomadas longas e eu simulei a distância de uma corrida com pit stops. Tudo correu bem e o carro mostrou boa consistência”, disse Nelsinho, no comunicado distribuído por sua assessoria.

 

Foi o último dia da penúltima bateria de testes da pré-temporada. Na prática, o único dia que prestou para alguma coisa.

 

Aos tempos:

 

1º. Nakajima (Williams), 1min22s153 (32 voltas)

2º. Kovalainen (McLaren), 1min22s185 (64 voltas)

3º. De la Rosa (McLaren), 1min22s208 (92 voltas)

4º. Massa (Ferrari), 1min22s213 (95 voltas)

5º. Rosberg (Williams), 1min22s248 (108 voltas)

6º. Webber (Red Bull), 1min22s477 (81 voltas)

7º. Coulthard (Red Bull), 1min22s499 (102 voltas)

8º. Badoer (Ferrari), 1min22s535 (102 voltas)

9º. Alonso (Renault), 1min22s657 (61 voltas)

10º. Glock (Toyota), 1min22s90 (109 voltas)

11º. Piquet (Renault), 1min23s286 (104 voltas)

12º. Kobayashi (Toyota), 1min24s132 (56 voltas)

13º. Hulkenberg (Williams), 1min24s222 (59 voltas)

Escrito por Fábio Seixas às 14h56

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Cheiro estranho

Há quase um ano, em abril de 2007, Cacá Bueno deu entrevista à "Playboy" e disse que "se houvesse antidoping na Stock Car, muito piloto deixaria de correr".
 
Segue o trecho:
 
PLAYBOY: Na Argentina, os pilotos são obrigados a passar por exames antidoping. Você defende a mesma prática para as corridas no Brasil?
CACÁ BUENO: Se houvesse exame antidoping na Stock Car, muito piloto deixaria de correr.
 
PLAYBOY: É uma acusação séria...
CACÁ BUENO: Eu nunca vi ninguém cheirando cocaína nos boxes, nem tenho como provar que alguém usa ou não. A maioria ali são atletas sérios, bem-sucedidos, mas tem muita gente que entra doidona nas pistas. Tem cara que usa produtos para melhorar a condição física e aguentar melhor as corridas. (...)
 
Ontem, porém, o comunicado emitido pela Vicar não trouxe a opinião do bicampeão sobre este assunto. Enquanto Ingo, Burti e Paulão apareceram com frases fortes, negando a existência de drogas na categoria, a única declaração de Cacá usada pela empresa tratava de outro tema abordado por Russo.
 
“Entendo a indignação do Renato, levando em conta o momento que ele passou, mas não concordo que os pilotos sejam desunidos. A criação da comissão de pilotos, que visa principalmente à segurança, mostra que as falhas existem, mas que tanto nós, quanto a própria Stock Car, estamos em busca de melhores condições para a categoria."

Será que não perguntaram a Cacá sobre drogas? Será que perguntaram e decidiram não divulgar o que ouviram?
 
Isso, amigos, é o que se chama truque de edição.

Escrito por Fábio Seixas às 11h23

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Ainda o W

A Renault desmentiu ao “Marca” e à Efe a tal história da asa traseira em W.

 

Segundo um assessor do time, trata-se de um boato sem fundamento. “Não haverá nada revolucionário no carro neste início de temporada”, cravou Alonso.

 

A origem de toda a história me parece boa. Eu prefiro esperar os primeiros treinos em Melbourne...

Escrito por Fábio Seixas às 09h29

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Quase lá

Não foi ontem, mas talvez seja amanhã.

 

Porque hoje, Tony George, dono da IRL, e Kevin Kalkhoven, sócio da Champ Car, se reunirão para acertar os últimos detalhes do acordo que reunirá as duas principais categorias de monopostos.

 

O assunto já é tratado abertamente. “Estamos na fase dos detalhes”, disse Kalkhoven ao “Indianapolis Star”. “Eles estão negociando e não haverá nenhum anúncio hoje. Talvez na sexta-feira”, afirmou um assessor do Indianapolis Motor Speedway.

 

Long Beach, Edmonton e Surfer's Paradise, provas da Champ Car, devem ser incorporadas ao calendário da IRL. O resto, Toronto, Cleveland, Laguna Seca e Elkhart Lake entre outros circuitos, luta para ser incorporado em 2009.

 

O que, por si só, já começa a mostrar os benefícios da reunificação. Os circuitos terão de estar em perfeita ordem para pleitear um lugar na nova categoria. Cervos na pista, nem pensar.

 

Em vez de uma categoria média e outra categoria moribunda, os EUA terão a partir de março uma só categoria de monopostos, com grande chances de se tornar grande e voltar a incomodar. Enfim, terão de volta uma alternativa válida para pilotos que queiram tentar a sorte fora do establishment do automobilismo europeu.

 

E ver alguém desafiando o establishment é sempre bacana.

Escrito por Fábio Seixas às 09h13

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Círculo fechado

Agora, foi a vez do comunicado da CBA.

 

Que tem o mérito de prometer que a acusações serão apuradas.

 

Mas que tem o demérito de fazer uma ameaça a Russo.

 

Segue o trecho: “No entendimento do presidente da CBA, se Renato Russo sabia de alguma irregularidade deveria, por respeito aos demais competidores e para a sua própria segurança, apresentar reclamação junto a direção de prova do evento. A omissão do esportista configura uma conivência com os denunciados. [O presidente da CBA, Paulo Scaglione] Acrescentou ainda que a matéria publicada estará sendo encaminhada para a Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva da CBA.”

 

Criticar a Stock é infração do Regulamento Desportivo da categoria, como comentado aqui na semana passada.

 

Vale o repeteco do artigo 20, alínea D do documento, publicado na semana passada:

 

20. Ao se inscrever o piloto acata as determinações abaixo:

 

(...)

 

d) Que tem ciência da proibição de manifestação por parte do piloto ou equipe, por qualquer meio, que venha a agredir, ofender, deixar duvidas [sic] quanto ao comportamento ou posicionamento de outros pilotos, equipes, direção de prova, comissários da prova, bem como comentários negativos sobre o desempenho ou qualidade dos produtos fornecidos tais como pneus, freios, carrocerias, motores, combustíveis, etc. O não cumprimento deste item implica na [sic] pena de suspensão ou desclassificação alem [sic] de multa de 100 (cem) up’s.

 

Com a nota da CBA, fechou-se o círculo. Todos os envolvidos já se manifestaram.

 

Minha conclusão? Nada será feito a respeito das acusações, pilotos continuarão correndo sem equipamentos de segurança e o antidoping só existirá no regulamento. Se forem tomadas atitudes, oficialmente ou não, serão contra Russo. É assim que se faz uma Operação Abafa: primeiro, negando tudo. Depois, afastando aquilo, ou aquele, que incomoda.

 

Triste. A Stock poderia ter saído melhor disso tudo. Era só admitir que não é a perfeição, ou a ilha da fantasia, que acredita ser. E dizer que trabalharia para melhorar.

 

Mas, para isso, seria preciso humildade, artigo em falta por aquelas bandas em tempos de chancela global.

Escrito por Fábio Seixas às 16h47

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Barcelona, dia 2

Se já havia pouca possibilidade de as equipes mudarem alguma coisa nos carros nesses últimos dias de pré-temporada, as condições meteorológicas em Barcelona fizeram questão de reduzir essas chances a quase nada.

 

Choveu mais uma vez hoje. E, com o asfalto encharcado, não houve muito como trabalhar. Ou como tirar, do dia, resultados que sinalizassem algum caminho.

 

Massa, que experimentava novos componentes aerodinâmicos e deu uma escapada da pista ainda pela manhã, terminou como o mais rápido. Seu tempo, porém, mostra como o dia foi perdido: 1min30s673 _no começo do mês, Vettel cravou 1min21s679 na mesma pista.

 

Webber foi o segundo, seguido por Badoer.

 

Aos tempos:

 

1º. Massa (Ferrari), 1min30s673 (46 voltas)
2º. Webber (Red Bull), 1min31s213 (43 voltas)
3º. Badoer (
Ferrari), 1min31s288 (33 voltas)
4º. Coulthard (Red Bull), 1min31s654 (44 voltas)
5º. Alonso (Renault), 1min31s731 (28 voltas)
6º. Rosberg (Williams), 1min31s963 (97 voltas)
7º.
Glock (Toyota), 1min32s407 (33 voltas)
8º. Trulli (Toyota), 1min32s571 (47 voltas)
9º.
Hulkenberg (Williams), 1min33s102 (53 voltas)
10º.
Nakajima (Williams), sem tempo (33 voltas)
11º. Piquet (Renault), sem tempo (1 volta)

Escrito por Fábio Seixas às 15h33

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Operação abafa

Pelo visto, o cala-boca já aconteceu.

Primeiro, a Stock divulgou uma nota de repúdio às declarações de Russo.
 
"Estamos realmente perplexos. Estou na categoria há muito tempo, primeiro como piloto e agora como promotor, e nunca vi ou ouvi nada deste tipo. É imprudente falar uma coisa dessas sem apresentar fatos concretos. Não existe qualquer indício de que isso tenha ocorrido. O antidoping faz parte do nosso regulamento neste ano, seguindo a mesma linha da FIA", disse Carlos Col, o promotor da Stock e seus apêndices, no comunicado.

Também foram escalados para defender a Stock nomes como Dino Altmann, Ingo Hoffmann e Cacá Bueno.
 
"Isso não existe", resumiu Luciano Burti.
 
Então eis que agora há pouco, às 15h58, pisca no Outlook outro comunicado, agora da assessoria de Russo.
 
"Em relação ao que falei sobre pilotos que bebem ou usam drogas, minha declaração foi abrangente e não está direcionada somente à Stock Car. A preocupação com o uso de substâncias ilegais é internacional e esta discussão está aberta há muitos anos, inclusive na F-1. É um cuidado que se deve ter em qualquer esporte, principalmente numa modalidade de risco, como o automobilismo. Eu jamais faria declarações que pudessem prejudicar a categoria que me recebe como profissional e de onde eu tiro o meu sustento. O que falei foi na tentativa de sugerir mudanças que possam aumentar nossa segurança e essa medidas já estão sendo estudadas", disse.
 
O seguinte trecho é uma pérola da arte de tirar o pé: "Suas declarações levam em consideração exemplos do passado. 'Nas corridas mais antigas, que tinham caráter festivo e bem menos profissional que hoje, era comum ouvir histórias sobre pilotos que bebiam ou usavam drogas. A situação melhorou muito desde então, mas ainda é preciso reduzir as chances de isto acontecer, por meio do exame antidoping', afirmou."
 
É uma pena. É uma pena Russo ter tirado o pé desta maneira, tão rápido. Discordo, fico chateado, fico um pouco indignado, até.
 
Mas compreeendo. As pressões devem ter sido enormes.

Escrito por Fábio Seixas às 15h13

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Dedo na ferida

O "Estado de S.Paulo" traz hoje uma reportagem que certamente está fazendo desta quarta-feira um dia incômodo para muita gente.

Em entrevista à repórter Érica Akie Hideshima, o piloto Renato Russo, envolvido no acidente que matou Rafael Sperafico, coloca o dedo numa ferida das mais doloridas, inflamadas e purulentas do esporte a motor. A questão do doping.
 
Após apontar erros crassos na segurança do automobilismo brasileiro, como falta de fiscalização em equipamentos básicos como capacete e macacão, Russo, 30, é questionado se os pilotos são irresponsáveis.

Responde assim:
 
"Vários. Acho que também tinha de ter antidoping. Desde o ano passado, o Dino Altman (médico da Stock) insiste, mas a Confederação nada faz. Não sei como é o desempenho para melhor porque não uso essas substâncias, mas para pior é que o cara perde totalmente os reflexos - e aí saem as porradas perigosas. Depois falam que perderam controle, que houve falha do carro. Tem piloto que bebe uísque antes da largada. Tem gente que fuma maconha, que cheira...E faz tempo."
 
Russo também descasca a desunião dos pilotos, claramente divididos em castas. No período em que esteve internado no Hospital São Luiz, recebeu a visita de apenas três colegas: Gustavo Sondermann, Rafael Daniel e Murilo Macedo. "Tem gente que nem 'bom dia' dá", exemplifica.
 
A Stock (e quando digo Stock refiro-me à categoria principal e a seus apêndices) ficou ouriçada, claro. Ouvi agora há pouco Carlos Col, falando à Rádio Bandeirantes.
 
Disse estar chocado, estarrecido, adjetivos do gênero. Deve ser verdade.
 
Disse que não entram bebidas alcoólicas no boxes da Stock. Isso é mentira.
 
Disse que já pediu antidoping à CBA. Se for verdade, é estranho: a Stock pode muito bem fazer exames antidoping periódicos, como a F-1, basta contratar um laboratório para tal. O jogo de empurra só mostra que não há muita vontade de levar a idéia adiante.
 
Parabéns a Russo, parabéns a Érica. Mas que ele se prepare: a Stock, como mostra o regulamento, não é muito simpática a pilotos que falam o que ela não quer ouvir.

Escrito por Fábio Seixas às 12h09

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Jacaré nada de costas

Uma declaração de Briatore à “Sport Bild” ilustra bem como as coisas funcionam na F-1.

 

O chefe da Renault foi questionado sobre o momento em que começou a negociar, com Alonso, sua volta à escuderia. A resposta: “Em 18 de março de 2007”.

 

Sim, no dia do GP da Austrália, abertura do último Mundial, estréia do espanhol pela McLaren.

 

“Não é uma piada”, emendou o italiano. “Não foi difícl tê-lo de volta. Conhecemos muito um ao outro, mesmo ele estando na McLaren, a gente conversava sobre um retorno”.

 

Sempre que fico sabendo de algo assim, lembro do título do livro de Timothy Collings, que expõe os bastidores dos negócios na F-1. “The Piranha Club”.

Escrito por Fábio Seixas às 09h44

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Barcelona, dia 1

Começou hoje a penúltima bateria de testes desta pré-temporada.

 

Mas o tempo não ajudou: a pista de Barcelona estava úmida, atrapalhando as quatro equipes que se aventuraram por lá nesta terça-feira.

 

A Williams, com Rosberg e Nakajima, foi a única a realmente cumprir todo seu programa do dia. Todos os outros pilotos deram poucas voltas.

 

“Estava frio e molhado. Não havia razão para ficar dando mais voltas”, resumiu Alonso, quarto tempo do dia.

 

Amanhã, tem mais. Mais teste e mais gente.

 

Aos tempos:

 

1º. Rosberg (Williams), 1min30s675 (73 voltas)

2º. Nakajima (Williams), 1min32s370 (96 voltas)

3º. Webber (Red Bull), 1min32s599 (26 voltas)

4º. Alonso (Renault), 1min32s820 (16 voltas)

5º. Coulthard (Red Bull), 1min32s924 (22 voltas)

6º. Trulli (Toyota), 1min33s283 (57 voltas)

7º. Piquet (Renault), 1min40s073 (8 voltas)

8º. Kobayashi (Toyota), sem tempo (1 volta)

Escrito por Fábio Seixas às 19h17

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Pit Stop com entrevista e celular

Pit Stop com entrevista e celular

Está aqui o Pit Stop desta semana, que conversou com Augusto Farfus Jr., representando do Brasil no WTCC, e que também falou bastante sobre F-1 e a iminente fusão da IRL com a Champ Car.

 

E que teve, também, o momento mais constrangedor deste um ano de programa: o celular do apresentador/blogueiro tocando no ar. Tsc, tsc...

 

Escrito por Fábio Seixas às 19h06

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Fidel e o seqüestro de Fangio

Fidel renunciou. E este 19 de fevereiro de 2008 entrou para a História. História assim, com “H” maiúsculo. Não aquela historiazinha banal que invocamos quando, por exemplo, um novato faz a pole ou um atacante termina a Copa na artilharia. Estamos falando de História de verdade.

 

Este 19 de fevereiro é daqueles dias para chamar os filhos para assistir aos telejornais, não desgrudar do rádio, devorar a internet. Amanhã é dia de comprar mais de um jornal e recortar as reportagens para, daqui a algumas décadas, mostrar aos netos.

 

A renúncia de Fidel encerra uma trajetória que teve momentos belos, que teve momentos feios, mas que todos concordam que foi marcante. Disso não há como discordar.


Estive em Cuba em janeiro de 1999, quando o país comemorava os 40 anos da revolução, com uma fantástica turma de fantásticos amigos. Gostei. Claro, havia o que criticar. Regime perfeito é uma utopia, e Fidel tentava a seu modo. E os pontos negativos que encontrei por lá não eram piores, na verdade nem sequer se aproximavam, de cenas que encontro todos os dias por São Paulo.

 

E foi passeando por Havana, visitando o Museu da Revolução, que conheci uma história ligando Fidel ao automobilismo e que, mais tarde, decidi estudar mais a fundo.

 

Está lá, até hoje, numa vitrine, uma carta de Juan Manuel Fangio agradecendo os bons tratos que recebeu dos guerrilheiros cubanos.

 

Explico: há quase 50 anos, em 26 de fevereiro de 1958, Fangio estava na ilha para participar do GP de Cuba, uma prova de carros esporte, quando foi sequestrado por integrantes do "Movimiento 26 de Julio". O objetivo era chamar a atenção do mundo para a insatisfação dos cubanos com o regime de Fulgêncio Batista.

 

O pentacampeão foi libertado um dia depois. Mas o episódio ficou marcado em sua vida. Até a morte, Fangio contava a história com um quê de carinho pelos guerrilheiros. Dizia que "foi algo especial, feito por pessoas que tinham seus ideais e que queriam que o mundo os conhecesse de qualquer maneira".  Mais: o argentino manteve contato, via correspondência, com alguns de seus ex-sequestradores.

 

Um pouco mais dessa história pode ser lido aqui e aqui. E quem puder assista um dia ao filme do pôster abaixo, "Operación Fangio", que já foi exibido algumas vezes pelo Canal Brasil.

 

Escrito por Fábio Seixas às 09h09

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Mais um

Joshua Hill, 17, filho de Damon e neto de Graham, fez neste fim de semana seu primeiro teste com um carro de corrida.
 
O garoto testou um fórmula da categoria Ginetta Junior em Snetterton e, segundo a imprensa inglesa, foi bem.
 
Em janeiro, Joshua e Damon correram um contra o outro na Club 100 Winter Karting Series.
 
Joshua terminou em segundo, atrás de Chris Powell. O campeão da F-1 em 96 terminou em quarto.

Escrito por Fábio Seixas às 20h08

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Farfus no Pit Stop

Augusto Farfus, quarto colocado na última temporada do WTCC, será o entrevistado do Pit Stop desta semana. O campeonato de 2008 começa em duas semanas, em Curitiba.
 
O programa vai ao ar ao vivo, amanhã, às 14h30, aqui.
 
Para mandar sua pergunta ou comentário ou ambos, o e-mail é uolnewsformula1@uol.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 14h19

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A foto

A foto

Ryan Newman comemora a vitória nas 500 Milhas de Daytona, que inaugurou a temporada 2008 da Nascar.
 
 
O clique é de Jamie Squire, da France Presse.

Escrito por Fábio Seixas às 11h34

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Forças ocultas

A Super Aguri desistiu dos testes desta semana em Barcelona.
 
A frase no comunicado da equipe é enigmática. Cita, como motivo para a decisão, "circunstâncias fora do nosso controle". Em português claro, isso se chama pindaíba.
 
O time, porém, garante que estará presente na última bateria pré-temporada, na semana que vem.
 
O começo do fim? Acho que sim.

Escrito por Fábio Seixas às 11h13

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Um alerta

Falando em ex-campeões da F-1, Hakkinen surgiu em cena para defender seu compatriota Kovalainen.

 

“Tenho a sensação de que a McLaren estará muito forte neste ano. Se isso for verdade, Heikki tem a habilidade para ser tão veloz como Hamilton e vencer corridas”, disse à “Auto Bild”.

 

Em que pesem doses de amizade e parcialidade, é uma opinião para ser levada em conta. Kovalainen vem sendo tratado como coadjuvante, mas é um garoto rápido. E como vimos na própria McLaren, no ano passado, às vezes o segundo piloto assusta e perturba o primeiro, mesmo em estruturas com as hierarquias bem definidas. Vale o alerta, fiquemos de olho, não descartemos Kovalainen tão cedo.

 

Ah, sim: Hakkinen foi questionado sobre a possibilidade de fazer testes para a McLaren, num esquema semelhante ao de Schumacher na Ferrari. Rechaçou a idéia de bate-pronto.

 

“Não é pra mim. Para fazer testes, você precisa ter exatamente a mesma atitude que teria para correr. Você precisa ter corpo e mente em forma, para poder dar o melhor à equipe.”

 

A mente, não sei como anda. O corpo, em Interlagos, estava bem redondo.

 

Em novembro do ano passado, quando comentei aqui a notícia da aposentadoria de Hakkinen após sua aventura na DTM, teve gente que ficou estranhamente raivosa e subiu nos tamancos (pequenos, é verdade) para protestar, dizendo que o finlandês disputaria algum campeonato em 2008.

 

Estamos no dia 18 de fevereiro e até agora, nada.

Escrito por Fábio Seixas às 08h52

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O ocaso de Villeneuve

Villeneuve foi demitido da Bill Davis Racing e já não será inscrito para a próxima etapa da Nascar, no fim de semana, em Fontana.

 

Oficialmente, o problema seria falta da patrocínio. Na real, os membros da equipe já não deveriam estar mais agüentando os caprichos do canadense.

 

E assim, um campeão da F-1 está sem emprego para a temporada.

 

Triste e confusa a história de Villeneuve desde que conquistou o título mundial. Se é verdade que o filho de Gilles encantou com seu ar desencanado e sua irreverência até aquele 26 de outubro de 1997, em Jerez, é fato também que fez todos reavaliarem suas opiniões sobre ele a partir do dia seguinte.

 

Em 98, naquela Williams vermelha feia de doer, não fez muita coisa e ainda arrumou problemas até com o afável Frentzen. De 99 a 2003, na BAR, murchou de vez e tornou-se um espécie de “clown”, a quem os repórteres sempre recorriam na busca por uma declaração mais apimentada. Suas tentativas na Renault e na Sauber foram deprimentes.

 

Na história do automobilismo, além de Senna, ninguém deixou tanta saudades como Gilles. Jacques, tenho a impressão, não deixará saudade alguma.

Escrito por Fábio Seixas às 08h29

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Temporal, lambança e surpresa

Fairuz Fauzy, malaio, fez a festa hoje na Indonésia.

 

Largando na pole, atrás do safety car, por causa da forte chuva que desabou sobre Sentul, ele segurou Bruno Senna, segundo no grid, e ganhou a quarta etapa da GP2 asiática. Uma surpresa.

 

Pelo que li por aí, a corrida deve ter sido aquela lambança. Na prática, durou menos de dez voltas, tantas foram as intervenções do safety car.

 

Bruno terminou em segundo, seguido pelo russo Vitaly Petrov, e reassumiu a vice-liderança do campeonato. Tem agora 17 pontos, dez a menos que Romain Grosjean. Alberto Valério bateu logo na segunda volta. E Diego Nunes foi o décimo.

                                                                                              Divulgação

Petrov, Fauzy e Bruno, após a prova na encharcada Sentul

Escrito por Fábio Seixas às 18h15

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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