No Qatar, um moleque de 17 anos fez a pole nas 125 cc.
O inglês Bradley Smith dominou todos os treinos e cravou a primeira posição no grid com 0s066 sobre Galbor Talmacsi, húngaro de 26 anos e campeão do ano passado.
Smith já é um veterano na categoria: estreou em 2006, na Espanha, aos 15 anos.
“A gente estava acostumado a usar o acelerador como um botão.”
A frase, lançada por Massa na entrevista coletiva de terça-feira, em São Paulo, é o mote da coluna desta semana, sobre as restrições à eletrônica na F-1.
O texto está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.
Cristiano da Matta está pronto para voltar a pilotar.
A boa nova está nessa ótima entrevista com o piloto mineiro, obra da repórter Bianca Alves Costa, do UOL.
Um trecho: "Já tenho o sinal verde para correr em 2008 e, agora, estou conversando com várias pessoas. Correr com o Gil de Ferran pode ser muito legal. Ele terá uma equipe na America Le Mans Series. Seria uma experiência ótima porque só andei em um carro assim uma vez, nas 24 Horas de Daytona."
Cristiano também diz que há uma chance de correr na Stock.
Tomara que ele volte. E volte logo. Cristiano faz falta. No volante e fora dele.
Por algum tempo, deixei no ar a foto de uma turma das 250 cc ou das 125 cc como sendo da MotoGP. O erro já foi reparado, mas duas gigantescas dúvidas ficaram no ar: quem é aquele cabeludo em pé na segunda fileira e, o mais intrigante, como ele coloca o capacete?
A “demissão” de Ron Dennis pela Mercedes começou no “Marca”, passou pelo “Sunday Times”, foi dada como certa por muita gente. Mas hoje o “Bild” publica uma entrevista com Norbert Haug negando toda a história.
Sim, é o “Bild”. Mas, sim, é uma entrevista, com aspas do alemão.
Como essas: “Qualquer posição da Mercedes contra Ron é mera especulação da mídia, é coisa criada fora da empresa. Estamos ao lado de Ron e vamos continuar trabalhando com a mesma estrutura.”
Já começo a achar que nada vai mudar na McLaren. Os alemães são sérios, não promoveriam uma revolução como essa às vésperas do início do campeonato. Se fosse para acontecer, teria acontecido em novembro ou dezembro.
Gosto dessas fotos de início de temporada. É bacana ficar imaginando o que acontecerá com cada piloto, quantos estarão na foto em Valência, em outubro, quais vencerão provas, cravarão poles, quem levantará o título...
E, no caso da moto, há uma outra pergunta: quantos ossos serão quebrados até o fim da temporada.
O ser humano tem 206 ossos. E são 18 pilotos. Façam as contas. Mas não esqueçam de descontar os ossos que já ficaram pelo caminho...
A Honda encerrou hoje uma bateria de três dias de testes privados em Jerez.
Segundo o comunicado do time, foram experimentadas as últimas evoluções mecânicas e aerodinâmicas, que seguirão agora para as três primeiras corridas do campeonato.
"Pilotei o carro com a configuração da época do lançamento e, nesta semana, com o novo pacote aerodinâmico, o que foi ótimo para estabelecer uma comparação de performance. Hoje testei muito com essas novas partes, que trouxeram grandes benefícios. É difícil saber como estamos em relação à concorrência, já que testamos sós, mas estou certo de que demos um passo na direção certa. Melhoramos o carro e estou confortável quanto à preparação para o início do Mundial", diz Barrichello, na nota.
"É difícil saber como estamos em relação à concorrência"? Isso é o que chamo de esforço de relações públicas.
A entrevista de Massa que recheou o Pit Stop desta semana foi só uma parte do encontro dele com jornalistas, na terça-feira, em São Paulo.
Antes daquele bate-papo, com repórteres de rádio, o brasileiro falou por quase 40 minutos com a mídia impressa. Questionado sobre vários outros temas, foi mais detalhista.
Gravei tudo em mp3, e a Folha Online hospedou aqui.
Nesses dias sem muita notícia, em que a F-1 começa a viajar para o outro lado do mundo, é um bom programa.
(Como o gravador estava diante de Massa e longe dos repórteres, não é possível ouvir as perguntas. Sabe o "Ensaio", na TV Cultura? Ficou parecido. Que me perdoe o genial Fernando Faro.)
A Honda continua sua reestruturação. Mais uma, diga-se.
Depois de um técnico, Kevin Taylor, hoje foi a vez de um executivo, Yasuhiro Wada, deixar a equipe.
Um alto executivo. Wada trabalhava no time desde 2005, quando a montadora resolveu mergulhar de cabeça, mais uma vez, na F-1. Nos últimos anos, atuou lado a lado de Nick Fry.
Sim, reestruturações são bem-vindas quando as coisas não estão indo bem. Mas têm que ser precisas, no alvo. O que não aconteceu nas últimas mexidas dentro da Honda.
Mais: os resultados não são imediatos. O que a Honda está fazendo agora só terá reflexos no Mundial do ano que vem. Ou não.
Para 2008, o máximo que a equipe pode fazer é tentar desenvolver uma asinha aqui, ganhar alguns cavalinhos ali. Mas não deve ser suficiente para escapar do vexame.
Na entrevista coletiva de ontem, Massa levantou uma lebre que, confesso, não tinha percebido.
Questionado sobre o GP de Cingapura, respondeu assim: "À noite, só corri na Granja Viana e nunca tive problemas para enxergar. A gente conhece a estrutura da F-1, e não deve ter problema. Mas, lógico, a temperatura muda bastante..."
Bingo! O xis da questão, o busílis da prova da Cingapura, será a temperatura dos pneus. As lâmpadas resolvem o problema da iluminação, mas não esquentam o asfalto.
Como fazer? A Bridgestone ainda não sabe muito bem...
A divisão da empresa na MotoGP está com um pepino para a corrida de domingo, também a primeira prova noturna de sua história, no Qatar.
Na semana passada, nos testes lá mesmo em Losail, a diferença do dia para a noite não ficava só na luminosidade. De dia, a temperatura da pista ficava em torno dos 45 graus, com 11% de umidade do ar. À noite, 15 graus no asfalto e 75% de umidade.
Resultado: a Michelin, mais bem preparada, deu uma lavada na Bridgestone. E os japoneses já esperam problemas para o fim de semana.
Sim, são características do clima desértico, mas a lição vale.
Pelo menos, para a F-1, a Bridgestone terá mais tempo para trabalhar.
Kevin Taylor, projetista-chefe da Honda, deixou a equipe hoje.
É praticamente uma admissão de que o RA108 é um lixo.
É, também, o primeiro passo na luta para recuperar o que talvez já seja irrecuperável. Jorg Zander, abaixo apenas de Ross Brawn na hierarquia técnica, deve assumir o cargo.
Mas nem Brawn nem Zander são milagreiros.
E lá vai a Honda jogar mais € 200 milhões pelo ralo numa temporada...
Traz Felipe Massa, que agora há pouco concedeu uma entrevista coletiva em São Paulo.
Está mais magro, bem otimista, confiante. “O carro está no caminho certo. Começamos a pré-temporada logo com dois carros de 2008 e trabalhamos muito no desenvolvimento”, disse o brasileiro. “O carro, pelo menos na pré-temporada, mostrou ser bem mais confiável que o do ano passado.”
Massa falou também de Raikkonen, Hamilton, Nelsinho e Barrichello.
Já escrevi neste espaço, com tristeza, sobre os rumos que a Jordan tomou.
Em meados dos 90, era a equipe mais promissora do paddock. Comandada por gente que entende e que tem paixão pelo automobilismo, vira-e-mexe assustava uma equipe grande com bons resultados aqui e ali.
De quebra, era o time mais divertido da F-1. Eddie sempre foi uma figuraça. E nas coletivas, nos bate-papos informais, nos shows de rock pós-GP, era ele o animador.
Mas ele não agüentou as pressões da nova F-1. Esta F-1 das montadoras, que cria aberrações como a Toyota, que deve gastar € 290 milhões neste ano para não conquistar nada.
Eddie vendeu sua Jordan para o tal russo-canadense Alex Shnaider. Que só queria fazer negócios. Que fez, vendendo-a para a Spyker. Que pensei que daria um rumo diferente para a equipe. Que não deu. E que a vendeu para o tal Vijay Mallya. Que pensei que só queria fazer negócios. Mas que vem me surpreendendo.
Primeiro, porque parece comprometido com a F-1. Os testes, as contratações, as declarações, todas as suas ações até agora guardam uma lógica automobilística.
E o que motiva este post é o que acabo de ler na internet. Mallya que “resgatar o espírito rock’n’roll da Jordan”. Diz o indiano que o time deve batalhar para conquistar de volta a reputação e o amor pelo esporte que a levaram ao terceiro lugar no Mundial de Construtores de 1999.
Detalhe que eu não sabia, Mallya convidou Eddie para tocar baterias na festa de Natal da equipe. E ele aceitou, claro.
“Gosto dele. Ele não tem medo de gastar dinheiro. Ele diz que seu sonho é ser como a Jordan e ganhar corridas de vez em quando. E vai fazer um grande esforço para que isso aconteça”, diz o irlandês.
Que bom. Se a Force India for sombra do que a Jordan era nos 90, já será legal demais.
Sem festa, como anunciado, a Williams revelou hoje a cara do FW30. Ei-la.
No visual, poucas diferenças em relação aos últimos anos. No desempenho, porém, a Williams promete. Foi a surpresa positiva da pré-temporada e será um belo termômetro sobre a seriedade (ou não) dos resultados dos testes no inverno europeu.
O mais bacana é a pose dos pilotos na foto de cima. Será que eram os pilotos mesmo ou será que eram bonecos de papelão?
“Caro Fábio Seixas, suas palavras foram o maior incentivo! Muito oportunas. Tanto que, na cerimônia antes da largada, eu li seu texto para os pilotos e publico presente (inclusive com tradução para os pilotos estrangeiros). Foi muito aplaudido. Obrigado.
Silvio Novembre, Linea Brasil, organizador do V Internacional Kart GP”
Eu que agradeço, Silvio. Nada mais gratificante do que ajudar quem merece.
O que de melhor li sobre automobilismo nos últimos tempos estava na Folha de ontem.
Uma entrevista da repórter Tatiana Cunha com Alessandro Zanardi.
Em determinado momento, o italiano lança o seguinte: “Sou um cara comum, que não fez nada de extraordinário. Fiz o que era possível e não há mágica, só trabalho diário. E o que fiz não foi pelo esporte, pela minha mulher ou meu filho. Fiz por mim, porque amo minha vida e quero o melhor dela. Sempre soube que podia conseguir, não foi surpresa. Às vezes fico desapontado porque nem tudo que tento pode ser atingido, mas 99% das coisas podem.”
Leitura indispensável. O link está aqui, para assinantes do jornal e do UOL.
Não assisti a nenhuma das corridas do fim de semana.
Sei que a Seat dominou Curitiba, que as esvaziadas corridas da F-Brasil 2.0 e do Brasileiro de Marcas foram a cara da administração da CBA e que Monteiro venceu na Truck.
Enfim, sei apenas os resultados, mas tenho certeza de que muita gente que freqüenta o blog esteve em Pinhais e em Guaporé e não ficará incomodada de fazer as vezes de comentarista. Fiquem à vontade.
Sei, também, do resultado em Guaratinguetá. E, sobre isso, posso comentar um pouco. Porque, mesmo sem ver as baterias, sei que nove heróis estiveram em ação no Vale do Paraíba.
Mas como só um pode vencer, o troféu do Mundial Biland ficou com o kartista paulista Alberto Cattucci, 19, que impôs 1s974 de vantagem na corrida final sobre a vice-campeã, a carioca Jennifer Costa.
Cattucci igualou-se a outros três brasileiros, André Sousa, André Nicastro e João Gonçalves, campeões mundiais da Biland em 2002, 2003 e 2005. Em 2006, o título ficou com o alemão Claudio Mack.
Parabéns a Cattucci, a Jennifer e aos outros sete kartistas perseguidos pela CBA. Parabéns, de coração.
Luigi Di Nizo/Divulgação
Cattuci, campeão mundial, em ação em Guaratinguetá
Fábio Seixas, 34, é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra.