Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Sábado, sol, frio, gripe e coluna

Sábado, sol, frio, gripe e coluna

"A F-1 de hoje é muito dinheiro e glamour. Eu me sentiria melhor correndo na F-1 de 30 anos atrás, com menos equipes e parafernálias. E seria mais feliz pilotando um carro vencedor do que ganhando mais para pilotar um carro fraco."
 
A frase de Kubica é o mote da coluna deste sábado na Folha, aqui, para assinantes do jornal e do UOL.
 
(Por motivo de gripe maior, este blog volta a ser atualizado na segunda-feira. Espero.)

Escrito por Fábio Seixas às 16h21

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Escravos de Jó

Lula recebeu agora há pouco os 34 pilotos da Stock, que neste fim de semana corre no anel externo de Brasília.
 
E colocou os bonés de todos.
                                                                                                                   Luca Bassani/Vicar
 
Alguns podem chamar de irreverência. Outros, de informalidade desnecessária. Indiscutível é que nunca houve presidente como Lula.

Escrito por Fábio Seixas às 19h03

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O raio, duas vezes, no mesmo lugar

No dia 5 de abril, após conversar com uma fonte muito bem informada dos meandros da FIA, publiquei coluna na Folha sobre o escândalo de Mosley.

E, em determinado momento, escrevi:
 
"Da pessoa com quem conversava, ouvi a terceira possibilidade. E que, para mim, tornou-se já naquele instante a preferida, por vir de quem veio. Uma multa de US$ 100 milhões, diz, seria um bom motivo para tentar arrasar com a carreira de alguém."
 
Pois bem, agora surge Radovan Novak, aliado de primeira hora de Mosley, insinuando que a McLaren armou para o inglês. 
 
Em entrevista a uma rádio de Praga, o tcheco disse que Mosley foi alvo de espionagem encomendada por pessoas que "receberam multas pesadas" da FIA recentemente.
 
A McLaren, claro, nega. Mas quando você ouve duas vezes, de fontes diferentes, a mesma informação, é melhor tratá-la com um pouco mais de seriedade.

Escrito por Fábio Seixas às 20h01

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Onde você estava?

Pedem que eu comente sobre os 14 anos da morte de Senna.
 
Comentar o quê? Quase tudo já foi dito, escrito, discutido, rediscutido, investigado...
 
Mas há algo que, acho, nunca escrevi aqui.
 
No Brasil, a morte de Senna é daqueles dias que todo mundo lembra. Talvez você não saiba o que estava fazendo há uma semana. Mas lembra exatamente onde estava, e com quem, quando a TV anunciou a morte do tricampeão em 1º de maio de 1994.
 
É assim com grandes eventos. E, neste aspecto, a morte de Senna talvez só tenha paralelo recente no ataque às Torres Gêmeas.
 
Eu estava na casa dos meus pais, havia acordado para assistir à corrida pela TV, de onde não desgrudei até o fim do "Fantástico". Tenho aquele domingo todo gravado em VHS.

E você? Onde estava? Com quem? Fazendo o quê? Aproveite o feriadão e conte aqui sobre aquele seu 1º de maio...

Escrito por Fábio Seixas às 13h14

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Diário de um torcedor

Lembram do Nivardo, brasileiro, estudante na Espanha, que recebeu um ingresso de cortesia para o GP de domingo?
 
Pois bem, ele faz um belo relato da experiência, que responde a uma pergunta recorrente de muitos internautas: "como é assistir a um GP no exterior?"
 
Vale a pena ler:
 
"Saímos de Salamanca à meia-noite de sexta, foi a melhor opção para garantir que chegaríamos a tempo de ver a disputa da pole position sem risco de ficarmos preso em engarrafamento ou parar o carro muito longe, etc.
 
Eram oito pessoas em dois carros, entre mexicanos, brasileiros e um colombiano. Quatro em cada carro, conforto garantido. Essa primeira viagem foi muito tranqüila. Fizemos uma parada para cochilo umas 6h da manhã, quando já estávamos na Catalunha. 
 
Chegamos a Barcelona um pouco depois das 9h. Neste momento percebi que nossa cautela valeu a pena, pois houve, sim, engarrafamento e o avanço que fazíamos em metros eram quase insignificante, mas como tínhamos quase 5 horas para começar a classificação, tinha certeza de que não a perderíamos.
 
Quanto mais próximos ficávamos do circuito mais se percebia o trabalho da polícia catalã (Mossos da Esquadra) em organizar o trânsito. Assim, quando paramos nos portões do estacionamento, tínhamos superado os últimos metros bem rápido. Ponto para organização.

Uma vez fora dos carros, fomos procurar o centro de credenciamento, pois pensava que tinha que passar por ali. Não foi o caso. Podíamos entrar diretamente com o ingresso que enviei na foto. Não tinha fila nenhuma. Sem nenhum contratempo até aqui. Entramos por esta entrada, Portão 7, e com uma breve caminhada ficamos com uma excelente visão dos carros que saíam da curva 4 em direção à 5.
 
Mas tinha algo de errado: os carros, por razões óbvias, faziam este trajeto muito rápido, quase não tinha tempo para identificar quem era e já haviam ido. Isto, junto com o ruído dos motores, dá uma sensação de velocidade incrível. Então, saí para encontrar pelas redondezas um lugar com maior campo de visão. Não precisei caminhar muito. Vi que entre a curva 3 e a 4 tinha uma breve reta. Suficientemente cumprida para identificar que carro vinha. No final da reta, para entrar na curva 4, os carros faziam a redução na nossa frente.
 
Então estava bem feliz, tinha os dois 'barulhos': o da aceleração e da redução/freada. Não sei te dizer qual prefiro.
 
No fim da Q3 foi que passei a deixar de lado as fotos e prestar atenção nos telões e na locução oficial. Pois foi daí que soube das posições quando das últimas volta. Estava Felipe sempre em primeiro. De repente saiu a agitação geral que Alonso conseguira a pole, e um grupo de alonsistas que estava justo ao meu lado agarrou o alambrado e ficou louco de felicidades. E diziam: '-Ha vuelto!'
 
Me contentaria com o segundo posto de Massa. Depois, foi que todos perceberam o feito de Raikkonen. E assim, se calaram um pouco os alonsistas. A expectativa final, para a verdade, ficou para a largada no outro dia.

A cidade estava bem lotada, percebi como o movimento das ruas girava em torno da corrida, ou seja, é um evento importante sim para eles, passando ou não pelo que faz Alonso. Ademais da movimentação espanhola, também é perceptível, em primeiro lugar, a presença de franceses, depois alemães e holandeses. Não vi muito italianos. Vi alguns polacos e finlandeses. O espanhóis estão quase sempre vestidos com as cores da Renault, sendo que com o azul anil de dois anos atrás, creio, quando o patrocínio era Mild Seven.

Tínhamos decidido mudar mais uma vez de lugar par a corrida. Agora planejávamos esta no final da breve reta, sendo do lado oposto, pois poderíamos ver todo o trajeto da dita reta e a saída dos carros da curva que fica no final dela. Teríamos mais tempo de visualização. Saímos de casa um pouco depois das 8h. Achava que seria o suficiente para entrar e garantir lugar onde disse. Mais um pouco de engarrafamento, sendo que menos tempo, pois afinal era bastante cedo: 8h45.
 
Consegui parar o carro no mesmo estacionamento do dia anterior, o D. Outra vez ponto para organização. Também sem filas. Mais um ponto. A conclusão final da coisa é que vale muito a pena gastar o para ir para um GP de F-1 no Circuito da Catalunha, pois você percebe ser respeitado.

Quando entramos desistimos de nossos planos, pois no tal local não cabia uma agulha. Percebi que eram profissionais na arte de assistir a corridas, pois deviam ter saído de casa muito mais cedo que nós para estarem tão bem acomodados. Então fomos para o mesmo lugar que terminamos de assistir a classificação, sendo mais perto do alambrado, mais perto da pista.
 
A corrida teve seus três momentos de auge no que se refere às reações do público: a largada, a primeira parada de Alonso e o abandono do mesmo. Depois disto, no geral, o público ficou meio sem interesse.
 
Quando largaram todos pudemos ver a ultrapassagem do Massa em cima do Alonso. Um outro grupo de alonsista que estava justo atrás de nós, ficou gritando 'Massa, hijo de puta!' O sangue me subiu, pois eles sabiam que na frente deles existia um grupo de brasileiros; senti que estavam chateado por termos sentados ali, mas isso não foi nenhum abuso nosso, muito menos dava direito deles se comportarem como fizeram.
 
Te digo isto por que fiz uma coisa que não me orgulho muito, mas saiu: quando então passaram os carros, eu soltei um sono: 'Alonso, vai tomar no...' em português. Me saiu. Me arrependo, mas disse.
 
Todo mundo ao redor se calou e eles também. O resultado foi que eles pararam de incomodar nosso grupo e nós passamos a ignorá-los mais ainda. Depois, passou o tempo, e eis que Alonso abandonou a corrida onde? Justo na nossa frente!
 
Senti pena, pois eram tantas as crianças por perto, vestidas com as roupas que te disse... E todos começaram a aplaudir e gritar 'Alonso!' ritmado. Quando ele saiu do carro foi em direção à mureta de concreto e colocou as mãos no capacete. Nesta hora não consegui fotografar e pensei: 'perdi a foto que o Fábio ia mais gostar, putz!' Era uma senhora imagem, ver a decepção do Alonso. Ficou muito claro o custo de sua segunda posição no dia anterior.
 
Depois, o que te vou dizer? A corrida passou tranquila, sem mais solavancos. Sem ameças aos ferraristas. Sem um Hamilton capaz de merecer atenção. Um Rubinho se comportando como Rubinho. E tudo mais no seu lugar. E eis que terminou como se podia prever. Eis que passaram lentamente na nossa frente e fui para o alambrado agitar minha camisa do Brasil e tirar fotos e fazer um vídeo que depois te envio, entre outro que fiz da saída de Alonso."
                                                                                                                                     Nivardo
 
Ao Nivardo, mais uma vez, um muitíssimo obrigado.

Escrito por Fábio Seixas às 18h52

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Pit Stop cheio de imagens

Pit Stop cheio de imagens

Está aqui o Pit Stop de hoje, com imagens do GP da Espanha, das 300 Milhas do Kansas, do espetacular acidente em Monza e com bate-papo com os internautas.
 
 
Aliás, descobri a resposta ao internauta Sato: foi o Marty Roth.

Escrito por Fábio Seixas às 18h00

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No topo do mundo

"Obviamente, a perfeição não se alcança nunca, mas o resultado geral que conquistamos em Barcelona se aproximou bastante."
 
A declaração é de Raikkonen, em seu site oficial.
 
"A coisa mais importante que vimos é o fato de a classificação ser crucial."
 
Esta é de Domenicali. Que eu interpreto como "nossa vantagem pra concorrência está tão grande que decidimos no sábado quem vencerá a corrida".
 
Sim, um pouco de soberba nas duas frases, que pincei no Tazio. Mas soberba mais do que justificada...

Escrito por Fábio Seixas às 11h15

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Pit Stop com bate-papo

Hoje é dia de Pit Stop. E como fazemos todas as terças pós-GPs, vamos conversar com vocês, ao vivo, via bate-papo do UOL. Os assuntos, a vitória de Raikkonen, o segundo lugar de Massa, as lambanças em Barcelona, Nelsinho, Nelsão, Barrichello, as expectativas pra Turquia, etc, etc, etc...
 
Para participar, é só entrar nesta sala.
 
E para assistir, é só clicar neste link.
 
O programa começa às 14h30. Até lá.

Escrito por Fábio Seixas às 11h08

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A pseudopolêmica

Chegam e-mails pedindo que eu entre numa suposta polêmica sobre asas diferentes de Massa e de Raikkonen no GP de ontem.
                                                                                                                Robert Ghement/Efe
 
 
Sim, as asas são diferentes. Mas e daí?
 
Não sei exatamente qual é a polêmica, mas já posso imaginar. Deve ser algo na linha "sacanearam-o-Massa", sucessora da célebre "sacanearam-o-Barrichello".
 
Isso não existe, diria padre Quevedo. Não há polêmica nenhuma. É praxe na F-1, principalmente entre as equipes grandes, levar configurações diferentes de asas aos GPs.
 
Cabe aos pilotos escolher a melhor para seu estilo. Tem piloto que gosta do carro escapando um pouquinho de traseira, tem piloto que prefere o inverso, tem piloto que gosta do carro "neutro", como definem.

E fim de(ste) papo.

Escrito por Fábio Seixas às 14h40

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A foto

A foto

O piloto, sob os pneus, após atravessar a manta de borracha. A câmera on board, quebrada. Nenhum sinal de socorro.
 
A foto de Bernat Amangue, da France Presse, transparece a aflição dos instantes iniciais após o acidente de Kovalainen.
 
 
O finlandês, informa o "El País", deixou o hospital no fim da tarde espanhola, após passar por exames de rotina.

Escrito por Fábio Seixas às 13h17

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Pílulas do dia seguinte

Ecclestone, dizem, esteve na reunião das equipes no sábado. E, por pouco, não saiu do encontro um comunicado conjunto pedindo a saída de Mosley. Se todas assinassem, Ecclestone apoiaria o movimento. Mas três times refugaram: Ferrari, Toro Rosso e Williams;
 
Não me deixem esquecer de fazer a enquete sobre o alvo de Coulthard na Turquia;
 
Segundo Massa, a corrida foi decidida no sábado, no treino oficial. Péssimo para ele, portanto. Porque o GP mostrou que o brasileiro estava mais leve que Raikkonen. Mesmo assim, não conseguiu superar o companheiro no Q3 _deu uma escorregadinha na última tentativa;
 
Quanto a Kovalainen, eu esperava coisa pior, muito pior. As fotos são dramáticas. Mais tarde, coloco uma aqui;
 
E o Trulli? Vinha para um sexto lugar até que a Toyota, "por engano", o chamou aos boxes. Tsc, tsc...
 
Pela terceira vez em quatro corridas, Nelsinho deixou um autódromo sem falar com a imprensa brasileira.

Escrito por Fábio Seixas às 10h40

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Raikkonen, e o Mundial já tem favorito

Em Barcelona, vitória tranqüila de Raikkonen, seguido por Massa e Hamilton.
 
Errei ao dizer que a corrida seria chata. Não, não foi das mais emocionantes, mas já houve GPs piores, principalmente em Barcelona.
 
As emoções começaram antes mesmo da largada, com Alonso indo pra grama na volta de formação do grid.
 
Continuaram com os bons primeiros metros de Massa, que superou o espanhol e assumiu a segunda posição.
 
E com os dois acidentes que motivaram as entradas do safety car: o choque entre Sutil e Vettel e o pancão de Kovalainen após uma escapada a 230 km/h.
 
(Sobre Kovalainen, este parênteses: pareceu-me que voou um pedaço da suspensão ou do freio antes da explosão do pneu dianteiro esquerdo. O que mais me assustou foi a maneira como o carro mergulhou na barreira de pneus. Para alívio geral, o finlandês saiu dando sinal de joinha. Mas se não fosse o Hans, sei não...) 
 
E com os toques de Bourdais em Nelsinho (erro do francês) e de Fisichella e Barrichello (erro dos dois).
 
Ah, sim, e de Coulthard em Glock. Ou você achava que Coulthard não bateria em ninguém neste GP? Impressionante, a marca do escocês em 2008: quatro GPs, quatro enroscos. Deve ser um novo recorde.
 
Lá na frente, aí sim, nada muito emocionante. Na décima volta, Raikkonen já tinha três segundos sobre Massa. Não foi ameaçado nunca, nem em sonho.
 
Cruzou a linha de chegada com 3s2 sobre o brasileiro e chegou a 29 pontos na tabela, contra 20 de Hamilton, o vice-líder. Kubica tem 19 pontos, um a mais que Massa.
 
Uma vantagem bastante considerável de Raikkonen, acumulada em apenas quatro provas. Ainda mais com o atual regulamento, que premia a regularidade e não a classificação final da prova. Ainda mais com o carro da Ferrari, dos mais confiáveis.
 
O Mundial tem um franco favorito. Os outros todos já correm atrás.

Escrito por Fábio Seixas às 10h41

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O último palpite

Pensei muito em não dar o palpite do GP da Espanha, protesto pelos maus tratos das últimas corridas.
 
Mas como está fácil, não vou perder a chance. Dá Raikkonen, seguido por Massa e por Kubica.
 
E, desculpe falar isso antes da largada, a corrida vai ser chata.
 
E você? Qual é seu palpite? Não vale dar pitacos depois da largada...

Escrito por Fábio Seixas às 08h31

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E na escolinha...

Na GP2, deu Parente na primeira corrida e Kobayashi na segunda.
 
Bruno foi segundo colocado numa e o quarto noutra e, assim, tem 11 pontos. Lidera o campeonato, ao lado de Parente.
 
Começou bem. Agora é tentar manter o ritmo, o que nãso é fácil.

Escrito por Fábio Seixas às 08h29

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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