Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Sábado, sol, pole, beterraba, coluna

Sábado, sol, pole, beterraba, coluna

"A F-1 está louca, sim, para fazer de Bruno um queridinho. E ele ajuda. É simpático, atencioso e fala o que todo mundo quer ouvir. 'Para ser bem sincero, ontem [quinta], antes de dormir, eu lembrava como o Ayrton era agressivo na primeira curva. Não precisei ser agressivo, tive uma largada muito boa e só defendi a posição. Aprendo tudo o que posso com o Ayrton'."
 
Nelsinho e Bruno são o tema da coluna deste sábado na Folha, aqui, para assinantes do UOL e do jornal.

Escrito por Fábio Seixas às 14h05

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Massa, pole, mas corrida ainda aberta

A terceira pole no ano, a 12ª na carreira, a primeira de um brasileiro em Mônaco desde 1991, com Ayrton Senna.
 
Massa fez tudo isso hoje em Mônaco. E na corrida pode fazer mais. Porque como todo mundo sabe, a pole no principado é meio caminho para a vitória. Vitória que pode dar a liderança do Mundial a um brasileiro pela primeira vez desde 1993.
 
É, o fim de semana monegasco, que começou com Bruno Senna, está ficando verde-e-amarelo.
 
No terceiro treino livre, choveu. Mas a sessão oficial aconteceu com tempo bom e pista seca.
 
No primeiro bloco, Massa foi bem, muito bem. Ficou ali em terceiro, quarto, mas na volta final cravou todo mundo, 1min15s190. Kovalainen foi o segundo, seguido por  Hamilton e Raikkonen.
 
Ficaram pelo caminho Bourdais, Piquet, Vettel, Sutil e Fisichella. Nelsinho? É.
 
Quase estampou na penúltima volta, não conseguiu o tempo na seguinte e, com isso, certamente verá crescer a pressão sobre seus ombros _não por coincidência, a TV passou o intervalo entre o Q1 e o Q2 mostrando os boxes da Renault.
 
O segundo bloco do treino viu Massa logo cravar 1min15s110, o melhor tempo do fim de semana. Rosberg foi o segundo, a 0s177. Hamilton foi o terceiro, à frente de Kovalainen, Raikkonen, Kubica, Trulli, Webber, Alonso e Coulthard,
 
Foram alijados da disputa pela pole Glock, Button, Heidfeld, Nakajima e Barrichello.
 
Mas o Q3 teve apenas nove carros. Porque nos instantes finais do Q2, Coulthard bateu forte na saída do túnel e acabou com o carro.
 
Barrichello ainda corre o risco de perder a 15ª posição: ele teria bloqueado Fisichella no Q1, incidente que seria investigado pelos comissários após o treino.
 
Na hora da decisão, Massa voltou a acelerar forte. Cravou 1min15s787, 0s028 melhor do que Raikkonen, o segundo.
 
Hamilton ficou só em terceiro, seguido por Kovalainen.
 
E quando eu escrevi lá em cima que a pole é meio caminho para a vitória, é porque ainda há outra metade a ser percorrida. Que passa pela quantidade de combustível das McLaren.
 
A Ferrari melhorou tudo isso mesmo ou está mais leve do que a McLaren?
 
Eu apostaria na segunda opção. O que não tira as chances do brasileiro, só tornará a corrida mais interessante.
 
E olha que ainda pode chover...

Escrito por Fábio Seixas às 10h15

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Quinze anos depois

 
E Bruno venceu em Mônaco.
 
Uma vitória que significa muito para o campeonato, afinal ele assumiu a vice-liderança. Mas que ficará marcada, mesmo, pelo simbolismo.
 
Porque ele é um Senna. Porque a última vitória do seu tio no principado aconteceu há exatamente 15 anos, em 23 de maio de 1993. Porque aquele foi o último fim de semana de F-1 com um brasileiro na liderança do Mundial.
 
Bruno pode até não chegar lá. Ele ainda é um piloto inconstante, em pleno aprendizado.
 
Mas, como Massa, ele parece ter aquela estrela de quem triunfa nos momentos certos.

Escrito por Fábio Seixas às 12h38

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Senna, Drummond e os ladrões

Dia desses, passando pela 23 de Maio, reparei que ainda não repuseram a bandeira do Brasil surrupiada da estátua do Senna, sobre o túnel. Não vão repor nunca mais, imagino. Para quê? Para outro bandido passar por lá e levar?
 
"Vão deixar desse jeito mesmo, para sempre", pensei na hora.
 
Leio agora que, pela quarta vez, roubaram os óculos da estátua de bronze de Drummond, em Copacabana. Detalhe: a peça foi reposta pela última vez na terça-feira. Sim, anteontem!
 
É, este país vive me surpreendendo...

Escrito por Fábio Seixas às 18h25

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Ouça o trio

Para Massa, a McLaren está forte, mas jogou com o combustível.
 
Para Barrichello, a Honda pode colocar os dois carros no Q3.
 
Para Nelsinho, o primeiro dia foi complicado.
 
Quer ouvir os pilotos brasileiros comentando sobre os treinos de hoje? As entrevistas dos três, hoje, em Mônaco, estão no Tazio.

Escrito por Fábio Seixas às 15h03

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Mais imagens do front

Não se deixe iludir pela beleza natural, pelas belas mulheres, pela badalação, pelos iates. Mônaco é dos GPs mais complicados para trabalhar.
 
A sala de imprensa fica fora do paddock, que fica longe dos boxes, que ficam inacessíveis durante os treinos, que travam a cidade toda.
 
Mais do que justificada, porém, a soneca do amigo Henrique Cardão na sala de imprensa...
 
 
 
 
 
 
 
 
Os cliques, claro, são da Tatiana Cunha.

Escrito por Fábio Seixas às 14h55

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Mônaco, dia 1

No primeiro dia de treinos em Mônaco, deu a lógica, deu Hamilton.
 
O tempo do inglês, conquistado na segunda sessão, 1min15s140. Outros quatro pilotos entraram na casa do 1min15s: Rosberg, Raikkonen, Massa e Kovalainen, na ordem.
 
Pela manhã, só o atual campeão conseguira o feito, com 1min15s948.
 
Menos no primeiro, mais no segundo, os treinos desta quinta-feira foram marcados por escapadas, beijos no muro, escorregões, sustos.
 
Que o diga a dupla da Renault. Nelsinho, na Sainte-Dévote, e Alonso, na subida para o Cassino, perderam o controle e estamparam de traseira. Massa quase escapou ao entrar na reta dos boxes. Enfim, o controle de tração faz mesmo falta.
 
Por que escrevi lá em cima que o resultado foi lógico? Porque, como eu disse no Pit Stop de terça-feira, a vantagem da McLaren sobre a Ferrari no pruncipado em 2007 foi assombrosa. E isso não se resolve com alguns centímetros a menos no carro.
 
E é claro que, na disputa interna, a vantagem é do inglês.

Escrito por Fábio Seixas às 10h37

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Programe-se

Sim, Mônaco começa um dia antes! Amanhã já tem treino. Segue a programação da sexta etapa do Mundial, horários de Brasília:
 
Quinta-feira
5h-6h30, 1º treino livre
9h-10h30, 2º treino livre
 
Sábado
6h-7h, 3º treino livre
9h, treino oficial
 
Domingo
9h, largada, 78 voltas

Escrito por Fábio Seixas às 18h40

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Imagens do front

Tatiana Cunha já está em Mônaco e já mandou os primeiros cliques de lá.
 
A foto dos barrados pela catraca chega a dar pena...
 
 
 
 

Escrito por Fábio Seixas às 16h33

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A primeira suspensão

Paulo Salustiano foi flagrado no antidoping em Interlagos, única das três etapas da Stock até agora a contar com o exame.

A CBA não divulga qual foi a substância encontrada, apenas informa a suspensão, por 30 dias, do líder da Stock Light, e sua desclassificação daquela primeira etapa _ele fora o vencedor.
 
O piloto até agora não se manifestou.
 
É, acho que os exames terão de ser mais freqüentes...

Escrito por Fábio Seixas às 16h06

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A Stock e o Conar-2

"Prezado Fabio.
 
Examinando o regulamento da Stock Car, o Conar reviu a posição manifestada na mensagem enviada a Humberto Lima Pereira publicada no blog e está instaurando representação para que o Conselho de Ética examine o anúncio Astra - Stock Car ali comentado. A seqüência poderá ser acompanhada em 'notícias' no site do Conar (www.conar.org.br)
 
Agradecemos o interesse manifestado pelos leitores do blog e esteja certo que o Conar está atento e continua zelando pela ética na publicidade.
Atenciosamente,
 
Luiz Ignácio Homem de Mello
Secretário Executivo do Conselho de Ética do CONAR - Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária"

Escrito por Fábio Seixas às 15h20

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Pit Stop com sotaque mineiro

Pit Stop com sotaque mineiro

Está aqui o Pit Stop desta semana, com um bate papo muito bom com Cristiano da Matta.
 
Em determinado momento, o mineiro dá graça a Deus por não entender de medicina. Do contrário, diz, seria mais um a cravar que não voltaria à pistas.
 
O programa também falou de moto, de Stock e de F-1.
 
Lá vai...
 

Escrito por Fábio Seixas às 23h43

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Pit Stop com entrevista. Ou não

Hoje tem Pit Stop, aqui, a partir das 14h30.
 
Possivelmente (ele está flanando pela Califórnia e o contato está complicado) com a participação de Cristiano da Matta.
 
Para mandar sua pergunta, o e-mail é uolnewsformula1@uol.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 11h13

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A Stock e o Conar

Indignado com um anúncio da GM na revista "Auto Esporte", afirmando que o Astra fez dobradinha na primeira prova da Stock, em Interlagos, Humberto Lima escreveu para o Conar reclamando de propaganda enganosa.
 
Começou com este cadastro, no site do Conar:
 
NOME: Humberto Lima Pereira
PRODUTO/SERVIÇO ANUNCIADO: Carro Chevrolet / Astra
VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO: Revista
NOME DA REVISTA: Auto Esporte
DATA DA REVISTA: Maio 2008
PÁGINA DA REVISTA: 58 e 59
MOTIVO: Propaganda enganosa - Todos os carros da Stock Car possuem mesmo chassi e motor. As diferenças entre Astra, Peugeot 307, Mitsubishi Lancer são meramente decorativas.
 
Veio, então, a resposta do órgão:
 
Prezado Humberto.
Examinamos o anúncio do Chevrolet/Astrat que você refere.
 
Evidentemente que os carros que competiram na Stock Car foram preparado para a corrida, com acessórios e características mecânicas implementadas para a melhora do desempenho.

Situação semelhante, ocorre nas provas de Rally e corridas famosas como Le Mans na França, onde há grande competição entre marcas (Mercedes, BMW, etc).
 
Mas, normalmente, para esse tipo de corrida, o regulamento estabelece regras rídidas sobre o que pode e que não pode ser modificado, para preservar as
características da marca.
 
Não há, no caso, qualquer enganosidade porque tais fatos são amplamente divulgados.

Agradecemos sua colaboração.
Atenciosamente,
Luiz Ignácio Homem de Mello
Secretário Executivo do Conselho de Ética do CONAR - Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária
 
Humberto, longe de estar convencido, retrucou:
 
Prezado Luiz Ignácio Homem de Mello.
Grato pela gentileza da resposta.

Segundo seus argumentos não há problema algum em se divulgar por exemplo, que um Peugeot 307 foi o vencedor de uma das etapas da Stock Car Brasil. Mas o chassi deste carro é o mesmo usado pelos Astra e Mitsubishi Lancer.
 
O motor também é igual para todos os veículos!!! Diferentemente do que ocorre com os exemplos citados em sua resposta abaixo.

Na Le Mans, DTM e outras, Mercedes usa chassi e motor Mercedes, BMW usa chassi e motor BMW, e assim por diante, para não ser redundante. Isso vale até mesmo para a Fórmula 1. É questão de orgulho!

Não se pode confundir o referido acima com a preparação dos carros, pois ela é livre até o "limite" das regras impostas por cada categoria.

O fato é que, independente das modificações feitas em pistões, comando de válvulas, suspensão, jamais veremos um Peugeot com plataforma e/ou motor Audi, ou o absurdo de uma Ferrari usando um motor Posche.

Esses veículos de competição são iguais aos de fábrica? Evidente que não! Mas mantém suas identidades no que há de mais importante: motor e chassi (produzidos pela fábrica).

Insisto que na Stock brasileira os chassis são feitos por um único fabricante e os motores (da GM americana) são os mesmos para todos os carros. A preparação dos veículos, claro, é função de cada equipe.
 
São argumentos suficientes para diferenciar a categoria brasileira em questão, das demais apresentadas em seu e-mail.

Em propaganda na revista Auto Esporte, a GM diz que o Astra foi o vencedor da 1ª corrida da Stock Car.
 
Acontece que o Astra vencedor é o mesmo, em sua essência, que os demais Mitsubishi e Peugeot participantes da categoria. O que há de diferente? Os acertos de cada equipe e a "bolha" que o cobre.

Na minha opinião o comercial da GM mente ao leitor. Uma pena que o CONAR o veja de forma diferente.

Grato pela atenção,
Humberto Lima


E, até onde sei, a história ficou por aí...
 
Eu só queria saber de onde o Conar tirou que o fator bolha é "amplamente divulgado".

Escrito por Fábio Seixas às 15h54

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A foto

A foto

Vitória com categoria, liderança do campeonato e comemoração irreverente.

Este é Valentino Rossi.
 
O clique é de Regis Duvignau, da Reuters. A vítima, Colin Edwards.
 

Escrito por Fábio Seixas às 14h32

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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