É quente a história que liga Bruno Senna à vaga de piloto de testes da Honda no ano que vem.
Sim, em janeiro a Honda elegeu Mike Conway e Luca Filippi para seu programa de desenvolvimento de jovens pilotos, mas ela não leva muito a sério essas escolhas. Danilo Dirani que o diga.
Neste sábado, ele participou como convidado da Round the Island Race, uma tradicional corrida de barcos em volta da ilha de Wight, na Inglaterra.
Adivinha o que houve?
Pouco antes da largada, o barco Hugo Boss, em que ele estava, acertou e quebrou o mastro de um adversário.
E qual foi o ato seguinte?
Sim, Hamilton colocou a culpa nos outros! "Em primeiro lugar, foi culpa deles. Estávamos virando para alinhar na linha de largada e ele cruzou a nossa frente. Infelizmente, barcos não têm freios."
Bem, o carro dele tem. E aconteceu o que aconteceu no Canadá...
E o Brasil desencantou na nova Indy. Com direito a dobradinha.
Vitória de Kanan, com segundo lugar de Castro Neves.
Com todas as ressalvas de uma prova de Indy num oval de 3/4 de milha (1,2 km), dá para dizer que Kanaan controlou a corrida. O último trecho, principalmente, foi tranqüilo para o baiano.
Ah, sim: coisa feia, Dixon só foi terceiro porque o companheiro, Wheldon, tirou loucamente o pé nas voltas finais.
“Até onde a pesquisa alcançou, a melhor dica de Moss sobre o tema foi dada em 1989, em uma entrevista à antiga ‘Grand Prix Racing’. Não, ele não fala diretamente sobre as derrotas, mas deixa escapar que, nos seus anos de F-1, preocupava-se mais com os outros do que consigo.”
A liderança de Massa, com uma dica de Moss para que o brasileiro não a perca, é o tema da coluna desta semana.
O texto está aqui, para assinante da Folha e do UOL.
Em tempo: o acordo da Petrobras com a Honda não prevê nenhuma ingerência na escolha dos pilotos da equipe.
Será bom para a empresa ter um piloto brasileiro no time? Sim.
A Petrobras pode exigir isso? Não.
Barrichello pode se dar bem com isso? Talvez. Caso acerte com a renovação com a Honda, no que eu acredito, ele certamente será usado pela Petrobras por aqui.
Mas nesse capítulo, o maior interesse da estatal é promover algum jovem piloto. O que tentou algumas vezes com a Williams (Max, Pizzonia, Sperafico), sem sucesso.
Pelo menos no Ibope, a Stock no sábado de manhã deixou a desejar.
A corrida em Santa Cruz do Sul deu menos pontos de audiência que a Xuxa e a Liga Mundial de vôlei, nos sábados anteriores. E, no confronto direto, perdeu para a Record.
Em Assen, Stoner foi o mais rápido do dia, com 1min36s087, gigantesco 0s732 de vantagem para Rossi, o segundo colocado.
Curiosa essa transformação de Stoner a partir dos testes em Barcelona, no começo do mês. O autraliano e a Ducati acharam algo na moto e, a partir de então, voltou o brilho de 2007.
Ele venceu em Donington e hoje conseguiu uma folga respeitável para Rossi.
Será que o Mundial ficará mais empolgante do que a gente imaginava? A continuar assim, sim.
O acidente do dia foi de Capirossi. O italiano, que caiu em Donington e ficou fora do GP da Inglaterra, hoje caiu em Assen, machucou o braço direito, já sofreu uma pequena cirurgia e novamente não corre.
Peter Dejong/Associated Press
Stoner e a Ducati no segundo treino em Assen: renascidos das cinzas?
Confesso que nunca entendi bem a razão do nome GP2.
Se a F-1 é F-1 e se existe uma F-3, porque não chamar a categoria intermediária de F-2?
Mas as coisas começaram a clarear há algumas semanas, quando Ecclestone veio com aquele velho papo de dissidência, de que montadoras descontentes com a permanência de Mosley poderiam lançar um novo campeonato já em 2009.
O papo é velho, o motivo era novo, mas o que me chamou a atenção foi o nome que ele lançou para o tal campeonato.
"Poderia chamar GP1 ou algo assim", disse.
Dado importante: Ecclestone é dono da GP2.
Daí, eis que hoje Mosley surge da reunião do Conselho Mundial, em Paris, anunciando o lançamento de uma nova categoria-escola, já a partir de 2009, com o nome de... F-2!
Tudo clareou. Ecclestone batizou a GP2 assim porque sempre teve em mente a GP1. E Mosley, diante da ameaça agora escancarada do colega/concorrente, quer criar a sua F-2.
É guerra.
O que é mais fácil? Ecclestone criar uma nova F-1 ou Mosley inventar a sua GP2? Em tese, a segunda opção. Mas Ecclestone não é um dos caras mais ricos do mundo à toa.
No segundo dia de Silverstone, deu Kovalainen, com 0s376 para Trulli, o segundo colocado.
A notícia do dia, porém, foi Fisichella.
Ele estava testando uma nova carenagem sobre o motor, aparentemente na linha "bigorna" que virou moda, e pegou uma rajada de vento de Becketts e destruiu o carro no muro. Foi levado para o centro médico e está bem.
Nelsinho foi bem, Massa, não _o ferrarista testou novas soluções aerodinâmicas (reprovadas, pelo jeito) e amanhã será substituído por Raikkonen.
Com 19 etapas _uma a mais que neste ano, igual a 2005_ e com Abu Dhabi fechando o campeonato.
Interlagos, assim, perde a honra que lhe coube em 2004, 2006, 2007 e 2008. É a força dos petrodólares. Ainda bem que temos a Bacia Tupi para tentar dar o troco...
Anote e não marque nada importante para esses dias...
Massa foi o mais rápido, mas o dia não foi todo cor-de-rosa para ele. Uma falha mecânica deixou o brasileiro na pista quando faltava pouco tempo para o fim do dia.
(Olhando pelo lado positivo, Massa está num embalo tão bom que o carro só quebra em teste.)
De resto, pouco a destacar. Teste é teste, sabem como é.
Porque terá o já tradicional bate-papo com os internautas sobre o GP.
E porque terá ao nosso lado, na bancada, Gil de Ferran, um dos melhores (e mais bacanas) pilotos que conheci nesses anos todos.
O programa começa às 14h30 desta terça-feira. As instruções sobre como participar, mandando perguntas para o Gil e para o resto (eu, no caso), estão neste link.
"Senna e Piquet foram grandes nomes do automobilismo brasileiro. Eu sou pequenininho perto deles, espero um dia chegar um pouco mais perto." Para este blogueiro, é a frase do ano na F-1, até agora;
Barrichello se dizia um "brasileirinho". Entre uma declaração e outra, porém, um oceano de diferenças. A de Barrichello escancarava resignação. A de Massa mostra um piloto que evita comparações _um dos erros do antecessor, aliás;
A análise que escrevi hoje na Folha termina assim: "Massa será campeão? A prudência diz que ainda faltam dez provas e que Raikkonen, excelente piloto, não está morto. O histórico recente crava que, se tudo continuar assim, será."
Mais até do que Massa, porém, acho que o piloto mais alegre da segunda-feira deve ser Nelsinho. Fez uma corrida consistente, não se abalou com pilotos mais fortes atrás e cometeu um único erro, aquele, na saída do pit lane _apertou o famoso botão do "neutro" na hora de desligar o limitador de velocidade. Foi a corrida mais importante de sua vida. Porque ganha fôlego _e tranqüilidade_ por mais algum tempo;
Mais uma vez, os jornais ingleses caíram de pau em Hamilton por seus erros. O "Daily Mail", por exemplo, diz que o piloto tem "mania de perseguição", porque reclamou da punição que levou por ter ultrapassado Vettel na chicane. Tem razão, o jornal;
A gente fala toda hora da BMW e esquece de outra equipe em franca ascensão. Com o sexto lugar de Webber, a Red Bull chegou à sua sétima corrida seguida na zona de pontos. Olha o Newey aí, gente;
Na Indy, deu Wheldon, na base da estratégia. Na MotoGP, Stoner, que dominou Donington. Na GP2, deu Pantano e Buemi num fim de semana cheio de quebras para Bruno, que caiu para segundo na tabela.
Trabalho há dez anos com esse negócio e taí uma frase que eu nunca havia escrito.
Um brasileiro lidera o Mundial de F-1.
Resultado da vitória de Massa em Magny-Cours e da má corrida de seus adversários diretos.
Raikkonen terminou em segundo, no sacrifício. Kubica foi apenas o quinto. Hamilton ficou em 11º.
Assim, Massa chegou a 48 pontos. Kubica foi a 46 e Raikkonen, a 43. Hamilton estacionou nos 38.
A corrida, como previsto, foi um passeio da Ferrari.
Raikkonen dominou todo o primeiro trecho da prova, mas então o escapamento soltou. Quê? Isso mesmo. Taí outra cena que eu nunca havia visto na F-1, um escapamento solto num GP.
O finlandês começou a perder rendimento, a despencar e, na 39ª volta, levou a ultrapassagem.
A partir daí, Massa não teve problemas. Nem com a chuvinha fina que caiu nas voltas finais do GP.
Pouco emocionante na ponta, a prova teve alguns lances bacanas lá atrás.
Como as lambanças de Hamilton (ele, de novo) na largada, uma delas lhe custando um drive through. Como Alonso duelando contra um carro desequilibrado. Como a bela corrida de Nelsinho, sétimo colocado, marcando seus primeiros ponto na F-1.
A liderança do campeonato não é coincidência. Massa é o piloto que mais cresce no campeonato, com o carro do momento.
E isso pode, sim, acabar em título mundial. Raikkonen não está morto, mas Massa está num embalo de dar gosto...
Mas cuidado com o ufanismo. Desde 1993, com Ayrton Senna, um brasileiro não liderava o Mundial, e já posso imaginar o que vem por aí.
Coube a Raikkonen conquistar a 200ª pole da história da Ferrari, uma marca histórica, redonda, emblemática.
Com um ritmo muito forte no Q3, após passar os dois primeiros blocos do treino apenas cercando, o finlandês venceu o duelo ferrarista pela pole.
Foi um passeio dos carros vermelhos. Nem a mais desligada das vaquinhas de Magny-Cours imaginou algum outro carro na ponta do grid.
Massa, a 0s041, larga em segundo, seguido por Alonso _que correrá para terminar ali mesmo.
O único que poderia tentar alguma coisa, Hamilton, vai sair em 13º graças à lambança de Montréal.
É, será uma barbada ferrarista, só resta saber quem vai levar.
O treino aconteceu com sol, temperatura de 27ºC, com 48ºC no asfalto.
No primeiro bloco, deu Massa, 1min15s024, o melhor tempo do fim de semana. Raikkonen foi o segundo colocado, seguido por Trulli, Hamilton e Kubica.
Os cortados, Nakajima, Button, Barrichello, Fisichella e Sutil. É, os carros da Honda chegam a dar pena.
No Q2, a história se repetiu. Massa-Raikkonen, com 1min15s041 para o brasileiro, folga de 0s120 para o brasileiro. Na seqüência, Hamilton, Trulli, Alonso, Webber, Glock, Kovalainen, Coulthard e Kubica. E olha a Toyota crescendo...
Ficaram na degola Nelsinho, Heidfeld, Vettel, Bourdais e Rosberg. Vexame das Williams, pois.
Nelsinho, mais rápido no último treino livre, ficou por pouco. Mas se deu bem: com a punição a Hamilton, vai sair em décimo, mas com liberdade para jogar com combustível e ganhar posições no primeiro pit.
Na primeira rodada de voltas rápidas, Raikkonen ficou à frente de Massa, 1min16s449 contra 1min16s597.
Um tempo imbatível. Massa tentou, trocou pneus, forçou tudo o que podia na última volta, mas não conseguiu.
É a 15ª pole da carreira de Raikkonen, apenas a segunda neste ano _e na hora de cravar o nome na história da escuderia.
Bruno fez a pole para a primeira corrida da GP2, em Magny-Cours.
De forma estranha.
Assim que cruzou a linha de chegada, perdeu o controle do carro e foi direto pro muro. O trocadilho infame no comunicado oficial da categoria, "Senna crashes to pole position".
Não vi a cena. Mas a nota diz que ele perdeu o controle nas zebras antes da linha e fechou a volta já desgovernado. Dali pro muro, foi questão de (poucos) segundos.
Noves fora o acidente, belo resultado, deixando pra trás o queridinho local, Grosjean, segundo no grid. Di Grassi, de volta à categoria, sai em sexto.
Nos primeiros treinos em Magny-Cours, nenhuma surpresa.
Ferrari muito forte, como antes de Mônaco e Montréal.
O campeonato agora, até a Hungria, pelo menos, vai voltar à normalidade. A Ferrari tem o melhor carro, tem a dupla mais equilibrada, é a favorita ao título e ponto final. O que se viu nas últimas corridas foram espasmos.
No primeiro treino, Massa colocou 0s696 em Hamilton. No segundo, ficou em segundo, a 0s076 de Alonso, que, claramente, jogou para a torcida. Ou alguém acredita que isso possa se repetir na corrida?
De surpreendente, mesmo, a quantidade de escapadas. Todo mundo saiu da pista, Massa inclusive e mais de uma vez.
Na mesma balada de Alonso, Nelsinho foi o nono neste último treino. E Barrichello, contrariando o otimismo de seu discurso durante a semana, foi só o penúltimo, duas posições atrás de Button, seu parceiro de Honda _a empresa no mundo que mais gosta de queimar dinheiro.
Com suas vaquinhas, suas casinhas, seu circuito no meio do nada, seus restaurantes que fecham às 20h, todos dirigidos por franceses mal-humorados. Por anos e anos, a corrida mais chata do calendário.
Ah, Magny-Cours...
Dos churrascos, do show de Roger Waters, dos vinhos, dos mergulhos de madrugada no lago e na piscina. Que um dia, depois da descoberta da casa de pedra, tornou-se a corrida mais divertida do calendário.
Segue a programação do GP da França, no horário de Brasília:
É, é a história do dia. Irritados com o aumento no valor da superlicença, os pilotos estariam ameaçando cruzar os braços em Silverstone.
"Estariam", no condicional. Porque ninguém falou abertamente sobre isso. E porque todo mundo está negando, Alonso e Massa, entre eles _o áudio da entrevista do brasileiro está no Tazio.
Em 1982, aconteceu. Pelo mesmo motivo, a superlicença, e contra uma cláusula que instituia a "lei da mordaça" na categoria os pilotos, a turma se trancou num quarto de hotel em Kyalami e decidiu não correr. A foto abaixo, de Reutemann e Piquet, é clássica.
Naquela ocasião, os pilotos chegaram a um acordo com Balestre e acabaram correndo.
Desta vez, acho que não chega a tanto. A greve é natimorta. Até porque a classe é desunida, basta ver as deserções da GPDA nos últimos meses...
O site do "Guardian" trouxe dias atrás uma bela matéria com o Derek Bell, que pela primeira vez desde 1970 não esteve em Le Mans.
Inglês, 16 GPs na F-1 entre 1968 e 1974, Bell é uma lenda viva do Turismo. Venceu cinco vezes em Le Mans, menos apenas que Kristensen e Ickx, e foi bicampeão do antigo Mundial de esporte-protótipos.
Ponto importante no currículo, "morou" por seis meses no circuito francês, ajudando Steve McQueen a filmar "Le Mans".
Bell explica porque decidiu não correr neste ano. "Estou com 67 anos, não queria ser um incômodo para ninguém."
Um gentleman. Enfim, é aquela matéria que você lê e que fica com vontade de conhecer o cara.
O "Guardian" traz ainda uma dica de vídeo no Youtube. É Bell, na antiga reta Mulssane, em 1983, ano em que foi segundo colocado com um Porsche 956.
A descrição que ele faz daquele trecho de 6 km da pista, sem as chicanes atuais, onde os carros atingiam 395 km/h, também é fantástica. "Era a chance de relaxar um pouco, se esticar dentro do carro e checar o painel."
Uma forma de medir o sucesso de alguém é pelas manifestações contrárias a este alguém.
Certa vez, fiz uma reportagem na Folha sobre os sites anti-Schumacher. Havia um site que pintava um bigode de Hitler no alemão, outro que só listava seus arroubos de pilantragem e por aí vai. A lista era grande.
Pois agora Hamilton entrou no clube. Faz certo sucesso o site Lewis Hamilton Sucks, algo como "Lewis Hamilton enche o saco".
Dêem uma olhada, digam o que acham e palpitem: a foto é montagem?
No caso, Zonta. Lá mesmo, no cockpit do Peugeot em Le Mans.
Em entrevista ao Pit Stop, ele explicou os motivos para a surpreendente derrota.
Enquanto os Peugeot davam 11 voltas com um tanque, os Audi completavam 13. Enquanto os Peugeot sofreram na chuva, os Audi foram bem, com os mesmos pneus. Enquanto os Peugeot perderam tempo com estratégias erradas, os Audi foram impecáveis.
Mas o programa também falou de F-1, Stock e MotoGP.
Ricardo Zonta, terceiro colocado em Le Mans no fim de semana, será a atração do Pit Stop de hoje, às 14h30, aqui.
O paranaense, que já está nos EUA para disputar mais uma etapa da GrandAm, vai tentar explicar como a Peugeot perdeu e como a Audi faturou aquela que foi classificada pelo "Autosport" como "um verdadeiro clássico".
Mas é claro que o programa vai falar também de F-1, de moto, de Indy, de GT3, de F-3...
Os nostálgicos vão gostar desta: em 2009, a Saudia voltará a patrocinar a Williams. A notícia está no Tazio.
Williams
Keke Rosberg com o FW07C no GP de Mônaco de 1982
Uma pergunta e uma informação...
A pergunta: será que vão manter o design desta pintura dos fim dos 70, início dos 80? Espero que sim.
A informação: até onde sei, será um esquema patrocínio-total, sem muito espaço para outras marcas, que provavelmente terão de buscar novos ares. Entre elas uma certa petroleira brasileira...
No WTCC, o dia foi de Zanardi, um dos heróis deste blog.
O italiano venceu a primeira prova em Brno após largar da pole, perder o posto para Porteiro, dar o troco na terceira volta e disparar. Foi sua terceira vitória na categoria.
Na segunda, largou em oitavo, mas logo chegou a segundo e impôs forte pressão sobre o líder, Tarquini. Cruzou a linha de chegada a apenas 0s360 do compatriota.
Só é estranho terem marcado uma prova do WTCC para o mesmo fim de semana de Le Mans... Erro (absurdo) de planejamento ou tentativa (boba e inútil) de minar a concorrência?
Não adiantou convocar um time de ex-F-1. Não adiantou colocar três carros na pista.
Porque deu Audi de novo.
O final foi emocionante. Na última hora, com a pista úmida, Minassian tinha um carro mais veloz do que Kristensen, e começou a descontar a desvantagem de dois minutos.
Parecia que daria a lógica. Mas então Minassian, que estava com pneus lisos, rodou forte na chicane Dunlop, atravessou a Mulsanne e por pouco não deixou a prova. Percorreu as últimas voltas ainda com um furo no pneu. Cruzou a linha de chegada a 4min31s094 do vencedor, que havia parado para colocar os intermediários.
Zonta, com Montagny e Klien, foi o terceiro. O outro Peugeot, de Lamy, Sarrazin e Wurz, foi apenas quinto.
Na LMP2, a vitória foi de Verstappen, que dividiu um Porsche RS Spyder com Van Merksteihn e Bleekemolen.
Na LMGT1, Brabham, Garcia e Turner, com um Aston Martin DBR9, levaram.
E teve vitória brasileira, na LMGT2: Jaime Melo Jr., Salo e Bruni venceram, com uma Ferrari F430 GT.
Confesso a surpresa ao acordar, ligar o computador, buscar a cronometragem ao vivo e ver o Audi de Kristensen-McNish-Capello ainda na primeira posição.
Sim, estava assim quando fui dormir. "Mas daqui a pouco a Peugeot recupera a ponta", imaginei.
Imaginei errado. Ou não imaginei a chuva, que manteve o R10 na frente. Há duas horas, houve um susto: Kristensen bateu num retardatário, Barazzi, escapou da pista, mas conseguiu voltar.
Em segundo, uma volta atrás, o Peugeot de Minassian, Villeneuve e Gené. Em terceiro, outra volta atrás, Zonta-Montagny-Klien.
A super-esquadra da Peugeot tem uma hora, a última, a 24ª, para buscar um milagre.
(O Renato avisa que este site aqui está mostrando a prova).
Le Mans entrou na sétima hora com o Peugeot de Zonta à frente, com Klien no volante. Em segundo, o Peugeot de Gené. E o Audi de Kristensen surge em terceiro, a 1min09s dos líderes.
Regis Duvignau/Reuters
Zonta, no 908 HDi FAP, antes de passar o carro para Klien
E o outro Peugeot? Caiu para décimo por conta da última parada, mas está na briga. Sarrazin está voando e acaba de bater o recorde da pista: 3min19s394.
A exemplo do que aconteceu ontem, o brasileiro foi o que mais andou. Desta vez, 112 voltas. O que mostra um esforço claro para melhorar, dele e da Renault.
Mais pela quilometragem acumulada, menos pelo tempo de hoje, os testes devem fazer bem ao brasileiro.
De la Rosa foi o segundo, a 0s326, seguido por Badoer.
Aos tempos:
1º. Nelsinho Piquet (BRA/Renault), 1min20s076 (112 voltas) 2º. Pedro de la Rosa (ESP/McLaren), 1min20s402 (82) 3º. Luca Badoer (ITA/Ferrari), 1min20s680 (63) 4º. Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min21s037 (92) 5º. Timo Glock (ALE/Toyota), 1min21s158 (86) 6º. Nick Heidfeld (ALE/BMW), 1min21s295 (88) 7º. Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min21s672(83) 8º. Nico Hulkenberg (ALE/Williams), 1min21s674 (60) 9º. Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), 1min21s880 (72)
"Kubica é dono de um talento nato e é o clássico exemplo de sujeito que chega à F-1 fazendo barulho logo de cara -como todos os grandes campeões, registre-se. Mas esqueça mais esse conto de fadas na linha 'da-plebécula-ao-topo-do-mundo'. Kubica foi, também, aplicadíssimo aluno de uma escola das mais estruturadas."
O polonês, com o caminho que percorreu desde Cracóvia, é o tema da coluna de hoje, aqui, para assinantes do UOL e da Folha.
Atração da primeira categoria, Emerson encontrou-se com Lula, que teria perguntado sobre o etanol no automobilismo e prometido melhorias nos autódromos brasileiros _esta eu gostaria de ver.
O que vale mesmo é a foto.
Miguel Costa Jr.
(Em tempo, antes de experimentar o capacete de Emerson, Lula tentou colocar o de Pedro Enrique. Não coube.)
Segundo dia em Barcelona, segundo dia de Badoer na frente.
Desta vez, com De la Rosa na segunda posição, a 0s361.
Nelsinho foi penúltimo, à frente da Toro Rosso, que começou a treinar hoje.
Sobre Nelsinho, aliás, vale a pena ouvir a entrevista feita por Andrei Spinassé, do Tazio, com Nelsão, hoje, em Brasília. Está aqui.
Ao ouvir, lembrei de uma conversa que tive nesta semana com alguém muito próximo aos Piquet. "Daqui a pouco ele começa a detonar o menino", me disseram.
Esse "daqui a pouco" está bem próximo, pelo jeito.
Aos tempos:
1º. Luca Badoer (ITA/Ferrari), 1min21s013 (95 voltas) 2º. Pedro de la Rosa (ESP/McLaren), 1min21s374 (111) 3º. Timo Glock (ALE/Toyota), 1min21s573 (87) 4º. Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min21s614 (86) 5º. David Coulthard (ESC/Red Bull), 1min21s668 (86) 6º. Robert Kubica (POL/BMW), 1min21s761 (114) 7º. Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min21s950 (122) 8º. Nelsinho Piquet (BRA/Renault), 1min22s037 (129) 9º. Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min22s395 (101)
Nas três primeiras posições, adivinha, os três Peugeot. A pole é do trio Lamy-Sarrazin-Wurz, seguido por Zonta-Klien-Montagny e Villeneuve-Minassian-Gené.
O Audi de Capello-Kristensen-McNish sai em quarto. Levou 3s396 do pior Peugeot.
"Mas isso, na corrida aqui, pode não significar muita coisa", alertou pelo telefone, agora há pouco, Cesare Manucci, grande colega da "Autosprint", que está lá.
Sim, o Cesare tem razão, é mais ou menos o que escrevi sobre o lance da sorte, ontem. Mas ter azar com três carros é mais complicado. Daí, o investimento pesado dos franceses...
Jean François Monier/France Presse
Sarrazin, à frente de Minassian, no treino oficial desta noite em Le Mans
Escapou na Corvette, acertou o muro de frente, forte. Destruiu bastante o carro, que correu sério risco de não participar do segundo treino classificatório. Mas a Peugeot conseguiu trabalhar rápido e colocou o 908 HDi FAP na pista.
Rafael Portugal esteve na Ilha de Notre Dame no domingo e mandou o seguinte e-mail:
"Como você disse no seu blog, o GP foi mesmo o melhor da temporada! Que barbeiragem (ou sacanagem) do Hamilton! Ele parecia muito ansioso, muito afoito. Antes da lambança, de cada 3 voltas, ele fritava 1 na curva 6... E como anda forte o Kubica! Dá gosto ver o polonês acelerar. E como deu gosto ver a festa da Polska no circuito. Veja aí as fotos e coloque no blog se quiser. A garotinha que aparece virou a mascote da torcida de Kubica. Os marmanjos gritavam ROBERT! E ela completava: KUBICA! Olhe o estado do asfalto entre as curvas 6 e 7, estava mesmo esfarelando. Que vergonha pro Canadá."
Um barato, a menininha polonesa! E lamentável, mesmo, a situação do asfalto _imagine acelerar um F-1 nesse monte de sujeira!
Em Barcelona, no primeiro dia de testes coletivos, deu Badoer.
A diferença para Kubica, o segundo colocado, 0s270.
Sim, Kubica. Alguém pode até argumentar que a vitória em Montréal foi cercada de imprevistos, que não aconteceria se Hamilton não tivesse sofrido um tilt cerebral. Concordo. Mas ele sempre está ali, rondando, batendo na trave. E por isso é líder do Mundial.
A grande/média novidade foi a volta de Davidson, agora testando pela Honda.
Abaixo, a esquadra da Peugeot para as 24 Horas de Le Mans.
Peugeot
São nove pilotos divididos por três carros. Os três mais sérios candidatos à vitória neste fim de semana. Entre eles, Zonta. O motivo de tanto favoritismo: o Peugeot 908 HDi FAP, sem medo de errar, um dos carros mais sensacionais já criados.
Le Mans é traiçoeira. Não basta ter o melhor carro, é preciso contar com a sorte. Mas, braço por braço, não sei se a turma de Zonta é a mais forte. Ele dividirá o carro com Klien e Minassian.
Os outros trios: Villeneuve-Minassian-Gené e Lamy-Sarrazin-Wurz.
Jodee Berry era garçonete do Hooter's de Panama City, na Flórida, e trabalhou feito uma louca (de shortinho laranja, imagino) durante um mês para ganhar um concurso interno do restaurante: a gerência havia prometido um Toyota para a mocinha que mais vendesse cerveja.
Jodde ganhou. Na hora de receber o prêmio, levaram-na para o estacionamento e lhe deram um boneco do Yoda. O trocadilho? Toy (brinquedo, em inglês) Yoda.
Os caras deveriam ser processados, sim, mas por infâmia... Cadeia neles!
E que não o julguem pelos resultados da Toyota. Porque até mesmo o que ele fez na F-1 já é digno de admiração: colocou para correr, do zero, uma equipe de F-1. A Toyota não comprou uma equipe menor, não investiu numa estrutura já existente. Ergueu, do nada (com muito dinheiro, sim, mas do nada) uma fábrica e pôs dois carros para correr na categoria máxima do automobilismo.
O problema da Toyota não é e não foi Andersson, até porque ele fez o combinado _colocou a equipe para correr e pegou o boné. O problema da Toyota, como o da Honda, é o "telefone-sem-fio" entre Japão e Europa. Um lado não se entende com o outro, há uma intensa queda de braço por poder, e dá no que dá: dois fiascos.
Mas Andersson foi muito mais que o chefe da Toyota na F-1. Levou a marca ao segundo lugar em Le Mans em 1999. E, no rali, foi uma espécie de Jean Todt com a Ferrari: ganhou sete Mundiais, quatro de pilotos e três de construtores.
E Andersson foi rei no rali porque era um apaixonado. Piloto de alta estirpe, um louco pelo que fazia. Tanto que morreu assim, aos 70, acertando de frente um caminhão num rali de clássicos na África do Sul.
Até a passional (para assuntos de F-1) imprensa inglesa caiu de pau em cima do Hamilton hoje. Para o "Guardian", por exemplo, a manobra do piloto foi "aterrorizante". É, foi mesmo...;
Desde ontem penso numa hipótese levantada pelo Maurício Souza, no post abaixo. "Você não acha que o Hamilton, quando viu que a vaca tinha ido pro brejo, escolheu o Kimi ao invés do Kubica?", perguntou o Maurício. Vi, revi, revi e revi a cena. E acho, quase 24 horas depois, que, sim, Hamilton escolheu acertar Raikkonen quando viu que já era;
Massa tem toda a razão de ficar fulo da vida com a Ferrari. Perdeu um pódio certo. É caso para sentar com a equipe e ter uma conversa séria, como aquela que teve no começo de 2006 e que culminou com a mudança de engenheiro _saiu Gabriele delli Colli, entrou Rob Smedley, com ele até hoje;
A temporada de boatos já começou, falam o tempo todo de Raikkonen, Piquet, Massa, Vettel, Bruno, etc e tal, mas Kubica raramente é citado. Estranho, não? Repito o que escrevi na semana passada: se eu fosse uma equipe de ponta, colocaria um contrato em branco nas mãos do polonês.
Que corrida! Melhor que o GP de Mônaco, melhor que qualquer outra prova na temporada.
Vitória de Kubica. O que por si só já diz muito sobre o espetáculo que foi este GP do Canadá. O polonês vinha batendo na trave o ano todo, estava sempre ameaçando, só precisava de uma ajudinha do imprevisível.
Que veio da forma mais bizarra possível. Com a maior besteira que vi um piloto fazendo desde o episódio da “anta sueca”.
Hoje, Hamilton passou perto, bem perto. Não viu? Todo mundo foi para os boxes, durante um safety car. Na saída dos boxes, o sinal estava vermelho. Raikkonen e Kubica ficaram ali parados, comportados, esperando a luz verde. Eis que Hamilton veio como uma vaca louca e acertou com tudo a traseira do finlandês.
É, os dois abandonaram ali. E a expressão do Hamilton nos boxes foi aquela de “fiz m...”.
Ficou fácil para Kubica, então? Nem tanto. Porque havia uma turma fazendo apenas um pit, Heidfeld na ponta. E o polonês teve de acelerar muito para poder fazer o segundo pit e voltar à frente do companheiro.
Como de praxe, ele fez um trabalho impecável. Tinha mais de 25 segundos sobre o Heidfeld quando parou. Voltou na frente. E venceu no mesmo circuito onde, um ano atrás, sofreu seu mais grave acidente. Heidfeld foi segundo, com Coulthard, acredite, em terceiro.
Massa? Fez uma ultrapassagem sensacional sobre Barrichello e Kovalainen, de uma vez só, mas a corrida já estava comprometida após um começo meio apagado e um erro de reabastecimento nos boxes. Quinto lugar ficou de bom tamanho.
Barrichello? Foi sétimo, com febre e tudo o mais. Ele sempre andou bem no Canadá, manteve a rotina. Numa corrida de sobreviventes, quem sobrevive se dá bem. Foi o caso hoje, mais uma vez.
Nelsinho? Parecia bem após aquela rodada de pits sob safety car, mas errou, escapou da pista e abandonou algumas voltas depois. Para quem tinha três corridas pra mostrar serviço, abandonar as duas primeiras não parece um bom negócio.
Com o resultado, Kubica é o novo líder do campeonato, com 42 pontos, quatro a mais que Hamilton e Massa. Raikkonen tem 35.
Kubica será o campeão mundial? Dificilmente. Mas é de longe, com sobras, o melhor piloto do ano.
(Não, não vou tripudiar sobre meu palpite aí embaixo.)
No Texas, vitória de Dixon, a terceira em sete possibilidades na temporada.
A corrida foi boa. Nada sensacional, mas boa.
Pancões aqui e ali, aquela torcida de sempre pelo piloto de sempre (mesmo careca de saber que ele estava leve e teria de parar), imagens de Carpenter enquanto Marco e Dixon disputavam a liderança, várias alternativas, indefinição até o fim.
A decisão veio só nas últimas voltas. Após uma bandeira amarela, provocada pela batida de Bernoldi, a corrida foi reiniciada com nove voltas para o fim.
Mas então Runter-Reay deu uma escorregada, acertou Marco na disputa pela vice-liderança e os dois acabaram no muro.
Bandeira amarela, desta vez até a outra bandeira, quadriculada.
O melhor brasileiro foi Helinho, em segundo. Um consolo.
Porque o melhor piloto da temporada, de longe, é o neozeolandês.
Em Montréal, pole de Hamilton, a oitava na carreira, a segunda no Canadá, a mais fácil da vida, imagino.
O inglês sobrou. Mas sobrou de uma maneira de deixar preocupado o mais otimista dos ferraristas. Dominou os três blocos da sessão oficial e fez o tempo da pole como quem passa manteiga no pão.
No Q1, Hamilton fez 1min16s909, seguido por Massa, com 1min17s231, e Raikkonen.
Sem tempo para reconstruir seu carro após o pancão do terceiro treino livre, Vettel nem foi para a pista. Além dele, foram cortados Bourdais, Sutil, Fisichella e Button.
No segundo bloco, deu Hamilton de novo, 1min17s034. De novo, em segundo, Massa, com 1min17s353. E, também de novo, Raikkonen foi o terceiro.
Dançaram Glock, Nakajima, Coulthard, Trulli e Nelsinho. Barrichello, pela primeira vez no ano, passou para a superpole. E Webber se classificou para o Q3, mas não levou: bateu na última volta lançada e não conseguiu voltar.
No Q3, Hamilton humilhou. Ficou o tempo todo em primeiro até que, nos instantes finais, foi superado por Kubica. Sem problemas: fez mais uma volta lançada e impôs 0s612 sobre o polonês. Raikkonen é só o terceiro, seguido por Alonso, Rosberg e Massa. Barrichello sai em nono. A não ser que chova, que aconteça um terremoto ou que aperte o botão o botão errado, a vitória do inglês amanhã é uma barbada.
No último treino livre em Montréal, batida leve de Nelsinho, batida forte de Vettel.
O alemão saiu andando, nada sofreu, mas o carro ficou bem destruído, péssima notícia para o treino classificatório.
Em primeiro, Rosberg, 1min16s555, 0s803 acima da marca de Hamilton, ontem. Raikkonen foi o segundo, a 0s034. Hamilton foi o terceiro, com Massa em quarto.
Nelsinho terminou em oitavo _Alonso foi só o 17º. Barrichello fez o 14º tempo.
No Texas, deu Dixon na pole, o que está virando rotina nos ovais.
Em Barcelona, deu Stoner, num treino bem mais emocionante. O australiano bateu Hayden e Pedrosa na última volta e cravou sua primeira pole na temporada.
Rossi sai só em nono.
A largada da Indy é às 22h30 de hoje (sim, balada noturna de sábado), com Bandeirantes.
"Essa é uma história ainda em andamento, com potencial explosivo muito maior que o do episódio que a originou. O escorregão serviu para jogar luz na organização da F-1. Para mostrar que por trás de tantas estrelas e de tanto dinheiro, há uma administração arcaica, incompetente e eticamente dúbia."
Este, um trecho de reportagem da "Marketing Week", da Inglaterra, reproduzido na coluna deste sábado.
O texto está aqui, para assinantes do UOL e da Folha.
Problema de agenda, não consegui ver o primeiro treino.
Pelo que li, não perdi muito: com pista úmida, a sessão deve valer pouco, talvez para o treino oficial, não para a corrida.
Mas Massa mostrou força, cravando dois belos tempos no final e terminando na frente. O brasileiro parece ter entrado num círculo virtuoso, uma fase em que tudo dá certo. Que aproveite o momento.
Kubica foi o segundo. Taí outro que está em ótima fase e que logo, logo leva a primeira vitória. Montréal, é bom lembrar, já aprontou algumas surpresas.
Em seguida, Kovalainen, Heidfeld, Raikkonen e Hamilton.
Os outros dois brasileiros? Lá no fundão. Nelsinho foi o 17º. Barrichello, o 18º. Não passariam pelo Q1.
Para eles, com exceção dos pontos do veterano em Mônaco, a fase é outra. Bem outra.
Quando parei de viajar para as corridas de F-1, no ano passado, algumas pessoas próximas ficaram meio que chocadas. "Como assim?"
As viagens cansam. E viajar, na era pós-11 de Setembro, ficou muito, muito chato. Insuportável. Quando uma vez, em Heatrow, tive de esvaziar toda a minha mochila e viajar até o Bahrein com tudo num saquinho plástico (laptop incluído), percebi que era hora de parar...
Mas o que mais me encheu ao longo dos anos de F-1 foi a empáfia da categoria. Aquela mentalidade "somos os maiores do mundo e podemos fazer qualquer coisa", um sentimento que pouco a pouco começa a se apoderar das pessoas do meio até que elas acreditam que, sim, são melhores que quaisquer outras. De jornalistas a mecânicos a pilotos a engenheiros a menininhas que servem café, a F-1 é cheia de gente assim. Um nojo.
Para sábado, contam, a previsão é de chuva. Mas a corrida deve acontecer com pista seca.
Contam, ainda, que mudaram toda a área de paddock. Trocaram as casinhas que funcionavam como escritórios das equipes por antipáticas e frias estruturas de vidro. Uma pena.
Montréal sempre foi das corridas mais bacanas para trabalhar. Pela diferença de fuso, sempre terminávamos o trabalho mais cedo, sobrando tempo para flanar pelo paddock (e arremessar pedras no lago, contando quantos quiques elas davam) ou para passear pela cidade, uma das que mais incorporam o espírito da F-1.
Há festivais pelas ruas, promoções em bares e restaurantes... A cidade realmente respira F-1 nesses dias.
Se você pensa um dia em ir para uma corrida de F-1 e curtir de verdade o clima do evento, Montréal, Melbourne, Monza e Spa são as dicas.
"Pessoal, essa é uma informação muito relevante. Sempre tive curiosidade de saber e realmente podemos constatar que é a categoria mais equilibrada do automobilismo mundial em todos os tempos:
Quem ganhou mais corridas no desenho Corrida Maluca?
Acompanhe a tabela de vencedores das 34 provas da Corrida Maluca:
A Quadrilha de Morte, 4 vitórias Caipira Luke e seu urso, 4 Penélope Charmosa, 4 Peter Perfeito, 4 Barão Vermelho, 3 Irmãos Rocha, 3 O cupê mal-assombrado, 3 Professor Aéreo, 3 Rufus, o lenhador, 3 Soldado Meekly e Sargento Bombarda, 3 Dick Vigarista e Muttley, 0"
No ano passado, esta turma toda participou do Festival de Goodwood. Veja aqui e aqui.
Dia de viagem da F-1 para a América do Norte. E de ressaca pós-balde d'água fria, um oferecimento FIA.
Pouca notícia, portanto.
Mas vale comentário a declaração de Kubica. "Preciso ver qual é a melhor opção para mim. Agora, só estou concentrado em fazer o melhor trabalho possível. Depois, vou ver."
Já disse isso no Pit Stop, não sei se escrevi. Que fique registrado, portanto: se eu fosse uma equipe grande, assinaria correndo com o polonês. Pelo preço que fosse.