Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

O país da F-1

Inauguro aqui uma nova seção temporária do blog, para esta semana de GP Brasil.

A idéia de "O país da F-1" é mostrar interferências e referências da categoria no nosso cotidiano.
 
Quem nunca passou por uma oficina mecânica Pit Stop?  Por um muro pintado com o capacete do Senna? No Rio, tem o hotel Monza, em Floripa há uma locadora de carros chamada Le Mans e por aí vai...
 
Quem nunca encontrou pela frente algo como essas fotos enviadas pela Nathalia Krzesimovski: um guincho pintado com as cores da Ferrari?
 
 
 
Entenderam o espírito da coisa? Então mãos à obra, dedo na máquina. O e-mail é o fseixas@folhasp.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 20h54

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Sábado, sol escaldante, plantão, coluna

Sábado, sol escaldante, plantão, coluna

"Fosse Schumacher ou Alonso o líder do campeonato com sete pontos de vantagem, a fatura estaria encerrada. Jornalistas desistiriam de vir a Interlagos, o vice-líder falaria em toalha no chão, a celebração do título seria marcada.
Nada disso acontece.
Porque Hamilton e Massa são ótimos pilotos, dos melhores da atualidade. Mas não são Schumacher e Alonso. Ou melhor, não contam com a precisão ou a frieza ou a regularidade ou a previsível perfeição na tocada do hepta e do bicampeão."
 
Assim começa a coluna desta semana, sobre as peculiaridades do duelo pelo Mundial.
 
O texto está aqui, para assinantes do UOL e da Folha.

Escrito por Fábio Seixas às 13h34

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Trilha sonora-2

Leo Engelmann mandou avisar que o álbum da banda Rubens & The Barrichellos agora também está no Rapidshare.
 
O link pra baixar é este. Boa diversão.

Escrito por Fábio Seixas às 16h05

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Inacreditável

Lemyr Martins é uma espécie de ídolo para todos nós, jornalistas esportivos.
 
Repórter e fotógrafo histórico, craque no futebol e no automobilismo, autor de matérias e imagens marcantes sobre Pelé, Senna e outros gênios.
 
Comigo, o Lemyr sempre foi um doce, super simpático, atencioso. É, enfim, um contador de histórias. Das boas.

Mas Lemyr tropeçou feio.
 
Em seu último livro, "Histórias, Lendas, Mistérios e Loucuras da Fórmula 1", que será lançado na segunda-feira, na Livraria da Vila, em São Paulo, atesta como verdadeiro um diálogo surrelista no episódio da marmelada de Zeltweg-2002.
 
O ápice: a mãe de Barrichello amarrada e com os olhos vendados entrando no rádio e pedindo para o filho dar passagem ao alemão.
 
O texto está aqui, para quem quiser ler.
 
Falei com o Lemyr hoje. Ele diz que recebeu a gravação de uma pessoa influente na F-1 e que fez a tradução. E afirma ainda que garante a veracidade da informação.
 
Mas o Blog do Capelli matou a charada: o diálogo é apenas uma piada infame criada por algum forista de internet há mais de seis anos e que desde então vem circulando pela rede.
 
Origem descoberta, portanto. Mas, no fundo, nem era necessário achar esse texto de internet para perceber a cascata. Basta ler.
 
Impressiona que alguém assuma isso como verdadeiro. Impressiona ainda mais que uma editora deixe algo assim passar. E me deixa pasmo que sites publiquem o diálogo como um furo de reportagem.
 
Na boa, algo assim ser publicado é incompreensível. Uma pena.
 
PS1: Sim, o livro está aí ao lado, na "Livraria da Folha", para quem quiser comprar e ler. Antes que alguém faça alguma ilação, saibam que não controlo essa área nem ganho nada com ela.
 
PS2: Também aí ao lado, onde se lê "Fábio Seixas, 33" leiam "Fábio Seixas, 34".

Escrito por Fábio Seixas às 15h57

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Como está, fica

"Vou falar com Mosley. Precisamos nos livrar dessa hipocrisia. O importante é não prejudicar os outros. Isso posto, trabalho de equipe, num esporte de equipe, é uma das melhores coisas... Pense num ciclista que lidera o sprint para outro."
 
Este, Montezemolo defendendo o jogo de equipe na F-1.
 
Vamos com calma. Porque não o caso de abrir a porteira, como ele pretende.

Repito o que escrevi na madrugada do domingo.
 
Uma coisa é o que aconteceu em Interlagos-2007 e Xangai-2008: um piloto sem chances de título abrindo para outro que está na luta pelo campeonato. Outra é o que aconteceu em Zeltweg-2002: era a sexta etapa do campeonato, e Schumacher já tinha àquela altura 21 pontos (!!) de vantagem para Montoya.

Só que, se a FIA baixar um "liberou geral", tudo vira uma coisa só. Taí um raro caso em que é melhor deixar como está, na base da subjetividade e da avaliação caso a caso.

Escrito por Fábio Seixas às 14h29

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Trilha sonora

Dia desses postei aqui sobre a banda Rubens & The Barrichellos.
 
Alguns ajudaram daqui, outros dali e o resultado é que o incansável Leonardo Engelmann, que originou essa história toda, colocou o álbum aqui para quem quiser baixar.
 
O som é bem bacana, surf music alemã. Ahn? É, isso mesmo. Baixem, ouçam e contem depois o que acharam.
 
Ah, sim: corram. Esse link só funcionará por sete dias.

Escrito por Fábio Seixas às 13h57

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Casamento marcado

A Petrobras vai anunciar oficialmente, numa entrevista coletiva no dia 3, em São Paulo, o que este blog e o Tazio noticiaram em junho: que será fornecedora de combustível e lubrificante da Honda a partir de 2009.
 
No evento, que contará com a presença de Nick Fry, pode ser anunciada alguma novidade sobre pilotos. Pode.
 
Porque a escolha não cabe à Petrobras, como este blog informou em junho também, mas o que ainda é motivo de confusão para muita gente.
 
É claro que a empresa é sondada (como já foi) pela Honda quando a equipe tem interesse num brasileiro (como tem em Bruno e Di Grassi). Mas não pode exigir nada.

Escrito por Fábio Seixas às 18h43

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Uma mamata a menos no mundo

Lembram daquela picaretagem envolvendo o autódromo de Goiânia?
 
Em suma, a Federação Goiana de Automobilismo alugava a pista por R$ 500, usando sua prerrogativa de entidade esportiva, e depois sublocava a mesma para a Fiat por R$ 2800.
 
Detalhe: os testes da Fiat nada tinham a ver com esporte, eram trabalhos para a fábrica, para desenvolvimento dos modelos de rua.

A frase do presidente da federação, confrontado com esse "detalhe", foi lapidar. "Tes­tar car­ros pa­ra se­rem ven­di­dos é uma ati­vi­da­de es­por­ti­va, ora es­sa", disse o tal José Ney.
 
Pois ele não convenceu ninguém. E a mamata acabou.
 
"A Fe­de­ra­ção Go­i­a­na de Au­to­mo­bi­lis­mo (Fau­go) não po­de­rá mais ser a in­ter­me­di­á­ria en­tre o Es­ta­do de Go­i­ás _pro­pri­e­tá­rio do Au­tó­dro­mo In­ter­na­ci­o­nal Ayrton Sen­na_ e a Fi­at do Bra­sil. O con­tra­to, pe­lo qual a Fi­at pa­ga­va à Fau­go R$ 2,8 mil por dia pa­ra uti­li­zar o cir­cui­to do au­tó­dro­mo in­ter­na­ci­o­nal de Go­i­â­nia foi can­ce­la­do na tar­de de sex­ta-fei­ra, 17", escreve o Jornal Opção, num belíssimo exemplo de jornalismo.
 
O jornal traz ainda uma declaração de Carlos Henrique Ferrerira, ge­ren­te de Co­mu­ni­ca­ção da Fi­at: "Nos­sa re­la­ção é es­sen­cial­men­te co­mer­cial e fi­nan­cei­ra. Nós uti­li­za­mos o cir­cui­to me­di­an­te o con­tra­to da fe­de­ra­ção com quem ad­mi­nis­tra o au­tó­dro­mo e pa­ga­mos por is­so."
 
Ou seja, jogou por terra o argumento furado do dirigente. A Fiat, claro, poderá continuar usando o autódromo. Mas o contrato, a partir de agora, será feito direto com o Estado.

Jornalismo é isso. Não conheço Hélmiton Prateado, autor das matérias, mas ele está de parabéns. Precisão, isenção, bom senso e trabalhar para o bem comum.
 
Valores bem diferentes daqueles praticados pela Faugo.

Escrito por Fábio Seixas às 12h50

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Uma boa historinha

Do outro lado da linha, um colega italiano, conhecedor dos corredores de Maranello.
 
Diz que é balela essa história de troca-troca entre Raikkonen e Alonso, comentada pelos paddocks há semanas e colocada no papel pelo "As", na última segunda.
 
Mas papo vai, papo vem, ele conta uma história esclarecedora sobre algo que parecia uma coincidência: o fato de Raikkonen sempre andar mal quando Schumacher aparece nos circuitos.
 
Não, não é coincidência.
 
Schumacher, diz ele, até pelo longo relacionamento com Todt, é 100% Massa.
 
Ou seja, nas reuniões durante o fim de semana, ele dá todo o apoio para as opiniões e comentários do brasileiro e despreza as observações do finlandês. E a palavra de Schumacher é tomada pelos engenheiros como palavra final.
 
Daí que Raikkonen fica louco da vida, com um carro que não foi acertado da maneira que ele gostaria, com uma estratégia definida por outro. Dá no que dá.
 
Historinha interessante, não?
 
Em tempo: o alemão não vem pra Interlagos.

Escrito por Fábio Seixas às 10h51

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Bola de cristal

Repito aqui um trecho da coluna do último sábado:
 
"O que Mosley quer é fazer o mundo imaginar o pior para, depois, acenar com uma 'solução'. Que, no máximo, será estabelecer um projeto único de motores a ser seguido pelas diferentes fábricas. E que, no mínimo, serão regras mais rígidas para o desenvolvimento, bandeira antiga de sua cruzada contra os custos."
 
Bingo! Ontem, em Genebra, as montadoras concordaram em baratear em 50% os custos dos motores para as equipes menores, e Mosley engavetou o "projeto" de um motor padrão para a categoria.
 
Fora das pistas, essa F-1 chega a ser risível de tão previsível...

Escrito por Fábio Seixas às 09h59

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Pit Stop # 75

Pit Stop # 75

Dia corrido, mas lá vai o Pit Stop desta semana, com muito papo, claro, sobre a decisão do Mundial...
 

Escrito por Fábio Seixas às 22h47

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Dia de Pit Stop

Hoje tem Pit Stop com bate-papo no UOL, a partir das 14h30.
 
As instruções para participar estão aqui. Para assistir, o link é este.

Até lá.
 

Escrito por Fábio Seixas às 10h32

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O que vale é a intenção

A MotoGP fecha o campeonato no domingo, em Valência, e a foto abaixo pingou no sistema do jornal hoje.
                                                                                                                           Biel Aliño/Efe
 
 
A legenda informa que são cabeças de bonecos feitas por um artesão local, representando os pilotos da categoria.
 
Ahn? Alguém consegue identificar algum piloto nisso?

Escrito por Fábio Seixas às 19h09

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Bernie e a crise

Piadinha bem atual que recebi por e-mail de um certo Zé.
*
Um diretor da FIA, de nome Johnie entra correndo na sala de Bernie Ecclestone, onde já se encontrava Max Mosley. Ambos jogavam ‘Monopoly’.

- Sr. Bernie, rápido! Precisamos fazer alguma coisa!

- O que houve Johnson?

- É Johnie, senhor. A crise econômica mundial acaba de atingir a F-1! É o prenuncio de dias muito difíceis para a categoria...

- Como assim, Jonathan? As empresas que patrocinam as equipes estão tendo problemas com suas ações nas Bolsas ao redor do mundo?

- Não senhor, ainda não. Mas é Johnie.

- O que é Johnie? Jamerson?

- Meu nome, senhor... É Johnie. Digo que a crise se abateu sobre a F-1 porque os diretores da FFSA, a federação francesa de automobilismo, acabam de anunciar que renunciam ao GP em suas terras.

- E eles alegaram um motivo? Júnior?, diz com um brilho feliz nos olhos.

- Estão prevendo dificuldades econômicas para a realização do evento senhor. E é Johnie. Johnie!

- Só isto? Ora, Jones! Não faça marola com tão pouca água... Ande, me arruma uma ligação com o Herman Tilke e ligue também para a federação de automobilismo de Hong Kong. Diga a eles que acabamos de arrumar uma data para um GP lá...

- Mas senhor? E a tradição francesa? E a Renault? E Alain Prost? E principalmente, a crise econômica? Se isto aconteceu na França, pode vir a acontecer em outros países europeus! E, aliás, é Johnie.

- Johansson, meu filho... Há males que vêm para o bem! Nem que seja para o meu próprio bem... Se assim for, consiga com o Tilke mais espaço em sua agenda e entre em contato com Brunei, Vietnã, com a Coréia e o Catar... Ok!

Johnie sai da sala resmungando em voz baixa:

- Eu deveria era mandar este cara ir tomar no...

E mesmo já à distância e com a porta quase fechando, o diretor ainda escuta Bernie dizer:

- No Butão não, Gilles, meu filho... Que o país é pequeno demais para ter um autódromo desenhado pelo Tilke!
*
A origem da piada é o ótimo Blog do Groo. Como é bom ter visitantes atentos...
 
 

Escrito por Fábio Seixas às 16h40

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Caminhos diferentes

Muita gente aqui no blog notou: a Ferrari disputou a corrida do domingo com configurações aerodinâmicas bem diferentes em seus carros.
 
Enquanto Massa optou pela "bigorna" sobre o motor, Raikkonen usou a carenagem convencional.
                                                                                                                          Luca Bruno/AP
 
Não sei se foi isso (ou só isso), mas fato é que Raikkonen tinha ritmo visivelmente melhor e cravou a segunda volta mais rápida da corrida. O brasileiro, a quarta, atrás de Heidfeld.

Escrito por Fábio Seixas às 15h11

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Mentalização

Mais uma das F1 Girls...
 
 
Aliás, alguém sabe que foto é essa?

Escrito por Fábio Seixas às 14h52

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Pílulas do dia seguinte

Segundo o "Daily Star", Hamilton pediu ajuda ao paranormal Uri Geller nos dias anteriores do GP da China. Se você é jovem, talvez não saiba quem é Geller, celebrizado no Brasil pelo "Fantástico", nos anos 80, por supostamente entortar talheres, chaves e o que viesse pela frente com a força do pensamento. Bem, ele conta ao jornal britânico que enviou "pensamentos positivos" para que o piloto da McLaren visualizasse a vitória em Xangai. Ok, não acredito que foi isso que ditou a história da corrida. Mas vale pelo folclore;
 
Diz Dennis que o acordo com a Force India deve sair. E se sair, acho que veremos Sutil em Woking em 2009, num troca-troca com Kovalainen. Di Resta é outro que pode chegar. Em qualquer das opções, a McLaren sairia ganhando muito;
 
"Se Hamilton for campeão, será merecido". O autor da frase? Alonso;
 
Uma estatística interessante para quem tem memória curta e já dá a vitória ferrarista como favas contadas em Interlagos: nos últimos dez anos, foram quatro vitórias da McLaren e quatro da Ferrari no GP Brasil. Há mais equilíbrio do que muita gente apregoa. Ah, sim: a Williams ganhou uma e a Jordan, outra.
 
Decore o mantra da luta pelo título. Para Massa, só vale chegar em primeiro e segundo. Se ele vencer a prova, Hamilton não pode ser quinto. Se ele chegar em segundo, Hamilton não pode ser sétimo. Simples assim, fácil de decorar.

Escrito por Fábio Seixas às 14h44

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Segunda (!!??), jornal, atraso, coluna

Segunda (!!??), jornal, atraso, coluna

Por completo e absoluto lapso, não coloquei no blog, no sábado, a coluna desta semana na Folha.
 
O assunto, a concorrência aberta pela FIA "para definir uma fornecedora de motores e de sistemas de transmissão".
 
"O que Mosley quer é fazer o mundo imaginar o pior para, depois, acenar com uma 'solução'. Que, no máximo, será estabelecer um projeto único de motores a ser seguido pelas diferentes fábricas. E que, no mínimo, serão regras mais rígidas para o desenvolvimento, bandeira antiga de sua cruzada contra os custos."
 
Com dois dias de atraso, mas para não quebrar a série, segue a dita-cuja, para assinantes do UOL e da Folha.

Escrito por Fábio Seixas às 14h15

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A foto

A foto

Foto de pódio é tudo a mesma coisa, não é?
 
Andy Wong, da Associated Press, prova que não. Três pilotos, três expressões bem distintas, três histórias no campeonato. Tudo ao mesmo tempo agora, numa imagem.
 

Escrito por Fábio Seixas às 14h08

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Massa, o boleiro

"Tenho que levantar a cabeça, ir para o tudo ou nada e não pensar no que pode acontecer. Temos que pensar em fazer o nosso melhor. Me sinto como em uma final de Copa do Mundo, onde o jogo acabou empatado e foi para os pênaltis, e o concorrente já acertou dois gols e você perdeu dois."
 
O autor da frase, Massa. A íntegra da entrevista aos repórteres brasileiros em Xangai, com áudio, já está no Tazio.

Escrito por Fábio Seixas às 09h44

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Hamilton, e agora são 7 pontos

Hamilton venceu, com Massa em segundo. A decisão vem para Interlagos, com 7 pontos separando os dois pilotos: 94 a 87.
 
E foi uma corrida chata.
 
A largada, talvez a única chance de a Ferrari tentar alguma coisa, não teve quase nada.
 
Hamilton manteve a ponta, seguido por Raikkonen e Massa. E logo tratou de começar a abrir vantagem, com volta mais rápido em cima de volta mais rápida.
 
Tirando um ou outro problema, como o motor quebrado de Sutil e o pneu furado de Kovalainen, não aconteceu muita coisa. A partir daí uma corrida chata, chata, chata, essa é verdade.
 
Hamilton teve o tempo todo um carro soberbamente bem equilibrado. Já a Ferrari teve o tempo todo um carro que não conseguia acompanhar o ritmo do inglês. E foi isso.
 
Ao fim da segunda janela de pits, tudo estava igual. Hamilton, com 12s6 para Raikkonen, que tinha 2s para Massa.
 
Na 48ª volta, então, Raikkonen devolveu o favor de Massa em Interlagos-2007. Abriu para Massa, que assumiu a segunda colocação. Era claro que ia acontecer, e aconteceu.
 
E que ninguém esperneie, por favor. Uma coisa é uma marmelada como a da Áustria, quando Barrichello ainda tinha chances matemáticas de título. Outra coisa, normal, é o que aconteceu no ano passado e o que se repetiu hoje: um piloto sem chances dando passagem para outro, que luta pelo campeonato. Pode não ser a atitude mais esportiva do mundo, concordo, mas o prêmio maior da F-1 é o campeonato, não a corrida.
 
É a F-1. Sempre foi assim, sempre será. Esse é o lado "chato" da coisa.
 
Na linha de chegada, 14s9 separaram os dois duelistas pelo título. Raikkonen passou a 1s5 do companheiro, como que para mostrar que chegaria facilmente em segundo.
 
Kubica foi o sexto e deu adeus às chances de título. Nelsinho foi oitavo. Barrichello, o 11º.
 
Em Interlagos, Hamilton terá de fazer aquilo que foi a tônica da comunicação pelo rádio com a equipe, assim que ele cruzou a linha de chegada.
 
"Foi uma corrida de muita disciplina, precisamos repetir isso em Interlagos", disse o engenheiro da McLaren.
 
Com um quinto lugar daqui a duas semanas, Hamilton será o campeão, independentemente do resultado de Massa. Mas no ano passado era a mesma coisa, sete pontos de folga, e deu no que deu. 
 
A F-1 tem dessas viradas.
 
Sempre foi assim, sempre será. Esse é o lado bacana da coisa. 

Escrito por Fábio Seixas às 06h41

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O último palpite

Chegou a hora do palpite.
 
Dá Hamilton, seguido por Alonso e Raikkonen.
 
E vocês sabem o que vai acontecer se o resultado for esse. Qual é a base científica para esse palpite? Nenhum. Mera intuição.
 
E vocês, o que acham?

Escrito por Fábio Seixas às 04h49

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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