Férias foram feitas para descansar, para recarregar as baterias, para esquecer da correria do dia-a-dia.
E é o que farei a partir de agora.
Foi ótimo contar com a companhia de vocês por mais um ano. Juntos, aprendemos, brigamos, erramos, acertamos, discutimos, lamentamos, vibramos, brincamos, trocamos idéias, experiências, divergências e opiniões.
Tudo isso, resumido a uma palavra: convivemos. Obrigado por isso.
A todos, um excelente finzinho de 2008 e um 2009 melhor ainda. Volto no ano que vem. Ou a qualquer momento, em edição extraordinária.
São louváveis os discursos da F-1 para cortar custos.
Mas uma coisa é discurso. Outra é prática.
No momento de uma disputa por liderança de Mundial, quero ver quem vai economizar.
E é por isso que, por ora, não dou muita trela para as medidas anunciadas nesta sexta.
Motores de € 5 milhões, fim dos testes durante a temporada e limitação do túnel de vento vão ajudar, não duvido. Mas não serão a redenção propalada pelos dirigentes.
Se a Toro Rosso tinha alguma dúvida sobre Buemi, foi aniquilada nesta semana. Em três dias de testes em Jerez, o suíço foi três vezes o mais rápido.
Sim, sempre pode entrar grana na parada, ainda mais agora, com Button e Senna soltos por aí. Mas Buemi mostrou braço, provou que pode ser o dono da vaga.
Sato foi o segundo hoje, seguido por Kovalainen. Raikkonen foi o quarto. Massa, o quinto.
Aos tempos:
1º. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso), 1min17s258 (139 voltas) 2º. Takuma Sato (JAP/Toro Rosso), 1min17s520 (119) 3º. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min18s049 (96) 4º. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min18s782 (82) 5º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min19s050 (72) 6º. Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min19s319 (124) 7º. Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min19s388 (130) 8º. Pedro de la Rosa (ESP/McLaren), 1min19s499 (47) 9º. Robert Kubica (POL/BMW), 1min19s559 (134) 10º. Christian Klien (AUT/BMW), 1min19s738 (101)
Atenção, moçada! A organização do GP Brasil acaba de anunciar que a venda de ingressos para a corrida do ano que vem vai começar já na próxima segunda-feira.
Sim, daqui a quatro dias, antecedência recorde!
Segue o comunicado: "Os ingressos para o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 2009 estarão à venda a partir da próxima segunda-feira, 15 de dezembro, no site oficial do evento, no www.gpbrasil.com.br. A 38ª edição do evento acontece no autódromo de Interlagos, em São Paulo, nos dias 16, 17 e 18 de outubro de 2009.
O início da venda dos ingressos foi antecipado para atender a solicitações do público após o esgotamento total dos ingressos quatro meses antes da corrida de 2008 e para facilitar o parcelamento no cartão de crédito. Isso também já ocorre na Europa, onde alguns países já colocaram à venda os ingressos para a temporada de 2009. Os ingressos para o GP Brasil adquiridos em dezembro poderão ser parcelados em até nove vezes sem juros no cartão. O número de parcelas cairá gradativamente a cada mês. As compras poderão ser pagas com os cartões Amex, Mastercard, Diners e Visa. Os ingressos adquiridos pelo site serão entregues a partir do dia 10 de setembro, no endereço indicado no momento da compra.
O valor dos ingressos para 2009 foi reajustado seguindo o IGPM divulgado em novembro.
Os ingressos serão vendidos em duas opções: válidos apenas para sábado e domingo (classificação e corrida) e válidos para sexta, sábado e domingo (treinos livres, classificação e corrida).
Os organizadores do GP Brasil mais uma vez orientam o público a comprar ingressos somente pelo site oficial e agências autorizadas e informam que o único site oficial do evento é o www.gpbrasil.com.br. Há um site que não traz o ".br" no final e não tem relação com o evento nem autorização dos promotores para comercializar ingressos.
Outra ressalva dos organizadores é que não é permitido o uso dos ingressos em ações promocionais sem a autorização expressa dos promotores do GP Brasil."
Em Jerez, deu Buemi de novo, seguido por Sato e por Bourdais. Essa vem sendo uma constante sempre que os três treinam juntos. E é por isso que acredito que será essa a ordem de escolha da equipe, se apenas o cronômetro prevalecer _nem sempre é o caso.
Três destaques.
Alonso bateu pela manhã, mas voltou à pista à tarde. De la Rosa usou um McLaren com a asa dianteira de 2009, mas o aerofólio traseiro de 2008. E Massa, de volta ao cockpit de um F-1 pela primeira vez desde a frustração de Interlagos, foi o décimo.
Aos tempos:
1º. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso), 1min18s073 (128 voltas) 2º. Takuma Sato (JAP/Toro Rosso), 1min18s601 (38) 3º. Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min18s673 (81) 4º. Pedro de la Rosa (ESP/McLaren), 1min19s032 (78) 5º. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min19s334 (89) 6º. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min19s631 (64) 7º. Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min19S907 (106) 8º. Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min20s309 (122) 9º. Nick Heidfeld (ALE/BMW), 1min20s365(87) 10º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min20s490 (27) 11º. Robert Kubica (POL/BMW), 1min20S954 (38)
Com muitas horas de atraso, mas para não quebrar a série histórica, seguem os resultados do primeiros dia em Jerez.
1º. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso), 1min18s742 (91 voltas) 2º. Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min19s288 (77) 3º. Gary Paffett (ING/McLaren), 1min20s134 (26) 4º. Pedro de la Rosa (ESP/McLaren), 1min20s164 (21) 5º. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min20s261 (48) 6º. Nick Heidfeld (ALE/BMW), 1min20s678 (49) 7º. Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min21s336 (57) 8º. Nelsinho Piquet (BRA/Renault), 1min21s547 (124) 9º. Christian Klien (AUT/BMW), 1min22s098 (15)
Era para estaramos todos ligadíssimos nesses testes, acompanhando o duelo Barrichello x Senna. Era para ser a hora da decisão, da definição, do vamos ver.
Era. Porque a Honda acabou com a graça. Sobrou a disputa na Toro Rosso, que pode ser melada justamente pelo fator Honda: Button já conversa por lá, e Senna também.
Hoje tem mais. Não vou demorar tanto para postar o resultado.
E aqui vai o último Pit Stop do ano, com muito papo sobre a Honda, sobre a Stock, sobre Jerez e, principalmente, com uma bela retrospectiva do ano da F-1.
E, no final, com direito a uma sacaneada da produção neste que vos bloga. Tem gente aqui que vai vibrar, sei disso.
Que será especial. Preparamos uma retrospectiva da F-1, com imagens de todos os 18 GPs da temporada. Vai ser um exercício bacana lembrar dos altos e baixos, dos dramas e alegrias, das idas e vindas dos pilotos e equipes neste 2008.
Este cara passou 12 anos construindo uma miniatura perfeita da Ferrari 312PB. "Queria uma Ferrari que pudesse ficar na sala de jantar", conta.
O carrinho tem motor 12 cilindros de 100 cc, com 24 válvulas que mais parecem canudinhos. O câmbio opera normalmente. A reportagem foi levada ao ar na Inglaterra pelo "Jeremy Clarkson's Extreme Machines" e a dica para o blogueiro veio do Ricardo Botto.
O mais surpreendente, porém: agora que terminou, ele quer vender. A idéia é levantar grana e construir uma GT40 ou uma P4.
Quanto vale algo assim? Nem imagino. Mas um parâmetro pode ser este aí abaixo.
O carrinho, uma miniatura da Ferrari 330P2 (não sei se tem motor e tudo o mais), irá a leilão nesta segunda, em Londres. Os organizadores esperam arrecadar em torno de US$ 12.300.
Dizem que Button testará nesta semana pela Toro Rosso. Pra ele, faz sentido. Para a equipe, a não ser que o inglês leve uma boa grana, não;
Depois de a Toyota lançar nota reafirmando seu comprometimento com a F-1, dizem que a bola da vez será a Red Bull. É claro que Didi vai enxugar custos (já matou o "Red Bulletin" e deve acabar com o motorhome pirotécnico), mas ele acabou de comprar de volta toda a Toro Rosso. Não faz sentido;
Dizem que David Richards está na pole para comprar a Honda. Faz sentido. A longo prazo, a F-1, por incrível que pareça, sairia ganhando.
Eu ia pra Interlagos, mas uma gripe punk me deixou em casa. Assisti à Stock pela TV.
Na largada, um toque entre Pizzonia e Maurício. Logo depois, Gresse acertou o muro. Quando a disputa começava a ficar empolgante, com apenas três carros separando Maurício de Gomes, Nonô rodou, Moro bateu nele, o perseguidor ficou encaixotado e ainda levou alguns totós.
Logo depois vieram os pits e na seqüência Gomes, sem condições, abandonou. Maurício campeão.
Ou seja, numa categoria tão marcada pelo bate-bate, o bate-bate decidiu o título.
A vitória foi de Camilo, seguido por Ricardo Sperafico e por Ingo, que assim, com um pódio, despediu-se da sua Stock.
Para o novo campeão, parabéns. Conheci bem o Ricardo na época em que ele ralava na Europa, em busca da F-1. Ele chegou a ficar bem perto de uma vaga de piloto de testes da Sauber ou de correr na Arrows, mas não deu. Voltou para o Brasil e, hoje, conseguiu um merecido título. Este merece, mesmo, os parabéns.
"Conta rápida... Neste ano, cada ponto custou à Honda US$ 28 milhões. Para a Toyota, US$ 8 milhões. Para a McLaren, US$ 2,8 milhões. Para a Ferrari, US$ 2,4 milhões. Incompetência, burrice, desorganização, soberba. Classifique essa gastança como quiser, rotule os últimos três anos da Honda como preferir. Você provavelmente acertará."
Este, um trecho da última coluna do ano, aqui, para assinantes da Folha e do UOL. A próxima, só em 2009.
As férias estão chegando, é hora de descansar. Mas vou ficar mais um pouco aqui com vocês.
O caminhão da Petrobras já estava em Jerez, para os testes da semana que vem;
Falei com Bruno. Ele soube ontem. Recebeu uma ligação da equipe, com orientação para não espalhar. Ironia: seria ontem que ele receberia a programação detalhada dos testes. O telefone tocou, mas o teor da conversa era bem diferente;
Tentei conversar com Barrichello, Kanaan e Gil, todos de alguma forma envolvidos contratualmente com a Honda. Nenhum dos três quis/pôde falar.
Pois agora vejam isso: "Em atenção ao comentário do jornalista Rodrigo Borges postado no blog do Fábio Seixas, informamos que após vistoria pela equipe técnica da CET, foi encaminhada solicitação para a área de sinalização, que realizou a correção de grafia na placa indicativa do túnel Ayrton Senna. Atenciosamente, Adele Claudia Nabhan, departamento de Imprensa da CET".
Parabéns ao Borges, a este blog, a todos que comentaram. É, é bem legal saber que ajudamos em algo.
O discurso de Takeo Fukui, CEO da Honda, na madrugada brasileira, foi uma tristeza só.
A expressão dele era triste. O ambiente era triste. As palavras eram tristes.
"A Honda deve proteger o centro de sua atividade comercial e assegurar seu futuro, já que as incertezas nas economias ao redor do mundo continuam a crescer. Uma recuperação deve levar algum tempo", disse.
Já Fry, com aquele jeito bobo alegre de sempre, está otimista _ele sempre está otimista, impressionante. Diz que já há três grupos interessados. Sei.
Você gostaria de ter seu emprego atrelado à palavra de Fry? Nem eu.
A Honda começou 2008 com uma equipe e meia: Honda mais Super Aguri. Termina sem nenhuma. Crise é isso aí;
Desde 1969, conta o Tazio, um Mundial de F-1 não tem menos que 10 equipes no grid;
Sobre a operação da Honda na Indy, ainda não ouvi nenhum pio;
Mas lembrei de Mosley, e das incontáveis ocasiões em que ele alertou para a invasão das montadoras na categoria. "Para as fabricantes de carros, F-1 é uma ação de marketing como qualquer outra. Quando elas decidirem que não vale mais a pena ficar, irão embora e ficaremos de mãos abandonando", disse tantas e tantas vezes, em defesa dos garagistas, envolvidos sentimentalmente com o esporte. Pois é, ele pode ser meio (bastante) louco, mas nisso acertou em cheio;
Acho que alguém compra a Honda. Bernie vai arranjar um comprador, mesmo que tenha que ajudar financeiramente;
Nessa hipótese, a vantagem de Barrichello será a experiência. Se você compra um time de F-1 quebrado, a última coisa em que você vai pensar é em testes. A prioridade será dar um jeito de colocar dois carros no grid de Melbourne e seja o que Deus quiser. Num cenário assim, é melhor contar com pilotos experientes. Por outro lado, Bruno fez uma bela vaquinha com seus patrocinadores. Eu ficaria com os dois e mandaria o Button embora;
Se não encontrar um comprador até o Natal, a Honda fecha, informa agora o Grand Prix.
Os japoneses já estudam não colocar mais um centavo na operação da F-1. Se a turma de Brackley quiser estar no grid de Melbourne, terá que arrumar dinheiro em outras fontes, diz o Tazio.
Deu no Grand Prix, o principal site de bastidores sobre o automobilismo: a Honda anunciou ontem queda de 32% nas vendas nos EUA, e isso derrubou em quase 5% as ações da empresa na Bolsa de Tóquio.
O resultado significa o maior baque para a montadora no mercado americano em 27 anos e a devolve a um cenário de 2000. Ou seja, 8 anos de crescimento já foram pro saco.
Além do fechamento da fábrica em Swindon por 50 dias, a montadora também congelou planos de expansão na Turquia.
O melhor (ou pior) da nota do Grand Prix está no final: funcionários da equipe de F-1 da Honda já começaram a mandar currículos para outros times. Fry e outros executivos não falam, mas há rumores de uma decisão iminente de "significativos cortes no orçamento e de demissões coletivas" em Brackley.
Não se surpreenda se os testes da semana que vem, já agendados com Bruno e Barrichello, forem adiados (ou cancelados).
O Credit Suisse, segundo maior banco da Suíça e patrocinador da BMW, anunciou hoje a demissão de 5.300 funcionários, 11% do total, e o corte de bônus a executivos.
A GM já pediu um socorro de US$ 12 bilhões ao governo americano para não fechar as portas.
Como lembrei ontem, Magny-Cours e Montréal foram embora, Hockenheim subiu no telhado... E acho que vem mais por aí.
A Honda, que dará férias coletivas por 50 dias aos funcionários de sua fábrica em Swindon, na Inglaterra, cancelou também sua festinha de fim de ano com jornalistas da F-1. A Toyota anunciou que fará o lançamento do carro apenas pela internet.
Algumas dessas historinhas fizeram parte de uma conversa telefônica que travei nesta manhã com um amigo que atua na F-1, na área de negócios.
O que saiu do bate-papo: a categoria já sente, sim, os efeitos da crise e isso pode afetar até mesmo a programação da semana que vem, em Jerez.
Alguns testes com alguns pilotos podem/devem ser cancelados. Aguardemos.
O Alexander Grünwald, cujo blog a partir de agora tem um link fixo ali na coluna da direita (aliás, nem eu sei porque já não estava lá), viu aquele vídeo do Hamilton imaginando sua pista perfeita e lembrou de um caso parecido.
O guia da BMW para o WTCC, neste ano, trazia uma matéria com o Jorg Muller dando a sua versão do circuito ideal.
Há, até onde lembro, dois pontos em comum: a 130R e a Eau Rouge.
A imagem está abaixo (para facilitar a leitura, dividi em duas).
Ao Alex, um obrigado e um abraço. A Muller e Hamilton, um toque: tudo bem que Laguna Seca nunca recebeu a F-1 nem o WTCC, mas não dá para não colocar a Corkscrew em brincadeiras assim.
O Marcelo Kern mora na Inglaterra e mandou um e-mail que vale a pena ser dividido com vocês.
"Para voce ter idéia da Hamiltonmania, hoje fui dar uma olhada para comprar ingresso pro GP do ano que vem (junho....) e qual foi minha surpresa de ver que a 6 meses do GP, grande parte dos ingressos (principalmente os mais baratos e 'one day tickets') já está esgotada... Às vezes até irrita o quanto as coisas sao organizadas por aqui", escreveu.
Enquanto isso, Magny-Cours e Montréal caíram fora e Hockenheim balança.
A efeméride só tem significado para mim, mas deixei passar batido. Tsc, tsc... Neste ano, meu primeiro GP de F-1 fora do Brasil completou dez anos.
Foi em Nurburgring, em fins de setembro de 1998. Era a penúltima etapa do campeonato (houve mais de um mês de intervalo até a corrida seguinda, em Suzuka), batizada naquela ocasião de GP de Luxemburgo.
Nunca havia ido para a Alemanha. Minha única referência para chegar à casinha que recebia os jornalistas brasileiros, nas imediações da pista, era um mapa desenhado a mão pelo Flávio Gomes e enviado pra mim por fax.
E com aquilo, um papel de fax dobrado e guardado no bolso da calça, desembarquei em Frankfurt no fim da noite da quarta-feira, aluguei um Corsa e toquei pra tal casinha _até outro dia, o tal fax estava numa gaveta, bem apagado pelo tempo, claro.
Até que fui bem. Não errei o caminho. Cheguei de madrugada e então descobri que não havia cama para mim na casa. O jeito foi dividir uma cama de casal com um colega de cobertura, cuja identidade não vou revelar para evitar piadas infames e constrangimentos. Na segunda noite, que fique claro, armei um mocó pra mim no chão do quarto, onde dormi até o fim da viagem.
Os dias seguintes foram de adaptação a um novo meio, após dois anos cobrindo Indy. Sentia que as pessoas tinham muita curiosidade para saber como era "lá". E eu, claro, morrendo de curiosidade para saber como era "aqui".
Logo de cara, percebi que eram universos completamente diferentes. Na Indy, eu batia na porta do motorhome do Zanardi, o "Schumacher" de lá, ele abria e eu o entrevistava. Na F-1, até a categoria se acostumar com a sua cara, você está lascado _em 2001, ainda na Austrália, quando o Montoya estreou na categoria, pedi à Williams (que já tinha dinheiro da Petrobras) uma entrevista com o colombiano; só me deram resposta uns 6 meses depois.
Mas até que deu para emplacar um furinho na estréia. O primeiro texto que mandei de um circuito de F-1, fora do Brasil, começava assim:
Ricardo Zonta é o 22º brasileiro na F-1 FÁBIO SEIXAS enviado especial a Nurburgring O brasileiro Ricardo Zonta, 22, estreará na F-1 na próxima temporada, pilotando para a equipe BAR (British American Racing). Seu contrato foi fechado nesta semana, na sede do time, na Inglaterra, e um anúncio oficial deve ser feito nos próximos dias. Zonta vai se tornar o 22º brasileiro da história a pilotar um F-1.
A corrida, enfim, foi especial. Schumacher largou na pole, seguido por Irvine e Hakkinen. Era a primeira vez em três anos que a Ferrari conquistava uma primeira fila de grid. Mas o finlandês venceu, usando a tática consagrada pelo rival: retardou ao máximo os pits e voou quando teve pista livre.
Achei até um vídeo da corrida. A FOM, pelo jeito, deixou escapar...
E assim se foram dez anos. Dez anos especiais. De aprendizado, de idas e vindas, de uma decisão de parar de viajar, no fim de 2006, da qual não me arrependo.
A foto abaixo não é inédita, já pintou por alguns blogs e sites no fim de semana, mas a história por trás dela é interessante.
Por iniciativa do Márcio Fonseca, jornalista que atua como assessor de imprensa de muita gente no esporte, foi criado na Stock no início do ano um grupo chamado "Pilotos Amigos dos Animais".
Pilotos como Ricardo Maurício, Marcos Gomes, Guto Negrão e Gustavo Sondermann contribuem para uma senhora que vive na Serra da Cantareira e que sozinha abriga mais de 120 cães de rua, além de alguns gatos.
"Ela vive num sítio e cuida até de pit bulls que foram abandonados por seus donos. A maior parte, no entanto, é mesmo de vira-latas", conta Márcio.
Recentemente, o grupo conseguiu apoio da Pedigree, que doou três toneladas de ração para a tal senhora. E, agora, a empresa mandou mais uma tonelada de ração para as áreas atingidas pelas enchentes em Santa Catarina.
Enfim, no Desafio das Estrelas, Massa e Schumacher literalmente vestiram a camisa da campanha.
Como a idéia é bacana, a foto é bacana e o Marcio é bacana (e torce para um time mais que bacana), merecem o espaço. O e-mail, para quem quiser contribuir, é mfdois@uol.com.br
Pelo menos aos testes. O brasileiro participará dos treinos da Honda, na semana que vem, em Jerez. Bruno também estará por lá.
Brawn ainda tem dúvidas sobre a capacidade técnica de Bruno. E acha que um "duelo" contra um piloto veterano, experimentado e motivado, como Barrichello, pode tirar a prova dos nove.
Por Brawn, a dupla de 2009, ano de regulamento novo, seria Button e Barrichello. Por Fry e pelos japoneses, Button e Bruno.
Ou seja, o sobrinho de Ayrton ainda está em vantagem. Só perderá a vaga se levar uma sova do veterano. E que pode acontecer, por que não? Até porque Barrichello, imagino, guiará com a faca nos dentes.
Ah, sim: não há nada de oficial ainda. O que, na F-1, está longe de significar que não seja verdade.
Fábio Seixas, 35, editor-adjunto de Esporte da Folha, é jornalista, com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra.
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