"Hoje, o carro repousa num canto escuro de Furyusha, o túnel de vento da Dome, na Província de Shiga. O obituário segue, com o Lola T97/30, o McLaren MP4/18 e, sintomático, com três modelos da Honda: RA099, RC2x e RC100/RC1.5x. Sintomático porque revela um 'mal' da montadora, a crônica incerteza com a F-1, a falta de comprometimento, a fuga diante do risco."
A coluna de hoje fala de carros de F-1 que nunca disputaram um GP, perigo do qual o Honda de 2009 se safou.
O texto está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.
Eis que quando este blogueiro pensava que passaria o Carnaval sem mexer na coleção, uma nova e rara figurinha atinge sua caixa de entrada.
É o ingresso de 82, um oferecimento do solerte professor Douglas Zela.
Faltam, portanto, 7 ingressos para completar a coleção de todos os GPs Brasil: 1972, 73, 76, 77, 79, 80 e 81.
Se você tem algum deles por aí, vire herói do blog, como o professor Douglas, o Alex, o Leonardo, o Tigre, o Clóvis, o Ricardo e tanta gente bacana: o e-mail é fabio.seixas@grupofolha.com.br
A brincadeira está ficando séria. Aqui e aqui, você acha as portas para o museu.
Parte da turma que está ressuscitando a F-3 sul-americana, Dilson Motta à frente, esteve nesta semana em Varano de' Melegari, perto de Parma, para acompanhar a montagem dos 20 chassis Dallara que atravessarão o Atlântico.
Do comunicado enviado à imprensa, gostei deste trecho: "De acordo com um dos engenheiros da Dallara, David Beck, a principal evolução tecnológica dos novos carros está na parte aerodinâmica. O novo modelo, segundo o engenheiro, pode representar ganhos de até 12% em relação ao modelo 2001, utilizado pela F-3 sul-americana até o ano passado. Já em comparação ao F-308, utilizado nas F-3 européia e inglesa em 2008, os ganhos são de 3% em aerodinâmica e 4% em eficiência geral."
Uma bela escola, portanto. Pena que muitas das pistas por estas bandas não ajudam.
O Alex Moreira conseguiu com o Décio, membro de uma comunidade de F-1 no Orkut, o ingresso de 1974 _um ano glorioso, diga-se.
Sensacional!
Faltam 8 agora: 1972, 73, 76, 77, 79, 80, 81 e 82. Que tal aproveitar o Carnaval para fazer aquela faxina em casa e achar aquele ingresso antigo que você tem certeza de ter guardado em algum lugar?
"Fico feliz em ler essas notícias, mas acho que eles querem publicidade. Ninguém me procurou."
Esta, Danica Patrick, falando sobre a USF1, que na terça-feira que vem promete revelar seus planos para a temporada 2010.
Mantenho minha ideia: acho até que Windsor e Anderson estão bem intencionados. Mas não consigo ver viabilidade nesse projeto, bem nos EUA, bem no meio de uma crise financeira.
Fim dos trabalhos no Bahrein. Com Massa em primeiro.
O brasileiro completou 113 voltas nesta quinta, a melhor delas em 1min32s162. Mas nem tudo foi perfeito: pela manhã, ele ficou pela pista, culpa de um cabo elétrico solto.
"Temos de trabalhar para que esses imprevistos não retornem", disse o vice-campeão, que também reclamou do forte vento no circuito hoje.
Heidfeld foi o segundo, bem perto. Glock fechou em terceiro.
Aos tempos:
1º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min32s162 (113 voltas) 2°. Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber), a 0s093 (122) 3°. Timo Glock (ALE/Toyota), a 0s283 (65)
Mazen Mahdi/Efe
Restam duas baterias de testes antes da abertura da temporada. De 1º a 4 de março, em Jerez, e de 9 a 12, em Barcelona.
Abaixo o Pit Stop desta semana, com muito papo sobre F-1, Bruno Senna, Honda, Bahrein, Jerez... E com uma entrevista bem bacana com o bacana Tony Kanaan.
Que revela algo interessante: se quiser, Barrichello corre as 500 Milhas, em maio. Convite não vai faltar.
O Celso Pavia deu uma inestimável colaboração à campanha do blog. Pegou três ingressos do amigo Carlos Bau, que esteve em todos os GPs disputados no Rio, escaneou e mandou pro fabio.seixas@grupofolha.com.br
A "Autosprint" representa um problema grave para boa parte da imprensa: não tem versão na internet. Ou seja, não dá para ir lá no www.autosprint.it, ler e traduzir o que eles escreveram.
É, um problema grave.
Daí que mesmo sem ler a reportagem publicada ontem pelo Cesare Manucci, muita gente (quase todo mundo) saiu por aí reproduzindo e/ou comprando a alegação de Bruno Senna: ele falou tudo no condicional e foi mal interpretado pelo repórter.
Cesare é casado com uma brasileira. Vem ao Brasil desde os anos 80, quando havia testes de pneus em Jacarepaguá. Fala e entende português muito bem, a ponto de já ter comentado corridas de Indy no SBT e de F-1 na Jovem Pan. Acho até que tem uma casa em Bauru.
Até aí, ele poderia mesmo ter interpretado uma coisa ou outra de maneira errada. Acontece conosco, nativos. Há tantos mal-entendidos por aí... Aconteceria mais facilmente com um estrangeiro.
Mas não dá para interpretar errado 14 respostas, a maior parte delas bem incisiva.
Como esta, do original da revista, em italiano:
Autosprint: In Australia però, ti presenterai al tuo primo Gp con un numero di test davvero limitato...
Bruno: “ Con certezza sarà una grande sfida, credo che negli ultimi anni nessun pilota abbia mai debuttato in F.1 con così pochi chilometri di test. Vorrà dire che sarò il primo caso. Però è sempre meglio esserci in F.1, anche in condizioni difficili, piuttosto che rimanere fuori. Correre un altro campionato in GP2 non mi sarebbe servito. Sarà un debutto difficile, ne sono consapevole ma inizialmente non ci saranno grandi aspettative o pressioni. Perchè al momento nessuno considera l’ex team Honda come una squadra di punta. Quindi la pressione sarà minore e il mio eventuale adattamento, avverrà in una forma più rapida e agevole. Almeno posso dire di conoscere la pista, avendoci già corso e vinto nella F.3 australiana”.
O conglomerado holandês ING acaba de anunciar o encerramento de suas atividades na F-1. Leia-se, os patrocínios à Renault, o maior com que a equipe conta, e a alguns GPs.
O anúncio foi feito uma semana após o ING anunciar previsões de perdas de 1 bilhão de euros em 2008 e demissões de 7 mil funcionários.
Corte de 40% da verba para F-1 neste ano já havia sido divulgado.
E assim a situação da Renault vai ficando cada vez mais complicada...
Bruno Senna vai correr na ex-Honda em 2009. É fato. Está na Folha de S.Paulo de hoje e na “Autosprint”.
O tempo é curto. Por enquanto, há apenas uma bateria de testes prevista, entre 9 e 12 de março, em Barcelona. Depois, é embarcar para Melbourne.
O brasileiro voa ainda hoje para a Inglaterra. O anúncio oficial deve sair em poucos dias.
Por ora, como é a chata praxe da F-1, todos negam. Mas em entrevista à revista italiana, o sobrinho de Senna é bem claro.
"É melhor estrear na F-1 nessas condições difíceis do que ficar de fora. Será uma estreia complicada, mas, pelo menos, não teremos pressões nem expectativas. A Honda não era considerada uma equipe grande até o ano passado, então a pressão será pouca, e isso ajudará na minha adaptação, que deve ser rápida e tranquila. Para ajudar mais, posso dizer que já conheço a pista de Melbourne, pois disputei e venci lá pela F-3 australiana", disse.
Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.
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