Blog do Fábio Seixas - Automobilismo, viagens e pitacos sobre tudo o mais
Blog do Fábio Seixas
 

Pit Stop #92

O Pit Stop de hoje teve imagens de Melbourne, muita conversa sobre F-1 e Stock e um bate-papo com os internautas.

E, claro, os palpites para Sepang.
 
Lá vai...

Escrito por Fábio Seixas às 21h54

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Pit Stop em vídeo | PermalinkPermalink #

Pit Stop com bate-papo

Hoje o dia vai ser aquele corre-corre.

 

Mas reencontro vocês no Pit Stop, às 14h30, com direito a bate-papo no UOL. A conversa sobre o GP da Austrália, sobre a chuva de capôs de Interlagos, sobre a vida, o universo e tudo mais vai acontecer no auditório virtual Williams Shakespeare.

 

Até lá.

Escrito por Fábio Seixas às 09h33

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O país da F-1

O Lincoln Guidolin lembrou da série "O país da F-1" quando passou diante deste estabelecimento, em Araraquara _alguém sabe do que se trata?

"Não resisti lembrei, do seu blog", escreveu o Lincoln.

O blogueiro, é claro, agradece...

Escrito por Fábio Seixas às 14h53

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Na telona

O Beto Traballi escreve para me indicar esta notícia de cinema.

A Columbia vai produzir um filme sobre F-1, "The Limit", sobre a rivalidade entre Phil Hill e Wolfgang von Trips no Mundial de 1961.

Tobey Maguire, o Homem-Aranha, será um dos produtores e encarnará Hill _pelo menos é alguém com porte de piloto, não o Sylvester Stallone do horrível "Driven".
 
Mas por que o Mundial de 1961?
 
Em primeiro lugar, porque é uma história rica em tragédia e emoção. 
 
Companheiros de Ferrari, Hill e Von Trips chegaram a Monza, penúltima etapa do Mundial, com chance de fecharem o campeonato.  Na largada, porém, uma tragédia: o alemão bateu em Jim Clark e voou em direção ao público. Ele e mais 14 torcedores morreram.

Em segundo lugar, porque o campeão, afinal, foi um americano.
 
Enfim, vamos esperar. Já cansei de me decepcionar com incursões do cinema no mundo do esporte a motor.

Escrito por Fábio Seixas às 14h38

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A foto

A F-1 voltou, e chegou a hora de reativar uma velha e boa seção do site.
 
Abaixo, a foto do fim de semana. O clique é de Jens Buettner, da Efe.
 

Polêmicas de regulamento à parte, só de ter conseguido colocar os carros na pista em Melbourne, ele já mereceria essa(s) golada(s)...

Escrito por Fábio Seixas às 13h26

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | A foto | PermalinkPermalink #

Pílulas do dia seguinte

Barrichello tocou num ponto importante após a corrida: o carro não é apenas rápido. É forte, é resistente. Disse, ainda, que correu com o difusor quebrado a prova toda. A Brawn sobrou em Melbourne. Mesmo que tivesse chegado em quarto, o brasileiro já teria feito uma bela prova de recuperação. Button, então, não foi incomodado. Como há apenas quatro dias de intervalo para os próximos treinos livres, Sepang deve ser a mesma coisa;

 

Mas nem tudo é cor-de-rosa no conto de fadas de Ross Brawn. A equipe anunciou hoje a demissão de 270 funcionários. Segundo o time, a medida faz parte da reestruturação da equipe, que tinha 700 pessoas e passará a contar com 430. Será que isso terá algum efeito prático, no médio prazo? A ver;

 

A previsão é de muita água em Sepang. A região está sendo afetada por fortes chuvas há alguns dias e, segundo a meteorologia local, a situação não deve mudar até o fim de semana;

 

E o Hamilton? Com tanta coisa para comentar, com o show histórico da Brawn, a lambança de Vettel e o fiasco da Ferrari, o desempenho do inglês em Melbourne ficou em segundo plano. Enfim, antes tarde do que nunca: que corridaça...;

 

“O prejuízo é grande. No ano passado, perder um ponto já prejudicava muito. Imagine agora como fica perder mais que isso." A mim, Massa pareceu mais desanimado que o normal após a corrida. Pudera: pior do que o desempenho na classificação, foi o ritmo da Ferrari na corrida. Para ouvir a entrevista dele pós-GP, vá ao Tazio.

Escrito por Fábio Seixas às 11h12

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Capôs voadores

Como fui dormir às 9h e inventaram de marcar a Stock para logo depois disso, não assisti à prova de Interlagos.
 
Ainda bem. Poupei meus nervos. Porque um problema estrutural do novo carro, aquele mesmo que praticamente não foi testado antes do começo da temporada, desclassificou o vencedor, Zonta. 
 
O problema: um capô que sai voando. Simples assim. Aliás, capôs, no plural. Vários deles. De repente, sem mais nem menos, saiam voando durante a prova.  Aconteceu com mais de dez carros, contam-me de Interlagos.
 
"Vários pilotos perderam os capôs por estarem colados no carro da frente. A turbulência gerada pelo carro da frente provoca a saída do capô. Tanto que o meu não apresenta nenhum arranhão. Ele quebrou nas presilhas", explicou Zonta.
 
Daí aparecem os comissários da CBA e culpam os pilotos.
 
Uma coisa é uma Sauber, como aconteceu em Interlagos anos atrás, desistir de correr um GP Brasil porque sua asa traseira voava em plena reta _na F-1, a equipe é a construtora do carro, e responde por ele. Outra coisa, é um carro fabricado por uma empresa contratada pela categoria e distribuído às equipes. A categoria, imagino, deveria assumir a responsabilidade.
 
Tsc, tsc.
 
Salustiano herdou a vitória, com Mauricio em segundo e Pizzonia em terceiro.

Escrito por Fábio Seixas às 20h08

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sai Trulli, entra Hamilton

Durante o último safety car, Trulli escapou para a grama, foi superado por Hamilton e ultrapassou o inglês para retomar a posição. Foi punido. Levou 25 segundos na cabeça, perdeu o terceiro lugar, caiu para 12º.

 

Hamilton é o novo terceiro colocado na corrida.

 

Vettel também não escapou dos comissários. Considerado culpado _justamente_  pelo quiprocó com Kubica, levou US$ 50 mil de multa e perderá dez posições no grid da Malásia.

Escrito por Fábio Seixas às 08h19

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Brawn, dobradinha histórica

História. A Brawn fez história hoje em Melbourne.

 

Desde 1954, com a Mercedes, uma equipe não fazia dobradinha seu GP de estreia na F-1.

 

O tabu chegou ao fim. Com soberania. Com propriedade.


Saindo da pole, o inglês e a Brawn não tiveram grande dificuldades para vencer. Barrichello teve uma corrida mais agitada e viu o segundo lugar cair no seu colo a três voltas do fim, com um acidente adolescente entre Vettel e Kubica. Trulli, que fez corrida mais agitada ainda, completou o pódio.

 

Ou seja, pódio para a turma do difusor.

 

Mas não basta apenas ter um bom carro, é preciso ter uma boa estratégia  _e a Brawn fez isso, guardando para o último trecho da corrida, o mais curto, os pneus supermacios que tanto se desgastavam.

 

Na largada, Button disparou na frente e Barrichello empacou. Largou mal, muito mal. Na luta para se recuperar, o brasileiro ainda se enroscou com Webber, causando um strike em quem vinha atrás. Heidfeld, Sutil e Kovalainen que o digam.

 

Massa fez valer o Kers e largou bem. Vettel avançou para a segunda posição e se manteve lá.

 

Os oito da ponta na primeira volta, Button, Vettel, Massa, Kubica, Raikkonen, Rosberg, Barrichello e Nakajima.

 

Com pouco mais de dez voltas, os pneus supermacios já estavam no bagaço. Ruim para Massa, Kubica, Hamilton e companhia, que tiveram de antecipar o primeiro pit.

 

O primeiro pit real foi o de Vettel, na 16ª volta. Se deu mal. Porque, duas depois, Nakajima aprontou: acertou o muro, exigindo safety car.

 

Antes, porém, com bandeira amarela mas sem o Mercedão na pista, Barrichello e Button fizeram seus pits. Não entendi a demora dos comissários. Era claro, desde a primeira imagem, que o safety car deveria ser liberado... Barbeiragem.

 

A relargada veio na 24ª volta. Com lambança de Nelsinho. Aparentemente ele se assustou com Rosberg, perdeu a traseira do carro na freada, rodou e voou para a caixa de brita.

 

A ordem após a relargada, Button, Vettel, Massa, Kubica e Raikkonen.

 

Logo depois, porém, Massa estranhamente fez seu segundo pit. Caiu pro fundão. Na 46ª volta, lento na pista, recolheu para os boxes.

 

Cena emblemática: Button e Massa entraram juntos nos boxes. O brasileiro da Ferrari, para abandonar. O inglês da Brawn, para fazer seu último pit e rumar para a história.

 

Barrichello, com uma estratégia de esticar ao máximo o segundo trecho de GP, se deu bem e alcançou a turma da frente. Era o terceiro quando, na 51ª volta, fez seu segundo pit. Voltou à pista em quinto _em seguida, passou Rosberg para alcançar a quarta posição.

 

À sua frente, Button, Vettel e Kubica.

 

Quando tudo levava a crer que a prova terminaria assim, Vettel e Kubica fizeram caca. O polonês tentou a ultrapassagem, abusou. Vettel se defendeu, abusou mais ainda. A meu ver, o alemão errou mais: Kubica já estava com o bico à frente quando teve a porta fechada.


Ambos bateram, carros destruídos. Barrichello agradeceu, o safety car foi para a pista.

 

História.  

Escrito por Fábio Seixas às 04h45

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O último palpite

É, chegou a hora do último palpite.

 

Já que o fim de semana começou de forma histórica, que continue assim.

 

Dá dobradinha da Brawn, com Button e Barrichello. Massa completa o pódio.

 

E vocês, o que acham? Faltam 49 minutos para a largada, dá tempo para pensar bastante. Só não vale apostar depois do início do GP...

Escrito por Fábio Seixas às 02h13

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Na balança

Em tempo: a lista do peso de cada carro divulgada pela FIA, uma das novidades deste ano, ajuda a explicar muito sobre o grid.
 
Massa, por exemplo, está 10,5 kg mais leve que Button e foi o terceiro melhor no speed trap, com 308,3 km/h. E mesmo assim ficou quatro posições atrás. O que indica que o problema da Ferrari não é motor, mas basicamente aerodinâmico;
 
Barrichello está 2 kg mais pesado que Button. O que explica os 0s303 de diferença no Q3 após andar na frente do inglês nos dois primeiros blocos da sessão;
 
Nelsinho tem o carro mais pesado do grid. Quatro posições atrás de Alonso, leva 13,4 kg a mais. Ou seja, não foi tão mal assim _e acabou sendo beneficiado com as punições a Hamilton, Glock e Trulli;
 
Kubica claramente apostou no peso. É o mais leve do grid, o que explica sua quarta colocação.
 
Enfim, dá para fazer dezenas de cruzamentos entre a lista de pesos e o grid. Ambas estão abaixo.
 
Divirtam-se enquanto a largada não vem...
 
1. Robert Kubica (POL/BMW), 650 kg
2. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 654 kg
3. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 655,5 kg
4. Lewis Hamilton (ING/McLaren), 655 kg
5. Nico Rosberg (ALE/Williams), 657 kg
6. Sebastien Vettel (ALE/Red Bull), 657 kg
7. Jarno Trulli (ITA/Toyota), 660 kg
8. Mark Webber (AUS/Red Bull), 662 kg
9. Sebastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 662,5 kg
10. Jenson Button (ING/Brawn), 664,5 kg
11. Rubens Barrichello (BRA/Brawn), 666,5 kg
12. Timo Glock (ALE/Toyota), 670 kg
13. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso), 675,5 kg
14. Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 680,5 kg
15. Fernando Alonso (ESP/Renault), 680,7 kg
16. Adrian Sutil (ALE/Force India), 684,5 kg
17. Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 689 kg
18. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 690,6 kg
19. Nick Heidfeld (ALE/BMW), 691,5 kg
20. Nelsinho Piquet (BRA/Renault), 694,1 kg
 
 
1°. Jenson Button (ING/Brawn), 1min26s202 (19 voltas)
2°. Rubens Barrichello (BRA/Brawn), 1min26s505 (21)
3°. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), 1min26s830 (21)
4°. Robert Kubica (POL/BMW), 1min26s914 (19)
5°. Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min26s973 (21)
6°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min27s033 (21)
7°. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min27s163 (21)
8°. Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min27s246 (20)
9°. Nick Heidfeld (ALE/BMW) 1min25s504 (14)
10°. Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min25s605 (12)
11°. Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min25s607 (16)
12°. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min25s726 (15)
13°. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso), 1min26s503 (10)
14°. Nelsinho Piquet (BRA/Renault), 1min26s598 (12)
15°. Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min26s677 (10)
16°. Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min26s742 (9)
17°. Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min26s964 (10)
18°. Lewis Hamilton (ING/McLaren), punido, perdeu três posições
19º. Timo Glock (ALE/Toyota), punido, perdeu 13 posições
20º. Jarno Trulli (ITA/Toyota), punido, perdeu 12 posições

Escrito por Fábio Seixas às 19h02

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Vozes do sábado

Barrichello: “É muito especial estar aqui, com um carro competitivo, lutando pela pole e pela vitória, vindo do nada, desacreditado.”

 

Massa: “Se nada acontecer com a Brawn, uma dobradinha deles é 99,9% de certeza.”

 

Nelsinho: “A diferença está grande para a Brawn, mesmo entre a Brawn e a segunda melhor. Talvez haja uma luz no fim do túnel para começarmos a marcar pontos com mais frequência. Mas vai ser difícil andarmos perto dos primeiros.”

 

É, a Brawn é mesmo o grande assunto. Os áudios das entrevistas dos três brasileiros, hoje, em Melbourne, estão no Tazio.

Escrito por Fábio Seixas às 13h47

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sábado, chuva, sono, expectativa, coluna

“Anthony Colin Bruce Chapman deve estar radiante no céu, no inferno ou no Pantanal, onde, reza a lenda, curte sua ‘morte’ desde o princípio dos 80.

Afinal, a maior inovação técnica da F-1 nos últimos tempos, ou pelo menos a mais impactante, é a sua cara, tem seu estilo, poderia muito bem carregar sua grife, seu DNA. Porque é de uma simplicidade pungente, agressiva até. Porque é um tapa na cara dos nerds que não enxergam além de seus AutoCADS e túneis de vento.”

Assim começa a coluna desta semana, sobre os difusores da discórdia.

Se eles são legais ou não, isso será uma questão de interpretação da FIA _ou seja, de política. Mas que a solução encontrada por Brawn, Toyota e Willimas é sensacional, isso é.

O texto está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 13h42

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Colunas na Folha | PermalinkPermalink #

À flor da pele

Hamilton teve de trocar o câmbio e largaria em último.

 

Mas a FIA puniu a Toyota por estar usando asas traseiras flexíveis. Com isso, Trulli e Glock vão pro fim do pelotão, e o inglês sai em 18º.

 

Já a Williams reclamou aos comissários sobre o que acredita serem apêndices aerodinâmicos ilegais nos carros da Ferrari e da Red Bull.

 

Ah, sim: para registro, a reunião da Corte de Apelações será no dia 14.

 

Acusa daqui, retalia dali, pune acolá. Este começo de temporada, nos bastidores, ferve...

Escrito por Fábio Seixas às 13h36

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Primeira fila genial

Primeiro GP de uma equipe, dobradinha na ponta do grid.

 

Noves fora a polêmica sobre o difusor, a Brawn merece todos os parabéns. Há pouco mais de um mês, o time não existia. Hoje, tem o melhor carro da F-1, com sobras.

 

Ok, tudo pode ir água abaixo na reunião da Corte de Apelações da FIA, marcada para o dia 14. Acho até que são boas as chances de a equipe dançar _com Toyota e Williams a reboque. Julgamento político, sabe como é...

 

Mas não acho que tenha havido má fé. Brawn apenas explorou uma brecha do regulamento. E muitas vezes isso é encarado como genialidade.

 

E genial foi a pole de Button, a quarta de sua carreira, com Barrichello em segundo.

 

Genial. E estou me lixando para o que a FIA achar daqui a duas semanas.

 

O treino começou um pouco mais quente que as outras sessões: 24°C no ar, 32°C no asfalto.

 

No Q1, deu Barrichello, com 1min25s006. Button foi o segundo, a 0s205. Depois, vieram Webber, Glock, Heidfeld e Massa.

 

Foram cortados Buemi, Nelsinho, Fisichella, Sutil e Bourdais. Não é exatamente um bom começo de temporada para quem precisa, definitivamente, mostrar serviço após uma primeira chance. Como o francês. Como o brasileiro.

 

Ah, sim: Hamilton não dançou por pouco_ foi o 15º, apenas 0s049 melhor que o suíço.

 

Mas o campeão dançou no Q2. Com problemas de câmbio _se tiver de trocar, larga em último _, nem sequer foi à pista. Por ora, é o 15º no grid.

 

Como as coisas mudam em cinco meses... O buraco da McLaren, senhoras e senhores, é mais embaixo.

 

Como de hábito, as melhores marcas vieram neste bloco do treino oficial. Barrichello foi o mais veloz, novamente, agora com 1min24s783, o recorde do fim de semana. Atrás dele, avançando para o Q3, Button, Vettel, Rosberg, Kubica, Webber, Trulli, Glock, Massa e Raikkonen.

 

Foram cortados Heidfeld, Alonso, Nakajima, Kovalainen e, claro, Hamilton.

 

E veio a hora de decisão.

 

Na primeira rodada, deu Button, com 1min26s600, seguido por Barrichello, Webber, Vettel, Kubica, Rosberg, Glock, Trulli, Raikkonen e Massa.

 

Todo mundo foi para os boxes e trocou pneus.

 

Barrichello melhorou a marca de Button, 1min26s505. Mas o inglês deu o troco na sequência: 1min26s202. Na segunda fila, Vettel e Kubica _os dois melhores da nova geração. Rosberg é o quinto, com Glock ao seu lado. Massa sai em sétimo. Depois, Trulli, Raikkonen e Webber.

 

Como é bom ver novidades... Se 2008 terminou de forma eletrizante, 2009 começou como ninguém, NINGUÉM no planeta, imaginaria 40 dias atrás.

Escrito por Fábio Seixas às 04h17

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Melbourne, 3º treino livre

Toyota, Brawn ou Williams? Sim, parece incrível, mas a luta pela ponta na F-1 agora está mesmo com essas três.
 
Até os últimos instantes do treino, estava dando Trulli. No finalzinho, deu Rosberg de novo, 1min25s808.
 
A vantagem do alemão para o italiano, 0s003.
 
Button, agora com patrocínio da Virgin na carenagem, foi o terceiro.
 
Na Ferrari, sentimentos opostos. Raikkonen encostou na grama após cinco voltas, com problema hidráulico, e terminou em último. Massa foi o melhor entre as equipes protestantes: quarto tempo, a 0s212. Em quinto, Nakajima, com um dado importante: os cinco primeiros melhoraram a marca de Rosberg na segunda sessão.
 
Barrichello ficou em sexto. Nelsinho foi o penúltimo _duas posições atrás do companheiro.
 
E a McLaren continuou insossa: Kovalainen em 11º, Hamilton em 12º.
 
Mudo minha aposta pela pole. É difícil não apostar num sujeito que foi o melhor em todos os treinos livres.
 
Minhas fichas vão para Rosberg. E as suas?

Escrito por Fábio Seixas às 01h06

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Vozes de Melbourne

Para Barrichello, a Ferrari está escondendo o jogo. "Acho que a Ferrari tem muita carta na manga ainda. Ela é uma que disputará as boas posições amanhã."
 
Para Massa, ainda há muito trabalho duro pela frente em Melbourne. "Foi um treino positivo. Não foi fantástico, não foi negativo. Ainda temos de melhorar muito o carro."
 
Para Nelsinho, restou a resignação. "Sabia que não seria um dia fácil. É uma pista bem difícil, exige um pouco de experiência. E nunca achei que nosso carro seria um dos mais rápidos."
 
Ouvindo os dois primeiros, fiquei com a impressão, sim, de que a Ferrari ainda pode aprontar.
 
Os áudios das coletivas dos três pilotos à imprensa brasileira em Melbourne estão no Tazio.

Escrito por Fábio Seixas às 14h26

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Melbourne, 2º treino livre

Pouca coisa mudou no segundo treino livre.

 

A temperatura continuou em 18ºC, a Ferrari continuou chicoteando no caminho para a penúltima curva, a turma do difusor continuou andando forte.

 

Com a diferença de que a Toyota melhorou.

 

O mais veloz, mais uma vez, foi Rosberg, com 1min26s053. Barrichello foi o segundo, a 0s104. Em terceiro, Trulli, a 0s297. Suas marcas foram as três melhores do dia.

 

Williams-Brawn-Toyota. Não, não é coincidência.

 

Mas não, não estou dizendo que o tal difusor é ilegal, sacana ou desonesto. Apenas que, claramente, confere uma enorme vantagem a quem o utiliza.

 

Webber, da protestante Red Bull, foi o quarto, a 0s317. Depois, volta o trio parada dura: Button-Glock-Nakajima. Ou seja, Williams-Brawn-Toyota colocaram seus seis carros entre os sete primeiros colocados na sessão.

 

Mais: o tempo de Rosberg foi 0s506 melhor que a marca obtida por Hamilton no segundo treino de Melbourne em 2008. A F-1, senhores e senhoras, já está meio segundo mais rápida.

 

Massa escapou de uma batida e foi o décimo, uma posição à frente de Raikkonen. Hamilton foi só o 18º, uma posição atrás de Kovalainen. E Nelsinho foi o penúltimo.

 

O que vai dar no treino oficial? Claramente a briga será entre o trio. Se tivesse algo na manga, a Ferrari já teria mostrado neste segundo treino. E piloto por piloto, sou mais Barrichello na pole.

 

Agora é tentar dormir um pouco para começar uma sexta-feira agitada.

Escrito por Fábio Seixas às 04h13

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Melbourne, 1º treino livre

Começou o 60º Campeonato Mundial de F-1.

 

Com Rosberg na frente.

 

Numa sexta-feira de clima ameno em Melbourne, com 18ºC no ar e 28ºC no asfalto, Fisichella abriu a temporada. Espero que o encerramento seja melhor...

 

O começo do treino foi menos agitado do que eu esperava, admito. Com a proibição dos testes, imaginei que todo mundo fosse à pista para voltas e mais voltas. Nesta primeira sessão, pelo menos, isso não aconteceu. Aguardemos a próxima.

 

O tempo do alemão, 1min26s687. O piloto que mais andou foi Buemi, 27 voltas.

 

Para efeito de comparação, em 2008 o mais rápido no primeiro treino em Melbourne foi Raikkonen: 1min26s461. E o piloto que mais andou foi Bourdais, 32 voltas.

 

Nakajima, companheiro de Rosberg na Williams, foi o segundo, a 0s049. Raikkonen ficou em terceiro, a 0s063. Barrichello foi o quarto, seguido por Kovalainen, Button e Massa.

 

Ou seja: dos cinco primeiros, três são da turma do difusor sob suspeita.

 

Nelsinho foi o 18º, à frente apenas de Bourdais e de Vettel _o alemão fechou apenas 4 voltas e parou na pista.

 

As primeiras impressões:

 

O MP4/24 pode não ser (ainda) nenhuma maravilha de desempenho, mas é lindo;

 

As asinhas foram embora, mas os carros estão mais ondulados;

 

A LG deve ter pago muita, muita, muita, muita grana para o Bernie;

 

O BGP001 cola no chão;

 

Aerofólio dianteiro voando, que nada. A grande preocupação dos pilotos estará em segurar a traseira nervosinha destes carros.

 

Consequência disso, os pneus traseiros vão sofrer neste fim de semana. Faltando 20 minutos para o fim do treino, o pneu traseiro direito do Nakajima simplesmente dechapou;

 

A Ferrari tem um carro redondinho, mas que talvez não cole tanto no chão como o da Brawn.

 

Às 2h30 tem mais. Até lá.

Escrito por Fábio Seixas às 00h07

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Advogado de defesa

"O regulamento dá margem para diferentes interpretações, e o carro não é ilegal. A leitura do regulamento é feita de uma maneira diferente. Tem de ver o que a FIA vai achar e deixar de achar."

Este, Barrichello, falando aos jornalistas brasileiros em Melbourne.

O áudio da entrevista está no Tazio

Escrito por Fábio Seixas às 17h58

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Números, números...

Para registro: mudaram as numerações de Force India e Brawn.

Acreditando que teria os carros 20 e 21, a equipe de Mallya já havia preparado todo o material promocional e todas as suas ações comerciais com esses números. Mas foi surpreendida na semana passada, quando a FIA considerou a Brawn uma nova escuderia, e não uma sucessora da Honda. Com isso, levou o 18 e o 19, e viu a Brawn ficar com os "seus" 20 e 21.

Enfim, a Force India explicou o quiprocó, a FIA entendeu, e devolveu os números originais a Sutil e Fisichella.
 
Assim, Button e Barrichello pularam dois para trás. O inglês será o 22 e o brasileiro, o 23.
 
Não haverá carros 18 e 19. E antes que perguntem pela enésima vez, não, também não há o 13 _por superstição.

Escrito por Fábio Seixas às 12h35

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Mais bafafá

Pois é, o bafafá aumentou.
 
Ferrari, Red Bull e Renault protestaram formalmente contra os difusores de Brawn, Williams e Toyota _a BMW também queria reclamar, mas se enrolou na papelada.
 
Após uma reunião de mais de quatro horas, os comissários da FIA deral o aval para os difusores. Ou seja, eles serão usados em Melbourne.
 
O próximo capítulo?
 
As quatro equipes _BMW incluída_ devem recorrer à Corte de Apelações, que só se reúne na semana seguinte ao GP da Malásia.
 
Ou seja, os resultados das duas primeiras corridas do ano provavelmente só serão oficializados no tapetão, daqui a duas semanas.
 
Em outros tempos, eu diria que Bernie mexeria seus pauzinhos para evitar uma mancha como esta no começo do Mundial. Mas como os times não estão lá muito bem com o inglês...

Escrito por Fábio Seixas às 10h49

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Bafafá

A "Autosport" aposta que a discussão sobre difusores ainda vai longe...
 
Segundo o site da revista, independentemente do que acontecer na vistoria técnica da próxima madrugada, o caso deve chegar à Corte de Apelações da FIA, que se reunirá na semana após o GP da Malásia.
 
Primeiro cenário: os difusores de Brawn, Williams e Toyota são considerados legais pela FIA. Neste caso, Red Bull e pelo menos mais uma equipe protestariam. O primeiro GP de 2009  iria para o tapetão. E o segundo também, possivelmente.
 
Segundo cenário: a FIA decide que os difusores são ilegais. Brawn, Williams e Toyota estariam tão certas sobre a interpretação do regulamento que correriam com eles assim mesmo, já com recursos encaminhados à Corte.  O primeiro GP de 2009 iria para o tapetão. E o segundo também, possivelmente.

A conferir.

Escrito por Fábio Seixas às 18h37

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Como pode?

Assim ficou o carro do Cacá Bueno ontem, após o incêndio...
                                                                                                 Fabio Oliveira/Radical Motors
 
Três coisas que não entendo:
 
1. Como pode uma categoria fazer os primeiros testes pra valer de um carro novo na semana da abertura do campeonato?
 
2. Como pode uma categoria que tem apenas 12 etapas marcar sua primeira corrida para o mesmo dia da abertura da F-1?
 
3. Como pode uma categoria colocar um ponto de interrogação deste tamanho na cabeça dos seus pilotos? Ou vocês acham que os caras estarão tranquilos no fim de semana, a bordo de um carro que pega fogo de uma hora pra outra?

Escrito por Fábio Seixas às 14h06

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Programe-se

E chegou a hora do primeiro "Programe-se" da temporada!
 
Segue a programação do GP da Austrália, no horário de Brasília:
 
Quinta-feira
22h30-0h: 1° treino livre

Sexta
2h30-4h: 2° treino livre
 
Sábado
0h-1h: 3° treino livre
3h-4h: classificação

Domingo
3h: largada, 58 voltas

Escrito por Fábio Seixas às 13h37

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Falta 1!

Se alguém achou que a mesopotâmica saga dos ingressos havia ficado pelo caminho, estava redondamente enganado.
 
E o responsável pela penúltima figurinha do nosso álbum foi o Rui Gasco. De novo ele, um verdadeiro arqueólogo.
 
Abaixo, senhoras e senhores, o ingresso do GP Brasil de 1976...
 
 
Gostei desse... Design bem anos 70.
 
Bom, agora só falta um. Exatamente o ingresso do primeiro GP Brasil, em 1972, em Interlagos, que não contou pontos para o Mundial.
 
É impossível que ninguém tenha guardado... É impossível que uma raridade como essa não esteja dando sopa por aí. Se você tiver alguma dica, alguma lembrança, alguma suspeita, alguma pista, por favor, avise este blogueiro: fabio.seixas@grupofolha.com.br
 
Álbum incompleto é muito frustrante... Se você quer rever todos os outros ingressos, mãos à obra: aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 12h41

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Aviso aos navegantes

Segue aqui o Pit Stop desta semana em mp3.

A lista de todos os programas anteriores e as instruções para o RSS continuam neste link.

Escrito por Fábio Seixas às 12h18

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Pit Stop em mp3 | PermalinkPermalink #

Pit Stop #91

Segue o Pit Stop desta semana, com muito bate papo sobre a Stock e, claro, sobre tudo o que cerca a abertura do Mundial de F-1.

Os palpites foram lançados. Lá vai...

Escrito por Fábio Seixas às 19h04

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Pit Stop em vídeo | PermalinkPermalink #

É dia de Pit Stop

Dia corrido, não vou conseguir postar nada agora pela manhã.
 
Mas prometo estar às 14h30 no Pit Stop, ao vivo, aqui. E prometo dar meus palpites para a temporada.
 
Os cricris, afinal, precisam se divertir no fim do ano.
 
O e-mail para sugestões, críticas, perguntas e para os pitacos de vocês é o uolnewsformula1@uol.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 09h33

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Números

A FIA divulgou a numeração oficial da F-1.

 

Massa será o 3, a pedido da Ferrari _na versão original, de janeiro, ele era o 4.

 

A Brawn foi tratada como uma equipe nova, e por isso Button e Barrichello serão 20 e 21, e não 18 e 19, números usados nos testes.

 

Eis a turma de 2009, com os nomes oficiais das equipes conforme a lista da FIA:

 

Vodafone McLaren Mercedes

1. Lewis Hamilton        

2. Heikki Kovalainen

 

Scuderia Ferrari Marlboro
3. Felipe Massa
4. Kimi Raikkonen

 

BMW Sauber F1 Team
5. Robert Kubica         
6. Nick Heidfeld

 

ING Renault F1 Team
7. Fernando Alonso      

8. Nelson Piquet

 

Panasonic Toyota Racing
9. Jarno Trulli           

10. Timo Glock

 

Scuderia Toro Rosso

11. Sébastien Bourdais

12. Sébastien Buemi

Red Bull Racing

14. Mark Webber

15. Sebastian Vettel

 

AT&T Williams

16. Nico Rosberg          
17. Kazuki Nakajima

 

Force India F1 Team

18. Adrian Sutil          
19. Giancarlo Fisichella


Brawn GP Formula One Team

20. Jenson Button        
21. Rubens Barrichello

Escrito por Fábio Seixas às 17h07

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sob observação

Domenicali deu entrevista à edição de hoje da "Gazzetta dello Sport".
 
Segue um trecho:
 
O estado de Massa?
Muito bom. Atingiu um grau completo de amadurecimento. Há um ano, começava o Mundial em dúvida. Hoje, encara o Mundial para vencer. E pode conseguir.
 
Raikkonen?
Vejo-o motivado e mais magro, ele perdeu uns três quilos. Kimi sabe que para ele, como piloto e como ferrarista, esta será uma temporada importante. É inteligente o suficiente para entender isso.
 
É importante também para que vocês o avaliem, não?
Com certeza.
 
Ultimato para o finlandês? É, ficou parecendo...

Escrito por Fábio Seixas às 15h09

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Youtube (aniversariante) do dia

Há exatos 19 anos, 23 de março de 1990, Interlagos voltava a receber a F-1.

Era uma sexta-feira, primeiro dia de treinos para o GP Brasil. E era também a inauguração do novo traçado, "moderno", como gostavam de enfatizar seus idealizadores, Senna entre eles.
 
Nada contra a modernidade. O traçado antigo não receberia a F-1 "moderna". Mas o "moderno" não precisa sepultar o "antigo", e foi exatamente isso que aconteceu por aqui.
 
Na Europa, a maioria esmagadora dos autódromos conta com mais de uma opção de traçado. Por que, em Interlagos, não fizeram isso?
As categorias nacionais e até mesmo internacionais poderiam usufruir de um circuito espetacular, os jovens poderiam aprender, o público teria diante de seus olhos um espetáculo maior...
 
Ainda não ouvi explicação coerente e lógica e aceitável.
 
Homens históricos do automobilismo brasileiro como Chiquinho Lameirão, Ingo, Paulão, Bird Clemente e Bob Sharp também buscam essa resposta. E são os padrinhos da Campanha Pró-Reativação do Autódromo de Interlagos Antigo. Há até um abaixo-assinado que, segundo os organizadores da campanha, será encaminhado à Prefeitura de São Paulo.
 
Não custa tentar. O blog da campanha está aqui.

Enquanto isso, um vídeo daquela corrida de 1990, dica do Julliano Kremer.
 
 
Eu estava lá, numa arquibancada bem no S, e algumas pedrinhas da caixa de brita me acertaram. O culpado, De Cesaris, que não durou uma volta...

Escrito por Fábio Seixas às 14h48

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Youtube do dia | PermalinkPermalink #

Imagens do front

Ah, enfim... Uma semana respirando F-1.
 
E que tal começar com o primeiro "Imagens do front" do ano?
 
O soldado da vez é o Eric Oliveira, que escreveu o seguinte: "Sou fã de F-1 desde o autorama do Emerson... Estou morando em Melbourne desde janeiro. A cidade já está preparada!"
 
São cenas das ruas enfeitadas e das lojinhas montadas na cidade para o evento_ conheço gente que deixaria um belo dinheiro por lá.
 
Reparem nas bandeiras da primeira foto. Sim, depois da corrida vai ter show do The Who no Albert Park...
 
 
 
 
 
 

Escrito por Fábio Seixas às 10h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Na Flórida

Em Sebring, o duelo foi entre Audi e Peugeot, com vitória alemã.
 
O R15 TDI de McNish, Capello e Kristensen bateu o 908 HDI FAP de Sarrazin, Montagny e Bourdais por 22 segundos.
 
Sim, numa prova de 12 horas, a diferença entre o primeiro e o segundo foi de 22 segundos.
 
Acho que já dá para imaginar o pega-pega, não?
 
O Acura de Gil, pole, enfrentou problemas e completou só 246 das 383 voltas.
 
Na GT2, vitória brasileira. Jaime Melo Júnior,  que dividiu uma Ferrari F430 GT com o finlandês Mika Salo e o alemão Pierre Kaffer, conquistou seu segundo título na prova. Parabéns.

Escrito por Fábio Seixas às 10h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sábado, outono, vinho, coluna

"Uma possibilidade: Ecclestone pode ter acertado com as equipes que lutaria pela proposta de valorização das vitórias, mas sem entrar em detalhes. E, na hora do vamos ver, lançou à mesa uma variação do seu projeto de medalhinhas. Pegas de surpresa, as escuderias demoraram três dias para reagir à traição.

Outra: as equipes deram o aval a Ecclestone, mas não contavam com o massacre da dita opinião pública contra a novidade. A solução foi voltar atrás, inventando uma ruptura. Mais uma: as equipes armaram para Ecclestone, cientes de que encontrariam brechas no regulamento para desmoralizá-lo e mostrar força. Algo estranho aconteceu.

E talvez não seja nenhuma dessas opções. E talvez nunca saibamos. Porque se já era difícil entender as decisões da F-1 quando os dirigentes formavam o 'Piranha Club', agora, com as piranhas em lados opostos..."

Este, um trecho da coluna de hoje na Folha.
 
O texto completo está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 11h58

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Colunas na Folha | PermalinkPermalink #

Cheiro estranho no ar

Às regras...
 
A alínea D do artigo 199 do Código Esportivo Internacional estabelece que mudanças nas regras para aplicação em um período breve podem acontecer "desde que haja concordância unânime de todos os competidores do campeonato em questão".
 
No apêndice 5 do Regulamento Esportivo, o busílis parece ser a alínea 2: prega que alterações devem ser propostas pelo Grupo de Trabalho Esportivo, composto por um membro de cada equipe mais um representante da FIA. No caso de terça-feira, a mudança foi imposta de cima pra baixo.
 
Mas um detalhe do comunicado da FIA merece atenção. Diz que Ecclestone teria recebido sinal verde das equipes para a mudança no critério.
 
Ou Bernie mentiu no Conselho Mundial ou as equipes o enganaram ou algo muito estranho aconteceu nos últimos dias.
 
Enfim, Inês está morta e enterrada. Pobre desta Inês, até que eu gostava dela...

Escrito por Fábio Seixas às 15h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A vitória dos pontos

Mudou.
 
A FIA acaba de divulgar nota oficial afirmando que se as equipes não aceitarem o novo critério de forma unânime, a mudança não poderá ser implantada em 2009.

Como as equipes já disseram que não são... Tudo volta a ser como antes.

O campeão será aquele que acumular mais pontos. Pronto, podem festejar.

Escrito por Fábio Seixas às 14h58

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Protesto

Fedeu.

A Fota divulgou um comunicado afirmando que a decisão do Conselho Mundial de mudar o critério para disputa do título da F-1 fere o Apêndice 5 do Regulamento Esportivo e o artigo 199 do Código Esportivo Internacional.

A base da reclamação: está muito tarde para uma mudança sem apoio unânime das equipes.
 
A mudança que tinha esse apoio, diz a Fota, não foi aprovada pelo Conselho Mundial. Ou seja: a associação dos times diz que nada pode mudar para 2009. Continua tudo como estava, Mundial definido por pontos, no sistema 10-8-6-5-4-3-2-1.

A FIA ainda não se manifestou.

Escrito por Fábio Seixas às 14h21

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Tudo liberado

À "Auto Motor und Sport", Whiting afirmou não ver problemas nos difusores de Brawn, Toyota e Williams.
 
"Essas equipes usaram uma brecha que sempre esteve lá. Mas podemos entender que outras equipes tenham uma visão diferente", disse o responsável pelo cumprimento do Regulamento Técnico da F-1.
 
Ou seja, a Brawn, Toyota e Williams devem mesmo andar bem em Melbourne. O que não significa necessariamente andar à frente das outras, já que sete autoclaves Europa afora devem estar operando à toda força, neste exato momento, para fabricar difusores idênticos.

Escrito por Fábio Seixas às 20h11

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Pole de respeito

A American Le Mans Series começa no sábado, com as 12 Horas de Sebring. E com pole brasileira.

 

A equipe de Gil de Ferran cravou a primeira posição no grid da principal categoria, a LMP1. Scott Dixon e Simon Pagenaud dividem com o patrão a pilotagem do Acura ARX-02a _foi o neozeolandês que cravou a volta da pole.

 

Uma pole de respeito. De muitíssimo respeito. Porque deixou para trás, por exemplo, dois Audi R15 TDI e dois Peugeot 908 HDi FAP.

 

Capello/Kristensen/McNish, o trio vencedor das últimas 24 Horas de Le Mans, com o mesmo Audi, ficou em segundo. Minassian/Lamy/Klien, que terminou em segundo a última edição da mítica corrida, com o mesmo equipamento, larga da terceira colocação na Flórida.

 

A vantagem da equipe de Gil no grid, 0s082.

 

Jaime Melo Júnior, que venceu a corrida em 2007 na GT2, sai em quarto neste ano, com uma Ferrari F430 GT. E há um terceiro brasileiro na prova, Lucas Molo, também na GT2, 11º com um Chevrolet Rilley Corvette C6. O Speed Channel mostrará a corrida.

 

Voltando ao feito da equipe de Gil, a "Autosport" classificou-o de "chocante". E foi mesmo.

 

Agradavelmente chocante. Porque Gil merece.

Escrito por Fábio Seixas às 19h19

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sem pace car, com pit stop

Não haverá mais "pace car global" na abertura da Stock, em Interlagos.
 
Mas será quase isso.
 
Falei agora com a assessoria de imprensa da categoria. A prova de Interlagos terá duas janelas obrigatórias de pit stops. O primeiro, para reabastecimento, dos 15 aos 18 minutos de prova _em algum momento, neste intervalo, os boxes serão abertos por duas voltas. O segundo, para troca de pneus, dos 25 aos 35 minutos _vale a mesma ressalva anterior. E é durante esse segundo pit que a transmissão da Globo começará.
 
Não é uma maravilha de regra, longe disso. Mas é menos ruim do que a ideia original.
 
Sempre fui contra interferências externas em disputas esportivas, e acho que a maior culpada é a Stock, que fica criando ou que aceita essas novidades. Corrida, pra mim, é colocar um monte de carros num grid, dar a largada e esperar pra ver quem chega na frente.
 
Simples assim, sem invencionices.

Escrito por Fábio Seixas às 15h14

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Donzela de ferro

Aos fãs do Iron Maiden, frequentadores do blog _algumas dezenas, segundo o termômetro deste post aqui.
 
Sabem quem é este, andando de kart em Interlagos, na segunda-feira?
 
Bruce Dickinson...
 
Bruce Dickinson pilota kart em Interlagos
 
A foto é do atento Rafael Durante. E a história está no Tazio.

Escrito por Fábio Seixas às 14h04

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Jerez, dia 5

E o melhor tempo da semana em Jerez vai para... Nakajima!

 

Sim, o japonês da Williams cravou hoje 1min17s494, marca 0s350 mais veloz que a obtida por Button na terça-feira.

 

A McLaren também andou mais rápido. Kovalainen fez 1min17s946, terceira melhor marca da semana.

 

Aos tempos:

 

1°. Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min17s494 (102 voltas)
2°. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), a 0s439 (84)

 

Testes, agora, apenas em linha reta ou em pistas circulares, como determinado pelo Conselho Mundial.

 

E carro de F-1 acelerando, só em Melbourne. Daqui a pouco.

 

Ufa!

Escrito por Fábio Seixas às 13h46

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Fala, Schumacher

"Não creio que essas mudanças ajudem a F-1, especialmente o novo sistema de definição do campeão. Não posso ver como faz sentido eventualmente ter um campeão com menos pontos que o vice, mesmo achando ser um bom movimento para tentar fortalecer a posição do vencedor."

Escrito por Fábio Seixas às 13h36

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Bruno e o DTM

E Bruno Senna, que andava sumido?
 
Bom, ele reapareceu. Nesta quarta, treinou em Hockenheim com um AMG Mercedes-Benz C Class 2008. O objetivo, o DTM, o Alemão de Turismo.
                                                                      Divulgação Daimler AG/MF2
Bruno Senna, nesta quarta, em Hockenheim
 
Amanhã, ele voltará a treinar.
 
"Vou andar nos dois períodos. Mas já foi um dia divertido, me adaptei rapidamente ao carro e deu para dar umas voltas boas. No entanto, não posso subestimar o nível de competitividade do DTM. É uma categoria de alto nível e com corridas bastante disputadas. Ainda há muito a ser discutido, mas é claro que uma série tão forte e veloz como esta pode ser uma ótima opção e me ajudar no caminho da F-1”, disse, no comunicado distribuído à imprensa.
 
O campeonato começa no dia 19 de maio. Há tempo para muitos testes.
 
Por ora, nem Bruno nem a Mercedes confirmam sua participação. Mas, por ora, também, parece não haver alternativa melhor para o brasileiro.

Escrito por Fábio Seixas às 17h38

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Xerox

O Rick avisou e é verdade, está lá no site espanhol Motor 21: a McLaren teria testado hoje, em Jerez, modificações no difusor. A cada parada nos boxes, mecânicos corriam para esconder os detalhes da traseira do MP4/24.
 
Coincidência ou não, nos últimos dias o time usou uma geringonça no difusor antigo para monitorar sua (in)eficiência. Coincidência ou não, Kovalainen cravou hoje o melhor tempo da semana para a equipe.
 
É o que comentei ontem no Pit Stop: há duas saídas para a polêmica. Ou a FIA libera e todo mundo copia a ideia da Brawn ou a FIA proíbe.
 
Só imaginei, admito, que demoraria um pouco mais para as equipes copiarem a novidade...

Escrito por Fábio Seixas às 16h17

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Jerez, dia 4

Sim, ainda tem gente testando em Jerez: McLaren e Williams.

 

Kovalainen fez 1min18s202, mais lento que Button ontem, mas melhor que Alonso na segunda-feira.

 

Nakajima ficou a 1s821. Amanhã é, pra valer, o último dia da pré-temporada.


Aos tempos:

 

1°. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min18s202 (79 voltas)
2°. Kazuki Nakajima (JAP/Williams), a 1s821 (103)

Escrito por Fábio Seixas às 14h01

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Aviso aos navegantes

Aqui vai o Pit Stop desta semana em mp3.

E aqui, a lista dos programas anteriores e as instruções para o RSS.

Escrito por Fábio Seixas às 13h53

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Pit Stop em mp3 | PermalinkPermalink #

GP por GP

O jornalista Rogerio Jovaneli se deu o trabalho de analisar, GP por GP, como seria o Mundial de 2008 com o novo regulamento.

 

A conclusão dele: "o campeonato seria emocionante do começo ao fim, com o mesmíssimo duelo entre Hamilton e Massa."

 

Vale a pena acompanhar:

 

Austrália

A primeira corrida, em Melbourne, foi vencida por Hamilton. Seria líder de qualquer maneira. Pelo novo critério, com uma vitória;

 

Malásia

Depois da segunda corrida, em Sepang, Raikkonen, vencedor, empataria com o inglês na liderança;

 

Bahrein

Massa, ao vencer a corrida, também chegaria à liderança, junto com Hamilton e Raikkonen (uma vitória para cada piloto);

 

Espanha

Depois de Barcelona, Raikkonen chegaria à ponta, com duas vitórias, contra uma de seus rivais;

 

Turquia

Massa, ao vencer em Istambul, chegaria a duas vitórias e empataria na liderança com o companheiro Raikkonen (duas vitórias para cada piloto da Ferrari, contra uma de Hamilton);

 

Mônaco

Após vencer a sexta corrida do ano, Hamilton seria líder, junto de Massa e Raikkonen (duas vitórias para cada piloto);

 

Canadá

O vencedor foi Kubica. Continuaria havendo empate tríplice na luta pelo título;

 

França

Após ganhar em Magny-Cours, Massa assumiria pela primeira vez a liderança isolada, com três vitórias, contra duas de seus rivais;

 

Inglaterra

Ao triunfar em casa, no autódromo de Silverstone, Hamilton empataria na liderança com o brasileiro da Ferrari (três vitórias cada);

 

Alemanha

Hamilton vence e toma a liderança isolada;

 

Hungria

O vencedor foi Kovalainen. Hamilton continuaria na ponta;

 

Europa

Massa, vitorioso em Valência, voltaria a ser líder ao lado de Hamilton (quatro vitórias para cada piloto);

 

Bélgica

A quinta vitória de Massa, em Spa-Francorchamps, levaria o brasileiro de volta à liderança isolada do campeonato;

 

Monza

O vencedor foi Vettel. Massa continuaria líder;

 

Cingapura

O vencedor foi Alonso. Massa continuaria líder;

 

Japão

O vencedor foi Alonso. Massa continuaria líder;

 

China

Hamilton e Massa voltariam a dividir a liderança, mas com sete pontos de vantagem para o inglês na tabela;

 

Brasil

Após vencer em casa, no autódromo de Interlagos, Massa conquistaria a sexta vitória, virando o jogo e conquistando o título.

 

“Obviamente, as equipes não correram no ano passado com essa nova regra, portanto, talvez tivessem posturas diferentes, sabendo o que precisariam fazer para ganhar o campeonato, privilegiando um ou outro piloto. Mas, assim como não se pode acreditar totalmente que todo ano tenhamos equilíbrio idêntico ao de 2008, também não se pode creditar apenas e tão somente à nova regra um eventual desequilíbio do campeonato. Nem 8; nem 80. Equilíbrio, também na análise”, escreveu o Rogério, a quem o blogueiro agradece.

 

Agradece e completa: sabendo que precisaria da vitória, Hamilton faria uma corrida completamente diferente em Interlagos. O GP Brasil de 2008 foi histórico, um dos mais emocionantes de todos os tempos? Sim. Mas por causa da chuva.

 

Não fosse a instabilidade do clima paulistano e o corre-corre que provocou nos boxes de Interlagos, Hamilton administraria sua posição, chegaria confortavelmente em quinto e o Mundial teria uma decisão sem graça.

 

Com a nova regra, o inglês teria de partir pra cima. Em algum momento, nos boxes ou na pista, teria de tentar tomar a liderança de Massa. Aí, o mundo veria uma ultrapassagem que valeria não apenas uma posição ou uma vitória, mas o título de um campeonato. Com a chuva, tudo ficaria ainda mais embaralhado. 

 

E isso eu chamo de emoção.

Escrito por Fábio Seixas às 12h39

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sobre regras esdrúxulas

Vocês acham esdrúxula a nova regra para definir o campeão da F-1?
 
Pois vejam o que a Stock aprontou...
 
A informação é do Lito Cavalcanti e está desde a semana passada no Voando Baixo, do Rafael Lopes. Confesso que só agora atentei para a dita-cuja.
 
Lá vai: "A primeira corrida, no dia 29 de março, será disputada normalmente, inclusive com pit stop, até os 10 minutos finais, quando deverá começar a transmissão ao vivo da Rede Globo. Então, entrará o safety car (nesse caso, não será safety car, e sim pace car) na pista, todos os pilotos serão agrupados e será dada a bandeira verde. Será que a tática correta será economizar os pneus trocados durante o pit stop? E como fazê-lo sem perder posições? Uma nova variável no jogo tático..."
 
Sim! A Globo decidiu que só vai mostrar os 10 minutos finais da corrida. Até aí, a emissora faz o que quiser, passa o que bem entender no "Esporte Espetacular", seja algum "desafio" de vôlei de praia ou um "mundialito" de futsal. Se quiser exibir só a bandeirada, que seja assim.
 
Mas a Stock aceitar uma alteração na corrida, uma alteração profunda como essa, criar uma corrida dentro da corrida, uma corrida artificial só para a Globo, é dos maiores absurdos que já vi no esporte...
 
Imagine no futebol? "Olha, a gente só vai mostrar os últimos 10 minutos do jogo. Então, qualquer que seja o placar, voltará pro 0 a 0 quando abrirmos a transmissão, tá bom?"
 
É, é bem isso.

Escrito por Fábio Seixas às 11h43

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Jerez, dia 3

E hoje foi a vez de Brawn e Renault se despedirem dos testes. Pista, agora, só a do Albert Park.
 
Button foi o mais rápido, com 1min17s844, a melhor marca da semana até agora. Rosberg ficou a 0s227.
 
Amanhã e quinta, só McLaren (com Kovalainen) e Wlliams (com Nakajima) testam.
 
Aos tempos:
 
1°. Jenson Button (ING/Brawn), 1min17s844 (114 voltas)
2°. Nico Rosberg (ALE/Williams), a 0s227 (66)
3°. Nelsinho Piquet (BRA/Renault) a 0s538 (128)
4°. Lewis Hamilton (ING/McLaren), a 1s277 (118)

Escrito por Fábio Seixas às 16h56

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Pit Stop #90

O Pit Stop de hoje está quente, pegando fogo, comentando sobre as novidades na F-1. E também falando sobre Jerez, Brawn, difusores e quetais.

Lá vai...

Escrito por Fábio Seixas às 16h46

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Pit Stop em vídeo | PermalinkPermalink #

Para quem não gostou...

Atenção, críticos da nova regra: já há um abaixo-assinado pedindo para a FIA voltar atrás na decisão de privilegiar as vitórias na disputa do título da F-1.
 
Quem avisa é o Leandro Guimarães. E o link é este aqui. Divirtam-se.
 
Mas não vai dar em nada.

Escrito por Fábio Seixas às 16h41

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Mais mudanças

Tem mais no comunicado da FIA.
 
Os pilotos serão obrigados a darem autógrafos nas sextas-feiras e a concederem entrevistas após o treino classificatório e os GPs _conheço alguns que vão odiar essa regra.
 
Também foi criado um incentivo para testes com pilotos jovens. Entre a última corrida de um Mundial e o final daquele ano, só poderão participar pilotos que não tiverem disputado mais que dois GPs ou testado um carro de F-1 em mais de quatro dias nos últimos dois anos.
 
Durante a temporada, os times só poderão fazer testes aerodinâmicos, por oito dias não consecutivos, em retas ou "pistas de raio constante" (círculos) aprovadas pela FIA.
 
Por enquanto é isso. Vou correr pro Pit Stop. Mais tarde eu volto.

Escrito por Fábio Seixas às 11h28

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Viva a vitória

Acaba de sair o comunicado do Conselho Mundial da FIA.

A principal alteração, gritante e histórica: a partir de agora, a pontuação não definirá mais o campeão da F-1.

Isso mesmo. Será campeão o piloto com mais vitórias. A pontuação só será usada como critério de desempate caso dois pilotos empatem em número de vitórias na temporada.
 
Para o resto da classificação, do segundo ao último lugares, a pontuação continuará valendo. O sistema também não mudou: 10-8-6-5-4-3-2-1.
 
Não é o sistema de medalhas, mas o espírito é o mesmo. A regularidade deixa de ser valorizada. O que o Conselho e Bernie querem é incentivar a ousadia, as ultrapassagens, as vitórias.
 
Querem saber? Eu gostei.

Escrito por Fábio Seixas às 10h48

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Terça tem Pit Stop

Hoje é terça-feira, dia de Pit Stop. Que vai falar sobre os últimos testes e sobre o pacote de mudanças nas regras aprovado há instantes pelo Conselho Mundial da FIA. O programa começa às 14h30, ao vivo, aqui.
 
Para participar com perguntas, comentários e sugestões, o e-mail é uolnewsformula1@uol.com.br
 

Escrito por Fábio Seixas às 10h37

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O difusor

O Ilson Fioravanti encontrou num site holandês belas fotos do difusor da Brawn.
 
Matem a curiosidade e durmam saciados, ó fanáticos por F-1...
 
O difusor no carro de Button
 
O difusor no carro de Barrichello

Escrito por Fábio Seixas às 18h10

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

No alvo

O Fabio Mantovani mandou e-mail para o blogueiro lembrando deste post aqui, então um exercício de futurologia do Marcos Smirkoff.
 
"Ele acertou em cheio", disse meu xará.
 
Sim, é verdade. O cara é bom...

Escrito por Fábio Seixas às 15h37

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Jerez, dia 2

Em Jerez, deu Alonso.

O espanhol, que testou pela última vez antes de Melbourne, cravou 1min18s343, vantagem magra, de apenas 0s055, sobre Barrichello e seu BGP001.

A Brawn, aliás, testou com seus dois pilotos. E Button teve problemas: deu apenas 12 voltas e quebrou. Mas foi o suficiente para cravar o terceiro tempo.
 
Barrichello é outro que não testa mais. A esta hora, já deve estar voando para o Brasil, onde ficará até embarcar para Melbourne.
 
E o difusor?
 
Pois é, essa história pintou no jornal "Express", de Colônia, que foi atrás de comentários de Briatore sobre ilegalidades cometidas "por duas ou três equipes". De acordo com o diário alemão, uma "ligação curva" entre o difusor do BGP001 e o assoalho proporciona um aumento de pressão aerodinâmica na traseira do carro que compensa parte da perda com a nova asa.
 
Coincidência ou não, Domenicali pediu à FIA esclarecimentos sobre o desenho dos difusores, jogando suspeitas sobre a interpretação que alguns times fizeram do Regulamento Técnico. Williams e Toyota também estariam na mira.
 
Ah, sim... A McLaren de Hamilton ficou em quarto hoje, mesmo com 73 voltas a mais que Button. Xiiiii...

Alonso, nesta segunda, em Jerez (foto Cristina Quicler/France Presse)

Aos tempos:

1°. Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min18s343 (99 voltas)
2°. Rubens Barrichello (BRA/Brawn), a 0s055 (62)
3°. Jenson Button (ING/Brawn), a 0s549 (12)
4°. Lewis Hamilton (ING/McLaren), a 1s170 (85)
5°. Nico Rosberg (ALE/Williams), a 1s440 (123)

Escrito por Fábio Seixas às 14h35

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Uma noite no autódromo

Ontem fui ao autódromo de Interlagos. Para o show do Iron Maiden.
 
Quase um pocket show. Porque se é verdade que Bruce, Steve e seus asseclas ainda são sensacionais, também é que nessa enésima turnê brasileira deixaram de lado o mega-palco, a mega-produção, a mega-dedicação.
 
O palco em Interlagos poderia ser da Banda Calypso ou do Chitãozinho e Xororó. Nada de Eddie gigante, pouca pirotecnia, quase nenhum teatro.
 
Faltou personalidade, faltou a identidade Maiden, enfim. Dois shows em dois dias em duas cidades diferentes quase sempre dá nisso.
 
E a fila? Interlagos tem dezenas de entradas e os gênios da organização inventaram de fazer todo o acesso apenas por um portão, o 8.
 
Entrei numa fila, orientado por rapazes que vestiam a camiseta de "produção". A fila andou, andou e de repente evaporou. Deixou de existir. Correria, passos apressados, a fila ressurgiu. Dando a volta no autódromo. Mesmo.
 
A entrada era pelo portão 8, lembram? Ali na avenida Interlagos. O fim da fila era muito além do portão do setor G, do kartódromo, do muro do autódromo. Entre um ponto e outro, portões e mais portões fechados...
 
O palco foi montado naquele espaço entre o Pinheirinho, o Laranjinha, a Junção. Nada que prejudique a pista. Mas o gramado, ah, virou um lamaçal, meu ex-tênis que o diga.
 
Ah, sim...Apesar de a organização ter tentado estragar, o show foi bom, muito bom.

Escrito por Fábio Seixas às 10h15

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Jerez, dia 1

Começou o fim da pré-temporada. Em Jerez, nesta semana, Brawn, Renault, Williams e McLaren trabalharão nos últimos ajustes antes de embarcarem para Melbourne. As outras seis já encerraram o período de testes.
 
Neste domingo, Barrichello foi o mais veloz, com impressionante 0s584 de vantagem para Alonso, que teve um dia ruim _pela manhã, bateu na curva 8, e admitiu ter errado.
 
Hulkenberg, piloto de testes da Williams, foi o terceiro. E a McLaren decidiu só começar a ralar amanhã.
 
A Brawn testará amanhã de manhã com Barrichello e à tarde com Button. Na terça, o inglês voltará à pista. E então a equipe-novata-sensação encerrará suas atividades de testes. A Renault também testará apenas até terça, com Nelsinho assumindo o volante. McLaren e Williams só deixarão Jerez na quinta.
 
Continuo achando melhor esperar Melbourne para avaliar o desempenho da Brawn. Mas que até agora é impressionante, é.
 
Aos tempos:
 
1º. Rubens Barrichello (BRA/Brawn), 1min19s235 (102)
2º. Fernando Alonso (ESP/Renault), a 0s584 (33)
3º. Nico Hulkenberg (ALE/Williams), a 0s780 (69)

Escrito por Fábio Seixas às 15h00

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sábado, descanso, churrasco, coluna

"O novo McLaren MP4/4 já não tem que provar mais nada a ninguém. Desde que o novo modelo estreou (arrasando) em Imola, todos os pilotos e chefes de equipe fizeram um grande esforço para tentar diminuir o impacto que o desempenho do novo carro havia causado. Nenhum deles estava disposto a admitir que o panorama da F-1 para este ano tinha mudado. Todos os equipamentos anteriormente considerados favoritos teriam que ser praticamente revistos se quisessem acompanhar os carros da dupla da Marlboro."

Este, um trecho de reportagem da Folha no dia 4 de abril de 1988, um dia após o primeiro GP do MP4/4, o carro da McLaren que venceu 15 dos 16 GPs daquela temporada. É, também, um trecho da coluna deste sábado, que fala sobre a Brawn GP.
 
Não, não estou dizendo que o BGP001 vai chegar perto daquelas 15 vitórias em 16 GPs. Até porque, logo depois, cito o carro da Prost de 2001, uma sensação na pré-temporada que logo depois se provou um fiasco.
 
A conclusão? É melhor esperar.
 
O texto está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 12h27

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Colunas na Folha | PermalinkPermalink #

40.000

Coube ao Adriano Arthuzo, no post sobre a frase de Barrichello, emplacar o comentário 40.000 da história do blog.
 
O 30.000 foi postado em 25 de setembro de 2008.
 
Ou seja, 169 dias para uma nova celebração, para novos 10.000 comentários.

Sim, celebração. Porque o espaço aí ao pé de cada post é um espaço democrático, e isso deve sempre ser festejado. É um espaço para perguntas, elogios, devaneios, piadas, críticas e, admito, até para palavrões bem colocados.
 
Fico chateado, às vezes, com o que encontro lá? Sim. Mas ficaria mais chateado se não houvesse essa interatividade, esse pingue-pongue com quem se dá ao trabalho de vir todo dia até aqui. Se eu dou minhas opiniões, meus pitacos, se faço minhas gracinhas, nada mais justo que você façam o mesmo.
 
Não é exagero nem diplomacia dizer que este blog é feito a centenas de mãos. Gente que manda sugestões, que aponta erros, que indica vídeos e blogs e fotos que eu não conhecia. E nada melhor para ilustrar essa corrente do que a saga dos ingressos do GP Brasil. O que começou como uma brincadeira virou uma coleção bem bacana, histórica, inédita até onde sei.
 
Ah, sim: dos 40.000 comentários, apenas 86, ou 0,21%, foram reprovados. Se algum comentário seu está nessa minoria, desculpe dizer, mas você é um chato _ou foi quando sentou para escrever aquela baboseira.
 
Obrigado a todos, enfim. E vamos pro 50.000!

Escrito por Fábio Seixas às 18h18

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Deu zebra

Divertida, a sacada do Fernando, criador do Zine Pinguim...

 

Escrito por Fábio Seixas às 15h18

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Faltam 2!

Ah, o Rui Gasco. Sim, ele fuçou, fuçou, encontrou e mandou para cá um dos ingressos que faltavam para a coleção.

 

E fez mais. Contou a história do dito-cujo...

 

"Porque o ingresso de 77 está remendado? Alguma criança o picotou indevidamente, anos depois?? Não!!!!  Foi a própria 'des'organização de nosso querido Interlagos. Na sexta-feira de manhã quando já estávamos confortavelmente instalados entre os escorpiões  da arquibancada que é hoje o Setor A, uns 'bilheteiros' do Portão 2, por onde se entrava, sacaram que muita gente já dentro do autódromo simplesmente passava os ingressos pelo muro ou alambrados para amigos do lado de fora, que entravam também sem nenhum problema. Então o que pensaram eles? 'Vamos inutilizar todos os ingressos dos tontos que já estão nas arquibancadas que resolve a situação'. Não foi genial? Como naquela época a gente entrava no autódromo na sexta de manhã e só saia após a corrida obedecemos as 'otoridades' e deixamos que eles rasgassem todos os ingressos da turma. E o pior: foram jogados fora, ao vento, na própria arquibancada. Pode? O único lapso de esperteza e rebeldia que tive, mesmo aos 20 anos, foi de salvar, mesmo rasgados, e contra as 'ordens', dois ingressos picotados mas com todos os pedaços ali. Puta merda... Até hoje penso nisso e fico furioso comigo. Mas a gente não era de briga, fazer o quê?"

 

É, é de xingar mesmo.

 

Lá vai o "sobrevivente", bem parecido com o de 1978...

 

 

Agora, faltam apenas dois ingressos para completar a coleção: 1972 e 76. Admito que fiquei receoso à certa altura da brincadeira, mas agora, a dois passos do paraíso, estou empolgado! Acho que vamos conseguir.

 

Para conhecer a coleção, de clique em clique, vá aqui.

 

Vamos, eu sei que alguém aí tem esses ingressos. O e-mail é fabio.seixas@grupofolha.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 13h12

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Fala, Barrichello

"Para ser honesto com todos e com a Ferrari, sempre tive um bom carro. Especialmente em 2003, quando tinha um carro infernal. Mas, desde 2006, não achei que teria outra chance dessas. Tudo bem, aquele carro [de 2006] era bom, mas não quanto este, que nasceu muito bem."

Escrito por Fábio Seixas às 12h39

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Medalhinha

O Alberto Mattos, de Niterói, ficou empolgado com o post sobre o Porsche 917 e mandou o seguinte e-mail para cá:
 
"Olá, Fábio. Tudo bem? Em 1970 ganhei esse 'mimo' de um parente que foi a Le Mans e trouxe essa lembrança para mim. Espero que possa ilustrar o seu blog."
 
É claro que pode...

Sensacional! Reparem no 917 rasgando a reta!

O blogueiro, fã confesso de relíquias assim, agradece.

Escrito por Fábio Seixas às 14h51

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Barcelona, dia 4

O que a Brawn fez nesta semana, em Barcelona, é inédito. Em quatro dias de testes, uma equipe que oficialmente completa hoje uma semana de vida, manteve-se sempre na ponta da tabela. E em dois dias, liderou.
 
Como hoje. Barrichello cravou 1min18s926, o melhor tempo da semana, com larga vantagem para o segundo colocado, Rosberg. Glock foi o terceiro. Massa foi o sexto com a Ferrari, e Hamilton ficou em oitavo com a McLaren.
                                                                                                       Josep Lago/France Presse
Barrichello, em Barcelona, nesta quinta
 
Para seis das equipes, foram os últimos testes antes do GP da Austrália. McLaren, Williams, Brawn e Renault ainda trabalharão em Jerez, na semana que vem, antes de embarcarem tudo para Melbourne.
 
O que deu para tirar desta semana?

Que a McLaren enfrenta problemas. Talvez não sejam problemas incontornáveis, mas a solução parece não ter sido encontrada em Barcelona. Jerez deve dar a resposta sobre o real estágio da equipe;
 
Que a Brawn tem um bom carro. Não sei se é tudo isso, já lancei aqui minhas teses. Mas o carro é bom, para andar no meio do pelotão. Não será uma Minardi da vida;

Que a Ferrari está bem. Após tantas mudanças nos últimos anos, um pouco de estabilidade nos bastidores fez bem à equipe;
 
Que a Toyota cresceu. Sigo com minhas dúvidas quanto à competência da dupla de pilotos, mas o carro dá a pinta de ser o melhor já produzido em Colônia;
 
Que a Renault caiu. É difícil dizer o tamanho da queda, e o que ela causará, mas não é a mesma Renault dos fins de 2008;
 
Que a Red Bull pode vez ou outra lutar por um bom resultado, com Vettel. Quem vem aqui com frequência sabe minha opinião sobre o Webber;
 
Que a Toro Rosso e a Force India andarão no fundo, mas bem. Aliás, não tem uma equipe "porcaria" neste ano. Algo que pode parecer óbvio, com apenas dez no grid, mas que nem sempre funcionou assim.
 
Aos tempos:

1°. Rubens Barrichello (BRA/Brawn), 1min18s926 (103 voltas)
2°. Nico Rosberg (ALE/Williams), a 0s848 (117)
3°. Timo Glock (ALE/Toyota), a 1s165 (118)
4°. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), a 1s650 (75)
5°. Fernando Alonso (ESP/Renault), a 1s738 (56)
6°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 1s751 (84)
7°. Robert Kubica (POL/BMW Sauber), a 1s814 (128)
8°. Lewis Hamilton (ING/McLaren), a 1s943 (69)
9°. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso), a 2s087 (62)
10°. Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), a 2s119 (137)
11°. Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), a 2s703 (34)

Escrito por Fábio Seixas às 14h06

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Aviso aos navegantes

Enrolado na correria dos últimos dias, esqueci de postar o Pit Stop desta semana em mp3. Está aqui.
 
Quando isso acontecer de novo, não se desesperem. Dá para buscar diretamente aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 13h08

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Pit Stop em mp3 | PermalinkPermalink #

Quarentão

Raramente publico no blog, na íntegra, comunicados enviados à imprensa.
 
Precisa haver um motivo muito forte.
 
É o caso. Porque fala da história de um dos mais sensacionais carros de corrida já criados. Porque traz fotos incríveis. Porque é da lavra de Luiz Alberto Pandini, o Panda, o que significa ser bem escrito e bem apurado. Porque me ensinou mais sobre essa máquina fantástica e me deixou morrendo de vontade de visitar esse museu em Stuttgart.
 
Lá vai...
 
Há 40 anos, em 13 de março de 1969, a Porsche apresentou no Salão de Genebra um carro que, mesmo para os padrões atuais, fica muito além da simples classificação “supercarro esporte”: o Porsche 917, que se transformou em uma lenda por ser um dos carros de corrida mais rápidos e vitoriosos de todos os tempos.
 
A Porsche lançou o Projeto 917 em junho de 1968, depois que a FIA, autoridade máxima do automobilismo esportivo, anunciou a criação de uma classe de “carros esporte aprovados” com capacidade de até 5 litros e peso mínimo de 800 kg. Com a supervisão de Ferdinand Piëch, as 25 unidades planejadas (número mínimo exigido pela FIA para homologação) foram apresentadas em abril de 1969 para que o 917 pudesse começar sua carreira desportiva nesse mesmo ano. Ainda que o 917 tenha abandonado suas três primeiras corridas devido a problemas técnicos, a história de êxito começou em agosto de 1969, quando a dupla formada pelo suíço Jo Siffert e pelo alemão Kurt Ahrens venceu os 1000 Km da Áustria, em Österreichring.
 
As 25 unidades perfiladas diante da fábrica para homologação da FIA
 
A configuração do motor do 917 era tão incomum quanto as distintas versões de sua carroceria. Atrás do assento do piloto, ficava um motor de 12 cilindros horizontais refrigerado a ar, cujo virabrequim lhe outorgava um desenho em V de 180 graus. O motor de 520 cv tinha capacidade cúbica inicial de 4,5 litros. A estrutura tubular era de alumínio e a carroceria, de fibra de vidro sintética reforçada. Os engenheiros da Porsche desenvolveram distintos modelos de carroceria para satisfazer às distintas exigências das diversas pistas. O modelo denominado “cauda curta” (917K) foi desenhado para circuitos sinuosos, em que se exige maior pressão aerodinâmica para fazer as curvas à maior velocidade possível. O modelo de “cauda longa” (917 LH) foi desenhado para pistas de alta velocidade. Em seguida, chegaram os 917 com cabine aberta, como os 917/10 e 917/30 utilizados nos campeonatos Can-Am e Intersérie.
 
Ao término da temporada de 1970, a Porsche confirmou sua superioridade com os modelos 917 e 908/3 e ganhou o Campeonato Mundial de Marcas (na época, tão importante quanto o de Fórmula 1) vencendo nove das dez corridas válidas para pontuação. Esta série de vitórias começou na 24 Horas de Daytona e prosseguiu em Brands Hatch, Monza, Spa, Nürburgring (todas corridas de 1.000 Km), Targa Florio, 24 Horas de Le Mans, 6 Horas de Watkins Glen e 1.000 Km de Österreichring. O ponto culminante da temporada foi a 24 Horas de Le Mans, disputada em 13 e 14 de junho de 1970 – a primeira vitória da Porsche na classificação geral dessa corrida. Ao volante de um 917K número 23, pintado nas cores vermelho e branco da equipe Porsche Salzburg, Hans Herrmann/Richard Attwood superaram não apenas seus fortes concorrentes, mas também as fortes chuvas que caíram durante toda a prova.
 
O 917 vencedor em Le Mans, em 1970
 
Como no ano anterior, a temporada de 1971 foi dominada pelo modelo 917 e a Porsche venceu novamente o Campeonato Mundial de Marcas com oito vitórias em dez corridas. Novamente, um Porsche 917 saiu vitorioso na 24 Horas de Le Mans, desta vez com Gijs van Lennep/Helmut Marko. Eles estabeleceram dois recordes que permanecem até hoje: média horária da prova (222 km/h) e distância percorrida (5.335 km). Uma característica especial do 917 de cauda curta destes pilotos, que visualmente se caracteriza pela “aleta de tubarão” na traseira, era a estrutura tubular de magnésio. Um 917 de cauda longa estabeleceu outro recorde em 1971: o carro de Vic Elford/Gerard Larrousse registrou 387 km/h no trecho reto de Mulsanne, que integra o traçado usado na 24 Horas de Le Mans. Outro carro dessa corrida obteve um reconhecimento inusitado: o 917/20, uma combinação dos modelos de “cauda curta” e “cauda longa”, notável por seu grande tamanho. Pilotado pelos alemães Willy Kauhsen/Reinhold Joest, abandonou na metade da corrida, mas a pouco habitual decoração cor-de-rosa valeu-lhe o apelido “Pig” (porco) e transformou-o em um dos carros de competição mais famosos da Porsche.
 
O regulamento do Mundial de Marcas foi alterado no final de 1971: os motores acima de 3 litros foram banidos. A Porsche decidiu então inscrever-se no Canadian American Challenge (Can-Am), outra categoria de grande repercussão no cenário automobilístico internacional da época. Em junho de 1972, a equipe privada Penske utilizou pela primeira vez o Porsche 917/10 com turbocompressor. Com redimento de até 1.000 cv, o 917/10 dominou o campeonato e obteve o título com vitórias nos circuitos de Road Atlanta, Mid Ohio, Elkhart Lake, Laguna Seca e Riverside. No ano seguinte, estreou o 917/30, ainda mais evoluído, com motor de 1.200 cv. A superioridade do carro pilotado por Mark Donohue era tão evidente que o regulamento técnico da Can-Am, até então praticamente sem limites para a criatividade dos engenheiros, foram modificados para impedir o 917/30 de competir em 1974. Como é característico da Porsche, as tecnologias desenvolvidas para conseguir um rendimento cada vez maior nestas corridas foram utilizadas com êxito nos esportivos de rua. Foi assim com o 911 Turbo e seu turbocompressor com escapamento lateral, lançado no mercado no final de 1974 e, desde então, sinônimo de capacidade de rendimento dos esportivos da Porsche.
 
Donohue, campeão da Can-Am em 1973 com o 917
 
A reputação do 917 é lendária. Cinquenta experts internacionais em automobilismo esportivo ouvidos pela revista britânica “Motor Sport” escolheram o 917 como “melhor carro de corrida da história”. No total, a Porsche fabricou 65 unidades, do 917: 44 com carroceria cupê com cauda curta e cauda longa, dois PA Spyder e 19 modelos de cabine aberta para os campeonatos Can-Am e Intersérie, com motores turbo de até 1.500 cv. Sete dos 917 mais importantes, entre eles os carros vitoriosos em Le Mans (1970 e 1971) e o 917/30, estão atualmente expostos no novo Museu Porsche em Stuttgart-Zuffenhausen.
 
Coleção de 917 no museu da Porsche em Stuttgart

Escrito por Fábio Seixas às 18h58

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Oi, de novo

Um oferecimento do Tuta, fã de Barrichello, antenado, bem-humorado, criativo. 

Escrito por Fábio Seixas às 17h01

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Geringonça

Não sei se teve a ver com o mau resultado de hoje, não sei nem ao certo para que serve essa geringonça _imagino que para ajudar no resfriamento dos freios.
 
Mas a McLaren apareceu com isso nas rodas dianteiras, hoje, em Barcelona...
                                                                                                                          Toni Albir/Efe
Hamilton, hoje, em Barcelona

Escrito por Fábio Seixas às 16h19

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Barcelona, dia 3

A primeira faz tchan. A segunda faz tchun... E tchantchantchantchan!
 
Alguém lembra desse comercial de aparelho de barbear? Lembrei dele agora, ao ver o resultado dos testes em Barcelona.
 
No primeiro dia, a Brawn ficou em quarto lugar. No segundo, em terceiro. Hoje, terceiro dia, com Button, cravou o melhor tempo, 1min19s127, com vantagem boa sobre a Ferrari de Massa.
 
Surpreendente? Sim. Realista? Ainda é difícil dizer. Mas já começam os comentários sobre a força desse carro. Um amigo ouviu de um amigo que ouviu de um amigo que pilota o BGP 001 que muitos dos tempos de ponta foram conquistados com tanque cheio. Será? Ainda prefiro esperar um pouco mais para ver.
 
Ah, sim. A McLaren, com Hamilton, ficou em último. Na semana passada, alegaram que estavam testando com a asa de 2008 para simular a carga aerodinâmica de Melbourne. Hoje, a asa era a nova, modelo 2009.
 
Um time de ponta andar atrás dois ou três dias, vá lá, é compreensível. Testes são testes. Mas a frequência da McLaren no fundo do pelotão é chocante. O comunicado da equipe fala em "long runs" e exercícios de pit stop nesta terça. Ok. Mas não conseguir dar uma volta melhor que a Toro Rosso ou a Force India é esquisito...
 
Ah, sim: no meio da tarde, Hamilton bateu na barreira de pneus e destruiu o bico do carro. Pela manhã, Massa e Vettel pararam pela pista.
                                                                                                                      David Ramos/AP
Hamilton, nesta quarta, em Barcelona
 
Aos tempos:
 
1°. Jenson Button (ING/Brawn), 1min19s127 (124 voltas)
2°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 1s041 (109)
3°. Robert Kubica (POL/BMW Sauber), a 1s090 (109)
4°. Timo Glock (ALE/Toyota), a 1s090 (127)
5°. Fernando Alonso (ESP/Renault), a 1s736 (107)
6°. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), a 2s038 (102)
7°. Nico Rosberg (ALE/Williams), a 2s197 (89)
8°. Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), a 2s418 (97)
9°. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso), a 2s442 (140)
10°. Lewis Hamilton (ING/McLaren), a 2s530 (82)

Escrito por Fábio Seixas às 15h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Faltam 3!

Em 1981, após uma experiência três anos antes, o GP Brasil mudou para Jacarepaguá, onde ficaria até 1989.
 
Pois o Roberto Martinez, que ajudou com os últimos ingressos publicados aqui, lembrou de um velho amigo, fanático por velocidade, o Rui Gasco.
 
E não é que ele tinha coisa boa guardada? Como tantos outros que colaboraram para essa saga, Rui entrou no panteão dos heróis do blog.
 
Abaixo, senhoras e senhores, o ingresso do GP Brasil de 1981...
 

Faltam apenas três para completar a coleção: 1972, 76 e 77. É sua primeira vez aqui e você não entendeu nada? Pule para este post e vá clicando nos links...

Assim que o álbum estiver completo, farei um megapost com todos os ingressos. Enquanto isso, continue vasculhando as gavetas, telefonando para aquele velho amigo, fuçando em caixas empoeiradas.
 
Se você achar uma dessas figurinhas carimbadas, o e-mail para deixar o blogueiro feliz é fabio.seixas@grupofolha.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 09h59

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Barcelona, dia 2

Embora eu tenha comentado bastante no Pit Stop sobre o dia de ontem em Barcelona, faltou um post sobre o assunto. Dia corrido, sabe como é...
 
Raikkonen foi o mais rápido ontem, a despeito das 55 voltas, a despeito de um problema no Kers, a despeito de quase não ter andado à tarde. A Ferrari está forte, já entrou naquela fase da sintonia fina para a abertura do Mundial.
 
Nakajima deu 66 voltas e foi o segundo, um daqueles resultados estranhos de pré-temporada. E Barrichello, com 111 voltas, ficou em terceiro com a Brawn.
 
O que eu disse sobre o Button, o que eu disse no programa: a Brawn tem mais é que fazer isso mesmo, colocar o carro na pista para "long runs" e buscar velocidade em alguns momentos.
 
O BGP001 parece ser bom, como esperado, mas enquanto o time ainda faz, de certa forma, um shakedown, equipes como Renault, McLaren, BMW, Force India, Red Bull, Toyota e Toro Rosso já estão passos à frente, experimentando componentes para ganhar milésimos nas primeiras provas.
 
Aos tempos:
 
1°. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min20s314 (55 voltas)
2°. Kazuki Nakajima (JAP/Williams), a 0s593 (66)
3°. Rubens Barrichello (BRA/Brawn), a 0s652 (111)
4°. Jarno Trulli (ITA/Toyota), a 0s868 (121)
5°. Mark Webber (AUS/Red Bull), a 1s033 (66)
6°. Nick Heidfeld (ALE/BMW), a 1s501 (127)
7°. Adrian Sutil (ALE/Force India), a 1s520 (82)
8°. Fernando Alonso (ESP/Renault), a 1s623 (111)
9°. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), a 1s677 (88)
10°. Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), a 2s725 (14)
11°. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso), sem tempo (6)

Escrito por Fábio Seixas às 09h39

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Pit Stop #89

Lá vai o Pit Stop de hoje, com muita conversa sobre Brawn GP, Barrichello, Bruno, Barcelona, WTCC...

(Fazia algum tempo que a imagem congelada não ficava bizarra assim...)

Escrito por Fábio Seixas às 20h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Pit Stop em vídeo | PermalinkPermalink #

Faltam 4!

Mais um importante passo na caminhada para juntar aqui no blog os ingressos de todas as edições do GP Brasil: o Roberto Martinez, que já havia colaborado com a entrada de 1979, mandou para cá também a de 1980.

Lá vai...

E o que era a inflação naquela época? Em um ano, o valor do ingresso duplicou! Custava Cr$ 500, foi para Cr$ 1000.

Faltam apenas 4 ingressos para completar a série: 1972, 76, 77 e 81. O fio da meada para a coleção está neste post.
 
Se você tem uma dessas figurinhas carimbadas, mande um e-mail para cá: fabio.seixas@grupofolha.com.br
 
Estamos quase lá...

Escrito por Fábio Seixas às 10h03

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Pit Stop mais tarde

Hoje é terça, dia de Pit Stop. Que, excepcionalmente, vai começar às 15h30.

O link para assistir ao vivo é este aqui.