Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Sururu formado

Segundo o "News of the World", o clima esquentou na Brawn, ainda na Austrália.
 
Num jantar após a vitória, Button teria tentado agredir Richard Branson, dono da Virgin, simplesmente a patrocinadora da sua equipe. 
 
O motivo: o megamultiblaster milionário teria assediado Jessica Michibata, japonesa, modelo de lingeries, namorada do piloto, a mocinha abaixo, enfim.
 
Jessica Michibata, namorada de Button
 
O "NOTW", todos lembram, é o tablóide sensacionalista que revelou a orgia de Mosley. Que era verdade.
 
Mas é também o tablóide que quase diariamente revela o paradeiro de Elvis ou imagens de disco voadores sobre Londres...

Escrito por Fábio Seixas às 21h39

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Em busca da terceira

No Qatar, Stoner fez 1min55s286, 0s473 melhor que Rossi, e sai na pole.
 
Vencedor nos últimos dois anos em Losail, o australiano parece com tudo para fazer trinca amanhã. Rossi, claro, pode aprontar. Mas não será fácil. Desde a pré-temporada, Stoner e a Ducati estão sobrando.

A largada será às 17h (de Brasília), com Sportv 2.

Casey Stoner, no treino oficial no Qatar (Efe)

Escrito por Fábio Seixas às 18h19

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Em Curitiba

Em Curitiba, pole de Valdeno Brito, com Cacá em segundo, a apenas 0s080.

Como não houve toques no treino, capôs não sairam voando. Mas acho (espero) que não sairão na corrida, com a nova (velha) fixação feita após o show de Interlagos.
 
Ah, sim: algumas rodas simplesmente se soltaram dos carros...

Escrito por Fábio Seixas às 16h33

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Fala, Hélio

"Ninguém gosta de tomar porrada e não poder nem expressar o que sente. Sou muito emotivo. Para segurar tudo isso, é muito difícil. Mais um fim de semana, e não consegui segurar minha emoção. Não é pelo fato de não estar confiante. Infelizmente está fora do meu controle. Estou bem fraco nesse sentido. Os fãs têm sido muito carinhosos. Vamos lá, mais dois dias."

Este, Castro Neves, em entrevista a Celso Miranda, da Rádio Bandeirantes. Para ouvir o depoimento do piloto da Penske, é só clicar no Tazio.

Escrito por Fábio Seixas às 15h47

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Sábado, cinema, coluna, sol, plantão

Gosta de bom cinema? Gosta de poesia? Gosta de Fellini? Então talvez você tenha assistido a "I Clowns". Se não assistiu, assista.

"Por 20 anos, a Ferrari foi uma espécie de clown na F-1. Um Giovannone do conterrâneo Fellini, 'que parece um patinho feio (...) e por isso quebra os pratos, se retorce no chão, se atira baldes d'água no rosto', como o gênio definiu o personagem do belíssimo 'I Clowns', traduzido aqui como 'Os Palhaços'.

De 1979 a 1999, foi uma Portuguesa, um Juventus. Aquele time charmoso, que já viveu seus momentos de glória, e simpático porque geralmente pouco competitivo, azarado."
 
Assim começa a coluna de hoje, que fala sobre "I Clowns". E sobre a Ferrari, tão atrapalhada neste início de temporada. Para este blogueiro, não é coincidência a equipe estar vivendo o pior início de Mundial desde 1992. Há muito em comum entre as duas temporadas.
 
O texto está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.
 
Ah, sim... O Gabriel Solano achou no Youtube exatamente a cena que cito no fim do texto.
 
Eita, música que emociona...

Escrito por Fábio Seixas às 14h58

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Mais alguns dias

Ficou para a semana que vem.
 
Os jurados pediram à Promotoria uma explicação menos técnica, mais leiga, sobre um dos termos usados na acusação, "constructive receipt of income".
 
Essa explicação só virá na segunda-feira.

Escrito por Fábio Seixas às 16h46

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Começou

Começaram as deliberações do júri em Miami.
 
Podem acabar em algumas horas, podem acabar só na segunda. A sentença, porém, não deve sair hoje: o juiz pode pedir alguns dias para proclamar a sentença.
 
Castro Neves segue rezando.

Escrito por Fábio Seixas às 16h28

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A reza de Helinho

Os jurados voltaram do almoço, mas ainda não há uma decisão sobre o prosseguimento dos trabalhos.

Castro Neves está sentado, cabisbaixo, rezando com um terço nas mãos.

Escrito por Fábio Seixas às 16h01

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Almoço em Miami

Chega nova mensagem de Miami: pausa do júri para o almoço.

Lá pelas 15h30, de Brasília, os jurados dirão como pretendem trabalhar hoje.

Se decidirem seguir direto, sem hora para parar, o veredicto deve sair hoje. Se resolverem que será muito puxado, que não haverá tempo para uma conclusão, o julgamento será retomado às 9h de segunda-feira.

Escrito por Fábio Seixas às 14h28

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Borracha

A Bridgestone levará para a China pneus supermacios e médios. Exatamente a mesma combinação que causou tanta agitação em Melbourne.
 
Na Austrália, o supermacio se desfazia após poucas voltas. E o médio demorava para alcançar a temperatura ideal. Um quebra-cabeça para as equipes, a Ferrari que o diga. Enquanto a Brawn guardou os moles para o último e mais curto trecho da prova, os italianos fizeram o contrário, largando com eles.
 
Deu no que deu, com aqueles lutando pela vitória e estes apagados _a diferença se chama estratégia, talento, Ross Brawn.
 
Não que na China aconteça coisa parecida... A corrida da Austrália é disputada num parque, com asfalto muito mais abrasivo do que o tapete de Xangai. Em tese, os supermacios vão aguentar mais.
 
Mas estou curioso para ver como essas duas equipes vão trabalhar.

Escrito por Fábio Seixas às 12h36

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Conexão Miami

Contato direito com a Corte Federal de Miami.

As instruções para as deliberações do júri que decidirá o caso Castro Neves devem começar por volta das 13h30, horário de Brasília.
 
Repórteres não podem entrar com nenhum tipo de aparelho eletrônico, celulares incluídos. Para passarem notícias, precisam deixar a sala.
 
Recebendo-as, posto aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 12h22

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Coincidências

Coincidência ou não, Schumacher não irá aos dois próximos GPs.

Coincidência ou não, se a Ferrari desencantar, a relação causa-efeito será inevitável.

Escrito por Fábio Seixas às 16h49

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Cerco fechado

Deve sair amanhã, ou até segunda-feira, o veredicto de Castro Neves.
 
E a notícia para o piloto brasileiro, sua irmã , Katiucia, e seu advogado, Alan Miller, não deve ser nada agradável.
 
Minuciosa, a acusação teria conseguido comprovar até falta de declarações sobre roupas cedidas pela Hugo Boss e sobre o recebimento de passagens aéreas para viagens pelos EUA e para o exterior.
 
Em um texto distribuído hoje, Curt Anderson, jornalista da "Associated Press" especializado em questões legais, conta que Jared Dwyer, assistente da Promotoria, derrubou com habilidade, um a um, os argumentos apresentados pela defesa. O principal deles, de que o responsável pelas fraudes seria o pai de Helinho, que mora no Brasil e que, portanto, estaria temporariamente a salvo da Justiça americana.
 
"Desde 1999, os acusados estabeleceram a fraude como padrão de trabalho", disse Dwyer, no julgamento.
 
A aposta de Anderson: "mais de seis anos de prisão" para cada um.

Escrito por Fábio Seixas às 14h26

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Gato e rato

Já escrevi o que tinha para escrever sobre o rolo de Hamilton na Austrália.
 
Ele já foi punido, já foi desclassificado, já se desculpou envergonhado. A McLaren já afastou e depois demitiu o dirigente que teria induzido o piloto a mentir.
 
Agora vem a FIA querendo reabrir o caso, marcando uma reunião extraordinária do Conselho Mundial.
 
E tem gente que ainda duvida de perseguição à McLaren...
Persguição que vem desde o Stepneygate _pelo qual já pagou, com a eliminação no Mundial de Construtores. Perseguição acirrada pelo vazamento das imagens da orgia de Mosley _ou ninguém lembra do dirigente tcheco que apontou o dedo para Dennis?
 
Repito: não estou entrando, agora, no mérito do erro. Fato é que a McLaren já pagou por isso. O que é estranho é a insistência da FIA em espezinhá-la.

Escrito por Fábio Seixas às 14h36

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Pit Stop #93

Difusores, Paris, chuva, Sepang, St.Petersburg, Curitiba e bate-papo com internautas.

O Pit Stop de hoje foi bacana. E só não foi postado aqui antes porque o Speedy, mais uma vez, sofreu uma pane.
 
Será que o Schumacher virou consultor da Telefonica?
 
Lá vai...

Escrito por Fábio Seixas às 21h25

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Até o Pit Stop

Terça pós-GP é dia de bate-papo no Pit Stop.
 
O programa começa às 14h30, ao vivo, aqui. E para participar do bate-papo com perguntas, comentários e odes à Brawn GP é só entrar nesta sala.

Até lá.

Escrito por Fábio Seixas às 08h58

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A foto

A situação era tão feia em Sepang que o fotógrafo não conseguiu identificar, na legenda enviada a jornais do mundo todo, qual era o carro.

Ah, sim: o autor da imagem é Vincent Thian, da Associated Press.

Sob forte chuva, carro rasga a reta principal de Sepang (Vincent Thian/Associated Press)

Escrito por Fábio Seixas às 14h04

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Pílulas do dia seguinte

Segundo o "Bild", foi Schumacher que sugeriu à Ferrari colocar pneus de chuva no carro de Raikkonen quando a pista ainda estava seca. "Não gostaria de responder isso. É um problema interno", disse o alemão ao jornal. Em se tratando de "Bild" não dá para colocar a mão no fogo. Mas, enfim, pode ser uma pista. É bom ficar atento para os resultados das próximas aparições do alemão;
 
Falando nisso, circularam rumores de que Schumacher poderia ser contratado pela Brawn, para atuar nos bastidores com o dono da equipe, seu velho parceiro de Benetton e Ferrari. Frase de Button, quando questionado sobre a possibilidade: "Não precisamos de Schumacher";
 
Um internauta perguntou se não havia um choque entre os desejos de Ecclestone em expandir a F-1 na Ásia e ao mesmo tempo agradar as TVs da Europa. Sim, há. E esse é o busílis: ele quer ganhar nas duas pontas, com as taxas pagas pelos promotores asiáticos e bajulando os europeus, de olho em contratos melhores. Deu no que deu;
 
O próximo GP será na China, dia 19? Não exatamente. Antes, tem o GP de Paris, no dia 14. E não é verdade que, se os difusores forem vetados, os pontos de Brawn, Toyota e Williams serão preservados. Pode acontecer, claro. Mas o veredicto, por ora, é imprevisível. A FIA pode preservar o que já aconteceu, desclassificar as três equipes, pode proibir os difusores a partir da China ou liberar geral. Ou, sei lá, outra decisão qualquer. A FIA, afinal, gosta de surpreender;
 
Brawn tem uma visão interessante sobre as más fases de Ferrari e McLaren. Segundo ele, como as equipes duelaram pelo Mundial de 2008 até a última curva, o complicado desenvolvimento dos modelos de 2009 ficou relegado a um segundo plano. É uma boa tese, a do inglês;
 
Assim que a bandeira vermelha surgiu, Raikkonen encostou nos boxes, com problema no Kers _a segunda pane em dois dias. Ele não voltaria mesmo ao GP, mas não sabíamos disso quando apareceu de picolé na mão. Valeram as risadas, portanto; 
 
Domenicali, em "entrevista" distribuída pela Ferrari: "O que temos de fazer agora é, de um lado, trabalhar duro para tentar antecipar ao máximo o desenvolvimento do carro. Por outro lado, temos que trabalhar na pista, precisamos ter certeza de que pessoas com certas responsabilidades estejam tomando as decisões certas. Porque o que aconteceu agora não pode se repetir no futuro".

Escrito por Fábio Seixas às 13h15

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O fanfarrão

A F-1 estava apreensiva. Pilotos no grid, dentro de seus cockpits, levando chuva na cabeça. Dirigentes preocupados com os procedimentos de uma eventual relargada. Comissários decidindo se valeria a pena retomar o GP. Público autódromo esperando uma decisão. Telespectadores mundo afora acompanhando cada imagem, cada detalhe, cada informação.
 
Eis que a TV mostra isso aqui...
 
De bermudinha e sorvete na mão, Kimi pega uma Coca-Cola enquanto a F-1 aguarda uma decisão dos comissários em Sepang
 
Raikkonen, uma lição de cuca fresca. O finlandês fez meu dia hoje.

Escrito por Fábio Seixas às 20h26

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Vozes de Sepang, domingo

Massa foi duro nas suas declarações pós-GP.
 
"O time deixou a desejar na estratégia e organização de corrida. A equipe não pode ter sido incrível no ano passado, e, depois, estúpida. Precisamos acertar os problemas e não errar. Vamos pegar essas duas semanas para arrumar o que está errado."
 
Duro na medida certa, diga-se. A própria Ferrari admite que há algo de muito errado por lá. "A new approach needed", algo como "Uma nova abordagem é necessária", é o título do comunicado de imprensa da equipe.
 
Desde 1992, a Ferrari não continuava zerada no Mundial após os dois primeiros GPs. A administração de agora, aliás, lembra muito a daquela época de vacas magras...
 
Nelsinho também deu uma alfinetada na sua equipe.
 
"A gente não tem acertado muito desde o ano passado. Desde 2007, quando acompanhei o time, o fraco da equipe é sempre a chuva. O forte nunca foi a estratégia."
 
Neste caso, não sei bem se era o caso de criticar... Nelsinho não está com essa bola toda.
 
Barrichello foi na mesma linha. Falou em erro da Brawn.
 
"A gente teve grandes batalhas na pista e confusões nos boxes. Queria muito pneus intermediários, mas me falaram que a chuva estava forte. Perdi demais nessa, mas a equipe vai se entrosar melhor e achar um bom caminho."
 
Ele tem meia razão. Se tivesse exigidos os intermediários, a equipe os colocaria. 
 
As entrevistas dos três brasileiros após o GP, com áudio, estão no Tazio.

Escrito por Fábio Seixas às 12h19

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Brawn-Button, 100%, mas sem bandeirada

A dupla Button-Brawn continua 100%. Duas corridas, duas poles, duas vitórias.

 

Desta vez, sem bandeirada. Caiu um temporal em Sepang e a corrida foi paralisada com 33 das 56 voltas, ou 59% do programado. Não bastasse a enxurrada na pista, faltava luz natural para que a categoria esperasse a condição melhorar.

 

Quem manda fazerem corrida no fim da tarde? Este foi o grande erro. Uma largada às 17h, em qualquer lugar do mundo, não deixa margem para problemas, para interrupções, para solavancos. E  por que isso aconteceu,  tanto na Austrália como na Malásia? Porque Ecclestone quer agradar as TVs na Europa, qualquer que seja o prejuízo para o esporte. Ridículo.

 

Heidfeld foi o segundo, com Glock em terceiro. Barrichello ficou em quinto.

 

Massa, nono, e Nelsinho, 11º, fizeram corridas apagadas e não pontuaram.

 

Na largada, com nuvens escuras rondando Sepang, Rosberg foi bem.

 

Colocou o carro onde não havia ninguém, por dentro da primeira curva, e tomou a liderança de Button. O inglês se atrapalhou e ainda perdeu uma posição para Trulli.

 

A ordem na primeira volta: Rosberg, Trulli, Button, Alonso, Barrichello e Raikkonen.

 

Massa cruzou em 12º, Nelsinho, em 13º.

 

Na décima volta, Rosberg tinha 3s sobre Trulli. Em seguida, Button, Barrichello e Alonso.

 

A corrida estava boa, com duelos bacanas de Alonso contra Barrichello, Raikkonen e Webber _com o espanhol levando a pior em todas_, mas o assunto nos rádios era mesmo a chuva.

 

Vettel foi o primeiro a parar, na 14ª volta. Na seguinte, Rosberg, líder, entrou nos boxes. Voltou em quarto. Trulli assumiu a ponta, com Button e Barrichello na cola. O italiano, então, fez seu pit na 17ª volta, colocando a dobradinha da Brawn na ponta.

 

A seguir, um lance bizarro. Com pista seca, Raikkonen fez seu pit e colocou pneus de chuva. Sim, pneu de chuva no asfalto seco! A aposta da Ferrari era em chuva imediata.

 

Um erro crasso. Tanto que Button e Barrichello pararam logo em seguida e voltaram à pista com slicks. Os pilotos que os seguiram fizeram o mesmo.

 

Após a primeira rodada de pits, a ordem era Button, Rosberg, Trulli e Barrichello _o inglês ganhou duas posições nos boxes, portanto.

 

E então veio a chuva. E o corre-corre dos pilotos para colocar pneus de pista molhada.

 

A turma dos pontos, então, após 24 voltas, Button, Rosberg, Trulli, Barrichello, Heidfeld, Webber, Hamilton e Massa _que se deu bem, porque ainda não tinha parado.

                                                                                                                               

Raikkonen? “Meus pneus estão destruídos”, foi o que ele gritou, pelo rádio. É claro: ficou seis voltas com pneu de chuva na pista seca...

 

Quando a chuva enfim veio, a borracha já estava no bagaço e de nada adiantou a “brilhante” ideia ferrarista. Todo mundo entrou nos boxes, colocou os pneus certos e voltou à frente do finlandês, apenas o 14º. Mais uma barbeiragem estratégica pra conta do Domenicali.

 

Button desapareceu na frente da concorrência. Com 25 voltas, tinha 18s sobre Rosberg. Barrichello também vinha bem. Passou Trulli e assumiu o segundo lugar com uma manobra sobre o alemão, na 28ª volta.

 

Instantes depois, Barrichello errou numa curva e foi superado por Glock e Webber. Teve de ir para os boxes, colocar os intermediários. Voltou em quinto. Lá na frente, Button tinha 24s sobre Glock quando parou, também para os intermediários. Voltou em segundo, mas logo recuperou a ponta, com o alemão indo para os boxes.

 

Eis que a chuva, então, apertou muito. Quem tinha colocado intermediários, precisou voltar para colocar pneus de chuva forte. Ê, correria pros boxes de novo...

 

Button, numa corridaça tanto no seco como no molhado, conseguiu se manter na frente, seguido por Heidfeld, Glock, Trulli e Barrichello.

 

E o mundo caiu. Temporal, safety car e logo depois, na 33ª volta, bandeira vermelha, fim de GP.

 

Com direito, claro, a outra lambança da FIA: os comissários levaram mais de 40 minutos para decidir que não dava para continuar _e o motivo foi a penumbra, pois a chuva já era praticável. 

 

E o único momento divertido desta espera veio de Raikkonen: enquanto seus colegas esperavam uma decisão no grid, muitos nos cockpits, o finlandês já estava de camiseta e bermudinha, tomando sorvete no paddock.

 

Como a prova teve mais de duas voltas, mas menos de 75% do total, os pilotos levarão metade da pontuação pra casa.

 

Ruim para a Brawn, bom para as rivais.

 

E péssimo para o público...

 

Button, no pódio de Sepang (Bridgestone)

Escrito por Fábio Seixas às 07h54

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O último palpite

Faltando pouco menos de 40 minutos para a largada, hora do post que alguns internautas tanto adoram.
 
Com pista seca, dá Button, seguido por Trulli e Webber _nem eu acredito que apostei no australiano no pódio, mas o carro da Red Bull é muito bom.
 
Com pista molhada, não dá para apostar em nada.
 
(Em tempo, não chove neste momento em Sepang, mas nuvens escuras se aproximam do circuito e as equipes estão apostando em chuva em algum momento, talvez nas primeiras voltas.)
 
E você, o que acha?

Escrito por Fábio Seixas às 05h25

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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