Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Os poles

Em Jerez, a pole é de Lorenzo, seguido por Pedrosa. Será o início do renascimento do piloto da Yamaha? A largada será às 9h, de Brasília.


Em Brasília, a pole é de Khodair, seguido por Max. E teve fogo em mais um carro da Red Bull, no caso, de Serrinha. A largada será às 11h. De Brasília, claro.

Escrito por Fábio Seixas às 13h40

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Sábado, sol, frio, fome, coluna

Não é questão de eleger melhor ou pior, de ridicularizar o passado ou celebrar o progresso. Mas de notar que a Revolução que se iniciou no dia seguinte, um 2 de maio, atingiu até a postura dos pilotos.

 

Num clique, eco do estrondo do Williams no muro da Tamburello, a F-1 percebeu que teria de se reinventar. E que, para se tornar à prova de falhas, nem mesmo aquela camaradagem e aquele espírito relaxado poderiam continuar.

 

Inspirada na foto da turma do post abaixo, a coluna de hoje fala sobre outro efeito da morte de Senna, a busca da F-1 por uma megaprofissionalização em todos os campos, um ambiente que não deixasse brecha para outro final de semana como aquele, de 15 anos atrás.

 

Para comparação, segue a foto de 2009... 

Os pilotos de 2009 posam em Melbourne (Divulgação)

 

O texto está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 13h26

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A turma de 1994

Os pilotos de 1994, na foto oficial de abertura da temporada, em Interlagos (LAT Photo)

Na fileira de trás, da esquerda para a direita, Johnny Herbert (ING/Lotus); Gianni Morbidelli (ITA/Footwork); Pedro Lamy (POR/Lotus); Paul Belmondo (FRA/Pacific); Roland Ratzenberger (AUT/Simtek); David Brabham (AUS/Simtek); Eddie Irvine (IRL/Jordan) e Jos Verstappen (HOL/Benetton);
 
Na fileira do meio, Bertrand Gachot (BEL/Pacific); Christian Fittipaldi (BRA/Footwork); Damon Hill (ING/Williams); Ayrton Senna (BRA/Williams); Gerhard Berger (AUT/Ferrari); Mika Hakkinen (FIN/McLaren); Martin Brundle (ING/McLaren); Eric Bernard (FRA/Ligier); Olivier Panis (FRA/Ligier) e Olivier Beretta (FRA/Larrousse);
 
Na fileira da frente, Michele Alboreto (ITA/Minardi); Pierluigi Martini (ITA/Minardi); Karl Wendlinger (AUT/Sauber); Heinz-Harald Frentzen (ALE/Sauber); Rubens Barrichello (BRA/Jordan); Mark Blundell (ING/Tyrrell); Ukyo Katayama (JAP/Tyrrell); Eric Comas (FRA/Larrousse); Michael Schumacher (ALE/Benetton) e Jean Alesi (FRA/Ferrari).
 
Três já morreram, outros correm de Turismo, muitos pararam completamente e só um continua na F-1.
 
O que aconteceu com esta turma, os 28 pilotos que posaram para esta foto em Interlagos-94 e que estavam em Imola naquele fim de semana trágico?
 
O Tazio tem as respostas.

Escrito por Fábio Seixas às 13h24

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Senna, uma proto-religião

Em 15 anos, muito (tudo?) já se falou sobre a morte de Senna.

 

O tricampeão virou mito, uma proto-religião, uma espécie de ídolo intocável, a ponto de qualquer crítica tornar-se uma quase-blasfêmia _como se ele tivesse sido perfeito.

 

O instituto com seu nome cresceu, virou referência. Um grande livro foi publicado, de autoria de Ernesto Rodrigues. Sua marca ainda está por aí, estampando produtos os mais variados mundo agora. Seu sobrinho chegou às portas da F-1. E uma polêmica tornou-se recorrente: quem era melhor, Senna ou Schumacher?

 

Já disse por aqui que esse é o típico assunto de botequim. De certo, sei apenas que perdemos grandes duelos e que aquele 1º de maio de 1994 é a típica data em que todo mundo lembra onde estava. Como na chegada do homem à Lua. Como nos atentados às torres gêmeas.

 

E se é difícil encontrar uma novidade para escrever sobre a efeméride, a repórter Mariana Bastos conseguiu isso na Folha de hoje. Descobriu uma pesquisa do Ibope, com jovens entre 15 e 19 anos, que aponta Senna como o “ídolo esportivo mais lembrado”.

 

Peraí... Jovens entre 15 e 19 anos? Os mais velhos tinham, então, 4 anos quando Senna escapou na Tamburello. No máximo, ouviram histórias dos pais, dos tios, dos primos.

 

“O Ayrton virou um fenômeno transgeracional”, explica, na reportagem, Margareth Goldemberg, diretora-executiva do Instituto Ayrton Senna.

 

Até pela forma como morreu, de repente, diante das câmeras, sob os olhares atônitos dos torcedores, Senna virou uma espécie de Kennedy, de Lennon brasileiro.

 

Nosso Dom Sebastião. Um fenômeno único na história do país.

Escrito por Fábio Seixas às 10h33

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A raposa e o galinheiro

Boa parte dos dirigentes de equipes da F-1 já deu entrevistas mostrando receio por "dois campeonatos distintos" em 2010 com base na aceitação ou não do teto de custos.
 
Mas a FIA tem sua lógica e já colocou uma resposta na ponta da língua. A entidade acredita que a relação custo x liberdades técnicas será tão atrativa que todas acabarão optando pelo teto.
 
É uma boa tese, até porque caberá à própria FIA estabelecer o "bônus" para as equipes que aderirem.
 
A primeira parte da equação já foi divulgada, £ 40 milhões. Falta a outra metade _e tenha certeza de que Mosley vai cuidar para que o desequilíbrio seja abismal.

Escrito por Fábio Seixas às 17h27

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Pisadas na bola

Vira-e-mexe, a Telefonica, com seu Speedy, pisa na bola com os consumidores.

Quando eu morava em meu antigo apartamento, vivia tendo problemas com o Virtua, motivo pelo qual dou risada sempre que me ligam da Net oferecendo banda larga _e o que me levou à conclusão de que internet, em São Paulo, depende do bairro em que você mora.
 
Outra empresa que merece entrar no rol das péssimas prestadoras de serviço da internet brasileira é a Locaweb, que teoricamente hospeda sites. Teoricamente. Porque, na prática, é bem diferente.
 
O slogan deles deveria ser "mais um minuto, por gentileza". É o que mais se ouve por lá...

Escrito por Fábio Seixas às 16h31

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Mais sobre as mudanças

O Gustavo Bortolotto, de Vinhedo, fez um observação interessante nos comentários ao post abaixo.

Com o fim do reabastecimento, terão de mexer também no sistema de treino oficial. Todo mundo terá de largar de tanque cheio. Então, no mínimo, acabará a história de os pilotos terminarem o Q3 com o combustível da largada.
 
Já que a moda é retrô (slicks, fim do reabastecimento, grid cheio...), a FIA bem que poderia instituir treinos oficiais às sextas e aos sábados, com a ordem de largada saindo da combinação dos tempos.
 
A sexta-feira ganharia uma atração. E o sábado veria uma disputa mais acirrada.

Escrito por Fábio Seixas às 14h03

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Demitiram o frentista

A FIA arregaçou as mangas. E fez uma série de anúncios hoje, decisões tomadas pelo Conselho Mundial.
 
O reabastecimento está proibido. O motivo, cortes de custos nas corridas e no transporte e "incentivar" as montadoras a produzirem motores mais econômicos.
 
Foi instituído um teto de gastos de £ 40 milhões, cerca de R$ 129 milhões. Neste valor, não entram custos com marketing, hospitality centers, salários de pilotos e multas impostas pela FIA. Quem quiser se adequar, contará com várias molezas no regulamento.
 
Otimista, aumentou ainda o limite do grid de 24 para 26 carros.
 
A primeira medida é digna de aplausos. A estratégia de ultrapassar nos boxes deixará de ser Plano A para virar Plano Z. Quer passar? Faça-o na pista.
 
Já a terceira é consequência da segunda, que já comentei ontem.
 
A ideia é louvável. Mas como nem tudo é perfeito, a questão é saber como a FIA vai monitorar o cumprimento de dois regulamentos. Ela já se enrola tanto com um só...

Escrito por Fábio Seixas às 12h54

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O teto de Mosley

A FIA deve divulgar amanhã uma revisão do plano de teto orçamentário a partir da temporada do ano que vem.
 
Segundo Mosley, o valor deve ser "um pouco acima" dos 30 milhões de libras, ou R$ 96,5 milhões, imaginados inicialmente.
 
Deve permanecer aquele espírito optativo. Quem topar trabalhar dentro do valor, terá uma série de liberdades técnicas. Quem quiser torrar dinheiro, vai encarar um regulamento mais restrititivo.
 
Gosto da proposta. E candidatas à F-1, como iSport e USGPE, também.
 
Depois da retomada dos slicks, um grid com mais de 20 carros seria uma boa volta aos velhos tempos... 

Escrito por Fábio Seixas às 16h16

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Terra santa

Na correria dos últimos dias, acabei sem tempo de contar aqui, da forma como eu queria, o motivo do meu sumiço naquele fim de semana do GP da China.

Eu estava em Lontras. Onde? Lontras, Santa Catarina, 240 km de Florianópolis, região do Vale do Itajaí.
 
Há três anos eu queria ir para lá. E a chance, enfim, pintou.
 
O motivo: Lontras possui um autódromo. O mais sensacional: a pista é de terra.
 
Corridas em pistas de terra são uma tradição por aquelas bandas. Há outros circuitos do gênero, como Joaçaba, Chapecó e São Bento do Sul, assim como no Paraná e no Rio Grande do Sul. Mas fiquei com essa fixação por Lontras desde que recebi fotos de um internauta, o Alexandre Traple, com imagens sensacionais tanto das corridas como da presença do público.
 
No fim de semana dos dias 18 e 19, cerca de 12 mil pessoas passaram pelo lugar. Cerca de 12 mil pessoas que pagaram de R$ 12 a R$ 15 para assistir às provas e curtir (muito) nos campings que se espalham pelos morros ao redor dos 2 km de traçado.
 
A reportagem foi publicada no último domingo, na Folha. E começou assim... 
 
A poeira entra nos olhos. Assim é por todo o fim de semana.

Que tem o sabor de carne, de milhares de churrasqueiras que não descansam, e de cerveja, gelada com apuros profissionais, uma questão de honra.

Que tem os cabelos loiros e os olhos claros da rainha e das princesas da Festa Estadual do Leite, que circulam entre o público, assediado por vendedores de óculos escuros, a R$ 12, e de amendoim, a R$ 5 o copo _bem cheio, frisa o ambulante.

Que tem o som onipresente do "puts puts" do tecno, de Pink Floyd, de música gaúcha, de sertanejo, do funk que grita "dedinho na boca, chamando atenção, olho para mim, pro plim plim do meu cordão...".

Sons abafados apenas pelo microfone do narrador Joel Marques Furtado, 48, o Juca Bala. "Valendo pra você, mais uma etapa do Catarinense de automobilismo, em Lontras! Este espetáculo de quatro rodas é a alegria deste mundo!"

E é mesmo a alegria daquele mundo. Mundo de 12 mil pessoas que se reúne uma vez por mês para eventos que são sucesso no Estado: corridas em autódromos de pistas de terra.
 
Percorrer aquela pista a pé, na sexta-feira, foi um experiência sensacional.

Guard rail? Esquece. Os Gols, Opalas e Omegas correm próximos a barrancos e árvores. Escapar do trilho e ir para a "farofa" é certeza de uma escapada de traseira. E aí, entra em ação a habilidade dos pilotos.
 
Não bastasse o lado esportivo da coisa, ainda fui super bem recebido por gente como a Lilian, Alexandre, o Almir, a Regiane e o Francis, do blog Poeira na Veia.
 
Abaixo, algumas das fotos sensacionais feitas pelo amigo Jorge Araújo, que me acompanhou na empreitada...

Um Opala na terra de Lontras

O público relaxa nos campings...

Um trecho do acampamento no circuito

Omegas preparados para treino

Acidente na categoria Novatos

A festa, à noite, na área dos acampamentos

Churrasco e carro, combinação sempre presente em Lontras

Enfim, valeu muito a pena. E se você gosta de automobilismo, dê um jeito de assistir, um dia, a uma etapa do Catarinense. O calendário da temporada 2009 está no site da federação.
 
Ah, sim: a íntegra está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 14h08

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Puxão de orelha

Punição para inglês ver e dar risada: em casos de reincidência ou de surgimento de novas evidências, a McLaren será suspensa por três GPs.
 
Foi um puxão de orelha, mais um, nada mais. Melhor assim.
 
A McLaren errou, mas já foi punida. Nova sanção seria um exagero, até para os exagerados padrões do Conselho Mundial da FIA.
 
Martin Whitmarsh, na saída do julgamento (Yoan Valat/Efe)

Escrito por Fábio Seixas às 12h44

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Pit Stop #96

O Pit Stop desta semana teve muito papo sobre F-1, Indy, MotoGP e, claro, Nascar _porque as imagens de Talladega são especiais.

Lá vai...

Escrito por Fábio Seixas às 19h12

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Faça seu Pit Stop

Mais uma terça-feira corrida pela frente, mais um Pit Stop.

 

Que vai falar de F-1, de Indy, de MotoGP. E que vai responder as perguntas dos internautas. Para participar, o e-mail é uolnewsformula1@uol.com.br

 

O programa mais uma vez será gravado. Assim que conseguir, posto no blog. Ou você pode achar aqui, no meio da tarde.

Escrito por Fábio Seixas às 09h28

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A foto

Carl Edwards voa no acidente da última volta em Talladega.

 
A imagem do fim de semana é do fotógrafo Jerry Markland, da France Presse.

Escrito por Fábio Seixas às 11h44

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Pílulas do dia seguinte

Barrichello falou bastante após a corrida...
 
Sobre a estratégia: "A gente tentou fazer uma estratégia diferente para ultrapassar a galera. Acho que o Jenson foi muito bem. Ele contou com uma bela ultrapassagem sobre Hamilton, que errou a última curva. E ele usou isso no momento certíssimo da prova. Eu fiquei atrás do Hamilton, não consegui passar, depois fiquei trancado atrás do Nelsinho, que estava 3 a 4 segundos mais lento e fechando a porta bastante. E isso custou um pouco minha corrida. A gente tinha plano A e plano B. Plano A eram duas paradas. Plano B eram três, e a tentativa de alguma coisa diferente. Acredito que duas ou três paradas não teriam mudado muito";
 
Sobre sua situação no Mundial: "Estou numa posição ótima. Ainda tenho o mesmo carro do líder. Eu acredito que tem que tirar uma coisa ótima, positiva. O momento está em cima do Jenson, mas uma hora vira. Espero que, quando virar, eu esteja pronto. Ele só está levando vantagem nas pequenas coisinhas que estão acontecendo e que, para ele, não estão acontecendo. Eu tive problema de câmbio, eu tive problema de freio... Ontem eu achei que o problema era temperatura de pneu, mas na verdade quebrou minha asa dianteira na classificação, essa asa móvel, e perdi 13 pontos de aerodinâmica. Por enquanto tudo é muito positivo. Estamos só na quarta prova, não é a hora de jogar a toalha. Estou super feliz com a situação";  
 
Sobre as críticas: "Pra te falar a verdade, é só no Brasil que acontece isso, não acontece em outros lugares. Não tem o porquê... São quatro provas. Eu tenho que me privar disso e acelerar. Acho que o Brasil deveria estar contente que estou sentado no mesmo carro do líder do campeonato e ainda vou ter chance no futuro. O momento não é de crítica, e sim de apoio";
 
O áudio da entrevista está no Tazio;
 
Para Button, a Red Bull já tem um carro mais veloz do que a Brawn. É, tem mesmo. De certa forma, a vitória de ontem mascarou essa situação. O mérito de Button foi aproveitar a única brecha que teve e passar Hamilton. Do contrário, acho que Vettel rumaria para mais uma vitória;
 
Massa disse que teve problemas no Kers e na telemetria. E que confia nas evoluções da Ferrari para Barcelona. Esta janela de duas semanas, após quatro GPs fora da Europa, será a grande chance para aquelas que estão atrás tentarem algo. Depois disso, se tudo continuar dando errado, será melhor seguir o exemplo da Honda em 2008 e começar a pensar no próximo ano;
 
Agora, as atenções se voltam para o Conselho Mundial. Ê, coisa chata...

Escrito por Fábio Seixas às 09h22

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Button, vitória na segunda volta

Deu Button.

 

A terceira vitória em quatro GPs na temporada. Uma vitória conquistada na segunda volta, tranquila, sem incidentes. Uma vitória que referenda a posição de Button de nº 1 da Brawn.

 

Porque Barrichello foi quinto no Bahrein, e a diferença entre os dois, agora, foi a 12 pontos: 31 a 19.

 

Mais: Vettel, segundo colocado na corrida, chegou a 18 pontos e passa a ameaçar a vice-liderança do brasileiro.

 

Na largada, Trulli saiu mal e perdeu a posição para Glock, mais leve. Hamilton usou o Kers, deu um salto à frente, chegou a ficar em segundo, mas acabou sendo superado pelo italiano.

 

Raikkonen também apertou o botão e pulou quatro postos, de décimo para sexto.

 

Os oito primeiros, após a primeira volta: Glock, Trulli, Hamilton, Button, Vettel, Barrichello, Raikkonen, Alonso.

 

Massa fechou em nono, mas sofreu foi ensanduichado por Barrichello e Raikkonen e precisou parar nos boxes na segunda volta para trocar o bico. Mais um dia ruim pela frente...

 

Foi então que aconteceu o lance da corrida: na primeira curva da segunda volta, Button passou Hamilton e chegou onde queria estar, em terceiro lugar.

 

Sim, terceiro. Aquele era o lugar para estar. Porque todos sabiam que as Toyotas estavam mais leves e que aquele domínio era efêmero.

 

Os primeiros colocados na décima volta: Glock, Trulli, Button, Hamilton, Vettel, Barrichello, Raikkonen e Alonso.

 

Foi então que, na 11ª volta, o líder abriu os pits. Voltou em nono. Na 12ª, Trulli entrou. Retornou à pista em sexto. Os planos da Brawn deram certo. Button chegou à liderança.

 

Na 15ª, o inglês fez seu primeiro pit, seguido por Hamilton.


Na 16ª, Barrichello chegou em Nelsinho. Um duelo pela oitava colocação. Que levou o veterano a uma irritação despropositada. Gesticulou, reclamou, chiou. O que ele queria que Nelsinho fizesse? Que abrisse passagem numa disputa por posição? Sinceramente, não entendi aquilo.

 

Enfim... A briga foi boa, e, na 18ª, Barrichello conseguiu a manobra e pôde se acalmar.

 

A primeira janela de pits entre os pilotos da ponta terminou na 21ª volta, quando Raikkonen entrou. E quem era o líder? Button.

 

Em segundo lugar, a 8s2, Trulli. Na sequência, Vettel, Hamilton, Barrichello, Glock, Raikkonen e Alonso, um trenzinho que não se alterou até a segunda janela de pits, aberta pelo alemão da Toyota na 33ª volta.

 

Na 36ª, a imagem mais emblemática deste início de temporada, desta mudança na relação de forças da categoria: Button colocou uma volta em Massa. Uma equipe que não existia há alguns meses tornando retardatária uma antiga potência como a Ferrari. Detalhe: Montezemolo estava lá, assistindo a tudo dos boxes. Que coisa...

 

Na volta seguinte, Button fez sua parada e voltou à frente de Trulli. À sua frente, apenas Vettel, que parou na 40ª e retornou à pista também diante do italiano.

 

Fim de papo, a terceira vitória do inglês em quatro GPs na temporada, seguido por Vettel e Trulli.

 

Completando a zona de pontos, Hamilton, Barrichello, Raikkonen, Glock e Alonso.

 

Massa? Não há muito a dizer, a Ferrari está uma lástima. E, se ele tinha alguma chance, ficou na troca de bico.

 

Barrichello? Além do piti com Nelsinho, fez uma estratégia de três paradas, talvez para tentar algo diferente. Não funcionou direito.

 

Nelsinho? Fez uma boa prova. Num domingo com apenas um abandono, conseguiu um décimo lugar, ficou de bom tamanho.

 

Aplausos para Button e a Brawn.

 

Que já não têm mais um carro com aquela vantagem toda para a concorrência, mas que foram espertos e sabiam o que deveriam fazer no início para celebrar no final.

Escrito por Fábio Seixas às 10h36

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O último palpite

Hora do último palpite: dá Vettel, seguido por Trulli e Button.

 

E você, o que acha? Só não vale palpitar depois da largada...

Escrito por Fábio Seixas às 08h19

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Lorenzo leva

Na MotoGP, deu Lorenzo, que passou Rossi e venceu a disputa interna na Yamaha.

 

Pedrosa foi o terceiro, com Stoner na quarta colocação. Quem sabe, agora, o espanhol não desencanta?

 

Não assisti à corrida de Motegi, vou tentar a reprise. Alguém viu? Pitacos à vontade...

Escrito por Fábio Seixas às 08h16

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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