Blog do Fábio Seixas - Automobilismo, viagens e pitacos sobre tudo o mais
Blog do Fábio Seixas
 

Vi, não vi

Assisti à Moto em Mugello. Largada com asfalto úmido, trocas de motos, dezenas e dezenas de ultrapassagens, vitória de Stoner seguido por Lorenzo e Rossi. Vibrei com Melandri, que chegou a liderar com aquela moto meia-boca, mas ele chegou apenas em 11º. Enfim, uma corridaça.

 

Não assisti à Indy, que teve vitória de Dixon, seguido por Briscoe e Franchitti. Se você viu, seja o comentarista, o espaço de comentários é para isso também.

 

Bom fim de domingo.

Escrito por Fábio Seixas às 20h33

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Sábado, café, sofá, DVD, coluna

Mágica não existe, dirão os céticos. O que há é a combinação do acaso com talento e com competência. Ok. Mas a mágica aqui não é aquela do coelho na cartola. É a mágica que tantas vezes torna azarões em heróis, que emociona. Que nos faz fãs dessa coisa chamada esporte. A mágica recriada do sonho como escreveu Vinícius no seu "Cântico".

Mágica?

Sim. É indescritível e talvez inexplicável. Mas é delicioso ter a certeza, como quando éramos crianças, de que algumas vezes ela se faz.

A coluna desta semana fala sobre a mágica citada por Castro Neves assim que desceu do carro e do alambrado de Indianápolis.
 
O texto está aqui, para assinantes do UOL e da Folha.

Escrito por Fábio Seixas às 11h16

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Recorde. Ou não

No primeiro treino livre para o GP da Itália, hoje, os sensores da reta de Mugello acusaram 349,3 km/h na Honda de Pedrosa.
 
Seria o novo recorde de velocidade da MotoGP, batendo os 347,4 km/h obtidos por Capirossi em Barcelona, em 2004, com uma Ducati de 990 cc.
 
A Dorna, no entanto, ainda não confirma a marca. A suspeita de um erro nos sensores foi levantada por Rossi, assim que o treino acabou. "No ano passado, a máxima na reta era 329 km/h. Não é possível uma melhora de 15 km/h [na verdade, seriam 20,3 km/h] em 12 meses", disse.
 
Rossi e Pedrosa, nesta sexta, em Mugello (Gregorio Borgia/Associated Press)
 
Aguardemos.

Escrito por Fábio Seixas às 16h39

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Apenas mais uma

Sem todo o alarde prometido no ano passado, a F-2 começa sua temporada neste fim de semana, em Valência.
 
O canadense Robert Wickens fez a pole para a primeira etapa, amanhã. Carlos Iaconelli, único brasileiro da categoria, sai em quarto.
 
Para quê serve esta F-2, num mundo em crise e num cenário que já conta com GP2, F-3000 europeia, A1GP e F-Superliga?
 
Para Mosley pressionar a GP2, de Ecclestone. Não vejo outra explicação.

Escrito por Fábio Seixas às 13h42

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Como previsto...

As nove equipes da F-1 que ainda não haviam se inscrito no Mundial do ano que vem mandaram hoje suas inscrições.
 
A balela agora é outra: dizem que tudo depende da assinatura do novo Pacto de Concórdia, até 12 de junho, nos termos propostos ontem.
 
Pacto que será assinado, claro.
 
E todas estarão no grid de Melbourne em 2010, como venho dizendo aqui desde o começo da novela. Ferrari fora da F-1? Contem outra.
 
Além das dez, Campos, Litespeed, Lola, Prodrive e USGPE mandaram formulários à FIA. Destas cinco, só três poderão correr em 2010, segundo o regulamento, que prevê limite de 13.
 
Mas acho que, no máximo, haverá duas estreantes. As outras ficarão pelo caminho.
 
A ver. E acho que há boas chances de acertar de novo. 
 
Esta F-1 anda muito previsível. 

Escrito por Fábio Seixas às 11h14

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Youtube (resumão) do dia

Meira deixou o hospital, deve voar para Miami no fim de semana, mas não sabe ainda quando voltará à ativa.

Depois de escapar de um incêndio em Indianápolis, no domingo, ele se enroscou com Mattos e completou quase 1/4 de volta pregado no muro.

Quebrou duas vértebras. E pode parecer estranho o que vou escrever, mas acho que quem viu as imagens vai concordar:  ficou barato.
 
Aliás, quem não viu a prova de domingo pode encontrar um belo resumo abaixo. Sim, porque a IndyCar, ao contrário da FOM, não proíbe a veiculação de suas imagens na internet. Incentiva, o que soa menos arrogante, mais inteligente.
 

O fogo está aos 8min. O pancão, aos 9min20s.
 
A dica é do sempre atento Mauro Oliveira.

Escrito por Fábio Seixas às 15h55

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Bandeira branca

A Fota colocou sua contraproposta na mesa, diz o site da "Autosport".
 
O teto de custos seria adotado, mas de forma gradual. Seria de € 100 milhões em 2010, caindo para € 45 milhões em 2011.
 
As equipes ainda se dispõem a colaborar tecnicamente com eventuais novatas.
 
O prazo para inscrições vence amanhã. Só falta a FIA dar seu aval.
 
E assim, todos estarão felizes e contentes no grid de Melbourne, em março do ano que vem, como se nada tivesse acontecido, como já era claro desde o começo da queda-de-braço.

Escrito por Fábio Seixas às 14h21

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O som de Luizinho

Não é o ingresso, mas é de 1972 e é sensacional.
 
É o March de Luiz Pereira Bueno acelerando em Interlagos há 37 anos, com direito a trechos de narração do Barão Wilson Fittipaldi.
 
O link é este.
 
Mais uma bela obra do blog dos amigos do Luizinho. Obrigado à dupla Dú e Ronaldo Nazar.

Escrito por Fábio Seixas às 22h20

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A saga continua

Vira-e-mexe, alguém escreve e-mail ou manda um comentário perguntando sobre a saga dos ingressos.
 
Pois é...
 
De 9 de fevereiro a 25 de março, conseguimos, vocês e eu, juntar aqui no blog imagens de ingressos de 37 das 38 edições do GP Brasil.
 
A brincadeira foi das mais bacanas destes quase três anos de blog. Mas empacou justamente na última figurinha do álbum.
 
Não consigo achar em lugar nenhum o ingresso do primeiro GP Brasil, de 1972.
 
Tentei com gente que atuou na organização da corrida. Nada.
 
Tentei com o Automóvel Clube Paulista, uma das minhas maiores esperanças. Acabei de receber a resposta do presidente, Emilio Zambello, que foi super simpático e empreendeu uma busca nos arquivos da entidade. Nada.
 
Será que ficaremos sem este ingresso? Será que ninguém tem uma ideia brilhante? Será que não há nenhum arqueólogo do automobilismo por essas plagas? Será que morreremos na praia?
 
Para quem quer matar a saudade do nosso álbum ou para aqueles que querem saciar a curiosidade, o fio da meada está neste post.

Escrito por Fábio Seixas às 19h16

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Aviso aos navegantes

E aqui vai a centésima edição do Pit Stop, em mp3.

A lista dos programas anteriores e as instruções para o RSS continuam aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 19h12

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O país da F-1

O Marcelo Bernal Antonio mandou esta logo depois do Dia das Mães...
 
"Fui ao almoço do Dia das Mães na casa dos meus avós, na rua Wandenkolk, centro de São Paulo. Como minha família é cheia de amantes de F-1, é claro que um dos assuntos do nosso almoço foi a polêmica 'estratégia' da Brawn GP em Barcelona, que de uma forma ou de outra tirou a vitória do Rubinho. Ao sair do prédio, qual não foi a minha surpresa ao ver o nome desta oficina. Não tive dúvidas: lembrei da sua coluna e saquei o celular para tirar a foto. Espero encontrar um dia a oficina aberta para poder entrevistar o proprietário".
 

Escrito por Fábio Seixas às 18h50

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Sob observação

"Esperamos a Red Bull muito forte em Istambul", disse Brawn, após Mônaco.
 
"Sempre soubemos que Mônaco não seria nossa pista. Mas será interessante quando formos para Istambul e Silverstone", afirmou Horner.
 
De duas, uma.
 
Se a Red Bull realmente andar bem nos próximos GPs, a temporada pode ganhar uma bela graça.

Se fracassar, e a Ferrari também, a Brawn poderá começar a pensar em 2010. Porque só terá de administrar 2009.

Escrito por Fábio Seixas às 15h40

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Importância zero

A Williams foi suspensa pela Fota, clama a internet hoje.
 
E daí?
 
Vai acabar tudo em pizza mesmo.

Escrito por Fábio Seixas às 15h22

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Pit Stop #100

E chegamos ao centésimo Pit Stop. Com novas seções, com bate-papo com os internautas, com uma entrevista com Luiz Razia, da GP2.

Sem mais delongas, lá vai...

 
Aqui, o programa dividido em capítulos.

Escrito por Fábio Seixas às 21h02

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Pit Stop festivo

Em 13 de março de 2007 foi ao ar o primeiro Pit Stop.
 
Ao meu lado, na bancada, Rodrigo Flores. Na edição seguinte, Vicente Toledo Jr. assumiu o posto do navegador do programa, passando a planilha para Diogo Pinheiro, que emendou para Evandro Lopes.
 
Todos, grandes companheiros.
 
Assim como o Irineu, a Bianca, a Grace, a Pati, o Bozzi, o Dum e o Derek, turma que sempre deu uma enorme força na viabilização do programa. Não é exagero, mesmo, dizer que o Pit Stop não existiria sem essa gente boa.
 
O Pit Stop viajou a Jacarepaguá, foi a Interlagos, falou direto de Pequim. Entrevistou Castro Neves, Kanaan, Massa, Brunos Senna e Junqueira, Farfus, Maurício, Di Grassi, Gomes, Gil, Nelsinho, Klever, Zonta, Geronimi, Serrinha, Da Matta...
 
Cometemos gafes, fizemos a dança do siri, erramos e acertamos apostas, compramos brigas, demos boas risadas. Mas, principalmente, acho que atingimos o objetivo: o de criar uma rotina de informação para quem gosta do assunto.
 
Hoje, quem acompanha esporte a motor sabe que, toda terça-feira, tem Pit Stop no UOL. E é um prazer imenso encontrar gente por aí, na rua ou em autódromos, comentando sobre este nosso espaço.
 
Neste 26 de maio de 2009 vai ao ar a edição número 100 do Pit Stop. Com novas seções, com novo formato, com piloto falando, com o mesmo narigudo de sempre na bancada.

E como é um programa que acontece dois dias após um GP, com bate-papo.
 
Para participar do bate-papo, este é o link. O programa vai ao ar às 14h30, ao vivo, aqui.
 
Até lá.

Escrito por Fábio Seixas às 09h55

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Olho em 2010

O atual campeão, Hamilton: "Eu apostaria todo meu dinheiro nele".
 
O aposentado Coulthard: "É dele, os outros estão fora".
 
Diante das cinco vitórias de Button em seis GPs realizados, a F-1 já joga a toalha. E começa a pensar em 2010. Se a Brawn ganhou terreno por ter iniciado antes o projeto do carro deste ano, muita gente certamente tentará o mesmo para a próxima temporada.

Escrito por Fábio Seixas às 09h17

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A foto

Não foi difícil escolher o personagem da foto do fim de semana.

Duro foi definir qual seria a imagem. Homem-aranha no alambrado, beijos nos tijolinhos, passeio com a família em conversível pelo oval...
 
Mas fiquei com esta. O vencedor no seu habitat, o cockpit. Mão sobre mão. O leite. O choro. A busca por alguns segundos consigo mesmo.

Castro Neves, após a terceira vitória nas 500 Milhas (Michael Conroy/AP)
 
O clique é de Michael Conroy, da Associated Press.

Escrito por Fábio Seixas às 12h12

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Pílulas do dia seguinte

A Williams “furou a greve” e se inscreveu no próximo Mundial. Alegou que continua do lado da Fota, mas que se sentia obrigada “moralmente” a mandar a inscrição. A postura deve ter valido um afago de Mosley e Ecclestone, se é que vocês me entendem...

Barrichello e Brawn derramaram elogios a Button, ontem. “Michael cometia erros. Jenson, nem isso”, disse o brasileiro. “Trabalhei com Michael há 15 anos. São pilotos bem semelhantes”, afirmou o dirigente. Não sei se é para tudo isso. Meu conceito sobre Button está mudando, mas até agora não o vi fazer nada sensacional além de cumprir à risca as estratégias da equipe. Larga na frente, termina na frente, ponto final. Schumacher fazia isso à perfeição? Sim. Mas também tinha outras ferramentas. Se Button as tem, ainda não precisou usar neste ano;

A Ferrari parece ter melhorado. Parece, porque Mônaco não é parâmetro para nada. Prefiro esperar Istambul. A McLaren havia ensaiado uma evolução no Bahrein e deu no que deu;

Mas mais importante do que tudo isso é o feito de Helinho. Nunca um piloto de fora dos EUA havia vencido três vezes em Indianápolis. Detalhe: o brasileiro tem apenas 34 anos. Pode correr mais quatro, cinco, seis vezes por lá. Ou mais ainda, se participar apenas da prova, e não do campeonato. Não sei se ele conhece algum atalho em termos de acerto para a pista ou se é simplesmente instinto. Sei, como venho escrevendo desde a pole, que ele tem uma relação especial com o superspeedway. Tem tudo para conquistar outras vitórias por lá;

Ainda Helinho: mais do que a corrida ou do que o domínio nos treinos, o que torna a vitória especial foi o drama dos últimos meses. Se tivesse apenas se safado da prisão, já estaria de bom tamanho. Mas não. Ele fez questão de se safar com classe, fazendo duas boas provas depois disso e vencendo a corrida mais importante do campeonato. Já li em alguns lugares o chavão de que “daria roteiro de filme”. Chavão mais do que apropriado, hoje.

Escrito por Fábio Seixas às 10h25

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Castro Neves, que volta por cima!

Trinta e sete dias após ser inocentado das acusações de fraude fiscal nos EUA, Castro Neves consagrou a volta por cima na sua vida, na sua carreira, na sua história: venceu as 500 Milhas de Indianápolis pela terceira vez.
 
Uma vitória absoluta, justa.
 
O brasileiro da Penske foi o melhor piloto durante todo o mês em Indianápolis. Sobrou nos treinos, foi o mais veloz no Carburation Day, na sexta, e hoje fez uma corrida sólida, dando a impressão de que tinha tudo sob o controle o tempo todo, uma façanha.
 
Uma virada emocionante, emblemática, estelar.
 
Katiucia e Helio Castro Neves: 37 dias depois, nova vibração (Michael Conroy/AP)
 
É um baita piloto. Que, em Indianápolis, cresce, torna-se gigante. Parabéns.

Escrito por Fábio Seixas às 17h36

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O macarrãozinho

Barrichello tem duas explicações para o resultado. O grid, definido ontem. E um problema nos pneus traseiros, no início da prova, causado, segundo ele, por ter andado tão perto de Button nas primeiras voltas.
 
"Como em Barcelona, fiz uma largada boa. Passei o Kimi e imprimi um ritmo forte no começo. Como andei muito perto de Jenson, perdi um pouco de aerodinâmica e meus pneus traseiros pegaram sujeira, o que me fez andar muito mal. Isso definiu a corrida. Mas, se você pensar bem, ela foi definida ontem. É bom largar na frente aqui, mas foi uma pena ter pegado o 'macarrãozinho' no início. Depois, andei em um ritmo parecido ou até melhor que o Jenson, mas não dava para fazer mais nada."
 
O áudio da participação do brasileiro na entrevista coletiva pós-GP está no Tazio.

Escrito por Fábio Seixas às 13h06

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Button, de novo, numa corrida chata

Corrida em Mônaco é sempre emocionante? A de hoje foi uma prova que não.

 

A sexta etapa do Mundial foi chata, uma sucessão de trenzinhos, poucas ultrapassagens. E, lá na frente, o resultado que já virou rotina: dobradinha da Brawn, com vitória de Button.

 

Foi a quinta vitória do inglês na temporada. Um início arrasador, histórico, um domínio que só  Schumacher, Mansell, Stewart, Clark e Fangio haviam conseguido até hoje. Todos foram campeões nos anos em que emplacaram essa sequência. Com Button não será diferente...

 

Raikkonen completou o pódio, o primeiro da Ferrari nesta temporada.

 

Na largada, Button saiu sem problemas. E Barrichello ganhou a posição de Raikkonen, que, com os pneus mais duros, largou mal.

 

Pronto, ficou assim até a bandeirada.

 

Button, Barrichello e Raikkonen no início da prova: ficou assim até o final (Sebastien Nogier/Reuters)

 

O top 10 na primeira volta, Button, Barrichello, Raikkonen, Vettel, Massa, Rosberg, Kovalainen, Webber, Alonso e Nakajima.

 

Atrás de Vettel, uma procissão. E, lá na frente, o inglês fez questão de abrir vantagem logo de cara. Com 15 voltas, tinha 12s5 sobre Barrichello, que enfrentava problemas com pneus.

 

E foi aí que o inglês garantiu a vitória. Porque, do primeiro pit em diante, ele só fez administrar a vantagem.

 

Raikkonen parou na 15ª volta, abrindo os pits no primeiro pelotão. Na 16ª, foi a vez de Barrichello. Na seguinte, Button entrou.

 

Na 22ª volta, Webber, que vinha em segundo, parou, reestabelecendo a ordem na ponta. Button tinha então 16s6 sobre Barrichello, que colocava 2s3 sobre Raikkonen.

 

Pouco depois, Button começou a perder terreno para o brasileiro.

 

Erros de pilotagem, jogo ruim de pneus ou despreocupação com o companheiro? Esperemos as palavras dos pilotos. Fato é que na 31ª volta, a folga havia caído para 15s. Na 33ª, para 14s7. Mas ficou por aí, Barrichello não tirou mais.

 

Na 37ª, uma cena emblemática: Button deu uma volta em Hamilton, atual campeão mundial e vencedor em 2008 no principado. Quem diria...

 

A corrida continuou chata, chata, até que, na 50ª volta, Barrichello abriu a segunda bateria de pits. Na 51ª, Button entrou. Raikkonen parou duas voltas depois.

 

Na 56ª, Massa e Webber pararam, tudo normalizado: Button com 13s4 sobre Barrichello, que tinha 2s8 sobre Raikkonen.

 

E assim foi até a linha de chegada. Corrida chata...

 

Atrás do companheiro no grid, Barrichello fez o que podia. Hoje não tem muita discussão.

 

Massa? No começo, foi superado por Rosberg quando teve de devolver a quarta posição para Vettel _havia cortado a chicane na saída do túnel_, mas depois disso fez uma prova em ritmo alucinante. Não dava para chegar em Raikkonen, ficou de bom tamanho.

 

Nelsinho foi abalroado por Buemi na décima volta e abandonou.

 

No Mundial, Button tem agora 51 pontos, contra 35 de Barrichello. Vettel é o terceiro, com 23. Nos Construtores, 86 para a Brawn contra 41 da Red Bull.

 

Acho que corremos o risco de assistir, neste ano, a outras corridas tão chatas como esta...

Escrito por Fábio Seixas às 10h43

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O último palpite

Em Mônaco, onde os pilotos passam a milímetros do guard rail e sempre acontecem surpresas, eu deveria esquecer deste post. Mas como tem gente que gosta, lá vai...

Dá Button, seguido por Barrichello e Massa.

E você? O que acha?

Escrito por Fábio Seixas às 08h29

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Colírio

Quer ver fotos sensacionais como esta, do Luca Bassani, direto de Mônaco?
 
Fiscal agita bandeira verde na passagem de Button (Luca Bassani/Tazio)
 
Dá um pulo no Tazio.

Escrito por Fábio Seixas às 14h47

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Na balança

Saiu a lista dos pesos em Mônaco. E, pelo visto, a corrida não será decidida nos pits _a não ser, claro, que um acidente mude o cenário.
 
Da turma que larga na frente, está quase todo mundo na mesma estratégia, com pouquíssima diferença de gasolina.
 
O "quase" é por conta de Vettel, o mais leve do pelotão e que deve parar lá pela 15ª  volta. Button, Raikkonen e Barrichello devem fazer seus pits com intervalo de uma, no máximo duas voltas. Massa deve parar um pouquinho antes.
 
Falando do que já passou, aplausos para Button, que fez a pole mesmo carregando 3,5 kg a mais que o finlandês da Ferrari. Em relação ao companheiro, o pole tinha 0,5 kg a menos.
 
Lá vai a lista, com os dez primeiros do grid marcados com asteriscos.
 
Sebastian Vettel*: 631,5 kg
Nico Rosberg*: 642 kg
Felipe Massa*: 643,5 kg
Kimi Raikkonen*: 644 kg
Heikki Kovalainen*: 644 kg
Lewis Hamilton: 645,5 kg
Mark Webber*: 646,5 kg
Jenson Button*: 647,5 kg
Rubens Barrichello*: 648 kg
Fernando Alonso*: 654 kg
Kazuki Nakajima*: 668 kg
Sébastien Buemi: 670 kg
Adrian Sutil: 670 kg
Nelson Piquet: 673,1 kg
Nick Heidfeld: 680 kg
Jarno Trulli: 688,3 kg
Giancarlo Fisichella: 693 kg
Robert Kubica: 696 kg
Sébastien Bourdais: 699,5 kg
Timo Glock: 700,8 kg

E você? Como diria Silvio Luiz, o que só você viu?

Escrito por Fábio Seixas às 13h56

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Na escola...

Na GP2, vitória de Maldonado, que tem um caso de amor com as ruas do principado. D'Ambrosio foi o segundo, com Hülkenberg completando o pódio.

Mas a corrida foi marcada por um acidente feio de Grosjean, resultado da deslealdade de um adversário, Zuber. O austríaco mudou duas vezes de trajetória e, no zague, mandou o francês pro muro. O carro chegou a ficar na vertical e arrasou a barreira de proteção na Tabacaria, forçando o fim prematuro da prova.

O fotógrafo Luca Bassani, do Tazio, fez boas imagens do estrago.

Di Grassi foi o quarto. Razia, décimo. Nunes fechou em 14º. Valério abandonou.

No campeonato, Grosjean é o líder, com 31 pontos. Petrov e D'Ambrosio têm 18. O melhor brasileiro é Di Grassi, em oitavo, com oito pontos.

Escrito por Fábio Seixas às 13h27

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Sábado, plantão, correria, Gordini, coluna

Chance única. A abertura de um mundo bilionário para quem tem apenas milhões. Uma rápida janela de ascensão profissional. O bilhete dourado para a fábrica de chocolate.

Diante do limite imposto pelo regulamento, de 13 equipes no grid de 2010, e da profusão de pretensas candidatas às vagas, Campos achou melhor não bobear. Deixou a papelada pronta e enviou tudo para a FIA já nos primeiros minutos.

A coluna desta semana fala sobre a Campos, a primeira equipe a se inscrever para 2010. Pano de fundo para o imbróglio Fota x FIA.

O texto está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 13h13

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Button, do sumiço à pole

Quando a fase é boa, nada segura. Nem mesmo um histórico ruim na prova nem mesmo uma admitida dificuldade naquele tipo de circuito nem mesmo um companheiro mordido, prometendo vitória para calar os críticos.

Button esteve discreto durante todas as sessões em Mônaco. Só apareceu nos últimos instantes do último bloco do treino classificatório. Para ele, foi o suficiente.

 

Líder do Mundial, o inglês cravou a pole position para a corrida no principado, sua sétima pole na carreira, a quarta em seis GPs no ano. Sensacional.

 

Mônaco teve um sábado esplendoroso, céu azul, 24ºC no ar, 43º no asfalto.

 

No terceiro treino livre, deu Alonso, seguido por Button, Kovalainen, Barrichello, Massa, Raikkonen e Hamilton.

 

No treino oficial, a coisa foi bem diferente.

 

A começar pelo que houve com Hamilton. O inglês rodou na Mirabeau faltando oito minutos para o fim do Q1, bateu no guard rail, arrebentou a suspensão, interrompeu o treino, ficou de fora da disputa, claro.

 

O mais rápido foi Rosberg, 1min15s094, com Button em segundo, a 0s116. A seguir, Webber, Massa e Barrichello. Nelsinho passou, em 12º.

 

Além do atual campeão mundial e atual vencedor do GP monegasco, foram cortados Heidfeld, Kubica, Trulli e Glock. No caso das Toyota, culpa dos pilotos, que cometeram erros. No caso das BMW, a culpa é do carro, que não anda mesmo, uma porcaria em azul e branco.

 

No Q2, Raikkonen voou: 1min14s514. Kovalainen foi o segundo, a 0s295, seguido por Webber e Barrichello. Fechando a turma da luta pela pole, Rosberg, Vettel, Massa, Button, Alonso e Nakajima.

 

Ficaram na degola Buemi, Nelsinho, Fisichella, Bourdais e Sutil.

 

E veio o Q3, a hora da verdade.

 

Na primeira rodada de voltas rápidas, deu Vettel, com 1min15s395, com Rosberg, Barrichello e Massa logo atrás. Então, aquela coisa de sempre: todo mundo nos boxes, troca de pneus, última chance.

 

E Button esbanjou categoria. Desaparecido até então, cravou 1min14s902 e cravou a pole position: 1min14s902. Raikkonen foi o segundo, a 0s025. Barrichello larga em terceiro, com Vettel ao seu lado. Massa sai em quinto.

 

Agora, desde já, a preocupação do inglês tem de ser segurar Raikkonen e seu Kers até a Sainte-Dévote. Se conseguir, terá meia vitória em mãos. E, se vencer, igualará Schumacher, Fangio, Clark, Mansell e Stewart, com o início mais arrasador de uma temporada.

 

Button, o pole, comemora a pole com Barrichello, terceiro no grid (Pascal Guyot/France Presse)

 

Button, quem diria, já parte para os recordes. Porque o título mundial cada vez mais parece favas contadas...

Escrito por Fábio Seixas às 10h18

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Cada um com sua causa

Recebo comunicado e fotos da assessoria de imprensa do piloto Alberto Valério.

 

"O piloto Alberto Valério da categoria GP2 de automobilismo, imediatamente abaixo da Fórmula 1, adotou a candidatura da cidade do Rio de Janeiro à sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Numa atitude patriótica, disponibilizou em seu carro espaços para exposição da logomarca 'Rio-2016 Cidade Candidata'.

 

'É uma causa de toda a nação brasileira!', resume Betinho, expressando o sentimento de todo o Brasil."

 

Alberto Valério, em Mônaco (Luca Bassani/Divulgação)

 

Não, Betinho, não sei quem te disse isso, mas não é uma causa de toda a nação. Não é minha causa, por "n" motivos. E me admira que seja causa de um piloto depois que destruíram Jacarepaguá para construir arenas fantasmas.

Escrito por Fábio Seixas às 19h44

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Ficou para depois

Nada será definido hoje.
 
A reunião com Mosley acabou. Na saída, Montezemolo disse que não chegaram a nenhuma conclusão, mas que espera uma solução para os próximos dias. Em Mônaco, a impressão geral é de que a negociação avançou.
 
E adorei essa foto abaixo. Merece até trilha sonora... "Eu vou, eu vou, falar com Max agora eu vou..."
 
Domenicali, Theissen e Whitmarsh deixam o iate de Briatore (Pascal Guyot/France Presse)

Escrito por Fábio Seixas às 15h43

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Greve geral

Depois de três horas de reunião, Williams, McLaren, Force India e Brawn se uniram a Ferrari, BMW, Toyota, Renault, Red Bull e Toro Rosso.
 
Ou seja, se o teto for mantido como está, nenhuma das dez se inscreverá no próximo Mundial.
 
Agora, os dirigentes estão reunidos com Mosley. A temperatura deve estar alta.

Escrito por Fábio Seixas às 14h11

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Piquenique

A foto abaixo pode ser histórica. O nome do barco é Force Blue, de propriedade de Briatore. E é lá que os chefes de equipes e Ecclestone conversam há algumas horas, buscando uma solução para o impasse do teto de custos.

Dirigentes da F-1 se reúnem no Force Blue (Max Rossi/Reuters)
Assim que o convescote acabar, eles caminharão até o Automóvel Clube de Mônaco, onde Mosley os espera.

Por aqui, também aguardamos...

Escrito por Fábio Seixas às 12h23

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Na escola...

A Barwa Addax sobrou em Mônaco e fez dobradinha na primeira corrida da GP2.

 

A vitória foi de Grosjean, seguido por Petrov. Di Grassi foi o “best of the rest”, cruzou em terceiro, a 16s384 do russo, mas depois foi punido com outro sete pilotos que cortaram a primeira curva. Terminou em quarto.

 

Razia foi 13º. Nunes e Valério abandonaram.

 

A segunda corrida será amanhã, às 11h (de Brasília), com Sportv.

Escrito por Fábio Seixas às 09h51

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É só o começo

A "Gazzetta dello Sport" traz hoje um bom artigo do amigo Pino Allievi, um dos mais importantes jornalistas da F-1, com valiosas fontes na Ferrari.
 
Pino classifica as ameaças de Ferrari, Renault, Toyota, BMW, Red Bull e Toro Rosso de "grande blefe". Mas um blefe que tem tudo para dar certo, diz.
 
"Imagine a reação dos promotores de GPs, dos patrocinadores, dos torcedores, de quem já gastou milhões de euros por direitos de TV quando, no dia 29, descobrirem que estarão inscritas no próximo Mundial apenas equipes modestíssimas, muitas que nunca construíram um carro de corrida?", escreve.
 
O resumo da ópera: aí é que começará o jogo, com a pressão dessa turma sobre Mosley e Ecclestone. Até agora, só vimos o aquecimento.

Escrito por Fábio Seixas às 12h52

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Procura-se

É engenheiro formado no máximo há dois anos ou estuda engenharia? Seu sonho é trabalhar na F-1?

Então leia isso aqui.

E me convide para uma Guinness em Enstone se tudo der certo.

Escrito por Fábio Seixas às 12h39

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Mônaco, 1º e 2º treinos livres

Aniversariante no sábado, Barrichello teve um belo início de trabalho em Mônaco.

 

Numa linda quinta-feira na linda Monte Carlo, liderou o primeiro treino com facilidade e ficou em terceiro no segundo _ou na “segunda posição real”, já que Rosberg, o líder, não conta.

 

Na primeira sessão, a maioria dos pilotos preferiu rodar com os pneus macios. Barrichello liderou com autoridade, com 0s310 sobre Massa e 0s389 sobre Hamilton. Nelsinho foi 12º.

 

Na segunda, os supermacios foram a preferência. Os tempos despencaram, e Rosberg, o leão de treinos desta temporada, novamente liderou, com 1min15s243.

 

Para efeito de comparação, a pole position no ano passado ficou em 1min15s767. Ou seja, 0s524. O que não fazem os pneus slick numa pista que exige tanta tração...

 

Hamilton foi o segundo, a 0s202. Barrichello fechou a 0s347. Massa foi o quinto. Nelsinho, o décimo.

 

Já Button, companheiro de equipe de Barrichello, líder do campeonato e maior ameaça a um bom resultado no fim de semana, esteve apagado. Foi oitavo no primeiro treino, ficou em quarto no segundo. Em nenhum momento apareceu entre os ponteiros.

 

Pode ser coincidência, mas historicamente Mônaco não é dos melhores circuitos para o inglês. Sim, ele foi segundo colocado em 2004, com a BAR. Mas, nas outras sete visitas ao principado, não conseguiu pontuar.

 

Pode, também, ser aquele “conforto” de quem sabe que não precisa forçar logo de cara. Button fez o mesmo em Barcelona, e o resultado todos lembram.

 

A destacar o bom desempenho da McLaren. Mas acho que é mais braço do Hamilton do que melhora do carro.

 

Já a Red Bull não brilhou na estréia do difusor. No segundo treino, Vettel foi o sexto e Webber ficou com o 12º tempo.

 

A Ferrari parece ter dado um passo à frente. Mas um passinho pequeno, tímido, ainda insuficiente para lutar lá na frente.

 

No principado, talvez a grande adversária da Brawn seja a McLaren de Hamilton. Mas que a Brawn estará lá na frente, não tenha dúvida.

 

Barrichello, no segundo treino de hoje (Fred Dufour/France Presse)

Escrito por Fábio Seixas às 10h36

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Casa cheia

Pensando neste boom de "equipes" interessadas na F-1, fui pesquisar o GP com recorde de carros.
 
Aconteceu na Alemanha, em 1953: 34 pilotos largaram para a corrida, nos 22,810 km de Nurburgring, para a sétima etapa do Mundial.
 
Fangio lidera pelotão no GP da Alemanha de 1953 (Reprodução)
 
Desses, 16 cruzaram a linha de chegada. A vitória foi de Giuseppe Farina, de Ferrari, após 3h02min25s.
 
Conta rápida: 34 carros em 22,810 m, dá média de um carro a cada 670 metros de pista. Na Nurburgring de hoje, de 5,148 km, com o grid atual, o "tráfego" é de um carro a cada 257 m.
 
Ou seja, grid de 34, naquela época, não significava exatamente um problema. Hoje, seria impraticável. A FIA quer 13 times, 26 carros. Nessas pistinhas de agora, parece mesmo ser o limite...

Escrito por Fábio Seixas às 18h16

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Aviso aos navegantes

Estava faltando o Pit Stop em mp3. Não falta mais, está aqui.

E aqui, a lista de todos os programas anteriores e as informações para o RSS.

Escrito por Fábio Seixas às 16h25

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Youtube (transgressor) do dia

O Rodney Domingues mandou uma dica interessante, um filme do qual eu nunca tinha ouvido falar.

Primeiro, a história.

"Em agosto de 1978, o cineasta francês Claude Lelouch montou uma câmera giroscopicamente estabilizada na frente de uma Ferrari 275 GTB e convidou um amigo, piloto de F-1, para fazer um trajeto no coração de Paris à maior velocidade que ele pudesse.

O filme só dava para 10 minutos, e o trajeto era de Porte Dauphine, passando pelo Louvre até a basílica de Sacre Coeur. Como Lelouch não conseguiu permissão para interditar nenhuma rua no trajeto, a filmagem aconteceu logo que o dia clareou. O piloto completou o circuito em 8min40s, chegando a 324 km/h em certos momentos.

Quando exibiu o filme pela primeira vez, Lelouch foi preso. Ele nunca revelou o  piloto, e o filme foi proibido, passando a circular só no underground."

Agora, a obra...

Escrito por Fábio Seixas às 14h02

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Programe-se

Quase fui traído pela programação do GP monegasco. Amanhã já tem treino.

 

Anote, memorize, imprima e pendure na geladeira:

 

Quinta-feira
5h-6h30: 1° Treino Livre
9h-10h30: 2° Treino Livre

Sábado
6h-7h: 3° Treino Livre
9h-10h: Classificação

Domingo
9h: Largada, 78 voltas

Escrito por Fábio Seixas às 12h53

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Derrota ferrarista

A Ferrari perdeu a ação na Justiça francesa. O tribunal acatou as explicações da FIA, de que o direito ao veto nas mudanças do Regulamento Técnico não foi usado corretamente pela equipe.

 

Um lance importante, mas não decisivo. Quando esta novela terminar, o que vai demorar, este 20 de maio será lembrado apenas como mais um capítulo.

 

Derrotada na Justiça, a Ferrari ainda vai jogar muito no campo da política.

Escrito por Fábio Seixas às 09h34

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Balão de ensaio

Lola, USGPE, Prodrive, Formtech, iSport, Litespeed já haviam manifestado interesse em correr na F-1 em 2010 _a Lola, inclusive, anunciou oficialmente que se inscreverá no Mundial.

 

Mas tem mais. Segundo a “Autosport”, outras quatro equipes, a Wirth Research, do ex-dirigente Nick Wirth, as espanholas Epsilon Euskadi e Campos, e a RML, de Ray Mallock, têm planos de correr na categoria.

 

Se tudo isso vingasse, o grid da F-1 dobraria de tamanho, de 10 para 20 equipes.

 

Não vai acontecer.

 

Primeiro, porque o regulamento de 2010 estipula grid máximo de 13 equipes. Segundo, porque boa parte dessa turma “não tem ideia do que está falando”, segundo ouvi ontem de um piloto que tenta cavar uma vaga para o ano que vem e que já conversou com vários desses dirigentes.

 

Se o teto for mantido _e essa história vai rolar por um bom tempo, independentemente da decisão da Justiça francesa_, acho até que duas ou três equipes vão surgir. E Lola, iSport e USGPE parecem ser aquelas, hoje, com projetos mais sólidos.

 

Se o teto cair ou for elevado, no que acredito, acredito que não haverá novidades em 2010.

Escrito por Fábio Seixas às 09h29

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Pit Stop #99

No aquecimento para a centésima edição, o Pit Stop desta semana traz uma grande novidade.

Agora, o vídeo vem acompanhado de um menu, e você pode assistir ao programa em pílulas, vendo apenas aquilo que interessa ou que dá tempo naquele momento.

E, é claro, também é possível assistir ao programa na íntegra.

O de hoje está especialmente legal, com uma entrevista esclarecedora com Bruno Junqueira. O relato que ele faz da turma de mecânicos desempregados que montou seu carro na véspera do “Bump Day” é das coisas mais surpreendentes que ouvi no automobilismo nos últimos tempos.

O Pit Stop também falou de Stock, Moto e F-1, com direito aos palpites que faz a alegria de alguns de vocês.

Enquanto não encontro o código certo aqui, lá vai o link.

Escrito por Fábio Seixas às 20h12

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Pit Stop duplo

Hoje tem Pit Stop no UOL, a partir das 14h30.


Em pauta, as expectativas para duas das corridas com mais história no automobilismo: Mônaco e Indianápolis.

 

Para assistir ao vivo, clique aqui.

 

Para participar, o e-mail é uolnewsformula1@uol.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 09h31

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Youtube (trapalhão) do dia

Aconteceu ontem e, para mim, é fato inédito.

Uma série de acidentes marcou a largada da segunda prova do WTCC em Pau, na França. O safety car foi acionado. E então...

Franz Engstler, que estava na liderança, disse que encontrou o safety car de repente na sua frente e que não teve para onde ir.
 
A saída dos boxes em Pau é traiçoeira. E, vendo no replay, em câmera lenta, acho que o piloto do safety car foi imprudente. O pelotão estava chegando, ele deve ter se saído na correria para ficar à frente de Engstler e deu no que deu.
 
Ah, sim: tiveram que providenciar um safety car reserva para que a corrida fosse retomada. A dica foi do Rick, de BH.

Escrito por Fábio Seixas às 16h06

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Rumo à Europa

A turma da F-3 sul-americana, que vem fazendo um trabalho bacana na reativação da categoria, marcou mais um belo gol.

Assinou contrato de três anos com a Red Bull que dará aos campeões e vices das categorias principal e Light testes com carros do Red Bull Junior Team, de campeonatos como a GP2 e a World Series.
 
Um belo incentivo, sem dúvida. E mais uma prova de que automobilismo bem feito é algo possível no Brasil, apesar dos maus exemplos deixados pela CBA nos últimos anos.

Escrito por Fábio Seixas às 14h27

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Despejado

Junqueira foi contrato pela Conquest na semana passada, pilotou o carro pela primeira vez no domingo e, mesmo assim, classificou-o em 30º lugar no grid das 500 Milhas.
 
Tagliani participou de todos os treinos pela equipe e, nos últimos instantes, perdeu a posição no grid.
 
A solução do chefe, o ex-piloto Eric Bachelart, provavelmente pressionado por patrocinadores: o brasileiro sai do carro 36, entra o canadense.

Em Indianápolis, a vaga no grid é do carro, não do piloto. No seu novo blog, Celso Miranda, que está lá, conta mais detalhes. 

Azar de Junqueira. Mas ficam aqui os meus (nossos?) parabéns.

Bruno é cumprimentado por Martine, mulher de Eric, antes de ser sacado do grid (Tom Strattman/Associated Press)

Escrito por Fábio Seixas às 13h48

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A foto

Lorenzo, 22, se quebrou todo no ano passado, fez um fim de temporada apagada e iniciou 2009 precisando mostrar serviço já que seu contrato vence em dezembro.

Ontem, fez por merecer um crédito da Yamaha. E, mostrando que tem aprendido com Rossi, foi irreverente ao cruzar a linha de chegada.

Lorenzo celebra em Le Mans (Jean François Monier/France Presse)

A foto é de Jean François Monier, da agência France Presse.

Escrito por Fábio Seixas às 13h22

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Domingo no parque

Assisti à MotoGP, uma corrida impecável de Lorenzo, com Rossi irreconhecível.

Não vi a Stock nem a entrevista de Massa ao Galvão _o sol do parque me chamava. Quem viu? O que achou?

Escrito por Fábio Seixas às 09h20

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Sábado, história, pão na chapa, parque, coluna

Aconteceu em 1964.

Enzo Ferrari estava irritado com o Automobile Club d'Italia porque a entidade não o apoiara numa rixa com a FIA para homologação do modelo 250 GT. O carro foi considerado um protótipo e, como tal, ficou impedido de disputar o Mundial de Marcas, então aberto apenas para carros de série.

A solução do comendador, o rompimento. Sua equipe renunciou à licença italiana e correu os últimos dois GPs daquela temporada, nos EUA e no México, com registro americano, carros pintados de azul e branco e sob o nome North American Racing Team. E foi assim que Surtees ganhou seu campeonato.

Panos quentes entraram em ação, e, em 1º de janeiro de 1965 _sim, a data está certa, já contei essa história aqui_, a Ferrari estava alinhada para largar em East London. Vermelhinha, reluzente, como sempre.

 

Assim começa a coluna desta semana, que junta essa história àquela da Ferrari para a Indy para mostrar que a ameaça da Ferrari é brincadeira antiga, que não passa de pressão de uma marca que sabe de sua importância para o automobilismo.

 

O texto completo está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 12h32

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Ronaldo, FIA, Fota, gênios, pizza

Dia especialmente corrido, com direito a uma bacaníssima Sabatina Folha com o Ronaldo, pela manhã.
 
Agora, é colocar tudo no papel;.
 
Antes, um parênteses: cada vez mais tenho a certeza de que esportistas especiais não são especiais apenas nas quatro linhas, no cockpit, no garrafão. Nesses anos viajando por aí, já entrevistei Pelé, Jordan, Schumacher. E Ronaldo, que não é gênio, tem algo em comum com esses três que foram: sabe dar uma entrevista, é inteligente, é divertido, é sagaz. Ronaldo, como eles, sabe a importância de se comunicar bem. Nisso é gênio, sem dúvida. 
 
O que achei do encontro FIA x Fota em Londres? Que, apesar da falta de acordo, a definição de Mosley diz tudo: "foi um encontro amigável".
 
O teto não vai vingar. Não desta forma que está hoje no regulamento.

Escrito por Fábio Seixas às 16h09

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Herói desconhecido

O "Financial Times" publica hoje uma extensa reportagem sobre a Brawn.
 
E revela um personagem importante, e até agora obscuro, na biografia da equipe-sensação da F-1.
 
Gordon Blair, 39, o cara sorridente entre os dois pilotos na foto abaixo, foi o homem para quem Fry telefonou quando a Honda acenou com a possibilidade do "management buyout", meses atrás.
 
Brawn, Button, Blair, Barrichello e Fry posam para foto (livingstonepartners.co.uk)
 
Blair é um advogado escocês que começou trabalhando com falências e compras e vendas de empresas até que teve um estalo.
 
"Eu trabalhava 20 horas por dia, seis dias por semana, em cima de uma empresa até resolver aquele negócio. E quando tudo acabava, eu descobria que não sabia nem o que aquela empresa produzia", conta ao "FT". "Aquilo não me estimulava. Eu queria ser o cara que realmente colocava a mão na massa. Queria entender sobre os negócios e as empresas por trás das negociações."
 
É isso que Blair tem feito na Brawn. Mais do que um consultor, ele está envolvido com o time até a tampa, a ponto de assistir aos GPs nos boxes e participar das celebrações com os mecânicos. Foi ele o responsável por toda a transição Honda-Brawn, um processo bem-sucedido, sem grandes traumas. Por isso, é apresentado pelo "FT" como uma espécie de herói desconhecido.
 
Coincidência ou não, Fry afirmou hoje ao site da "Autosport" que o orçamento da temporada já está garantido.
 
"Não temos pressa. O que eu e Ross procuramos é a melhor solução para os próximos cinco anos. Tivemos obviamente uma boa oferta da Virgin, mas há outras propostas de grandes empresas na mesa", disse.

O que não faz um início arrebatador de campeonato...

Escrito por Fábio Seixas às 15h09

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Filme antigo

Sabe o que é isto aqui?

A Ferrari F637, no Museu da Ferrari (Reprodução)
 
É uma Ferrari F637, desenhada e construída para correr na Indy.

Este carro foi projetado em 1986, por Gustav Brunner. O "objetivo", disputar a temporada da Indy de 1987 e, claro, as 500 Milhas de Indianápolis.

O estopim da ideia foi, vejam só, a indignação de Enzo Ferrari com as constantes mudanças no regulamento da F-1. A gota d'água foi a imposição, pela então Fisa, de motores V8 na categoria _ele era um apaixonado pelos V12.
 
O fim da história? A Fisa voltou atrás. E este carro, que vi certa vez no Museu da Ferrari, em Maranello, nunca correu.
 
Semelhanças não são coincidências.

Escrito por Fábio Seixas às 23h50

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Aviso aos navegantes

E aqui vai o Pit Stop desta semana, em mp3, para você ouvir nossas doces vozes no carro, na academia, com a cabeça no travesseiro.

A lista dos programas anteriores e as instruções para o RSS estão aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 19h13

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Mais uma

A Renault se juntou oficialmente a Ferrari, Toyota, Red Bull, Toro Rosso na oposição ao teto de custos.

Todas prometem não correr no ano que vem se a ideia for mantida.
 
O que eu acho? Que o projeto vai cair.
 
Nem tanto pelas ameaças, que a FIA e a FOM, escoladas, não devem levar muito a sério. Mas principalmente pelo peso político da coisa. Não dá para realizar um campeonato em que metade das equipes _até agora_ se opõe a determinada regra.

Escrito por Fábio Seixas às 19h09

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Fim de papo

Barrichello disse no domingo que se visse sacanagem no episódio de Barcelona, deixaria a categoria.
 
Daí, ontem, ele lançou uma nota sobre o assunto. Um trecho:
 
"Antes da reunião de final de corrida, eu chamei o Ross num canto e lhe disse claramente que se ele tivesse feito algo em proteção ao Jenson que eu estava realmente pronto pra pendurar minhas 'chuteiras'. Ele me disse que não, e ficou surpreso tanto quanto eu quando viu que 2 paradas tinham sido melhor que as 3. Prometeu fazer uma revisão do simulador de corrida.

Continuo de olho aberto e com a faca nos dentes...

Essa meia dúzia de pessoas maldosas que dizem entender de carro de corrida e fazem polêmica é que são o problema. Eu convidaria essas pessoas para um papo para saber se realmente entendem de F-1. Será que eles sabem como se liga um F-1 ou qual é a pressão de pneu de um carro de F-1?"
 
Se o maior interessado em apurar o assunto, se a suposta "vítima", se o cara que analisou os dados da corrida com a equipe diz que não houve favorecimento e, portanto, alinhará no grid de Mônaco, só restam duas alternativas.
 
A primeira: não houve favorecimento. É o que diz Brawn. É o que diz Fry. É o que diz o próprio Barrichello. É o que estou tentando explicar aqui desde domingo. E aí, a turma da polêmica que tente descobrir a pressão de um pneu...
 
A segunda: ele está fazendo média.

Escrito por Fábio Seixas às 09h49

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Pit Stop #98

Segue o Pit Stop desta semana com muita conversa sobre os pit stops da Brawn. E também com imagens. E também falando de Indy. E também comentando o blefe da Ferrari. E também com bate-papo com os internautas. E também com os dois apresentadores vestindo rosa.

Lá vai...

Escrito por Fábio Seixas às 18h37

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Pit Stop sem plano B

O Pit Stop volta hoje à programação normal, ao plano A das terças-feiras pós GPs: bate-papo com os internautas.


O programa começa às 14h30, ao vivo, aqui. E para participar com perguntas, comentários ou sugestões de estratégias para a Brawn GP, a porta para a sala do bate-papo é esta aqui.

 

Até lá.

Escrito por Fábio Seixas às 08h55

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O país da F-1

O autor da foto e da história de hoje é Philippe Nizer, de Curitiba.
 
Primeiro, a foto...
 
 
Agora, a história: "Dia desses estava passando pelo centro de Curitiba e acabei preso num congestionamento. Comecei a observar o comércio da região e me deparei o Estacionamento Lotus. Lembrei da série do seu blog, mas fiquei chateado por não ter nenhuma câmera por perto. Outro dia estava passando pela mesma região junto com minha noiva, e por sorte ela estava com uma câmera. Procurei pelo estacionamento, parei o carro e tirei uma foto. Pena que o lugar estava fechado na hora. Gostei da referência a uma das equipes mais importantes que já passaram pela F1, e pela qual Emerson Fittipaldi ganhou seu primeiro campeonato."

Valeu, Philippe. E agradeça sua noiva, claro!

Escrito por Fábio Seixas às 19h56

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Nasce uma estrela

Notícia curiosa no Tazio: o logo da Mercedes pode pintar no carro da Brawn.
 
Diante do sucesso da equipe, e do fracasso da McLaren, os alemães já cogitam também vincular a marca aos BGP 001.
 
Se alguém chegasse de Marte e visse a carenagem dos Brawn nas cinco primeiras etapas, imaginaria que os carros eram empurrados pelo vento. Em Mônaco, isso pode mudar. Merecidamente.

Escrito por Fábio Seixas às 14h31

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A foto

Pole das 500 Milhas, Helinho faz pose na reta de Indianápolis.

 

Quase dá para ouvir: "I'm the king of the world!"

Castro Neves posa para foto em Indianápolis (AJ Mast/Associated Press)
 
O clique do fim de semana é de AJ Mast, da Associated Press.

Escrito por Fábio Seixas às 13h19

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Pílulas do dia seguinte

Massa marcou seus primeiros pontos no ano, mas não aliviou: “Não adianta nada fazer um carro competitivo que pode vencer corridas ou brigar pelo pódio e não ter um time eficiente. Você perde pontos importantes”.  Em Barcelona, a Ferrari foi, de novo, a equipe que mais errou. Em tempo, o problema com o brasileiro foi de software, não de cálculo da gasolina;

 

Só para concluir o assunto Ferrari, por ora, Domenicali já começou a se defender, na linha do “estou aqui há 20 anos, o problema não sou eu”. Isso é discurso de quem começa a sentir cheiro de fritura;

 

Webber creditou o pódio ao seu forte ritmo no segundo trecho da prova, muito longo, de 31 voltas, feito “quase em ritmo de classificação”. Estratégia inteligente seguida à risca por um piloto que, ontem, foi competente. Muito se fala sobre Newey, mas poucas pessoas comentam sobre Horner, que a Red Bull buscou na então F-3000 para comandar suas atividades na F-1. É um legítimo herdeiro da linhagem dos garagistas. E que, tenho a impressão, dará um dia o Mundial à equipe, merecidamente;

 

Há algo mais discrepante do que o desempenho da Williams em treinos e GPs?;

 

Alonso admitiu ter tido sorte na corrida, principalmente com o problema de Massa. Mas é fato também que a Renault melhorou. Das grandes das últimas temporadas, aliás, quem está mais atrás em termos técnicos é a McLaren;

 

Para terminar, a chatice dos bastidores... Red Bull e Renault aderiram à Ferrari e subiram o tom nas críticas ao teto de gastos em 2010. Mateschitz diz que tirará seus dois times do campeonato se a ideia for aprovada. O que vai acontecer?  A F-1 do ano que vem será mais barata, com uma série de descontos em equipamentos para as candidatas a vagas. Mas não haverá teto nenhum. Ou haverá, com algum valor nas alturas, apenas para dizerem que existe.

Escrito por Fábio Seixas às 10h38

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Mais sobre ontem

Nesses dois anos e quatro meses de blog, já escrevi algumas vezes que estratégias de corrida são sempre produzidas por uma equipe de profissionais. São, via de regra, decididas pelos pilotos, por seus engenheiros e por seus chefes na véspera dos GPs, com o grid em mãos. A palavra final é sempre do piloto, mas todos eles são responsáveis pelos erros e acertos. Isso só se quebra quando um piloto, no calor da disputa, decide não seguir o plano traçado. Mais uma vez, ele tem essa prerrogativa, é a bunda dele ali no cockpit. O grande exemplo é Barrichello em Hockenheim-2000. "Se você conseguir se segurar na pista, tudo bem", disse Brawn pelo rádio. "Eu consigo", disse o brasileiro, que conquistou assim uma das mais lindas vitórias que vi na F-1;

 

Faço essa pequena introdução para, um dia depois, de cabeça fria, analisar o que vi em Barcelona. Alguns internautas questionaram um trecho do post sobre o GP, quando escrevi que "Button falou com os engenheiros e decidiu mudar para o plano B". Esses internautas se amparam num trecho da coletiva, em que Button diz que "eles me mudaram para duas paradas". Abstraiam a filigrana, desapaguem-se dessa linguagem coloquial. Isso não foi um testemunho técnico, não é assim que acontece. Sim, o engenheiro possivelmente disse para Button algo como "vamos para duas paradas". Mas a palavra final coube ao piloto. No momento em que aceitou, a estratégia passou a ser dele também. Como numa reunião na véspera de um GP. Parabéns para todos;

 

Se há alguma "injustiça" ou "sacanagem", é o fato de Barrichello e Button dividirem a mesma equipe e saberem um da estratégia do outro. Se estivesse em outro time, Button não saberia do plano de três pits do brasileiro e, parando antes, não teria tempo de agir. Mas até nisso cabem ressalvas: 1) "se" não existe, é preciso saber trabalhar com a realidade e 2) Barrichello também pode usufruir disso, se não o fez ainda é problema dele;

 

No calor do pós-GP, Brawn matou a charada. A estratégia de Button só funcionou porque Barrichello foi muito lento no terceiro trecho da corrida. "Se você analisar os tempos das voltas com os pneus e combustíveis, tem um período da corrida em que Rubens estava muito mais lento do que eu esperava. E foi isto que custou a ele a corrida, porque Jenson com mais combustível estava mais rápido";

 

Importante: o próprio Barrichello, ainda de macacão após a corrida, foi na mesma linha: "O terceiro jogo de pneus não tinha o mesmo rendimento, mas mantive tudo o que tinha de manter, e não foi o suficiente. Preciso bater palmas para a vitória dele. Hoje foi mais a gente perdendo do que ele ganhando";

 

Mas o que acontece depois de corridas assim? A imprensa, é claro, começa os questionamentos. E os derrotados, muitas vezes, sentem que precisam de justificativas mais contundentes. E foi aí que Barrichello lançou: “Depois da corrida, falei para o Ross exatamente o que queria falar. Se ele tivesse feito alguma coisa para o Jenson ganhar, eu pendurava as minhas chuteiras, ia para casa. Não preciso disso, sou melhor que isso”.

 

É assim que vejo o que aconteceu ontem. Vitória normal. Tivesse sido de Barrichello, aliás, muitos estariam louvando o “nó tático” do brasileiro. Como foi do outro, é “trairagem” da equipe. Vitória normal, repito. O resto, que me desculpem os indignados, é chororô.

Escrito por Fábio Seixas às 09h58

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Fala, Button. Fala, Barrichello

Button, abrindo a entrevista coletiva: “Larguei com uma estratégia de três paradas. Era a estratégia mais rápida. Mas fiquei atrás na largada e tive que mudar para dois pits”.

 

Barrichello: “Não dá pra dizer que fiquei desapontado, porque fiz tudo aquilo que tinha que fazer. A gente tinha combinado três paradas e fiquei surpreso quando me falaram que o Jenson faria duas. A pressão é grande, mas tenho que continuar. Dei tudo o que tinha do carro, mas a estratégia não funcionou, tenho que continuar lutando”.

Escrito por Fábio Seixas às 11h03

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Button, vitória na estratégia

Barrichello fez a primeira curva na frente, liderou boa parte do GP, cravou a melhor volta, tornou-se o grande favorito à vitória na primeira metade de prova.

 

Mas a vitória em Barcelona foi de Button. A quarta em cinco etapas no Mundial.

 

Vitória conquistada na estratégia, como no Bahrein. Vitória conquistada na rapidez de pensamento. Quando viu que estava em situação complicada, após ser superado pelo companheiro na largada, Button falou com os engenheiros e decidiu mudar para o “plano B”.

 

Deu certo. Parabéns.

 

À corrida...

 

Luzes apagadas, e o bote de Barrichello veio nos primeiros metros. Button fez zigue para a direita, o brasileiro fez zague para a esquerda e passou.

 

Instantes depois, porém, uma lambança. Trulli levou um toque de Rosberg, escapou da pista e, na volta, acertou Sutil. Consequência dessa primeira batida ou não, Bourdais escalou o carro do companheiro, Buemi. Safety car, que só deixou a pista na sexta volta.

 

Barrichello e Button, então, começaram a voar e abrir para a concorrência.

 

Vez com um, vez com outro, os Brawn engataram uma série de melhores voltas, preparando terreno para a primeira janela de pits.

 

Na 15ª volta, os top 8 eram Barrichello, Button, Massa, Vettel, Webber, Alonso, Rosberg e Glock.

Mais atrás, a única emoção ficava por conta do duelo Heidfeld x Raikkonen, pelo nono posto _logo depois, o finlandês encostou, com problema no acelerador, e abandonou.

 

E coube a Glock, na 17ª volta, abrir os boxes. Na 18ª, Button entrou, aliviando a pressão sobre Barrichello _a diferença estava na casa de 1s5. Na 19ª, o brasileiro fez seu pit, quase 3 segundos mais veloz que o companheiro, e ampliou sua folga. Na 20ª, Massa e Vettel pararam.

 

Ao fim da primeira rodada de pits, Barrichello era novamente o líder, agora com 8s7 para Button.

 

E voltou a voar na pista.

 

Pelo rádio, a Brawn informava que ele precisava mesmo acelerar, pois o inglês havia mudado para o “plano B”. Ficamos todos com uma pulga atrás da orelha. Barrichello faria três paradas? Seria possível? Por quê? Como? Talvez, afinal seu pit foi tão mais veloz...

 

Na 30ª volta, enfim, a resposta. A estratégia do líder veio à tona. Barrichello entrou nos boxes, escancarando que faria mais uma parada. Sua aposta foi no rendimento dos pneus: deixou para usar os pneus mais duros, menos velozes, por um trecho menor de prova.

 

Barrichello voltou à pista em quarto, 9s2 atrás de Button e com Massa e Vettel entre eles. E foi este o furo do seu plano, o tráfego. Para que desse certo, o brasileiro teria que manter em todos os trechos da prova o mesmo ritmo alucinante do início. Mas havia carros à sua frente. Uma coisa é voar com pista livre, outra é pilotar em quarto lugar. Não conseguiu. Não venceu.

 

Na 43ª volta, Massa e Vettel pararam, deixando os Brawn sem intermediários na luta pela vitória. “Ok, Rubens, os dois carros à sua frente pararam e agora você pode acelerar”, disse o engenheiro, pelo rádio. Otimismo à toa. Já não dava.

 

Button entrou na 48ª. Voltou à pista em terceiro, 15s4 atrás de Barrichello. Na 50ª, Barrichello parou _Webber também. Posições reestabelecidas, Button liderava, com 7s1 sobre o colega.

 

A pergunta que farão: sacanearam Barrichello? Eu diria que não. Em todas as comunicações via rádio, Barrichello e a equipe concordavam sobre a estratégia e mostravam empenho em superar Button. Minha resposta: ele errou na estratégia ao não colocar outros pilotos no cálculo.

 

No pódio, Button, Barrichello e Webber. Completaram o top 8, Vettel, Alonso, Massa, Heidfeld e Rosberg.

 

"Sensacional. Estratégia fantástica. Sinto pelo Rubens, mas pelo menos conseguimos outra dobradinha", disse o inglês, pelo rádio.

 

Piquet praticamente não apareceu, terminou em 12º. Massa fez uma boa corrida, sentiu cheiro do pódio, mas teve que economizar combustível nas últimas voltas para não ficar pelo caminho _outro erro pra coleção ferrarista de 2009. Terminou em sexto.

 

No Mundial, Button agora tem 41 pontos, contra 27 de Barrichello: 14 de diferença.

 

Alguém consegue pegar o inglês no Mundial? Já acho que não. A "gordura", como gostam de dizer os técnicos de futebol, já é significativa.

Escrito por Fábio Seixas às 10h42

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O último palpite

Faltando pouco mais de meia hora pra largada, vamos pro último palpite.

 

Acho que dá Vettel, seguido por Button e Massa.

 

E você?

Escrito por Fábio Seixas às 08h28

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Na escola

Na GP2, ontem, Grosjean venceu, seguido por Petrov e D’Ambrosio.

 

O melhor brasileiro foi Nunes, 11º. Di Grassi fez uma corrida cheia de problemas, “coroada” com um acidente feio com Parente, a seis voltas do fim.  Valério foi 15º. Razia, 16º.

 

Na segunda etapa, hoje, vitória do novato Mortara, com Grosjean em segundo e D’Ambrosio em terceiro. Nunes foi oitavo. Di Grassi, décimo. Razia e Valério foram 12º e 13º, respectivamente.

 

Um fim de semana sensacional para Grosjean, portanto, que já tem 13 pontos, contra 8 de Petrov. Di Grassi, que deve ser seu grande adversário na luta pelo título, sai zerado.

Escrito por Fábio Seixas às 08h27

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Pole de Helinho nas 500 Milhas!

Castro Neves tem mesmo uma relação especial com o Indianapolis Motor Speedway: bicampeão das 500 Milhas, é pole da prova pela terceira vez.

 

O segundo colocado é Ryan Briscoe, seu companheiro de Penske. Dario Franchitti, da Ganassi, completa a primeira fila.

 

Outros dois brasileiros se classificaram entre os 11 primeiros, as posições que estavam em jogo neste sábado: Kanaan, em sexto, e Moraes, em sétimo.

 

Há exatos 22 dias, Castro Neves se livrava das acusações de fraude fiscal nos EUA.

 

É a maior volta por cima a que assisti nos últimos tempos. No esporte. Na vida.

 

 

 

Castro Neves comemora a pole em Indianápolis (John Sommers II/Reuters)

Escrito por Fábio Seixas às 19h23

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Na balança

Saiu a lista dos pesos em Barcelona.


Lá vai, com os pilotos do Q3 marcados com asterisco:

 

1°. Fernando Alonso* (ESP/Renault), 645 kg
2°. Jenson Button* (ING/Brawn), 646
3°. Timo Glock* (ALE/Toyota), 646,5
4°. Rubens Barrichello* (BRA/Brawn), 649,5
5°. Sebastian Vettel* (ALE/Red Bull), 651,5
6°. Mark Webber* (AUS/Red Bull), 651,5
7°. Felipe Massa* (BRA/Ferrari), 655
8°.
Jarno Trulli* (ITA/Toyota), 655,5
9°. Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 656,0
10°.
Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 657
11°. Robert Kubica* (POL/BMW), 660
12°. Nico Rosberg* (ALE/Williams), 668
13°. Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 669
14°. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 673
15°. Adrian Sutil (ALE/Force India), 675
16°. Nick Heidfeld (ALE/BMW), 676,3
17°.
Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 676,6
18°. Nelsinho Piquet (BRA/Renault), 677,4
19°. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso), 678
20°.
Lewis Hamilton (ING/McLaren), 683

 

Em média, cada 2 kg a mais de gasolina no tanque possibilitam uma volta a mais na pista.

 

Button, portanto, deve parar três voltas antes de Vettel, uma ou duas voltas antes de Barrichello e quatro ou cinco voltas antes de Massa.

 

A pole é importante, claro, para pegar pista livre na primeira volta e se livrar dos problemas. Mas depois da primeira curva, Button terá outra lição de casa para fazer: abrir boa vantagem na pista para poder fazer o primeiro pit e seguir sua estratégia até a segunda e decisiva parada.

 

Alonso claramente jogou para a torcida. E mesmo sendo o mais leve, só conseguiu o oitavo tempo. Vai parar cedo, não deve ter muitas chances na corrida.

 

Já Hamilton, apenas o 14º no grid, vai pesadão para a corrida. Nelsinho optou por caminho parecido. Se os pneus agüentarem e se eles se livrarem das confusões, podem fazer boas provas. 


E você? Quais são suas conclusões?

Escrito por Fábio Seixas às 18h43

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Youtube (malcriado) do dia

“Kimi. Você ainda está sem o Kers. Ainda sem o Kers”, diz o engenheiro.

 

“Eu sei. Você não precisa me falar isso a cada volta, a cada curva. Eu posso ver as luzes”, responde o finlandês.

 

Aconteceu ontem, no segundo treino livre. E, claro, foi parar no Youtube...

Escrito por Fábio Seixas às 11h39

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Sábado, barulho, café, compras, coluna

Um trecho da coluna deste sábado na Folha:

 

Será no treino oficial de hoje, sem truques ou cartas na manga, que a categoria conhecerá sua face para o segundo estágio do campeonato, que irá da Espanha até a Hungria, quando então haverá um intervalo de um mês até Valência. Até lá, com apenas duas semanas entre um GP e outro e com a proibição de testes, a relação de forças entre as equipes não deve ser (muito) alterada.

 

A Ferrari, portanto, recebeu uma boa notícia _mas seria ótima ideia parar de perder para si mesma. A Brawn, mais ainda _a ameaça rival, por ora, não se concretizou.

 

A íntegra está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 11h32

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Button, 3ª pole no ano

Button. De novo. Pela terceira vez em cinco provas no ano, a pole position é do piloto inglês.

 

Sabe quando alguém entra numa boa fase, quase mágica, em que tudo dá certo e nada é capaz de ficar pelo caminho? Pois é, este parece ser o caso do inglês da Brawn.


Após anos sendo tratado como uma vira-latas da categoria, esquecido num canto, ele ganhou novo brilho com este carro sensacional da Brawn, colocou as mangas de fora e entrou numa onda vitoriosa. Que se repetiu neste sábado, em Barcelona, pista em que ele parecia apagado até então. Só parecia _é, a Brawn já se dá o direito de esconder o jogo.

 

A pole é de Button, seguido por Vettel, o segundo grande nome da temporada. A segunda fila é brasileira, com Barrichello e Massa.

 

 A sessão começou com 29ºC no ar, 33ºC no asfalto e uma enorme expectativa sobre a Ferrari após a dobradinha Massa-Raikkonen no último treino livre.

 

Expectativa que só foi cumprida pela metade, pelo brasileiro. Porque o finlandês não conseguiu passar do Q1, aparentemente por um erro de estratégia da Ferrari, semelhante àquele que cometeram com seu companheiro na Malásia.

 

Além de Raikkonen, ficaram no primeiro corte Bourdais, Kovalainen, Sutil e Fisichella.

 

Justo. Bourdais e Kovalainen cada vez mais parecem pilotos da mesma estirpe de Fisichella. E eram dois pilotos em que cheguei a acreditar tempos atrás...

 

O mais veloz no Q1 foi Massa, com 1min20s484, seguido por Webber, Button, Vettel, Rosberg e Barrichello. Nelsinho encaixou uma boa volta, ficou em 13º, bem à frente de Alonso, e pela segunda vez na temporada avançou para o Q2.

 

No segundo bloco, Barrichello voou. Foi o mais veloz, com 1min19s954, melhor tempo do fim de semana. Webber ficou em segundo, a 0s063, seguido por Glock e Massa. Button, Vettel, Rosberg, Kubica, Trulli e Alonso completaram a turma da luta pela pole.

 

Na degola, ficaram Nakajima, Piquet, Heidfeld, Hamilton e Buemi.

 

Para o brasileiro da Renault, o 12º lugar será a melhor posição de largada no ano. No Bahrein, ele fez uma boa prova. Se repetir o desempenho, pode chegar aos pontos, o que seria um enorme alívio para ele.

 

Mas o grande momento de Nelsinho foi a entrevista à repórter Mariana Becker, ao vivo, na Globo, sobre a diferença de 0s095 que o privou de avançar ainda mais. “É um pentelho de nada, eu poderia estar entre os dez primeiros. Começar em 12º não vai ser ruim, mas é um pouco frustrante”, disse, constrangendo Galvão e cia.

 

E chegou a hora da decisão. Na primeira rodada de voltas, a ordem lá na ponta foi Vettel, Barrichello, Button, Webber e Massa. Então, a turma entrou para colocar pneus novos.

 

Com 1 minuto para o fim, Barrichello fez 1min20s762, o primeiro tempo. Mas Vettel estava na pista. E Button também. E ambos superaram o brasileiro.

 

Com 1min20s527, Button conquistou a sexta pole da carreira. Ou seja, metade de suas poles veio neste mágico ano de 2009. Pela fase que vivem e pelos carros que têm, ele e Vettel serão mesmo os grandes duelistas pela vitória. Não acredito em surpresas vindo de trás.

 

Para Barrichello, a grande chance estará na largada. Do contrário, pode ver escapar a vice-liderança do Mundial. Massa lutará por pódio, o que já será um enorme passo da Ferrari.

Escrito por Fábio Seixas às 10h10

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Pole à vista?

Foram dois treinos livres em Indianápolis antes do Pole Day, amanhã, que definirá os 11 primeiros do grid.

 

Ontem, o mais veloz foi Andretti, com Castro Neves em segundo.

 

Hoje, o melhor foi Briscoe, seguido por Castro Neves.

 

Notaram algo em comum? É...

 

O brasileiro, bicampeão, tem mesmo uma relação especial com o Speedway. Acho que vem pole por aí.

Escrito por Fábio Seixas às 20h10

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Vozes de Barcelona

Barrichello: "Não deu para saber de Ferrari e McLaren, a não ser que eles estejam guardando cartas na manga. Talvez eles estejam andando com muita gasolina, para amanhã surgirem como arquirrivais."

 

Massa: "A gente sabia que não ficaria na frente, em função da gasolina com que estávamos andando. Na última corrida, fechamos a sexta em último e penúltimo. Temos muito o que mudar, mas brigar pelas primeiras filas será difícil".

 

Nelsinho: "Foi melhor do que eu esperava. Acho que nas outras pistas, andando mais leve, não era fácil ficar no top 10. Aqui, me pareceu mais fácil".

 

Para ouvir as entrevistas dos três pilotos aos repórteres brasileiros em Barcelona, dê um pulinho no Tazio.

Escrito por Fábio Seixas às 14h48

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Pela taça e pela vaga

Na GP2, a pole é de Grosjean, 1min27s510, apenas 0s021 melhor que Di Grassi, que sai em segundo.

 

Sintomático. Caso não pinte alguma enorme zebra nesta temporada, os dois serão os rivais pela taça _e por uma vaga na Renault.

 

Nunes sai em sétimo. Valério, em 16º. Razia, em 21º. O grid está aqui.

 

A largada, no sábado, será às 11h. No domingo, às 5h30. O Sportv transmitirá as duas provas ao vivo.

Escrito por Fábio Seixas às 14h31

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Passo a passo

Abaixo, Massa, treinando hoje em Barcelona.
 
A Ferrari de Massa, em Barcelona (Albert Gea/Reuters)
 
Ué, cadê o novo difusor? Está aí. Mas na aparência, pelo menos, é bem diferente do sistema da Brawn, na foto abaixo. O que talvez explique o fato de a estreia não ter sido aquela maravilha toda...
 
O Brawn de Button, em Barcelona (Alberto Estevez/Efe)
 
Escolher um caminho "menos radical" não é nada muito anormal, diga-se. Renault e McLaren também surgiram primeiro com versões intermediárias para depois começarem a aprimorar a coisa toda _é um complexo conjunto que começa lá na asa dianteira e passa pelo assoalho, afinal.
 
Mas fica o registro para aqueles que não viram os treinos matarem a curiosidade.

Escrito por Fábio Seixas às 14h10

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O piloto que dura, dura, dura...

Barrichello apareceu em Barcelona com novo patrocinador pessoal.
 
Barrichello, nos boxes de Barcelona (Alberto Estevez/Efe)
 
Não consegui deixar de pensar naquele comercial do coelhinho que usa Duracell e que continua tocando o tambor enquanto os outros vão parando, um a um...

Escrito por Fábio Seixas às 13h46

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Barcelona, 1º e 2º treinos livres

Revolução? Reviravolta? Mudança na relação de forças?

 

Se há algo assim em curso, guardaram para amanhã. Porque, no primeiro dia de treinos na Europa, o cenário foi parecido/idêntico ao dos quatro GPs além-mar.

 

Na primeira sessão em Barcelona, deu Button, que colocou pneus macios no finalzinho para buscar tempo. Sua marca, 1min21s799, 0s355 melhor que Trulli, o segundo colocado.

 

Fechando o top 10, Kubica, Heidfeld, Nakajima, Rosberg, Nelsinho, Glock, Massa e Barrichello.

 

Uma sessão de poucos incidentes _o maior foi um passeio de Vettel pela brita.

 

No segundo treino, a mesma brita foi habitat de Nelsinho, que novamente abusou do direito de rodar, outra vez sob os olhares de Nelsão.

 

Lá na frente, o melhor tempo foi de Rosberg, 1min21s588, a 0s152 do companheiro, Nakajima. Na sequência, Alonso, Barrichello, Webber, Button, Vettel, Nelsinho, Buemi e Raikkonen. Massa foi apenas o 15º.

 

A Ferrari melhorou? Sim, mas muito pouco, milésimos. É chegada a hora de pensar em 2010.

 

A McLaren, que ensaiou uma pequena reação no Bahrein, hoje foi apagadíssima.

 

Brawn e Red Bull continuam bem, as melhores. A Toyota foi mal hoje _ Glock e Trulli ficaram em 18º e 19º_, mas pode ter sido circunstancial, é melhor dar algum crédito até amanhã, a equipe merece.

 

Agora, é esperar para ouvir o que a turma fala. Até já.

Escrito por Fábio Seixas às 10h38

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Programe-se

Ops, eu estava esquecendo da programação do fim de semana.
 
Lá vai, afinal temos que acordar cedo amanhã...
 
Sexta-feira
5h-6h30: 1° Treino Livre
9h-10h30: 2° Treino Livre

Sábado
6h-7h: 3° Treino Livre
9h-10h: Classificação

Domingo
9h: Largada, 66 voltas

Escrito por Fábio Seixas às 19h07

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Na escola

O amigo Luca Bassani juntou hoje, para uma foto, os pilotos Alberto Valério, Diego Nunes, Luiz Razia e Lucas di Grassi...
 
Valério, Nunes, Razia e Di Grassi (Luca Bassani)
 
São esses os quatro representantes do Brasil na abertura da GP2, neste fim de semana, em Barcelona.

Mineiro de Ipatinga, Valério, 23, fará sua segunda temporada na categoria, desta vez pela Piquet Sports. No ano passado, pela Durango, não foi bem: ficou no zero ponto _o melhor resultado, uma sétima colocação em Istambul. Sua maior conquista, a F-3 sul-americana em 2005.
 
Nunes, 22, é paulistano e também vai para seu segundo ano na GP2. Em 2008, correndo pela DPR, conseguiu uma quarta colocação em Valência e terminou o campeonato com 3 pontos, na 22ª colocação. Agora, subiu um degrau: correrá pela iSport, que fez Bruno Senna vice-campeão no ano passado.
 
Razia é baiano de Barreiras, tem 20 anos, foi quarto colocado na F-3000 européia em 2007 e faz sua estreia na GP2. Venceu a F-3 sul-americana um ano depois de Valério. Sua equipe, a FMS, de Fisichella.
 
O paulistano Di Grassi é o veterano da turma, com 24 anos. Piloto de testes da Renault, concorreu a uma vaga na Honda, mas perdeu o "vestibular" para Bruno, que depois perdeu o lugar para Barrichello. Fará sua quarta temporada na GP2, agora pela Racing Engineering. Em 2007, foi vice. E no ano passado, mesmo correndo a partir da sétima etapa, ficou em terceiro, a um ponto de Bruno.
 
Ficar na GP2 por muito tempo é complicado. O piloto corre o risco de se cristalizar por lá, de virar uma espécie de "profissional de categoria escola". Foi o caso do Pantano. O campeão em 2008 não foi cotado para nenhuma vaga na F-1 em 2008 _resultado, correrá de novo na GP2.
 
Mais próximo daqui, na F-3 sul-americana, o maior exemplo disso foi o Nestor Gabriel Furlan. Lembram dele? Venceu quatro vezes o campeonato, com um intervalo de nove anos entre a primeira e a última conquista, mas nunca teve uma chance no andar de cima. Seu ápice foi a F-3000, em 1991.
 
Por isso, a hesitação de Di Grassi em disputar uma quarta temporada. Sua escolha é arriscada. Vencer pode ser visto como obrigação. Qualquer outro resultado, como um escorregão. Meu palpite? Será o campeão.
 
Entre os demais, Nunes pode brigar por vitórias. Valério e Razia devem ter vida mais complicada.

Escrito por Fábio Seixas às 17h05

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