Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Sábado, história, pão na chapa, parque, coluna

Aconteceu em 1964.

Enzo Ferrari estava irritado com o Automobile Club d'Italia porque a entidade não o apoiara numa rixa com a FIA para homologação do modelo 250 GT. O carro foi considerado um protótipo e, como tal, ficou impedido de disputar o Mundial de Marcas, então aberto apenas para carros de série.

A solução do comendador, o rompimento. Sua equipe renunciou à licença italiana e correu os últimos dois GPs daquela temporada, nos EUA e no México, com registro americano, carros pintados de azul e branco e sob o nome North American Racing Team. E foi assim que Surtees ganhou seu campeonato.

Panos quentes entraram em ação, e, em 1º de janeiro de 1965 _sim, a data está certa, já contei essa história aqui_, a Ferrari estava alinhada para largar em East London. Vermelhinha, reluzente, como sempre.

 

Assim começa a coluna desta semana, que junta essa história àquela da Ferrari para a Indy para mostrar que a ameaça da Ferrari é brincadeira antiga, que não passa de pressão de uma marca que sabe de sua importância para o automobilismo.

 

O texto completo está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 12h32

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Ronaldo, FIA, Fota, gênios, pizza

Dia especialmente corrido, com direito a uma bacaníssima Sabatina Folha com o Ronaldo, pela manhã.
 
Agora, é colocar tudo no papel;.
 
Antes, um parênteses: cada vez mais tenho a certeza de que esportistas especiais não são especiais apenas nas quatro linhas, no cockpit, no garrafão. Nesses anos viajando por aí, já entrevistei Pelé, Jordan, Schumacher. E Ronaldo, que não é gênio, tem algo em comum com esses três que foram: sabe dar uma entrevista, é inteligente, é divertido, é sagaz. Ronaldo, como eles, sabe a importância de se comunicar bem. Nisso é gênio, sem dúvida. 
 
O que achei do encontro FIA x Fota em Londres? Que, apesar da falta de acordo, a definição de Mosley diz tudo: "foi um encontro amigável".
 
O teto não vai vingar. Não desta forma que está hoje no regulamento.

Escrito por Fábio Seixas às 16h09

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Herói desconhecido

O "Financial Times" publica hoje uma extensa reportagem sobre a Brawn.
 
E revela um personagem importante, e até agora obscuro, na biografia da equipe-sensação da F-1.
 
Gordon Blair, 39, o cara sorridente entre os dois pilotos na foto abaixo, foi o homem para quem Fry telefonou quando a Honda acenou com a possibilidade do "management buyout", meses atrás.
 
Brawn, Button, Blair, Barrichello e Fry posam para foto (livingstonepartners.co.uk)
 
Blair é um advogado escocês que começou trabalhando com falências e compras e vendas de empresas até que teve um estalo.
 
"Eu trabalhava 20 horas por dia, seis dias por semana, em cima de uma empresa até resolver aquele negócio. E quando tudo acabava, eu descobria que não sabia nem o que aquela empresa produzia", conta ao "FT". "Aquilo não me estimulava. Eu queria ser o cara que realmente colocava a mão na massa. Queria entender sobre os negócios e as empresas por trás das negociações."
 
É isso que Blair tem feito na Brawn. Mais do que um consultor, ele está envolvido com o time até a tampa, a ponto de assistir aos GPs nos boxes e participar das celebrações com os mecânicos. Foi ele o responsável por toda a transição Honda-Brawn, um processo bem-sucedido, sem grandes traumas. Por isso, é apresentado pelo "FT" como uma espécie de herói desconhecido.
 
Coincidência ou não, Fry afirmou hoje ao site da "Autosport" que o orçamento da temporada já está garantido.
 
"Não temos pressa. O que eu e Ross procuramos é a melhor solução para os próximos cinco anos. Tivemos obviamente uma boa oferta da Virgin, mas há outras propostas de grandes empresas na mesa", disse.

O que não faz um início arrebatador de campeonato...

Escrito por Fábio Seixas às 15h09

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Filme antigo

Sabe o que é isto aqui?

A Ferrari F637, no Museu da Ferrari (Reprodução)
 
É uma Ferrari F637, desenhada e construída para correr na Indy.

Este carro foi projetado em 1986, por Gustav Brunner. O "objetivo", disputar a temporada da Indy de 1987 e, claro, as 500 Milhas de Indianápolis.

O estopim da ideia foi, vejam só, a indignação de Enzo Ferrari com as constantes mudanças no regulamento da F-1. A gota d'água foi a imposição, pela então Fisa, de motores V8 na categoria _ele era um apaixonado pelos V12.
 
O fim da história? A Fisa voltou atrás. E este carro, que vi certa vez no Museu da Ferrari, em Maranello, nunca correu.
 
Semelhanças não são coincidências.

Escrito por Fábio Seixas às 23h50

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Mais uma

A Renault se juntou oficialmente a Ferrari, Toyota, Red Bull, Toro Rosso na oposição ao teto de custos.

Todas prometem não correr no ano que vem se a ideia for mantida.
 
O que eu acho? Que o projeto vai cair.
 
Nem tanto pelas ameaças, que a FIA e a FOM, escoladas, não devem levar muito a sério. Mas principalmente pelo peso político da coisa. Não dá para realizar um campeonato em que metade das equipes _até agora_ se opõe a determinada regra.

Escrito por Fábio Seixas às 19h09

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Fim de papo

Barrichello disse no domingo que se visse sacanagem no episódio de Barcelona, deixaria a categoria.
 
Daí, ontem, ele lançou uma nota sobre o assunto. Um trecho:
 
"Antes da reunião de final de corrida, eu chamei o Ross num canto e lhe disse claramente que se ele tivesse feito algo em proteção ao Jenson que eu estava realmente pronto pra pendurar minhas 'chuteiras'. Ele me disse que não, e ficou surpreso tanto quanto eu quando viu que 2 paradas tinham sido melhor que as 3. Prometeu fazer uma revisão do simulador de corrida.

Continuo de olho aberto e com a faca nos dentes...

Essa meia dúzia de pessoas maldosas que dizem entender de carro de corrida e fazem polêmica é que são o problema. Eu convidaria essas pessoas para um papo para saber se realmente entendem de F-1. Será que eles sabem como se liga um F-1 ou qual é a pressão de pneu de um carro de F-1?"
 
Se o maior interessado em apurar o assunto, se a suposta "vítima", se o cara que analisou os dados da corrida com a equipe diz que não houve favorecimento e, portanto, alinhará no grid de Mônaco, só restam duas alternativas.
 
A primeira: não houve favorecimento. É o que diz Brawn. É o que diz Fry. É o que diz o próprio Barrichello. É o que estou tentando explicar aqui desde domingo. E aí, a turma da polêmica que tente descobrir a pressão de um pneu...
 
A segunda: ele está fazendo média.

Escrito por Fábio Seixas às 09h49

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Pit Stop #98

Segue o Pit Stop desta semana com muita conversa sobre os pit stops da Brawn. E também com imagens. E também falando de Indy. E também comentando o blefe da Ferrari. E também com bate-papo com os internautas. E também com os dois apresentadores vestindo rosa.

Lá vai...

Escrito por Fábio Seixas às 18h37

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Pit Stop sem plano B

O Pit Stop volta hoje à programação normal, ao plano A das terças-feiras pós GPs: bate-papo com os internautas.


O programa começa às 14h30, ao vivo, aqui. E para participar com perguntas, comentários ou sugestões de estratégias para a Brawn GP, a porta para a sala do bate-papo é esta aqui.

 

Até lá.

Escrito por Fábio Seixas às 08h55

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O país da F-1

O autor da foto e da história de hoje é Philippe Nizer, de Curitiba.
 
Primeiro, a foto...
 
 
Agora, a história: "Dia desses estava passando pelo centro de Curitiba e acabei preso num congestionamento. Comecei a observar o comércio da região e me deparei o Estacionamento Lotus. Lembrei da série do seu blog, mas fiquei chateado por não ter nenhuma câmera por perto. Outro dia estava passando pela mesma região junto com minha noiva, e por sorte ela estava com uma câmera. Procurei pelo estacionamento, parei o carro e tirei uma foto. Pena que o lugar estava fechado na hora. Gostei da referência a uma das equipes mais importantes que já passaram pela F1, e pela qual Emerson Fittipaldi ganhou seu primeiro campeonato."

Valeu, Philippe. E agradeça sua noiva, claro!

Escrito por Fábio Seixas às 19h56

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Nasce uma estrela

Notícia curiosa no Tazio: o logo da Mercedes pode pintar no carro da Brawn.
 
Diante do sucesso da equipe, e do fracasso da McLaren, os alemães já cogitam também vincular a marca aos BGP 001.
 
Se alguém chegasse de Marte e visse a carenagem dos Brawn nas cinco primeiras etapas, imaginaria que os carros eram empurrados pelo vento. Em Mônaco, isso pode mudar. Merecidamente.

Escrito por Fábio Seixas às 14h31

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A foto

Pole das 500 Milhas, Helinho faz pose na reta de Indianápolis.

 

Quase dá para ouvir: "I'm the king of the world!"

Castro Neves posa para foto em Indianápolis (AJ Mast/Associated Press)
 
O clique do fim de semana é de AJ Mast, da Associated Press.

Escrito por Fábio Seixas às 13h19

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Pílulas do dia seguinte

Massa marcou seus primeiros pontos no ano, mas não aliviou: “Não adianta nada fazer um carro competitivo que pode vencer corridas ou brigar pelo pódio e não ter um time eficiente. Você perde pontos importantes”.  Em Barcelona, a Ferrari foi, de novo, a equipe que mais errou. Em tempo, o problema com o brasileiro foi de software, não de cálculo da gasolina;

 

Só para concluir o assunto Ferrari, por ora, Domenicali já começou a se defender, na linha do “estou aqui há 20 anos, o problema não sou eu”. Isso é discurso de quem começa a sentir cheiro de fritura;

 

Webber creditou o pódio ao seu forte ritmo no segundo trecho da prova, muito longo, de 31 voltas, feito “quase em ritmo de classificação”. Estratégia inteligente seguida à risca por um piloto que, ontem, foi competente. Muito se fala sobre Newey, mas poucas pessoas comentam sobre Horner, que a Red Bull buscou na então F-3000 para comandar suas atividades na F-1. É um legítimo herdeiro da linhagem dos garagistas. E que, tenho a impressão, dará um dia o Mundial à equipe, merecidamente;

 

Há algo mais discrepante do que o desempenho da Williams em treinos e GPs?;

 

Alonso admitiu ter tido sorte na corrida, principalmente com o problema de Massa. Mas é fato também que a Renault melhorou. Das grandes das últimas temporadas, aliás, quem está mais atrás em termos técnicos é a McLaren;

 

Para terminar, a chatice dos bastidores... Red Bull e Renault aderiram à Ferrari e subiram o tom nas críticas ao teto de gastos em 2010. Mateschitz diz que tirará seus dois times do campeonato se a ideia for aprovada. O que vai acontecer?  A F-1 do ano que vem será mais barata, com uma série de descontos em equipamentos para as candidatas a vagas. Mas não haverá teto nenhum. Ou haverá, com algum valor nas alturas, apenas para dizerem que existe.

Escrito por Fábio Seixas às 10h38

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Mais sobre ontem

Nesses dois anos e quatro meses de blog, já escrevi algumas vezes que estratégias de corrida são sempre produzidas por uma equipe de profissionais. São, via de regra, decididas pelos pilotos, por seus engenheiros e por seus chefes na véspera dos GPs, com o grid em mãos. A palavra final é sempre do piloto, mas todos eles são responsáveis pelos erros e acertos. Isso só se quebra quando um piloto, no calor da disputa, decide não seguir o plano traçado. Mais uma vez, ele tem essa prerrogativa, é a bunda dele ali no cockpit. O grande exemplo é Barrichello em Hockenheim-2000. "Se você conseguir se segurar na pista, tudo bem", disse Brawn pelo rádio. "Eu consigo", disse o brasileiro, que conquistou assim uma das mais lindas vitórias que vi na F-1;

 

Faço essa pequena introdução para, um dia depois, de cabeça fria, analisar o que vi em Barcelona. Alguns internautas questionaram um trecho do post sobre o GP, quando escrevi que "Button falou com os engenheiros e decidiu mudar para o plano B". Esses internautas se amparam num trecho da coletiva, em que Button diz que "eles me mudaram para duas paradas". Abstraiam a filigrana, desapaguem-se dessa linguagem coloquial. Isso não foi um testemunho técnico, não é assim que acontece. Sim, o engenheiro possivelmente disse para Button algo como "vamos para duas paradas". Mas a palavra final coube ao piloto. No momento em que aceitou, a estratégia passou a ser dele também. Como numa reunião na véspera de um GP. Parabéns para todos;

 

Se há alguma "injustiça" ou "sacanagem", é o fato de Barrichello e Button dividirem a mesma equipe e saberem um da estratégia do outro. Se estivesse em outro time, Button não saberia do plano de três pits do brasileiro e, parando antes, não teria tempo de agir. Mas até nisso cabem ressalvas: 1) "se" não existe, é preciso saber trabalhar com a realidade e 2) Barrichello também pode usufruir disso, se não o fez ainda é problema dele;

 

No calor do pós-GP, Brawn matou a charada. A estratégia de Button só funcionou porque Barrichello foi muito lento no terceiro trecho da corrida. "Se você analisar os tempos das voltas com os pneus e combustíveis, tem um período da corrida em que Rubens estava muito mais lento do que eu esperava. E foi isto que custou a ele a corrida, porque Jenson com mais combustível estava mais rápido";

 

Importante: o próprio Barrichello, ainda de macacão após a corrida, foi na mesma linha: "O terceiro jogo de pneus não tinha o mesmo rendimento, mas mantive tudo o que tinha de manter, e não foi o suficiente. Preciso bater palmas para a vitória dele. Hoje foi mais a gente perdendo do que ele ganhando";

 

Mas o que acontece depois de corridas assim? A imprensa, é claro, começa os questionamentos. E os derrotados, muitas vezes, sentem que precisam de justificativas mais contundentes. E foi aí que Barrichello lançou: “Depois da corrida, falei para o Ross exatamente o que queria falar. Se ele tivesse feito alguma coisa para o Jenson ganhar, eu pendurava as minhas chuteiras, ia para casa. Não preciso disso, sou melhor que isso”.

 

É assim que vejo o que aconteceu ontem. Vitória normal. Tivesse sido de Barrichello, aliás, muitos estariam louvando o “nó tático” do brasileiro. Como foi do outro, é “trairagem” da equipe. Vitória normal, repito. O resto, que me desculpem os indignados, é chororô.

Escrito por Fábio Seixas às 09h58

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Fala, Button. Fala, Barrichello

Button, abrindo a entrevista coletiva: “Larguei com uma estratégia de três paradas. Era a estratégia mais rápida. Mas fiquei atrás na largada e tive que mudar para dois pits”.

 

Barrichello: “Não dá pra dizer que fiquei desapontado, porque fiz tudo aquilo que tinha que fazer. A gente tinha combinado três paradas e fiquei surpreso quando me falaram que o Jenson faria duas. A pressão é grande, mas tenho que continuar. Dei tudo o que tinha do carro, mas a estratégia não funcionou, tenho que continuar lutando”.

Escrito por Fábio Seixas às 11h03

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Button, vitória na estratégia

Barrichello fez a primeira curva na frente, liderou boa parte do GP, cravou a melhor volta, tornou-se o grande favorito à vitória na primeira metade de prova.

 

Mas a vitória em Barcelona foi de Button. A quarta em cinco etapas no Mundial.

 

Vitória conquistada na estratégia, como no Bahrein. Vitória conquistada na rapidez de pensamento. Quando viu que estava em situação complicada, após ser superado pelo companheiro na largada, Button falou com os engenheiros e decidiu mudar para o “plano B”.

 

Deu certo. Parabéns.

 

À corrida...

 

Luzes apagadas, e o bote de Barrichello veio nos primeiros metros. Button fez zigue para a direita, o brasileiro fez zague para a esquerda e passou.

 

Instantes depois, porém, uma lambança. Trulli levou um toque de Rosberg, escapou da pista e, na volta, acertou Sutil. Consequência dessa primeira batida ou não, Bourdais escalou o carro do companheiro, Buemi. Safety car, que só deixou a pista na sexta volta.

 

Barrichello e Button, então, começaram a voar e abrir para a concorrência.

 

Vez com um, vez com outro, os Brawn engataram uma série de melhores voltas, preparando terreno para a primeira janela de pits.

 

Na 15ª volta, os top 8 eram Barrichello, Button, Massa, Vettel, Webber, Alonso, Rosberg e Glock.

Mais atrás, a única emoção ficava por conta do duelo Heidfeld x Raikkonen, pelo nono posto _logo depois, o finlandês encostou, com problema no acelerador, e abandonou.

 

E coube a Glock, na 17ª volta, abrir os boxes. Na 18ª, Button entrou, aliviando a pressão sobre Barrichello _a diferença estava na casa de 1s5. Na 19ª, o brasileiro fez seu pit, quase 3 segundos mais veloz que o companheiro, e ampliou sua folga. Na 20ª, Massa e Vettel pararam.

 

Ao fim da primeira rodada de pits, Barrichello era novamente o líder, agora com 8s7 para Button.

 

E voltou a voar na pista.

 

Pelo rádio, a Brawn informava que ele precisava mesmo acelerar, pois o inglês havia mudado para o “plano B”. Ficamos todos com uma pulga atrás da orelha. Barrichello faria três paradas? Seria possível? Por quê? Como? Talvez, afinal seu pit foi tão mais veloz...

 

Na 30ª volta, enfim, a resposta. A estratégia do líder veio à tona. Barrichello entrou nos boxes, escancarando que faria mais uma parada. Sua aposta foi no rendimento dos pneus: deixou para usar os pneus mais duros, menos velozes, por um trecho menor de prova.

 

Barrichello voltou à pista em quarto, 9s2 atrás de Button e com Massa e Vettel entre eles. E foi este o furo do seu plano, o tráfego. Para que desse certo, o brasileiro teria que manter em todos os trechos da prova o mesmo ritmo alucinante do início. Mas havia carros à sua frente. Uma coisa é voar com pista livre, outra é pilotar em quarto lugar. Não conseguiu. Não venceu.

 

Na 43ª volta, Massa e Vettel pararam, deixando os Brawn sem intermediários na luta pela vitória. “Ok, Rubens, os dois carros à sua frente pararam e agora você pode acelerar”, disse o engenheiro, pelo rádio. Otimismo à toa. Já não dava.

 

Button entrou na 48ª. Voltou à pista em terceiro, 15s4 atrás de Barrichello. Na 50ª, Barrichello parou _Webber também. Posições reestabelecidas, Button liderava, com 7s1 sobre o colega.

 

A pergunta que farão: sacanearam Barrichello? Eu diria que não. Em todas as comunicações via rádio, Barrichello e a equipe concordavam sobre a estratégia e mostravam empenho em superar Button. Minha resposta: ele errou na estratégia ao não colocar outros pilotos no cálculo.

 

No pódio, Button, Barrichello e Webber. Completaram o top 8, Vettel, Alonso, Massa, Heidfeld e Rosberg.

 

"Sensacional. Estratégia fantástica. Sinto pelo Rubens, mas pelo menos conseguimos outra dobradinha", disse o inglês, pelo rádio.

 

Piquet praticamente não apareceu, terminou em 12º. Massa fez uma boa corrida, sentiu cheiro do pódio, mas teve que economizar combustível nas últimas voltas para não ficar pelo caminho _outro erro pra coleção ferrarista de 2009. Terminou em sexto.

 

No Mundial, Button agora tem 41 pontos, contra 27 de Barrichello: 14 de diferença.

 

Alguém consegue pegar o inglês no Mundial? Já acho que não. A "gordura", como gostam de dizer os técnicos de futebol, já é significativa.

Escrito por Fábio Seixas às 10h42

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O último palpite

Faltando pouco mais de meia hora pra largada, vamos pro último palpite.

 

Acho que dá Vettel, seguido por Button e Massa.

 

E você?

Escrito por Fábio Seixas às 08h28

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Na escola

Na GP2, ontem, Grosjean venceu, seguido por Petrov e D’Ambrosio.

 

O melhor brasileiro foi Nunes, 11º. Di Grassi fez uma corrida cheia de problemas, “coroada” com um acidente feio com Parente, a seis voltas do fim.  Valério foi 15º. Razia, 16º.

 

Na segunda etapa, hoje, vitória do novato Mortara, com Grosjean em segundo e D’Ambrosio em terceiro. Nunes foi oitavo. Di Grassi, décimo. Razia e Valério foram 12º e 13º, respectivamente.

 

Um fim de semana sensacional para Grosjean, portanto, que já tem 13 pontos, contra 8 de Petrov. Di Grassi, que deve ser seu grande adversário na luta pelo título, sai zerado.

Escrito por Fábio Seixas às 08h27

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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