Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Fala, Villeneuve

Villeneuve concedeu entrevista coletiva em Interlagos, hoje.

 

"Para mim falta ganhar as 24 Horas de Le Mans e a Nascar."

 

(É, e para mim falta ganhar na Megasena.)

 

"Não estou feliz com a forma como as coisas terminaram na F-1. Existem coisas que eu ainda podia fazer lá. Tenho dois filhos, e gostaria que eles me vissem na F-1. Precisaria de mais alguns anos para isso."

 

(Só terminaram daquele jeito, com o piloto sendo defenestrado da Renault e da BMW, porque ele teimou em voltar.)

 

"Existe uma chance pequena de voltar. Com tudo o que está acontecendo, sem testes e com as novas regras, a experiência é mais válida. Já conversei com algumas equipes, mas as chances são muito poucas."

 

(É, ele não aprendeu a lição...)

 

Para saber mais, e ouvir a entrevista, dê um pulo no Tazio.

Escrito por Fábio Seixas às 16h58

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Palavra oficial

Ontem, começou a pulular na internet a "notícia" de que o Brasil poderia receber duas etapas da Indy em 2010, em Campinas e Ribeirão Preto.
 
Hora de entrar em contato com Carlo Gancia, que representa a categoria no Brasil e está na linha de frente das negociações.
 
"Estamos tentando viabilizar uma prova mas pelo momento nada está feito ou decidido. Há vários interessados _Ribeirão Preto, Campinas, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília_, mas até agora não há nada de concreto", escreveu, em resposta ao e-mail deste blogueiro.

"Na próxima semana teremos a visita do presidente da Divisão Comercial da Indy, Terry Angstadt para avaliarmos a possibilidade de realizar uma prova a partir do ano que vem. Caso não sejam reunidas as condições necessárias poderemos até optar por não fazer a prova já em 2010", concluiu.

Ou seja, nada fechado por ora. Mas caminhando, o que é bacana.

Escrito por Fábio Seixas às 15h01

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O equilibrista

Sachsering era um dos poucos circuitos onde Valentino nunca havia cravado uma pole position.

Não é mais.
 
Rossi, no treino oficial na Alemanha (Hendrik Schmidt/Efe)

Juan Antonio Lladós, especialista em motociclismo da agência espanhola Efe, achou a palavra certa no seu relato da sessão classificatória: o italiano foi um "equilibrista" hoje na Alemanha.
 
"Havia uma riacho em certo ponto da pista", disse, sobre as condições do asfalto debaixo da chuva do treino oficial.
 
Lorenzo, seu companheiro, é o segundo. A seguir, duas Ducati: Stoner e Haiden.

Aliás, falando em Lorenzo, é ele a peça-chave do mercado de pilotos para 2010. Seu contrato termina no fim do ano, e o espanhol já teria uma proposta da Honda sobre a mesa.
 
A largada amanhã será às 9h (de Brasília), com Sportv.

Escrito por Fábio Seixas às 14h41

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Sábado, plantão, sol, sono, coluna

Deixar Webber vencer na Alemanha pode ser encarado, à primeira vista, como uma benevolência a alguém há tanto tempo na F-1. Mas é mais do que isso. Há alguns fatores que impedem, ou atrapalham, uma decisão da equipe. Como a novidade da situação. Como a diferença de apenas 1,5 ponto entre seus pilotos.
 
Como o inédito caso de uma marca tão alheia ao automobilismo ser dona de uma escuderia de ponta. A pecha de antidesportivo é tudo o que o esportista Mateschitz não quer.

 
Este, um trecho da coluna de hoje na Folha, sobre a atual situação do campeonato e os dilemas que envolvem a escolha de um piloto.
 
O texto completo está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 11h57

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Reciprocidade

Pra compensar aquela foto do Schumacher, quatro posts abaixo, que tal esta?

 
Danica, no seu Twitter, mostrando o modelito para participar do talk show de Jimmy Kimmel, na ABC.

Escrito por Fábio Seixas às 00h17

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Tudo o que sobe...

Sabe quem está por Interlagos, neste final de semana?
 
Villeneuve. O canadense é convidado da etapa brasileira da Top Race, a Stock Car argentina. Ele divide boxes no autódromo paulistano com Cacá Bueno.
 
Sujeito bacana no início de carreira na F-1, entojado depois de alguns anos, o canadense, dizem, está um show de simpatia.

Como diria Bezerra, "você era orgulhosa, mas a necessidade acabou com a sua prosa"...

Escrito por Fábio Seixas às 13h32

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Sobrevida

Nelson Piquet: "Os pontos têm de ser o objetivo na Hungria". A seguir, declarações com as expectativas do brasileiro para Budapeste.

Desta forma, no seu habitual comunicado pré-GPs, a Renault confirmou a participação de Nelsinho na corrida do dia 26. Não houve nenhum desmentido, nada mais explícito. Apenas isso. E não precisava mais, é verdade.

Como é verdade também que Nelsinho balançou.
 
Como é verdade também que a tal cláusula da performance existe.
 
Como é verdade também que ele não está garantido até o fim do ano.
 
Mas como é verdade também que uma corrida muito boa na Hungria, agora com um pacote idêntico ao de Alonso, pode segurá-lo.
 
Como é verdade também que, para sua biografia ou para a história da F-1, não mudará muita coisa se ele for dispensado agora, daqui a duas semanas ou no fim da temporada.

Escrito por Fábio Seixas às 12h33

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Só falta um carro

Schumacher, hoje, numa corrida de kart em Lonato, perto de Brescia, na Itália...

(Luca Bruno/AP)

Aos 40,  o alemão está em boa forma. Passa a impressão de que ainda poderia acelerar bem um F-1. Mas seria sonhar alto demais...

Escrito por Fábio Seixas às 16h45

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Twittando

É, não houve escapatória.
 
Como no caso do celular, há pouco mais de uma década, resisti, resisti, mas sucumbi.
 
Estou no Twitter: @fabio_seixas

Escrito por Fábio Seixas às 15h34

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Playground

Aos 18 anos, Jaime Alguersuari, o rapaz da foto abaixo, tornou-se na temporada passada o mais jovem campeão da F-3 inglesa.

Jaime Alguersuari (Divulgação)

Caso seja confirmado pela Toro Rosso para o GP da Hungria, se tornará também o mais jovem piloto a correr na F-1. Terá 19 anos, 4 meses e 3 dias de idade.


O recorde de precocidade pertence ao neozeolandês Mike Thackwell, que tinha 19 anos, 5 meses e 29 dias quando correu o GP do Canadá de 1980, pela finada Tyrrell _largou em 24º e último e abandonou logo na primeira volta, envolvido em um acidente.

 

Depois, na lista, aparecem Ricardo Rodriguez (19a 6m 27d), Alonso (19a 7m 3d) e Esteban Tuero (19a 10m 14d).

 

E uma curiosidade: na relação dos 20 mais jovens, há 4 brasileiros.

 

Tarso Marques é o nono mais jovem da história. Tinha 20 anos, 2 meses e 12 dias quando estreou, no GP Brasil de 96.

 

Barrichello é o 15º (20a 9m 19d). Massa, o 17º (20a 10m 6d). Christian, o 20º (21a 1m 12d).

Escrito por Fábio Seixas às 14h03

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Discurso de campanha

"É minha intenção continuar e expandir o trabalho fabuloso do presidente Mosley, que, por 16 anos, trabalhou incansavelmente para a força da FIA no esporte e a posição da entidade como a voz do público, promovendo segurança, clareza e mobilidade a todos."

Este, Todt, lançando oficialmente sua candidatura.

Nada como um dia após o outro...

Escrito por Fábio Seixas às 13h03

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De saída

A Toro Rosso divulgou oficialmente hoje aquilo que já havia sido anunciado extraoficialmente nos abraços de Bourdais nos membros da equipe assim que ele deixou a prova de Nurburgring.
 
Tetracampeão da ChampCar, o francês está fora da equipe, está fora da F-1.
 
Sua história é curiosa. Porque o fim repete a trajetória de tantos outros pilotos bem-sucedidos nos EUA e que fracassaram na F-1. Mas o começo não: Bourdais é europeu, foi criado no automobilismo europeu, teoricamente estaria em casa.
 
O que leva a uma discussão. Será que a rotina, os carros, os ovais, a vivência no automobilismo americano  de são de alguma forma "nocivos" a quem tenta um dia correr na F-1? Ou será tudo uma gigantesca coincidência?

Ainda acredito na segunda hipótese, embora ache que a primeira traz, sim, alguma dificuldade de adaptação.
 
Mas teremos um belo objeto de estudo no ano que vem, se a USF1 realmente vingar e participar do Mundial.
 
Ah, sim: após o GP da Alemanha, em entrevista à TF1, Bourdais negou que estivesse de saída. "Parem de me fazer falar sobre isso. Fui claro? Estou sob contrato. Estarei na Hungria", bradou o francês.
 
Talvez ele pretenda passear de barco no Danúbio... Mas acontece, vejam só, de pilotos negarem coisas que já estejam certas.

Escrito por Fábio Seixas às 11h58

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Vinte anos atrás...

O amor pelo rali une Todt a Vatanen, os dois possíveis candidatos à vaga de Mosley, em outubro.
 
Todt foi navegador de sucesso. Vatanen, um dos maiores pilotos da história.

E, claro, ambos se cruzaram várias vezes. Como nesta história aqui, de 1981, contada com maestria pelo Panda.

Mas lembrei de outra...
 
Em 1989, Todt chefiava a divisão de rali da Peugeot e dois de seus pilotos lutavam pela vitória no Paris-Dacar.

Faltando seis dias para o fim da prova (sim, seis dias, ainda tinha muito chão pela frente, principalmente num rali tão cheio de imprevistos), Todt decidiu que seus competidores deveriam parar de duelar e que era hora de eleger um primeiro piloto (qualquer semelhança não é coincidência).
 
Seu método de escolha entrou para a antologia do esporte a motor (ou da falta de espíritivo esportivo, como queiram). Foi na moedinha.
 
Todt jogou uma moeda de 10 francos para o alto e decidiu quem levaria o troféu. E assim, Vatanen conquistou o segundo dos seus quatro títulos no Dacar.
 
Ah, sim: o preterido foi Ickx.

Escrito por Fábio Seixas às 18h35

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O país da F-1

O Bruno Quirino, de Divinópolis, Minas Gerais, mandou uma bacaníssima contribuição para a série...
 
 
Ao Bruno, um baita obrigado e um baita abraço.

Escrito por Fábio Seixas às 17h00

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Peças no tabuleiro

"Ele é uma pessoa que sugere novidade, e renovar o mundo do esporte é algo desejável agora."
 
Este, Whitmarsh, declarando apoio da McLaren a Vatanen nas eleições de outubro.

McLaren e a Ferrari podem até ser parceiras na Fota, mas daí à equipe inglesa apoiar alguém tão próximo a Maranello para a presidência da FIA vai uma gigantesca distância.
 
O jogo sucessório começou, enfim.

Escrito por Fábio Seixas às 13h55

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Bye, Max

Eis que no dia anunciado por Ecclestone para a assinatura do Pacto de Concórdia, Mosley divulga uma carta dizendo que sairá da presidência da FIA e indicando Todt para seu lugar.
 
Traduzindo: as equipes fizeram uma última pressão sobre o presidente da FOM, que mandou o parceiro passear.
 
Só uma pessoa no mundo poderia derrubar Mosley. Ecclestone. E foi o que aconteceu.
 
Bye, bye.

Escrito por Fábio Seixas às 08h56

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Pit Stop #107

O Pit Stop de hoje teve F-1, Indy, entrevista com Bernoldi, naftalina, apresentador novo e muito mais.

Lá vai...

Escrito por Fábio Seixas às 21h13

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Boxes abertos

Já no UOL, onde às 14h30 começa o Pit Stop.

Nelsinho sai? Nelsinho fica? É, este será um dos assuntos do programa.

Para assistir, é só clicar aqui.

Para participar, é só ler o post abaixo.

Até.

Escrito por Fábio Seixas às 13h56

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Pit Stop flamenguista

O entrevistado de amanhã no Pit Stop será Enrique Bernoldi, ex-F-1, que no fim de semana pilotará o carro do Flamengo na F-Superliga, em Zolder,
 
Para participar com perguntas e comentários para o Bernoldi ou sobre os assuntos do esporte a motor, o e-mail é uolnewsformula1@uol.com.br
 
Para participar por vídeo, é só seguir estas instruções aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 19h07

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A(s) foto(s)

Não consegui me decidir entre as duas fotos. Até porque ambas, feitas ontem, levantam a mesma pergunta...

Schumacher, na nova montanha-russa de Nurburgring (Roland Weihrauch/Efe)
 
O clique acima, da montanha russa, é de Roland Weihrauch, da agência Efe.
 
Schumacher, no pitwall de Nurburgring (Peter Steffen/Reuters)
 
E esta, durante a prova, é de Peter Steffen, da Reuters.
 
Ah, sim, a pergunta: vocês acham que Schumacher está muito preocupado com a fase da Ferrari?

Escrito por Fábio Seixas às 12h47

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Pílulas do dia seguinte

Após os primeiros GPs de Barrichello na Ferrari, a escuderia tomou uma atitude. Passou a proibir o brasileiro de dar entrevistas assim que saísse do carro, de cabeça quente. A decisão veio logo após Imola _era apenas sua terceira corrida de vermelho_, quando ele disse que até a avó dele seria quarta colocada com aquele carro. “Anche mia nonna!”, vibravam os jornalistas italianos, ao receberem dos colegas brasileiros as notícias vindas do paddock. Uma das raras vezes em que conseguimos romper essa blindagem foi em Mônaco-2005, aquela prova em Schumacher passou Barrichello na última volta para assumir um sétimo lugar. “Fui falar pra ele que um campeão do mundo não precisa desse tipo de coisa.” Foi o começo do fim da trajetória de Barrichello na escuderia;

 

Lembrei dessa história agora, lendo os jornais no day-after de Nurburgring. Assim que saiu do carro, Barrichello encontrou a Globo e disse se sentir “roubado”. Daí,foi para a reunião com a equipe e abrandou o discurso. “Falei que foi um erro de estratégia e de equipe. Nada deliberado (...) É melhor pensar que foi um erro nos pits. Não é uma covardia, mas é o melhor a fazer porque estou na luta pelo campeonato”;

 

Não sei se Barrichello ligou uma história à outra. Mas traduzo assim esta última declaração (e a entrevista na íntegra está no Tazio): “Me sacanearam, mas não vou dizer nada agora para as coisas não ficarem piores”. É o mesmo caso do tal livro que escreveria sobre seus anos de Ferrari e que agora diz que não publicará porque um dos seus filhos pode virar piloto e, quiçá, ser prejudicado pela escuderia;

 

Massa mostrou em Nurburgring porque chegou até a última curva de 2008 na disputa pelo título. Não se envolveu em confusões, seguiu à risca a estratégia da Ferrari e mesmo não tendo um carro dos mais velozes (fez apenas a oitava volta mais rápida da corrida), chegou ao pódio. Se é verdade que o brasileiro chegou à Ferrari pelas mãos de Todt, também é que hoje ele anda com as próprias pernas e que sua permanência no time, caso Alonso chegue, fica cada vez mais incontestável, em que pese o título mundial de Raikkonen;

 

Bourdais diz que fica. “Estarei na Hungria”, bradou à TF1. O site da “Autosport” crava que sua saída é iminente. Aguardemos;

 

Nelsinho, outro que está ameaçado, também falou em Budapeste. “Para a próxima, me prometeram um carro igual ao do Alonso.” Aguardemos;

 

Ecclestone e Ferrari afirmaram no fim de semana que a assinatura do novo Pacto da Concórdia deve acontecer nos próximos dias. Amarradas à FOM, as equipes só poderão chiar se Mosley permanecer na FIA. Chiar, e mais nada.

Escrito por Fábio Seixas às 10h25

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Duelo interno

Na Indy, vitória de Franchitti, seguido por Briscoe e Power.
 
Mas o nome da prova foi Tracy. Ele mesmo.
 
Correndo em casa, o veteraníssimo levantou o público com uma série de ultrapassagens, mas acabou prensado no muro por Castro Neves e abandonou a prova _o brasileiro, idem.
 
Castro Neves, após o acidente com Tracy (Mark Blinh/Reuters)
 
Aliás, o melhor do país foi Raphael Matos, em décimo.

Com a vitória, e com o quarto lugar de Dixon, Franchitti volta à liderança do campeonato. Tem agora 347 pontos, dois a mais que o neozeolandês.
 
Prova a prova, a decisão da Indy caminha para uma disputa interna da Ganassi.

Escrito por Fábio Seixas às 17h46

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Dia do Fico

Barrichello já falou à imprensa brasileira em Nurburgring.
 
Primeiro, à repórter Mariana Becker, da Globo, declarou que foi "roubado".
 
Mais tarde, aos repórteres de rádios e jornais, disse que não era bem assim, que não pensa em sair no meio do ano, mas que ainda não sabe sobre 2010.
 
Se ele quer continuar assim por mais oito GPs, ok, fazer o quê, a opção é dele.

Escrito por Fábio Seixas às 13h29

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Brawn versus Barrichello

Acusar alguém é algo muito sério. Acusar é sinônimo de incriminar, culpar, tachar, rotular, denunciar...
 
É preciso ter provas muito fortes antes de colocar em dúvida ativos tão valiosos quanto a lisura e a boa-fé de uma pessoa ou organização.
 
Antes de acusar, prefiro sempre conceder o benefício da dúvida, mesmo correndo o risco de parece ingênuo. É melhor ser ingênuo do que leviano. É meu jeito. Por isso, nunca embarco nas tantas teorias da conspiração da F-1.
 
Mas hoje é o caso de acusar. Porque a Brawn deliberadamente prejudicou Barrichello.
 
Foram dois os lances _perdoem se estou repetindo o que já escrevi no post anterior, mas algo me diz que este será o assunto dos próximos dias e, portanto, todo esclarecimento é necessário.

No primeiro, a Brawn se atrapalhou no reabastecimento do brasileiro. Ok, com Webber voando na pista, as chances de vitória de Barrichello eram reduzidas. Mas, ao errar no abastecimento e obrigá-lo a um terceiro pit, a Brawn acabou também com suas chances de pódio.

Mas FATO é que o problema jogou Barrichello para a quinta colocação (com Button em sexto, vejam só), abrindo a possibilidade de o piloto inglês ganhar mais um ponto no lance que viria a seguir.

E o segundo lance foi o último pit do brasileiro. Aí, às favas com o cuidado em não acusar: a Brawn deliberadamente o prejudicou. Ao colocar pneus duros para apenas dez voltas, o recado que o time passou foi um sonoro e claro "sai da frente porque o Button precisa ganhar este pontinho a mais".

Há, claro, a discussão sobre a situação dos dois no Mundial. Provas atrás, antes mesmo de a Red Bull mostrar as caras na Inglaterra, eu já havia escrito aqui que Button seria o primeiro piloto da Brawn. Não era nenhum exercício de futurologia, apenas análise da tabela. Com Vettel e Webber voando na pista, ameaças concretas, a tendência era mesmo que essa posição do inglês fosse evidenciada, reforçada.

Mas uma coisa é dar equipamento melhor, traçar uma estratégia mais eficiente ou até mesmo sacrificar um segundo piloto no grid, outra coisa é jogar um piloto para trás, como a Brawn fez hoje com Barrichello.

Após a prova de Barcelona, Barrichello disse o seguinte: "Antes da reunião de final de corrida, eu chamei o Ross num canto e lhe disse claramente que se ele tivesse feito algo em proteção ao Jenson que eu estava realmente pronto pra pendurar minhas chuteiras."

Agora há pouco, em Nurburgring, à BBC, Barrichello soltou o verbo: "Hoje demos um show de como se perder uma corrida. Fiz tudo que tinha de fazer, que era fechar a primeira curva na frente. Sinto pelo time, mas sinto mais por mim mesmo. Deste jeito, vamos perder ambos os campeonatos. Para ser honesto, quero pegar meu avião e ir para casa. Não quero falar com ninguém do time, porque sei que eles virão com o mesmo blablablá de sempre. Estou terrivelmente irritado."

Aos 37 anos, milionário, com 17 temporadas e 275 GPs nas costas, Barrichello não precisa mais aturar esse tipo de coisa.

Aguardemos.

Escrito por Fábio Seixas às 12h52

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Webber, recordista da persistência

Após 130 GPs, a primeira vitória. 

Ao volante de um carro que já é o melhor da F-1, Webber fez uma bela corrida em Nurburgring e tornou-se o piloto que mais esperou para vencer na categoria. Um recordista da persistência _superou Barrichello, que lutou 124 domingos. 

Nem um drive-through no começo da prova impediu o triunfo do australiano desta vez. Ele foi dominante, constantemente veloz, impecável na condução. 

E com um carro tão equilibrado, tão no chão, tão veloz, a Red Bull emplacou mais uma dobradinha: Vettel foi o segundo. 

Massa foi terceiro, seu primeiro pódio na temporada. 

Na largada, Webber foi agressivo. Deu uma bobeada nos primeiros metros e depois se descontrolou.  

Vendo-se ameaçado por Barrichello, zigue: jogou pra direita e tocou rodas com o brasileiro. Vendo-se ameaçado por Hamilton, zague: jogou pra esquerda e quase acertou o inglês.

A largada do GP da Alemanha (Wolfgang Rattay/Reuters)

Barrichello foi bem, muito bem, ganhou a posição, fez a primeira curva na liderança. Hamilton não conseguiu segurar o carro, foi para a área de escape, teve um pneu furado, caiu pra último. 

O top 10 na segunda volta: Barrichello, Webber, Kovalainen, Massa, Button, Vettel, Raikkonen, Sutil, Rosberg e Kubica. 

Ciente de que carregava menos combustível do que Webber, Barrichello não tinha outra opção a não ser acelerar fundo e abrir vantagem antes do primeiro pit. Mas não conseguiu. 

Por voltas e voltas, a diferença ficou na casa do 1s. Na pista, estava difícil. 

Mas, fora dela, uma esperança para Barrichello: na nona volta, os monitores exibiram a mensagem de uma investigação sobre a manobra de Webber na largada. Na 11ª, veio a punição, um drive-through para o australiano _até que ponto sua agressividade foi ilegal, tenho dúvidas, mas a punição foi coerente com a política de tolerância zero da FIA nos últimos tempos. 

Sofrendo com os pneus macios, Button abriu os pits, na 13ª volta, escancarando a estratégia de três paradas da Brawn. Na seguinte, Barrichello e Webber entraram. O brasileiro, para o primeiro de seus três pits. O australiano, para a punição _estratégia inteligente, entrar junto para controlar o alvo. 

Líder, com pista limpa à frente, Webber então teve de chinelar, abrir a maior folga possível. Quando parou, na 18ª volta, tinha 10s8 sobre Massa, segundo. Barrichello era o terceiro. 

Webber voltou à pista em oitavo  _entre ele e Barrichello, cinco pilotos que não tinham parado. Lá na frente, o brasileiro da Brawn perdia tempo atrás do brasileiro da Ferrari.  

Na 25ª, Massa entrou, deixando pista limpa para o compatriota e tornando o cenário mais claro. 

A diferença entre Barrichello e Webber era de 5s3. O tempo de Barrichello, líder, com pneus macios, 1min35s885. O tempo do caçador, em quarto, 1min35s481 _com pneus duros, diga-se. 

Neste momento, ficou evidente que as maiores chances eram do australiano. 

Na 30ª volta, Rosberg parou, deixando apenas ar entre Barrichello e Webber.  

A diferença ficou visual, e despencando a cada volta.

Era de 1s2 na 32ª, quando Barrichello entrou, pensando numa mudança de estratégia: a ideia era encher o tanque e não mais parar. Mas, aí, o lance da corrida: a Brawn teve problemas no reabastecimento, e devolveu o brasileiro à pista em quinto. Pior: ele foi informado de que não tinha combustível para ir até o fim. Teria de parar de novo. Chances de vitória enterradas. 

A partir de então, velocidade de cruzeiro para Webber, que fez seu último pit na 44ª volta. Vettel assumiu a ponta, mas parou logo depois, na 45ª. Dobradinha estabelecida. 

Webber comemora sua primeira vitória na F-1 (Gero Breloer/AP)

Restava a disputa pelo terceiro lugar. Os candidatos, Barrichello, Button, Massa e Rosberg. 

E, se já havia uma certa suspeita de algo estranho naquele “problema” de abastecimento de Barrichello na 32ª volta,  quando sua vitória já estava ameaçada, a inversão de posições ficou cristalina nos últimos pits da Brawn. 

Barrichello entrou antes, na 51ª, e ganhou pneus duros. Button foi chamado uma volta depois e ganhou pneus macios. O inglês ganhou a posição, claro. 

O top 8 na linha de chegada, Webber, Vettel, Massa, Rosberg, Button, Barrichello, Alonso e Kovalainen. 

Massa ? Um pódio merecido. Fez uma corridaça, discreta, mas eficiente. Não foi a primeira no ano. Foi merecido, repito. 

No Mundial de Pilotos, Button agora tem 68 pontos.Vettel é o novo vice-líder, com 47. Webber tem 45,5. Barrichello despencou para quarto, com 44.

Escrito por Fábio Seixas às 10h47

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O último palpite

Dá Button, Vettel e Barrichello. E tenho dito.

E você? O que acha?

Escrito por Fábio Seixas às 08h37

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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