Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Sábado, estrada, Rio, calor, coluna

É precipitado decretar, hoje, que Schumacher foi derrotado pelo próprio pescoço. Tomou um tombo, é verdade. Mas "derrota" parece ser forte demais.
Porque trata-se de Schumacher. E na mesma medida em que isso influiu no tombo, com sua presumível crença de que voltaria e arrasaria, é um enorme indício, uma quase certeza de que lutará para se reerguer.

É, acho que Schumacher ficou mordido com isso tudo e tentará correr de qualquer jeito. É este o tema da coluna desta semana.

O texto está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 20h09

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Hot Rod

Na coluna do sábado passado, citei a lanchonete Hot Rod, que existia na rua da Consolação há 40 anos e que, além de oferecer "músicas importadas para a juventude", fazia "projeções de corridas famosas, derrapagens, capotamentos, loucuras ao volante e modêlos de carangos novos".

Pois recebi este e-mail do José Roberto De Lima Chambel:
 
"Fábio, provavelmente você não me conhece, mas me deixou muito emocionado quando mencionou a lanchonete Hot Rod nos bons tempos. Eu fui um dos proprietários e realmente ela foi um marco na época. Era um negócio temático, todo voltado para o automobilismo. Era toda decorada com pôsteres das grandes pistas da época, as música eram as do hit-parede e até o pedaço de um Ford 34 nós colocamos na parede. Foi frequentada por muita gente bacana como Jô Soares (que chegava pilotando sua moto BMW), Juca Chaves (que na época tinha um Jaguar XK E), Moacyr Franco, Randal Juliano, Wilsinho e Emerson Fittipaldi (que algumas vezes foi com seu antigo chefe de equipe Jim Russel). Era ponto de encontro das grandes máquinas da época como Mustang, Camaro, Chevelle Malibu, Porsche 911, etc... Na inauguração, saiu uma matéria muito legal no JT feita por um colega seu e que era muito meu amigo, Emilio Camanzi. Tenho a impressão que você é muito novo para ter conhecido a casa mas foi uma época muito bacana. Até a revista Manchete fez uma matéria de algumas páginas. Mais uma vez, muito obrigado pela lembrança."
 
Sensacional. Este é o tipo de mensagem que faz o trabalhar valer (mais) a pena.
 
Eu que agradeço a atenção, José Roberto! Tenho 34 anos, não tive a chance de conhecer a Hot Rod, mas sofro deste "problema": nostalgia pelo que não vivi. Em outras palavras, adoraria ter conhecido a Hot Rod. E se você tiver alguma foto por aí, manda pra mim que eu coloco aqui no blog!
 
(Em tempo: antes mesmo de ler seu e-mail, passei devagarzinho em frente ao 1987 da rua da Consolação, numa noite dessas, para ver o que existe ali. Portas fechadas, mais um ponto comercial abandonado. Uma pena.)

Escrito por Fábio Seixas às 00h50

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Ferrari em HQ

Há 21 anos, em 14 de agosto de 1988, morreu Enzo Ferrari.
 
Daí que escrevi sobre isso no Twitter, e o @DuCardim apareceu com esta sugestão: a história do criador da Scuderia em quadrinhos, aqui.
 
Uma boa dica para os últimos minutos de expediente da semana...

Escrito por Fábio Seixas às 17h59

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Haja copo

Conta rápida: uma garrafa de Koskenkorva Viina custa € 17,48; se o valor da rescisão for mesmo € 12,5 milhões, Raikkonen poderá comprar 715.102 garrafas da marvada finlandesa.
 
É, o alfaiate de Maranello pode começar a tirar as medidas de Alonso...

Escrito por Fábio Seixas às 14h54

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Pede pra sair

Segundo o "Sun", a Ferrari já fez uma oferta pesada para Raikkonen deixar a equipe ao fim da temporada.

Montezemolo teria oferecido ao campeão de 2007 cerca de € 12,5 milhões pela rescisão, ou metade de um ano de contrato.

Que vantagem Raikkonen levaria? Simples. Poderia correr por outra equipe (Renault?) e fechar 2010 embolsando mais do que se ficasse em Maranello, onde não é mais desejado.

Sim, é o "Sun", que às vezes dá chutes absurdos. Mas que também acerta em muitas ocasiões, sejamos justos.

Enfim, é só mais um capítulo nessa novela.

Cada vez mais próxima de um fim com Alonso vestindo vermelho.

Escrito por Fábio Seixas às 14h33

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Youtube (desapontado) do dia

Sobre a busca de Badoer pelo primeiro ponto, alguns internautas lembraram de um drama vivido pelo italiano em Nurburgring-99.

Naquela corrida maluca, vencida pelo Herbert, com Trulli em segundo e Barrichello em terceiro, Badoer chegou a andar em quarto lugar com a Minardi.
 
Volta a volta, suas esperanças de ponto pareciam mais concretas. Até que, a 13 voltas do fim, o motor foi pro espaço. O italiano não aguentou. Ao lado do carro, desabou a chorar.
 
O Sílvio Rodrigues, de Brasília, achou o vídeo. Lá vai...

Escrito por Fábio Seixas às 18h42

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Dez anos atrás

Em março de 1999, nos boxes do Albert Park, em Melbourne, fiz uma rápida entrevista com Luca Badoer.
 
O motivo: ele já era, então, o recordista de participações na F-1 sem nunca ter marcado um ponto. Ao fim daquela temporada, o incômodo título persistia, com a marca ampliada para 49 provas.
 
Na 50ª, em Valência, ele tentará quebrar esta escrita. Caso falhe na empreitada, não poderá utilizar, pelo menos, o argumento que lançou na primeira resposta àquele bate-papo, que aqui segue:

Estatisticamente, ele é o pior piloto de toda a história da F-1. O italiano Luca Badoer, 28, da Minardi, é o recordista em número de GPs disputados na categoria sem nunca marcar um ponto.

Desde 1993, quando estreou na F-1 pela extinta BMS Scuderia Italia-Lola, o mirrado piloto _tem 1,70m de altura e 58,5 kg_, de Montebelluna, cidade no norte da Itália, havia disputado, até a madrugada de hoje, 35 provas na F-1. Nunca marcou um ponto.

Depois de Badoer, o segundo piloto da história que mais correu sem nunca marcar ponto foi o norte-americano Brett Lunger, que disputou quatro temporadas da F-1, entre 1975 e 1979.

Aparentemente desmotivado, Badoer disse que, provavelmente, deve continuar sem marcar pontos nesta temporada, o que ampliaria sua vexatória marca.

"Vai ser muito, muito difícil conseguir acabar com essa série", afirmou o italiano em Melbourne, onde na madrugada de hoje aconteceu o GP da Austrália, prova que abriu a temporada 99 da F-1.

Uma passagem de sua vida, em 93, até hoje é comentada nos bastidores. Campeão da F-3000 um ano antes, Badoer foi convidado para testar o carro da Benetton, competindo com o finlandês J.J. Lehto por uma vaga na equipe.

Chegou atrasado ao treino, no Estoril, em Portugal. Acabou batendo forte duas vezes e foi preterido pelo concorrente. O motivo de seu atraso, segundo boatos, foi que ele teria acordado tarde e, no caminho para a pista, sofreu um acidente com seu carro.

Há um mês atrás, foi novamente chamado pela Minardi (além dela, já pilotara também para BMS e Forti) para disputar o Mundial de F-1, como companheiro do espanhol Marc Gené.

"Vamos ver o que dá para fazer", disse, sem muito ânimo, sentado nos boxes da Minardi.

Folha - A que você atribuiu essa sequência de corridas sem nunca marcar um ponto?
Luca Badoer -
Infelizmente, sempre estive em péssimas situações. Corri três temporadas na F-1, sempre em equipes que disputavam as últimas posições.

Folha - Você se lembra de alguma corrida em que esteve perto de conseguir um ponto?
Badoer -
Não me lembro muito bem. Sei que houve uma corrida, acho que foi em 96, pela Forti, em que estava no sétimo lugar. Não lembro nem em que pista era, mas me recordo que aconteceu algum problema no meu carro, acho que foi motor, e acabei tendo que abandonar.

Folha - Você se considera um piloto azarado?
Badoer -
Não. Se fosse, não estaria na F-1.

Folha - No ano passado, você foi piloto de testes da Ferrari. Como foi essa experiência?
Badoer -
Foi um dos anos da minha vida em que mais evoluí. Foi diferente dos outros anos porque não corri, mas pude me concentrar em aprender.
A vida me ensinou uma lição: quando você tem à sua frente uma pessoa de sucesso, um piloto como o Schumacher, tem que se aproximar dele e tentar aprender. Foi isso que tentei fazer no ano passado.

Folha - Nos treinos da pré-temporada e em Melbourne, a Minardi deu mostras de que continuará sendo a equipe mais fraca da F-1...
Badoer -
No momento, é muito cedo para falar. Minha expectativa é modesta: conseguir marcar pelo menos um ponto nesta temporada. Mas sei que vai ser muito difícil. Não sei se vou conseguir. É claro que sinto da equipe uma vontade de melhorar a situação. Há boas pessoas na Minardi. Engenheiro, técnicos, mecânicos... E também pilotos.

Escrito por Fábio Seixas às 17h53

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Exército de Brancaleone

Vatanen anunciou hoje três nomes para seu gabinete. Caso seja eleito em 23 de outubro, claro.
 
E são nomes bem fraquinhos, me parece.

O destaque é Hermann Tomczyk, dirigente do ADAC, o automóvel clube alemão, e ex-membro da Comissão de F-1 e do Conselho Mundial da FIA. Ex-membro, note bem.
 
Depois, vem Bernard Tay, de Cingapura. País, digamos, sem muita tradição na entidade.

O terceiro é Fernando Falco y Fernandez de Cordova (show de nome!). Espanhol, atua na área de segurança nas estradas em seu país.
 
A continuar assim, Todt vai ganhar de lavada...

Escrito por Fábio Seixas às 16h06

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Vazio na agenda

No próximo final de semana, estarei flanando por aí. Mas era para estar ralando em Interlagos.
 
Para quem não lembra, a etapa brasileira da Historic F-1 seria nos dias 15 e 16.

A prova foi cancelada no começo de julho. À época, o site internacional, num texto que aparentemente sumiu do ar, atribuiu a culpa à Globo. O site caseiro disse que a emissora não teve nada a ver com isso.
 
Fato é que aqueles que já haviam comprado ingressos receberam a promessa de devolução do dinheiro. Como anda isso? Alguém aqui já recebeu o reembolso?

Escrito por Fábio Seixas às 14h49

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Lei da compensação

Já que teve gente reclamando disto e disto, que tal um pouco disto?
 
Garotas selecionadas para trabalhar como grid girls em Cingapura posam para foto (Roslan Rahman/France Presse)
 
Vale até o repeteco da legenda, para quem usa o Firefox: garotas selecionadas para trabalhar como grid girls em Cingapura posam para foto. O clique é de Roslan Rahman, da France Presse.
 
Estamos quites?

Escrito por Fábio Seixas às 14h17

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Rapidinhas

Em entrevista a uma rádio da Espanha, Campos disse que Bruno é o favorito a uma das vagas na equipe. Boa notícia para o brasileiro, o que não significa motivo de comemoração. Ainda haverá muito leilão de vaga pela frente;
 
"Pelo rádio, ele é uma piada. Não tem ideia do que está acontecendo na corrida. Às vezes, pergunta se um piloto tem pneus slicks ou de chuva quando é óbvio (...) É como ouvir algo que minha irmã diria sobre o carro". Este, Nelsinho espinafrando mais uma vez Briatore. Agora, com mais repercussão internacional: foi à "Autosport". Nenhuma grande novidade: Briatore nunca se assumiu um entendido de carros. O que não quer dizer que seja um mau dirigente. Curioso é que, até agora, o italiano não falou;
 
Continuo com a dúvida: se o problema não é só o pescoço, onde mais é?;
 
Heidfeld está leiloando um macacão no eBay. O link é este aqui. Mas se você tiver mais de 1,64m, esquece...

Escrito por Fábio Seixas às 13h05

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O país da F-1

"Como seu leitor sigo com prazer estas fotos do nosso País da F-1 e tudo o mais... Vai daí que passei pela rua Scipião, na Lapa/Vila Romana, em São Paulo, e me deparei com isso. O que você achou?  Merece a publicação?"

Claro que merece, Carlos Alberto Boff. Aí está. Obrigado, muito boa!

Escrito por Fábio Seixas às 20h53

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Bloqueado

Nas letras vermelhas, na imagem acima: "You have been blocked from following this account at the request of the user."
 
Pois é, descobri hoje à tarde que não consigo mais seguir Barrichello no Twitter. Fui bloqueado.
 
Pode ter sido acidental, como a assessoria do piloto alegou certa vez ao Capelli.
 
Espero que seja o caso.

Espero que não tenha sido em razão de, cinco posts abaixo, eu ter criticado o tweet dele sobre o Schumacher.

Até porque seria uma atitude inócua e boba. Porque bloquear não impede que o bloqueado leia suas atualizações. Porque bloquear quem faz críticas denotaria falta de maturidade, e ele, afinal, já tem 37 anos. Porque não fui o único na blogosfera a criticar aquela frase sobre o alemão.

Espero. Mas não sei se acredito.
 
(Em tempo, bem legal a foto com o Massa que acabei de ver lá no @rubarrichello...)

Escrito por Fábio Seixas às 18h32

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Dinheiro na praça

À "Sports Illustrated", Peter Windsor disse que dois pilotos que nunca correram na F-1, mas que já venceram provas na GP2, ofereceram à USF1 valores que, juntos, comporiam mais de 75% do orçamento da equipe para 2010.
 
Mas isso não o sensibilizou, conta. "Mantemos firme nossa convicção de correr com pilotos americanos".
 
A dica não é das melhores.
 
Na história da GP2, são 26 os pilotos nesta condição: Grosjean, Mortara, Valério, Maldonado, Petrov, Di Grassi, Hulkenberg, Van der Garde, Parente, Kobayashi, Senna, Conway, Chandhok, Valsecchi, Filippi, Lapierre, Villa, Zuber, Carroll, Ammermüller, Viso, Prémat, López, Piccione, Pla e Jani.

Em entrevista à BandNews FM, dia desses, Bruno disse: "Das novas, só não falo com a USF1". Quanto a Di Grassi, não sei se tem esta bala toda. Mais: com a saída de Nelsinho, a fila na Renault andou e seu plano de carreira volta a ser a marca francesa.
 
Grosjean deve anunciado em breve pela Renault e também pode ser sacado da lista.
 
Mas se é difícil apontar nomes, pelo menos a dica de Windsor mostra que a concorrência está enorme para 2010: há pelo menos dois nomes na praça com muito dinheiro para oferecer.

Escrito por Fábio Seixas às 17h27

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No cinema

Por enorme coincidência (ou falta de melhores opções), os últimos quatro filmes a que assisti foram documentários sobre músicos brasileiros.
 
A série começou com "Ninguém Sabe o Duro que Dei", cinebiografia do Simonal. Depois, vieram "Loki", sobre  Arnaldo Baptista, "Coração Vagabundo", que acompanha uma turnê de Caetano Veloso, e "Um Homem de Moral", com Paulo Vanzolini.
 
Sequência estranha, experiência bacana, sensações diferentes.
 
"Ninguém Sabe..." é quase panfletário. É uma defesa escancarada de Simonal, em que pese o contador espancado dar sua versão dos fatos no fim do filme. Mas vale pelas imagens, pelo som, pela figuraça que era aquele homem de sorriso aberto, que transpirava suingue.
 
"Coração Vagabundo" é, na minha modesta opinião, o piorzinho. Uma obra cuja única intenção é louvar, louvar e louvar Caetano. E louvar Caetano. E Caetano louvando Caetano. Irritante.
 
Os filmes sobre Arnaldo e Vanzolini são os melhores.
 
O primeiro é emocionante, tocante, uma lição de vida.
 
E se você frequenta este blog apenas por motivos automobilísticos, saiba que Dinho Leme, baterista dos Mutantes que conta histórias divertidíssimas como a da lua-de-mel entre Arnaldo e Rita, é irmão do Reginaldo e um dos melhores assessores de imprensa do meio. Se você não viu, dê um jeito de ver.
 
O segundo é de morrer de rir, de viajar no tempo, de dar vontade de sentar naquela mesa de sambistas, com um engradado de cerveja do lado.
 
Um quê de motor? Tem também: um dos melhores momentos é quando Vanzolini conta uma história sobre bares com música ao vivo. Segundo ele, a maioria das pessoas que mandam guardanapos aos cantores pedindo "Ronda", redige errado o nome do clássico. Escreve com H.

Escrito por Fábio Seixas às 16h16

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Fala, Schumacher

Schumacher organizou uma entrevista coletiva hoje, em Genebra, e falou sobre a desistência de correr o GP da Europa.
 
O alemão não descartou a possibilidade de participar de outra prova na temporada, mas disse que ainda não parou para pensar sobre Spa e Monza, as etapas seguintes do calendário.
 
Schumacher concede coletiva em Genebra (Denis Balibouse/Reuters)
 
"Especular é algo natural neste negócio. As pessoas têm suas opiniões, mas o fato é que estou muito desapontado por não conseguir o que estava planejando. É nisso que estou pensando agora, é isso que estou tentando digerir."

Ele ainda elogiou Badoer ("há anos, ele se prepara para isso") e falou sobre Massa ("estou muito feliz em saber que está se recuperando bem").
 
Schumacher em Spa, onde foi rei? Seria sensacional.

Mas não acho que vai acontecer. Pescoço que dói no dia 23 dói no dia 30.

Escrito por Fábio Seixas às 14h10

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Pela metade

"Então a história do Schumacher...Verdade que a maior força é feita no pescoço, mas para mim tem mais aí do que um simples pescoço", escreveu Barrichello no Twitter.

Seria bom se ele explicasse mais. Levantar uma lebre e não ir até o fim é estranho, pra dizer o mínimo.

Escrito por Fábio Seixas às 09h57

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Pit Stop #111

O Pit Stop desta terça-feira, com Popó Bueno na bancada, foi divertido e esclarecedor. No cardápio, Schumacher, Massa, Salvador, Indy, Nelsão, Nelsinho...

Lá vai... 

Escrito por Fábio Seixas às 23h57

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Pit Stop com Popó

Compromissos inadiáveis agora pela manhã vão me tirar da internet.

Quando voltar, será na bancada do Pit Stop, ao lado de Paula Almeida e Popó Bueno, o convidado especial do dia.
 
O programa começa às 14h30, aqui.

Para mandar perguntas e comentários, o e-mail é uolnewsformula1@uol.com.br

Para participar por vídeo, as instruções estão aqui.

Assunto não vai faltar...

Escrito por Fábio Seixas às 08h12

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De volta à aposentadoria

Schumacher não voltará à F-1.
 
O anúncio veio agora pela manhã. O motivo alegado, as dores que ainda sente desde o acidente de moto na Espanha, em fevereiro.
 
Assim, o substituto de Massa será Badoer.
 
Ok, pode ser.
 
No comunicado, o alemão lamenta, lamenta, lamenta, fala que sofreu fraturas naquela região. Acontece.
 
Ok, pode não ser.
 
Quem frequenta o blog, sabe que desde o começo achei estranho este retorno do alemão à categoria. Ia contra todos os seus discursos desde aquela tarde em Monza, em 2006, quando ele anunciou que pararia. Pode ter sido um enorme golpe de marketing.
 
Um dia saberemos a verdade? É difícil. Enquanto isso, cada um acredita no que quiser. Eu já fiz minha escolha.

Escrito por Fábio Seixas às 08h08

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Quem explica?

Por conta da chuva, a etapa de Watkins Glen da Nascar aconteceu hoje. A vitória foi de Tony Stewart.

Daí, que pintaram várias (belíssimas) fotos assim no sistema do jornal...

(Chris Graythen/France Presse)
 
(Chris Graythen/France Presse)
 
(Chris Graythen/France Presse)
 
(Chris Graythen/France Presse)
 
Os cliques são de Chris Graythen, da France Presse. E as legendas informam que foram feitos com uma "câmera infravermelho".
 
Semi-analfabeto fotográfico que sou, peço ajuda. Que raios é isso?

Escrito por Fábio Seixas às 20h31

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O país da F-1

Despachantes, donos de lanchonetes e de estacionamentos parecem ter uma predileção especial por F-1.
 
 
A foto acima foi feita em Diadema pelo Leandro Ribas Freitas Dantas, a quem o blogueiro agradece.

Escrito por Fábio Seixas às 17h12

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Mais um post triste

O fim de semana registrou mais uma morte no esporte a motor.
 
Thomas Knopper, 19, morreu no domingo numa prova do Campeonato Alemão de kart, em Liedolsheim.
 
Thomas Knopper celebra vitória em Napoli, em 2007
 
Segundo os relatos que li, ele bateu num adversário, perdeu o controle, capotou várias vezes, só parou no muro. Quando os médicos chegaram, já estava morto.

Holandês, campeão da categoria KZ2 em 2007, Knopper correu no campeonato norte-europeu de F-Renault 2.0 em 2008. Foi nono colocado. Neste ano, como tantos outros pilotos, tentava um recomeço no kart. Não conseguiu.
 
Que os organizadores do campeonato investiguem o acidente e tomem providências, se necessárias. E que este seja o último post do gênero por um bom tempo...

Escrito por Fábio Seixas às 14h22

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A foto

Carlos Col, promotor da Stock, observa chicane de pneus em Salvador. Tenho alguns palpites sobre o que ele estava pensando...

(Fabio Oliveira)
 
A foto do fim de semana é do brother Fabio Oliveira, colaborador do Tazio.

Escrito por Fábio Seixas às 13h55

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Apressadinhos

Adivinha qual foi a primeira equipe a chegar a Valência?
 
Sim, a Renault. Que, em tese, continua excluída da corrida.
 
O que você acha?
 
(a) Provocação
(b) Questão de logística
(c) Confiança na absolvição
(d) Busca por publicidade
(e) n.d.a.
 
Eu cravaria (c).
 
Mais, aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 10h31

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Sobre bairrismo

Bairrismo é primo do racismo e do preconceito. 
 
É baseado na crença cega de que uma pessoa é melhor do que outra por ter nascido ou por morar numa outra cidade, num outro país, num outro ponto qualquer, enfim. 
 
É odioso. É execrável. É primitivo, até. Mas existe...
 
Ontem à tarde, eu estava na Dutra, saindo do Rio, com destino a São Paulo. Liguei na Rádio Manchete para ouvir Flamengo x Corinthians. Um jogo de futebol, um clássico dos nossos campos. Mas que locutor e comentarista da rádio faziam questão de tratar o tempo todo como rixa regional, apenas isso.
 
"Não adianta a imprensa de São Paulo ficar dizendo que o Corinthians tem a maior torcida do Brasil. A torcida do Mengão é a maior, sempre foi e sempre será. Isso é coisa da imprensa de São Paulo", dizia o locutor, inflamado, de tempos em tempos.
 
Não lembro de ter lido tal informação em algum lugar da "imprensa de São Paulo". Até porque seria uma falácia. Qualquer um que já tenha viajado pelo interior do Brasil, pelo Nordeste, sabe que a torcida do Flamengo é insuperável. E acho isso bacana. Parabéns para Zico, Adílio, Andrade, Nunes, Júnior...
 
Mais: é por este tipo de comentário, repetido à exaustão, que vira-e-mexe colegas são agredidos por torcedores rivais que os identificam como "forasteiros", como se isso fosse um desvio de caráter. Em muitos estádios, saibam, os jornalistas têm de retirar dos computadores os adesivos de suas empresas para evitar agressões gratuitas.
 
Mas não parava por aí. "Aqui no Rio, o torcedor do Corinthians é bem recebido. Tem um espaço enorme do Maracanã para os corintianos. No Pacaembu, colocam 1000 torcedores do Flamengo num espaço para 100. E a PM ainda desce o cacete!"
 
Para quê isso? Outra mentira. Ainda mais em se tratando de Corinthians e Flamengo, dois clubes que têm perfis parecidos, que mantêm uma relação cordial, que inclusive negociaram acordos para os jogos deste Brasileiro.
 
Mas a cereja (podre) do bolo (azedo) aconteceu quando o comentarista foi chamado para opinar sobre o gol do Adriano. "O gol foi legal, porque tinha um imbecil do Corinthians lá na lateral dando condição."
 
"Imbecil?". É este o repertório de um comentarista de uma marca de respeito como a Manchete?
 
Enfim, não torço para o Corinthians nem tenho procuração para defender o futebol paulista. Não sei também se situações semelhantes acontecem em rádios de São Paulo, não respondo por elas. Cresci ouvindo jogos na Bandeirantes e na Jovem Pan, de vez em quando acompanho algo na Eldorado-ESPN e na Globo, e nunca ouvi nada parecido. Mas como o leque é enorme, talvez exista uma ou outra emissora que faça coisas parecidas com a Manchete, do Rio.
 
Do fundo do coração, espero que isso não ocorra. E espero nunca mais ouvir nada parecido.

Escrito por Fábio Seixas às 10h18

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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