Blog do Fábio Seixas - Automobilismo, viagens e pitacos sobre tudo o mais
Blog do Fábio Seixas
 

Programe-se

E enfim a F-1 volta a Suzuka.

 

Um circuito dos melhores. Um clássico. Que não poderia ficar fora do calendário.

 

E que ainda conta com um karaokê quase tão clássico quanto o traçado.

 

Por anos e anos, era ali que acontecia a festa de fim de ano da categoria. O Mundial deixou de ser encerrado no Japão, mas a tradição continuou.

 

Ali, pilotos, jornalistas, mecânicos e torcedores se misturam para festejar, sem frescuras, sem leões-de-chácara das equipes separando as "estrelas" das "pessoas comuns".

 

Em 2006, aliás, dei alguns autógrafos por lá como Tony Kanaan...

 

Segue a programação, no horário de Brasília:

 

Quinta-feira

22h-23h30, 1º treino livre

 

Sexta-feira

2h-3h30, 2º treino livre

23h-24h, 3º treino livre

 

Sábado

2h, treino oficial

 

Domingo

2h, largada

Escrito por Fábio Seixas às 22h20

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Aviso aos navegantes

Está aqui o Pit Stop desta semana em mp3.

A lista dos programas anteriores e as instruções para o RSS seguem aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 21h02

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Troca-troca

A mesma fonte que afirma que Alonso só assinou com a Ferrari na sexta-feira, dia 18, diz que está certa a troca de equipes entre Barrichello e Rosberg.
 
Não vou entrar no mérito dos meandros das conversas de Barrichello com a Brawn porque os desconheço. E, é claro, é melhor correr por uma Williams do que ficar a pé.
 
Mas em termos técnicos, se o troca-troca acontecer mesmo, o brasileiro sairá perdendo. A Williams parou no tempo, não vence um GP desde 2004, não disputa um título desde 2003. Se for para Grove, o brasileiro terá um 2010 mais difícil do que 2009.

Escrito por Fábio Seixas às 16h02

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Alonso vermelho

 
A foto é uma montagem. Mas não é mais uma especulação.
 
A Ferrari encerrou hoje o segredo mais mal guardado dos últimos tempos e anunciou Alonso pelas próximas três temporadas. Será companheiro de Massa. Raikkonen está oficialmente sem equipe para 2010.

Primeiras considerações:
 
Será interessante acompanhar a parceria Massa e Alonso. Posso estar redondamente enganado, mas acho que não vai sair faísca. Massa é um cara na dele e tem um ambiente muitíssimo bom em Maranello. Do contrário, teria sido ele o dispensado, e não um campeão mundial. Já Alonso, o melhor piloto da F-1 atual, chega a Maranello para conquistar título(s) _um bicampeão mundial não pode querer nada a menos do que isso. Disputa interna haverá, claro. Cada um com suas armas. Mas não imagino Massa chiando publicamente, por exemplo. Não vejo nada parecido com Hamilton x Alonso em 2007;
 
Raikkonen deve ir para a McLaren. Se decidir pilotar em 2010 e não houve patriotada inglesa na equipe, coitado do Hamilton;
 
Kubica deve acertar com a Renault. Uma boa para ambos. E uma boa vaga ficará aberta na "nova Sauber";
 
"Ué, mas Raikkonen não tinha contrato até o fim 2010?", alguém pode perguntar. "Mais uma prova de que, na F-1, contratos existem para serem rasgados", eu responderei.

Escrito por Fábio Seixas às 13h05

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Pit Stop #117

Escrito por Fábio Seixas às 03h30

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Pit lane aberto

Sim, tem Pit Stop no UOL, daqui a pouco, às 14h.
 
Para assistir ao vivo, é só clicar aqui.
 
E ainda dá tempo para mandar perguntas. O e-mail é uolnewsformula1@uol.com.br
 
Até já.

Escrito por Fábio Seixas às 13h27

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Massa e o kart

Pouco mais de dois meses após o acidente na Hungria, Massa voltou a acelerar.
 
Nesta segunda, treinou de kart na Granja Viana.
 
Mais informações, no Tazio.

Escrito por Fábio Seixas às 17h27

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A foto

Não encontrei nenhuma foto sensacional de Cingapura. Então vai a mais divertida mesmo, do desfile dos pilotos antes do GP...

(Jan Woitas/Efe)
 
O autor do clique, Jan Woitas, da Efe.
 
A expressão de alegria do tiozinho é sensacional, contagiante. E, pelo visto, Alonso não estava muito preocupado com a acolhida um ano depois da mutreta.

Escrito por Fábio Seixas às 15h13

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Pílulas do dia seguinte

Ecclestone colocou em dúvida a participação da USF1 no Mundial de 2010. Não só. Questionado sobre as novatas que anunciaram projetos, respondeu: "Acho que uma ou duas não vão vingar. É o que me contaram. A USF1 é um incógnita". Pois é... Mas acho até que ele está sendo otimista;
 
A julgar pelas declarações dos ingleses e pelos sites de lá, Button nem precisaria correr em Suzuka. O Mundial já acabou;
 
Depois de o chefe da Renault se despedir de Alonso e de Domenicali afirmar que a Ferrari não quer "esperar muito" para anunciar a dupla de 2010, hoje foi a vez de a McLaren emitir sinais de que terá Raikkonen de volta. "Você tem sempre que buscar ter os dois pilotos mais fortes na sua equipe", disse o alemão, refutando o receio de um choque de egos entre os campeões de 2007 e 2008;
 
Após seu surpreendente segundo lugar em Cingapura, Glock foi liberado. Não é nenhum gênio, mas é um bom nome na praça. E a nova Sauber deve ter uma vaga _porque Kubica já está com os dois pés na Renault;
 
O nome da prova de ontem, Hamilton. O grande fiasco, Rosberg.

Escrito por Fábio Seixas às 14h48

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Crimes e crimes

Foi ao ar há pouco, no "Fantástico", a entrevista do Reginaldo com o Nelsão.

Nada bombástico, nada que ainda não tivesse vazado aqui ou ali. O grande mérito foi fazê-lo falar. É ótimo ouvir as coisas sendo ditas pela boca do tricampeão em vez de lê-las num site estrangeiro qualquer.
 
Piquet pai defendeu Piquet filho, claro. Disse que ele foi vítima de muita pressão.
 
E foi duro ao qualificar o que aconteceu em Cingapura-2008. Falou algumas vezes a palavra "crime" e suas variações. "Manipular resultados é uma coisa criminosa".
 
"Crime?" Ué, então não entendi uma frase que veio logo depois...
 
"Não levei antes para a FIA porque ia prejudicar o Nelsinho, então esperei."
 
Vejamos se entendi...Se Nelsinho não tivesse perdido o emprego, a armação não seria crime. Ou seria um crime nunca revelado. É isso?

Escrito por Fábio Seixas às 23h05

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Fala, Barrichello

"No segundo pit stop, na hora em que eu fui entrar nos boxes, o ponto morto não entrou, o giro baixou e na hora que tinha que entrar o tal do 'anti-stall', que é aquilo que me prejudicou em várias largadas, não entrou. O motor morreu e eu perdi ali 10 segundos nos boxes."

Ok, não tenho motivos para duvidar do problema, mas acho que ele perdeu menos tempo do que isso e que Button passaria de todo jeito.

"Eu não sei até que ponto o problema de freio dele era terminal. Eles falaram para mim que não dava para alcançar, mas em um rabo de olho eu consegui vê-lo em uma curva, e pensei: 'Eu termino sem freio e dentro das barreiras [de pneus] mas eu vou lutar até o final'. (...) Pelo que parecia, com uma volta mais eu conseguiria ultrapassá-lo."
 
Nesta, eu concordo. Com mais uma volta, Barrichello daria o troco.
 
"Estou desapontado com o resultado de hoje, mas nada de jogar a toalha. É uma pena que tudo isso tenha acontecido neste fim de semana. Se você somar troca de câmbio, batida, problema no pit stop e 'safety car', eu perdi um ponto só. É mais para cima do que para baixo."

Apesar de entender seu esforço de otimismo, não acho que dê para considerar este um bom fim de semana. Poderia ter sido pior, claro. Mas também poderia ter sido melhor. A matemática parece ser um bom critério de avaliação.

Para ler e ouvir a íntegra da entrevista de Barrichello à imprensa brasileira em Cingapura, dê uma acelerada até o Tazio.

Escrito por Fábio Seixas às 13h53

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Contas, contas...

Duas boas observações de leitores no Twitter:
 
1) Barrichello tem que descontar 16 pontos de Button, e não 15, nas últimas três corridas. Isso porque não consegue mais alcançar seu número de vitórias. O inglês venceu 6. O brasileiro agora pode chegar, no máximo, a 5. Button, portanto, conquistou em Cingapura a vantagem do empate em pontos;
 
2) Se Button conquistar cinco pontos a mais que Barrichello no Japão, a disputa pelo título acaba. Um abandono pode ser fatal para o brasileiro.

Escrito por Fábio Seixas às 13h34

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De saída

Em entrevista à TF1, Jean-François Caubet, diretor da Renault, lançou o seguinte, sobre Alonso: "Vamos sentir falta dele, mas ele também sentirá a nossa".
 
Ah, sim: ele afastou qualquer possibilidade de a montadora deixar a F-1 ao fim da temporada.

Alguém ainda tem dúvidas de que o espanhol vestirá vermelho em 2010?

Escrito por Fábio Seixas às 13h21

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Hamilton vence, Button ganha fôlego

Em Cingapura, vitória de Hamilton, domínio absoluto do inglês. Foi a 11ª vitória do atual campeão, a segunda na temporada.

Hamilton comemora a vitória em Cingapura (Saeed Khan/France Presse)

Glock foi o segundo, igualando seu melhor resultado na F-1, o do GP da Hungria de 2008. Alonso ficou em terceiro.

Mas o que marcou a prova foi a marcação homem a homem entre Button e Barrichello. A cada ação de Barrichello, uma reação de Button. A cada mensagem via rádio para o brasileiro, uma explicação para o inglês. E vice-versa e versa-vice.

E, desta vez, Button acabou levando a melhor. Ficou à frente do companheiro, o que não acontecia desde a Hungria, em julho. Ou seja, interrompeu a toada de Barrichello em reduzir a diferença no campeonato GP a GP. Ganhou fôlego.

A largada foi limpa, sem grandes toques ou confusões.

Hamilton disparou na frente, sem sustos. Rosberg passou Vettel, Alonso tentou alguma coisa mas não conseguiu se manter na frente, Barrichello aproveitou o carro leve e passou dois.

O top 10 na primeira volta: Hamilton, Rosberg, Vettel, Webber, Glock, Alonso, Barrichello, Kubica, Kovalainen e Button.

E foi decretada a procissão. Ninguém passando ninguém, corrida chata, todos esperando os primeiros pits.

Na décima volta, Hamilton mantinha 2s2 sobre Rosberg, que tinha 2s1 para Vettel. Na sequência, Glock, Alonso, Webber, Barrichello, Kubica, Kovalainen e Button. Se não fosse um erro de Webber um pouco antes, que lhe custou duas posições, a ordem seria a mesma do fim da primeira volta.

Na 18ª volta, algum agito. Nos boxes, claro. Vettel parou, inaugurando a primeira rodada de pits. Rosberg parou logo depois e fez lambança, cruzando a linha na saída dos boxes _levou um drive through. Barrichello entrou na 20ª. Hamilton, na seguinte, retornando ainda na liderança.

Então, enfim, um agito na pista. Sutil rodou ao tentar passar Alguersuari, ficou na contramão, foi acertado por Heidfeld. Safety car.

Uma boa para Button, que imediatamente entrou nos boxes e mudou a estratégia, de uma para duas paradas. Quando a prova foi reiniciada, na 26ª volta, estava em oitavo, duas posições atrás de Barrichello. Mas com mais combustível no tanque.

Com a punição a Rosberg e algumas mudanças nos boxes, a ordem, então, ficou Hamilton, Vettel, Glock, Alonso, Barrichello, Kovalainen, Button, Webber, Kubica e Nakajima.

Na 40ª volta, Vettel abriu a segunda janela de pits, o momento decisivo da prova. Voltou em sétimo, atrás do Button, mas levou um drive through porque infringiu o limite de velocidade nos pits.

Glock, segundo, entrou na 46ª. Hamilton, na 47ª, assim como Barrichello e Kovalainen.

No duelo pelo título, a questão então ficou com o momento do segundo pit do Button. Pelo rádio, os engenheiros atualizavam os dois duelistas sobre as posições na pista.

Button, durante o GP de Cingapura (Dita Alangkara/AP)

Na 49ª volta, o inglês tinha 25s9 sobre o companheiro. Já era o suficiente. Na 51ª, ele parou. Voltou à frente, em quinto. Barrichello era o sexto.

E assim acabou. No Mundial, a diferença de Button para Barrichello aumentou de 14 para 15 pontos.

Faltam três GPs, tudo pode acontecer, o inglês pode abandonar uma prova e o brasileiro vencer todas, claro.

Mas, em condições normais, 15 pontos em três corridas é uma folga tranquila, bastante confortável. 

Em condições normais, o título será de Button, mesmo que os ufanistas tentem de toda forma dizer o contrário.

Este, aliás, é um blog de análise, não de torcida.

Escrito por Fábio Seixas às 11h04

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O último palpite

Hora do último palpite, post tradicional que faz a alegria de tanta gente.

Acho que dá Hamilton, seguido por Vettel e Alonso.

E você? Só não vale apostar depois da largada...

Escrito por Fábio Seixas às 08h26

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Sábado, sol, plantão, mercado, coluna

Nada acontece na F-1 sem o aval de Ecclestone. É ingênuo imaginar que o escândalo da Renault veio à tona sem seu conhecimento. É pueril crer que ele não orquestrou seu princípio e seu desfecho, ainda mais com outro antigo aliado no papel de franco-atirador, Piquet.
O motivo? Mosley deixa o comando da FIA no mês que vem. Briatore poderia crescer. Agora, não vai mais.

A coluna de hoje volta ao passado de Ecclestone para entender o presente.
 
A íntegra está na página D3 da edição digital da Folha, aberta por um mês. Para ler, é só ir aqui e então mergulhar em Esporte.

Escrito por Fábio Seixas às 16h44

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Na balança

Saiu a lista de pesos em Cingapura.
 
Ei-la:
 
Nick Heidfeld (ALE/BMW), 650 kg
Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), 651 kg
Mark Webber (AUS/Red Bull), 654,5 kg
Rubens Barrichello (BRA/Brawn), 655,5 kg
Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India), 656 kg
Nico Rosberg (ALE/Williams), 657, 5
Fernando Alonso (ESP/Renault), 658 kg
Lewis Hamilton (ING/McLaren), 660,5 kg
Timo Glock (ALE/Toyota), 660,5 kg
Robert Kubica (POL/BMW), 664 kg
Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 664, 5 kg
Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso), 678 kg
Giancarlo Fisichella (ITA/Ferrari), 678,5 kg
Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 680,5 kg
Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 680,7 kg
Jenson Button (ING/Brawn), 683 kg
Romain Grosjean (FRA/Renault), 683 kg
Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso), 683, 5 kg
Jarno Trulli (ITA/Toyota), 690,9 kg
Adrian Sutil (ALE/Force India), 693 kg

No duelo Barrichello x Button, desta vez o inglês leva a melhor. Vai largar só duas posições atrás, mas com 27,5 kg a mais no tanque. Estratégias diferentes? Barrichello em três pits, Button em dois? É o que parece;
 
Hamilton também leva a melhor em relação a Vettel. Mesmo com 9,5 kg a mais no tanque, larga na frente. E com Kers. A corrida está nas mãos do inglês;
 
Liuzzi é o último no grid, mas é o quinto mais leve. Está numa estratégia Alonso-2008, esperando um safety car no começo da prova. Olho no Sutil _que é o mais pesado, aliás.
 
E vocês? Algo a acrescentar, pitacar, imaginar?

Escrito por Fábio Seixas às 16h33

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Fala, Barrichello

"Na classificação o carro estava diferente, saindo de traseira... Acho que temos que ser positivos. O dia de hoje foi um dia difícil, trocamos o câmbio, mas mesmo assim largamos na frente do Jenson, com chances boas de pontuar."

"No gráfico de parada sem tráfego, três paradas pode até ser mais rápido do que duas paradas. Uma parada está fora do quesito. Mas duas paradas é 99% do que o pessoal vai fazer."

"O carro estava bom, batendo um pouco no chão, tentei entrar um pouco mais forte na curva e acabei batendo, mas prefiro sair daqui batendo com a cabeça erguida por ter tentado do que ter tirado o pé para evitar a batida bater."

A íntegra da entrevista de Barrichello aos jornalistas brasileiros em Cingapura está no Tazio.

Escrito por Fábio Seixas às 15h06

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Hamilton, pole com um quê de sorte

Em Cingapura, pole de Hamilton, a 16ª da carreira, a terceira nesta temporada.
 
Hamilton, no treino oficial em Cingapura (Maye Wong/AP)
 
O inglês já é o segundo piloto em atividade em número de poles, empatado com Raikkonen e atrás apenas de Alonso.
 
Uma pole imaginável, mas que teve um quê de sorte. O treino foi encerrado numa batida de Barrichello, e as posições dos pilotos naquele momento ficaram valendo para o grid.
 
Por acaso, ninguém estava tentando nada de muito diferente, não havia nenhum ET na primeira posição. Hamilton agradece.
 
Eram 23h em Cingapura quando a luz verde foi acesa na saída do pit lane, determinando a abertura do treino classificatório.

E, apesar do horário, o calor foi figura marcante. No ar e no asfalto, 30ºC.
 
No primeiro bloco, deu Hamilton, com 1min46s977. Button foi o segundo, a 0s203, seguido por Raikkonen, Heidfeld, Rosberg e Barrichello.

Os cortados, Sutil, Alguersuari, Fisichella, Grosjean e Liuzzi.
 
Fisichella seria uma decepção não fosse o desempenho de Raikkonen no Q2.
 
Sim, porque o finlandês ficou no segundo corte. Junto com Nakajima, Button, Buemi e Trulli.
 
Button foi apenas o 12º no segundo bloco do treino. Barrichello correu risco, mas se recuperou nos últimos instantes, com uma voltaça, e conseguiu avançar.
 
É fato que o brasileiro vive uma ótima fase. Mas Button parece estar se esforçando para perder o campeonato _ou, pelo menos, para passar um belo sufoco nas últimas provas.
 
E veio o Q3, a hora de decisão.
 
Que não foi até o fim.
 
Porque, quando faltavam 26 segundos e todos se prepararam para suas voltas voadoras, Barrichello encontrou o muro. Bandeira vermelha e, na prática, fim de treino _não haveria como ninguém abrir volta mesmo se a sessão fosse reiniciada.
 
Bom para o brasileiro, que estava em quinto no momento do choque, e, com a troca do câmbio, largará em décimo. Duas posições à frente de Button e de câmbio novo _é, o inglês vai passar sufoco...
 
Na ponta, Hamilton terá a companhia de Vettel. Rosberg e Webber formam a segunda fila. Na terceira, Alonso e Glock. Heidfeld sai em sétimo, seguido por Kubica e Kovalainen.
 
Se não fizer nenhuma besteira, Hamilton ganha fácil.

Escrito por Fábio Seixas às 12h13

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Câmbio novo

Da lista de candidatos à pole do post abaixo, tiremos Barrichello.

O brasileiro trocou o câmbio, avariado desde o fim do GP da Bélgica.
 
Em Monza, o sistema todo aguentou bem. Mas para Cingapura, corrida de rua, com enorme exigência do câmbio, seria arriscado continuar, segundo a avaliação dele e da equipe.
 
Perderá, assim, cinco posições no grid.

Escrito por Fábio Seixas às 10h31

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Cingapura, 3º treino livre

É aquela coisa: tem gente que espera até o último treino livre para mostrar as cartas. Por isso, ontem, escrevi que era melhor esperar para avaliar as chances de Ferrari e McLaren.
 
Na sessão encerrada agora há pouco em Cingapura, deu Hamilton: 1min47s632, 0s277 melhor que Vettel.

Ou seja, a McLaren está na parada.
 
Já a Ferrari, esqueçam. Não fez nada digno de nota em nenhum treino, será coadjuvante.

A briga pela pole vai ficar entre Hamilton, Red Bull, Brawn. E talvez Alonso.

Escrito por Fábio Seixas às 10h19

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O país da F-1

É chegada a hora de desovar algumas contribuições para a série.
 
Começando com esta...
 
 
"Esse estabelecimento fica a poucos metros do portal de Campos do Jordão", escreveu o Paulo Rogério Pinho, do blog AutoBola.
 
Já o Eduardo Gonçalves, que aparentemente não é o Tostão, mandou o seguinte: "Achei e fotografei esse posto de gasolina na estrada entre Criciúma e Siderópolis, sul de Santa Catarina. Além de o nome ser um local clássico da F-1, cheio de histórias para o esporte, o posto ainda é decorado com o quadriculado da bandeirada final. Afinal, o Brasil é mesmo o país da F-1."
 

E fechando a conta por hoje, um estabelecimento um pouco menos imponente, clicado pelo Edson del Rio...

"Em Ilha Solteira, no Estado de São Paulo, existe um local denominado Lanchódromo, na avenida principal, composto por vários quiosques. Um dos estabelecimentos é o Pit Stop. A atual proprietária afirma que o nome é antigo e remonta do dono anterior. O negócio tem vários anos e serve lanches, salgados e bebidas. Apesar de antigo morador de Ilha Solteira (sou professor da UNESP) e de com relativa frequência passar pelo local, nunca tive a curiosidade de provar os lanches servido pelo estabelecimento e, dessa forma, não posso opinar da qualidade da comida se atende os padrões da F-1", escreveu.

Fica tranquilo, Edson. Melhor que a comida da sala de imprensa, deve ser.

Escrito por Fábio Seixas às 18h38

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Fala, Barrichello

"Quando a gente está cara a cara com os repórteres ingleses, eles não falam isso. Em Monza, falaram que o acerto do meu carro estava diferente do Jenson, mas eles sempre souberam isso. Cada um tem a opção de seguir seu acerto, mas os nossos têm sido bem parecidos. Meu carro esteve bem em Monza e, se eles não tiveram a chance de copiar, não foi por falta de chance."

É... A imprensa inglesa vai começar a pegar pesado a favor de Button, agora. Já escrevi sobre isto aqui: os jornalistas brasileiros que trabalham com F-1 _este blogueiro incluído_ têm mil defeitos, mas via de regra passam longe da passionalidade dos ingleses, espanhóis e italianos.

A entrevista de Barrichello hoje, em Cingapura, está no Tazio.

Escrito por Fábio Seixas às 16h00

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Cingapura, 1º e 2º treinos livres

No primeiro treino, Barrichello, Button, Webber, Alonso, Vettel.

E um lance curioso, instantaneamente transformado em piada: Grosjean, batendo no exato ponto do acidente de Nelsinho em 2008. A cotação da vitória de Alonso nas bolsas de apostas deve estar subindo. Detalhe vexaminoso para a organização: ainda não há guindastes por ali.

Grosjean, na curva 17 de Cingapura (Jan Woitas/Efe)

No segundo treino, Vettel, Alonso, Kovalainen, Heidfeld, Button. Barrichello foi apenas o 11º colocado.

O tempo do alemão,1min48s650, foi o melhor do dia.

Em comum, os bons desempenhos de Vettel e de Alonso. Webber poderia estar de novo entre os primeiros, mas deu uma bela pancada. A Brawn caiu no segundo treino, mas porque claramente trabalhou em acerto para a corrida.

O que dá para extrair do primeiro dia em Cingapura: as duplas de Brawn, Red Bull e Alonso começaram na frente. Ferrari e McLaren ainda não apareceram. Esperemos o terceiro treino livre, às 8h de amanhã... 

Escrito por Fábio Seixas às 13h18

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Piriri

Grosjean sofre com um desarranjo intestinal (belo eufemismo) e pode não correr em Cingapura.
 
Di Grassi já está por lá, de prontidão. Caminhou pela pista hoje e fez o molde do banco. "A possibilidade de eu correr é de média para pequena. Isso será decidido amanhã, talvez até depois de ele andar no carro".
 
Di Grassi conversa com mecânico em Cingapura (Joachim Hermann/Reuters)
 
DataBlog: caso corra, Di Grassi será o segundo piloto brasileiro a estrear na F-1 graças a um piriri. O outro foi Burti, que fez seu primeiro GP pela Jaguar, na Áustria, em 2000, graças ao intestino de Irvine.

Escrito por Fábio Seixas às 15h27

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Fala, Barrichello

"Temos aí uma pista que é diferente, que era muito ondulada no ano passado, forçava demais o câmbio. E ainda temos algumas dúvidas sobre o nosso câmbio... Então temos que continuar com os pés no chão e trabalhar (...) O câmbio está no que eles chamam de um dinamômetro de câmbio e está fazendo o maior esforço possível para que a gente possa ter uma situação parecida com a da pista."
 
"Se uma equipe nova, que precisa de dinheiro e experiência, der uma chance para o Nelsinho e ele chegar entre os três primeiros em uma corrida, tudo é esquecido. Não tenha dúvida nenhuma que isso pode acontecer."

Este, Barrichello, que manteve a bem sucedida superstição das últimas corridas ao chegar ao circuito...

Barrichello chega à pista de Cingapura (Diego Azubel/Efe)

A íntegra da entrevista aos jornalistas brasileiros em Cingapura está no Tazio.

Escrito por Fábio Seixas às 14h46

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Preto no branco

Na outra ponta da linha, alguém próximo de uma pessoa importante da Ferrari.
 
"Alonso esteve em Maranello na sexta-feira para assinar o contrato."
 
Depois das declarações de Montezemolo ontem, não tenho motivo nenhum para duvidar. Pelo contrário, tenho várias razões para acreditar.

Escrito por Fábio Seixas às 12h58

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Piloto de proveta

Alguma coisa está muito errada nesta F-1.
 
Em entrevista hoje em Cingapura, Hamilton disse que a estratégia de duas paradas em Monza foi errada e que deveria ter feito apenas um pit stop. Até aí, todo mundo que assistiu à corrida já sabia.
 
O espantoso é o seguinte: "Normalmente, discutimos a estratégia, mas a decisão é da equipe. Alguma vezes eu nem participo da reunião, e sou informado antes do treino oficial que vou parar na 15ª volta, por exemplo. Temos um grupo de caras muito inteligentes, que entendem de todas as estatísticas, então tenho que confiar neles".
 
Peraí... O cara é o primeiro piloto da McLaren, campeão do mundo, e nem sequer participa da reunião que define sua estratégia para um GP?
 
Hamilton, nesta quarta, em Cingapura (How Heww Young/AP)
 
Alguma coisa está muito errada nesta F-1.

Escrito por Fábio Seixas às 17h40

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Programe-se

"Nove da manhã? Mas a corrida não é à noite?"

Acreditem, tive que ouvir essa pergunta algumas vezes nos últimos dias.

"Sim, à noite lá, do outro lado do mundo. Cingapura está 11 horas à frente. Aqui vai ser de manhã."

Segue a programação do GP de Cingapura, no horário de Brasília:

Sexta-feira
7h-8h30: 1º treino livre
10h30-12h: 2º treino livre

Sábado
8h-9h: 3º treino livre
11h: treino oficial

Domingo
9h: largada, 61 voltas

Escrito por Fábio Seixas às 16h35

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Passando a régua

Sim, correria, correria, correria, e fiquei meio ausente deste espaço nas últimas horas. Momento de passar a régua.
 
Nem Richards nem Prost. Nem um chefe definitivo, aliás. Bob Bell substituirá Briatore até o fim da temporada. Ex-McLaren, Benetton, Jordan e diretor técnico da Renault desde 2005, não tem o perfil para ser um poderoso chefão de equipe de F-1 _o que, do ponto de vista pessoal, é quase um elogio. Será mesmo um tapa-buraco;
 
Na entressafra, a Renault deve anunciar um chefe para valer. Porque, outra novidade do dia, a montadora anunciou sua permanência na F-1, encerrando uma boataria que já vinha desde bem antes do Nelsinhogate;
 
Mecânicas da Renault trabalham em Cingapura (Mark Baker/AP)
 
Mais da Renault: a montadora não moverá o anteriormente anunciado processo criminal contra os Piquet. "Estamos dispostos a deixar este caso para trás. Processos criminais foram abertos na França, mas já os cancelamos", disse o advogado Ali Malek. Faz sentido. Agora que a poeira está baixando, para que mexer com os amigos de Bernie e Max?;
 
Esta é de ontem, mas estava passando em branco por aqui: segundo a FIA, o depoimento de uma certa "Testemunha X", alguém de dentro da Renault, foi crucial para o desfecho do caso. Não imagino quem seja. E não duvido que não exista essa pessoa, que seja apenas invenção da entidade para tentar embasar um veredicto tão atacado por todo mundo;
 
Mas a notícia do dia, para mim, vem da Ferrari. Montezemolo: "Teremos um piloto brasileiro porque ele merece outra chance já que, graças a Deus, ele está bem. Além disso, estamos buscando a melhor opção, mas ainda temos tempo. Decidiremos isto nas próximas semanas." Por que não anunciam logo o Alonso?

Escrito por Fábio Seixas às 16h13

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Pit Stop #116

Escrito por Fábio Seixas às 00h18

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Correndo pro Pit Stop

Sim, hoje tem Pit Stop no UOL, a partir das 14h, aqui.
 
Para participar por e-mail, é só escrever para uolnewsformula1@uol.com.br
 
Para participar por vídeo fazer tudo isso por vídeo, é só seguir as dicas deste tutorial.
 
Até mais.

Escrito por Fábio Seixas às 12h53

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No alvo

E finalmente o Bruno Mantovani colocou no ar o Pilotoons do GP da Itália.

Novamente no alvo. Desta vez, literalmente.

Escrito por Fábio Seixas às 17h51

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Igual, mas diferente

No mesmo comunicado que anunciou o calendário de 2010, a FIA revelou planos para uma "equalização" de motores ao fim da atual temporada.
 
A ideia da entidade é fazer com que os propulsores voltem a um mesmo patamar, reduzindo a potência daqueles que vem destoando _leia-se Mercedes.
 
Bonito de falar, difícil de fazer. A Mercedes pode até dizer que topa, etc e tal. Mas parece-me improvável que entregue todos os pontos assim, de bandeja.

Escrito por Fábio Seixas às 14h57

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Made in Korea

F-1 na Coréia do Sul? Pois é...
 
Só a localização é novidade. O resto é história familiar.
 
Com orçamento de US$ 264 milhões, o KIC (Korean International Circuit) está sendo erguido em Jeonnam, na província de Jeolla, 400 km ao sul de Seul.
 
A pista para a F-1 terá 5,6 km de extensão, no sentido anti-horário. Haverá um segundo traçado, para provas locais, com 3 km. A inauguração está prevista para julho do ano que vem.
 
Quem é o projetista? Tilke. Quem é o sócio do governo local na empreitada? Ecclestone.
 
Será, termo em voga, um autódromo multiuso. Quando não houver corridas, a reta funcionará como uma espécie de calçadão, com acesso à área do porto e suas lojinhas e restaurantes.
 
O contrato é de 7 anos, com opção de mais 5. Ou seja, já há entendimentos para que a F-1 fique por lá até 2021.
 
Segundo o site oficial, o circuito ficará mais ou menos assim...
 
 
 
 
Neste último desenho, o 1 indica os boxes do circuito mais curto. E 2, os boxes e o paddock da F-1, com acesso ao porto.

Escrito por Fábio Seixas às 14h12

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Imprima, recorte, guarde

Saiu o calendário de 2010. Com 19 etapas.
 
A Coréia do Sul estreia, Canadá volta caso complete as negociações com a FIA. O Mundial começará no Bahrein e terminará no Brasil.
 
Lá vai:
 
14.mar, Bahrein
28.mar, Austrália
4.abr, Malásia
18.abr, China
9.mai, Espanha
23.mai, Mônaco
30.mai, Turquia
13.jun, Canadá
27.jun, Europa
11.jul, Inglaterra
25.jul, Alemanha
1.ago, Hungria
29.ago, Bélgica
12.set, Itália
26.set, Cingapura
3.out, Japão
17.out, Coréia do Sul
31.out, Abu Dhabi
14.nov, Brasil

Escrito por Fábio Seixas às 11h09

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Mais uma pizza em Paris

Renault suspensa por dois anos. Se for reincidente.
 
É. Isto mesmo. Se nos próximos dois anos a Renault fizer algo semelhante, se mandar outro desesperado se arrebentar no muro para beneficiar seu primeiro piloto ou cometer patifaria parecida, será expulsa da F-1. Só nestes casos. 
 
Não houve multa, não houve mais nada. Alonso e Nelsinho também escaparam.
 
Nelsinho chega à sede da FIA (Christophe Ena/AP)
 
Impunidade, mais uma vez. Pizza. Palhaçada. Vergonha.
 
A partir de agora, qualquer outra equipe se verá no direito de fazer o mesmo. E de exigir o mesmo tratamento dos pizzaiolos da Place de la Concorde.
 
Os únicos oficialmente queimados no episódio foram Briatore e Symonds _que já haviam sido punidos pela montadora, diga-se. O primeiro, banido da categoria, não poderá nem agenciar pilotos. O segundo só se ferrou porque é amigo do primeiro, mas poderá voltar em cinco anos.
 
Cada vez mais acho que o caso só veio à tona por isso: para tirar Briatore de cena. E não foi obra apenas de um pai colérico.
 
Foi obra também de um baixinho inglês poderoso que, por algum motivo financeiro qualquer, queria jogar o italiano para escanteio. Bernie conseguiu, como sempre.

Escrito por Fábio Seixas às 10h27

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Ficha limpa

Alonso não sabia de nada, concluiu a FIA.

Sei... Então, o que ele esperava, largando tão atrás numa pista de rua, com previsão de parada tão prematura? Que um meteoro caísse na pista e provocasse o safety car?

É a tal da impunidade.

Considero Alonso um piloto sensacional, o melhor da F-1 há algum tempo. Mas é no mínimo curioso que ele esteja sempre envolvido em algo ilícito. E é no mínimo suspeito que a FIA nunca faça nada contra ele.

Escrito por Fábio Seixas às 10h07

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Sábado, Rio, bermuda, chinelo, coluna

A 300 metros da bandeirada, Nuvolari parou. "Estou sem gasolina!", gritou. Varzi venceu. A coisa foi tão escancarada, os envolvidos festejaram tanto e falaram tanto, que o escândalo tornou-se público logo depois.
 
Cogitou-se cassar as licenças dos pilotos. Mas eram todos estrelas. Os comissários imaginaram que uma punição severa daria mais publicidade à imundice, mancharia o esporte.
 
O histórico de impunidade da F-1, que dá margem para o surgimento de Briatores, Symonds e Nelsinhos, é o tema da coluna de hoje.
 
A íntegra está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.

Escrito por Fábio Seixas às 11h49

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Briscoe erra, Dixon vence

Na Indy, uma barbeiragem incrível deve custar o título a Briscoe.
 
O australiano, único piloto que largou em Motegi com chances de fechar o campeonato por antecipação, saiu do pit lane feito uma vaca brava, atropelou um cone, acertou o muro. Ainda conseguiu voltar aos boxes, regressar à pista, mas terminou só em 18º.
 
Não foi só. Para complicar ainda mais sua vida, a penúltima etapa do campeonato teve dobradinha dos seus rivais da Ganassi. Dixon venceu, com Franchitti em segundo _Rahal ficou terceiro e Moraes novamente foi o melhor brasileiro, desta vez em quinto lugar.
 
Com o resultado, Dixon reassumiu a ponta do campeonato, com 570 pontos. Franchitti foi a 565. Briscoe, com 562, caiu para a terceira posição.
 
Em Homestead, a conta é a mais clara possível. Entre esses três, quem vencer a corrida leva o campeonato _Briscoe só precisa torcer para Dixon não ser o piloto com mais voltas na liderança.
 
Em tempo: esta foi a quinta vitória de Dixon. Ele merece o título.

Escrito por Fábio Seixas às 02h23

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A maior categoria do Brasil

Pizzonia era o quarto colocado na classificação da Stock Car, presença quase garantida naquela chatice de playoff.
 
Era. Vai perder posições neste fim de semana.
 
Porque nem o fato de estar tão bem no campeonato ajudou o amazonense. Sua equipe, a Amir Nasr, simplesmente não apareceu em Jacarepaguá. O motivo, o de sempre: falta de grana.
 
É esta a principal categoria do automobilismo brasileiro. Náuseas.

Escrito por Fábio Seixas às 22h32

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O país da F-1

A colaboração hoje é da Fran, direto do Rio Grande do Sul.
 
"Esse outdoor está há tempos na BR-116 entre Canoas e Porto Alegre. Nesse trecho da BR há uma sequência de propagandas 'do ramo', mas com certeza essa me chamou mais a atenção. Sempre que passo ali lembro do blog. Já havia tentado tirar uma foto, mas é complicado porque é necessário diminuir a velocidade do carro, o que não é muito fácil em plena BR. Tá aí um patrocinador para o teu programa!"
 
 
Obrigado, Fran. Quanto ao patrocínio, é melhor deixar pra lá...

Escrito por Fábio Seixas às 20h38

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Furada

O empresário Tony Fernandes, da Air Asia, que seria o tal chefe da tal Lotus, declarou à Reuters que talvez deixe o comando da equipe antes mesmo de o Mundial de 2010 começar.
 
Sei...
 
Detalhes sobre a fábrica, sobre o motor, sobre o chassi, sobre os parceiros comerciais, sobre os pilotos, nada. Aliás, as equipes anunciadas em junho não estão muito além.
 
Grid com 14 equipes em 2010? Conta outra, Max.

Escrito por Fábio Seixas às 15h12

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Veja a coleção (2)

E para quem prefere navegar, indo e voltando, parando, buscando detalhes, já há duas opções de slide show.
 
Primeiro, a obra do Marcelo Silveira, que você pode acessar clicando aqui.
 
Já o Marcius Júnior montou a apresentação abaixo...
 
 
De novo, mil obrigados a todos.

Escrito por Fábio Seixas às 14h41

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Veja a coleção (1)

Tão legal como achar o último ingresso está sendo a resposta dos internautas ao pedido de ideias para disponibilizar a coleção aqui no blog.
 
Tem muita coisa boa chegando. E tem mais coisa bacana sendo produzida. Obrigado a todos.
 
Começo com esta montagem do Roberto Takata.

 
E aqui, outro vídeo bem feitinho, com direito a som dos melhores e aos nomes dos internautas que colaboraram com a série. O artista da vez é o Ivan Grycuk.

Escrito por Fábio Seixas às 14h27

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Não falta nada

Cadê a garrafa de champanhe?
 
Eis que, às 18h55 desta quinta-feira, 220 dias depois de iniciada, a saga dos ingressos chegou ao fim.
 
Graças a todos que colaboraram. E graças ao Ricardo César De Franceschi, que encontrou numa esquina do Mercado Livre uma imagem do ingresso _daqueles mistérios da rede ou pura incompetência mesmo, eu já havia fuçado por lá algumas vezes, sem sucesso.
 
No post anterior, ele comentou o seguinte: "Fábio, acabei de te mandar o ingresso de 72 por e-mail. Se estiver correto e você postar, aproveita pra mandar um beijo pra minha mulher. O nome dela é Andrea."

Andrea, 220 beijos pra você!

Que rufem os tambores! Lá vai:

 

Conseguimos juntar, portanto, os 39 ingressos de GP Brasil. O de 2009 está logo abaixo. Os outros 37, aqui. Internet colaborativa deve ser isso.

Vou estudar, agora, como colocar todas essas imagens num megapost que não desequilibre todo o blog. Se alguém tiver alguma ideia... 

Parabéns a todos. Vocês são demais.

Escrito por Fábio Seixas às 19h35

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Mais um

Vocês lembram da saga dos ingressos?
 
Pois é, o Rodrigo Mörth também. E mandou para cá o ingresso de 2009...
 
 
Para quem não sabe do que estou falando, a história está aqui.
 
E continua a campanha: se você tem alguma vaga ideia de como posso conseguir uma imagem do ingresso do GP Brasil de 1972, por favor, escreva para fabio.seixas@grupofolha.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 17h39

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Nelsinhogate News, edição de 17.set

Cresce a intensidade dos rumores sobre a contratação de Richards para a vaga de Briatore. A correlação é imediata: na mesma proporção, diminuem os boatos sobre a saída da montadora da F-1. Richards significaria comprometimento com o futuro. E, no frigir dos ovos, a Renault poderia erguer uma estátua pra Piquet. Porque sairá ganhando muito em competência e caráter no comando;
 
"Saí para salvar a Renault", disse Briatore. Não. Ele foi foi saído para que a Renault se salvasse. A diferença pode aparecer apenas semântica, mas é mais do que isso;
 
Pouco a pouco, o próximo monte de esterco começa a surgir no horizonte. Aqui e ali, surgem histórias ligando o caso a um esquema de apostas. Em suma: alguém (ou alguéns) teria levado muito dinheiro com a vitória de Alonso, uma zebraça na época. Aí a coisa pode ficar verdadeiramente complicada para Briatore;
 
Lauda, que fala muita bobagem, desta vez acertou a mão: "É a pior coisa que já aconteceu na F-1. O incidente que passa mais perto foi o do Schumacher parando o carro em Mônaco-2006, mas nem aquilo é muito comparável. Desta vez, houve manipulação de resultado, com riscos óbvios para Nelsinho e outros pilotos. A FIA deve punir a Renault com rigor para restaurar a credibilidade do esporte";
 
Já Piquet disse que não está preocupado, que tem grana para pagar os melhores advogados e que Briatore não volta à F-1 nem pela porta dos fundos. Pode ser. Mas não acho que o italiano vai aceitar passivamente a derrota momentânea. Deve estar planejando o contra-ataque. Assim funcionam as vendetas.

Escrito por Fábio Seixas às 14h23

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País da F-1, celebridades

A seção terá hoje a participação de celebridades.
 
Em visita a Lontras, para acompanhar a última etapa do Catarinense, Rodrigo Mattar sacou sua máquina e fez os seguintes instantâneos...
 
 
 
"Eu e o amigo Francis Henrique Trennepohl voltávamos do Autódromo Alceu Feldmann, em Lontras, para Rio do Sul. Sem conseguir achar direito o caminho para o hotel, nos deparamos com essa preciosidade", escreveu Mattar.
 
Flavio Gomes também se comoveu com a seção. Muito, pelo jeito: "Essa fotinho de uma lanchonetinha num postinho em Pinheiros eu tirei pra você."
 

Escrito por Fábio Seixas às 20h40

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Perguntinha

Como os torcedores de Cingapura, tratados como trouxas na primeira passagem da F-1 por lá, reagirão quando Alonso surgir na frente dos boxes, por exemplo?
 
(Faltando nove dias para o primeiro treino, o circuito já está pronto. Fotos, aqui.)

Escrito por Fábio Seixas às 17h03

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Aviso aos navegantes

E aqui vai o Pit Stop desta semana em mp3.

Neste link, todos os programas anteriores e as instruções para o feed.

Escrito por Fábio Seixas às 16h55

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Pílulas de meio de tarde

Quem a Renault vai colocar no lugar de Briatore? Se não anunciarem ninguém forte, tipo um Richards, começarei a considerar mais seriamente a possibilidade de saída da equipe da categoria;
 
A sede da Renault F1, em Enstone, na Inglaterra (Tom Hevezi/AP)
 
Curiosidade da biografia do italiano, lembrada pelo Tazio: no fim dos anos 70, após trabalhar como instrutor de esqui e fracassar num restaurante, foi trabalhar como assistente de um empresário. O tal empresário morreu num carro-bomba. A partir daí, a carreira de Briatore decolou;
 
Em 2006, em Melbourne, entrevistei Symonds, que estava na Renault desde os tempos em que a equipe chamava Toleman. Trecho de uma resposta: "Ayrton e eu começamos praticamente juntos. Eu só tinha três anos de F-1 quando ele chegou. Mas era impressionante. Depois de duas corridas, ele parecia um veterano. Terminava uma volta e descrevia todas as reações do carro em cada curva. Vi pouquíssimos pilotos fazerem isso. Um deles, o Michael. Por isso eles foram multicampeões". A F-1 vai perder um cara com muita história por lá. Mas errou feio, tinha que rodar mesmo, paciência;
 
Para Symonds, aliás, um alento. Lembram do Stepney, que vazou segredos da Ferrari para a McLaren? Continua no automobilismo, trabalhando no FIA GT;
 
Será que Nelsinho perdeu a senha do Twitter?

Escrito por Fábio Seixas às 16h42

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Arrivederci, Flavio!

Piquet venceu a primeira metade da batalha. Tirou o emprego de Briatore. E, de quebra, Symonds foi junto.
 
A Renault anunciou que os dois estão fora da equipe e que "não vai contestar as alegações recentes feitas pela FIA sobre o GP de Cingapura de 2008".
 
Era o mínimo que uma marca de respeito como a Renault deveria fazer. O máximo, processar ambos _e os Piquet_ pela imagem manchada nas últimas semanas.
 
Personagem controverso, Briatore sai de cena por ora. Tem outros negócios para se ocupar. Mas não duvido que volte um dia, comandando outra equipe. Sobre Symonds, não imagino o que fará daqui pra frente.
 
Fato é que o julgamento da semana que vem fica esvaziado. Talvez ciente do que viria por aí, a Renault se antecipou aos fatos.
 
Ah, sim, a segunda metade da batalha deve ser mais difícil: encaixar Nelsinho no grid da F-1 em 2010. "Agora acho que vai tentar a Indy mesmo", disse um amigo que atua ativamente neste mercado.

Escrito por Fábio Seixas às 10h24

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Pit Stop #115

É sempre bom ouvir quem conhece um cockpit por dentro. Zonta deu boas opiniões sobre o Nelsinhogate e sobre a disputa do título na F-1.

O Pit Stop ainda falou bastante sobre o GP de Monza e trouxe um Naftalina pessoalmente especial _sou fã do ex-piloto que completará 80 anos nesta quinta-feira.
 
Lá vai...

Escrito por Fábio Seixas às 01h13

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Mercado agitado

O mercado de equipes esteve agitado hoje.
 
Uma boa notícia. A BMW encontrou um comprador para seu time na F-1. E não é Piquet. Um grupo suíço de investimentos, Qadbak, é o novo dono da fábrica de Hinwil. Um certo Lionel Fischer (muito prazer) será o representante do grupo na equipe, que deve manter boa parte de sua estrutura hierárquica para 2010 _seria, pelo menos, o mais inteligente a fazer.
 
Uma notícia estranha. A FIA anunciou que a marca Lotus voltará à F-1 em 2010. Lotus? Pois é. Uma empresa malaia, 1Malaysia F1 Team Sdn Bhd, teria adquirido os direitos sobre o mítico nome e vencido uma concorrência com Epsilon Euskadi e BMW pela 13ª vaga no grid _como a BMW não preencheu a papelada do Pacto da Concórdia, o lugar ficou vago. O suposto time teria sede em Norfolk, na Inglaterra, e seria comandado na pista por Gascoyne.
 
Por que tantas condicionais nesta segunda notícia? Porque a história toda é muito obscura. Não acredito que esta equipe vai sair do papel. Ainda mais com Gascoyne na parada.
 
Caso a FIA não saiba, estamos em setembro. Uma equipe de F-1 não se constrói em seis meses. Se ainda tenho algumas dúvidas sobre as equipes anunciadas em junho, o que sinto por esta "nova Lotus" é uma enorme incredulidade.
 
Mais: a BMW vai correr. Uma 14ª vaga terá que ser aberta, portanto. Mas você acredita num grid de 28 carros já em 2010? Eu não.
 
Aliás, por favor, não digam que "a equipe Lotus" está de volta. Chapman pode puxar seu pé à noite.

Escrito por Fábio Seixas às 09h13

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Pit lane aberto

Zonta será o entrevistado do Pit Stop desta terça-feira.
 
O programa começa às 14h, ao vivo, aqui.
 
Para participar com perguntas, comentários, declarações de amor, o e-mail é uolnewsformula1@uol.com.br
 
Para fazer tudo isso por vídeo, é só seguir as dicas deste tutorial _depois não adianta reclamar que só o Lessa manda vídeo.

Escrito por Fábio Seixas às 21h08

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Cheiro de encrenca

Segundo a "Auto, Motor und Sport", Prost já foi convidado pela direção da Renault para substituir Briatore.
 
Diante do histórico do tetracampeão como dirigente, seria mais prudente para a montadora fechar logo as portas.
 
Pouparia a marca de novos vexames, trambiques, fiascos.
 
Diniz que o diga... 

Escrito por Fábio Seixas às 20h58

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Nelsinhogate News, edição de 14.set

Eu estava achando muito estranho Alonso passar incólume pelo Nelsinhogate.
 
Provavelmente não passará mais. No mínimo, a FIA olhará com um pouco mais de cuidado para o asturiano.
 
Porque, hoje, Nelsão jogou um pouco mais de sujeira no ventilador.
 
Em entrevista ao diário esportivo espanhol "Sport", lançou o seguinte: "Alonso sabia de tudo. Se ele era o 15º no grid de um circuito urbano, não tem sentido largar com pouca gasolina. No máximo, passaria três carros. Depois faria seu pit stop e cairia para último. É uma estratégia muito sem sentido".
 
Pois é...

Escrito por Fábio Seixas às 14h18

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A foto

Sorrisos, aplausos, braços abertos. A foto do fim de semana é esta, clique oportunista de Alex Trovati, da Associated Press.

Barrichello corre para abraçar Brawn após a vitória em Monza (Alex Trovati/AP)
 
E pensar que depois do GP da Alemanha os dois personagens da foto estavam trocando farpas publicamente. O que duas vitórias não fazem...

Escrito por Fábio Seixas às 13h08

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Pílulas do dia seguinte

A Red Bull oficialmente jogou a toalha. Não surpreende. Mas, para o esporte, é uma pena não ter mais esta variável na reta final do campeonato;
 
Brawn coloca Barrichello na posição de franco-atirador no campeonato. "Rubens não tem nada a perder", disse o dono da equipe. Mas, diplomático, acha que Button também tem lá sua vantagem _além dos 14 pontos a mais na tabela, claro: "Jenson pensará mais em marcar pontos. É natural nesta situação". Pode ser apenas impressão minha, mas, no seu discurso pós-GP, detectei inclinação em acreditar mais no título do inglês;
 
A entrevista de Barrichello (aqui) foi mais pé-no-chão que o costume. Muito mais, por exemplo, que a concedida após a vitória em Valencia. Revelou tensão com a história do câmbio, conteve a empolgação, disse que não adianta "encher o peito e dizer que 'é agora', porque não é". Quanta diferença... Positiva, claro;

Em tempo: Barrichello foi muito mais pé-no-chão do que muito jornalista deslumbrado por aí;
 
O Santander anunciou a renovação com a McLaren. É o Marlboro do século 21;
 
Para Brundle, Nelsinho não tem mais lugar na F-1. Não ligo nada pras opiniões do Brundle, mas fato é que este é um sentimento crescente no paddock. Caso Nelsinho tenha aval da FIA para correr o Mundial em 2010, Nelsão terá de preencher um cheque mais pesado do que imaginava antes de todo o rolo;
 
Às interessadas: Hamilton não namora mais a Pussycat Doll.

Escrito por Fábio Seixas às 12h46

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Barrichello já começa a se acostumar

“Estamos ficando acostumados, Rubens.”

Assim, via rádio, o engenheiro Jock Clear deu os parabéns a Barrichello pela vitória em Monza. E resumiu o que a F-1 está pensando no momento.

A F-1 está se acostumando a ver Barrichello na frente. Desde Valência, o brasileiro vive um momento mágico. Parece difícil parar seu embalo.

Azar de Button. Que foi o segundo. E que, embora tenha sorrido e abraçado o colega após a prova, deve estar bem preocupado. Raikkonen completou o pódio.

Barrichello e Button se abraçam após a prova (Beto Issa/Tazio)

A largada foi sensacional. Todo mundo muitíssimo perto, disputas ferrenhas, mas nenhum toque mais pesado.

Hamilton manteve bem a primeira colocação. Raikkonen passou Sutil. Kovalainen ficou pra trás, travou uma belíssima briga com Button, mas perdeu.

A ordem ao fim da primeira volta, Hamilton, Raikkonen, Sutil, Barrichello, Button e Kovalainen.

Começou, então, o jogo de xadrez. Hamilton, e a turma dos dois pits, buscavam fugir da turma que planejou uma parada, Barrichello e Button, que por sua vez tentava não perder contato.

Volta após volta, o inglês da McLaren cravava melhores tempos. Fechou a 14ª com 6s8 sobre Raikkonen e 17s sobre Barrichello.

Na 15ª, Hamilton entrou para os boxes. Voltou atrás de Button, em quinto. Foi a abertura da primeira janela de pits para a turma que tinha duas paradas.

Sutil parou na 18ª. Raikkonen, na 19ª. Barrichello, então, tornou-se líder, seguido por Button. E chegou a hora de eles tentarem se descolar.

Tarefa complicada. Porque Hamilton e Raikkonen estavam em ritmo forte na pista. Na 22ª volta, Barrichello tinha 12s1 para o inglês e 16s3 para o finlandês. Em relação a Button, a situação era mais confortável: tinha 2s2, sabendo que pararia depois.

Na 27ª, Barrichello cravou a então melhor volta, 1min24s999. Duas voltas depois, Button parou. Saiu em quinto. Na seguinte, a 30ª, foi a vez do pit do brasileiro: 0s3 melhor que o do companheiro. Barrichello saiu 4s2 à frente de Button, em quarto, atrás de Hamilton, Raikkonen e Sutil. A briga era com eles.

Na 34ª volta, o momento decisivo, o segundo pit de Hamilton. Com pouco mais de 21s sobre Button antes da parada, o campeão não conseguiu manter as chances de vitória. Voltou atrás do compatriota.

Altiva na pista, a Brawn tinha então que se livrar de Raikkonen e Sutil para carimbar a dobradinha. E o tal carimbo veio na 38ª volta, quando os pilotos de Ferrari e Force India pararam, se atrapalharam nos boxes e voltaram atrás de Hamilton.

Ao fim da última janela de pits, enfim, a ordem era direta, clara: Barrichello, Button, Hamilton, Raikkonen e Sutil.

E o único tranquilo nesta turma era o líder. Com folga confortável sobre Button, sempre na casa dos 5s, Barrichello pode disputar as últimas voltas naquela toada de administrar o resultado.

Raikkonen acabou levando a terceira posição: na última volta, Hamilton bateu, dando o pódio de bandeja.

Com o resultado, Barrichello diminuiu em mais dois pontos a vantagem de Button no campeonato. Agora, o inglês tem 80 contra 66 do brasileiro, 14 de diferença.

Continha rápida: desde que começou a reagir, em Valência, Barrichello diminuiu em 12 pontos a folga do companheiro. Eram 26 depois da Hungria, são 14 agora.

Ou seja, vem tirando, em média, quatro pontos por prova.

Como faltam quatro etapas para o fim, Cingapura, Japão, Brasil e Abu Dhabi, a conclusão é clara: se continuar nesse ritmo, Barrichello será campeão.

Enfim, é só um exercício de matemática. Que, se não tem a capacidade de prever o futuro, pelo menos mostra de forma mais palpável, a inversão de sinais dos dois pilotos da Brawn.

E, aí é achismo meu, acho difícil uma nova inversão. Barrichello entrou naquela fase em que tudo dá certo. E isso traz uma confiança dentro do cockpit que, somada à sua experiência, tornar-se difícil de combater.

Barrichello, 37 anos, 17 temporadas na F-1, tem em mãos a melhor chance de sua carreira de ser campeão mundial.

Escrito por Fábio Seixas às 10h51

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Como está, fica

Engenheiro de Barrichello, Jock Clear falou agora às rádios Bandeirantes e BandNews FM no grid de Monza: "Não há nenhuma preocupação com o câmbio. Vai aguentar esta corrida e as próximas duas".

Pareceu confiante. Esperemos.

Escrito por Fábio Seixas às 08h44

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O último palpite

Pensei seriamente em acabar com este rotineiro post pré-GP. Muito chato não entende que essa é uma quase-brincadeira, muito chato aparece depois da corrida para escrever bobagem.

Mas como também há gente com tutano e bom humor, decidi continuar. Por ora.

Acho que dá Raikkonen, seguido por Hamilton e Kovalainen.

E você? Ah, sim: tente palpitar antes da corrida...

Escrito por Fábio Seixas às 08h37

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Na escolinha

Na GP2, deu Van der Garde no sábado e dobradinha brasileira no domingo: Razia e Di Grassi.


Mas deu, principalmente, Hulkenberg, o primeiro a conquistar o título da categoria de forma tão antecipada.


A Di Grassi, resta lutar pelo vice-campeonato. E a todos, buscar uma vaga na F-1 em 2010.


Hulkenberg, Di Grassi, Petrov e talvez um ou outro endinheirado podem conseguir. Sim, há mais vagas do que nos últimos anos, mas também não faltam candidatos, de todos os lados.

Escrito por Fábio Seixas às 08h27

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Fala, Barrichello

"O carro está bem melhor do que em Spa. Mas eu tive um problema na largada na Bélgica e a equipe está falando que esse câmbio não deve durar quatro corridas. Se não deve durar quatro corridas, a melhor estratégia é trocar aqui, porque aqui é possível fazer ultrapassagens."
 
Barrichello falou aos jornalistas brasileiros em Monza, após a classificação. Para ler e ouvir tudo, dê um pulo aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 16h08

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Na balança

Saiu a lista dos pesos.

Que é esta:
 
Lewis Hamilton (McLaren), 653,5 kg*
Adrian Sutil (Force India), 655*
Kimi Raikkonen (Ferrari), 662*
Fernando Alonso (Renault), 677,5*
Vitantonio Liuzzi (Force India), 679,5*
Sebastian Vettel (Red Bull), 682*
Heikki Kovalainen (McLaren), 683*
Mark Webber (Red Bull), 683*
Jenson Button (Brawn), 687*
Robert Kubica (BMW), 697,5
Rubens Barrichello (Brawn), 688,5*
Giancarlo Fisichella (Ferrari), 690
Nick Heidfeld (BMW), 697,5
Romain Grosjean (Renault), 699,8
Jarno Trulli (Toyota), 703
Sebastién Buemi (Toro Rosso), 706
Jaime Alguersuari (Toro Rosso), 706
Kazuki Nakajima (Williams), 706,2
Nico Rosberg (Williams), 708,6
Timo Glock (Toyota), 709,8
 
Marcados com asterisco, os pilotos do Q3.
 
Hamilton, o pole, é o mais leve do grid, seguido por Sutil. Ambos devem parar na mesma volta, ou com uma volta de intervalo, no máximo.
 
Raikkonen parece, também nesta lista, numa boa situação. Carrega 8,5 kg a mais que Hamilton e, com Kers, larga em terceiro. Se fizer um bom início de prova, só terá que se preocupar com a turma que planeja um pit.
 
E Button e Barrichello são os dois expoentes deste grupo. Ainda não há uma definição sobre o câmbio do brasileiro, mas se ele conseguir sair em quinto, terá enormes chances de vencer _até porque, mesmo mais pesado, foi melhor que o inglês no Q3.
 
Button deve estar mais atento do que nunca ao que acontece com o carro do companheiro. Com o brasileiro na sua frente no grid, tem chances, claro. Mas sem ele, suas possibilidades se multiplicam.
 
E vocês? O que acharam? Algo a acrescentar? 

Escrito por Fábio Seixas às 14h31

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Acelerou, rodou, bateu

Sobre o relatório da telemetria de Nelsinho que circula por aí: acho importante, mas acredito também que é fácil de ser desmontado pela Renault em sua defesa.

Afinal, para rodar, um piloto precisa errar.

Escrito por Fábio Seixas às 13h06

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Barrichello em risco

A Brawn está preocupada com o câmbio de Barrichello, sob suspeita desde o final da prova em Spa. Neste momento, os engenheiros analisam a situação. Em caso de troca, o brasileiro, perderá cinco posições no grid.

 

A história está lá no Tazio.

Escrito por Fábio Seixas às 12h38

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Hamilton, pole esperada

Em Monza, pole de Hamilton.

Um resultado que não surpreende. Apesar dos rompantes da Force India, o inglês e sua McLaren foram o conjunto com desempenho mais consistente nos treinos livres.

 

É a segunda pole de Hamilton na temporada, a 15ª na carreira, o que já o coloca como o terceiro piloto em atividade que mais largou na frente _atrás apenas de Alonso e Raikkonen e empatado com Massa. Para quem estreou em 2007, é louvável.

 

Em segundo, Sutil. Que não foi uma grande ameaça à pole, mas que deixou outros 18 pilotos para trás. Parabéns, portanto. Na segunda fila, dois finlandeses: Raikkonen e Kovalainen.

 

Depois, Barrichello e Button, o duelo pelo título.

 

O dia em Monza foi interessante.

 

Pela manhã, a surpreendente Force India continuou na frente. Sutil foi o mais veloz, com 1min23s336, seguido por Button, Heidfeld, Barrichello e Hamilton.

 

Mas o raio da pole indiana não caiu duas vezes no mesmo lugar. No treino oficial, as coisas voltaram mais ou menos ao normal.

 

A sessão aconteceu com calor, 26ºC no ar, 40ºC no asfalto.

 

No Q1, deu Raikkonen, 1min23s349. A seguir, Hamilton, Button, Barrichello e Kovalainen.

 

Os cortados, Glock, Nakajima, Rosberg, Buemi e Alguersuari _numa pista veloz como Monza, três motores Toyota ficaram na.primeira degola, um enorme vexame.

 

O segundo bloco do treino mostrou que a briga pela pole seria ferrenha. Barrichello conseguiu logo de cara uma voltaça, mas depois foi superado por Hamilton e Button.

 

O líder do Mundial fechou o Q2 com a melhor marca do fim de semana, 1min22s955. O inglês da McLaren foi o segundo, a 0s018. O brasileiro ficou em terceiro.

 

Os outros classificados para a luta pela pole foram Sutil, Liuzzi (aplausos, mais uma vez, para a Force India), Webber, Raikkonen, Alonso, Kovalainen e Vettel.

 

Fracassaram Trulli, Grosjean, Kubica, Fisichella (que, aos 36 com 14 temporadas nas costas, admitiu "nervosismo") e Heidfeld. Os dois pilotos da BMW sequer terminaram o treino, encostaram na grama com problemas mecânicos e por lá ficaram. Motor? No caso do alemão, pelo menos, ficou parecendo...

 

E veio o Q3!

 

Com Hamilton na pole position, sem grandes problemas.

 

Sutil até ameaçou no final, com seu 1min24s261. Mas o inglês estava mesmo mais forte na pista, fez uma última volta redondinha e cravou 1min24s066, folga de 0s195.

 

Raikkonen sai em terceiro, com Kers e, portanto, com gigantescas chances de avançar bem logo na largada. Kovalainen é o quarto.

 

Na terceira fila, Barrichello e Button, claramente em estratégias de tanque cheio. Vai ser interessante acompanhar este duelo tático/fraterno entre os dois. Duelo pelo campeonato, com um pit wall no meio.

 

A seguir, fechando o top 10, Liuzzi, Alonso, Vettel e Webber.

 

Agora é esperar a lista de pesos. Mas, por ora, coloco Hamilton e Raikkonen como os grandes favoritos à vitória.

Escrito por Fábio Seixas às 10h23

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Baixaria no Nelsinhogate

Briatore, como é do seu feitio, jogou pesado hoje.
 
Em várias conversas com jornalistas do mundo todo em Monza, insinuou homossexualidade de Nelsinho. Afirmou que, atendendo a um pedido pessoal de Nelsão, tirou o garoto de Oxford, onde vivia com um homem mais velho, e o levou para morar em seu próprio prédio em Londres.
 
Chamou ainda Nelsinho de menino mimado, que sempre correu em equipes do pai e que "perdeu a cabeça" ao encarar uma competição de verdade, a F-1.
 
Mais: o italiano cavou o passado. Disse que Nelsão sempre arranjou problemas por onde passou. Lembrou da mulher do Mansell, das polêmicas com Senna...
 
Por fim, confirmou que a Renault pretende processar Nelsão e Nelsinho em Londres e Paris pelo que chamou de "mentiras ultrajantes".
 
Começando do começo: e daí se Nelsinho for homossexual? Isso faz dele mais ou menos piloto? Em que medida isso aliviaria ou complicaria as acusações sobre Cingapura? Será que Briatore acha que a FIA vai levar menos a sério o depoimento do brasileiro? 
 
Nada disso. Na verdade, acho que foi mais uma farpa lançada apenas para esquentar a polêmica e pegar num ponto sensível para Nelsão. Afinal, o tricampeão usou do mesmo ardil quando quis subir o tom e abaixar o nível na briga com Senna. É ridículo, é apelativo. E há tempos já não é xingamento nenhum. É um comportamento retrógrado e risível, de dar pena. É bobo, até.
 
Sobre Nelsinho ser menino, já escrevi até coluna sobre isso. Neste ponto bem específico, e não confundam as bolas, Briatore tem razão. Na época de F-3 sul-americana, quando era proibido testar, Nelsinho passava dias e dias treinando em circuitos pelo interior do país com carenagens levemente modificadas, para burlar o regulamento. Na F-3 inglesa, a diferença de estrutura entre sua equipe e as demais era de água e vinho (ou vice-versa, acho que fica mais apropriado). Na F-1, raramente esteve realmente focado. Vivia cercado de amigos, curtindo as tentações que aquele mundo oferece. Deu no que deu: desempenho fraco, que foi o estopim para a demissão e todo o imbróglio que segue.
 
Processar os Piquet, é direito da Renault. Assim como é direito dos Piquet se defenderem e contra-atacarem. E sobre o passado de Nelsão, cadê a novidade? Os Piquet poderiam lembrar que o italiano foi acusado de esbofetear a Naomi Campbell, por exemplo. O armário de Briatore está cheio, lotado de esqueletos...
 
Não é questão de tomar partido. Porque não há partido a ser tomado. Bato, de novo, na tecla de que não há mocinhos na história.
 
Ontem, escrevi que Nelsinho, ao confessar ter batido de forma proposital, admitiu também a atitude mais vergonhosa já tomada por um esportista brasileiro em todos os tempos.
 
(A comparação com Senna é absurda porque foi um revide e porque ele estava lutando por um título. Foi feio? Foi. Mas eu comparo com um lance pesado no futebol entre dois jogadores dividindo uma bola. A comparação com Barrichello também não cabe, na minha opinião. Foi feio? Demais, mais do que as batidas em Suzuka. Mas foi tudo feito às claras, de maneira gritante até, e não influenciou nos resultados de outros pilotos na prova.)
 
Hoje, escrevo que Briatore perdeu a mão na discussão. Surtou. Completamente. Talvez porque esteja vendo a vaca (com Kers) correndo pro brejo.
 
Algumas perguntas/divagações, para terminar o post que já vai longe e que certamente terá desdobramentos...
 
1. E se Nelsinho tivesse um contrato com a Renault até 2056? Nunca saberíamos disso tudo, imagino. Cai, assim, a máscara de baluarte da Justiça do garoto.
 
2. O que deveria interessar à FIA é descobrir se houve mesmo premeditação. Se houve, todos devem ser punidos exemplarmente. Saber quem sugeriu e quem acatou é o de menos. Todos os que executaram algo assim estão sujos, esportivamente imundos.
 
3. Alonso foi criado por Briatore desde a F-3000 e adotado pela Renault. É o piloto líder do time. Para que tudo desse certo em Cingapura, ele precisaria também estar no lugar certo na hora certa. Parece-me absurdo imaginar que nem Briatore nem Symonds (para não dizer ambos juntos) tenham contado os planos para o espanhol.
 
4. Nelsinho terá imunidade, diz a FIA. Delação premiada. Até aí, ótimo pra ele: o dinheiro do pai pode comprar uma vaga em 2010. Mas dinheiro nenhum apagará o que aconteceu. E acho que os patrocinadores das equipes não acharão tão bacana estampar suas marcas no macacão de um piloto com uma ficha tão complicada.

Escrito por Fábio Seixas às 17h32

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Fala, Barrichello

"Acho que Ferrari e McLaren estão bem, mais a McLaren. Acredito que a gente ainda tenha surpresas com o carro do Alonso com o Kers, com a Force India... Enfim, alguns carros podem surpreender. Não sei até que ponto a BMW pode surpreender."
 
Este, Barrichello falando aos jornalistas brasileiros em Monza. O que pode ser traduzido como "está tudo muito embaralhado".
 
Para ouvir a entrevista, dê um pulinho no Tazio.

Escrito por Fábio Seixas às 17h24

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Monza, 1° e 2° treinos livres

Em Spa, primeira pole, primeiro pódio.
 
Fogo de palha? Blefe para encaixar Fisichella na Ferrari? Casamento único entre carro e pista?
 
Talvez não. Em Monza, o melhor tempo no primeiro dia de treinos foi da Force India, com Sutil: 1min23s924.
 
Ok, Monza guarda algumas semelhanças com Spa em termos de velocidade, esta foi apenas a sexta-feira, Sutil não deve lutar pela vitória. Mas o crescimento da Force India é inegável, fruto de uma evolução aerodinâmica que fez juz ao motor Mercedes. A equipe está de parabéns, pois.
 
Grosjean (??!!) foi o segundo, seguido por Alonso, Kovalainen, Kubica e Glock. Hamilton foi só 11°. Webber ficou 14°. Barrichello foi o 16°, três posições melhor que Button. Vettel cravou o 18° tempo.
 
Ou seja, a turma da frente usou este segundo treino para pensar mais na corrida, e é mais sensato analisar a primeira sessão.
 
Que teve dobradinha da McLaren na frente, com Hamilton e Kovalainen. Sutil em terceiro, seguido por Alonso. Button foi sétimo, Barrichello ficou em 12°. Webber e Vettel, em nono e 18°, respectivamente.
 
A McLaren parece ser a equipe com mais força até agora. Depois, aparecem Brawn e Renault _prefiro observar mais a Force India amanhã. A Red Bull claramente segurou Webber e Vettel, preocupada com o baixo estoque de motores. A Ferrari ainda não disse a que veio.
 
Ah, sim: Fisichella foi o oitavo pela manhã e o último à tarde. Mas é experiente, é bom piloto, vai se recuperar no sábado. Outro Badoer seria demais para os tifosi.

Escrito por Fábio Seixas às 11h45

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A confissão de Nelsinho

Ainda estou em miniférias, fora do país. Daqui a pouco tenho um voo, chego a São Paulo nesta sexta-feira e então retomarei as atividades _no blog, na Folha, nas rádios e por aí vai.

Ao contrário do que eu planejei, não consegui desligar da F-1 nos últimos dias. O motivo, claro, o caso Cingapura-2008.

Não escrevi antes porque faltava a palavra do Nelsinho. Eu achava precipitado emitir um julgamento antes disso. E, no fundo, no fundo, torcia para que tudo não passasse de um enorme e rocambolesco mal-entendido.

Mas, enfim, surgiu o depoimento de Nelsinho à FIA. Cheio de informações. Minuciosas. Sórdidas.

Prometo analisar tudo com mais calma nos próximos dias. Por ora, apenas isso: é a atitude mais vergonhosa já tomada por um esportista brasileiro em todos os tempos.

Lembra aquela boba história infantil do "se eu te mandar pular da janela, você pula?" Nelsinho pularia. Briatore também.

É o típico caso em que não há mocinhos. Não interessa mais quem propôs, quem sugeriu, quem analisou, quem aceitou, quem só ouviu falar e calou. Todos os lados estão sujos, imundos. Todos os participantes de tal engodo devem ser banidos do esporte _e ainda não me convenci da inocência de Alonso.

De novo: quando chegar em São Paulo, escrevo mais. Até.

Escrito por Fábio Seixas às 16h45

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PERFIL

Fábio Seixas Fábio Seixas, 35, editor-adjunto de Esporte da Folha, é jornalista, com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra.

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