O olhar de Schumacher não brilha. O olhar de Schumacher observa, excelso. Mira, cuidadoso, cada um dos presentes. Escaneia o ambiente, cada canto. Saboreia, voraz, o momento: as câmeras, os holofotes, os microfones. Mas não se satisfaz, longe disso. Porque, acima de tudo, o olhar de Schumacher revela fome. Muita fome.
A coluna de hoje fala sobre a apresentação da Mercedes e as impressões deste que vos bloga sobre a motivação de Schumacher nesta volta às pistas.
Post de utilidade pública, moçada. Até porque não aguento mais receber e-mails perguntando sobre isso.
Os ingressos para a etapa brasileira da Indy, nos dias 13 e 14 de março, começam a ser vendidos nesta segunda-feira, 1º de fevereiro, pelo site oficial da corrida e pelo Livepass.
As opções são as seguintes, segundo informações da assessoria da prova:
Setor 14 Bis, R$ 100: arquibancada descoberta, em estrutura tubular, localizada na saída da "curva 14 Bis", com ampla visibilidade da saída dos pits
Setor Vitória, R$ 250: arquibancada descoberta, em estrutura tubular, localizada na "Curva da Vitória"
Setores azul, vermelho e rosa, R$ 250: arquibancadas descobertas, em alvenaria, localizadas na "Reta do Sambódromo", com ampla visibilidade da largada, chegada e da entrada do "S do Samba"
Setor verde, R$ 250: arquibancada descoberta, em alvenaria, localizada na "Reta do Sambódromo", com ampla visibilidade da largada e da chegada
Setores amarelo, roxo, cinza e laranja, R$ 250: arquibancadas descobertas, em alvenaria, localizadas na "Reta do Sambódromo", com ampla visibilidade da saída da "Curva da Vitória"
Setor branco, R$ 400: arquibancada descoberta, em alvenaria, localizada na "Reta do Sambódromo", com ampla visibilidade da largada, chegada, entrada do "S do Samba" e em frente ao pódium
Setores preto e arena, R$ 500: arquibancadas cobertas, em estrutura tubular com cadeiras, localizada no "S do Samba", com visão da "Curva do Mergulho"
Se você for comprar, volte aqui para dizer se tudo funcionou bem.
A Stefan GP anunciou hoje que chegou a um acordo de "parceria técnica" com a Toyota, de quem comprou o espólio na F-1.
"A Stefan GP já deixou claro seu desejo de correr no Mundial e acabou de fechar uma parceria técnica com a Toyota Motorsports", diz o curto comunicado.
O carro da equipe já passou pelo crash-test.
Equipe, diga-se, que não tem vaga no grid para 2010. Ainda.
Porque a cada dia que passa, acredito mais no sérvio do que nos espanhóis da Campos...
E confesso que havia tempos eu não ficava tão surpreso ao ver um novo carro.
Sim, o Brawn foi revolucionário, mas só começamos a desconfiar disso após os primeiros GPs. Este modelo da McLaren é diferente já no visual. Porque mantém a barbatana que virou moda em 2008, mas com um perfil mais uniforme, mais integrado a toda a carenagem, tornando a entrada de ar sobre a cabeça do piloto apenas parte do apêndice, não o topo do carro.
Interessante.
E é bom não esquecer que o motor ali atrás ainda é Mercedes, o melhor do ano passado. Se os projetos mecânicos e aerodinâmicos realmente ajudarem, será uma enorme força no Mundial.
Hamilton e Button terão ainda um carro com um bico à la Red Bull, como a Ferrari. Ah, sim: o prateado continua. E aqui revelo minha frustração: tradicionalista chato que sou, torcia por um carro laranja.
Daqui a pouco, a comparação com o McLaren de 2009.
O Christiano Almeida arregaçou as mangas e colocou lado a lado fotos dos carros da Ferrari de 2009 e de 2010.
Não se atenham às dimensões. Por exemplo, o carro deste ano é mais longo mas nas fotos, distribuídas pela Ferrari, isso não aparece. Mas vale a pena para comparar as linhas. Além do bico mais alto, a F10 é mais robusta, culpa do tanque maior.
Por isso só agora tive tempo de comentar isso aqui...
Esta é a F10, que nasce com a pesada tarefa de apagar o vexame da Ferrari em 2009, quando foi apenas a quarta colocada no Mundial de Construtores.
O que mais chama a atenção, claro, é o bico, mas afilado que o de suas antecessoras. Já vi gente por aí lembrando da Red Bull do ano passado. Ótima lembrança. E copiar Newey é sempre uma boa.
Segundo Domenicali, este carro pode devolver à Ferrari a "competitividade que ela merece".
Domenicali falou mais: "Temos dois novos pilotos. Por que dois novos pilotos? Temos o Fernando Alonso, um bicampeão mundial, e eu diria que será tricampeão. Ele já aparece entre os maiores campeões da história e chega aqui no momento certo. E quanto a Felipe, estamos falando de um novo Felipe. Após o drama da temporada passada, ele tem todos os recursos para provar que é um piloto especial, que pode retomar o caminho que o destino interrompeu na Hungria".
O primeiro teste será na segunda-feira, em Valência, com Massa ao volante.
A "Autohebdo" é tradicionalíssima no automobilismo e cravou Petrov na Renault.
Ele levaria € 15 milhões, vindo da petrolífera Gazprom e do banco Sberbank. A Renault, é bom lembrar, não é mais uma equipe 100% P.M. (Pura de Montadora). Há um fundo de investimento por lá, daí a mudança no enfoque para contratar o segundo piloto.
Em sendo verdade, será ótima notícia para Petrov, boa notícia para a Renault, mais um baque para a Campos, que estava de olho nesta graninha russa.
Campos, aquela que não participará da pré-temporada e que só deve anunciar o segundo piloto no Bahrein. Se é que chegará lá. Já tenho enormes dúvidas...
O Pit Stop de hoje teve a participação do Gabriel Dias, que correrá na divisão principal da F-3 inglesa nesta temporada. Com uma novidade: o campeonato deste ano será composto de dez rodadas triplas. Vale a pena acompanhar as explicações dele.
O programa ainda falou bastante de Schumacher, Massa, Alonso, Barrichello, Indy em São Paulo...
Mas o ponto alto foi o "Naftalina". Porque há exatos 35 anos, em 26 de janeiro de 1975, Interlagos vivia um dia histórico: a única vitória de Pace na F-1, com Emerson em segundo. As imagens são sensacionais.
O sistema de pontuação anunciado pela FIA outro dia já vai mudar. Em vez do 25-20-15-10-8-6-5-3-2-1, as equipes querem 25-18-15-12-10-8-6-4-2-1. A entidade deve acatar, na segunda-feira.
As equipes também querem uma mudança na utilização dos pneus. Os dez primeiros colocados no grid seriam obrigados a largar com os pneus usados no Q3. Da mesma forma, a ideia será submetida à Comissão de F-1 e ao Conselho Mundial, na semana que vem, porém isso é mera formalidade. Deve passar.
Lembrando ainda que não haverá reabastecimento, que os carros terão entre-eixos maior, que os pneus dianteiros serão mais estreitos, que o treino oficial mudou...
Mesmice é um saco, com o perdão da expressão. Mudanças são sempre bem-vindas. Mas seria interessante que a FIA batesse o martelo e publicasse logo, de vez, o regulamento definitivo da F-1 para 2010. Seria interessante que o público pudesse começar a entender o esporte que deseja acompanhar.
Depois, reclamam que a F-1 vem perdendo audiência.
Aniversário de avó é sagrado, por isso desliguei o computador no fim da tarde de ontem e só agora voltei à ativa. Jose Maria Lopez na USF1? Bom, é mais um exemplo de piloto pagante. Ele correu na GP2 em 2006, quando chegou a fazer testes para a Renault, depois passeou por TC2000, FIA GT... E agora reaparece na F-1. Ou não. Porque é uma incógnita, como sua equipe.
Mais sobre este e outros assuntos no Pit Stop, daqui a pouco, às 10h30, no UOL. O terceiro elemento na bancada será Gabriel Dias, que corre a F-3 inglesa.
A Mercedes mostrou hoje como será o MGP W01, o carro para 2010, a volta da flecha de prata. Este abaixo é, na verdade, o carro da Brawn, pintado com as cores da próxima temporada. O modelo novo só aparecerá em Valência, na segunda-feira que vem...
O evento aconteceu hoje, no fantástico museu da montadora, em Stuttgart. E, é claro, mais do que o carro, o que chamou a atenção foi aquele senhor sentado ali à direita, Michael Schumacher.
"Estou completamente comprometido com esse novo desafio. Esta temporada é um recomeço para mim e estou muito motivado. Estou num time campeão, em todos os sentidos, e mal posso esperar para acelerar este carro em Valência", disse o heptacampeão mundial.
Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.
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