Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Sábado, sol, piscina, almoço, coluna

"É tudo uma questão de ego." Moss, um dos maiores pilotos da história, define assim a relação entre companheiros de equipe no automobilismo. Em um artigo para o site da ESPN, publicado em janeiro, o inglês faz uma leitura que flerta, mas vai além do batido "meu parceiro é meu primeiro adversário na pista".
Moss escreve que os maiores companheiros que teve foram Brooks e Gurney, porque eram "excepcionalmente rápidos", o que o motivava a acelerar ainda mais, forçar o limite.
"Você não quer ser superado por alguém que está sentado na mesma máquina. É tudo uma questão de ego. E de como alimentar esse ego."
Som de ficha caindo?
Pois é, não parece coincidência que vários dos maiores campeões da F-1 tenham sido ególatras notórios.

A coluna de hoje fala sobre ego. Sobre Alonso. E sobre como Massa terá que lidar com isso.
 
O texto está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital, é só avançar até a página D3.

Escrito por Fábio Seixas às 10h32

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Moss, o hospital e o brinquedo novo

Pesquisando sobre Stirling Moss para a coluna de amanhã, encontrei esta mensagem, colocada no Youtube há uma semana...

Em resumo, o inglês diz o seguinte: "Eu gostaria de dizer a todos que foram gentis a ponto de se preocuparem comigo após o acidente que estou me sentindo melhor. Não estou me sentindo o máximo, mas estou melhorando, e espero estar de volta o mais rápido possível".
 
Para quem não sabe, Moss, quatro vezes vice-campeão da F-1, caiu no fosso do elevador de sua casa, no dia 7.
 
Foram três andares, e ele sofreu fraturas nos tornozelos e nas vértebras, além de hematomas e arranhões pelo corpo todo.
 
Não descobri se ele já saiu do hospital, mas isso é quase um detalhe agora.
 
Primeiro porque, aos 80, Moss está ótimo, poderia ter sofrido muito mais do que as fraturas.
 
Segundo porque ele acabou de realizar um sonho antigo: a última notícia do site dele informa que ele comprou, num leilão nos EUA, o Porsche RS 61 Spyder das fotos abaixo. "Um presente pelos 30 anos de casamento com Susie", diz a nota.
 
 
 
 

Foi com um desses que ele quase venceu a Targa Florio de 1961. O preço do brinquedinho, US$ 1,7 milhão.

Escrito por Fábio Seixas às 17h00

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Classe de 2010

A MotoGP, que dá a largada no dia 11 de abril, está treinando em Losail.

E hoje os pilotos posaram para uma foto da turma de 2010. Gosto dessas imagens, até porque são um lembrete de que, enfim, o campeonato está prestes a começar...

Pilotos da MotoGP em Losail (Karim Jaafar/France Presse)

Falando em moto, a Espanha ganhou hoje uma quarta corrida no calendário. Com o atraso nas obras em Balatonring, na Hungria, a pista de Aragón será a sede da etapa marcada para 19 de setembro.
 
O Mundial também correrá em Barcelona, Jerez e Valência.

Escrito por Fábio Seixas às 16h17

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Buraco ilegal

O artigo 3.12.7 do Regulamento Técnico da F-1 estabelece que os difusores podem ter um buraco para a passagem do eixo do motor de ignição. Não especifica dimensões, fala apenas em "acesso mínimo" do equipamento.
 
Pois bem, reside aí a nova polêmica. Algumas equipes teriam abusado no formato deste buraco, tornando-o aerodinamicamente mais eficiente. Whiting percebeu isso no Bahrein e pediu mudanças para Melbourne.

A FIA não divulgou nomes, mas a boataria fala em Renault, Mercedes e McLaren. Newey revelou que outros dois times receberam o puxão de orelha. "Não vou dizer quais são, mas a Ferrari não está entre eles", comentou.

Escrito por Fábio Seixas às 15h47

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Carro novo

A McLaren lançou hoje, em Woking, o MP4-12C, esta belezinha aqui...

(Kirsty Wigglesworth/AP)

(Kirsty Wigglesworth/AP)

A produção, de 1000 unidades/ano, começa em 2011. O preço deve variar de US$ 190 mil a US$ 270 mil.

O carro chega a 320 km/h e vai de 0 a 200 km/h em 10 segundos.

É a mais nova incursão da McLaren no mercado de carros GT. Woking já produziu o modelo F1, de 93 a 98, e depois passou a montar o SLR, da Mercedes.

Ah, sim: o motor do MP4-12C é McLaren. E a fábrica pretende colocá-lo para correr em algumas provas selecionadas (Le Mans? Seria sensacional...).

Em tempo: no evento, Whitmarsh revelou que a McLaren comprou de volta os 40% de participação que estavam nas mãos da Mercedes. Mas reforçou que a equipe de F-1 continuará com os motores alemães até 2015.

Escrito por Fábio Seixas às 14h50

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Borracha

A Bridgestone vai mesmo sair da F-1 no fim do ano.

A palavra, mais uma vez, é da própria Bridgestone, que nos últimos dias ouviu uma série de boatos sobre sua permanência na F-1.
 
"A decisão de sair foi tomada e nada mudou", reforçou Hiroshi Yasukawa, diretor de esportes a motor da fábrica japonesa.

Até agora, nenhuma outra fabricante de pneu demonstrou interesse no negócio. Taí um enorme abacaxi para Todt descascar.

Escrito por Fábio Seixas às 13h44

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Dica técnica

No Pit Stop, ao falar do sistema "snorkel" da McLaren, usei um diagrama que encontrei num blog e prometi citar a fonte aqui.
 
Pois bem, é o ScarbsF1. Uma grata surpresa dos últimos dias e que chegou até mim por meio de um comentário a um post.
 
Produzido por Craig Scarborough, jornalista e ilustrador freelancer com trabalhos publicados na "Autosport" e no AtlasF1, é um interessante espaço para buscar e debater questões técnicas da F-1.
 
Vale a pena acrescentar nos Favoritos. Foi o que fiz ontem.

Escrito por Fábio Seixas às 14h58

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Carrinho trapalhão

A Lotus, Fernandes e Kovalainen à frente, lançou outra "ideia" para tornar a F-1 mais interessante. Extinguir as bandeiras azuis.
 
"Os carros retardatários não deveriam receber bandeira azul, o que daria tempo para os carros perseguidos alcançarem os líderes", disse o chefe da equipe, à Bloomberg.
 
Pelamor... Outra ideia sem pé nem cabeça.
 
Quer dizer que eles pretendem assumir de vez a condição de "lombadas"? Que querem ser os carrascos dos pilotos que estão liderando uma corrida? Lembrei, de repente, do "carrinho trapalhão", ou algo que o valha, no meu velho autorama.

Escrito por Fábio Seixas às 12h46

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Pit Stop #137

O Pit Stop de hoje teve a participação de Vitor Meira, terceiro colocado na Indy, no domingo.

Teve imagens do Anhembi, de Sakhir, do "snorkel" da McLaren. E teve um Naftalina especial, em homenagem aos 50 anos de Senna, no domingo.
 
Lá vai...

Escrito por Fábio Seixas às 14h11

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O País da F-1

As colaborações de hoje são do Eder: "Há tempos conheci estes dois locais, mas alguns fatores me impediam de tirar e enviar-te as fotos. O primeiro é um supermercado de São Sebastião do Paraíso-MG. A foto ficou ruim porque estava munido apenas de meu celular, e como não sou colunista da Folha, meu aparelho não é nada bom pra tal tarefa. O segundo é um estacionamento rotativo de veículos de Poços de Caldas-MG. Pena que lá não tem Ferrari... Mas na cidade, tem uma auto-peças em homenagem à escuderia italiana. Assim que tiver a foto te mando".
 
 

Boa, Eder. Obrigado!

Escrito por Fábio Seixas às 12h55

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Ideia de jerico

Fry surgiu com a sugestão de obrigar os pilotos a fazerem dois pit stops por corrida. Isso possibilitaria mais trocas de posições e, portanto, GPs menos chatos, alega o inglês.
 
Baboseira.
 
Sejam dois, três ou nove, pits de 4 segundos não mudam nada. Ou mudam muito pouco, menos do que seria necessário para classificar uma disputa de "emocionante".
 
Mais: a ideia do fim do reabastecimento foi justamente provocar os pilotos a ultrapassarem uns aos outros na pista, não nos boxes. Nos boxes, eles já trocavam posições. E até quem não entende muito do negócio percebeu que não era lá a coisa mais divertida do mundo.
 
Só existe uma solução: impor regras aerodinâmicas que permitam as ultrapassagens, que facilitem o vácuo e que eliminem definitivamente o turbilhão de ar gerado pelos atuais carros, o que impossibilita qualquer aproximação.
 
Esta conclusão não é inédita, não é só minha. É, também, da FIA. Que bateu na trave, anos atrás, quando criou o tal do TWG (Technical Working Group), espécie de "conselho dos notáveis" da engenharia da categoria. Uma das missões, senão a principal, da turma era seguir a receita do parágrafo anterior.

O problema é que todos eram parte interessada, e cada um puxava a brasa para sua sardinha.
 
A solução, pois, já é conhecida. Falta uma mão forte, agora, para socar a mesa e baixar a regra. Que, claro, só valeria para 2011. Porque 2010, desconfio, verá algumas corridas bem entediantes.

Escrito por Fábio Seixas às 17h34

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A foto

Na fila de cima, Alain Prost, Alan Jones, Nigel Mansell, Mika Hakkinen, Jacques Villeneuve, Keke Rosberg, Jody Scheckter, Michael Schumacher e Damon Hill. Sentados, Fernando Alonso, Jenson Button, Niki Lauda, Bernie Ecclestone, Mario Andretti, Jean Todt e sua mulher, Michelle Yeoh, Jack Brabham, Jackie Stewart, John Surtees, Emerson Fittipaldi e Lewis Hamilton.

Os campeões vivos da F-1 (com as exceções de Raikkonen e Piquet) e dirigentes da categoria posam para foto no Bahrein (Jens Buettner/Efe)

Um belo time, não?

Escrito por Fábio Seixas às 14h44

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Pílulas do dia seguinte

Primeiro, sobre a Indy, que vi de perto:
 
Um trecho da análise que escrevi para a edição de hoje da Folha: "O Anhembi também teve seus improvisos, é claro, não foi feito para a corrida de automóveis. Alguns funcionaram. Outros não deveriam nem ter sido cogitados pela organização. Basicamente, da pista para fora não houve grandes problemas. Os que aconteceram no sábado (confusões com estacionamento, pouca oferta de água debaixo de calor intenso e desinformação sobre os pontos de acesso ao circuito) foram sanados para o domingo. Mas o que ocorreu na pista foi preocupante. A corrida esteve sempre no fio da navalha, no limiar da responsabilidade";
 
Desde antes dos primeiros treinos, ouvi uma mesma história de várias pessoas no Anhembi. Em resumo, algo na linha: "Queríamos reduzir as ondulações, mas o Tony Cotman disse para deixar assim mesmo, que essa é uma característica de circuito de rua". Sim, a premissa é correta. Mas a conclusão é trágica. Há ondulações e ondulações. Assim como há um limite para as irregularidades do asfalto. É evidente que, por melhor que fosse o serviço do Dersa, ainda sobrariam alguns calombos. Mas não tantos, e tão altos _quase lombadas_, como os que os pilotos escalaram no Anhembi;
 
Também não consigo entender como um engenheiro especialista em circuitos passa três meses num local e não percebe que um trecho do piso não comporta carros de corrida. Também não entendo como não percebe falhas da drenagem. Em suma, não entendo todo o prestígio de um profissional assim;
 
Ah, sim: teve gente da organização que ficou indignada ao ser questionada sobre as poças d'água no traçado, alegando que a drenagem funcionou perfeitamente. Sim, sim. Por que a bandeira vermelha, então?;
 
A boa notícia é que dá para melhorar. Que os investimentos e os planos para o ano que vem prevejam o asfaltamento da Reta do Sambódromo _ com a remoção do piso e o retorno ao concreto depois, e a eliminação dos morrinhos. Se isso acontecer, lindo, serei o primeiro a aplaudir.

Agora, sobre a F-1, que vou assistir hoje à noite:
 
Nos comentários, a moda é comparar Massa a Barrichello, Alonso a Schumacher. Calma lá. Foi apenas uma corrida. E pelo que li do relato da Tatiana Cunha, enviada especial da Folha a Sakhir, Massa enfrentou um problema de consumo da Ferrari, daí a ordem para alterar a mistura ar-combustível. Nunca acreditei na teoria da conspiração contra o Barrichello, mesmo com um companheiro do tamanho do alemão. Não será com o recém-chegado Alonso que embarcarei nessa;
 
"Tédio". Esta foi a outra tônica dos comentários;
 
Schumacher bateu pesado. "Hoje em dia é largar e depois meio que tentar manter o seu ritmo e não cometer erros. Ultrapassar é praticamente impossível agora." Alguém precisa contar para ele que já é assim faz tempo. A diferença é que, antes, ele não precisava fazer ultrapassagens. Normalmente, já estava na ponta. E nas poucas vezes em que não estava, usava a estratégia dos boxes para ganhar posições. Sem o reabastecimento, esta opção caiu por terra;  
 
Parabéns à Lotus. De azarão na época dos anúncios dos novos times, passou à frente dos demais na preparação e construiu uma estrutura melhor. Kovalainen e Trulli foram recebidos como heróis nos boxes do Bahrein, com méritos;

Já começou a nova novela, a do difusor da McLaren. O que acho? Que se houver mesmo um componente aerodinâmico móvel, deve ser proibido;

Aliás, falando em McLaren, onde estão aqueles que se insurgiram quando eu disse que a equipe inglesa estava um passo atrás de Red Bull e Ferrari?

Escrito por Fábio Seixas às 13h13

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Power e poças

Vitória de Power, a segunda na carreira, seguido por Hunter-Reay e Meira.
 
Corrida agitada, cheia de alternativas, mas com alguns problemas que poderiam ter sido evitados.
 
Principalmente, as poças d'água. O que não faltou em São Paulo, nos últimos meses, foi chuva. Tony Cotman, diz a organização, está há três meses na cidade. Por que não checou a drenagem, então? Não consigo imaginar. 
 
Correndo por aqui. Por enquanto, fica apenas este comentário rápido. Mais tarde eu volto com um post mais completinho sobre o fim de semana no Anhembi.

Escrito por Fábio Seixas às 16h06

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Aqui e lá

Na Indy, deu pole de Franchitti, e os pilotos fizeram elogios aos reparos no piso do sambódromo. Kanaan é o melhor brasileiro, sexto. A largada será às 13h.
 
Na F-1, que não vi, deu Alonso, seguido por Massa e Hamilton.
 
Um comentário apenas em cima do resultado: vai ser difícil segurar o espanhol agora.
 
Digamos que ele não tenha enfrentado grandes problemas para se adaptar à Ferrari...
 
Repito aqui o convite do último post: comentem à vontade. Tentarei "assistir" ao GP por meio dos comentários de vocês.

Escrito por Fábio Seixas às 10h45

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À distância

Faltam 5 minutos para a largada da F-1 e ainda não sei como vou assistir à corrida, aqui no Anhembi.
 
Em 1997, no Rio, passamos por situação parecida. Os aparelhos de TV na sala de imprensa da Indy estavam todos em circuito fechado, e o jeito foi se virar com um TV portátil levada por um colega. Eram os tempos do bombril na antena.
 
Por aqui, o trabalho de fresagem ficou bem feito. Ontem, o melhor tempo foi 1min31s2980. Hoje, no warm-up, 1min28s5229.
 
Quem vence em Sakhir? Vettel, seguido por Massa e Alonso. Bom GP a todos, e vamos inverter as posições nesta abertura da temporada: desta vez, serão vocês que comentarão a corrida para o blogueiro.

Escrito por Fábio Seixas às 08h55

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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