Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Poles

Na Indy, Briscoe, da Penske, é o pole. Dixon, da Ganassi, sai em segundo.
 
Briscoe, no oval do Kansas (Jonathan Ferrey/France Presse)
 
A corrida do Kansas é hoje, às 15h, com transmissão da TV Bandeirantes. Repito o que já escrevi aqui, será um enorme tira-teima sobre o poder de reação da Ganassi neste início de temporada.
 
Na MotoGP, Pedrosa venceu o duelo com o compatriota Lorenzo e sai na frente em Jerez de la Frontera.
 
(Marcelo del Pozo/Reuters)
 
E a foto acima, logo após a classificação, mostra bem o quanto os dois se amam...
 
A corrida acontece amanhã, às 9h, com Sportv.

Escrito por Fábio Seixas às 11h50

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16 anos

Há 16 anos, a morte de Senna chocava o mundo, abalava o Brasil.
 
Já escrevi muito sobre isso, todo mundo já o fez, a perda é irreparável, os fãs não esquecem, não há muito o que acrescentar.
 
Neste 2010, deixo o tributo, pois, a seus colegas de profissão. Como Pizzonia e Gresse, que colaram adesivos "Senna Saudades" nos seus carros no Velopark.
 
Gresse, Zonta e a homenagem, no Velopark (Cleocinei Zonta/Divulgação)
 
Aquele sobrenome, a toda velocidade, num circuito novo para o automobilismo brasileiro? Sei lá, mas acho que é uma homenagem que ele curtiria mais do que palavras num blog.

Escrito por Fábio Seixas às 11h11

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Sábado, feriado, plantão, café, coluna

Em novembro do ano passado, a Stock despediu-se de Tarumã. Um autódromo inaugurado em 1949, com traçado interessante, mas que, sem reformas profundas há tempos, tornou-se precário -o que, em se tratando de esporte a motor, é sinônimo de perigo a cada volta. Boxes apertados, mato alto, cercas de arame, barrancos ameaçadores... Abandono, enfim.

Amanhã, a categoria corre pela primeira vez no Velopark. Será o maior evento até agora do complexo, que conta com três pistas de kart, reta para arrancada, boxes para 96 carros, arquibancadas para 30 mil espectadores, estacionamento para 5.000 veículos, ambulatórios, banheiros, restaurantes, bares, lojas. E que já tem planos para uma ampliação do traçado, em 2011 ou 2012. O que faz Tarumã ser assim, e o Velopark ser assado: dinheiro.

Enquanto o primeiro vive praticamente das inscrições para rachas nas noites de sexta, o segundo tem por trás os Johannpeter, da Gerdau.

Em comum, Tarumã e Velopark ficam no Rio Grande do Sul, um Estado apaixonado pela velocidade. E são particulares.

A coluna de hoje fala sobre mais uma realidade do automobilismo brasileiro: se depender do poder público, acaba. Enquanto rios de dinheiro financiam tantas e tantas modalidades, o esporte a motor fica de lado. Muito por conta, diga-se, da ineficiência crônica da CBA.

E, claro, não estou falando de bancar pilotos e equipes, eles que se virem. Mas, pelo menos, de conservar os autódromos, muitos dos quais poderiam ser usados como parques, palcos de shows, locais de exposições... Mas, não. A pista de Goiânia, hoje, virou ponto de tráfico de drogas, prostituição e festas clandestinas. Jacarepaguá morreu. E por aí vai...

O texto está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital, pág. D4.

Escrito por Fábio Seixas às 10h23

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Como era, como ficou

Fiquei devendo, no post sobre Silverstone, uma comparação dos traçados.
 
Não devo mais, graças ao Walter Dias Junior, que mandou o esquema abaixo.
 
 
Em cinza, os trechos que não fazem mais parte do circuito. Em vermelho, o traçado Arena, que receberá a F-1 e a MotoGP.
 
Ao Walter, meu ex-aluno e pai do Gabriel, um grande abraço.

Escrito por Fábio Seixas às 19h48

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Pé no freio

Lembram da história da Petrobras na Lotus?
 
O anúncio seria em Barcelona, lembram?
 
Pois é, não será mais. A negociação esfriou.

Escrito por Fábio Seixas às 16h17

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O país da F-1

A imagem de hoje é curiosíssima...
 
 
O que é esse "Fórmula 1" no meio do mato?

A
s explicações são do Alejjandro Furlan Claro: "Vínhamos pela Washington Luís (SP-310), em direção à Bandeirantes (SP-348), quando, de repente vi essa parada no meio do caminho e pensei: 'Por que tirá-la?', 'Por que não tirá-la?', 'Por que tirá-la?', 'Por que não tirá-la?'... Tirei-a-a (a foto). Não dá pra enxergar direito, pois estava um pouco longe e o carro estava rápdo, mas se chama Fórmula 1."
 
Não entendeu nada? Bom, a segunda imagem deixa tudo mais claro...
 
 
Ao Alejjandro, um muito obrigado, um grande abraço. 

Escrito por Fábio Seixas às 12h16

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Alô, Dunga!

Além de acelerar forte, Losacco entende de futebol...

Giuliano Losacco, nesta quinta, antes dos treinos no Velopark (Carsten Horst/MF2)

Escrito por Fábio Seixas às 16h46

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Borracha italiana

Comunicado que acaba de pingar na caixa de entrada:
 
"Milão, 29 de abril de 2010 - A Pirelli informa que apresentará oferta comercial e técnica para voltar a fornecer pneus para o campeonato mundial de Fórmula 1. A companhia pretende apresentar a proposta para a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e para a FOA (entidade Administradora da Fórmula 1) até o dia 9 de maio, data em que acontece a próxima etapa do campeonato, na Espanha."
 
Oba!

Escrito por Fábio Seixas às 16h28

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Silverstone 2.0

Silverstone, que já conta com uma série de opções de traçado, lançou hoje mais uma. Especial.
 
Batizada de Arena, receberá a F-1 e a MotoGP a partir desta temporada.
 
A ideia é que seja o circuito mais rápido do calendário, graças a um novo trecho que pega à direita na antiga curva Abbey e vai até a reta National. No miolo deste setor, mais prédios e mais espaço para as equipes e convidados VIPs. 
 
 
A nova extensão, 5,8 km _são 700 metros a mais, portanto.
 
O novo traçado foi construído a toque de caixa, em 5 meses, resultado do medo de Hill de perder a F-1 para Donington. O campeão de 1996 é o presidente do BRDC, que gere todo o complexo.
 
O custo da obra ficou em £ 5 milhões, cerca de R$ 13 milhões.
 
Assim, olhando os mapinhas, gostei. O formato tradicional de Silverstone foi mantido e o circuito voltará à sua vocação, de ser uma pista de velocidade pura.
 
"É tipicamente Silverstone. E dá um passo à frente em termos de competitividade. É difícil de falar sem pilotar em plena velocidade, mas o novo setor poderá ser feito com o pé embaixo, e os pilotos que errarem sairão do traçado ideal e perderão posições", disse Coulthard, que participou da inauguração dando algumas voltinhas de exibição com o carro da Red Bull.
 
O GP da Inglaterra acontece em 11 de julho. Sim, dia da final da Copa.

Ah, a velha arrogância da categoria...
 
(PS: A assessoria do circuito postou algumas fotos do evento de hoje no Flickr. Tem até padre benzendo a pista...)

Escrito por Fábio Seixas às 12h19

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Termômetro

Tem Indy no fim de semana, no Kansas, o primeiro oval da temporada.

Em 2010, até agora, foram três triunfos da Penske e um da Andretti.

E a Ganassi? Pois é....
 
O circuito de 1,5 milha será um belo termômetro do potencial de reação do time: nos últimos três anos, só a equipe do velho Chip venceu por lá.

Enquanto isso, que tal uma voltinha virtual? É só clicar aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 11h21

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Timaço

"Não tenho pressa em tomar uma decisão. Teremos que ver as possibilidades e então decidirei o que é mais interessante, o que me dá mais prazer e o que realmente eu quero fazer."
 
Este, Raikkonen, falando sobre os planos para 2011. Ou sobre a falta deles.

Dia desses, num artigo para a "Autosport", Tony Dodgins defendeu que o atual grid é o melhor da história da F-1.
 
Talvez seja mesmo.
 
Alonso, Schumacher, Vettel, Hamilton e Kubica formam um timaço de raríssima qualidade. Tente, numa mesma temporada, encontrar cinco pilotos de tão alto nível. Dois, três, quatro, até vai. Mas cinco? É difícil.
 
E se torço para algo na F-1, é para o bem do esporte.
 
Torço, então, para que esta turma se reforce em 2011. Para que Raikkonen se decida. Tome o caminho de volta, enfim.

Escrito por Fábio Seixas às 14h54

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(Quase) Tudo igual

Um internauta perguntou ontem sobre as atualizações da Williams para o GP da Espanha. Eu respondi que não tinha detalhes.
 
Pudera. Não há detalhes porque não há atualizações. Profundas, ao menos, não.
 
"Teremos alguma coisa para Barcelona, será um bom passo, mas as maiores evoluções ficarão para Mônaco e Istambul", disse Sam Michael, o diretor-técnico.
 
Notícia não muito animadora para Barrichello, imagino.

Escrito por Fábio Seixas às 14h15

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Obrigado, Pacaembu

O Pacaembu foi meu primeiro estádio
 
Foi lá, levado por meu pai, que vi um Santos x Ponte Preta, em meados dos 80.
 
Inesquecível, em que pese meu time não ter um grande esquadrão à época _tempos duríssimos, aqueles, para uma criança santista.
 
O ingresso deve estar guardado em algum lugar. Não lembro o placar, mas isso é o de menos.
 
O que importa é que foi lá que conheci o futebol real, sem os filtros da TV. O futebol com gosto de amendoim, sorvete e refrigerante. A "escada do mijo", ao lado da pracinha onde meu pai estacionou a Belina (ou já seria aquele Monza verde?). E palavrões que eu não poderia sonhar em falar em casa.
 
Foi lá que me apaixonei de vez pelo esporte. Foi naquela espécie de coliseu paulistano que comecei a entender que minha vida seria mais bacana se estivesse de alguma forma ligada àquele troço.
 
Anos depois, no Pacaembu, vi os Rolling Stones. Agarrei uma camisa do Narciso, arremessada após uma vitória sobre o Guarani. Chorei de alegria nos 5 a 2 sobre o Fluminense em 95, para chorar dias depois, de raiva, na final contra o Botafogo. Um domingo em que meu pai, para minha profunda tristeza, jurou nunca mais colocar os pés num estádio. "Isso virou palhaçada", decretou.

Ele só voltou dias desses, comigo, para Santos x Ituano, fruto de muita insistência e de alguma curiosidade por Neymar, Ganso e cia. Lado a lado, vimos a goleada de um esquadrão, desta vez sem ironias ou ressalvas. 
 
Tenho certeza, porém, de que daqui a alguns meses não lembrarei o placar.
 
Mas lembrarei para sempre do meu pai, de novo ali comigo, no Pacaembu. 
 
Não comemos amendoim, não bebemos refrigerante, não passamos pela escada fedorenta. Mas os elementos estavam todos ali. Meu pai, o time todo de branco, os arcos do estádio, aquele que um dia foi um garoto deslumbrado.
 
Um lugar especial para mim.
 
Um lugar especial para tanta gente que gosta de esporte.
 
Parabéns, Pacaembu, pelos 70 anos. Obrigado por tudo. E aguarde: em breve, levarei uma menininha santista para te conhecer.

O Pacaembu, no último domingo (Apu Gomes/Folha Imagem)

Escrito por Fábio Seixas às 15h09

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Pit Stop #143

Giuliano Losacco, bicampeão da Stock, foi o terceiro elemento na bancada do Pit Stop desta terça-feira.

Falou muito sobre a categoria, claro, mas também deu excelentes pitacos sobre todo o resto: F-1, Nascar e por aí vai.
 
Ele discorda deste blogueiro quanto ao fornecimento de pneus para a F-1: acha que uma fornecedora só é o melhor caminho. Mas concorda quando o assunto é a ultrapassagem de Alonso sobre Massa na China. "Ele não poderia ter feito aquilo."
 
Segue...

Escrito por Fábio Seixas às 12h47

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Leilão, e só

A Stefan GP anunciou que será uma das candidatas ao grid em 2011.
 
Com o carro da Toyota inicialmente planejado para 2010? Com um carro novo? Com que motor? Toyota mesmo ou vai de Cosworth?
 
Não se sabe.
 
A única certeza é que vai ter leilão...
 
Em seu site, a equipe cita nada menos do que 12 "pilotos-candidatos" para sua tentativa frustrada em 2010: Villeneuve, Loeb, Ralf, Klien, Sato, Chandhok, Maldonado, Valles, Karthikeyan, Nakajima, Baguette e Magaritis.
 
Ah, sim: também se sabe que são apenas duas vagas. 

Escrito por Fábio Seixas às 09h13

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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