Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Sábado, parque, sol, churrasco, coluna

São todas iniciativas particulares, de empresários, de gente abnegada, de um raro piloto com ótima visão.

Sorte de quem está saindo do kart agora e pode fazer a base por aqui, sem atropelos, sem queimar etapas.

A geração de Caio, em grande parte, se perdeu. E aí não tem mais jeito, o estrago já foi feito: daqui a alguns anos o país sofrerá com a falta de renovação em categorias de ponta.

Mas talvez o esforço de agora torne esse hiato mais curto. Talvez a gente volte a conhecer os pilotos pelos nomes e acompanhe nossa base como nos tempos de Barrichello, Christian, Castro Neves, Kanaan...

Quando (e se) acontecer, lembre-se: não teve nada a ver com a CBA.

A coluna de hoje fala da recuperação da F-3 e do lançamento das categorias de Massa, ainda neste mês. O Caio é Caio Lara, piloto da F-Mazda, entrevistado do último Pit Stop e que precisou sair do Brasil aos 17 anos porque por aqui não havia opções decentes para correr.

O texto está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital, pág. D6.

Escrito por Fábio Seixas às 12h56

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Webber, pole com um quê esnobe

Em Mônaco, como convém, Webber foi esnobe. Demais.
 
Ficou ali, como quem não queria nada. Seu maior destaque num treino livre foi a terceira colocação, nesta manhã. Mas na hora da decisão, destruiu a concorrência, com frieza, com altivez, com aquele real ar de superioridade.
 
Pole do australiano no principado, a quarta da carreira, a segunda consecutiva, algo inédito em sua já longa carreira.
 
Kubica, num belíssimo trabalho, sai em segundo. Vettel é o terceiro, com Massa ao seu lado. Na terceira fila, Hamilton e Rosberg. Logo atrás, Schumacher e Button. Barrichello larga em nono, seguido por Liuzzi.
 
Mas antes da classificação, houve um terceiro treino livre. E que, coisa rara, produziu notícia.

Alonso acertou o guard-rail na Massenet e danificou bastante da Ferrari. Terá de largar com um novo chassi amanhã, largará em último e nem foi para a disputa do grid.
 
Enquanto 23 outros pilotos abriam a sessão classificatória, ele assistia a tudo pelo monitores e seus mecânicos ralavam nos boxes.
 
Azar do espanhol, sorte da concorrência e dos torcedores: o bicampeão, largando em último, com uma Ferrari, em Mônaco, é garantia de um show à parte. E não dá para prever como terminará.
 
Mas ao treino oficial...
 
No Q1, deu Massa, com 1min14s757. Webber ficou em segundo, seguido por Kubica, Vettel e Rosberg.
 
Os cortados, além de Alonso, foram Kovalainen, Trulli, Glock, Di Grassi, Senna e Chandhok. E o tráfego não foi tão calamitoso como todos imaginaram. Uma rodada ou outra ali, mas nada muito chocante. Tanto que não houve surpresas entre os carros mais lentos.
 
No Q2, chato de assistir, a maior emoção ficou por conta de Petrov, que escapou na Sainte Dévote, bateu forte de lado, jogou suas minguadas chances para o espaço.
 
Também foram cortados Hulkenberg, Sutil, Buemi, De la Rosa, Kobayashi e Alguersuari.
 
Lá na frente, o mais veloz foi Rosberg, 1min14s375, a melhor marca do fim de semana até então. Massa ficou em segundo, a 0s030. Webber ficou em terceiro. Completando o top 10, Hamilton, Kubica, Vettel, Schumacher, Liuzzi, Barrichello e Button.
 
E veio o Q3.
 
Na primeira série de voltas, Kubica voou: 1min14s284. Seguiu uma estratégia óbvia: num lugar onde o tráfego é um enorme problema, foi cedo pra pista, garantiu o tempo sem gente pelo caminho para atrapalhar. Webber, que fez o mesmo, melhorou ainda mais: 1min14s104.
 
Mas não foi óbvia para outros: Massa, Vettel, Rosberg e Schumacher só saíram dos boxes com 4 minutos de luz verde. Não entendi.
 
Coincidência ou não, Massa não teve a mesma tranquilidade dos dois primeiros blocos do treino. Chegou a atrapalhar Button, que certamente vai reclamar à FIA. Não encaixou nenhuma volta perfeita e, no cronômetro, ficou a quase meio segundo da ponta.
 
A luta pela pole virou um duelo Webber x Kubica.
 
E aí, por mais que o talentoso polonês se esgoelasse dentro do carro, valeram a boa fase do australiano e seu Red Bull perfeito para treinos: 1min13s826, aquilo que chamamos de "temporal". Kubica ficou 0s294 aquém.
 
Piloto que pouco erra, e com Kubica a protegê-lo de Vettel, Webber é favoritíssimo para amanhã.
 

Escrito por Fábio Seixas às 10h16

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Fala (grosso), Massa

No último Pit Stop, disse que Massa merecia crédito nas suas explicações sobre os problemas nas últimas corridas.
 
Conheço o ferrarista faz tempo, e ele é de uma espécie rara: um piloto que não inventa justificativas, que não culpa a rebimboca da parafuseta, que fala na lata quando comete um erro.
 
Pois hoje Massa desabafou em Mônaco.
 
"O dia em que eu entrar e não falar a realidade, é melhor é parar de correr. Sou um dos poucos pilotos que falam a verdade numa entrevista. Sou o primeiro a dizer o que está acontecendo. Conversamos já sobre o que está acontecendo, com os pneus, e não vou correr e tomar meio segundo de ninguém."
 
"Me sinto muito feliz por ser o que sou e o dia que entrar numa equipe ou no campeonato pra tomar seis décimos de alguém, é o momento de parar de correr. E agora não aconteceu nada."
 
Alonso e Massa acenam para fãs em Mônaco, nesta sexta (Luca Bruno/AP)

Ele falou mais, muito mais. Para ler e ouvir, é só clicar aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 14h15

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Na pole

A ART juntou-se a Durango, Epsilon Euskadi e Stefan GP na disputa por uma vaga no grid da F-1 em 2011.
 
Trata-se de uma das equipes mais bem sucedidas nos últimos anos em categorias de base.
 
Nos cinco campeonatos já disputados da GP2, fez três campeões: Rosberg, Hamilton e Hulkenberg. Na F-3 europeia, desde 2004 o campeão sai da ART (ou da ASM, antiga denominação).
 
Tem estrutura, tem know-how, tem estofo, tem cacife.
 
Isso já bastaria.
 
Mas tem mais: tem como dono Nicolas Todt, empresário de Massa e filho do presidente da FIA.
 
Pintou a favorita.

Escrito por Fábio Seixas às 11h48

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Mão na massa

Eis que, entre os leitores deste humilde blog, está Humberto S. Pereira Lima, secretário de Turismo de Ribeirão Preto.

Além de ter bom gosto para leitura, o Humberto é atencioso: mandou para cá algumas fotos dos serviços que estão sendo feitos na área da pista que receberá a Stock, já no mês que vem.

 
 
 

O recapeamento das ruas, conta, termina no fim de semana.
 
"Em alguns trechos, a pista foi alargada para dar maior espaço para ultrapassagens, tornando-a mais competitiva. E várias curvas foram melhoradas na tangente para aumentar a competividade (...) O traçado está recebendo asfalto especial de competição com polímeros e borracha, portanto vamos esperar para ver."
 
Legal, Humberto, obrigado pela colaboração. Assim, no visual, parece que o trabalho está sendo mesmo bem feito.
 
É claro, torcemos para que tudo corra bem, para que seja um sucesso, para que o país ganha mais um local bacana para corridas. Pistas de rua são sempre uma atração.
 
Agora só falta convencer os promotores a reduzirem os preços dos ingressos...

Escrito por Fábio Seixas às 17h44

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Fala, Barrichello

"Estou esperançoso. Sábado pode ser um bom dia, temos de jogar com uma série de contas. O tráfego parecia a Marginal Tietê, mas temos potencial para fazer. Isso depende do nosso trabalho. Na prática é passar para o Q3 novamente. Não dá pra pensar em ser sexto ou quinto. Isso não é nosso, ainda."

Este, Barrichello, falando sobre o primeiro dia de treinos em Mônaco.

Sobre a comparação, é ótima, compreensível. Mas, lá na Côte d'Azur , o visual é ligeiramente mais bacana, convenhamos.

Escrito por Fábio Seixas às 15h20

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Mônaco, 1º e 2º treinos livres

Manhã agitada para este blogueiro, um olho no peixe, outro no gato.
 
E Alonso, desfilando pelo principado.
 
Alonso, nesta quinta, no principado (Guillaume Baptiste/France Presse)

Na sessão da manhã, o espanhol cravou 1min15s927. Na da tarde, 1min14s904. Foi o mais veloz em ambos.
 
Sessões tranquilas, com pouquíssimos acidentes, Chandok rodando na Tabacaria, Kobayashi acertando o guard rail, uma balançada perigosa de Bruno na Loews e só.
 
Os temidos problemas com o tráfego não aconteceram. Mas, também, ninguém tinha a obrigação de ir pra pista em nenhum momento. No Q1, com todos pressionados a marcar tempo,  ainda acho que vai ser bem diferente.
 
A Mercedes também andou bem. Rosberg foi o segundo à tarde, com Schumacher em quinto.
 
Já a McLaren foi discreta: sétima, com Hamilton, nos dois treinos.
 
E a Red Bull? Ficou por ali, rondando as primeiras posições, mas dando a impressão de que não queria aparecer muito. No primeiro treino, Vettel foi segundo. No segundo treino, foi terceiro. Uma discrição forçada, digamos.
 
Massa ficou em quinto e quarto, registre-se.
 
"A Ferrari, claro, está soltando fogos de artifício. Aparentemente a gente tem um bom carro e, pelo menos, encontrei muito mais grip que na última corrida. Então, estou bem satisfeito como foi o treino hoje, e espero que continue assim para sábado e domingo. Com certeza, o carro está mais competitivo e fácil de guiar que na última corrida", disse Massa.
 
Ainda parece complicado tirar o favoritismo da Red Bull. Mas talvez já dê para pitacar que a adversária dela em Mônaco não será prateada, e sim vermelha.
 

Escrito por Fábio Seixas às 11h48

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Interlagos, 360 graus

Devo estar bem desatualizado, mas o caso é que só hoje conheci o site "360 cities", com fotos de pontos do mundo todo em 360º.
 
E o aniversariante Interlagos está contemplado. Aqui.
 
Boa viagem!
 
PS: Percebam a falta de habilidade do piloto da lata velha número 69 tentando desesperadamente não perder o controle no fim da reta.
 
PS2: O Rafael Ramos, co-autor da foto, entrou em contato para indicar mais imagens 360º de Interlagos e de automobilismo brasileiro no site dele, aqui

Escrito por Fábio Seixas às 18h29

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Os especialistas

Hill será o comissário convidado para o GP de Mônaco.

Neste ano, que eu lembre, Wurz, Prost e Herbert já atuaram nessa posição, uma novidade da gestão Todt.

Uma boa novidade, registre-se. Este 2010 não produziu nenhuma decisão estapafúrdia dos comissários. E acho que não é coincidência.

Escrito por Fábio Seixas às 15h37

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Interlagos, 70

Pela programação original, a inauguração de Interlagos aconteceria na metade de novembro de 1939. Só que, por causa das chuvas, houve atraso no processo de asfaltamento da pista. Com isso, o treino oficial foi remarcado para 19 de novembro e a corrida, para 26. As atividades práticas foram realizadas normalmente e até ocorreu a entrega simbólica do circuito para o Automóvel Clube de São Paulo, mas a prova da semana seguinte teve de ser adiada por conta de uma tempestade que alagou a pista. O adiamento causou confusão, já que só foi confirmado às 10h daquele domingo, horário em que já havia público em Interlagos. Quem havia saído do interior perdera dinheiro, sem reembolso.

A abertura oficial de Interlagos finalmente aconteceu em 12 de maio de 1940. Ingressos foram vendidos antecipadamente na Rua Líbero Badaró, onde ficava a sede da Auto-Estradas, e no Touring Club, na Rua 24 de Maio. O evento foi promovido pelo Automóvel Clube de São Paulo, filiado ao Automóvel Clube do Brasil, cujos sócios tinham 50% de desconto nos bilhetes, assim como os acionistas da companhia de Sanson. Havia seis opções de entradas. A mais cara, um camarote coberto para seis pessoas, a 400 contos. A mais barata, a "geral", a cinco contos.

Naquele dia, seriam realizadas duas provas. Uma de moto, de 12 voltas, ou 96 km, às 13h, e outra de carros, o Grande Prêmio São Paulo, de 25 voltas, ou 200 km, às 14h30. Foram divulgadas premiações em dinheiro aos cinco primeiros colocados de cada corrida. Além disso, os quatro melhores pilotos de carros adaptados receberiam uma quantia e os três mais bem posicionados entre os que corriam com combustível com, no mínimo, 70% de álcool, ganhariam outro valor estipulado.

Havia três opções para os torcedores chegarem ao autódromo: com seus próprios veículos, de bonde até o Largo do Socorro ou de ônibus. Os jornais da época ensinavam por quais ruas os motoristas deveriam trafegar com destino a Interlagos. Existiria uma linha direta de ônibus partindo do Vale do Anhangabaú, no centro da cidade, com direção ao circuito, mas esse ônibus depois mudaria seu ponto de partida, que se tornaria o Largo do Socorro.

Também havia ingressos à venda nas improvisadas bilheterias. Na parede, um aviso de que não haveria distribuição de senhas. Pagava, porém, quem queria (em torno de cinco mil pessoas, segundo estimativas da época), pois era possível entrar tranquilamente pelos lados do autódromo, no máximo protegidos por uma tosca cerca de arame farpado. O próprio portão principal, estreito e de madeira, tinha a marca do improviso, a exemplo das demais instalações internas, como boxes, torre de cronometragem, banheiros, lanchonetes.

Este um trecho do anuário "Interlagos, 70 anos", que contou com a colaboração deste que vos bloga.

Sim, o autódromo mais importante do Brasil completa 70 anos nesta quarta-feira e em ótima forma: agora à tarde, a partir das 13h, estará aberto ao público, com exposições de fotos, carros antigos, modelos de diversos categorias, o lançamento do anuário, enfim, uma série de eventos. É só chegar e entrar.

Dizer que Interlagos se confunde com a história do nosso automobilismo é pouco. Interlagos É a história do esporte a motor brasileiro. Todos os grandes passaram por ali ou até mesmo experimentaram em suas curvas as primeiras aceleradas.

E o traçado antigo é, a meu ver, a explicação para gerações tão talentosas, para tanto sucesso, para tanta habilidade. Sorry, Jackie Stewart, mas a história da água é balela...

Parabéns, Interlagos. E obrigado por tudo.

Massa, cria de Interlagos, vence o GP Brasil de 2008 (Sebastião Moreira/Efe)

Escrito por Fábio Seixas às 12h31

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Pit Stop #145

É legal receber piloto jovem no Pit Stop. É uma chance de conhecer moleques que saíram muito cedo do país (culpa da crônica ineficiência da CBA) e que estão ralando lá fora.

O convidado de hoje foi Caio Lara, que corre na F-Mazda, quase uma F-3 americana, degrau anterior à Indy Lights.
 
Além de conversar com ele, claro, o programa falou muito de F-1. E fez uma homenagem bacana no "Naftalina". Ah, sim: a interatividade foi ainda maior, com a estreia no Twitcam.
 
Lá vai...

Escrito por Fábio Seixas às 15h29

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Programe-se

Como tudo começa mais cedo em Mônaco, a programação da corrida chega mais cedo ao blog também.

 

Lá vai:

 

Quinta-feira

5h-6h30, 1º treino livre

9h-10h30, 2º treino livre

 

Sexta-feira

Badalação, festinhas, moças tomando sol nos iates, entrevistinhas, eventos, pouco assunto sério...

 

Sábado

6h-7h, 3º treino livre

9h, treino oficial

 

Domingo

9h, largada (78 voltas)

Escrito por Fábio Seixas às 12h46

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Deu aro

Não foi pneu tampouco suspensão.
 
O que acabou com a prova de Hamilton em Barcelona foi a quebra do aro da roda.
 
"O que sabemos é que o aro quebrou, provavelmente um erro humano no processo provocou isso, e levou ao acidente", disse Whitmarsh.

Escrito por Fábio Seixas às 12h42

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Novidade no Pit Stop

Opa, tem novidade no Pit Stop.

Segue nota do UOL:

"A partir desta terça-feira (11), o programa Pit Stop, com os jornalistas Fábio Seixas e Bruno Império, conta com uma novidade: será transmitido via Twitcam. A ação, que tem o objetivo de levar o conteúdo UOL para redes sociais e comunidades, permitirá que o público interaja, participando com perguntas e comentários sobre os principais assuntos do esporte a motor.

Para assistir, basta ficar atento ao twitter do UOL Esporte e entrar no link que estará disponível momentos antes do início do programa. Os melhores comentários serão selecionados e transmitidos ao vivo durante o Pit Stop. Por isso, participe e interaja com a programação.

Além de assistir pelo Twitcam, você também pode conferir o programa pelo UOL. O Pit Stop vai ao ar todas as terças-feiras às 10h30 _confira aqui as edições anteriores. No programa, os jornalistas analisam o que acontece no mundo da velocidade, dão palpites para as próximas disputas e respondem perguntas dos internautas. Você também pode participar enviando seus questionamentos para o e-mail uolnewsformula1@uol.com.br

O site Twitcam permite que usuários do Twitter transmitam vídeos em tempo real: para isso, basta ter conexão com a internet, uma webcam e uma conta no serviço de microblog. Os usuários que quiserem assistir ao conteúdo _depois armazenado neste mesmo site_ não precisam ser cadastrados no Twitter."

Escrito por Fábio Seixas às 19h55

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F-1?

O pole da primeira etapa da GP2 em Barcelona, quando o que vale é o cronômetro, foi Jules Bianchi. O tempo da volta, 1min27s727.
 
Nas duas corridas, a melhor volta foi de Fabio Leimer, 1min31s229, cravada na etapa de domingo.
 
O pior tempo no treino classificatório da F-1 foi de Bruno, 1min27s122. Ele foi 0s372 pior que o penúltimo, Chandhok, e 1s566 mais lento que o mais próximo piloto de alguma outra equipe, Di Grassi. Em relação a Bianchi, foi só 0s605 mais rápido.
 
A melhor volta de Chandhok na prova foi 1min32s041. É 0s812 pior que a de Leimer.
 
Ou seja, em Barcelona, a Hispania estava mais para GP2 do que para F-1.
 
É mais um retrato da várzea que foi a concorrência para a escolha das novas equipes. Um oferecimento, Max Mosley.

Escrito por Fábio Seixas às 19h13

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A foto

Você não sabia? Há fotos que falam.
 
E esta diz: "É hoje que vou enfiar o pé na jaca".

Webber comemora a vitória em Barcelona (Gustau Nacarino/Reuters)

O clique do fim de semana é de Gustau Nacarino, da Reuters.

Escrito por Fábio Seixas às 13h08

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Pílulas do dia seguinte

Durante a transmissão do GP da Espanha, pelas rádios Bandeirantes e BandNews FM, ouvimos e traduzimos as conversas de Vettel com a Red Bull nas últimas voltas. Conversas tensas, afinal o alemão estava com os freios em frangalhos. Em nenhum momento, nos diálogos liberados pela FOM, a equipe pediu para ele abandonar. No máximo, o engenheiro pediu para que "tomasse cuidado" e aliviasse o ritmo, afinal não precisaria "ir tão rápido". É claro que o tal pedido pode ter ficado intramuros. Mas acho que Vettel está valorizando...;
 
Ainda sobre Vettel: um piloto talentosíssimo, que sofreu com problemas de confiabilidade. Mas que novamente mostrou ficar meio atabalhoado quando não contorna a primeira curva na ponta;
 
A Ferrari promete "investigar" o comportamento do carro de Massa, que estaria produzindo menos aderência do que o de Alonso. Esperemos. Isso pode responder diversos internautas que perguntaram mais ou menos a mesma coisa: "O que acontece com Massa?";
 
Os outros brasileiros? Bruno se atrapalhou na avaliação da temperatura dos freios, bateu, admitiu o erro. Di Grassi ficou feliz por ter chegado ao fim. Barrichello foi o brasileiro de melhor desempenho na prova: saindo em 17º, terminou em 9º, muito por conta de sua ótima largada;
 
"O velho Schumacher está de volta", comemorou Fry, CEO da Mercedes. Segundo ele, o alemão saiu "perplexo" do fiasco em Xangai, mas desde o começo dos trabalhos em Barcelona mostrou enorme confiança. Ainda acho que é cedo para avaliar. Mas se algo mostra que o "velho Schumacher" está de volta não é seu quarto lugar, é sua insatisfação ao fim do GP, sua cobrança por ainda mais melhorias no carro;
 
Mais sobre Schumacher, a Mercedes voltará ao carro antigo em Mônaco, com menor distância entre-eixos. Compreensível. E, talvez, um tira-teima de o que o heptacampeão pode fazer com esta configuração, mas com o chassi da pré-temporada, resgatado para Barcelona;
 
Sobre o acidente de Hamilton, nem a McLaren nem o piloto não foram peremptórios. Acreditam que o pneu estourou devido a uma falha na suspensão, mas fazem todas as ressalvas de que o problema será investigado em Woking;
 
Faltou falar da GP2: o francês Pic venceu a primeira prova, o suíço Leimer ganhou a segunda. Razia foi segundo colocado no domingo e é o quarto colocado no campeonato.

Escrito por Fábio Seixas às 12h50

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Barbeiragem

As equipes decidiram não mudar o sistema de classificação para Mônaco.

Ou seja, serão 24 carros espremidos no Q1 pelas ruas do principado, com pelo menos 6 andando em ritmo de GP2.
 
Vai dar... problema, digamos assim, para sermos educados.
 
Barbeiragem feia dos dirigentes.

Escrito por Fábio Seixas às 12h16

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Desperdício

Vettel, após o GP: "Este carro é rápido, mas precisamos ter condições de usar todos os recursos. Hoje fomos 50%. Enquanto o Mark fez um GP sem problemas, eu vivi o oposto".
 
É, bate com o que escrevi no post abaixo.
 
A Red Bull claramente tem o carro mais veloz da F-1 desde a pré-temporada. Mas para conquistar o Mundial, é preciso mais do que velocidade pura.
 
Estão aí as tabelas que não me deixam mentir. No Mundial de Pilotos, o melhor da Red Bull é Vettel, em terceiro. No Mundial de Construtores, a equipe ocupa a terceira posição.
 
Cadê aquele domínio das pistas? Por enquanto, vem parando nos desacertos da equipe fora delas.

Escrito por Fábio Seixas às 12h13

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Webber, 1° num GP de poucas emoções

Em Barcelona, vitória de Webber, numa corrida com poucas emoções.
 
E que, se serviu para alguma conclusão, foi para escancarar que F-1 não é apenas um carro aerodinamicamente bem resolvido. É preciso ter organização, é preciso ter um bom trabalho de bastidores, nos boxes, nos pits. E, isso, a Red Bull ainda não tem. Vettel que o diga.
 
Alonso foi o segundo colocado, para delírio da torcida espanhola. Vettel ficou em terceiro, seguido por Schumacher, Button, Massa, Sutil, Kubica, Barrichello e Alguersuari.
 
Numa pista enfadonha como a de Barcelona, com o companheiro de equipe na pole, Vettel sabia que sua maior chance seria na largada. E tentou.
 
Colocou pra direita, foi bloqueado, colocou pra esquerda, mas ultrapassar por fora naquela primeira curva era impossível. Recolheu: era melhor se conformar com a segunda posição do que arriscar perdê-la para quem vinha atrás.

E quem vinha atrás era Hamilton, que deu uma escorregada, mas conseguiu manter a terceira posição, à frente de Alonso.
 
Fechando o top 10, na primeira curva, Button, Schumacher, Massa, Sutil, Alguersuari e Kubica.
 
Merece destaque, ainda, a bela largada de Barrichello: pulou de 17° para 12° na primeira volta.
 
E assim ficou o GP da Espanha até a primeira janela de pits.
 
Corrida chata, monótona, sonolenta.
 
Na 12ª volta, Webber tinha 3s1 sobre Vettel. Atrás, tudo igual.
 
A partir da 15ª, enfim, algum agito. Schumacher e Massa inauguraram os pits, colocaram pneus duros, voltaram pra pista. Na 16ª, Barrichello, Vettel, Alonso, Button pararam. Na 17ª, foi a vez de Webber trocar pneus.

E dois lances de emoção.
 
O primeiro, com Schumacher ultrapassando Button, que saía dos boxes com os pneus ainda frios.
 
O segundo, com Hamilton encontrando Di Grassi pela frente e tendo que desviar para não passar pelo meio do brasileiro: nesta, jogou para a esquerda e ultrapassou Vettel, que vinha rápido na reta, mas tinha perdido muito tempo na sua parada numa trapalhada da Red Bull.
 
Posições reestabelecidas, a atração do GP tornou-se o duelo Button x Schumacher. Mas durou pouco. Após algumas ameaças, o atual campeão evitou tomar riscos e formou-se um trenzinho atrás do hepta.
 
Ficou nisso. A corrida voltou a normal: maçante, modorrenta, entediante.
 
Na 20ª volta, o top 10 era formado por Webber, Hamilton, Vettel, Alonso, Schumacher, Button, Massa, Sutil, Kubica e Barrichello.
 
Então, um lance curioso. Massa, que vinha se aproximando de Button, encontrou Chandhok pela frente, acertou o carro do indiano, perdeu um pedaço da asa dianteira. E começou a virar tempos melhores. Será que aquele pedaço de asa mais atrapalha do que ajuda? A impressão (ou a piada) que ficou foi essa.
 
Na 40ª volta, Webber tinha 11s7 sobre Hamilton, que já reclamava de desgaste dos pneus. Vettel estava a 2s4 do inglês, apertando o ritmo. Conseguiria o alemão dar o troco?
 
Ultrapassando, não. Porque sofria com problemas de freio. 
 
Problemas que quase jogaram seu pódio para o espaço: na 55ª, escapou, deu uma bela volta pela brita, perdeu tempo, teve de ir para os boxes. Retornou à pista 16s2 atrás de Alonso.
 
"Seus freios estão acabando. É crítico. Tome cuidado", ouviu Vettel, então, pelo rádio. Não deve ser fácil pilotar assim.
 
O troco de Vettel veio nos últimos instantes do GP. Lembram do Hamilton reclamando de desgaste dos pneus? Pois é...
 
Na penúltima volta, o pneu dianteiro esquerdo do inglês explodiu, ele virou passageiro do carro, bateu, abandonou.
 
A terceira vitória na carreira dá a Webber a quarta colocação no Mundial, com 53 pontos. A liderança é de Button, com 70 pontos. Alonso tem 67. Vettel, 60. O melhor brasileiro na classificação é Massa, em sexto, com 49 pontos.

Escrito por Fábio Seixas às 10h52

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O último palpite

Domingo de sol em Barcelona, temperatura amena, céu claro. Não deve chover.
 
Sendo assim, não dá para fazer outra aposta que não seja na Red Bull.

Dá Vettel, seguido por Webber e Hamilton.
 
E vocês, o que acham?

Escrito por Fábio Seixas às 08h37

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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