Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

7 dias

Turma, é o seguinte...
 
A maior viagem (em todos os sentidos) da minha vida me aguarda. Hora de empacotar as tralhas, organizar mil detalhes, deixar as contas pagas.
 
Peço uma semana de folga a vocês. Volto a atualizar o blog no dia 11.
 
E, acreditem, vem muita coisa interessante por aí. Até.

Escrito por Fábio Seixas às 11h48

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A lição de Webber

"Merdas acontecem". É esta, textualmente, a legenda que a Red Bull mandou para a foto abaixo.
 
Vettel e Webber fazem as pazes (Red Bull)
 
Assim, uma crise parece enterrada.
 
E, para isso, além do bom humor, contou muito a condescendência de Webber. Que foi chamado de "louco" pelo companheiro à beira da pista e que ouviu trocentas declarações de Horner aliviando a barra do alemão.
 
Mas, como assim? O cara é líder do campeonato e aceita, assim, esse tipo de tratamento, essa posição de segundo piloto?
 
A história não é bem essa.
 
Webber não tem um talento exuberante, não é nenhum gênio da raça, mas está sendo inteligentíssimo, isso sim.
 
Ele já percebeu que mesmo com tratamento classe B, pode liderar o Mundial. E se liderar por mais alguns GPs, e Vettel perder contato, as coisas mudarão. Por que, então, arrumar confusão, briga, polêmica?
 
Contra pontos na tabela não há argumentos. Rótulos não reduzem o talento nem a velocidade de ninguém. Ninguém fica lento por decreto.
 
Taí uma bela lição para aqueles que se conformam, ou já se conformaram, em ser escudeiros.

Escrito por Fábio Seixas às 13h16

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Pit Stop #148

Segue o Pit Stop desta semana, com muita conversa sobre F-1, Indy e Stock.

E um Naftalina de fazer rir...

O próximo, só depois da Copa. Mas eu vou dando notícias por aqui (acho).

Escrito por Fábio Seixas às 15h20

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Uma declaração, três conclusões

"Provamos que ainda somos uma equipe bem jovem. As pessoas precisam lembrar que somos uma equipe muito jovem. Superar a McLaren semana sim, semana não, não é tarefa fácil, mas a Red Bull está louca para cumprir. Também provamos que vamos lutar forte com eles. Infelizmente, na Turquia, aprendemos de uma maneira que não foi a melhor, mas equipes como Ferrari e McLaren já tiveram seus dias. Eles sabem como é difícil lidar com as adversidades. Precisamos retornar unidos como uma equipe."

Este, Webber, neste vídeo aqui, divulgado pela Red Bull.
 
Algumas conclusões:
 
1. O time colocou panos quentes na história;
 
2. Para a Red Bull, a única equipe capaz de atrapalhar sua luta pelo título é a McLaren. O resto é o resto. E é mesmo;
 
3. Se o Homem Legenda, do Adão Iturrusgarai, atacasse aqui, diria o seguinte: "Sou o segundo piloto".

Escrito por Fábio Seixas às 12h54

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A foto

Porque, afinal, trata-se de um esporte...

Kanaan abraço o amigo Franchitti após as 500 Milhas (Jonathan Ferrey/France Presse)
 
O clique do fim de semana é de Jonathan Ferrey, da France Presse.

Escrito por Fábio Seixas às 13h32

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Pílulas do dia seguinte

E eis que surge a informação de que Vettel tinha ordem para passar Webber, que por sua vez havia recebido recomendação para economizar combustível. Daí, a indignação do alemão ao descer do carro, os sinais contra o companheiro, a expressão de incredulidade com o que acabara de acontece. Não muda nada na busca por um culpado, na minha opinião. Mantenho o que escrevi ontem. Mas talvez sirva para amenizar o clima dentro da equipe;
 
Não foi mais uma vitória para o currículo, mas no duelo com o companheiro pelo Mundial, o acidente foi melhor para Webber do que uma dobradinha. Com 1-2, ele abriria 7 pontos de vantagem. Com a batida, abriu 15;
 
"Precisamos achar algo a mais, porque não queremos desistir depois de seis ou sete corridas. Dois terços do campeonato ainda estão abertos", disse Domenicalli. Aliás, a Ferrari pode tentar comemorar seu 800º GP, de novo, no Canadá. Porque, na Turquia, ninguém sabe, ninguém viu;
 
Falando em Ferrari, ficaram bravos comigo certa vez quando eu critiquei o atual comando da equipe, "aprendizes" diante da cúpula antiga, o dream team de Todt, Brawn, Byrne e cia. Bom, então talvez seja coincidência o time parecer tão perdido desde a troca de guarda;
 
Schumacher, "o morto", é o nono no campeonato;
 
Se eu tivesse que apontar, hoje, a surpresa do campeonato, cravaria Renault. Depois do Bahrein, Kubica pontuou em todos os GPs. Ah, se o carro fosse melhorzinho, do mesmo nível do motor...;
 
Não assisti à Indy. E quando eu revelar aqui o que vou fazer a partir do dia 8, vocês entenderão que era preciso passar um tempo com a família. Comentando apenas em cima do resultado e do que li nas tribunas virtuais, portanto, parabéns ao Tony, à Bia, ao Helinho. E que coisa, a Ganassi. O velho Chip não é lá o mais simpático e polido dos chefes de equipe, longe disso, mas é um físico nuclear em termos de estratégia. E foi por ter um chefe como ele que Franchitti faturou as 500 Milhas pela segunda vez.
 
Impressionante, o acidente de Comway no finalzinho da prova. Ele rampou no carro do Hunter-Reay e decolou. O resultado: uma fratura no pé. Não corre no Texas. Ficou barato.

Escrito por Fábio Seixas às 13h19

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Hamilton, num GP de disputas antológicas

O momento do choque entre Vettel e Webber (reprodução/FOM TV)

Antes, uma aulinha de física. "Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo", já dizia Newton.
 
Agora, os pitacos sobre o GP da Turquia...
 
E que corrida! Do início ao fim. Há quanto tempo a F-1 não via duelos tão acirrados entre companheiros de duas equipes pela liderança de um GP? Não lembro.
 
A primeira volta já foi bonita. Vettel passou Hamilton, mas levou o troco. Schumacher passou Button, mas também acabou perdendo a posição logo depois. Tudo muito limpo, muito veloz, bonito de ver.
 
O top 10 ao fim da primeira volta: Webber, Hamilton, Vettel, Button, Schumacher, Rosberg, Kubica, Massa, Petrov e Kobayashi.
 
Com o pelotão ainda agrupado, Hamilton sabia que aquele era sua chance. E, fazendo uso do "duto F", ou "snorkel", como queiram, partiu para cima de Webber.
 
Na quarta volta, estava a 0s3 do australiano. Na quinta, a 0s4. Na nona, a diferença subir um décimo. Na décima, voltou a 0s4. O ritmo era muito parecido. Ora um andava 0s1 melhor, ora a vantagem era do outro.
 
Na 11ª volta, Barrichello e Kobayashi abriram os pits, se livraram dos pneus mais moles, um estorvo no asfalto quente de Istambul, a 43°C. Alonso parou na volta seguinte. Petrov, Sutil e De la Rosa seguiram o espanhol. Na 14ª, Massa e Kubica entraram. Na 15ª, Vettel e Schumacher.
 
Enquanto isso, Hamilton atacava. Colou. Tentou uma vez, tentou duas, não conseguiu, mas não arrefeceu. Continuou na pressão.
 
Na 16ª, Webber e Hamilton entraram. E a McLaren se embananou na hora de colocar o carro de Hamilton no chão.
 
A Red Bull agradeceu. Na volta à pista, Webber continuava na ponta, mas com Vettel em segundo. Hamilton caiu para terceiro, com Button em quarto após sua parada.
 
Hora de mais um show do inglês, agora partindo pra cima de Vettel. Na 18ª volta, colocou lado a lado, mas não conseguiu passar. De novo, porém, não desanimou.
 
Na 20ª volta, apenas 1s6 separavam Webber de Hamilton. E por aí ficou, sem novas tentativas de ultrapassagem, mas sem descanso para ninguém, um ritmo forte, intenso, como se um estivesse jogando no erro do outro.
 
Mais para trás, pouca emoção. Schumacher era o quinto. E Rosberg, o sexto, era a locomotiva de um trenzinho que tinha Kubica, Massa, Petrov e Alonso muito próximos.
 
Então veio a imagem do radar. "Chuva em 15 minutos, pode ser nossa chance", avisou a McLaren a Button. "Será suficiente para pneus intermediários", falou a Mercedes para Schumacher.
 
Então a chuva não veio. Mas Button pelo jeito se animou e encostou no trio.
 
E eis que, na 40ª volta, veio o grande momento da corrida. Da temporada.
 
Vettel acelerou tudo antes da curva 12 e colocou à esquerda de Webber para fazer a ultrapassagem, por dentro. O australiano não fechou a porta mas também não abriu. Ninguém cedeu pra ninguém.
 
Mas, lembrem-se, havia a tal curva logo à frente. E a tal lei de Newton...
 
O resultado? Os dois bateram em altíssima velocidade. Vettel abandonou, Webber precisou trocar o bico, caiu para terceiro.
 
O típico acidente de corrida, sem culpados na opinião deste blogueiro. Ou com dois culpados, como queiram. Dá no mesmo. Empate.
 
E a coisa deve azedar. O alemão saiu do carro xingando tudo, sinalizando que o companheiro enlouqueceu. 

Vettel chama Webber de "louco" após abandonar (Fred Dufour/France Presse)
 
Desta vez, foi Hamilton que agradeceu. Ganhou a liderança. Mas não teve sossego.
 
Na 48ª volta, Button partiu pra cima. Ultrapassou, levou um xis, continuou apertando. Hamilton levou a melhor. Sensacional, uma disputa com ares de Pironi x Villeneuve.
 
Na bandeirada, ufa, vitória de Hamilton. Button foi o segundo, seguido por Webber. Schumacher ficou em quarto. Completando o top 10, Rosberg, Kubica, Massa, Alonso, Sutil e Kobayashi.
 
No Mundial de Pilotos, Webber continua na ponta, agora com 93 pontos. Button tem 88, Hamilton com 84. Alonso tem 79 e Vettel despencou para quinto, com 78.
 
No de Construtores, a McLaren assumiu a ponta, com 172. A Red Bull tem 171. A Ferrari é a terceira colocada, com 146.
 
Agora é esperar para ver como a Red Bull vai conduzir o choque entre seus pilotos. O time tem o melhor carro, sem dúvida, mas às vezes isso não basta. Casos assim são capazes de abalar as estruturas. A liderança do Mundial de Construtores já saiu de suas mãos...
 
Os ecos da Turquia serão duradouros, tenho a impressão.

>>LEIA MAIS na Folha.com

Escrito por Fábio Seixas às 10h39

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O último palpite

Faltam cerca de 15 minutos para a largada. Hora do último palpite.
 
Acho que dá Webber, seguido por Vettel e Hamilton.
 
E você? O que acha?

Escrito por Fábio Seixas às 08h47

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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