Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Lagos, Nigéria

Você está passeando tranquilamente por Lagos e seu pneu furou? Basta resolver com o camarada aí...
 
Borracheiro em Lagos (Fábio Seixas/Folhapress)
 
Com ele ou com qualquer um dos seus colegas, centenas, que se espalham ao longo da Oshodi-Apapa Express, uma das principais avenidas de Lagos.
 
A Nigéria foi o segundo ponto de parada da série.
 
Um país que choca pela pobreza, perceptível já do alto, já do avião. Mas, também, lugar de gente simpática, como Chucks Nwanne e Wasiu Adebola, amigos de amigos que fizeram as vezes de anfitriões por aqui. Ah, sim: o "passeando tranquilamente" da primeira linha foi irônico. O trânsito aqui faz São Paulo parecer Genebra.
 
Calor muito forte. Almoço muito fraco.
 
Não encarei o pão com um ovo cozido inteiro que comprei por 50 Nairas, cerca de R$ 0,60. Preferi voltar pro aeroporto. Aqui, tomei uma Coca-Cola e mandei bala nuns sanduíches de atum. O banho vai ter que esperar. Daqui a pouco pego um voo para Paris, escala para minha terceira parada.
 
O resultado desta passagem por Lagos estará na Folha de amanhã.

Escrito por Fábio Seixas às 16h40

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Nairobi, Quênia

“Não há um portão disponível agora para desembarque, vamos ter que esperar. Bem-vindos ao Quênia.”

E com este alvissareiro alerta do comandante, cheguei a Nairobi.

No voo de Johannesburgo para cá, quase ninguém. Claro. O mundo todo quer ir para Johannesburgo agora. Sair de lá, no dia da abertura da Copa, parece uma insanidade. Pois é...

Ótimo, diga-se. Fui agraciado com o milagre dos três assentos vazios e pude fingir que dormia por umas duas horinhas.

Mas, enfim, estou em Nairobi, escala para minha próxima parada.

Por aqui, faz um baita calor, já empacotei a blusa e penso seriamente em “esquecer” em algum canto a pesada jaqueta que me salvou do frio dos últimos dias. A outra opção é, na próxima madrugada, deixar num armário no aeroporto de Paris, onde faço escala e por onde vou passar novamente daqui a algumas semanas.

Veremos. Nem sempre mantenho meus planos.

Pensei em tomar um café aqui, por exemplo. Desisti ao ver o naipe da cafeteria e lembrar da recomendação do médico. Preferi um suquinho de laranja, industrializado.

Na mesma loja comprei uma latinha de Red Bull, que pode ser necessária, e uma garrafa de Red Label, presente para meu contato de logo mais.

O preço de tudo isso, US$ 15. Ou o Quênia tem algum acordo de isenção com a Escócia ou o Chucks, meu contato, terá uma bela dor de cabeça nos próximos dias.

Até mais.

Escrito por Fábio Seixas às 01h14

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Johannesburgo, África do Sul

O amigo mexicano levou carne seca pro Soccer City (Fábio Seixas/Folhapress)
 
Não eram cambistas, como (infelizmente) os conhecemos. Não estavam vendendo ingressos para fazer dinheiro. Só tentavam amenizar um prejuízo.
 
Os dois irmãos mexicanos de León, no estado de Guanajuato, ficaram na mão quando um amigo decidiu, em cima da hora, desistir da viagem. "É muito caro vir pra cá. Poucos mexicanos vieram", explica Jose Luiz Rodiguez.
 
Pagou US$ 450 pelo bilhete. Vendeu por US$ 300. E, de brinde, ofereceu ao repórter carne seca com chili. Foi a primeira desobediência à recomedação médica de não comer nada estranho nesta maratona que está apenas começando.
 
"Minimize os riscos", disse o doutor Frederico Berardo, ainda em São Paulo. Ok, doutor, mas fiquei sem jeito de recusar.
 
Assistir à abertura da Copa no Soccer City teve som de vuvuzelas, cheiro de cigarro, gosto de Cheese Hot Dog. Que é servido sem queijo, diga-se.
 
Teve ainda torcedores sul-africanos pouco familiarizados com o futebol, e mexicanos bem mais à vontade, fazendo hola e cantando o corinho "Bafana va provar el chili nacional".
 
Provaram, com o gol de Rafa Márquez aos 33min do segundo tempo. Mas o 1 a 1 teve sabor mais amargo para os mexicanos.
 
Johannesburgo anoiteceu a sexta-feira em festa. E assim, com esta imagem bonita de gente pelas ruas, me despeço da cidade que acolheu os últimos momentos de planejamento desta viagem.
 
Hora de correr pro aeroporto, pegar um avião, fazer escala no Quênia e desembarcar no segundo país participante desta Copa do Mundo. 

Escrito por Fábio Seixas às 15h46

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Um Mundo que Torce

Na Folha de hoje:
 
"A Folha inicia hoje uma viagem inédita em coberturas jornalísticas de Copa do Mundo. Uma grande viagem, em todos os sentidos.
 
É a série diária 'Um Mundo que Torce', na qual o jornalista Fábio Seixas acompanhará a reação de torcedores, visitando os países participantes da competição.
 
A peregrinação começa por Johannesburgo, onde o repórter acompanhará o jogo de abertura do Mundial com fãs sul-africanos. A partir de lá, serão, segundo projeção, mais de 120 mil quilômetros em 31 dias. Média superior a 4.000 quilômetros por dia.
 
A ideia, agora, é falar de torcida. Mostrar as particularidades do modo de torcer em cada país, as semelhanças e, principalmente, as diferenças entre culturas tão distantes, mas ligadas nas próximas semanas pela bola.
 
Os relatos e as imagens desta viagem estarão a partir de amanhã nas páginas do jornal e ainda hoje na Folha.com. Além disso, em seu blog, o jornalista contará os bastidores da jornada.
 
Para que cobertura tão complexa se tornasse possível, o planejamento foi iniciado nove meses atrás, em setembro do ano passado.
 
A maior dificuldade foi a malha aérea, principalmente na África e na América Central. Em alguns casos, não há ligação entre nações participantes da Copa. Assim, países que não se classificaram ao Mundial servirão de escala, como Líbano, Bolívia, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e El Salvador.
 
Simultaneamente, foram solicitadas autorizações de entrada: 11 países representados na Copa exigem visto para cidadãos brasileiros.
 
Por fim, o equipamento. Para evitar contratempos com bagagem, o jornalista levará apenas uma mochila, com laptop, aparelhos celulares, modens e câmeras.
 
Fábio Seixas, 35, editor-adjunto de Esporte, está na Folha há 15 anos. Como repórter, cobriu três Olimpíadas e mais de 120 GPs de F-1.

EXPERIÊNCIA
Não é a primeira vez que a Folha põe o pé na estrada para contar grandes histórias ao longo do torneio.
 
Em 1994, Matinas Suzuki Jr., na época editor-executivo, visitou todas as cidades da Copa dos EUA e assistiu a 23 jogos -um por dia. Percorreu então quase 60 mil quilômetros para relatar suas impressões sobre as cidades e as seleções.
 
Em 2002, na primeira Copa em dois países, o então repórter do jornal Mário Magalhães viajou entre Coreia do Sul e Japão. O resultado foi um diário que revelou histórias e personagens para além dos estádios de futebol."

Vamos comigo, moçada?

Escrito por Fábio Seixas às 06h01

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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