Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

1-2-3

A imagem diz tudo...
 
Power, Helio e Briscoe comemoram a primeira fila em Motegi (IndyCar)
 
No ano passado, a Ganassi sobrou em Motegi. Na última madrugada, no treino classificatório, a Penske reagiu com pompa e circunstância.
 
Domínio da primeira fila do grid, com Helinho, Briscoe e Power.
 
Mas não dá para o australiano relaxar. Porque Franchitti sai em quarto. E porque, afinal, há 200 voltas pela frente.
 
A largada para a penúltima etapa da Indy será à 1h deste domingo, com transmissão da Band. 

Escrito por Fábio Seixas às 13h46

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Diário de um fiscal (3)

"Não tem mãe!!" Esse foi meu primeiro pensamento ao abrir o e-mail de convocação para o treinamento do dia 4 de setembro. Quem marca um treinamento às 7h de um sábado não poderia ser agraciado com outra forma!

Esse treinamento foi especial pois trabalhamos numa corrida de verdade. Para ser mais exato, no Campeonato Cingapurense de Turismo. Seguimos em direção a Johor (cidade de Malásia) onde aconteceria a etapa. Como Cingapura não tem autódromo (está em construção, é verdade), a categoria tem que procurar outros circuitos pela região.

Comentário que ouvi lá: "Esse circuito poderia ter sido reformado para receber a Fórmula 1. Era só trocar o asfasto e mudar algumas coisas de infra-instrutura, mas preferiram construir o de Sepang. Thiago, você não imagina como teve corrupção."

Onde já ví esse filme antes? Enfim...

Claro que a velocidade de uma prova de Turismo não se compara à da F-1, mas aprendemos, realmente, a nossa função ao correr da prova e sentimos como será desgastante fisicamente.

Ficamos no circuito por seis horas, debaixo de sol com temperatura de 30ºC. Imagina quando acontecer a prova:12 horas no Marina Street Circuit, por quatro dias (sim, fiscal trabalha um dia a mais), com temperatura semelhante a de Manaus?

Aprendemos o porquê de os carros terem números sequenciais. Não é para o narrador não se perder e nem para os torcedores saberem quem são os pilotos. Em cada trecho onde os fiscais se reunem, há dois com a função de observadores e, a cada coisinha que acontece (desde um carro rodar até apenas colocar as rodas na grama), eles têm que ligar para o controle da corrida e relatar: "Atenção controle, aqui é posto 13. Carro 5 tocou 2 rodas na grama e prosseguiu.".

Bem que a FIA poderia exigir os números serem maiores...

O evento foi tranquilo e só teve um momento de tensão: o almoço atrasou e tivemos 5 minutos apenas para poder engolir a comida pois a prova já ia começar. Aliás, não é uma boa  idéia servirem comida mulçumana num calor desses. Para quem não sabe, esse tipo de culinária é bem apimentada.

Além da prova, houve uma "simulação de corrida" com carros de passeio dando voltas e mais voltas e fingindo acidente, problema mecânico, situação de bandeira azul e preta... E nós tivemos que ficar tão concentrados quanto na corrida de verdade, dando assistências, relatando...

A melhor notícia do dia ficou com Tatiana (conhecida como "a mulher que me atura"): cada fiscal tem direito a 2 ingressos para os 3 dias do evento. O único estresse será arranjar alguém para ela levar ao circuito.

Valeu, Thiago. Esperamos mais historinhas nos próximos dias. Afinal, Cingapura é a próxima.

Os outros capítulos da série estão aqui e aqui.

Escrito por Fábio Seixas às 13h24

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Um cinquentão bacana

O pai morreu quando ele era um adolescente de 15 anos. As finanças da família ruíram. Foi obrigado a esquecer a infância rica, arranjou um emprego de motoboy, entrou para uma banda punk.
 
Começou a correr tarde. Primeiro, de moto. Só sentou num carro de corrida depois dos 20. E só chegou à F-1 com uma mãozinha de Frank Williams, que lhe cedeu uma vaga de piloto de testes na base da camaradagem.
 
Tinha 32 anos quando disputou sua primeira temporada, pela então agonizante Brabham. Classificou-se para apenas dois GPs.

No fim daquele 1992, Mansell deixou a F-1, e ele herdou a vaga de companheiro de Prost no ano seguinte.
 
Seguiu aprendendo.
 
Foi o último parceiro de Senna, tornou-se número 1 do time. Deixou escapar o título de 1994. Mas, em 1996, tornou-se o primeiro filho de um campeão a repetir o feito do pai.
 
Foi dispensado da Williams, acertou com a Arrows. E, naquela porcaria de carro, quase conquistou uma das grandes vitórias da história da F-1, na Hungria _foi vítima de pane hidráulica na última volta e, se arrastando até a linha de chegada, cruzou em segundo.
 
Abandonou a F-1 no fim de 1999, após duas temporadas na Jordan. Deixou os cabelos e a barba crescerem, pegou a guitarra, passou a dedicar mais tempo aos filhos _entre eles Oliver, que nasceu com síndrome de Down.
 
Hoje, preside o BRDC, entidade que reúne ex-pilotos e empresários de automobilismo na Inglaterra e que é proprietária de Silverstone.
 
Pode não ter sido um piloto genial. Mas foi uma das grandes personalidades que já passaram pela F-1.
 
Hoje, Damon Hill torna-se cinquentão. Parabéns a ele, por ser quem é, por não ter se contaminado com a empáfia do circo.

PS: Este post vai para meu primo Lula, de Floripa, louco por automobilismo e que sempre foi fã do estilão do Hill.

PS2: Que música é essa, no vídeo?

Escrito por Fábio Seixas às 13h01

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Escola de talentos

A MotoGP, que já corria em Valência, Barcelona e Jerez, promove hoje a estreia de um novo circuito espanhol no calendário: Aragón.
 
O melhor tempo hoje foi de Pedrosa, na sessão da manhã: 1min59s506. No segundo treino, com pista molhada, Stoner cravou 2min01s710.
 
Mas o que me impressionou mesmo foi o circuito...
 
O circuito de Aragón (MotoGP)
 
Repito: a Espanha tem pelo menos mais três ótimas pistas. O sucesso não acontece por acaso.

Escrito por Fábio Seixas às 12h37

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Sexta, coluna

Quatro anos antes, naquela mesma Monza, ele era o centro das atenções. Não da F-1, mas do mundo. Não pela surpresa, mas pelo impacto que aquele anúncio tão aguardado provocava.
Sentado entre os jovens Raikkonen e Kubica, expressão contrita, anunciava a aposentadoria, o fim de uma era no esporte a motor.
Estava, então, no topo: macacão ensopado de champanhe pela vitória recém-conquistada, ainda vivíssimo no campeonato, com porte e físico de quem suportaria muitíssimo mais.
Quatro anos depois, domingo passado, Schumacher mal foi notado.

A coluna de hoje discorre um pouco mais sobre o alemão, as glórias do passado, as percepções de hoje e as perspectivas para o futuro. 
 
O texto está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital, como de hábito, pág. D15.

Escrito por Fábio Seixas às 12h10

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Erros e acertos

"O piloto que errar menos será o campeão", disse Button ao Formula1.com.
 
Óbvio. Mas não menos verdadeiro por causa disso.
 
São cinco os pilotos que efetivamente duelam pelo campeonato: Webber, Hamilton, Alonso, Button e Vettel.

Desses, o que menos errou em 2010 é o australiano. 

Escrito por Fábio Seixas às 15h16

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Aquecimento

"Carros nascem 12 meses antes de correr. E quando o carro de 2010 nasceu, tínhamos o foco em um monte de outras coisas: a sobrevivência da empresa, a luta pelo Mundial..."
 
"O carro de 2011 está num estágio bem avançado. Progredimos em várias áreas. Acho que entendemos os motivos porque estamos nessa situação de agora e acho que sabemos como melhorar."
 
Este, Brawn, falando sobre o modelo da Mercedes para 2011.
 
Um carro que, dizem, está sendo feito sob medida para Schumacher.
 
É incrível como há pessoas que esquecem o que Brawn e Schumacher já fizeram na F-1. E que subestimam o que podem voltar a fazer.
 
Eu prefiro esperar mais um pouco. Mais um ano, pelo menos.

Escrito por Fábio Seixas às 13h20

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Pit Stop #156

O Pit Stop de hoje teve Castilho de Andrade como convidado especial. Não por coincidência foi um dos melhores programas que já fizemos. E o mais divertido.

Na pauta, F-1, Indy, MotoGP. Muita informação sobre o GP Brasil. E histórias saborosas do Castilho, um mestre.
 
Lá vai...

Escrito por Fábio Seixas às 15h01

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Troca-troca

Sai De la Rosa, entra Heidfeld.
 
Melhor para a Sauber.
 
O espanhol nunca foi um virtuose. Pelo contrário. Sempre o achei bem fraquinho. 
 
A esperança da equipe era que ele pudesse colocar em prática a experiência dos anos como piloto de testes da McLaren. Deu em nada.
 
Após 14 etapas, De la Rosa tem 6 pontos. Kobayashi, 21. Mais: o espanhol é o único piloto que já estourou a cota de oito motores.
 
Heidfeld também não é nenhum gênio, mas pelo menos consegue levar o carro até o fim dos GPs. E é disso que a Sauber precisa.
 
Em tempo, Heidfeld vai herdar a maldição do antecessor até o fim da temporada: a cada novo motor que usar a partir de agora, perderá dez postos no grid.

Escrito por Fábio Seixas às 12h52

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O País da F-1

Fazia tempo que eu não atualizava a seção. Prometo ficar mais atento.
 
A contribuição de hoje é de Gustavo Vissoci Reiche, de Londrina.
 
"Tirei esta foto quando estive de passagem em Ivaiporã, uma cidade também do interior do Paraná. O lava-rápido, apesar de 'surrado', fica em uma das principais avenidas da cidade".
 
 
Ao Gustavo, um muito obrigado. E o que eu mais gostei foi do slogan.

Escrito por Fábio Seixas às 12h37

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Mais um pra coleção

Vocês lembram da Saga dos Ingressos, que agitou o blog em 2009? Não? Então vejam isso aqui.
 
Pois o Antonio Tigre, que começou com a brincadeira, já recebeu o ingresso de 2010 e mandou pra cá.
 
É assim...
 
 
 
E vocês? Já receberam os seus? Tudo certo com a entrega? Algum problema?

Escrito por Fábio Seixas às 16h36

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A foto

A foto do fim de semana é de autoria de Giampiero Sposito, da Reuters.

Festa da torcida em Monza, ontem (Giampiero Sposito/Reuters)
 
É uma paixão, sem dúvida.
 
Mas pena que ande tão difícil nutrir simpatia pela Ferrari nos últimos tempos...

Escrito por Fábio Seixas às 13h15

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Pílulas do dia seguinte

A Red Bull anunciou que o problema de Vettel foi nos freios. Explicado, então. Durante a corrida, eu falei em jogo de equipe, porque o próprio piloto havia alegado falha no motor e logo depois voltou a andar rápido. Mas se a intenção da equipe era derrubar o alemão, não prepararia para ele uma estratégia tão ousada _e boa. Fato é que viveremos desconfiados daqui pra frente, culpa da Ferrari;
 
Alonso falou. E falou bem. A chave para a conquista do título será a consistência nas provas finais. Hamilton e Webber que o digam;
 
Lotus e Cosworth confirmaram o divórcio ao fim do ano. A equipe malaia terá motores Renault no ano que vem. É um alívio ver uma das novatas no caminho certo. A Virgin ainda passa na nota de corte. Mas a Hispania é de doer: a última foi ter usado aerofólios de Mônaco em Monza por falta de verba;
 
Barrichello: "Fica nessa 'lenga-lenga', um pouco de faz isso, aquilo... Minha parte está assinada, falta só eles mandarem os papeis com todo o negócio. Eu me vejo dentro da equipe 100%." Barrichello ficará na Williams em 2011. Se a equipe melhorou tanto neste ano, tem a ver com sua bagagem, sua experiência. Um bom negócio para ambos os lados; 
 
Muita gente pergunta sobre a situação dos motores de cada piloto agora, com o fim da temporada chegando. O regulamento estipula que cada piloto pode usar 8 unidades por ano. O cenário pós-Monza é o seguinte:
 
1 GP do 6º motor
Kubica e Petrov
 
2 GPs do 6º motor
Webber e Barrichello
 
1 GP do 7º motor
Button, Hamilton, Schumacher, Rosberg, Vettel, Hulkenberg, Sutil, Liuzzi, Buemi, Alguersuari, Trulli, Kovalainen, Yamamoto, Bruno, Kobayashi, Glock e Di Grassi

1 GP do 8º motor
Massa e Alonso
 
2 GPs do 9º motor
De La Rosa
 
Dos duelistas ao título, Alonso é o que está em pior situação. Dificilmente conseguirá escapar de punição em Suzuka. Deve ser, em todo o planeta, o sujeito que mais torce para o cancelamento do GP da Coreia do Sul. Webber, em compensação, está bem tranquilo. O título pode ser decidido nisso.

Escrito por Fábio Seixas às 13h02

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Alonso, e Mundial reaberto

Em Monza, deu Alonso. Na base da estratégia e de um ritmo alucinante.

 

É a 3ª vitória do espanhol na temporada, a 24ª vitória na carreira, o que o coloca ao lado de Fangio na estatísticas.

 

Mais: o que o recoloca na luta pelo campeonato.

 

Um resultado muito, muito, muito comemorado.

 

Até porque as coisas começaram muito, muito, muito ruim para ele.

 

Na largada, Alonso deu um cochilada e Button tomou a ponta. Massa surpreendentemente partiu pra cima do companheiro, os dois dividiram as primeiras curvas, mas o espanhol conseguiu manter a segunda posição.

 

Empolgado, Hamilton quis participar da brincadeira. Mas exagerou na dose. Tocou Massa, entortou a suspensão dianteira direita, abandonou.

 

Webber deve ter aberto o maior sorriso do mundo.

 

Na quinta volta, o top 10 era Button, Alonso, Massa, Rosberg, Kubica, Hulkenberg, Vettel, Schumacher, Webber e Buemi.

 

Lá na frente, Alonso não deixava Button respirar. A diferença entre os dois mantinha-se entre 0s5 e 0s6. E Massa, diga-se, também vinha forte, a menos de 1s no companheiro. Um pelotão à parte.

 

O inglês só conseguiu algum (pouco) sossego após a 12ª volta, quando começou a impor ritmo mais forte que as Ferrari. Na seguinte, já tinha 1s6 sobre Alonso, que, por sua vez, abria 1s1 para Massa.

 

Na 17ª volta, Alguersuari abriu a janela de pits.

 

Na 21ª, Webber, que já tinha deixado Schumacher para trás, passou Vettel. Instantes depois, o alemãozinho entrou no rádio para reclamar de problema no motor.

 

(O piloto com mais pontos no campeonato se deu bem nessa. Coincidência? Sinceramente, não sei. Porque, depois, Vettel cumpriu estratégia ousada e terminou à frente.)

 

Na 38ª, Webber e Rosberg pararam. Na 37ª, Button entrou. Alonso parou na seguinte. E a voltinha a mais na pista foi suficiente.

 

Porque o espanhol saiu dos boxes lado a lado com o inglês e, aproveitando a curva à direita, fez a tomada melhor.

 

Retomou a liderança. Mérito para a equipe, que o devolveu rápido à pista, mérito dele, que manteve o pé cravado no acelerador.

 

Massa tentou coisa parecida. Entrou na 39ª, mas não conseguiu superar o inglês. Ficou em terceiro.

 

A corrida, então, ficou chata.

 

À exceção de Webber pra cima de Hulkenberg, a três voltas do fim, e de um passeio de Alonso pela chicane, ninguém mais passou ninguém, não houve sustos nem ameaças.

 

E o Vettel, lembram dele? Só fez o pit stop na última volta e, com isso, ficou em quarto.

 

O top 10 na linha de chegada, Alonso, Button, Massa, Vettel, Rosberg, Webber, Hulkenberg, Kubica, Schumacher e Barrichello.

 

Com o resultado, Webber reassumiu a liderança do Mundial, com 187 pontos, cinco a mais que Hamilton. Alonso foi a 166. Button tem 165 e Vettel, 163.

 

E o resumo é esse: uma corrida ruim para Hamilton e Webber, boa para Alonso, Button e Vettel.

 

Fim da disputa a dois. Campeonato reaberto, escancarado.

Escrito por Fábio Seixas às 10h36

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O último palpite

Sem delongas, acho que dá Button, Alonso e Hamilton.

 

E você? Só não vale apostar depois da corrida.

Escrito por Fábio Seixas às 08h17

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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