Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Sexta, coluna

A glória escorrendo pelos dedos, a decepção proporcional à expectativa criada, o baque da derrota. Mas reações bem diferentes.
Webber saiu do carro cabisbaixo, inconsolável -até porque não havia ninguém para consolá-lo. Vettel foi amparado por Marko, braço direito do dono da equipe. Mas talvez não precisasse. Porque estava triste, claro, mas sorria. Um sorriso de "não deu, fica pra próxima".
E a próxima talvez não seja 2011. Ele pensa em Interlagos.

A coluna de hoje está aqui, para assinantes da Folha e do UOL.
 
Na Folha Digital, pág. D11.

Escrito por Fábio Seixas às 11h25

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Senna, Schumacher e Alonso

"De vez em quando, surgem pilotos especiais. Senna foi um. Schumacher, outro. E Alonso, também."
 
A frase é do piloto que talvez melhor conhecesse o brasileiro. Berger, companheiro de Senna por três temporadas, um dos maiores amigos do brasileiro no automobilismo.
 
Este blogueiro concorda. E vocês?

Escrito por Fábio Seixas às 12h04

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Living in America

Nelsinho Piquet vai decidir o futuro nos próximos dias.
 
Depois de conversar com seis equipes da Truck Series em Charlotte, está agora entre duas opções para 2011.
 
Seu projeto é mesmo mergulhar de cabeça na Nascar e um dia chegar à categoria top. F-1 é passado.
 
PS: Fui colocar este título no post e agora fiquei com isso na cabeça...

Escrito por Fábio Seixas às 13h06

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Pit Stop #161

O Pit Stop de hoje falou de Massa, Alonso, Webber, Vettel, Hamilton, Rossi, Maldonado, Hulkenberg...

E, no Naftalina, mostrou cenas da coleção de carros de Ecclestone. Um pouco melhor do que a minha.
 
Segue...

Escrito por Fábio Seixas às 12h51

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A foto

E um título mundial pode ter acabado na lama...

O carro de Webber, após o acidente em Yeongam (Toru Hanai/Reuters)
 
O clique do fim de semana é de Toru Hanai, da Reuters.

Escrito por Fábio Seixas às 14h24

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Pílulas do dia seguinte

Horner já fala em ordens de equipe a partir de Interlagos. A ideia é dar toda a força a Webber. A McLaren deve fazer o mesmo, priorizando Hamilton. E ninguém se escandalizará. Como ninguém se escandalizou em 2007, quando Massa ajudou Raikkonen no Brasil. O que não concordo é com marmelada no meio da temporada, em julho, como aconteceu em Hockenheim. Se a Red Bull tivesse feito o mesmo com qualquer um de seus dois pilotos, provavelmente o campeonato já teria acabado. Mas não seria esporte. O problema é que a Ferrari não se importa com isso;
 
Que me perdoem aqueles que querem levantar a bola do GP Brasil e que passarão as próximas semanas gritando que o campeão pode sair aqui. Sim, pode, mas é muitíssimo difícil. Concordo com Whitmarsh: o título só sairá na última etapa, em Abu Dhabi;
 
Um dos motivos para meu ceticismo está nas declarações de Alonso, após o GP. Ele estava feliz, claro, mas com os pés bem no chão. "Ainda precisamos achar alguns décimos de segundo", disse, ciente de que a Red Bull ainda tem o melhor carro. Ciente, também, que tanta sorte como no GP sul-coreano é coisa raríssima;
 
Maldonado vai testar com a Williams na sessão pós-temporada, em Abu Dhabi. A batata de Hulkenberg começou a assar;
 
Sauber meteu o pau nos mecânicos da Ferrari e da McLaren, que comemoraram loucamente a batida de Webber e a quebra de Vettel. No fundo, ele tem razão. Mas também compreendo a vibração. É difícil segurar a emoção no momento assim. Principalmente quando não se é suíço;

Ao "Guardian", Ecclestone teria dito Spa está na alça de mira para deixar o calendário com a chegada dos GPs dos EUA e da Rússia. À TV belga RTBF, declarou que o jornal inglês interpretou erroneamente suas palavras. Até por experiência própria, sei bem como são essas coisas. Se eu fosse o promotor do GP belga, já estaria na antessala do chefão da F-1.

Escrito por Fábio Seixas às 13h02

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Alonso, e virada no Mundial

A F-1 amanheceu em Yeongam tendo Webber como líder do campeonato. Durante boa parte da corrida, viu a liderança, e enormes chances de título, nas mãos de Vettel. Mas foi Alonso o piloto que deixou o circuito, à noite, com o maior sorriso do mundo.
 
Um domingo sul-coreano que, além de sobe-e-desce na tabela, teve bastante água.
 
Faltando 15 minutos para a largada, chovia forte. A direção de prova, primeiro, atrasou o início da corrida em 10 minutos. Depois, determinou a largada atrás do safety car.
 
Mas não, não havia condições.
 
"Tem um lago no meio da reta", dizia Button, pelo rádio. "É a pior condição em que já dirigi um carro. Não consigo ver o Webber", gritava Alonso.
 
Após três voltas, bandeira vermelha. Todo mundo de volta para o grid, à espera de menos água. 
 
Espera que levou 50 minutos. Só às 16h05 locais, 5h05 de Brasília, os motores voltaram a funcionar. Nova largada, outra vez atrás do safety car.
 
E a referência mais uma vez foi o rádio dos pilotos. Vettel: "Está melhor do que antes. Mas tem muita água na reta. E muito spray". Duas voltas depois, Hamilton soltou um "está melhorando, está mais seco". Aliás, o inglês era quem mais queria corrida. "Já dá pra largar", falava, na nona volta.
 
Mas a FIA insistia em não querer corrida. O que era precaução tornou-se excesso de zelo e passou a ser incompreensível.
 
Já houve trocentas corridas em condições muito piores. Na 15ª volta, Hamilton defendia que já dava pra pensar em pneus intermediários. E nada do safety car sair da pista...
 
A corrida só começou pra valer na 17ª volta. Ufa.
 
E, vejam só, não houve nenhuma desgraça, nenhum cataclisma. Os pilotos correram com chuva, simples assim. Os comissários da FIA deveriam ver umas corridas de antigamente...
 
Quem se deu mal, surpreendentemente até, foi Hamilton. Talvez pelo excesso de confiança, não tenha mantido a pressão e a temperatura do pneus. Perdeu posições para Rosberg e para Alonso.
 
Na 19ª volta, então, aconteceu o lance que mudou a situação do campeonato pela primeira vez.
 
Webber, o que menos queria largada, errou. Pegou grama, rodou sozinho, atravessou a pista, bateu em Rosberg, acabou na área de escape com o carro cheio de lama _imagem emblemática.
 
Debaixo do capacete, suponho, Vettel deve ter aberto um sorrisão. O que as câmeras mostraram foi Webber voltando para os boxes cabisbaixo. A expressão era de quem via o título escorrer pelos dedos.
 
Pudera: o que era seu grande trunfo na temporada, a regularidade, foi literalmente por água abaixo na antepenúltima etapa do Mundial. Se é verdade que o atual sistema de pontos premia a constância, também é que pune severamente qualquer abandono.
 
Sem a pressão do único piloto com um carro tão bom quanto o seu, Vettel aproveitou para começar a abrir vantagem. Dez voltas depois, na 29ª, já tinha 3s9 sobre Alonso.
 
Na 32ª volta, o safety car entrou pela terceira vez: Buemi, de intermediários, não segurou o carro, acertou Glock. Pedaços de carro por toda a pista.
 
Correria pros boxes. E aí a Ferrari complicou a vida de Alonso. O mecânico da roda dianteira direita se atrapalhou na troca de pneus, e o espanhol perdeu posição para Hamilton.
 
Outro sorrisão de Vettel, imagino. Mas que durou pouco.
 
Reclamando de desgaste nos intermediários dianteiros, Hamilton não conseguiu segurar o carro na relargada, na 36ª volta. Escapou da pista, e Alonso retomou a segunda posição. Um certo mecânico ferrarista deve ter respirado aliviado.
 
E às 17h32 locais, 6h32 de Brasília, enfim, os pilotos concluíram a 42ª volta. Ou 75% da corrida. Ou o suficiente para a pontuação ser distribuída de forma integral.
 
O top 10, naquele momento, Vettel, Alonso, Hamilton, Massa, Schumacher, Barrichello, Hulkenberg, Kubica, Liuzzi e Kobayashi.
 
A 12 voltas do fim, na 43ª, a vantagem de Vettel para Alonso despencou de 2s3 para 1s1. Era um sinal, algo não corria bem com o alemão.
 
Então, pela segunda vez no dia, o Mundial mudou de cara. E de mãos. 
 
Na 46ª volta, o motor de Vettel foi pro espaço. Foi a vez de Alonso sorrir. Com a quebra, Vettel, então líder da tabela, caiu para quarto. E o espanhol assumiu a liderança.
 
O top 10 na bandeirada, já quase noite em Yeongam, Alonso, Hamilton, Massa, Schumacher, Kubica, Liuzzi, Barichello, Kobayashi, Heidfeld e Hulkenberg.
 
Com o resultado, sua quinta vitória na temporada, o espanhol vai a 231 pontos, contra 220 de Webber, 210 de Hamilton e 207 de Vettel.
 
Matematicamente, Alonso pode conquistar o título em Interlagos. Mas não creio, até pelo carro que Webber tem.
 
Mas é chegada a hora de a Red Bull tomar uma decisão. Ou dá prioridade para o australiano ou entrega a taça para o espanhol.
 
No cockpit, Alonso gargalhava. E não é suposição: pelo rádio, só dava para ouvir suas risadas.
 
É. Quem ri por último...

Escrito por Fábio Seixas às 07h05

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O último palpite

Em Yeongam, faltando meia hora pra corrida, cai uma garoa. A continuar assim, a largada será com intermediários.

Água na pista complica qualquer aposta. Mas vamos lá...

Como está, fica. Dá Vettel, seguido por Webber e Alonso.

E você, o que acha?

Escrito por Fábio Seixas às 03h38

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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