Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Jovens demais

O automobilismo de antigamente era coisa de louco. E não há nenhuma figura de linguagem na frase anterior.

A dica foi do Marcelo Silveira. E a música, de quem é?

Escrito por Fábio Seixas às 14h52

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Sexta, coluna

Quando Webber e Pizzonia dividiam a Jaguar, em 2003, o australiano invariavelmente largava na frente.
O amazonense e seu estafe diziam que era "marketing", uma estratégia do australiano para aparecer no sábado e que isso não compensaria para o GP.
Era a primeira chance de ambos numa equipe média.
Em 11 etapas, Webber saiu oito vezes na frente do colega. Na 12ª, havia um substituto para o brasileiro.
Braço por braço, Pizzonia era mais piloto. Mas automobilismo é mais que isso.
 
A coluna de hoje fala sobre a importância da "primeira impressão" na F-1. E sobre a corrida de Pérez em Melbourne. Não é exagero dizer que, com um GP, ele já ganhou fôlego. Mais dois ou três assim, e o telefone do empresário vai tocar.

A íntegra está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. A coluna também pode ser lida na Folha Digital, na pág. D9. Ou na banca aí da esquina, claro! 

Escrito por Fábio Seixas às 09h41

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Ê, lá em casa...

Não é de hoje que este é um blog participativo, escrito a centenas de mãos.
 
E quem participa hoje é o Rafael Rossi. Foi dele a indicação deste blog sobre design gráfico.
 
PJ Tierney é um artista irlandês que resolveu criar uma séries de pôsteres homenageando os 19 GPs do calendários. Ele mistura elementos da F-1 com os desenhos e cores das bandeiras dos países-anfitriões.
 

A maioria ficou bem bacana. O meu preferido é este aí em cima, do Japão. E o seu?
 
PS: Fuçando a internet, descobri que os pôsteres estão à venda no site do próprio Tierney, a € 30. Até agora, segundo ele, os maiores sucessos de venda são Brasil (que ficou bem feinho) e Índia.

Escrito por Fábio Seixas às 15h12

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Bate-pronto

Hamilton diz que a Red Bull vai ter que instalar logo o Kers se quiser se manter na ponta.
 
Pode até ser.
 
Mas se o Kers não aparecer nos carros de Vettel e Webber, e o alemão continuar voando daquele jeito, é mais fácil todo mundo empacotar as coisas e começar a pensar em 2012.

Escrito por Fábio Seixas às 14h38

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Pit Stop #175

Às vezes a força da internet assusta.. Algumas vezes, ajuda. E, de vez em quando, as duas coisas acontecem.

Mudei para o Rio, vocês já sabem. E daí que, sem conhecer muito por aqui, postei no Twitter um pedido de contato com tarados por F-1 que trabalhassem em produtoras de vídeo no Rio.
 
Precisava, enfim, de gente apaixonada pelo esporte e que topasse fazer o Pit Stop em parceria com o UOL, em nova fase, em novo formato.
 
Muita gente respondeu. E foi assim que conheci a turma da Vatapá Produções. Pedro Perazzo, Tania Pinta e Julia Vanini. Três jovens recém-saídos da faculdade e com aquilo que importa: talento, empreendedorismo, vontade de trabalhar, disposição para fazer acontecer.
 
E eles fizeram acontecer. O primeiro Pit Stop made in Rio está aqui...

Por questões técnicas, o programa, por ora, será gravado. Enquanto o "ao vivo" não volta, a única forma de participar é pelo e-mail uolnewsformula1@uol.com.br
 
Obrigado, mais uma vez, à moçada da Vatapá. E à turma do UOL, Priscila, Murilo, Alex. E, claro, a todos vocês que pediram a volta do Pit Stop.
 
Agora, me aguentem.

Escrito por Fábio Seixas às 12h49

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A foto

Glock, D'Ambrosio, Liuzzi, Karthikeyan, Sutil e Di Resta. Alguersuari, Buemi, Barrichello, Maldonado, Kovalainen, Trulli, Kobayashi e Pérez. Heidfeld, Petrov, Button, Hamilton, Vettel, Webber, Alonso, Massa, Schumacher e Rosberg.

Eis o time da F-1 para a temporada 2011.
 
 Pilotos posam para a foto oficial de abertura da temporada (Rob Griffith/AP)
 
O clique é de Rob Griffith, da Associated Press.

Escrito por Fábio Seixas às 14h15

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Pílulas do dia seguinte

A Sauber diz que vai investigar o erro na medida da asa. Por enquanto, o que há é um protocolo de intenção de apelo. Provavelmente vai descobrir que errou mesmo e desistir do discurso. Ok, o resultado pode ter sido apagado, mas o desempenho de Pérez na estreia não será esquecido, já ficou marcado. É o tipo de corrida que faz a carreira de um piloto;
 
Contratado (de novo) pela McLaren como piloto de testes, De la Rosa foi liberado para um último treino com a Pirelli, no próximo fim de semana, em Istambul. Alguém tinha alguma dúvida de que equipe inglesa o liberaria?;
 
A FIA vai esperar três GPs para fazer uma reavaliação do uso da asa traseira. Após a corrida da China, Whiting e sua equipe técnica vão sentar e estudar o que aconteceu. Ele diz que ainda é cedo para avaliar, mas não descarta mudanças, "se necessárias";
 
Mais de Whiting, ao "Le Temps", da Suíça: "É verdade que a eficiência da asa em Melbourne não foi a ideal, mas a reta lá é muito curta e é precedida por um curva veloz. Vamos ver o que acontece na Malásia e na China";
 
Button reclamou do comportamento de Massa na disputa por posições. Houve um momento em que, sim, o brasileiro fechou a porta duas vezes. Mas, de resto, foi uma disputa limpa. Para usar a expressão do post abaixo, o inglês está de nhenhenhém;
 
Cada vez que vejo uma foto de Petrov, me vem à cabeça o que eu disse na transmissão e já tuitei: Kubica deve ter dado piruetas na maca.

Escrito por Fábio Seixas às 10h10

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Sem nhenhenhém

Franchitti fez uma bela corrida, superou o favoritismo de Power, está de parabéns.
 
Mas quem merece aplausos hoje, de pé, é Tony Kanaan. Há duas semanas ele estava sem equipe. Hoje, estreando pela modesta KV, em São Petersburgo, foi terceiro colocado, lutando bravamente nas últimas voltas contra os ataques de Simona de Silvestro.
 
Eu tinha pensado isso ao ver o desempenho de Pérez em Melbourne, na madrugada: piloto bom não tem nhenhenhém. Vai lá e mostra o cartão de visitas logo de cara.
 
Power e Tony, na prova deste domingo (Chris O'Meara/AP)
 
Taí o Tony que não me deixa mentir.

Escrito por Fábio Seixas às 16h56

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Bandeira preta

E a alegria de Pérez durou pouco.
 
Após a prova, os dois carros da Sauber não passaram na vistoria técnica e foram desclassificados pela FIA.
 
O motivo, o nível de curvatura da parte superior da asa traseira é menor do que o limite de 100 mm, o que infringe os artigos 3.10.1 e 3.10.2 do Regulamento Técnico.
 
Com isso, Massa ganha duas posições e é sétimo, seguido por Buemi. Sutil é o nono. E Di Resta toma o posto do mexicano como o estreante pontuador, em décimo.
 
A Sauber já anunciou que pretende apelar. Talvez desista. Réguas não mentem.
 
Ah, sim: uma chata curiosidade une Pérez a Kubica. Em seu GP de estreia na F-1, também pela Sauber, o polonês também foi sétimo mas acabou sendo desclassificado.

Escrito por Fábio Seixas às 08h48

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Vettel, vitória numa nova F-1

A F-1 de 2011 é um exagerado festival de pit stops, é uma asa traseira que ainda precisa mostrar eficiência.
 
E é, como esperado, a cara de Vettel.
 
(Diego Azubel/Efe)
 
Vitória do alemão em Melbourne, a 11ª da carreira.
 
Seu show particular começou na largada. O alemão contornou a primeira curva muito à frente da concorrência e, ao fim da primeira volta, já tinha incríveis 2s4 sobre Hamilton. Na segunda volta, já eram 3s2.
 
Massa também foi bem. Saindo em oitavo, fechou a primeira volta em quarto. Os destaques negativos, Alonso, que caiu de quinto para nono, e Barrichello, que escapou e deu uma enorme volta pela grama antes de voltar à pista.
 
Não demorou para começar o trabalho nos boxes. Já na segunda volta, Alguersuari e Schumacher pararam.
 
E então começou a grande briga da primeira parte da prova, Massa x Button. Colado na traseira da Ferrari, o inglês acionava asa traseira, apertava Kers, babava no capacete, xingava no rádio, mas não conseguia a ultrapassagem.
 
Lá na frente, Vettel começava a perder terreno, já com problemas de desgate nos pneus traseiros.
 
Na 12ª volta, cansado de esperar, Button cortou uma curva e passou Massa. E levando Alonso junto. A agressividade que sobrou ao brasileiro para se defender do inglês, faltou no instante da aproximação do companheiro.
 
Uma pena. Era um bom momento para se impor, para brigar, para começar um 2011 diferente do que foi 2010. Mas talvez isso tudo seja só uma doce ilusão do blogueiro...
 
Na 13ª volta, Alonso foi para os boxes. Na 14ª, Massa parou. Na 15ª, Vettel. Na 17ª, Hamilton. Na 18ª, Button entrou para cumprir um drive-through, penalização pela tal curva cortada seis voltas antes.
 
Ordem reestabelecida lá na frente. Na 20ª volta, Vettel tinha 7s sobre Hamilton, que tinha 15s8 para Webber. Petrov era o quarto, seguido por Alonso e Massa.
 
Um pouco mais atrás, Barrichello apertava Rosberg na luta pela oitava posição. Na 23ª volta, atacou. Atacou demais, digamos. Foi excessivamente otimista, retardou muito a freada e acertou o alemão.
 
Pior para Rosberg, que abandonou. O brasileiro precisou trocar o bico, e, punido, precisou voltar aos boxes para um drive-through.
 
Na 27ª volta, Webber abriu a segunda rodada de pits para a turma da frente. Na 35ª, Vettel, Hamilton e Petrov, então os três primeiros, pararam.
 
Hamilton, no pit lane, durante a prova (Daniel Munoz/France Presse)
 
E veio mais pit. Na 42ª, Webber, de novo, abriu a terceira rodada de pits. Na volta seguinte, Alonso parou e voltou exatamente à frente do australiano.

Enquanto os dois duelavam, Massa foi superado por Button e, na sequência, parou nos boxes para um terceiro pit.
 
Repararam que este post praticamente só falou em boxes e pit stops?
 
Pois é, assim foi a corrida. Sempre que um piloto chegava no outro, já era hora de um dos dois entrar nos boxes.
 
O tal desgaste programado da borracha não permite que os pilotos fiquem por muito tempo na pista. Faltou um item à lógica de Ecclestone: ele não imaginou que, num momento de duelo, o mais sensato é o piloto com pneu mais desgastado entrar nos boxes. Afinal, sabe que o outro duelista também terá de parar. As posições ficam inalteradas, portanto, e o público perde a chance de ver uma briga na pista.
 
E a asa? Não adiantou quase nada. Pelo menos nas disputas entre pilotos de ponta, mostradas pela TV, o atacado sempre se deu melhor do que o atacante.
 
Na linha de chegada, o top 10: Vettel, Hamilton, Petrov, Alonso, Webber, Button, Pérez, Kobayashi, Massa e Buemi. Barrichello abandonou a dez voltas do fim, com problemas no câmbio.
 
Os destaques positivos, Hamilton  ("há uma semana eu não imaginava isso", admitiu), Petrov, que deu o primeiro pódio para a Rússia na F-1, e Pérez que largou em 13º e, com um pit só, terminou em sétimo, à frente de Kobayashi.
 
A 11ª vitória iguala Vettel a Massa e Barrichello nas estatísticas. À frente dele, entre os pilotos em atividade, apenas Schumacher (91), Alonso (26) e Hamilton (14). O inglês que se cuide.

Escrito por Fábio Seixas às 04h40

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O último palpite

Pensei em abolir a tradição deste post, porque muita gente leva as coisas a sério demais e até com agressividade gratuita.

Mas como a maioria entende a brincadeira, e é para esses que o blog é feito, decidi mantê-la.

Vamos lá então: dá Vettel, seguido por Webber e Hamilton. E você, o que acha?

Escrito por Fábio Seixas às 02h58

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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