Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Baú da F-1

Um dos comentários da coluna de ontem trouxe uma dica valiosa: o site F1Archives, indicação do Wendel.
 
São vídeos históricos da F-1, coisa muito boa, um túnel do tempo.

Acabei de assistir a uma entrevista de Mansell a Murray Walker no dia seguinte à conquista do título.

É um Mansell tranquilo, sereno, bem diferente daquele a que estávamos acostumados a ver ao volante.
 
Alguns highlights...

"Estávamos prontos desde o começo do ano, e nenhum outro time estava. Capitalizamos desde o começo. É assim que se ganha ou se perde um campeonato... Se você começa marcando bons pontos, se estabelece como um forte concorrente."
 
"Em 1986, eu era um concorrente real ao título, e foi uma enorme decepção quando aquele pneu escapou. Em 1987, eu honestamente não sentia que era um concorrente. Eu estava ali, pressionando meu companheiro de equipe, mas eu sabia para onde os recursos estavam indo. Nelson era o primeiro piloto, estava claro... E aquele campeonato terminou numa verdadeira agonia para mim. Levei nove meses para me recuperar."
 
"O que me motiva é querer ser o melhor dos melhores."
 
"No mundo ideal, quero defender este título no ano que vem, com a mesma equipe. Basicamente, agora estou esperando o Frank me procurar."
 
Como sabemos hoje, não houve acordo com a Williams e, em 1993, Mansell correu (e venceu) a Indy.
 
Lá vai...

Escrito por Fábio Seixas às 15h12

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Ricaços

A "Sports Illustrated" divulgou suas listas de atletas mais bem pagos do mundo. A dos atletas americanos está aqui. A relação do "resto do mundo", aqui.
 
Tiger Woods lidera o ranking geral. Faturou US$ 62,3 milhões nos últimos 12 meses entre salários e campanhas publicitárias, segundo a revista americana. 
 
Depois, vem outro golfista, Phil Mickelson, com US$ 61 mi.
 
Na sequência, aparecem Roger Federer (US$ 52,8 milhões), Manny Pacquiao (US$ 52,5 milhões)... E Alonso.
 
O espanhol embolsou US$ 45 milhões.
 
Depois dele, o piloto mais bem posicionado é Rossi, com US$ 30 mi. Na F-1, o mais próximo é Hamilton, com US$ 24 mi.
 
Acho que dá para entender a ascendência que Alonso tem na Ferrari, não?

Escrito por Fábio Seixas às 09h56

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Sexta, coluna

O companheiro de equipe é o primeiro adversário. Eis uma velha máxima do automobilismo, resgatada sempre que um piloto é inquirido sobre o novo parceiro.
É ele, o sujeito ao lado, a mais justa das comparações. É o único do grid com carro igual ao seu, mesmo motor, verba, estrutura, cor de macacão.
Se ele consegue, você também tem que conseguir -com a exceção da Ferrari, claro. E quando não consegue, há três saídas. Ou senta para organizar o trabalho ou se resigna ou entra em parafuso.
Hamilton, há alguns GPs, lançou-se na terceira rota.

A coluna de hoje fala sobre como o talento de Hamiton às vezes sucumbe ao descontrole emocional. Lembram de 2007?

 

O texto está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. No bom e velho papel e na Folha Digital, a coluna está na pág. D9.

Escrito por Fábio Seixas às 09h24

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Sondagem

Gerard Lopez, do grupo Genii, dono da equipe Renault, esteve no Brasil no início da semana passada.

O objetivo, buscar parceiros. Leia-se dinheiro.

Bruno Senna é um dos pilotos reservas do time.

Escrito por Fábio Seixas às 18h27

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Born in the USA

Daqui a exatamente um ano, nosso assunto será Austin.
 
A F-1 estará no Texas, para o primeiro GP no autódromo que está sendo construído por lá. A corrida inaugural está marcada para 17 de junho.
 
Daí que recebo um e-mail bacaníssima do Marcelo Bolognesi, ou "Buck", como é conhecido em Austin...
 
"Tirei algumas fotos da construção do autódromo, que deverá ficar pronto em 2012 para a F-1 e em 2013 para MotoGP. Tentarei te mandar fotos mensalmente (se for do seu interesse ) para mostrar o andamento das obras. É uma cidade muito especial, com um clima fantástico, gente muito bonita e boa comida. Sou um apaixonado por Austin."
 
Seguem as fotos...
 
 
 
 
 
 
Terra, caminhões, placa... Vai ser legal acompanhar o mês-a-mês da obra. Manda bala, Buck, estamos esperando suas fotos!

Escrito por Fábio Seixas às 13h57

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Pit Stop #186

O GP do Canadá, com um molho das conversas entre Red Bull e Hamilton, é o prato principal do Pit Stop de hoje.

O programa ainda falou de MotoGP, Indy, Le Mans... E fez uma homenagem a James Hunt no quadro "Naftalina".
 
Lá vai...

Escrito por Fábio Seixas às 11h23

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Pílulas do Dia Seguinte

Está escancarada a "silly season", a temporada de especulações, de conversas, de agito no mercado. Segundo a "Autosport", a Red Bull procurou Hamilton no Canadá. O site da revista traz detalhes. Diz que a conversa aconteceu diretamente com Horner, no sábado à noite, no escritório da equipe no circuito. Uma história que faz todo o sentido. Hamilton se desgasta cada vez mais na McLaren, e o GP de ontem foi exemplar da situação dos pilotos na equipe. Button, pouco a pouco, vai se consolidando como o nome da McLaren no ano. Hamilton, com ritmo mais alucinante, vai se queimando. Mais: o campeão de 2008 tem todo o estilo "jovem-moderno-polêmico-pop star-namorado de celebridade" que a Red Bull adora;
 
Segundo Horner, o erro de Vettel aconteceu porque o alemão tentava evitar que Button se colocasse a menos de 1s e recebesse autorização para usar a asa traseira. "Ele estava no limite", argumentou;
 
"Ele é um merda", disse Massa, sobre Karthikeyan. O brasileiro reclama que o indiano não saiu do trilho, mesmo sendo retardatário. Na semana retrasada, por muito menos, Hamilton telefonou para pedir desculpas ao ferrarista;
 
E Schumacher? Chegou a sentir o cheiro do champanhe, mas terminou em quarto. "Estou deixando esta corrida com um olho rindo e outro chorando, já que não sei se devo ficar empolgado ou triste." Foi, de longe, a melhor corrida do alemão desde que deixou as pantufas em sua mansão na Suíça. Mais uma ou duas assim e acho que ele decide continuar por mais algum tempo na F-1...;
 
A Ferrari diz que só vai avaliar suas chances de título após Silverstone, daqui a um mês. Balela. Já se foram 35% do campeonato, e o melhor ferrista no Mundial, Alonso, tem  43% dos pontos do líder, Vettel. Até o cozinheiro do Cavallino, o delicioso restaurante em frente à fábrica de Maranello, sabe que o campeonato já foi pro brejo;
 
Na última duas provas, Barrichello marcou 4 pontos, os únicos da Williams nesta temporada. Parabéns, bacana, joinha. Mas é uma pena ver uma equipe tão cheia de histórias numa condição tão triste. A Williams, de nove Mundiais de Construtores, 113 vitórias, 126 poles, não poderia estar nessa situação;
 
Ok, Montréal foi sensacional, mas não esqueçamos do que aconteceu em Le Mans. Empate técnico. Sorte de quem gosta de automobilismo.

Escrito por Fábio Seixas às 09h43

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Button, vitória num GP em 2 tempos

Em Montréal, uma corrida em dois tempos.

Até a interrupção por conta da chuva, uma prova chata, burocrática, cheia de nhenhenhém dos comissários. Da bandeira vermelha pra frente, uma corridaça, empolgante, de assistir e aplaudir de pé.

Vitória de Button, a décima na carreira, a primeira desde o GP da China do ano passado. Vettel foi o segundo, seguido por Webber.

Mas teve muita história até chegar a este pódio...

Com pista molhada, a largada aconteceu atrás do safety car, uma chatice desnecessária e despropositada. O aguaceiro não era tão forte àquela altura. Pura frescura.

A largada em Montréal (Justin Lane/Efe)

O safety car só saiu na quinta volta.

Alonso atacou, mas Vettel segurou a ponta. Mais atrás, Hamilton e Webber tocaram. Pior para o australiano, que rodou e precisou dar um currupito pra volta à prova.

No fim da sexta volta, o alemão já tinha 4s2 sobre Alonso. Massa estava embutido no espanhol.

E então Hamilton aprontou de novo.

Na oitava volta, tentou passar entre Button e o muro, onde ninguém passa e onde não havia espaço. Fez lambança, para usar um termo educado.

Bateu no companheiro e, com a suspensões em frangalhos, abandonou a prova.

Um papelão, mais um, de um piloto excepcional, campeão do mundo, dono de enorme talento, mas que anda despirocado há algumas provas. Já há rumores de que a paciência da McLaren com seu pupilo está se esgotando... Compreensível.

Safety car. Button aproveitou e colocou pneus intermediários. A bandeira verde só veio ao fim da 12ª volta.

Na 13ª volta, a aposta de Button foi pro espaço: levou drive through por ter ultrapassado o limite de velocidade nos boxes. Vettel, além de tudo, tem sorte.

O alemão manteve a ponta, segurando aquela margem de 4 segundos para Alonso.

Mas todo mundo prestava atenção lá atrás. Button, com os intermediários, vinha muito rápido, ultrapassando quem aparecesse à sua frente.

Barrichello, Alonso e Rosberg resolveram seguir o inglês e também colocaram intermediários.

Péssima escolha. Minutos depois, a chuva apertou em Montréal.

O safety car entrou na pista (outro exagero), com Vettel em primeiro, seguido por Massa e Kobayashi. Começou, então, um corre-corre para os boxes. Vettel, Webber e Massa pararam.

Ordem reestabelecida atrás do safety car, Vettel liderava, seguido por Kobayashi, Massa, Heidfeld, Petrov, Di Resta, Webber, Alonso, De la Rosa e Button.

Desses, Kobayashi, Heidfeld, Petrov, Di Resta e De la Rosa ainda não haviam passado pelos boxes. E foram os grandes vitoriosos do que viria logo depois: bandeira vermelha na 23ª volta, por conta da chuva.

Desta vez não foi frescura. Não dava mesmo, havia muita, muita água na pista. 

Aqueles cinco gostaram: com a prova interrompida, puderam colocar pneus novos e manter suas posições.

A interrupção demorou, demorou, demorou. Exatamente 2 horas e 4 minutos.

Equipamento tenta escoar a água da pista (Stan Honda/France Presse)

A relargada veio às 15h50 locais, 16h50 de Brasília, com todos de pneus de chuva e atrás do safety car.

Ainda havia muita água na pista. E assim a prova ficou naquela procissão chata atrás do Mercedão por voltas e voltas... Oito, para ser mais preciso.

Na 35ª volta, enfim, a corrida foi retomada.

Massa partiu pra cima de Kobayashi, mas o japonês se defendeu bem e o brasileiro teve de recolher.

Com a pista secando, logo começou uma correria para colocar intermediários. Todos passaram pelos boxes, menos Vettel.

Talvez porque soubesse que pode contar com a sorte.

Na 37ª volta, Button tocou Alonso. O espanhol rodou e seu carro ficou como uma gangorra, preso na zebra. Safety car de novo na pista, e Vettel teve a chance de fazer seu pit impunemente...

Lá na frente, o top 10 agora tinha Vettel, Kobayashi, Massa, Heidfeld, Di Resta, Webber, Schumacher, Petrov, Rosberg e Sutil.

A nova relargada veio na 41ª volta. E logo Schumacher jantou Webber e partiu pra cima de Heidfeld.

Na 45ª volta, Vettel tinha 4s3 para Kobayashi, que era pressionado por Massa.

Schumacher continuou avançando e, na 46ª, passou Heidfeld, assumindo o quarto posto.

Na 52ª volta, o Schumacher das antigas ressuscitou. Enquanto Massa duelava com Kobayashi, ele colocou o carro pela esquerda e passou os dois! Assumiu o segundo lugar.

Era chegada a hora de pneus slicks. Webber, o primeiro a arriscar, estava voando na pista. Novo corre-corre nos boxes de Montréal.

E então Massa, que vinha fazendo uma boa prova, cometeu um erro. Ao tentar passar um retardatário, saiu do trilho, perdeu o controle, beijou o guard-rail. Precisou trocar o bico, despencou para 12º.

Schumacher? Continuava num dia retrô. Passou Webber (de novo) na 54ª volta, reassumiu a segunda posição que havia perdido nos boxes, partiu para cima de Vettel.

Na 57ª, nova entrada do safety car depois que Heidfeld acertou Kobayashi e espalhou pedaços de carro pela pista.

O top 10: Vettel, Schumacher, Webber, Button, Kobayashi, Petrov, Barrichello, Alguersuari, Rosberg e Maldonado.

A enésima relargada veio na 61ª volta. Webber tentou passar pelo meio de Schumacher, mas o alemão se defendeu bem.

Começou, então, um belíssimo duelo Schumacher x Webber x Button.

Webber passou o alemão na 64ª volta, mas cortou a chicane e teve de devolver a posição. Na 65ª, o australiano errou de novo no mesmo ponto e foi superado por Button. Na 66ª, o inglês passou Schumacher.

Voando na pista, 1s5 mais rápido que todo mundo, Button então colocou Vettel na mira.

E, para uma segunda parte de corrida sensacional, um desfecho à altura.

Na última volta, Vettel deu uma escorregada, Button aproveitou, passou, venceu!

O pódio (Valdrin Xhema/Efe)

Schumacher foi o quarto, seguido por Petrov. Massa mandou ver na asa traseira, ultrapassou Kobayashi na linha de chegada e foi o sexto. Alguersuari ficou em oitavo, com Barrichello e Buemi fechando a zona de pontos.

No Mundial de Pilotos, Vettel tem 161 pontos, 60 a mais do que Button, o novo vice-líder. Webber tem 94. Hamilton, 85. Massa é o sexto, com 32.

Entre os Construtores, a Red Bull tem 255, com a McLaren em segundo, com 186. A Ferrari tem 101.

Uma corrida que não muda muito no cenário do campeonato, mas que valeu muito, muito a pena.

E viva a internet e os streamings para assistir ao GP pela TV gringa! 

Escrito por Fábio Seixas às 18h26

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O último palpite

O bom de corrida à tarde, no horário de Brasília, é poder ver outras provas antes da F-1.
 
Le Mans teve uma chegada épica. Após 24 horas de batalha, o Audi de Benoit Treluyer, Andre Lotterer e Marcel Fassler cruzou a linha de chegada com apenas 13s854 de vantagem para o Peugeot de Simon Pagenaud, Sebastien Bourdais e Pedro Lamy. De arrepiar.
 
Na MotoGP, com muita chuva, deu Casey Stoner. Andrea Dovizioso foi o segundo, seguido por Colin Edwards. Com o resultado, o australiano supera Jorge Lorenzo _que caiu_ na liderança do campeonato.
 
Bom, mas agora tem F-1. Com pista molhada, o chute é mais chutado que o habitual. Mas vamos lá...
 
Vou arriscar. Dá Alonso, seguido por Massa e Hamilton.
 
E você, arrisca um palpite?

Escrito por Fábio Seixas às 13h47

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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