Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Vettel, 7ª pole no ano, simples assim

Em Valência, Vettel novamente esnobou a concorrência.
 
Pole position. De novo. A 22ª da carreira, a 7ª em 8 corridas neste ano.
 
Não, não deve ser fácil. Mas Vettel dá a impressão de que é.
 
Já virou rotina: vai pra pista, crava o melhor tempo, volta para os boxes. Simples assim.
 
Ontem, palpitei que era fundamental esperar o terceiro treino livre para ter uma ideia melhor da relação de forças das equipes em Valencia.
 
E no tal treino, Vettel mostrou que é mesmo o cara _pelo menos em velocidade pura.
 
No finalzinho, mesmo atrapalhado por um retardatário, o alemão cravou todo mundo, com sobras. Fez 1min37s258, 0s420 melhor do que Alonso.
 
Depois desse desempenho, o treino classificatório ganhou ares de que serviria apenas para definir o grid do segundo colocado para trás.
 
A pole já era de Vettel, como foi.
 
O Q1 começou com tempo bom, sol em Valência, 26ºC no ar, 44ºC na pista.
 
Massa foi o mais veloz, com 1min38s413, 0s703 melhor do que Vettel, o segundo. Depois, Schumacher, Hamilton, Rosberg, Sutil, Button...
 
Os cortados, Alguersuari, Kovalainen, Trulli, Glock, Liuzzi, D'Ambrosio e Karthikeyan.
 
O Q2 vinha bem, tudo na rotina, Vettel na frente, até que, faltando 8 minutos para o fim, Maldonado parou na pista _o câmbio ficou travado na segunda marcha.
 
Na retomada, ninguém conseguiu superar o 1min37s305 do alemão da Red Bull. Hamilton, que andava sumido, ficou a 0s422. Depois vieram Button, Alonso, Webber, Schumacher, Rosberg, Massa, Heidfeld e Sutil.
 
Ficaram na degola Petrov, Di Resta, Barrichello, Kobayashi, Maldonado, Pérez e Buemi.
 
Barrichello até vinha bem, tinha seus melhores tempos nas duas primeiras parciais, mas errou na última curva, travou rodas, não conseguiu.
 
"Travou as rodas. O carro está muito fora de competitividade. Fui pro tudo ou nada, freei onde se freia, mas o carro não aguentou. Foi um errinho mesmo", disse Barrichello, à Globo, ainda durante o treino.
 
Enquanto eu tentava traduzir se o problema foi do carro ou dele, começou o Q3.
 
Na primeira rodada de voltas, um duelo forte... pela segunda colocação.
 
Enquanto Hamilton, Alonso e Webber se esgoelavam para fazer 1min37s3, Vettel foi pra pista e, na primeira tentativa, cravou 1min36s975.
 
Pois é... De novo foi pra pista, cravou o melhor tempo, voltou para os boxes. Simples assim.
 
Na segunda rodada de voltas, Webber melhorou e garantiu a segunda posição: 1min37s163.
 
Hamilton e Alonso tiveram de se conformar com a segunda fila. Massa sai em quinto, seguido por Button.
 
Rosberg  e Schumacher formam a quarta fila. Fechando o top 10, Heidfeld e Sutil.
 
Quem vence amanhã? Acho que até a família Webber apostaria em Vettel...

Escrito por Fábio Seixas às 10h11

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Valência, 1º e 2º treinos livres

Dia de corre-corre, só agora consegui um tempo para escrever sobre os primeiros treinos livres.
 
Na primeira sessão, muita sujeira na pista, alguma escapadas, Webber na frente, com 1min40s403, seguido por Petrov, Alonso, Hamilton, Heidfeld, Massa, Button... Barrichello foi o 13º. Vettel, o 16º.
 
No segundo treino, mais gente acumulando quilometragem. Alonso foi o mais veloz, com 1min37s968. Depois, Hamilton, Vettel, Schumacher, Massa, Button, Webber. Barrichello ficou em 12º.
 
Cartas bem embaralhadas, é o que parece. E algo que me diz que a segunda sessão foi mais próxima da realidade do que a primeira.
 
Não que eu aposte em pole da Ferrari _acho até que, se alguém for desafiar a Red Bull, será a McLaren. Mas considero-a mais realista por conta do desempenho da Red Bull. Lembrando sempre que Vettel e Webber não são de mostrar muito serviço às sextas.
 
O terceiro treino livre, às 6h deste sábado, será muito importantíssimo para imaginar o que virá pela frente.

Escrito por Fábio Seixas às 17h24

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Sexta, coluna

Dali para a frente, o Ring assistiu a uma das maiores pilotagens de todos os tempos.
Na penúltima volta, Juan Manuel Fangio emparelhou com Collins. À frente dos dois, uma ponte.
Só passava um carro. O inglês levantou o pé.
Na mesma volta, chegou em Hawthorn, colocou duas rodas na grama, passou.
Foi sua última vitória na F-1 e, segundo o relato do próprio, a maior delas.
Hoje, o pentacampeão da F-1 completaria 100 anos.

A coluna de hoje é uma homenagem a um dos maiores pilotos de todos os tempos.

O texto está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Para ler na Folha Digital, é só clicar aqui e navegar até a pág. D6.

Escrito por Fábio Seixas às 17h05

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O Santos do Rubinho

Faz tempo que não vejo o Rubinho.
 
Ou Ruba. Cunhado do Bigão e do Escargot, uma raridade na minha juventude. Uma raridade porque também santista.
 
Por toda a infância, por toda a adolescência, eu era o único santista da classe, do clube, da turma da rua. E sofria.
 
Enquanto meus colegas colecionavam títulos, enquanto os são-paulinos embalavam a melhor fase da história, enquanto os palmeirenses deixavam a fila, enquanto os corintianos conquistavam o Brasileiro... Eu sofria.
 
"É, é, é, viúvas do Pelé", cantavam as torcidas rivais. E não retrucávamos. Éramos mesmo.
 
Às provocações daqueles que cantavam "parabéns a você" pelos anos de fila, não tínhamos resposta. De novo, era aquilo mesmo.
 
Mas seguíamos indo aos jogos. Rubinho, eu, um ou outro maluco que aparecia.
 
Estávamos juntos no Pacaembu em 1995 quando o juiz destruiu os sonhos de uma torcida que, enfim... sonhava. Acho que foi o último jogo a que assistimos juntos.
 
Os anos passaram, e aquela coisa: a vida levando cada um para um lado.
 
E os anos passaram tanto, e as coisas mudaram tanto, que ontem, 22 de junho de 2011, o Santos conquistou a Libertadores da América.
 
Uma Libertadores que é a cara de Neymar, Ganso, Rafael, Durval, Danilo, mas que é também a cara de Zé Love e Pará.
 
Uma Libertadores do time que vestiu Pelé, Pepe, Giovanni, Serginho, Robinho, Diego, mas que também teve Ranielli, Serginho Fraldinha, Índio, Camilo, Paulinho Kobayashi, Tuíco, Totonho, Edson Ampola, Essinho...
 
Estes últimos, ícones dos anos de fila, meus fios de esperança na adolescência, meus protótipos de ídolo.
 
Era o que tínhamos.
 
A Libertadores também é deles.
 
Não sei onde o Ruba estava ontem. Espero que no Pacaembu, como eu. Chorando, mas de alegria.

Escrito por Fábio Seixas às 11h09

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Programe-se

Nas três corridas da F-1 em Valência, até hoje, três vencedores diferentes de três equipes diferentes.

Massa/Ferrari em 2008, Barrichello/Brawn em 2009, Vettel/Red Bull em 2010.
 
A escrita será quebrada? Tudo vai depender do quanto a Red Bull perderá de terreno com a proibição do difusor de ar quente.
 
Meu palpite? A vantagem vai diminuir, mas Newey é Newey. Acho que seus carros continuarão na frente.

Segue a programação, no horário de Brasília:
 
Sexta-feira
5h-6h30, 1º treino livre
9h-10h30, 2º treino livre
 
Sábado
6h-7h, 3º treino livre
9h, treino oficial
 
Domingo
9h, largada, 57 voltas

Escrito por Fábio Seixas às 11h53

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Pit Stop #187

O mercado de pilotos da F-1 e o GP da Europa são os principais assuntos do Pit Stop desta semana.

Na opinião deste que vos bloga e vos fala, Button não irá para a Ferrari por dois motivos: 1) A McLaren não vai deixar; 2) Ele seria segundo piloto, como qualquer outro que aceite dividir um time com Alonso.
 
No quadro "Naftalina", a última vitória da Lotus, há exatos 24 anos, com Senna, em Detroit.

E tem mais, muito mais. Lá vai...

Escrito por Fábio Seixas às 11h49

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Os 100 anos do Piloto Bebê

O alemão Paul Pietsch alcança hoje uma marca importante: o centenário.
 
Pietsch, no GP da Alemanha de 1951
 
É a primeira vez que um ex-piloto de F-1 chega aos três dígitos.
 
Uma gigantesca façanha para quem correu numa era de segurança zero, em que sobreviver a uma temporada já era lucro...
 
Nascido em 20 de junho de 1911 em Friburgo, no sudoeste da Alemanha. Pietsch pilotou Alfa Romeos e Maseratis na pré-história da categoria.
 
Em 1951, tentou correr em Nurburgring com dois carros. Não se classificou com uma Maserati, mas largou em sétimo com uma Alfa. Abandonou na 12ª volta, após um acidente.
 
O grande feito automobilístico de Pietsch, porém, aconteceu fora das pistas.
 
Tentando levantar fundos para continuar a correr, ele fundou em 1946 a "Auto Motor und Sport".
 
A carreira no cockpit não foi lá um enorme sucesso, mas a revista se tornou uma das principais publicações de esporte a motor do planeta.
 
Pietsch, 100 anos nesta segunda-feira
 
Outra ironia? Por toda a carreira, devido às suas feições juvenis, Pietsch carregou um apelido.
 
Rennbaby. Algo como "Piloto Bebê".

Escrito por Fábio Seixas às 09h49

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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