Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Sexta, coluna

E se aquela grande história nunca tivesse acontecido? E se eles não tivessem tentado? E se não tivessem preferido o risco de experimentar ao tormento de nunca saber o que poderia ter sido?
Quantas conquistas não existiriam, quantos achados ficariam sob o chão, quantos "sempres" teriam sido sufocados? Quantos sorrisos, engolidos? E quantas dúvidas ficariam no ar?
Há 50 anos, um dos maiores pilotos de todos os tempos resolveu tentar. Moss não tinha mais nada para provar, fazia sua derradeira temporada na F-1, mas não se conformava com duas situações: 1) nunca ter vencido no mítico Nurburgring e 2) não arriscar.

A coluna de hoje lembra o GP da Alemanha de 1961, que amanhã completa meio século. Foi a última vitória de Moss e uma das maiores de sua carreira.

A íntegra está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital (ou no papel), é só ir clicando (ou folheando) até a página D12.

Escrito por Fábio Seixas às 09h55

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F-1 sem mimimi (5)

"Graham, Jackie is higher than you."
 
 
Stewart e Hill, no GP da Alemanha de 1965, em Nurburgring.
 
Suspensão ativa? Difusor aquecido? Aerofólios fixos ou móveis? Não, não era bem o caso...
 
Agradecimentos ao Marcos, de São Vicente, que mandou a imagem.

Escrito por Fábio Seixas às 09h34

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Born in the USA (2)

Lembram do Buck? Ele mora pertinho do circuito de Austin, que receberá a F-1 em junho do ano que vem, e já mandou algumas fotos aqui para o blog.

Agora chegou um novo pacote. Um mês depois, o futuro circuito está assim...

Segundo o Buck, já promovido a correpondente honorário do blog no Texas, as obras do paddock estão mais adiantadas. E ele promete essas imagens num próximo e-mail. Thanks a lot, Buck! 

Escrito por Fábio Seixas às 14h44

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Pit Stop #193

A McLaren estava crescendo, num ótimo embalo, vencendo corridas... Mas chegaram as férias.

A Red Bull agradece.
 
Este é um dos temas do Pit Stop desta semana.
 
No quadro Naftalina, os 35 anos do acidente de Lauda em Nurburgring.
 
Lá vai...

A propósito, a seção Mundo Pequeno volta na semana que vem. Se você tem uma miniatura de um carro de F-1 aí na prateleira, não se acanhe: mande as fotos para uolnewsformula1@uol.com.br

Escrito por Fábio Seixas às 11h15

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Tá na tela

Achei que a TV não tivesse mostrado a ultrapassagem do Alonso sobre o Massa, na sétima volta do GP da Hungria.
 
Errei. Mostrou rapidamente e, talvez por estar observando a cronometragem naquele momento, perdi o lance.
 
Ainda bem que existem internautas colaborativos. Agradeço ao Celso Coelho, do Rio, que mandou o vídeo abaixo. A manobra aparece aos 40seg...

Alonso passou por fora, com uma facilidade incrível. Massa não ofereceu resistência. Cada um que tire sua conclusão. A minha continua a mesma de antes de ver o vídeo: por ordem de equipe ou iniciativa própria, o brasileiro abriu passagem.

Escrito por Fábio Seixas às 09h39

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A foto

"O que será que esses caras descobriram?"

Ou vocês têm alguma outra sugestão de balãozinho pra foto do fim de semana?

Vettel, após o GP da Hungria (Leonhard Foeger/Reuters)

O clique é de Leonhard Foeger, da Reuters.

Escrito por Fábio Seixas às 13h27

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Pílulas do Dia Seguinte

"Ele me passou na reta usando a asa. Vim pra dentro pra segurar a posição, mas ali estava molhado e ele acabou freando na parte mais seca e me ultrapassou." A declaração de Massa foi a única "explicação" que a Ferrari deu para a ultrapassagem que ele levou de Alonso pouco antes de escapar da pista e bater. Não me convenceu. A TV não mostrou a imagem, mas a rapidez com que o espanhol tomou a dianteira me faz crer que Massa abriu a porta, por iniciativa própria ou ordem do rádio. Na atual fase da disputa _Alonso com mais que o dobro dos pontos do companheiro_, seria até aceitável, diga-se;
 
Button era só otimismo após a prova. Lembrando que a McLaren venceu 3 das últimas 5 corridas, disse após a prova que sua equipe terá novidades para Spa. Mas ele é realista em termos de campeonato. "Sei que será muito difícil entrar na disputa, mas não olho pros pontos. Vou apenas manter minha cabeça baixa e me concentrar em cada corrida." Um cara sensato;
 
É claro que não será só a McLaren que aparecerá com novidades para Spa. Nessas quatro semanas de folga, todo mundo estará pensando em maneiras de melhorar. E meu palpite é que ninguém pensará mais do que a Red Bull. Newey terá uma fantástica chance de fazer este carro recomeçar após o terreno perdido nos últimos GPs;
 
Boullier jogou para Heidfeld a culpa pelo incêndio no carro. "O motor não é projetado para ficar rodando com giros tão altos durante o pit stop", disse. A batata do alemão, que já estava assando faz tempo, agora parece que chamuscou de vez. O telefone de Bruno pode tocar nos próximos dias;
 
Adivinhem quem também está envolvido no escândalo de suborno em que Ecclestone se enrolou? Briatore. Ê, laiá... Certas coisas nunca, nunca, nunca mudam;
 
F-1, agora, só no final do mês. Cuidado com as crises de abstinência...

Escrito por Fábio Seixas às 09h51

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Button, vitória no 200º GP

Corrida agitada, acidentada, cheia de alternativas, nem parecia a Hungria.

Vitória de Button. A 11ª na carreira, a segunda na temporada. Vettel foi o segundo. Alonso completou o pódio.

Button com o troféu da Hungria (Dimitar Dilkoff/France Presse)

Todo mundo feliz no pódio. Button por ter coroado seu 200º GP. Alonso, por ter sobrevivido a um GP tão difícil.

E Vettel, que já pode administrar a vantagem, por ver sua diferença para o vice-líder do Mundial aumentar ainda mais e o bicampeonato mais perto a cada dia.

Pela segunda vez na história, o GP da Hungria começou com chuva. No grid, todo mundo de pneus intermediários.

Vettel manteve a ponta, mas atrás a coisa foi bem movimentada. Button e Hamilton dividiram os primeiros metros, mas o campeão de 2008 levou a melhor sobre o campeão de 2009 _tive a impressão de que Button tirou o pé, por vontade própria ou por ordem do rádio.

Massa despencou de quarto para sétimo. E as Mercedes de Rosberg e Schumacher passaram as Ferrari sem muita dificuldade.

Começou, então, uma perseguição de Hamilton para cima de Vettel. Pressão total, os dois escorregando, um belo duelo.

Na sexta volta, deu. Vettel escorregou demais, foi pra área de escape, Hamilton agradeceu e passou. Líder! E o alemão, daí, passou a tomar sufoco de Button.

Na volta seguinte, Alonso, quinto colocado, escapou da pista, bem à frente de Massa. 

O brasileiro ganhou a posição? Sim, mas por pouquíssimos segundos. Na imagem seguinte, o espanhol já aparecia novamente à sua frente. Tsc, tsc...

Pouco depois, Massa foi novamente personagem. Escapou da pista, bateu de traseira, mas conseguiu voltar à pista, em nono, com a asa traseira bastante danificada.

A pista começou a secar, o trilho passou a se formar e chegou a hora de pneus para seco.

Na 11ª, Webber a Massa pararam. Button entrou na 12ª. Na seguinte, Vettel e Hamilton. 

Lembra daquela briga Vettel x Button? Pois é, continuou. E, na 13ª volta, aproveitando os pneus uma volta mais aquecidos, o inglês deu o bote, passou e assumiu a segunda posição.

O top 10 após a primeira janela de pits: Hamilton, Button, Vettel, Webber, Alonso, Rosberg, Di Resta, Schumacher, Massa e Kobayashi.

E então, com pista seca e posições estabelecidas, Hungaroring voltou a ser Hungaroring por alguns momentos.

A corrida ficou chata, com as emoções restritas à perserguição de Massa sobre Schumacher, pelo nono lugar, e ao incêndio no carro de Heidfeld, após seu segundo pit.

Sim, a segunda janela de pits estava à toda. Na 26ª volta, Webber, Alonso e Rosberg pararam. Na 27ª, Hamilton e Massa. Na 28ª, Button. Na 29ª, Vettel.

Massa, pelo menos, voltou bem. Ganhou a posição de Schumacher quando o alemão abandonou e depois passou Rosberg e Kobayashi. Na 34ª volta, alcançou a sexta posição.

Na 37ª, Alonso, que não conseguia achar um brecha para superar Webber, decidiu antecipar a terceira parada. O australiano parou três voltas depois e perdeu a posição. Com um detalhe: colocou os pneus mais duros, confiando numa recuperação no final da prova.

Hamilton parou na 41ª e colocou os supermacios. Vettel, na 42ª, com os macios, assim como Button. A mesma estratégia de Webber, pois.

E este foi o atrativo do final da corrida, um quebra-cabeça estratégico. Hamilton, Button, Vettel, Alonso e Webber formavam o top 5. Hamilton e Alonso, com pneus moles, teriam de parar mais uma vez. Button, Vettel e Webber tentariam levar até o fim sem passar pelos boxes.

Para melhorar, voltou a cair água na região do circuito, fazendo muita gente escapar.

A McLaren que o diga. Hamilton escapou na 48ª, e Button assumiu a ponta. Na 51ª, foi a vez de Button escapar e Hamilton passar à liderança.

Ambos abriram a 52ª lado a lado e, após uma disputa acirrada e limpa, com alternâncias na frente, Hamilton manteve a dianteira. Por pouco tempo: instantes depois, colocou pneus intermediários, mesma decisão de Webber.

Uma aposta arriscada. E errada. A chuva não se firmou e, voltas depois, eles precisaram voltar aos slicks. Mais: Hamilton foi punido por ter dado um cavalo-de-pau no meio de um monte de gente naquela escapada à frente de Button.

Bom para Massa? Não exatamente. Webber e Hamilton voltaram atrás do brasileiro, mas o ultrapassaram fácil, fácil. Na 64ª, Hamilton ainda deixou o australiano para trás.

Lá na frente, Button seguia em ritmo de cruzeiro. Para o piloto que mais sabe conservar pneus na F-1, faca e queijo na mão. Vitória com 3s5 segundos de vantagem sobre Vettel.

Button cruza a linha de chegada (Peter Kohalmi/France Presse)

Hamilton foi o quarto, seguido por Webber e Massa. Di Resta, Buemi, Rosberg e Alguersuari completaram o top 10.

Entre os Construtores, a Red Bull tem 383 pontos. A McLaren é a vice-líder, com 280. A Ferrari tem 215.

Na classificação do Mundial, Vettel tem agora 234 pontos contra 149 de Webber. Hamilton tem 146. Alonso soma 145. Button é o quinto, com 134. Massa é o sexto, com 70.

A má corrida de Webber foi uma dádiva para Vettel.

O alemão tem agora 85 pontos sobre o vice-líder, 8 a mais do que a tabela mostrava até esta manhã. OITENTA E CINCO PONTOS. E com um GP a menos pela frente. Restam OITO.

A única questão é saber onde Vettel fechará matematicamente a disputa.

Escrito por Fábio Seixas às 11h02

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O último palpite

Correria no estúdio, quase não consegui postar o último palpite.
 
Acho que dá Vettel, seguido por Hamilton e Alonso.
 
E você? Ainda dá tempo de pitaquear...

Escrito por Fábio Seixas às 08h51

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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