Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Sexta, coluna

Vettel cometeu um enorme, imperdoável pecado.
Enquanto tantos pilotos talentosos passam anos quebrando a cara para ganhar um título _e a maioria não consegue_, o alemão está às portas do bicampeonato aos 24 anos, depois de apenas quatro temporadas na F-1.
Quanto atrevimento...
Sua punição, quase uma maldição, é agora ter de quebrar a cara para provar que é um piloto talentoso, que suas conquistas não são apenas fruto de um ótimo carro, que não é só um garoto de sorte.
Não é tarefa fácil.
 
A coluna de hoje fala sobre Vettel e seu trabalho de Sísifo, GP após GP. Não entendo as dúvidas que ainda pairam sobre seu talento.

A íntegra está aqui, exclusiva para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital e no papel, a coluna "Motor" está na pág. D9.

Escrito por Fábio Seixas às 09h40

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Difícil de acreditar

A "Auto, Motor und Sport" joga no ar que tanto Kubica como Petrov podem perder as vagas na Renault no ano que vem,
 
O time considera correr com Bruno e Grosjean, diz a publicação.
 
O primeiro, pelo potencial para angariar novos patrocinadores. O segundo, porque pode significar um belo desconto na compra dos motores.
 
Tudo isso, repito, segundo a revista alemã.
 
Não acredito.
 
Não acredito que uma equipe _qualquer uma_ abra mão de um talento como Kubica. Não acredito no tal deadline que o time teria dado para que o polonês prove sua recuperação.
 
Por fim, não gostaria de acreditar que algum time possa dar nova chance ao Grosjean. Mas, nessa, não coloco a mão no fogo.
 
Já vimos tantos absurdos bancados por dinheiro na categoria... 

Escrito por Fábio Seixas às 15h29

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Três notícias, um só buraco

Os organizadores da F-Superliga cancelaram a etapa que estava marcada para os dias 8 e 9 de outubro em Goiânia. O autódromo por lá ainda está em obras.
 
(Aliás, algum internauta goiano pode contar em que pé está a construção do novo circuito?)
 
Já a MotoGP anunciou que correrá na Argentina em 2013, no autódromo de Termas de Rio Hondo.
 
(Interlagos, que vira e mexe fala em receber a categoria, é carta fora do baralho.)
 
No Rio, há tempos não há um pio sobre o autódromo de Deodoro. Meu palpite é que não vai sair nunca.
 
(Se o Rio tivesse vontade política de ter uma pista de corridas, não teria destruído uma dos melhores do mundo. O que não falta ali na área de Jacarepaguá é terreno vazio para erguer arenas, piscinas e quetais.)

Vai bem, o esporte a motor brasileiro?

Escrito por Fábio Seixas às 09h27

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Pit Stop #199

A má fase de Massa e Barrichello, os duelos e reclamações em Monza, a emoção de Vettel, a Indy no Japão e a MotoGP na Espanha.
 
Estes são alguns dos temas do Pit Stop desta semana. É só clicar...

Escrito por Fábio Seixas às 11h25

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A foto

Com atraso, segue aqui a foto do final de semana...

Vettel comemora no pódio de Monza (Antonio Calanni/AP)

O belíssimo clique é de Antonio Calanni, da Associated Press.

Escrito por Fábio Seixas às 10h28

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Pílulas do Dia Seguinte

"Explodimos com eles", disse Vettel, no rádio, ao cruzar a linha de chegada. Os discursos e as expressões dos rivais após o GP mostram que ele tem razão. Se ainda havia alguns (poucos) adversários esperançosos antes de Monza, agora não há mais. Todos, sem exceção, já jogaram a toalha;
 
Massa fez uma boa corrida de recuperação, é verdade. E a culpa dele ter perdido tantas posições foi exclusiva de Webber. O problema é que a primeira comparação de todo piloto é com seu companheiro de equipe. Crueldade ou não, é a regra do jogo. Se Alonso tivesse caído para 12º, acho que conseguiria coisa melhor que a sexta posição na linha de chegada;
 
A McLaren continua chiando contra o comportamento de Schumacher ao defender a posição dos ataques de Hamilton. Sinceramente, não vi nenhum exagero. Alonso também fez o Vettel colocar a roda na grama e o alemãozinho não quis nem saber. Acelerou, passou, deixou qualquer chance de discussão para trás;
 
Trivia: foi a primeira vez na história da F-1 que os cinco primeiros colocados de um GP foram cinco campeoões mundiais;
 
A Gillette divulgou comunicado agora pela manhã anunciando parceria com Bruno Senna e a Lotus Renault. "Até o final da temporada de 2011, a marca estará visível nos flaps da asa dianteira dos carros da Lotus Renault, bem como na região do queixo do capacete dos pilotos e sobre a posição da garganta no macacão", diz a nota. Além de mostrar serviço na pista, Bruno vem conseguindo apoio fora dela _e o sobrenome ajuda, claro. Na Lotus Renault ou na Williams ou em qualquer outra equipe, acho que ele corre em 2012;
 
A Lotus renovou com o Trulli. Não consigo entender;
 
Pra encerrar, a notícia mais legal das últimas semanas: João Paulo de Oliveira vai correr a próxima etapa da Indy, em Motegi, pela Conquest. Não vai ser fácil tampouco é um indicativo de que ele correrá na categoria daqui pra frente. Mas é uma bela oportunidade de ele mostrar o talento que tem.

Escrito por Fábio Seixas às 13h01

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Vettel, vitória e mão no título

Em Monza, o menos notado foi Vettel.
 
Porque venceu fácil, sem problemas, foi absoluto. Tudo dentro do esperado, seguindo o roteiro para a conquista do bicampeonato. Matematicamente, ele pode fechar a disputa já em Cingapura, daqui a dois domingos.
 
O que valeu a corrida foram os duelos mais para trás. O que Schumacher, Hamilton e Button fizeram no circuito italiano merece aplausos.
 
Em outras palavras: à parte o domínio de Vettel lá na frente, foi uma corridaça.
 
Na largada, Alonso saiu muito bem, Vettel tentou manter a ponta e ambos ensanduicharam Hamilton. O espanhol forçou mais, levou a melhor e assumiu a ponta, seguido pelo alemão e pelo inglês. Fantástico.
 
Mais pra trás, confusão: Liuzzi escapou, foi pra grama, deslizou e veio como um torpedo para o meio do pelotão, que já contornava a primeira curva. Azar para Petrov, que foi acertado quando duelava com Rosberg.
 
Seguiu-se um strike. Assim que a poeira baixou, o computador registrava cinco abandonos: D'Ambrosio, Ricciardo, Petrov, Rosberg e Liuzzi. Bruno teve de passar pelos boxes e voltou em 17º. Barrichello e Kobayashi, também atingidos, foram outros que tiveram de visitar os mecânicos.
 
Safety car. E relargada na quarta volta.
 
Mais esperto no lance, Schumacher passou Hamilton e assumiu o terceiro posto.
 
Vettel partiu pra cima de Alonso e, depois de até colocar roda na grama, fez a ultrapassagem na quinta volta. Acabou ali qualquer dúvida sobre quem seria o vencedor.
 
Quase ao mesmo tempo, em outro duelo Red Bull x Ferrari, Webber se deu mal. Tocou a traseira de Massa e, com a asa presa sob o carro, escapou da pista e bateu.
 
(Quem nasceu pra Webber nunca chegará a Vettel...)
 
Na décima volta, o top 10 era Vettel, Alonso, Schumacher, Hamilton, Button, Massa, Maldonado, Pérez, Di Resta e Alguersuari. A diferença de Vettel para Alonso já era de 6 segundos, um absurdo.
 
Foi quando começou um dos grandes duelos da temporada: Schumacher x Hamilton.
 
Dois grandes pilotos, com o mesmo motor Mercedes, cheios de vontade. E o alemão com uma ligeira vantagem, um carro mais rápido em reta.
 
Deu no que deu. Uma disputa eletrizante.
 
Na 12ª volta, Hamilton tentou passar por fora, na Parabólica. Não conseguiu. Na 13ª, fez a manobra na primeira chicane. Metros depois, antes da segunda chicane, o alemão deu o troco.
 
Seguiu-se uma perseguição feroz, que ganhou um terceiro competidor, Button.
 
Pois foi o campeão de 2009 que saiu vencedor da briga. Superou o companheiro e, na 16ª volta, deixou Schumacher para trás. "É assim que se faz", disse Button, pelo rádio.
 
Com os pneus já em frangalhos, o heptacampeão foi para os boxes. Na volta seguinte, Button parou, voltando à frente do rival.
 
Hamilton trocou pneus na 19ª volta e voltou grudado em Schumacher, dando início ao segundo round. Desta vez com reclamações do inglês à equipe sobre ziguezagues do alemão à sua frente.
 
Vettel, lembram dele? Parou na 20ª volta. Massa entrou na 22ª.
 
Pelo rádio, Hamilton seguia reclamando de Schumacher. E, temendo punição, Brawn pedia ao velho parceiro que deixasse espaço para o inglês.
 
Na 28ª, o inglês tomou a dianteira de novo. E as atenções então se voltaram para Button, que voando na pista encostou em Alonso.
 
O espanhol, porém, reagiu, tratou de acelerar e se livrar do problema.
 
Na 33ª volta, Button abriu a segunda janela de pits entre os pilotos da frente. Alonso e Hamilton pararam na 34ª. Vettel, na seguinte.
 
E todo aquele esforço do Alonso foi pro espaço. Porque Button levou vantagem na estratégia, encostou e passou, assumindo o segundo lugar.
 
Na últimas voltas, a maior emoção ficou por conta de Bruno, que fez uma bela ultrapassagem sobre Buemi na 49ª volta e assegurou a nona colocação.
 
Vettel cruzou a linha de chegada com 9s5 sobre Button. Alonso completou o pódio. Hamilton foi o quarto, seguido por Schumacher.
 
Massa, que saiu em sexto, terminou em sexto. Outra corrida insossa. Alguersuari foi o sétimo, com Di Resta logo atrás. Bruno, num belo trabalho, terminou em nono e marcou seus primeiros pontos na F-1. Fechando o top 10, Buemi.
 
Com sua 8ª vitória em 13 corridas na temporada, Vettel chega aos 284 pontos, 112 de vantagem sobre Alonso, o novo vice-líder. Button e Webber têm 167. Hamilton é o quinto, com 158. Massa surge em sexto, com 80.
 
As chances de fechar a disputa em Cingapura existem, mas dependem de azares incríveis dos rivais. A conta rápida é: se ele sair de lá com 125 pontos sobre o vice-líder, será o bicampeão.
 
Acho que termina na etapa seguinte, no Japão.

Escrito por Fábio Seixas às 10h39

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O último palpite

Vettel é favorito, favoritíssimo. Condição que pode ir pro espaço na primeira curva, mas, enfim, é dificil apostar em outro que não ele.
 
Meu palpite pro pódio: Vettel, Hamilton e Alonso.

E você, o que acha?

Escrito por Fábio Seixas às 08h31

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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