Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Vettel, 12 poles e 9 dedos na taça

Nos três treinos livres, deu Button. No segundo bloco da classificação, deu Hamilton.
 
McLaren? Esqueçam...
 
Na hora do vamos ver: "Oh, yes, baby!" Vettel gritando pelo rádio. Pole position, a 12ª em 15 corridas na temporada, a 27ª na carreira, superando Hakkinen e se tornando o sétimo da história na estatística.
 
Nove dedos na taça de campeão. Button sai em segundo, e precisa de um milagre para manter vivas as chances de título. Um terremoto na primeira posição do grid, talvez.
 
O dia começou em Suzuka com nova pseudo-demonstração de força da McLaren.
 
Button foi o mais rápido no terceiro treino livre, com 1min31s255, 0s507 melhor do que Hamilton. Vettel foi o terceiro. Depois, Alonso, Webber, Massa...
 
Barrichello foi o 18º. Bruno ficou em 17º, mas essa foi notícia menos ruim: ele escapou na curva Spoon e bateu o carro, dando muito trabalho aos mecânicos nas duas horas de intervalo até o treino oficial.
 
A sessão classificatória começou com 23ºC no ar, 36ºC na pista e os pilotos de ponta escondendo o jogo. 
 
Kobayashi, vejam só, foi o mais rápido no Q1, para alegria da torcida: 1min32s626. Sutil foi o segundo, com 1min32s761. Ambos, claro, com pneus macios. 
 
Alonso foi o terceiro, seguido por Hamilton, Petrov, Button e Vettel _esta turma, já com compostos médios.
 
Massa passou em décimo. Bruno, que apelou para os macios porque só teve uma chance de volta lançada, foi o 11º. Barrichello ficou em 15º.
 
Os cortados, Kovalainen, Trulli, D'Ambrosio, Glock, Ricciardo, Rosberg (que, com problemas hidráulicos no carro, não fechou uma volta cronometrada) e Liuzzi.
 
No Q2, as coisas ficaram um pouco mais sérias. Hamilton e Vettel ensaiaram um duelo pela ponta, com vantagem final para o inglês: 1min31s139, 0s285 melhor que o alemão.
 
Button ficou em terceiro, seguido por Webber. Completando o top 10, Alonso, Massa, Schumacher, Petrov, Senna e Kobayashi.
 
Sutil, Di Resta, Barrichello, Maldonado, Buemi, Alguersuari e Pérez ficaram pelo caminho.
 
Na primeira rodada de voltas, Hamilton fez o melhor tempo, seguido por Button e Vettel. Ficou claro que a luta seria entre os três.
 
E foi. Na sequência, Hamilton cravou 1min30s617. Vettel melhorou para 1min30s466. Button tentou, chegou perto mas não conseguiu a pole. Ficou a 0s009 do alemão.
 
Na segunda fila, ao lado de Hamilton, Massa. Vai sair faísca.
 
Alonso sai em quinto, com Webber em sexto e Kobayashi em sétimo. Depois, Schumacher, Bruno e Petrov. Estes três não abriram volta lançada no Q3, e largam nesta ordem, pasmem, seguindo a numeração dos carros, como manda o atigo 36.2 do Regulamento Esportivo.
 
Se o título já está resolvido, pelo menos ficamos com a perspectiva de uma boa prova. Não dá pra cravar, já, vitória fácil de Vettel. Em ritmo de corrida, acho que a McLaren pode aprontar. E essa incerteza é sempre bacana.

Escrito por Fábio Seixas às 03h14

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Sexta, coluna

Saiu há poucas semanas, na Itália, um livro importante para entender uma passagem marcante da F-1. Ou quase, porque não houve.
"O Homem que Convidou Senna para a Ferrari", de Roberto Boccafogli, é um compêndio de lembranças de Cesare Fiorio, diretor do time entre 89 e 91.
A mais valiosa delas _e a mais apelativa para uma prateleira de livraria, claro_, a negociação com o brasileiro.
Não foi a primeira vez que Senna flertou com Maranello. No "Roda Viva" que gravou em 86 e que foi reprisado pela TV Cultura na última segunda, ele contou que poderia ter corrido na Ferrari naquele ano.
Recusou por estar seduzido pela Honda, já acertada com a Lotus para 87.
"Mas um dia vou correr com o vermelhinho", disse.
Três anos depois, o papo foi mais sério. Fiorio conta que as conversas começaram em maio de 89, quando a equipe tinha Mansell e Berger: "Mas eu sempre quis o melhor".

 

 

 

 
A coluna desta semana fala do livro acima. E de como uma simples picuinha interna em Maranello impediu a realização de um sonho mútuo.

A íntegra está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital e na Folha de papel, a coluna está na página D9.

Escrito por Fábio Seixas às 10h05

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Suzuka, 1º e 2º treinos livres

Não vai adiantar nada, mas Button e McLaren chegaram a Suzuka com aquele espírito vencedor, aquela pegada de "ou vai ou racha".
 
Button, em Suzuka, nesta sexta (Franck Robichon/Efe)
 
O vice-líder do Mundial foi o mais rápido nas primeiras sessões de treinos livres para o GP do Japão.
 
Na primeira, fez 1min33s634, 0s091 melhor do que o companheiro, Hamilton. Vettel foi o terceiro, a 0s456, seguido por Alonso, Webber, Alguersuari e Massa. Bruno foi 11º. Barrichello, o 17º.
 
No final da sessão, o quase-bicampeão levou um susto. Escapou na curva Degner, foi pra brita, teve de ver o carro ser levado de volta aos boxes pelo guindaste _e deu um curioso chilique no momento em que o RB7 foi içado.
 
No segundo treino, com a pista mais emborrachada, os tempos baixaram. Button mandou 1min31s901, 0s174 de folga para Alonso. Vettel foi o terceiro, seguido por Webber e Massa. Bruno foi o 14º e Barrichello terminou em 18º.
 
O brasileiro da Williams, aliás, teve uma sexta desastrosa. Pela manhã, um pneu furado impediu que ele desse mais do que 11 voltas. À tarde, cometeu um erro também na entrada da Degner, rodou e bateu forte.
 
Barrichello bate em Suzuka (Lee Jae-Won/Reuters)
 
As chances de Button são apenas matemáticas. Para sair de Suzuka ainda respirando, ele precisa vencer a prova e torcer para que Vettel não pontue. Qualquer outro resultado dá o título ao alemão.
 
Mas ele e a McLaren parecem dispostos a cair de cabeça erguida. E isso é bacana. Se é verdade que o Mundial já está decidido, também é que as corridas têm sido boas.
 
Um duelo Button x Vettel (e talvez com Alonso e Hamilton se metendo), numa pista como Suzuka, seria uma bela maneira de varar a madrugada do domingo...
 
PS: Ok, tudo muito bom, tudo muito bem, mas, de longe, a coisa mais bacana da sexta foi o surgimento, nas lojinhas do circuito, deste fantoche aqui...
 
 

Escrito por Fábio Seixas às 09h21

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Button e McLaren, apaixonados

A McLaren anunciou nesta quarta a extensão do contrato de Button. Uma renovação "multianual", diz a nota à imprensa.
 
No comunicado, aquelas frases de sempre, todos felizes, contentes, esperançosos.
 
Button realmente merece. Encaixou-se com perfeição na equipe. Colocou Hamilton no bolso nesta temporada. E colaborou diretamente, a meu ver, para o descontrole do companheiro de equipe.
 
Não por acaso, Button é o campeão da Série B em 2011, o último a ter chances matemáticas de combater Vettel.
 
O anúncio deve ter sido uma ducha gelada para o campeão de 2008. Posso estar errado, mas acho que é o começo do fim do longo relacionamento de Hamilton com a McLaren...
 
É, também, uma boa para Pérez. Com Button em Woking, as portas de Maranello continuam abertas para o mexicano em 2013. 

Escrito por Fábio Seixas às 12h37

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Programe-se

É... Chegou a hora de varar a madrugada novamente por causa da F-1.
 
(Embora isso já tenha sido bem mais animado em anos anteriores.)
 
Neste final de semana, Suzuka voltará à sua sina de decidir Mundiais. 
 
Desde 2003, no hexa de Schumacher, o circuito japonês não coroava um título. Antes, outros nove já haviam sido conquistados por lá. 
 
Segue a programação do GP do Japão, no horário de Brasília:
 

Quinta-feira

22h-23h30, 1º treino livre

 

Sexta-feira

2h-3h30, 2º treino livre

23h-24h, 3º treino livre

 

Sábado

2h, treino oficial

 

Domingo

3h, largada

Escrito por Fábio Seixas às 12h17

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Campeões na telona

Começa nesta quinta-feira o Festival do Rio.
 
São 350 filmes, 18 mostras, muito filme inédito e coisas como "O Advogado do Viado" e "Alien Lésbica Solteira Procura" _juro que estou falando sério.

E o festival vem com uma excelente notícia para os maníacos por velocidade. Nas telonas, pela primeira vez, o documentário "A Era dos Campeões", um hit dos youtubes da vida.
 
Seguem a sinopse, direto do site do evento, e a programação...
 
A ERA DOS CAMPEÕES
De Cesario de Mello Franco e Marcos Bernstein. Doc. Brasil, 2011.
A Era dos Campeões é uma epopeia intimista em 80 minutos, que traça a história e as “estórias” dos pilotos brasileiros dos anos 70 aos anos 90, nesta época mágica em que o Brasil dominou a Fórmula-1. Contado a partir do ponto de vista personalíssimo de seus protagonistas, especialmente Fittipaldi, Piquet e Senna, o filme também vai em busca daqueles pilotos que não chegaram à consagração máxima e dos muitos obscuros coadjuvantes que ajudaram a criar esta grande e bem sucedidaaventura. Première Brasil em competição - longa documentário 
 
segunda, 10.out: 17h, Odeon Petrobras
terça, 11.out: 13h, Pavilhão do Festival
quarta, 12.out: 15h40, Estação Vivo Gávea 3
quarta, 12.out: 20h10, Estação Vivo Gávea 3
quinta, 13.out: 19h, Cinema Nosso
sexta, 14.out: 18h, Ponto Cine
 
Eu estarei em uma dessas sessões. Com certeza.

Escrito por Fábio Seixas às 16h52

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Pit Stop #202

O Pit Stop desta semana é uma sala de espera para o bicampeonato de Vettel. Mas não é só isso. O programa também fala da polêmica Hamilton x Massa, da Williams, da Mercedes, de Indy, MotoGP e Stock.

No quadro Naftalina, a primeira vitória de Emerson, num 4 de outubro. E na seção Mundo Pequeno, a Ferrari F310.
 
Lá vai...

Escrito por Fábio Seixas às 11h05

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"Destrua a corrida dele"

O vídeo está no site oficial da F-1. Ao 1min10s, Rob Smedley, engenheiro de Massa, entra no rádio e diz pro brasileiro: "Segure o Hamilton o máximo que você puder. Destrua a corrida dele o máximo que você puder. Vai, garoto..."

Prato cheio para os ingleses. Posso imaginar jornalistas da ilha, a caminho de Suzuka, indo ao delírio. "Oba, teremos assunto para explorar nesta semana!"
 
Bobagem.
 
Nesses anos todos, já critiquei muito a Ferrari por seus métodos anti-esportivos. Mas criticar esta comunicação de rádio é tentar achar pelo em ovo.
 
Esse é o tipo de coisa que engenheiros falam o tempo todo para seus pilotos. Discursos motivacionais, no esporte, nem sempre são um exemplo de polidez. Quem já jogou bola uma vez na vida sabe disso.
 
Não por coincidência, Rubén Magnano, técnico da seleção brasileira de basquete, proibiu microfones nas paradas técnicas para instruir seus jogadores. Palavrões são recorrentes. Instruções como "vamos matá-los" ou "vamos acabar com eles" são o básico.
 
No Twitter, alguém lembrou que na China, em 2006, Barrichello foi instruído por seu engenheiro da Honda a "matar" Heidfeld. E até onde sei, o alemão ainda goza de boa saúde.
 
Lembrando a série que comecei tempos atrás aqui no blog, vamos parar de mimimi...

Escrito por Fábio Seixas às 09h49

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Exterminador

Uma gracinha para animar o domingão...
 
 
Tem mais aqui. A dica é do André de Itu.

Escrito por Fábio Seixas às 14h40

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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